Após se enfrentarem na eleição para a prefeitura de Goiânia em 2024 — marcada por ataques e um racha na direita —, o grupo político do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (União Brasil), e integrantes do PL agora negociam uma aliança no estado para o pleito deste ano. Enquanto aliados de Caiado se movimentam em prol da pré-candidatura do vice-governador, Daniel Vilela (MDB), ao Palácio das Esmeraldas, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro busca com a movimentação costurar uma chapa forte para disputar o Senado.
Caiado tratou da possível composição no estado em um encontro no fim de dezembro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai para a corrida ao Planalto. “Foi uma conversa madura sobre o cenário nacional e local. Falamos sobre manter as conversas que devem se intensificar e afunilar em 2026. E as decisões serão tomadas no tempo certo e com maturidade política”, afirmou Vilela.
A negociação entre o União e o PL em Goiás começou há cerca de um ano, durante uma visita de Vilela a Bolsonaro. O encontro foi articulado pelo ex-deputado federal e vereador Major Victor Hugo (PL), que chegou a ocupar a liderança do governo do ex-presidente na Câmara.
Divisão interna
Na ocasião, a reunião provocou a publicação de uma nota de repúdio do presidente estadual do PL, senador Wilder Morais (GO), que lançou no ano passado sua pré-candidatura ao governo de Goiás. O texto criticava o correligionário por estabelecer “diálogos com seus adversários em âmbito estadual”. À época, o campo governista e a sigla de Bolsonaro tinham acabado de se enfrentar na eleição pelo comando de Goiânia. Sandro Mabel (MDB), que teve o apoio de Caiado, venceu a disputa no segundo turno contra o ex-deputado federal Fred Rodrigues (PL).
A pré-candidatura de Wilder foi lançada sob divisão no PL: parte defendeu apoio ao vice de Caiado e outra, que saiu vencedora, se manifestou favorável a uma candidatura própria. A chapa também inclui como pré-candidato ao Senado o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Em nota, o partido afirmou que os dois “reforçam a unidade interna da legenda e a construção de uma chapa majoritária robusta, com forte apelo entre o eleitorado conservador do estado”.
Como parte da estratégia para viabilizar a candidatura estadual, o partido promoveu uma série de encontros entre correligionários e apoiadores no estado ao longo do mês de dezembro, após cobranças de aliados do parlamentar por mais aparições públicas de Wilder. O senador apareceu em terceiro lugar na última rodada da Genial/Quaest para a corrida estadual, feita em agosto do ano passado, com 10% das intenções de voto. Aposta de Caiado e à frente no levantamento, Vilela somou 26%. Marconi Perillo (PSDB), cuja candidatura é vista como incerta por interlocutores, marcou 22%.
Integrantes do PL mais próximos do MDB, ouvidos reservadamente, alegam que o lançamento da pré-candidatura de Wilder serviu para marcar posição e, futuramente, negociar com Vilela. Internamente, a sigla tem enfrentado uma debandada de prefeitos, que buscam se filiar ao União de Caiado ou ao MDB do vice-governador.
O movimento é criticado por Fred Rodrigues, candidato derrotado no pleito para a prefeitura de Goiânia em 2024 e vice-presidente estadual do PL, que afirma que a investida contra os prefeitos “não é um bom cartão de visitas”. Rodrigues, contudo, admite que a sigla tem interesse em compor na chapa da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que tem liderado pesquisas de intenção de voto para o Senado no estado.
“Se o governador tinha a pretensão de construir um apoio do PL nacional e estadual, essa investida contra os prefeitos feito pelo MDB e pelo União Brasil certamente não é um bom cartão de visitas e deve atrapalhar a possibilidade de costuras futuramente”, afirma o bolsonarista.
Movimentação nacional
Em paralelo, Caiado busca atrair votos da base bolsonarista e tem investido no discurso sobre segurança pública e no antipetismo. No ano passado, também fez acenos a Bolsonaro ao prometer anistia ao ex-mandatário em caso de vitória nas eleições presidenciais. Em dezembro, Caiado anunciou que vai manter sua pré-candidatura mesmo após Flávio ser escolhido para representar o pai na corrida pelo Palácio do Planalto.
Andando pelas ruas de João Pessoa, a charmosa e encantadora capital paraibana, que se transformou numa das melhores cidades para se viver no Nordeste, parei no sinal de uma avenida do movimentado bairro de Manaira e lá me deparei com Ariano Suassuna: “A tarefa de viver é dura, mas fascinante”. Botei o olho e cantei a pedra: achei o mote da minha crônica deste domingo.
Grande paraibano, Ariano via a existência não apenas com otimismo ou pessimismo ingênuo, mas como um “realista esperançoso”, combatendo as agruras da vida através do sonho e da arte. Apesar das agruras do dia a dia, ele nunca perdeu a capacidade de se encantar com a vida. Até na fala, Ariano era manso.
Todo mundo tem medo da velhice, menos Ariano, que morreu aos 87 anos. “Nunca reclamei da velhice, porque envelhecer é natural. A gente vive a vida toda esperando isso. É até bom. Me lembro do Álvares de Azevedo. Tenho uma pena dele! Morreu com 19 anos, rapaz, um poeta daqueles. Veja o que ele dizia, que coisa linda: “Deus, que eu morra no palco! Não me coroem / De rosas infecundas a agonia!”. Tenho a mesma sensação. Se eu morrer, quero morrer no palco”, disse o dramaturgo numa entrevista ao jornal O Globo.
Ariano nos deixou muitos ensinamentos. Era um sábio, exagerado otimista. Para ele, a literatura era uma missão, a de defender o povo e a cultura dos brasileiros. E também uma vocação. Ariano Suassuna foi um dos maiores dramaturgos e pensadores brasileiros, célebre por suas obras como “O Auto da Compadecida” e por suas defesas apaixonadas da cultura nordestina. Sua visão de mundo unia profunda sabedoria, humor e esperança.
“Passei por momentos muito duros na vida, mas os enfrentei pela minha arte, que é a minha dança. Eu sei que eu posso ficar cego, porque sou diabético — mas eu danço. Quando digo dançar, quero dizer que participo da festa da literatura. A morte é certa. Todos nós morremos — e eu danço mesmo assim. A tarefa de viver é dura, mas fascinante. Agradeço a Deus o fato de viver. É com estas três palavras que eu danço: missão, vocação e festa”, disse numa outra ocasião ao mesmo jornal.
Quando diz que a vida é dura, mas é fascinante viver, recordo também que já li ele dizendo que tinha duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. Que coisa fantástica! Mas Ariano era fantástico mesmo! Ele dizia que “os mentirosos são parecidos com os escritores que, inconformados com a realidade, inventam outras.”
Sobre a força dos ideais que nos movem, disse: “O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.” Eita homem arretado! Ainda bem que de vez em quando chega a inspiração ao tropeçar, como fiz no sinal de trânsito em João Pessoa, na genialidade de Ariano Suassuna.
Ele morreu em 2014, aos 87 anos, mas é daqueles raros criadores artísticos que merecem a imortalidade. Seu maior sucesso, a peça “Auto da Compadecida”, e suas aulas shows constituem só a ponta de um iceberg fundamental para a arte e a cultura brasileiras.
Ao cunhar a expressão “armorial” como símbolo de um movimento de afirmação da cultura nordestina, intrinsecamente mestiça, nos anos 1970, Suassuna redescobriu um mundo fabuloso, o do Brasil profundo.
“Foi aí que meio sério, meio brincando, comecei a dizer que tal poema ou tal estandarte de Cavalhada era ‘armorial’, isto é, brilhava em esmaltes puros, festivos, nítidos, metálicos e coloridos, como uma bandeira, um brasão, ou um toque de clarim. Lembrei-me, aí, também, das pedras armoriais dos portões e frontadas do Barroco brasileiro, e passei a estender o nome à escultura com a qual sonhava para o Nordeste”, li dele, que completou:
“Descobri que o nome ‘armorial’ servia, ainda, para qualificar os ‘cantares’ do Romanceiro, os toques de violas e rabecas dos cantadores — toques ásperos, arcaicos, acerados como gumes de faca de ponta, lembrando o clavicórdio e a viola de de arco da nossa música barroca do século 18”.
A vida é fascinante, como disse Ariano, porque é efêmera. Um sorriso jamais se repete e o mesmo olhar não pousa duas vezes em nossos olhos fugidios. A vida não é sobre esperar a tempestade passar, é sobre aprender a dançar na chuva.
A vida tem a cor que você pinta. Temos que viver como se você fosse para sempre. As maiores lições da vida geralmente são aprendidas nas experiências mais desafiadoras.
Temos que viver inspirado em Ariano Suassuna: “Assim como uma flor precisa de sol e chuva para crescer, nós precisamos de alegrias e desafios para evoluir”.
Saiba que o segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do jardim para que elas venham até você.
O Toyota Corolla Cross, efetivamente um sucesso de vendas no Brasil e em diversos mercados da América Latina e Caribe, chega à linha 2027 com algumas atualizações, especialmente no modelo GR Sport. São quatro versões — XRE, XRX, GR-Sport e XRX Hybrid —, todas incluídas no programa de garantia estendida Toyota 10. O Corolla Cross GR-Sport, por sua vez, muda a assinatura visual e ganha, por exemplo, uma grade frontal trapezoidal integrada aos faróis de LED com luzes diurnas.
Entre as novidades, um novo design das rodas de liga leve com centro pintado em preto, além de para-choque dianteiro e grade frontal exclusivos e um novo para-choque traseiro. O modelo também passa a contar com novo acabamento da tampa traseira e novas molduras laterais inferiores das portas, além de acabamento inferior nas soleiras, compondo um visual mais robusto e dinâmico. No interior, a proposta esportiva é ampliada com atualizações como pedais esportivos para acelerador e freio, novo revestimento dos bancos esportivos e novo console central com acabamento, agregando sofisticação e identidade exclusiva ao ambiente da cabine. O console central do Corolla Cross está com novo design, disponível para toda a linha 2027, incorporando uma aparência mais moderna, digamos assim, ao interior do veículo. A iniciativa da Toyota é proporcionar uma integração mais intuitiva dos comandos de condução.
No geral, mantém em todas as versões o sistema Toyota Play 2.0, que traz uma moderna tela de alta definição de 10.1” para uma visualização ampla e intuitiva de mapas, mídias e funções do veículo. O SUV integra o ecossistema Toyota Serviços Conectados via aplicativo Toyota App, permitindo que o proprietário consulte diagnósticos de saúde do carro e acesse o status do veículo em tempo real. E o sistema também oferece recursos avançados de segurança, como rastreamento e cercas geográficas, além de conectividade Wi-Fi nativa para múltiplos dispositivos, transformando a direção em uma jornada mais inteligente e prática.
Segurança – Essa questão específica traz, de série, e também em todas as suas versões, o pacote Toyota Safety Sense, que inclui itens como assistente de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo e assistência de permanência em faixa e farol alto automático. Agora, toda a linha do Corolla Cross 2027 passa a contar com o sistema TPMS (Sistema de Alerta da Pressão dos Pneus), recurso que monitora constantemente a pressão dos pneus e alerta o motorista em caso de níveis inadequados.
Além de ampliar a segurança durante a condução, o sistema contribui para melhor estabilidade do veículo, reduz o desgaste irregular dos pneus e auxilia na eficiência do consumo de combustível. Outra novidade é que a versão XRE passa a contar com o conforto, segurança e comodidade dos Serviços Conectados Toyota. Eles permitem ao cliente ter informações, como status e diagnóstico do veículo, otimização de combustível e lembrete de revisão. Adicionalmente, o cliente pode contar ainda com serviços de assistência 24h, rastreio e imobilização do veículo, Wi-Fi Hotspot, entre outros, por meio de um pacote de assinatura.
Motorização – Na configuração híbrida flex, o Corolla Cross 2027 é equipado com motor 1.8 que entrega 101 cv quando abastecido com etanol e 98 cv com gasolina, além de 14,5 kgfm de torque (com etanol ou gasolina). Esse propulsor funciona em conjunto com dois motores elétricos de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque, garantindo respostas rápidas e uma condução aprimorada.
Pioneiros no mundo ao reunir as vantagens da eletrificação com o biocombustível, os híbridos flex da Toyota têm consumo 30% menor quando comparado às versões não-eletrificadas e até 70% menos emissão de CO₂ quando abastecidos com etanol. Já nas versões equipadas com o motor 2.0 Dynamic Force Dual VVT-iE 16V DOHC, o Corolla Cross 2027 entrega até 175 cv de potência e 21,3 kgfm de torque. Associado à transmissão Direct Shift com simulação de dez marchas, o conjunto traz uma aceleração direta graças a uma engrenagem mecânica que atua na arrancada do veículo, melhorando a aceleração em primeira marcha. O resultado é uma transmissão altamente eficiente em qualquer faixa de velocidade.
Haval H9 Selection: SUV ganha nova versão – A GWM Brasil acaba de ampliar a gama do Haval H9 ao lançar uma versão chamada de “Selection”. A nova configuração do SUV diesel premium de sete lugares da marca chega com visual exclusivo, como cor única (Cinza Zenith), rodas de liga leve aro 19” com desenho também único, interior na tonalidade Marrom Saibro e novos detalhes externos em preto brilhante na grade dianteira e a moldura dos faróis.
A nova configuração, entretanto, mantém conjunto mecânico da linha Haval H9: motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,94kgfm de torque e transmissão automática de nove velocidades. O H9 também tem sistema de tração integral 4×4 com reduzida. O Haval H9 mantém intacto o padrão de conforto e tecnologia da linha, com painel digital de 10,25 polegadas, central multimídia full HD de 14,6 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador de smartphone por indução de 50W, sistema de som premium e espaço para sete ocupantes com conforto em todas as fileiras.
O modelo chega em um momento especialmente positivo: em maio, o Haval H9 voltou a liderar o segmento de SUVs grandes, com 1.220 emplacamentos, superando novamente um dos modelos mais tradicionais da categoria. O resultado sucede ao desempenho histórico registrado em março, quando o SUV conquistou pela primeira vez a liderança do segmento e estabeleceu seu recorde de vendas no país.
Avenger: produção abre 1.500 vagas – A Stellantis começou a contratar novos profissionais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro para atender à produção de novos modelos que serão lançados no mercado brasileiro ainda este ano. Serão aproximadamente 1,2 mil vagas destinadas ao Polo Automotivo de Betim (MG), 200 oportunidades para a unidade de Itaúna (MG) e 100 novas posições para o Polo Automotivo de Porto Real (RJ).
Na fábrica de Betim, as novas oportunidades de emprego estão diretamente relacionadas à produção de um modelo inédito da Fiat, reforçando a preparação da unidade para o lançamento. Em 2026, a fábrica completa 50 anos de atividades e segue desempenhando um papel estratégico para a Stellantis e para a indústria automotiva brasileira. No Polo de Porto Real, as novas contratações serão realizadas para atender à produção do Novo Jeep Avenger, ampliando a capacidade operacional da unidade para acompanhar a chegada do modelo ao mercado brasileiro.
O Ceará e seus três carros elétricos – A General Motors anunciou oficialmente o começo da produção do SUV Chevrolet Captiva EV na antiga fábrica da Troller, em Horizonte, no Ceará. Na planta, aliás, já é montado o compacto Spark EUV, também de origem chinesa. Por isso, a empresa cearense Comexport, que tinha capacidade para montar 5 mil unidades (trazendo as peças da China) ampliou a capacidade para 40 mil unidades anuais.
Com isso, passará a montar os modelos da britânica MG Motor, que é controlada pelo grupo chinês SAIC. O MG4 é equipado com duas opções de motores: um de 194 cv e outro de 435 cv, com, respectivamente, 35,7 e 61,2kgfm de torque. Em relação à GM, a produção do Captiva EV dá sequência a uma estratégia que combina a marca, embora em queda no varejo brasileiro, proximidade com o consumidor e desenvolvimento gradual das capacidades industriais no Ceará. Até o final de 2026, a fábrica receberá ainda uma nova linha para produzir um veículo equipado com uma tecnologia inédita para a marca no país. Com isso, a unidade passará a reunir três veículos em menos de um ano.
Montana ganha mais itens de conforto – E por falar em Chevrolet, o mercado brasileiro de caminhonetes vive uma transformação importante. Em uma década, a participação da categoria passou de 12% para 19%, movimento impulsionado principalmente pelo surgimento das picapes médias/compactas. Para tentar garantir espaço, a Chevrolet lançou “uma nova categoria”, chamando-a de “SUV com caçamba”. A ideia era agregar atributos antes pouco associados a esse tipo de produto, como a combinação de carroceria monobloco, suspensão de automóvel de passeio e cabine dupla espaçosa. Com 4.717 mm de comprimento, 1.798 mm de largura e caçamba de 874 litros, a Montana foi concebida para entregar bom aproveitamento interno, capacidade de transporte multifuncional e porte compatível com o uso também em grandes metrópoles.
Nessa direção, a gama passa a oferecer, por exemplo, acabamento macio ao toque no painel, que apenas eleva a percepção de qualidade da cabine e reforça, quem sabe, a “sensação de refinamento” a bordo. Também vem com sensor de estacionamento traseiro em todas as versões e sensor de chuva com ajuste automático de intensidade nas configurações topo de linha Premier e RS, recursos que tornam a experiência de condução mais prática no dia a dia e reforçam a percepção de conveniência.
O motor 1.2 turbo flex, que no lançamento entregava até 133 cv e 21,4 kgfm, passou recentemente a adotar injeção direta de combustível e agora desenvolve até 141 cv e 22,9 kgfm, sempre associado a transmissões de seis marchas, manual ou automática, de acordo com a versão. A picape faz 8,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol, e 12,4 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina na versão manual. Na versão automática, os índices são 7,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol, e 11,0 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina, de acordo com o ciclo Inmetro.
Preços e versões
Chevrolet Montana
2027
1.2 manual
R$ 133.090
LT manual
R$ 139.390
LTZ automática
R$ 156.090
Premier automática
R$ 164.190
RS automática
R$ 171.390
Prêmio Menor Custo de Uso 2026 – A Fiat, que lidera o mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil e na América do Sul, acaba de ser mais uma vez reconhecida na prestigiada premiação “Menor Custo de Uso”, promovida pela revista Quatro Rodas. Na edição de 2026, a marca conquistou o maior número de premiações com cinco modelos, incluindo o primeiro lugar em três importantes categorias com Pulse, Strada e Toro. Ao garantir o menor impacto no bolso do consumidor ao longo do tempo, a Fiat demonstra a alta competitividade de suas revisões.
O Fiat Pulse, primeiro SUV da marca desenvolvido e produzido no Brasil, consagrou-se mais uma vez campeão em sua categoria com a versão Drive 1.3 AT. O resultado evidencia que o seu design, tecnologia e performance andam lado a lado com a acessibilidade e o custo competitivo de manutenção exigidos pelo consumidor brasileiro. No segmento de picapes, a marca se destaca também no pós-vendas. A Strada, carro mais vendido na região – no país pelo quinto ano consecutivo -, tem o melhor custo-benefício de sua categoria, reconhecida na versão Endurance. Já a Toro foi a grande campeã entre as picapes a diesel com a versão Ranch.
VW Tera: um ano de boas vendas – O pequeno (e de entrada) SUV da Volkswagen completa em junho seu primeiro ano de vendas este mês. E já tem acumuladas 80,3 mil unidades vendidas no mercado interno e mais de 100 mil produzidas desde que chegou oficialmente às concessionárias em junho do ano passado. De janeiro a maio de 2026, aparece como o segundo utilitário esportivo mais vendido do país, atrás somente do irmão de marca T-Cross, e na quinta posição entre todos os carros de passeio negociados. Nos últimos cinco meses, somou 32,1 mil licenciamentos – numa média mensal de 9,6 mil unidades. O melhor resultado mensal nessa curta trajetória foi estabelecido pelo Tera em dezembro, quando 10,5 mil unidades foram licenciadas.
Etanol tem o menor preço em quase um ano – O preço médio nacional do etanol hidratado caiu para R$ 4,26 por litro na segunda semana de junho, renovando a mínima de 2026 e alcançando o menor patamar desde a última semana de julho de 2025, quando o combustível era vendido a R$ 4,25 por litro. As informações são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Os dados históricos mostram que o etanol voltou aos níveis observados há quase um ano. Após superar R$ 4,80 por litro em diferentes momentos de 2025, o combustível acumulou sucessivas reduções, aproximando-se novamente das mínimas registradas no período pós-safra do ano passado. O movimento reforça a tendência observada nos últimos meses, com o etanol se consolidando como o principal destaque entre os combustíveis monitorados. A redução ocorre em meio ao avanço da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, principal polo produtor do país, que amplia a oferta do produto e favorece a queda dos preços. O cenário também fortalece a competitividade do biocombustível frente à gasolina em diversos estados brasileiros. O levantamento aponta ainda que a gasolina e o diesel S-10 apresentaram estabilidade entre o final de maio e a segunda semana de junho, sinalizando acomodação dos preços após as oscilações observadas ao longo do primeiro semestre.
Entre os estados, o comportamento dos preços seguiu desigual. Na gasolina comum, o maior aumento semanal foi registrado no Piauí, com alta de R$ 0,16 por litro, seguido por Maranhão (R$ 0,09) e Paraíba (R$ 0,07). Na direção oposta, Amazonas apresentou a maior queda, de R$ 0,07 por litro, seguido por Roraima e Rio Grande do Norte, ambos com recuo de R$ 0,06. Na média nacional, o preço da gasolina teve leve redução de R$ 0,01 por litro. No etanol, o Piauí também liderou as altas semanais, com avanço de R$ 0,17 por litro, seguido pelo Distrito Federal (R$ 0,16). Já as maiores quedas foram observadas em Tocantins (-R$ 0,17), Pernambuco (-R$ 0,14) e Mato Grosso (-R$ 0,13), reforçando a tendência de redução dos preços em importantes mercados consumidores e produtores.
A média nacional registrou queda de R$ 0,07 por litro. O diesel S-10, por sua vez, apresentou o comportamento mais estável entre os combustíveis analisados, com recuo médio nacional de R$ 0,04 por litro. Ainda assim, algumas unidades da federação registraram oscilações mais expressivas. O Acre liderou as altas, com aumento de R$ 0,59 por litro, seguido por Piauí (R$ 0,07) e Tocantins (R$ 0,05).
Desconfie dos truques para desamassar carros – Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar vídeos que prometem eliminar amassados na lataria usando água quente, secadores de cabelo, ventosas, cola quente e até desentupidores de pia. As publicações costumam acumular milhões de visualizações ao apresentar soluções rápidas e aparentemente econômicas para um problema comum entre motoristas. No entanto, especialistas alertam que a prática pode sair mais cara do que o reparo profissional. O alerta ganha relevância em um país que possui uma frota superior a 130 milhões de veículos, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Com mais carros circulando, cresce também a ocorrência de pequenos danos causados por colisões leves, granizo, quedas de objetos e incidentes em estacionamentos. João Ricardo Chamone Maciel, profissional especializado em Martelinho de Ouro e revenda de automóveis, alerta que muitos dos métodos compartilhados na internet ignoram fatores técnicos fundamentais para a recuperação da lataria.
“Cada amassado possui características próprias relacionadas à profundidade, ao local atingido e à tensão da chapa. O que parece uma solução simples em um vídeo pode gerar deformações adicionais, trincas na pintura e até danos permanentes na peça quando aplicado sem conhecimento técnico”, explica.
Mais carros nas ruas – A busca por alternativas caseiras também tem sido impulsionada pelo aumento da produção e circulação de veículos no país. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apontam que o mercado brasileiro encerrou 2025 com mais de 2,6 milhões de veículos novos emplacados, reforçando a preocupação dos proprietários com a conservação e valorização de seus automóveis.
Dano original – Segundo João Ricardo, o principal problema surge quando a tentativa de reparo agrava o dano original. Em muitos casos, um amassado que poderia ser corrigido por técnicas de desamassamento sem pintura acaba exigindo serviços mais invasivos, como funilaria, aplicação de massa e repintura. “É comum recebermos veículos em que a intervenção caseira piorou a situação. Quando há comprometimento da pintura original, o reparo se torna mais complexo e, consequentemente, mais caro. Além disso, preservar a pintura de fábrica é um fator importante para a valorização do veículo”, afirma.
Evolução da indústria automotiva – Outro fator que exige atenção é a evolução dos materiais utilizados pela indústria automotiva. Muitos veículos modernos empregam ligas metálicas de alta resistência, alumínio e componentes desenvolvidos para absorver impactos, exigindo ferramentas específicas e técnicas adequadas para evitar deformações adicionais.
Eventos climáticos – A preocupação também se estende aos eventos climáticos extremos. Tempestades de granizo têm se tornado cada vez mais frequentes em diversas regiões brasileiras, aumentando a procura por serviços especializados de recuperação estética automotiva. Nesses casos, a tentativa de corrigir dezenas de pequenas avarias sem avaliação profissional pode comprometer ainda mais a estrutura superficial da carroceria.
Soluções improvisadas – Para o especialista, a popularização de conteúdos virais tem levado muitos consumidores a acreditar que qualquer dano pode ser resolvido com soluções improvisadas.
“As redes sociais costumam mostrar apenas o resultado final, sem explicar os riscos envolvidos ou os casos em que a técnica não é indicada. O carro representa um patrimônio importante para a maioria das famílias. Antes de tentar qualquer procedimento encontrado na internet, vale buscar uma avaliação profissional para evitar prejuízos maiores”, destaca.
Seja cauteloso – Em tempos de vídeos de poucos segundos e soluções instantâneas, a cautela continua sendo a melhor ferramenta para quem deseja manter o veículo em bom estado. Afinal, quando o assunto é patrimônio, nem sempre o caminho mais rápido é o mais econômico.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Políticas da direita reagiram à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em que ele critica o jogador da seleção brasileira Neymar Jr, que está lesionado. Durante uma agenda em Belo Horizonte ontem (19), o petista ironizou a participação do atleta na Copa do Mundo, argumentando que ele é o “primeiro convocado home-office do mundo”. Nomes como os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG) foram às redes sociais para rebater o posicionamento de Lula.
Zema questionou a forma como o presidente “trata um dos maiores ídolos recentes do Brasil”. Além disso, o ex-governador aproveitou para ironizar a atuação da primeira-dama Janja da Silva no governo: “Quem dera, pessoal, se a Janja fosse a primeira-dama a ser home-office do mundo. Seria uma beleza para o Brasil. Muita economia e mais dinheiro para o que o povo precisa”, disse Zema, em vídeo. “Dito isso, precisamos vencer essa Copa, pelo menos uma notícia boa para os brasileiros”.
Já Flávio compareceu ao lançamento da pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL) ao Senado, neste sábado (20), utilizando uma camisa da seleção brasileira com o nome de Neymar.
Antes disso, por meio das redes sociais, Flávio publicou que Lula fez um “gol contra” e que o Brasil está ao lado do jogador do Santos. Ainda de acordo com o senador, entre Neymar e Lula, “só um tem espaço no coração dos brasileiros”.
“Você pode gostar ou não do Neymar como jogador. Para mim, ele é craque. Mas a gente está falando de um brasileiro, de origem humilde, que venceu na vida e levou o nome do país para o mundo”, afirmou Flávio. “Difícil de defender é o Lula, com seu mandato em modo avião, sempre viajando e se hospedando em hotéis de luxo com a Janja”, completou.
Neymar é craque e Lula é presidente turista. Só um deles tem espaço no coração do brasileiro e pode ter certeza: o Brasil está do lado e torcendo pelo @neymarjrpic.twitter.com/KTn1s0FtHI
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi outro que atacou Janja e afirmou que um presidente da República deveria “valorizar as estrelas” do país como Neymar, definido por ele como “o maior ídolo da seleção”.
“O Neymar estava em casa e agora foi convocado porque ele estava machucado. Você ficou em casa por um tempo porque tinha sido condenado. Tem uma diferença muito grande”, ironizou o parlamentar mineiro.
O deputado bolsonarista Helio Lopes (PL-RJ), pré-candidato ao Senado por Roraima, também se manifestou, dizendo que Lula está “desmerecendo herói nacional”:
“Neymar é reconhecido mundialmente por seu talento no futebol, passa por um momento de recuperação e Lula desmerece sua atuação, na verdade, ele gosta mesmo é de exaltar outro tipo de gente… vocês sabem bem! Os valores de Lula sempre invertidos”, escreveu o deputado.
Neymar é reconhecido mundialmente por seu talento no futebol, passa por um momento de recuperação e Lula desmerece sua atuação, na verdade, ele gosta mesmo é de exaltar outro tipo de gente… vocês sabem bem! Os valores de Lula sempre invertidos pic.twitter.com/20JGrRsnpz
Durante anúncio de investimentos em oncologia no SUS em Belo Horizonte (MG), o presidente perguntou a um menino da plateia qual era o melhor jogador da Seleção Brasileira. Neymar é apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Quem o Brasil tem bom de bola agora?”, pergunta Lula.
“O Neymar”, responde a criança.
“O Neymar não está nem jogando, cara. O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador home office. Isso eu vi na internet ontem. Qualquer dia vai ter que fazer uma Seleção com inteligência artificial. Onze Pelés”, ironizou Lula.
O camisa dez da seleção se recupera há um mês de uma lesão na panturrilha e ficou de fora da partida desta noite, contra o Haiti, nesta sexta-feira, válida pela segunda rodada. A expectativa é que ele esteja disponível para o próximo jogo contra a Escócia.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) anunciou neste sábado (20) que desistiu de sua pré-candidatura ao Governo do Estado de São Paulo e confirmou que buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados. A declaração ocorreu durante um evento oficial da legenda realizado no Auditório Bunkyo, na capital paulista.
Kim Kataguiri afirmou que quer “ser o governador do Estado de São Paulo”, mas que “nem sempre a vida deixa a gente fazer o que a gente quer”. “Nem sempre a gente pode seguir o caminho que gostaria de seguir. Às vezes, a gente tem que encarar estradas mais duras, mais ingratas, mais pesadas”, afirmou. As informações são do jornal O Globo.
O parlamentar informou que o partido Missão — legenda idealizada por lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) — avalia se lançará um nome alternativo para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes ou se adotará uma postura de neutralidade no pleito estadual. De acordo com o deputado, a tendência atual é que seja articulada uma chapa pura, composta exclusivamente por integrantes do partido, sem coligações formais no momento.
“Na política brasileira, a gente nunca sabe o que vai acontecer, mas a gente sabe que alguma coisa que a gente não sabe o que vai acontecer vai acontecer. O imponderável torna-se cada vez mais regra, então, assim, a princípio não devemos formar uma chapa com outros partidos, mas a gente não sabe como o cenário vai estar daqui a um ou dois meses”, disse.
Kataguiri também adiantou seus planos para o âmbito nacional e anunciou que aceitou o convite para integrar uma eventual gestão do pré-candidato à Presidência da República pela legenda, Renan Santos. “Tenho muito orgulho de ser anunciado hoje como o primeiro membro da equipe ministerial do governo Renan Santos”, declarou, apontado para a pasta da Reforma do Estado.
O pré-candidato a deputado estadual, Breno Araújo e a sua esposa, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, participaram ontem (19) da Feira da Reforma Agrária Regional do Pajeú. O evento reuniu agricultores e agricultoras, representantes de movimentos sociais, instituições e lideranças de diversos municípios da região. A programação teve como foco o fortalecimento da agricultura familiar, a troca de experiências e o debate sobre desenvolvimento rural, cidadania e produção sustentável.
Durante o evento, Breno destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao homem e à mulher do campo. “A feira representa um espaço de diálogo, aprendizado e valorização da agricultura familiar, que tem papel fundamental na economia e na segurança alimentar da nossa região. É uma satisfação participar de um momento tão significativo para o Pajeú”, afirmou.
Na ocasião, Márcia Conrado assinou um Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Serra Talhada, por meio do programa Terra Cidadã. A parceria tem como objetivo ampliar o acesso da população rural a direitos, serviços e ações voltadas à regularização e ao fortalecimento das comunidades do campo.
Para a gestora, “a união entre instituições e lideranças é fundamental para ampliar oportunidades e fortalecer as políticas públicas destinadas à população rural de Serra Talhada e de toda a região do Pajeú”, concluiu. A programação contou ainda com a presença da deputada estadual Rosa Amorim, além de representantes de entidades ligadas ao desenvolvimento rural.
A passagem de João Campos (PSB) por Parnamirim, no Sertão Central, neste sábado (20), terminou com a adesão de lideranças políticas de Terra Nova ao grupo que o acompanha na região. Entre os apoios anunciados está o de Duíla do Alazão, principal nome da oposição no município. Ele foi o vereador mais votado em 2016 e disputou a prefeitura de Terra Nova pelo União Brasil em 2024.
Também declararam apoio ao pré-candidato o ex-candidato a vice-prefeito Pedro Callou (Podemos) e o vereador Bado David (União Brasil). As articulações ocorreram durante encontro que reuniu o pré-candidato ao governo e o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos).
Mesmo sob chuva e frio de 18°C, milhares de pessoas assistiram ontem (19) ao show de Priscila Senna, uma das atrações mais aguardadas da programação junina do São João de Arcoverde, no Polo Multicultural. A cantora, conhecida como “Musa da Sofrência”, conduziu um repertório centrado em sucessos que foram acompanhados em coro pelo público. Antes dela, subiram ao palco do Pátio de Eventos Dani Aguiar e Talita Mel ficaram para aquecer a plateia.
A noite também marcou a primeira vez, nesta edição do São João, em que os dez polos culturais funcionaram simultaneamente em Arcoverde. A programação espalhada pela cidade reuniu manifestações como samba de coco, forró pé de serra, poesia, artes visuais e outras expressões da cultura popular, ampliando o alcance da festa para além do palco principal.
Entre os espaços com maior movimento esteve o Polo Raízes do Coco, que recebeu público expressivo e encerrou a programação com apresentação da banda Pau e Corda, já na madrugada. Pela primeira vez, o polo também teve transmissões ao vivo pelas redes sociais da Prefeitura de Arcoverde, ampliando o alcance das apresentações.
Com forte presença de público em todos os polos, a noite reforçou a proposta de descentralização da festa e diversidade cultural. A programação segue neste sábado (20) om atrações como Maciel Melo e Almério no Polo Raízes do Coco, além de Ciro Santos, Edy & Nathan e Fabinho Testado no Polo Multicultural. A programação também conta com apresentações de grupos de samba de coco, bandas de pífano, forró pé de serra, artistas locais e manifestações da cultura popular
Na próxima segunda (22), das 9h às 12h, será realizada uma audiência pública em defesa do Canal do Sertão Pernambucano no auditório da Biblioteca da Univasf, em Petrolina. O encontro reunirá autoridades e representantes da sociedade civil para debater a importância do projeto para a segurança hídrica e o desenvolvimento do Sertão do Araripe e do São Francisco.
Na ocasião, será apresentada a “Carta do Sertão em Defesa do Canal do Sertão”, com reivindicações e justificativas que serão encaminhadas aos governos competentes. A programação inclui apresentação do projeto, formação de mesa com autoridades e espaço para falas, além da consolidação dos encaminhamentos ao final do evento.
Depois de passar pelo Araripe, João Campos (PSB) seguiu, neste sábado (20), para Parnamirim, no Sertão Central. O pré-candidato a governador concedeu entrevista a uma rádio local, participou de um almoço com lideranças políticas e discutiu demandas da região.
A recepção contou com a participação do ex-prefeito Tácio Pontes, do ex-vice-prefeito Rennê Alencar, da pré-candidata a deputada federal Kelly Alencar, dos vereadores Galego Carvalho (MDB), Subira (MDB) e Nego Aurélio (MDB), dos suplentes de vereador e lideranças Genário da Saúde (MDB), Mariano Cruz (MDB), Regi Sampaio (PSD), Siylvinha Cabral (PSD), Neuzinha Freire (PP), Elizomar Januário e Valdir Jorge, além dos presidentes municipais do MDB e do PDT, respectivamente, Darlan Sampaio e Wilson Januário.
Entre as demandas apresentadas pela população local está a necessidade de articulação entre a futura gestão estadual e o Governo Federal para viabilizar o Ramal de Entremontes, obra que deve captar água do projeto de transposição do Rio São Francisco e dar segurança hídrica à população local. Em encontro com lideranças, João Campos disse que iniciativas como essa mostram que Pernambuco precisa recuperar a capacidade de tirar grandes projetos do papel.
“É preciso que a gente possa voltar a ter sonho grande e a capacidade de fazer. A sensação que tenho é que, nesses últimos anos, Pernambuco perdeu a capacidade de ter sonhos grandes e realizar. Por isso que a gente vê coisas muito menores do dia a dia sendo discutidas, e o estado perdendo protagonismo. O que está fazendo falta não é discutir o presente, mas sonhar com o futuro. Vamos voltar a sonhar grande”, discursou.
Também acompanharam presentes em Parnamirim o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), o deputado estadual Fabrizio Ferraz (Podemos) e o prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques (PSB).
O senador Humberto Costa (PT) manifestou, na manhã deste sábado (20), “absoluta confiança” na inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e alvo recente da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
A investigação apura se o parlamentar baiano cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao atuar politicamente no Congresso Nacional em benefício de pautas de interesse do Banco Master.
Os investigadores suspeitam que Jacques Wagner tenha pedido ao ex-sócio do Master Augusto Lima um apartamente de luxo, avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador. Em contrapartida, defenderia o banco na Casa Alta.
Em entrevista à Rádio Mais FM, em Ouricuri, no Sertão do Araripe, Humberto Costa rechaçou a possibilidade de o escândalo desgastar a imagem do governo ou prejudicar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Humberto assegurou possuir plena convicção de que o correligionário prestará todos os esclarecimentos. “Temos absoluta confiança em Jacques Wagner e temos certeza de que ele vai esclarecer todas as acusações feitas a ele. Acredito que ele vai provar integralmente sua inocência”, declarou o senador pernambucano.
A investigação aponta ainda que parentes do senador baiano teriam sido beneficiados. Há indícios de repasses milionários a uma empresa de fachada registrada em nome de sua nora. Jacques Wagner nega tudo.
Na entrevista, Humberto Costa minimizou o impacto eleitoral do episódio, definindo o suposto envolvimento do líder governista como fato isolado, sem ramificação ou ligação direta com o Palácio do Planalto ou com o presidente Lula.
O senador pernambucano sustentou, ainda, que o andamento da apuração policial constitui uma evidência clara da postura republicana adotada pela atual gestão federal. Na ótica do parlamentar, os mandados judiciais cumprem o papel de demonstrar a total autonomia da Polícia Federal.
Humberto garantiu a aplicação rígida das leis brasileiras, lembrando o amplo direito de defesa assegurado ao correligionário, e enfatizou a necessidade de se investigar qualquer cidadão sem distinções ou privilégios políticos.
“Essa investigação sobre Jaques Wagner é mais uma demonstração de que no governo Lula ninguém é protegido de ser investigado pela Polícia Federal. Eu acho que ele não tem culpa no cartório, mas se tiver, ele vai poder se defender. E se tiver culpa, com certeza, haverá a punição”, apostou.
O líder da oposição na Câmara de São José do Egito, vereador Albérico Tiago, voltou a cobrar coerência do prefeito Fredson Brito diante de um contrato publicado no Diário Oficial dos Municípios no valor de R$ 417.600,00, firmado com uma empresa sediada em Sertânia para manutenção da frota municipal.
O documento chama atenção não apenas pelo valor, mas também pela variedade de serviços contratados. Além de mecânica preventiva e corretiva, o contrato inclui borracharia, lava-jato, alinhamento, balanceamento, capotaria, tapeçaria, vidraçaria, funilaria, pintura, reboque e reposição de peças.
Para Albérico Tiago, a questão central é política. “Na campanha, o prefeito dizia que governaria para gerar emprego e renda em São José do Egito. Agora vemos um contrato de mais de R$ 417 mil com empresa de outro município, inclusive para serviços que qualquer cidadão sabe que existem em São José do Egito, como borracharia e lava-jato”, diz.
O vereador afirma que a população espera uma explicação da gestão. “Se há profissionais, oficinas, borracharias e estabelecimentos capazes de prestar esses serviços em nosso município, por que esse dinheiro não está fortalecendo a economia local? É essa resposta que a população quer.”
Albérico destaca que não questiona a existência do processo licitatório, mas cobra transparência quanto às escolhas administrativas. “O dinheiro público deve, sempre que possível e dentro da legalidade, impulsionar a economia da própria cidade. Foi exatamente essa a promessa feita durante a campanha.”
O parlamentar também observa que a empresa vencedora é de Sertânia, município administrado por uma prefeita politicamente alinhada ao mesmo grupo do prefeito Fredson Brito. Segundo ele, essa coincidência política aumenta a necessidade de que a administração municipal apresente, de forma clara, os critérios técnicos que justificaram a contratação. “Quem prometeu gerar emprego e renda em São José do Egito precisa explicar por que um contrato dessa dimensão está movimentando a economia de outro município.”
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deve deixar o posto após ser alvo da operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do banco Master, afirmou a jornalista Daniela Lima no UOL News, do Canal UOL. A colunista apurou que Wagner só não anunciou sua saída ainda para evitar a impressão de admissão de culpa.
“O que eu posso adiantar agora é basicamente o seguinte. Uma fonte me disse: ‘Daniela, o Wagner vai sair, não tem ambiente para ficar. O Lula não gostaria de tirá-lo porque é uma das poucas figuras que ainda o presidente conversa de igual para igual, o presidente escuta. Mesma idade, uma trajetória semelhante, 40 e tantos anos de amizade, mas o Wagner vai sair’.”
“Eu falei: ‘por que não saiu ontem? Porque ele está impondo um desgaste pavoroso pro Palácio do Planalto, para o presidente Lula, para a candidatura do presidente Lula à reeleição. Que tipo de aliado é esse que impõe ao presidente o custo da barafunda na qual se meteu?'”, questionou Daniela.
“A fonte me respondeu basicamente o seguinte: ‘Conhecendo como eu conheço, entendo que não quis sair no dia porque ali seria uma coisa de quase que de admissão de culpa, mas então logo a coisa assente deve sair exatamente para preservar a própria candidatura, preservar o Palácio do Planalto e preservar o presidente Lula'”, continuou.
A colunista destacou que o descontentamento no Palácio do Planalto foi imenso porque Wagner não só não prestou informações convincentes, como empurrou para Lula, que mantém silêncio sobre o tema, a responsabilidade de resolver a situação dele.
“O Lula ganha tempo porque, ao não falar, o que o Jaques fez? O Jaques disse: ‘Eu conto com a solidariedade do presidente. Ele me ligou para dizer que é solidário, que confia em mim’. O Lula poderia ter dito publicamente, mas não disse. Fica o dito pelo não dito. A palavra do Jaques contra o silêncio do Lula.”
“O silêncio pode ter, nesse caso, duas interpretações. Quem cala, consente, ou seja, endossa. Ou se não pode falar bem, não fale nada. Lula ganha tempo para não tomar uma decisão que vai ser traumática do campo do ponto de vista pessoal, talvez no calor da crise”, continuou a colunista.
A colunista citou pontos da entrevista concedida por Lula ao UOL em fevereiro deste ano que explicariam a postura do presidente diante da crise envolvendo Jaques Wagner. “Pontos da entrevista que a gente fez me chamaram atenção porque achei ela sintomática para entender um pouco o processo de tomada de decisão do presidente Lula. Ele falou: ‘Daniela, eu não tomo decisão com febre alta'”.
“Ou seja, se a crise tá bombando, se a crise tá latejando, ele recua e aguarda. Parece ser o que tá fazendo agora. Não acho que seja a medida mais inteligente, porém é o que o ‘Lula 3’ aos quase 80 anos de idade tem a oferecer”, disse. “É uma figura que se já fez história por ser três vezes presidente da República, entende que foi assim que chegou, até onde chegou, mudar não vai. E, aliás, é o que muitos dos aliados dele hoje dizem. Lula escuta muito pouca gente e ainda assim os poucos que ele escuta nem sempre conseguem convencê-lo de que o que está acontecendo merece uma abordagem diferente da que ele entendeu”, finalizou Daniela.