Após o início da janela partidária e a intensificação de articulações sobre as eleições, a Câmara dos Deputados terá três semanas de votações virtuais no plenário até o início de março. As datas foram acordadas nesta quinta-feira (5) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com líderes partidários.
Pelo acordo, apenas nos dias de 16 a 20 de março haverá votações presenciais. Nas demais semanas, as deliberações poderão ter os registro de votos pelo sistema digital da Câmara, o Infoleg, que garante que os deputados possam votar sem estar presentes fisicamente no plenário. As informações são da CNN.
Leia mais“Nós não vamos parar de trabalhar. Semana que remotamente, na outra semana presencial e na outra semana remoto”, afirmou o líder do PP, Luizinho (RJ). A semana que começa em 30 de março também deverá ter sessão semipresencial.
Para os próximos dias, a pauta deve ter como foco projetos de consenso e matérias prioritárias para a bancada feminina, segundo o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).
Matérias alvo de impasse foram retiradas. É o caso do projeto que estabelece novo regime de resolução bancária e cria mecanismos para a atuação do Banco Central em casos de riscos ao sistema financeiro. A proposta, apresentada em 2019 pelo Executivo, estava na pauta desde semana, mas for retirada a pedido do governo.
“Algumas pessoas acharam que era inoportuno votar o projeto, pela ocorrência que teve agora com o Banco Master. Eu fui um dos que defendi que o projeto, justamente, traz mais regras. Seria uma resposta do Parlamento a uma situação que mostrou que tem fragilidade”, afirmou o líder do PSB, Jonas Donizette (SP) sobre o projeto.
O texto poderá retornar à pauta durante a semana presencial, segundo Donizette. Uma nova reunião do colégio de líderes está prevista para o dia 16 de março para a definição da pauta.
Trocas de partidos
O acordo para as semanas alternadas foi definido no mesmo dia que começou a janela para trocas partidária sem punições. Até 3 de abril, os deputados poderão migrar de siglas sem correr o risco de perder o mandato.
Este período de um mês é o momento de negociações das siglas em que as estratégias de candidatura e chapas começam a se consolidar. Tradicionalmente, o período é marcado pelo esvaziamento do Congresso e a prioridade dos parlamentares para as negociações regionais das siglas.
Internamente, as bancadas têm suas metas de aumento de cadeiras. O Partido Liberal, por exemplo, espera chegar a mais de cem integrantes. O partido é o maior da Casa e tem atualmente 87 integrantes.
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