Com três mandatos de prefeito de Lajedo no currículo, Antonio João Dourado (PSB) teve o nome homologado em convenção para disputar uma nova oportunidade de governar o município nas eleições deste ano. A coligação “União por Lajedo” é composta pelo PSB, Avante e pela Federação PT/PCdoB/PV, que indicou como candidato a vice o também ex-prefeito Dr. Rômulo.
“Agradeço pelo trabalho, carinho e pela vontade de ver Lajedo renascer. Uma convenção maravilhosa, com mobilizações por toda a cidade, nos povoados e sítios – é uma demonstração enorme da vontade de mudança. Foi uma festa expressiva da democracia em nosso município”, destacou.
A governadora Raquel Lyra (PSD) não assumiu apoio à reeleição do presidente Lula (PT), mas deu ordens expressas para prefeitos mais próximos aderirem ao petista, como a prefeita Pollyana Abreu (PSD), de Sertânia, a mesma que no primeiro turno apoiou Humberto Costa para o Senado a pedido de Raquel.
O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15), de forma simbólica, a MP (medida provisória) que obriga a realização do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) para estudantes de Medicina.
Publicada em junho pelo MEC (Ministério da Educação), em conjunto com o Ministério da Saúde, a medida provisória tinha validade prevista para esta sexta (16).
No Senado, a medida foi relatada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), que também presidiu a comissão mista que analisou e aprovou a MP. As informações são da CNN.
“Em 2025, quase metade dos cursos privados de medicina não obtiveram notas suficientes. Além disso, quase 30% desses cursos com nota 1 e 2, foi por isso que criamos a medida provisória”, afirmou durante discurso no plenário.
“Conseguimos construir um consenso sobre a importância de garantir a qualidade da formação médica nesse país, principalmente nas universidades privadas. A gente não pode permitir que as faculdades cobrem R$ 10 mil ou R$ 15 mil e não dê qualidade na formação médica”, completou.
O ex-ministro da Educação também relembrou que, a princípio, o exame avaliaria apenas as instituições de ensino. Segundo ele, após diálogo com o Ministério da Saúde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incorporou à proposta a inclusão da nota do aluno no diploma, permitindo que o CFM (Conselho Federal de Medicina) utilize o resultado para definir se o profissional está apto a exercer a profissão.
Entenda a proposta
Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou um aumento de 50% no número de cursos de medicina. O objetivo é tornar mais criteriosa a análise dos cursos e dos alunos.
Atualmente, a apresentação do diploma é suficiente para a obtenção do CRM. No entanto, com a mudança, estudantes que ingressarem nos cursos de medicina após a medida estar em vigor precisarão de desempenho considerado proficiente, acima de 60 pontos no Enamed, para receber o registro nos Conselhos de Medicina.
O Enamed é realizado anualmente desde 2025. Quem organiza o exame é o MEC, por meio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A ideia é avaliar a formação médica no Brasil.
De acordo com a medida provisória, que institui o exame como obrigatório, os estudantes deverão prestar a prova em dois momentos distintos: ao final do quarto ano, cujo resultado terá caráter diagnóstico; após a conclusão do curso, para atestar a proficiência. A aprovação na segunda etapa será requisito obrigatório para a inscrição nos conselhos regionais de medicina.
Os estudantes e concluintes aprovados no exame com desempenho considerado proficiente — o equivalente a 60% de acertos — serão considerados aptos para o exercício da profissão. A prova tem 100 questões objetivas, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais.
A medida só passa a valer para estudantes que ingressarem na faculdade de medicina após a aprovação da medida. Estudantes que já estão cursando a graduação devem realizar o exame, mas a nota terá caráter avaliativo e não será pré-requisito para a obtenção do registro profissional.
O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) o projeto que amplia o limite do MEI (Micro Empreendedor Individual) de R$ 81 mil para R$ 140 mil de maneira regressiva e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. A votação foi unânime, com 78 votos a favor, e a medida segue agora para sanção presidencial.
Empacada na Câmara dos Deputados desde junho, a medida foi aprovada na última quarta-feira (14) por 461 votos a quatro. O PLP (Projeto de Lei Complementar) é uma das medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para agradar a categoria frente ao segundo turno das eleições presidenciais. Nesta semana, o chefe do Executivo também perdoou R$ 12 bilhões em dívidas de microempreendedores no âmbito do programa “Prospera MEI”. As informações são da CNN.
O aumento do teto da categoria, como desenhou o governo federal, é progressivo e sobe para R$ 110 mil em 2027, com outro aumento de R$ 140 mil em 2028. A expansão também beneficia a contratação de quem é MEI, podendo adquirir até dois colaboradores.
A expansão aprovada no Senado, no entanto, não representa mudança imediata no Simples Nacional. Na quarta-feira, o ministro do Empreendedorismo, Pedro Pereira, afirmou no Congresso Nacional que o Simples seria pensado pelo governo no futuro, tendo em vista que o custo estimado poderia chegar a R$ 50 bilhões. A expansão do MEI, custará cerca de R$ 8 bilhões.
A mudança no Simples Nacional estava travando a tramitação do PL na Câmara desde junho por uma impasse sobre o tamanho desse reajuste. Uma proposta que tramitava na Casa queria elevar o teto para toda a categoria, não só para os MEIs.
O governo resistiu por um tempo à tramitação de um texto que reajustasse o teto do MEI e do Simples. O argumento era que o impacto não cabia no Orçamento dos próximos anos. Com o avanço da proposta, o Planalto decidiu enviar a própria proposta ao Legislativo.
Dados da Receita Federal indicam que o país tem mais de 16 milhões de MEIs registrados e cerca de 7 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional.
A atualização do Simples deve ser realizada depois das eleições. Essa costura foi feita a partir de um acordo para trocar a aprovação do projeto do governo. Para isso será apresentado um novo texto.
Dívidas perdoadas Nesta semana, o governo também anunciou um pacote de cinco medidas voltadas aos MEIs. Entre os itens do pacote está um PLP (projeto de lei complementar) para o perdão de todas as dívidas dos MEIs com o governo, que totalizam R$ 12,6 bilhões.
O programa chamado Prospera MEI determina que a União vai comprar dívidas da categoria com bancos e oferecer descontos acima de 90% para o pagamento.
Também foi anunciada a intenção de lançar o “Pix MEI”. O ministro definiu a medida como uma espécie de fomento que destinará a cada MEI até R$ 5 mil para investimentos.
No pacote o governo também pedia a aprovação do aumento do teto na Câmara. As medidas do governo também cancelam a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal pelo MEI, na venda de produtos e serviços para pessoas físicas. Também serão dispensados de emitir nota fiscal e criar CNPJ os nanoempreendedores, categoria criada pela reforma tributária.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro criou uma rede de influência em sites de notícias por meio de patrocínios e investimentos de empresas ligadas a ele, mostram mensagens extraídas pela PF (Polícia Federal) em seu celular. Por meio desses aportes, ele interferia em critérios jornalísticos das redações e decidia o que deveria ser publicado e em qual tom.
As conversas em seu celular indicam que ele conseguiu influenciar diretamente notícias publicadas nos sites Brazil Journal, IstoÉ, PlatôBR, DCM e CartaCapital.
O PlatôBR tem como sócia a Foone, empresa de Flávio Carneiro, que atuava como assessor de imagem de Vorcaro. Em março de 2025, dois dias depois do anúncio da compra do Master pelo BRB, Carneiro combinou com Vorcaro que mandaria a ele textos antes da publicação. “Vou te mandando as minutas e você analisa e publicamos”, escreveu.
Naquela noite, enviou ao banqueiro a íntegra de uma entrevista do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ao PlatôBR. “Entra agora à noite!”. Vorcaro reclamou da chamada: “Colocar esse tema precatório no subtítulo também não é legal”.
Na manhã seguinte, com a matéria no ar e já corrigida, ele voltou a reclamar do destaque dado aos precatórios. “Vamo alterar agora”, respondeu Carneiro.
Em agosto de 2025, Vorcaro deu uma ordem: “Não deixa Platô falar de Ciro e Rueda”, em referência aos presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda.
No mesmo mês, pediu que o site atacasse Ricardo Cappelli, então presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal. “Tem que pegar o Platô e moer esse Cappelli”, escreveu. “Vamo desancar esse desgraçado”, respondeu Carneiro, que disse que iria “alinhar isso no Platô e no Correio”.
Quando o PlatôBR publicou notas negativas sobre o banco, em abril de 2025, Carneiro disse que ia pedir para tirar as reportagens do ar.
Carneiro também era investidor das publicações IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, controladas por Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, apontado como operador financeiro de Vorcaro.
Em 2024, o dono do Master encomendou a Carneiro uma capa da IstoÉ Dinheiro sobre a farmacêutica Biomm, em que havia investido. “Na IstoÉ é que controlamos mais”, disse Vorcaro a Carneiro.
Em setembro daquele ano, escreveu ao assessor: “Qualquer coisa de Ciro, Arthur, Hugo não pode sair nada sem me falar”. “Vou colocar o Lira nessa lista agora”, respondeu Carneiro.
O UOL procurou Carneiro para falar sobre as trocas de mensagens com Vorcaro e sua relação com o PlatôBR e a IstoÉ e aguarda um posicionamento.
Brazil Journal No Brazil Journal, Vorcaro era consultado diretamente pelo fundador do site, Geraldo Samor, sobre reportagens do Master antes que elas fossem publicadas. O banqueiro pedia alterações, que eram prontamente atendidas pelo jornalista.
Lá, a participação do ex-banqueiro foi feita por meio de terceiros. Em 2023, Samor criou a BJ Conteúdo, empresa de vídeos e eventos do site. A Foone, de Flávio Carneiro, amigo de Vorcaro, ficou com 49,86%.
Em dezembro daquele ano, Vorcaro e Carneiro discutiram como incluir o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da IstoÉ, na Foone.
“Não dá pra ele aparecer como sócio do Geraldo no Brazil Journal. Vai sujar a água”, escreveu Carneiro a Vorcaro. A solução sugerida foi “fazer uma Foone 2 e pôr só o BJ lá” para oficializar o investimento.
Depois disso, Samor passou a consultar Vorcaro sobre textos do Master antes de publicá-los.
Em fevereiro de 2024, Samor escreveu: “Flávio acaba de me mandar o texto. Vou trabalhar. Você quer isso publicado amanhã cedo?”. Na manhã seguinte, o banqueiro pediu: “A frase avenida pra agronegócio você pode tirar?”. Samor respondeu: “Atualizado”.
Dias depois, o site publicou a compra do Will Bank. Vorcaro pediu: “Me faz um favor, tira o nome Voiter, vamos falar só que anunciamos reorganização societária”. Samor respondeu: “Mudei”.
Em abril de 2024, Samor mandou a Vorcaro o texto sobre o evento do Master em Londres com Tony Blair. “Flávio falou que você queria ver antes”, escreveu. Depois, enviou uma “versão mais curta” e disse: “Na nossa opinião, perdeu muito. Mas entendemos a limitação”.
Na mesma conversa, Vorcaro pediu para que Samor acrescentasse que “os três ministros do STF” (Supremo Tribunal Federal) tinham se reunido “privadamente” com Blair antes do debate. Ele citou Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Samor também foi procurado para se posicionar, mas não respondeu aos contatos do UOL.
Sites de esquerda O DCM (Diário do Centro do Mundo) recebia uma mesada para não publicar críticas a Vorcaro, segundo mensagens de Felipe Mourão, responsável pela reputação digital do banqueiro. Era ele quem negociava com o site.
Em outubro de 2024, depois de uma nota negativa, Vorcaro mandou Mourão fazer “uma parceria direito” com o DCM, com “um valor mensal”. A condição era que não saísse “uma frase com meu nome ou Master”.
Segundo Mourão, o diretor do site quis “saber sobre os alvos” antes de fechar. Dois dias depois, contou que o acordo estava firmado e que o DCM removeria qualquer texto negativo que viesse a sair.
O trato também permitia ao grupo publicar no site, todo mês, “uma matéria positiva ou negativa de alguém”. Em 21 de outubro, Mourão confirmou ao banqueiro que o “Dcm está pago e fechado”.
Mourão já submetia a Vorcaro os textos que sairiam no site. Em janeiro de 2024, o banqueiro vetou uma menção ao pai, Henrique Vorcaro, e pediu que o nome dele fosse sempre desvinculado das reportagens.
Em maio de 2025, quando o DCM publicou um artigo crítico ao Master, Vorcaro mandou “tirar isso imediato”. O texto foi apagado no mesmo dia, segundo mensagem de Mourão.
O DCM foi procurado após a publicação da reportagem. O posicionamento do site será publicada assim que for enviada.
Na CartaCapital, a relação era mais antiga. A revista fechou em 2021 um contrato de patrocínio de cinco anos com o Banco Máxima, que depois passaria a se chamar Master. Em dezembro de 2020, o banco já tinha adiantado R$ 300 mil à revista.
O dinheiro ajudava a pagar salários. A diretora da revista, Manuela Carta, avisou a Vorcaro que precisaria de “mais um recurso para a próxima folha de pagamentos” no início de 2021.
Em agosto de 2023, a revista deixou com Vorcaro a decisão sobre publicar uma reportagem que vinha preparando. Naquele mês, Carta e o dono do Master se encontraram para tratar da eventual entrada dele como sócio da revista, possibilidade que vinha sendo discutida havia um ano.
Três dias depois do encontro, ela enviou a Vorcaro dados sobre a dívida da revista e sinalizou que aguardaria então uma proposta do banqueiro.
A negociação de compra não se concretizou. Em 2024, Carta pediu um “adiantamento de publicidade”, e Vorcaro se ofereceu para ajudar “fora do banco”.
Em nota, Manuela Carta, publisher de CartaCapital, informou que o Banco Master “fechou um contrato de publicidade com a editora em 2021 e anunciou na revista até 2023. Tratava-se de um contrato regular de veiculação de anúncio, conforme as regras do mercado publicitário.”
Segundo Manuela, “o grupo voltou a anunciar nesta publicação por meio da seguradora Kovr e do banco digital Will, em termos semelhantes ao que se deu com inúmeros meios de comunicação brasileiros”.
Manuela diz, ainda que Vorcaro nunca a procurou para pedir a publicação de notícias positivas ou interferir em qualquer tipo de conteúdo jornalístico, “o que, obviamente, seria um erro, dada a separação entre a área comercial e a redação”.
Guardar segredos de poderosos é um grande risco. O guardião de dados secretos para fins de chantagem ou ameaças pode ser preso, torturado e até perder a vida. Assim mostra a história da queima de arquivos humanos, como o assassinato de PC Farias, o sequestro e a morte do prefeito petista de Santo André (SP) Celso Daniel e o suposto suicídio do abusador sexual americano Jeffrey Epstein, promotor de encontros de poderosos dos EUA e do Reino Unido com mulheres jovens.
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, enquadra-se bem neste risco. A distribuição de favores e dinheiro em troca de acessos e negociatas milionárias pode levar o banqueiro, hoje sem banco, ao pior dos infernos caso falhe a proteção dada a ele até agora por quem lhe é devedor. O seu assistente para assuntos de espionagem, conhecido como Sicário, um arquivo humano de informações, foi a primeira vítima fatal das falcatruas de Vorcaro: a Polícia Federal informou que o bandido se suicidou no xadrez da PF e ninguém viu como isso aconteceu.
Como vem sendo noticiado, o que mexeu com os hipócritas corruptos foram os telefones celulares de Daniel Vorcaro: objetos de destruição ou de ocultação, que abrigam provas de ligações discretas e indiscretas, comprometendo gente influente dos Três Poderes da República. Pelo nível de negócios e articulações do ex-banqueiro enganador, é inconcebível que ele tenha se descuidado ou propositadamente orientado a se descuidar da guarda dos aparelhos, resultando na apreensão deles e na decodificação pela PF das mensagens criminosas.
Decifradas as mensagens, liberadas pelo menos parcialmente pouco a pouco, elas vêm mostrando os caminhos criminosos de chantagens, extorsões, ocultação ilegal de bens e lavagem de dinheiro manipulados pelo “laranja” Vorcaro. Só um idiota acreditaria que celulares armazenariam dados sensíveis sem uma forte proteção cibernética de tantas informações reservadas e explosivas, inclusive de orgias sexuais e catalogação das propinas com valores e nomes. Há indícios de informações muito mais graves ainda não reveladas, que estão bem guardadas longe do olho do furacão. Elas são um seguro de vida para Vorcaro contra a legião de inimigos expostos.
Não dá para esquecer que os executores de Paulo César Farias, o PC, operador financeiro de Fernando Collor na captação de propinas, foram pacientes depois do fechamento do cofre público com o impeachment do então presidente em 1992. Aproveitaram o show de ingratidão de quem estava no esquema. O PC foi abandonado. Fugiu para a Europa e terminou preso em 1993 pela PF na Tailândia. Condenado pelo STF em 1994 a sete anos de prisão, um ano depois, já estava em regime aberto só com a obrigação de recolhimento à noite em casa e nos feriados e fins de semana.
Em 23 de junho de 1996, PC foi encontrado morto na sua casa em Maceió, ao lado da namorada Suzana Marcolino. O caso gerou muita controvérsia e segue sem uma resposta definitiva, embora a versão oficial inicial tenha apontado para crime passional (Suzana matou PC e se suicidou), laudos posteriores sugeriram duplo homicídio, e um julgamento em 2013 absolveu os seguranças acusados, deixando desconhecido o verdadeiro autor do crime. PC estava com audiência marcada para alguns dias à frente no Congresso para falar sobre o caso Collor.
Outro na lista de queima de arquivo foi o então prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT. Ele foi encontrado morto no dia 18 de janeiro de 2002, na Região Metropolitana de São Paulo, dois dias após ser sequestrado. O político tinha 50 anos e, conforme apontou a perícia à época, foi torturado e atingido com oito tiros. A versão oficial do Ministério Público e da Polícia Civil do governo Geraldo Alckmin apontou a prática de um crime comum.
Logo no início, os irmãos de Celso Daniel contestaram a primeira versão da polícia, afirmando se tratar de um crime político. Para eles, Celso era conivente com um esquema que desviava dinheiro para o PT, que teria contado com a participação do então deputado federal e presidente da legenda José Dirceu e do então secretário de Governo de Santo André, Gilberto Carvalho. O prefeito decidiu acabar com os desvios e denunciá-los, fato que teria causado seu assassinato, segundo seus irmãos. No rastro do crime, outras seis pessoas que tiveram algum tipo de vínculo com os acontecimentos relacionados à morte de Celso Daniel foram assassinadas em dois anos. O livro do ex-delegado da Polícia Civil de SP, Romeu Tuma Júnior, Assassinato de Reputações, contou a versão não oficial que apontou o crime como queima de arquivo.
Já o norte-americano Jeffrey Epstein, financista e cafetão de mulheres jovens, algumas com menos de 15 anos, para figurões como Bill Clinton, Bill Gates, o príncipe britânico Andrew, dava festas grandiosas e orgíacas nas suas casas em Nova Iorque, Paris e na sua ilha no Caribe. O que rolava no “after” era tudo gravado por ele. Um investimento para o futuro do chantagista. Circulava bem nos meios econômicos e políticos, inclusive chegou a ser fotografado com o então empresário Donald Trump, hoje presidente dos EUA.
Em 2005, ele foi preso pela polícia da Flórida a partir da denúncia de uma mãe que relatou o abuso sexual contra sua filha de 14 anos. Autoridades federais identificaram 36 meninas menores vítimas de Epstein e seus clientes. Finalmente ele foi preso novamente em 6 de julho de 2019, sob acusações federais de tráfico sexual de menores, e morreu em sua cela na penitenciária de segurança máxima em 2019. O laudo oficial apontou o suicídio por enforcamento com o lençol amarrado a seu beliche. A versão corrente na América é que os golpes e os envolvidos com as extravagâncias estariam registrados em cadernos e vídeos. Pouco vazou desse material, mas agora não importa mais para Epstein, que está morto, importando só para os vivos assustados com o fantasma da reputação abalada.
Portanto, se Daniel Vorcaro, dileto discípulo de Jeffrey Epstein, se sente seguro hoje por conta dos segredos ainda retidos em cofres secretos do seu patrocinador, pode, mais tarde, em determinado momento, ser abandonado com o avanço das investigações. E aí o futuro é imprevisível quanto à garantia da sua vida contra a vingança de quem foi atingido pelo justo — só nesse caso — demolidor de reputações. PC tinha quatro homens armados para sua proteção. Celso Daniel se sentia protegido por seu partido. Epstein pensava ser intocável. E o Sicário confiava na proteção dada pelo chefe bem articulado com o poder. No final, todos morreram. É isso.
A OpenAI alertou a Polícia Federal sobre comportamento de ao menos dois usuários que sinalizaram, em interações com o ChatGPT, a intenção de atacar ou ameaçar o presidente Lula (PT), atual candidato à reeleição.
A empresa disse às autoridades que existem motivos razoáveis para acreditar que os diálogos com a ferramenta de inteligência artificial envolvem “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”, mostram documentos obtidos pela Folha. As informações são da Folha de S. Paulo.
No começo de outubro, a PF encaminhou a documentação da OpenAI para o Ministério da Justiça decidir se abre dois inquéritos, um por supostos crimes de ameaça e injúria, e outro por ameaça contra Lula.
Procurada pela reportagem, a OpenAI afirmou que faz alertas às autoridades quando as conversas indicam risco real de dano a outras pessoas. A empresa disse ainda que notificou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), “em linha com o plano de conformidade eleitoral”. O Ministério da Justiça e a PF foram procurados, mas não se manifestaram.
A reportagem também perguntou à OpenAI, ao ministério e à PF se existem outras apurações de ameaças a candidatos reportadas por plataformas de IA, mas não recebeu resposta sobre esse ponto.
Um dos casos, ao qual a Folha teve acesso, envolve mensagens enviadas ao ChatGPT desde janeiro por um homem. Em trecho apontado pela OpenAI como sensível, ele relatou que estava no centro da cidade onde residia, em setembro, quando viu o presidente Lula em um palco, a cerca de 400 metros, montado para a campanha eleitoral.
Em seguida, disse que tinha vontade de atirar na cabeça do candidato e perguntou, entre outros pontos, “o que acontece se eu matar o presidente”, “quantos anos eu pegaria [de pena]” e enviou foto de um local com uma torre que teria bom ângulo para o ataque.
“Embora o usuário tenha declarado que não agiria e que não possuía uma arma, expressou o desejo de usar um fuzil de precisão, perguntou o que aconteceria se matasse o presidente ou atirasse na cabeça dele, e fez referência a uma rota de fuga, binóculos e um AR-15 com luneta”, diz o alerta da OpenAI sobre o trecho envolvendo ameaça a Lula.
O mesmo homem já havia enviado fotos de armas brancas e manifestado vontade de agredir pessoas próximas, como parentes. Em outras datas, também compartilhou com o ChatGPT símbolos nazistas e disse que, se tivesse dinheiro, faria um massacre.
Nos diálogos, ele ainda alterna entre negar que realmente vai ferir alguém e expressar o desejo de promover ataques. Em uma mensagem, o homem envia uma receita de um explosivo e fala em ataques a centros médicos.
A PF considerou que o material enviado pela OpenAI mostra ameaças de violência a terceiros, incluindo o presidente Lula, além de comentários envolvendo armas de fogo e armas brancas, “fantasias violentas”, manifestações favoráveis a regimes autoritários, entre outros pontos.
Os documentos obtidos pela Folha não mostram as respostas dadas pelo ChatGPT.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou o caso para o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, decidir sobre a abertura de inquérito pelo crime de ameaça, que tem pena de detenção, de um a seis meses, ou multa.
No começo de outubro, a OpenAI encerrou a conta e enviou os dados à PF. No alerta, a empresa disse que os dados deveriam ser avaliados de forma “independente pelas autoridades policiais competentes”.
A OpenAI também disse às autoridades que compartilhou os dados para “proteger direitos e bens e combater o uso abusivo dos serviços e sistemas, em conformidade com os Termos de Serviço e a Política de Privacidade”.
Em entrevista à Folha, o head de políticas públicas da OpenAI na América Latina, Bruno Lewicki, disse que o Brasil será o grande teste para o uso de inteligência artificial em eleições no mundo e representará um aprendizado para vários pleitos do ano que vem
Um alerta da OpenAI já levou a Polícia Civil a prender um homem, em junho, no interior do Espírito Santo. Ele teria usado o ChatGPT para planejar a morte do próprio filho, de 8 anos, para evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira.
A investigação começou após um alerta internacional chegar às autoridades brasileiras. A empresa havia reportado ao FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos) que um usuário realizava pesquisas frequentes relacionadas à intenção de matar o próprio filho. O FBI repassou as informações ao CyberLab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que acionou a Polícia Civil capixaba.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC (proposta de emenda à Constituição) da pauta do plenário da Casa desta quinta-feira (15). A avaliação agora é de que a proposta fique para depois das eleições.
“Eu vou retirar de pauta a PEC da segurança pública, nós vamos aguardar os entendimentos das senadoras, senadores sobre o texto porque agora estou sendo o culpado de emendas que foram apresentadas, de que vai alterar o texto e vai voltar pra Câmara, e que e não pode ser uma decisão a açodada”, disse Alcolumbre. As informações são da CNN.
A decisão se deu depois de um impasse sobre a redução da maioridade penal. O coordenador de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, apresentou uma emenda para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em crimes graves.
A medida abriu um racha no PT. Parte dos governistas são contrários a medida. Um dos principais motivos é que qualquer modificação no texto faria com que a proposta retorne para uma nova análise na Câmara dos Deputados.
O governo queria priorizar a aprovação do texto da forma como saiu da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e fazer, no máximo, emendas de redação.
A oposição também havia apresentado uma emenda à PEC, encabeçada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). O texto, porém, defendia a redução mais agressiva: de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves.
Oposição queria 14 anos A ideia da oposição foi devolver à esquerda a pressão gerada durante a votação da PEC do fim da jornada 6×1. Historicamente contrários, a bancada bolsonarista e o senador Flávio Bolsonaro (PL) viram risco eleitoral e tiveram que se posicionar de forma favorável.
Em simultâneo, a bancada bolsonarista retomou o tema da maioridade penal na PEC da segurança porque o tema é sensível para a esquerda, que tem posição demarcadamente contrária.
Governistas afirmam que o interesse é retardar a votação, já que o tema da PEC da segurança será explorado por Lula com a recriação do Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for promulgada.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que marca 45%. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Este é o primeiro levantamento do instituto a vir a público após o Senado aprovar, na noite de quarta-feira, o fim da escala 6×1. Como os pesquisadores também foram a campo nesta quinta, é possível que os resultados tragam ao menos parcialmente eventuais efeitos do avanço da pauta.
Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51% e Lula, 49%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Em votos válidos, o bolsonarista alcançava 52% e o petista aparecia com 48%.
Uma das principais apostas de Lula para tentar virar a corrida presidencial contra Flávio, após ficar quase dois pontos percentuais atrás do rival no primeiro turno, a mudança na jornada de trabalho teve amplo apoio no Senado, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Até o próprio Flávio Bolsonaro recuou no discurso que vinha adotando e decidiu chancelar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
Os pesquisadores do Datafolha foram às ruas entre os dias 13 e 15 de outubro. Foram realizadas 2.520 entrevistas, feitas pessoalmente.
O levantamento, contratado pelo jornal Folha de S. Paulo, tem nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-00466/2026.
O primeiro levantamento da Palver no segundo turno mostra uma disputa voto a voto: Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% e Lula (PT), 49%, em empate dentro da margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar somam apenas 1%. Os dois candidatos também estão no mesmo patamar de voto consolidado e de rejeição. Votam “com certeza” em Flávio Bolsonaro 49% dos eleitores, e em Lula, 48%. Na outra ponta, 50% dizem que não votariam “de jeito nenhum” em Lula, e 48% dizem o mesmo sobre Flávio.
A 10 dias da votação, a eleição já não se decide pela persuasão, mas pela capacidade de cada campanha de levar seu eleitor às urnas e de conquistar qualquer voto que ainda esteja em disputa. As informações são do portal Jota PRO Poder.
O que mantém os dois blocos tão coesos é, em grande parte, o voto contra o adversário. Para 37% dos eleitores de Lula, o principal motivo do voto é a defesa da democracia. Para 34% dos eleitores de Flávio, é a rejeição ao PT.
O medo do resultado também está dividido ao meio, com 48% temendo mais a reeleição de Lula e 47% temendo mais a eleição de Flávio. O retrato das divisões é conhecido, mas aparece com intensidade: uma diferença de quase 20 pontos entre homens e mulheres, o Nordeste e os beneficiários do Bolsa Família com Lula, e o Sul, o Centro-Oeste e os evangélicos com Flávio Bolsonaro.
A reserva de Lula está fora das urnas
Na disputa pelos votos que ficaram em aberto, nenhum dos lados leva vantagem clara. Os eleitores de Augusto Cury (Avante) migram majoritariamente para Lula (64% a 32%), enquanto os de Ronaldo Caiado (PSD) preferem Flávio (61% a 35%). Já os de Renan Santos (Missão) se dividem igualmente entre os dois (41% a 41%), e 18% dizem que vão votar em branco ou anular. Esses números, porém, devem ser lidos com cautela: as amostras de cada grupo são pequenas demais para conclusões firmes.
A maior reserva de Lula está entre quem não votou no 1º turno: 59% teriam votado nele e 28% em Flávio Bolsonaro. O problema, para o petista, é que essa abstenção parece mais logística do que política. A maioria diz que estava viajando (37%) ou que o título é de outra cidade (21%), situações que dificilmente mudam faltando 10 dias para o pleito.
Momento da decisão do voto
Os dados sobre o momento da decisão reforçam a ideia de um eleitorado que já tinha lado antes da reta final. Segundo a Palver, só 4% dos eleitores mudaram ou definiram o voto para presidente na última semana antes do 1º turno, e 95% mantiveram a escolha que já tinham feito. Entre os que mudaram, metade (51%) decidiu entre o domingo, 27 de setembro, e a sexta-feira, 2 de outubro. Outros 8% decidiram no sábado e 20% no próprio dia da eleição.
O movimento de última hora foi, sobretudo, estratégico. Entre os que mudaram de voto, os eleitores de Augusto Cury eram o maior grupo (23%), seguidos pelos de Flávio Bolsonaro (21%) e, com 13% cada, pelos de Lula, Renan Santos e Ronaldo Caiado.
O motivo mais citado foi perceber que o candidato escolhido não tinha chance de ir ao segundo turno (23%). Somando quem queria decidir a eleição já no 1º turno (9%) e quem queria evitar a vitória de um candidato rejeitado (9%), quatro em cada dez mudanças tiveram motivação tática.
Só 7% atribuíram a mudança a um debate ou a propaganda, e outros 7% a uma notícia ou denúncia. Como esse grupo reúne menos de 200 entrevistas, os percentuais têm margem de erro ampla e devem ser lidos apenas como indicação de tendência.
A economia como freio
O cenário econômico explica por que Lula não consegue abrir vantagem. A desaprovação do governo (51%) supera a aprovação (48%), e quase metade dos eleitores acha que o país piorou no último ano.
Na avaliação comparativa, Flávio Bolsonaro é visto como mais capaz em segurança pública, controle da dívida, inflação e combate à corrupção. Lula só leva vantagem clara em combate à pobreza. Em educação e saúde, há empate.
O custo de vida é a principal preocupação das famílias, citado por 34% dos entrevistados. O tema pesa muito mais entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, dos quais 51% apontam o custo de vida como maior problema, contra 15% entre os de Lula. O otimismo, por outro lado, atravessa os dois campos: 70% esperam que a economia do país melhore nos próximos 12 meses, e essa expectativa não favorece claramente nenhum dos candidatos.
Os números exigem cautela. A Palver usa uma amostra online não probabilística, recrutada por anúncios em redes sociais, e calibra os resultados com base no voto do 1º turno. Por isso, a própria empresa recomenda ler os números como indicativos de tendência. A mudança de metodologia nesta onda também impede a comparação com as rodadas anteriores.
A Palver consultou 5.000 pessoas entre 10 e 13 de outubro (n efetivo de 1.783), com margem de erro máxima de 2,3 pontos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08028/2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% das intenções de voto, ante 42% do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação estimulada de segundo turno da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 15. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, configura empate técnico.
Dos entrevistados, 8% afirmam que não iriam votar, 4% dizem que votarão nulo ou branco e outros 2% estão indecisos ou não sabem.
Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 51% do total contra 49% de Lula.
Este é o primeiro levantamento Indexa/Broadcast do 2º turno das eleições. Antes do 1º turno, pesquisa da Indexa/Broadcast de 30 de setembro apontava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto ante 42% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno.
Esse é o quarto levantamento fruto da parceria firmada entre o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e a Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.
Aberturas
No duelo entre Flávio e Lula, os resultados por sexo mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 46,6%, ante 40,2% do senador; entre os homens, Flávio registra 47,3%, e Lula, 37,1%.
No recorte regional, Lula alcança 52,1% no Nordeste, contra 35,4% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador tem 49,2%, ante 32,1% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 58,9% para Flávio Bolsonaro e 27,2% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 43,7%, e o petista, com 41%. No Norte, ambos estão empatados numericamente em 46,1%.
Entre os católicos, Lula tem 54,2%, e Flávio Bolsonaro, 26,3%. Entre os evangélicos, o senador marca 81,3%, ante 13,6% do presidente.
No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 45,8%, contra 36,2% de Flávio Bolsonaro. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 49,7%, e Lula, 38,9%. Entre os que recebem entre dois e cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 44,5% contra 41,7% de Lula.
Entre jovens de 16 a 24 anos, Lula registra 53,5% contra 31% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 60 anos ou mais, Flávio Bolsonaro tem 43,4% contra 39,8% de Lula. Entre pessoas com 45 a 59 anos, o senador tem 45,5% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 42,5%. Entre eleitores com 25 a 34 anos, Flávio Bolsonaro registra 42,5% ante 41,7% de Lula. Entre pessoas com 35 a 44 anos, Lula tem 42,3% e Flávio Bolsonaro 44,3%.
Por grau de escolaridade, Lula lidera entre os entrevistados com ensino até fundamental com 45,1% ante 40,2% de Flávio Bolsonaro. Já entre os que possuem ensino superior ou mais, o senador do PL registra 48,1% ante 37,2% do petista.
Entre os eleitores que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 2022, 91,6% dizem votar em Flávio Bolsonaro ante 2,6% de Lula. Entre os que votaram no atual presidente no 2º turno de 2022, 88,2% afirmam que votarão em Lula contra 3,4% no senador carioca.
Definição de voto
Questionados se o voto está definido, 87% afirmam que já está definido, enquanto 11% dizem que pode mudar. Outros 2% não sabem ou não opinaram. Entre os candidatos, o porcentual de eleitores que dizem que o voto está definido, de 91%, e que o voto pode mudar, de 8%, são iguais para ambos.
Entre os entrevistados, 92% afirmaram que compareceram para votar no 1º turno. Outros 7% dizem que nem eles e nem alguém da família votaram no 1º turno. Uma parcela de 1% não sabe ou não respondeu.
Metolodogia
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 13 e 14 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.
“Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro”. Foi assim que o senador Flávio Bolsonaro (PL), hoje candidato a presidente, se referiu ao ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, que foi preso nesta quinta-feira 15 pela Polícia Federal sob a acusação de integrar um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
As declarações de Flávio foram compartilhadas via redes sociais em abril. Na ocasião, Canella era um dos nomes da chapa bolsonarista para a Casa Alta e ainda não havia deixado a prefeitura. As informações são da Carta Capital.
“Ele atualmente é prefeito de Belford Roxo, uma cidade importante da Baixada Fluminense. O Canella foi deputado comigo, tem mais de 90% de aprovação na sua cidade, o que mostra que é uma pessoa competente, que sabe trabalhar e que vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil, nos ajudando aqui no Rio de Janeiro”, prosseguiu Flávio na postagem.
Esta não é a primeira prisão de Canella. Em 7 de julho deste ano, quando ainda era pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito foi preso pela Polícia Federal, que encontrou um fuzil no carro dele quando cumpria mandados em outra fase da Operação Unha e Carne.
Em agosto, Canella decidiu não se lançar ao Senado e anunciou que concorreria a uma vaga na Alerj. A chapa bolsonarista para a Casa Alta passou a contar, então, com Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL. Os dois foram eleitos.
Antonio Rueda, presidente do União Brasil, tem em seu WhatsApp uma foto de perfil ao lado de do deputado estadual Márcio Canella (União), preso hoje em operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.
O registro mostra a dobradinha Rueda/Canella durante a campanha e foi mantido pelo chefe do União mesmo após a prisão de seu colega.
Na imagem, Rueda é descrito como “o federal do Canella”. Ele foi eleito à Câmara com 155 mil votos.
A propósito, o slogan da dupla é: “Trabalho e coragem para defender o cidadão de bem”.