É importante e louvável a visita da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, que fez diligências, ontem, em três cidades da Região Metropolitana. Fez também uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Recentemente, tivemos duas tragédias, com um prédio desabando com vítimas, em Olinda, e outro em Paulista. Para se ter uma dimensão da dimensão do problema, mais de três mil prédios-caixão estão em risco, na Região Metropolitana do Recife, segundo o Itep, onde vivem mais de 40 mil pessoas.
Tal assunto não é novo, vem de muito tempo. Em 2005, tivemos uma CPI sobre o tema, que já tratava do problema com diagnósticos, cujo relatório continua atual e com realidade agravada. De 1977 até 2004, 12 edifícios desabaram, matando 30 pessoas. São 45 anos.
É de se destacar que existe decisão judicial/sentença em vigor, na ação civil pública sob o número 2005.83.00.008987.2, inclusive mantida no pedido de suspensão de liminar número 3613-PE, que obriga as prefeituras a adotarem medidas de proteção a vida e ao patrimônio, quando constatado risco de desabamento de edificações em alvenaria autoportante, conhecidas como prédios-caixão. Assim, não adianta apenas querer terceirizar a responsabilidade para as seguradoras, tendo os municípios que também cumprir as suas obrigações. No caso de Olinda, a Prefeitura de Olinda pouco tem feito, para prevenir novas tragédias.
Denunciamos uma máfia de seguros, qual seja, quem recebe o seguro não é o beneficiário, mas terceiros que compraram por cessão o direito. Segundo levantamentos mais da metade de quem recebe seriam dois escritórios de advocacia. Tal máfia já estava identificada no relatório da CPI e continua ativa até hoje. É uma das máfias em atividade mais antigas do Brasil e impune. Fizemos representação ao Ministério Público Estadual denunciando. O outro problema são os atravessadores de posse, que comercializam a posse dos apartamentos, que muitos já não estão na posse do proprietário e beneficiário do seguro, mesmo de prédios em risco. Esse assunto precisa ser enfrentado, inclusive renovada a documentação nos processos das cessões e procurações, para evitar que o benefício não caia em mãos erradas, uma vez que o benefício da apólice, em tese, é personalíssimo.
É elogiável também a atuação do TJPE e TRF, que num esforço conjunto, criaram uma força tarefa para tratar do assunto, inclusive usando mediação, para agilizar soluções. Ante recente decisão do Supremo, de que a Caixa Econômica Federal, por ser gestora do fundo de indenização, deve ser parte dos processos, cerca de 60% dos processos, que estão na Justiça Estadual devem migrar para a Federal. Existem cerca de 10 mil processos sobre o tema.
Estaremos vigilantes para que as promessas sejam cumpridas e que não fiquem apenas na visita e em matérias de imprensa, conforme aconteceu no passado, em vésperas de eleições.
*Movimento Olinda Quer Mais, por Antônio Campos e Paulo Sales
Em meio à recente tensão entre Brasil e Estados Unidos causada pela fuga de Flávio Bolsonaro (PL) após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto e o Itamaraty pregam cautela sobre possíveis reações contra o governo norte-americano e defendem que o tema não seja politizado.
Depois da derrota no pleito que reelegeu Lula para seu quarto mandato, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde chegou nessa quarta-feira (28/10).
A partida para outro país implica descumprimento de decisão judicial por Flávio, que havia sido impedido de deixar o Brasil após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) alertou sobre o risco de o senador fugir do país, onde é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A chegada do filho 01 de Jair Bolsonaro em território norte-americano ocorreu após a Casa Branca afirmar que o Departamento de Estado norte-americano forneceria a ele e sua família vistos para entrarem e permanecerem no país — onde também já reside o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro —, em um movimento que é interpretado como mais um aceno do governo de Donald Trump ao clã Bolsonaro.
Mesmo assim, interlocutores do Itamaraty ouvidos pelo Metrópoles, sob condição de reserva, indicam que a diplomacia brasileira não deve se envolver no assunto, ao menos neste primeiro momento. A situação, explicam, deve ser observada com cautela e sob a ótica judicial, evitando tensões com o governo norte-americano.
Fontes diplomáticas afirmam que a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA é vista como um “assunto da alçada exclusiva do Poder Judiciário”, onde o Poder Executivo e a diplomacia “não se metem, como já foi o caso de outros foragidos” da Justiça do Brasil.
Entre eles, o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e seis meses de prisão por coação no curso do processo após articular tarifas econômicas e sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras. O ex-deputado federal está nos EUA desde fevereiro do último ano, após abandonar o cargo na Câmara dos Deputados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado.
A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente.
Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado.
Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo.
O discurso público seria o da pacificação institucional.
Nos bastidores, Alcolumbre tem argumentado que o país precisa de pacificação e que é necessário construir um novo ambiente de diálogo entre os Poderes depois das eleições.
Nos bastidores, porém, integrantes do próprio PL reconhecem que a negociação também atenderia aos interesses eleitorais de Alcolumbre dentro do Senado.
O que está na mesa, portanto, é a possibilidade de um acordo político que combine a redução das tensões entre o Congresso e o Supremo com a construção de uma maioria capaz de garantir a reeleição de Alcolumbre.
Ainda não há acordo fechado. Mas a hipótese já é discutida nos bastidores e expõe como a disputa pelo comando do Senado se mistura às negociações sobre o futuro político e judicial de Bolsonaro.
Quatro dias após a surpreendente virada do presidente reeleito Lula (PT), no segundo turno contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aceitei o desafio da Câmara de Olinda, através do presidente Saulo Holanda (MDB), para uma palestra seguida de um debate sobre o resultado das eleições e o novo cenário nacional.
Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?
Tudo isso e outras ‘cositas’ vão dar o molho do debate em seguida a minha explanação, que acontece hoje, a partir das 20 horas, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Olinda, cidade libertária e revolucionária, vanguarda nas discussões nacionais.
“O País foi às ruas para garantir a democracia”, diz Saulo, adiantando que, independentemente de qualquer resultado, já tinha amadurecido a ideia da palestra-debate, que é aberta ao público em geral.
Integrei, ontem, o grupo de jornalistas que passaram suas experiências aos estudantes de Jornalismo de faculdades do Recife, João Pessoa e Caruaru no primeiro Festival Nacional de Jornalismo, promovido pela Engenho Comunicação, da jornalista Kátia Cubel, com atuação nacional, com destaques nos mercados de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Realizado no auditório da OAB, o evento foi aberto pelo prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), seguido de saudações da presidente da OAB no Estado, Ingrid Zanella, e do superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz. Cubel fez a primeira fala aos jornalistas e de forma muito feliz destacou o papel da imprensa comprometida com o bom e verdadeiro jornalismo.
A plateia formada por estudantes de jornalismo de Recife, João Pessoa e Caruaru
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“O jornalismo é um remédio para as fake news, uma ciência de registro de fatos”, destacou. “A rede social democratizou a informação, mas o jornalismo tem ciência, e a gente precisa realçar isso para manter, para alimentar e destacar perante a sociedade a credibilidade que vem do jornalismo e não das fake news”, acrescentou.
A programação, construída em parceria com acadêmicos e professores de cursos de Jornalismo, refletiu-se no público. Muitos estudantes tiveram a oportunidade de ouvir e interagir com grandes nomes da profissão, como Breno Pires, da revista Piauí; Basília Rodrigues, do SBT News; e o experiente Francisco José, célebre repórter.
O prefeito Victor Marques abriu o evento e destacou o papel da imprensa na democracia
Participei de uma mesa sobre a temática do futuro do jornalismo em Pernambuco ao lado da editora-chefe da Folha de Pernambuco, Leusa Santos, e de Laurindo Ferreira, diretor de jornalismo do Sistema de Comunicação Jornal do Commercio (SCJC).
A presidente da OAB, Ingrid Zanella, ao lado de Kátia Cubel, também fez uma saudação aos jornalistas
Aos futuros jornalistas, jovens estudantes que lotaram o auditório da OAB, tive a preocupação de centrar minhas ideias em três pilares básicos: o jornalismo analógico e o digital, a vocação para a profissão e a necessidade de ousar num mercado tão competitivo como o de hoje.
Disse que a internet acabou com o conceito de jornalistas nacionais e regionais, porque qualquer veículo, mesmo localizado numa aldeia nordestina, passa a ter relevância se gerar uma notícia de impacto, pelo poder do seu compartilhamento não apenas no Brasil, mas no mundo, graças às ferramentas digitais.
Francisco José foi aplaudido de pé pela bela, rica e emocionante palestra
Sobre a mudança do jornalismo analógico para o digital, com o advento da internet, relatei as dificuldades no início de carreira no Diário de Pernambuco nos anos 80, quando as ferramentas mais velozes ao nosso dispor em reportagens que exigiam viagens a locais distantes eram o telex e o fax.
“Hoje, com um smartphone nas mãos faço textos, fotos e vídeos. Instantaneamente, a notícia ganha o mundo no meu blog e pelas redes sociais”, destaquei. Como se tratava de uma plateia com sede de informações sobre o futuro da profissão, deixei uma mensagem em cima da ousadia.
“Agamenon Magalhães dizia que em política feio é perder. No jornalismo, feio é não ousar. Sejam ousados”, preguei, para, em seguida, me colocar como exemplo de alguém que soube ousar ao introduzir no Nordeste o jornalismo digital com a criação do primeiro blog de política na região, há 20 anos.
Também exortei os jovens e futuros jornalistas a lerem muito para entenderem o que é jornalismo e se prepararem para a guerra do mercado de trabalho. Sugeri três livros fantásticos: Chatô, o rei do Brasil, de Fernando de Moraes, Rota 66, a história da polícia que mata, de Caco Barcelos, e 40 anos no ar, do grande e audacioso jornalista Chico José, que roubou a cena no evento com uma palestra sensacional.
O festival foi riquíssimo em conhecimento para os estudantes e trouxe ainda os seguintes painéis: O Papel do Jornalismo, com Breno Pires, da revista Piauí, Carla Egydio, da Ajor, e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.
O painel “O que o Mercado espera de você” reuniu os jornalistas Eduardo Scolese, da Folha de S.Paulo, Eldo Gomes, do Blog do Eldo, de Brasília, e Felipe Resk, do Diário de Pernambuco, e Rodrigo Rangel, ex-editor do site Platô.
Ainda no painel “Precisão da Informação e o Impacto na Sociedade”, participaram os jornalistas Basília Rodrigues, do SBT News, e Roberta Aureliano, da TV Guararapes.
Empreitada golpista de Flávio nos EUA sofre revés já no primeiro dia
Horas depois de desembarcar nos Estados Unidos, ontem, Flávio Bolsonaro (PL) colocou em marcha a estratégia com a qual pretende contestar do exterior a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em carta dirigida aos brasileiros e à comunidade internacional, acusou o adversário de fraude eleitoral sem apresentar provas, descreveu o país como um “regime de exceção”, pediu que governos estrangeiros não “normalizem” a situação e anunciou que comandará dos EUA a oposição ao governo. Foi além: derrotado nas urnas por cerca de 4,4 milhões de votos, apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
O documento começou a mudar quase tão rapidamente quanto circulou. A primeira versão distribuída por aliados trazia um brasão adotado no início da República e mantido até os primeiros anos da ditadura militar, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Treze minutos depois, surgiu outro arquivo com as Armas Nacionais e a denominação “República Federativa do Brasil”, já com o nome do país grafado com “s”, mas Flávio continuava apresentado como o verdadeiro presidente eleito. Na versão publicada pelo próprio senador nas redes sociais, a reivindicação da Presidência foi mantida.
A carta também buscava respaldo internacional. Flávio agradeceu nominalmente a Donald Trump pelo acolhimento nos Estados Unidos e apresentou sua permanência no país como reação ao que chamou de “perseguição política no Brasil”. Questionado sobre o episódio, porém, o presidente americano confirmou que seu governo havia autorizado a entrada do brasileiro, voltou a classificar a eleição como “muito estranha”, sem apontar qualquer prova de irregularidade, e estabeleceu um limite: “Não vou me envolver”. Disse ainda que não havia conversado com Flávio depois da votação.
Cerca de meia hora depois da declaração de Trump, veio a mudança mais significativa. Flávio apagou a publicação em que reivindicava para si a vitória e divulgou uma nova versão. Deixou de ser o “verdadeiro presidente” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. Outra passagem em que se dizia “presidente eleito” também foi alterada. A acusação de fraude, no entanto, permaneceu.
A contestação se apoia principalmente na prorrogação do horário de votação no segundo turno. Os números oficiais, porém, mostram a dimensão reduzida do episódio: pouco mais de 34 mil votos foram computados depois das 17h, quantidade insuficiente para alterar o resultado da eleição. A própria campanha de Flávio havia solicitado a extensão do horário em algumas localidades. Além disso, Flávio não apresentou boletins de urna divergentes nem qualquer evidência material de adulteração.
Aliados barraram nova ofensiva contra urnas – Antes de deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) chegou a cogitar pedir uma auditoria das urnas, mas foi desaconselhado por aliados e advogados da campanha. Um dos argumentos foi o precedente de 2022, quando o PL acabou multado em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé após contestar o resultado da eleição presidencial sem apresentar provas. A avaliação era de que reeditar a estratégia poderia terminar novamente em derrota judicial e prejuízo para o partido.
Centrão reconhece resultado – MDB, PSD, União Brasil e PSDB reafirmaram, ontem, a legitimidade da vitória de Lula após a divulgação da carta de Flávio. O MDB declarou “total confiança no sistema eleitoral brasileiro”; o União Brasil afirmou que a democracia “não depende de quem vence ou perde uma eleição”; e o PSD reiterou o compromisso com o resultado das urnas. Aécio Neves, presidente do PSDB, classificou a atitude de Flávio como “absolutamente imprópria” e “inacreditável e inaceitável”.
Tarcísio manda respeitar as urnas – Um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se afastou da contestação eleitoral. Embora tenha dito compreender a “indignação” e a “revolta” do senador, afirmou que a eleição terminou e que cabe agora à direita construir uma oposição forte dentro das instituições. “O caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou.
Marinho nega fraude – Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que não existem provas para sustentar a acusação de fraude feita pelo aliado. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, disse. Marinho atribuiu a primeira versão da carta, em que Flávio se apresentava como “verdadeiro presidente eleito”, a um possível “erro de confecção”. Também afirmou esperar que Donald Trump não interfira nos assuntos internos do Brasil.
“Jumentos”, diz Malafaia – Silas Malafaia reagiu com ataques à ofensiva de Flávio. Em mensagem enviada a aliados, o pastor chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos” e criticou a condução da estratégia lançada nos Estados Unidos. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu. Malafaia também avaliou que Trump não pretende abraçar a ofensiva: “Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”.
CURTAS
JONES CRITICA RAQUEL POR “BAGUNÇA” NA COMPESA – O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL) fez duras críticas, ontem, ao governo Raquel Lyra (PSD) pela condução da concessão dos serviços da Compesa. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que as concessionárias ainda não estariam preparadas para assumir integralmente as operações e citou prorrogações de prazo, fechamento de lojas de atendimento e indefinições sobre a situação dos funcionários. “Tá uma bagunça generalizada”, resumiu. Jones afirmou, ainda, que se opôs ao processo desde o início e cobrou responsabilidade da governadora com o abastecimento de água e o saneamento no Estado.
EMPRÉSTIMO – O empréstimo de R$ 2,2 bilhões pedido pelo Governo Raquel Lyra (PSD) terá como relator na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe o deputado Diogo Moraes (PSB), líder da oposição à governadora. Sorteado para analisar a matéria, ele pediu vista do projeto, enquanto a base governista espera a apresentação do parecer na próxima semana. Aliado de Raquel, o deputado Antônio Moraes (PSD) minimizou o adiamento. “Como relator, ele queria, naturalmente, entender melhor o projeto. Acredito que na semana que vem Diogo deve apresentar o relatório e que vamos aprovar o projeto”, afirmou.
ISABELLA ROLDÃO DEIXA A VIDA PÚBLICA – A ex-vice-prefeita do Recife Isabella de Roldão (PDT) anunciou, ontem, que deixará a vida pública após 16 anos de atuação política. Vereadora entre 2013 e 2016 e vice-prefeita entre 2021 e 2024, ela afirmou que já havia decidido não disputar novos cargos. “Saio desse ciclo diferente de quando entrei. Mais madura, mais consciente”, declarou. Isabella também anunciou sua saída da Secretaria de Trabalho e Qualificação Profissional do Recife, onde está desde 2025. Hoje será seu último dia à frente da pasta.
Perguntar não ofende: Se até o PL reconheceu o resultado, como Flávio pretende vender a tese de fraude?
Só agora, depois de um jantar de confraternização no Bode Entre Amigos, da Rua da Hora, respirei aliviado: o primeiro Festival Nacional de Jornalismo no Recife foi um sucesso total.
Jornalistas amigos de Brasília e São Paulo vieram ao Recife, convidados pela jornalista Kátia Cubel, para transmitir suas experiências a estudantes de Jornalismo de Pernambuco e da Paraíba, no auditório da OAB, que ficou completamente lotado.
Entre os amigos jornalistas que vieram, Basília Rodrigues, do SBT News, em Brasília, Breno Pires, da revista Piauí, em Brasília, Rodrigo Rangel, ex-chefe do Platô, Eduardo Scolese, da Folha, em São Paulo, Patrícia Blanco, presidente do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional e do Instituto Palavra Aberta, e Eldo Gomes, titular do Blog do Eldo, de Brasília. Participei da mesa sobre o futuro do jornalismo em Pernambuco ao lado dos jornalistas Laurindo Ferreira, editor do JC, e Leusa Santos, editora da Folha de Pernambuco.
Mas quem roubou a cena foi o jornalista Francisco José, com uma palestra sensacional sobre a sua trajetória profissional, revelando bastidores dos 45 anos em que atuou na Globo e especialmente suas aventuras na produção de mais de cem edições de O Globo Repórter.
A Polícia Federal está investigando os detalhes de como Flávio Bolsonaro descumpriu a ordem de não deixar o Brasil.
A Polícia Federal ainda não sabe como o senador Flávio Bolsonaro conseguiu chegar à fronteira do Brasil com a Argentina na noite de terça-feira (27). A primeira informação oficial confirmando que Flávio Bolsonaro havia deixado o Brasil veio na madrugada desta quarta-feira (28). Em um comunicado publicado em uma rede social, a Direção Nacional de Migrações argentina confirmou que ele havia entrado no país com a esposa e as filhas. O governo argentino informou que o grupo atravessou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, na Argentina. As informações são do g1.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o movimento na Ponte Internacional Tancredo Neves por volta das 22h50 de terça-feira (27), pouco antes do horário de entrada registrado pelo controle migratório argentino. O repórter Marcos Landim esteve no local nesta quarta-feira (28) e mostrou que não é preciso apresentar documentos a autoridades brasileiras para atravessar para a Argentina.
“Nós estamos passando pelo posto de migração da Polícia Federal aqui na Ponte Tancredo Neves, também conhecida como Ponte da Fraternidade. Muitos brasileiros não fazem o registro de saída pela fronteira. Não é obrigatório. A passagem é rápida, não leva nem cinco minutos quando não tem trânsito. Do lado da Argentina, a parada é obrigatória. É preciso mostrar passaporte ou RG atualizado há menos de dez anos. Os dados são registrados no sistema. A partir daqui, são 20 km até o Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu, onde Flávio embarcou com a família”, conta o repórter Marcos Landim.
A Polícia Federal informou que não há nenhum registro oficial de saída de Flávio, da esposa e das filhas do Brasil. Já a Direção Nacional de Migração da Argentina afirmou que Flávio Bolsonaro e família apresentaram documentação de viagem válida e não possuíam qualquer impedimento legal para a entrada no país; e que o trâmite foi registrado pela autoridade competente sem intercorrências.
Após mandar cancelar os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes emitiu uma segunda decisão, a que a TV Globo teve acesso. Moraes afirmou que a proibição para o senador deixar o país era uma medida lógica e natural a partir da ordem de cancelamento e entrega de passaportes.
Mas o senador tem passaporte italiano e, segundo a declaração de voo, que registra todos os passageiros e tripulantes de aeronaves, foi esse o passaporte utilizado por Flávio Bolsonaro para embarcar no jatinho particular. A esposa dele, Fernanda, e as duas filhas menores de idade do casal usaram o passaporte brasileiro.
O governo argentino afirmou que às 23h30, 40 minutos depois de entrar no país, o grupo embarcou em um voo privado, operado pela empresa argentina Baires, com destino à cidade de Guayaquil, no Equador.
Segundo o site da Baires, o Gulfstream G400 tem capacidade para levar até 13 passageiros, com cama para seis deles e cozinha na parte traseira. A empresa oferece serviço personalizado durante todo o trajeto. E, segundo a imprensa argentina, é alvo de investigação na Justiça por um suposto esquema de propina que envolve a irmã do presidente Javier Milei. Karina Milei nega.
Um site de monitoramento do sistema aéreo mostra que o avião decolou do aeroporto de Puerto Iguazú à 0h22, horário de Brasília, com destino a Guayaquil, no Equador, em uma rota que evitou o território brasileiro. O jatinho chegou no Equador às 5h46. Às 6h22, levantou voo para os Estados Unidos.
Em nota, a Polícia Federal confirmou que os passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados e que inseriu um alerta no sistema Sonar – usado pela PF para o controle migratório e monitoramento de entradas e saídas de pessoas nos postos de fronteira, aeroportos e portos do Brasil -; que a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.
Desde terça-feira (27), equipes da Polícia Federal investigam como Flávio Bolsonaro descumpriu a decisão do Supremo que o proibia de deixar o país. Investigadores também analisam a divulgação de uma série de informações desencontradas que teriam sido usadas para desviar a atenção da rota construída para o senador fugir da Justiça brasileira. Há uma suspeita de que o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e o governo argentino podem ter ajudado Flávio Bolsonaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (28) uma visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
O pedido foi feito por Bolsonaro “em razão da necessidade de diálogo direto” e após Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato à Presidência derrotado nas urnas no último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes conforme determinado por Moraes. As informações são do g1.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília pela condenação a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país.
Em julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político eleitoral até o fim das eleições.
A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, sendo que uma das medidas cautelares impostas a ele proíbe a utilização de plataformas, inclusive por meio de terceiros.
Moraes já negou pedidos de visitas de Valdemar sob argumento de que o presidente do PL ainda continua investigado na trama golpista.
Nesta terça (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em uma postagem numa rede social, o chefe do PL afirmou que trataram do futuro e desafios da legenda.
“Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, diz o texto.
Líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS) pediu, nesta quarta-feira (28/10), a união de partidos políticos e entidades da sociedade civil em defesa da democracia e da soberania brasileira. O apelo ocorreu após a divulgação da carta de Flávio Bolsonaro (PL), na qual o senador contesta o resultado das eleições presidenciais, se declara “presidente eleito” e, posteriormente, afirma que será “o líder do Brasil” a partir dos Estados Unidos.
Em vídeo, Pimenta afirmou receber com “total perplexidade” a manifestação de Flávio. O parlamentar defendeu que a mobilização envolva não apenas os partidos que apoiam o presidente Lula, mas também as siglas que apoiaram Flávio na disputa presidencial e já reconheceram o resultado das eleições. As informações são do Metrópoles.
“Esse não é um movimento que não ser feito somente por nós, que apoiamos o presidente Lula, mas nós queremos chamar para esse movimento os partidos políticos, todos eles, muitos que inclusive apoiaram a candidatura do Flávio Bolsonaro e que já se manifestaram reconhecendo o resultado das eleições”, afirmou.
O líder do governo também pediu que entidades da sociedade civil se manifestem em defesa da democracia, da soberania e das instituições brasileiras.
“Também entendemos que é hora das entidades representativas dos diferentes setores da sociedade civil brasileira se manifestarem em defesa da democracia, em defesa da soberania, em defesa do pleno funcionamento das instituições brasileiras”, disse.
Segundo o deputado, as declarações de Flávio sobre o resultado eleitoral podem ter impacto negativo sobre a percepção internacional das instituições brasileiras.
“Tudo isso culmina, então, com essas manifestações do Flávio Bolsonaro se declarando ou como ‘presidente eleito’ ou ‘líder do Brasil’, propondo um levante dentro do país, mas também levantando uma suspeição na comunidade internacional sobre o processo eleitoral do país e a plenitude do funcionamento das instituições brasileiras neste momento”, declarou.
Teor da carta de Flávio
Na carta, Flávio afirmou que deixou o Brasil com a família e agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento. O senador acusou instituições brasileiras de perseguição política e questionou a legitimidade do resultado eleitoral.
“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, escreveu.
Flávio também afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Ao se dirigir a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger, mencionou especialmente o senador Rogério Marinho (PL-RN).
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou.
Ao final da carta, o senador afirmou que apresentará uma estratégia para mobilizar a oposição e seus apoiadores. Segundo ele, a iniciativa buscará impedir que o presidente Lula consolide o que classificou como um “regime ditatorial no Brasil”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu autorização do governo americano para permanecer por 1 ano no país, segundo aponta consulta ao sistema U.S. Customs and Border Protection – CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos).
Os registros mostram que o senador foi admitido em uma categoria identificada com o código “DT” e que pode ficar no país até 27 de outubro de 2027. O CBP identifica DT como “autorizado a entrar temporariamente” (Paroled). O g1 procurou a agência para esclarecer o status do senador no país, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. As informações são do g1.
Passaporte cancelado O senador utilizou seu passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos nesta quarta (28). Flávio, sua esposa e as filhas do casal pousaram em um aeroporto de Miami durante a manhã.
A Polícia Federal informou nesta quarta que os passaportes comum e diplomático de Flávio foram cancelados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida no últimos domingo (25).
A PF também esclareceu que o senador foi intimado na manhã de segunda (26) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.
Flávio Bolsonaro tem passaporte italiano, concedido a ele em 2023, durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Foi esse documento que ele utilizou para deixar a Argentina, segundo mostra o plano de voo do jatinho.
Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de domingo, deixou o Brasil após descumprir a ordem do STF.
Segundo as autoridades argentinas, Flávio entrou no país na noite de terça-feira (27) por terra. A PF suspeita, porém, que ele tenha entrado na Argentina em um avião privado;
No território argentino, o senador embarcou em um jatinho executivo com destino aos EUA;
O trajeto evitou o espaço aéreo brasileiro e incluiu uma escala no Equador;
Flávio e família desembarcaram em Miami, às 10h24.
O avião que transportou a família até os Estados Unidos, um jatinho particular Gulfstream G400, aterrissou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida.
Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA afirmou que permitiria a entrada dos quatro e que irá conceder vistos à família. Washington ainda não especificou que tipo de visto os quatro receberão.
Lula (PT) derrotou Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Trump, no segundo turno da eleição presidencial no último domingo (25). O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador, com uma vantagem de 4,4 milhões de votos.
A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, nesta quarta-feira, virou alvo de críticas de parlamentares democratas, que fazem oposição ao governo do presidente Donald Trump. A movimentação ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para ocorrer na próxima terça-feira. Há expectativa de que o Partido Democrata avance nas duas casas do Congresso americano.
Em publicações feitas ao longo desta quarta, — antes de Flávio divulgar uma carta de teor golpista na qual se declara “presidente eleito do Brasil” — os congressistas americanos destacaram a existência de investigações contra o senador fluminense e lembraram do endurecimento das políticas migratórias americanas. No documento de imigração do parlamentar, consta uma autorização normalmente concedida a imigrantes por “razões humanitárias”. As informações são do jornal O GLOBO.
“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu no X, antigo Twitter, Morgan McGarvey, um dos democratas que representam o estado do Kentucky no Congresso.
Na mesma rede, Jim McGovern, representante do estado de Massachusetts, descreveu Flávio como “um estrangeiro sob investigação criminal” e acusou o secretário de Estado Marco Rubio de “conspirar” com o brasileiro para ajudá-lo a “escapar da justiça”.
“Fascistas covardes e bandidos autoritários costumavam fugir para a Rússia ou Arábia Saudita para evitar a responsabilização. Esta administração os acolhe na América. Nojento”, escreveu McGovern.
Shri Thanedar, do Michigan, escreveu no X que, “em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção”, Bolsonaro está fugindo do Brasil”. O parlamentar diz duvidar que Rubio irá “rejeitar Bolsonaro como um fugitivo internacional” por falta de coragem.
Senador pelo estado de Nova Jersey, Andy Kim foi um dos que comparou a situação de Flávio Bolsonaro ao endurecimento da política de Trump para refugiados e imigrantes. Segundo Kim, a ida do senador para o país é “mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”.
“Trump está basicamente concedendo a Bolsonaro o Status de Proteção Temporária, enquanto o arranca de incontáveis haitianos, afegãos e outros que construíram vidas na América”, escreveu Kim.
Também no X, o perfil da bancada democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes criticou Rubio ao afirmar que o secretário de Estado estendia o “tapete vermelho para Bolsonaro”, enquanto não liberava o asilo para refugiados da guerra do Sudão ou do Haiti. “Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, escreveu.
O democrata Joaquin Castro, do Texas, disse que “perder uma eleição não é motivo para asilo”, acrescentando que Flávio está sob investigação das autoridades brasileiras. Em seguida, ele cobrou o governo americano: “A administração Trump deve ao Congresso explicações sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil, em violação à lei brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegurou aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que a base do governo irá apoiar suas reeleições no Congresso Nacional no ano que vem.
O aceno aconteceu, de acordo com fontes na articulação política do Palácio do Planalto, no encontro de Lula com Hugo e Davi na última segunda-feira (26). As informações são da CNN.
A decisão já era esperada após a aliança entre o presidente e os parlamentares para as eleições. Lula acenou a Hugo e Alcolumbre nas disputas locais na Paraíba e Amapá; em troca, os chefes do Poder Legislativo aceleraram a tramitação de pautas de interesse do petista e de sua reeleição, como o fim da jornada 6×1.
O avanço da direita no Congresso Nacional após o primeiro turno tratou de aproximar ainda mais Lula e os presidentes das casas legislativas.
A reeleição dos presidentes na Câmara e no Senado é uma das principais apostas do governo federal para fazer frente ao avanço da oposição no Legislativo. A avaliação é de que Hugo e Alcolumbre garantiriam moderação à pauta de um Congresso de maioria conservadora.
Alcolumbre e Hugo devem enfrentar parlamentares da direita na tentativa de reeleição. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) acenam com candidatura; na Câmara, cogita-se na oposição o nome de Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ).
Articuladores apontam que Hugo e Alcolumbre podem congregar o apoio do governo ao Centrão e bater a direta na disputa pelas mesas diretoras.