É importante e louvável a visita da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, que fez diligências, ontem, em três cidades da Região Metropolitana. Fez também uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Recentemente, tivemos duas tragédias, com um prédio desabando com vítimas, em Olinda, e outro em Paulista. Para se ter uma dimensão da dimensão do problema, mais de três mil prédios-caixão estão em risco, na Região Metropolitana do Recife, segundo o Itep, onde vivem mais de 40 mil pessoas.
Tal assunto não é novo, vem de muito tempo. Em 2005, tivemos uma CPI sobre o tema, que já tratava do problema com diagnósticos, cujo relatório continua atual e com realidade agravada. De 1977 até 2004, 12 edifícios desabaram, matando 30 pessoas. São 45 anos.
É de se destacar que existe decisão judicial/sentença em vigor, na ação civil pública sob o número 2005.83.00.008987.2, inclusive mantida no pedido de suspensão de liminar número 3613-PE, que obriga as prefeituras a adotarem medidas de proteção a vida e ao patrimônio, quando constatado risco de desabamento de edificações em alvenaria autoportante, conhecidas como prédios-caixão. Assim, não adianta apenas querer terceirizar a responsabilidade para as seguradoras, tendo os municípios que também cumprir as suas obrigações. No caso de Olinda, a Prefeitura de Olinda pouco tem feito, para prevenir novas tragédias.
Denunciamos uma máfia de seguros, qual seja, quem recebe o seguro não é o beneficiário, mas terceiros que compraram por cessão o direito. Segundo levantamentos mais da metade de quem recebe seriam dois escritórios de advocacia. Tal máfia já estava identificada no relatório da CPI e continua ativa até hoje. É uma das máfias em atividade mais antigas do Brasil e impune. Fizemos representação ao Ministério Público Estadual denunciando. O outro problema são os atravessadores de posse, que comercializam a posse dos apartamentos, que muitos já não estão na posse do proprietário e beneficiário do seguro, mesmo de prédios em risco. Esse assunto precisa ser enfrentado, inclusive renovada a documentação nos processos das cessões e procurações, para evitar que o benefício não caia em mãos erradas, uma vez que o benefício da apólice, em tese, é personalíssimo.
É elogiável também a atuação do TJPE e TRF, que num esforço conjunto, criaram uma força tarefa para tratar do assunto, inclusive usando mediação, para agilizar soluções. Ante recente decisão do Supremo, de que a Caixa Econômica Federal, por ser gestora do fundo de indenização, deve ser parte dos processos, cerca de 60% dos processos, que estão na Justiça Estadual devem migrar para a Federal. Existem cerca de 10 mil processos sobre o tema.
Estaremos vigilantes para que as promessas sejam cumpridas e que não fiquem apenas na visita e em matérias de imprensa, conforme aconteceu no passado, em vésperas de eleições.
*Movimento Olinda Quer Mais, por Antônio Campos e Paulo Sales
Santa Cruz do Capibaribe deu um passo histórico para fortalecer ainda mais sua vocação empreendedora e consolidar sua posição como uma das principais forças econômicas de Pernambuco. Ontem, em Brasília, foi assinado, pelo deputado federal Felipe Carreras, pelo prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, e pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o protocolo de intenções para viabilizar a construção do Centro de Convenções do município.
A iniciativa é resultado de uma articulação junto ao Governo Federal, com o presidente Lula, para tirar do papel um equipamento considerado estratégico para o desenvolvimento econômico da cidade e de todo o Polo de Confecções do Agreste.
Referência nacional no setor de confecções, Santa Cruz do Capibaribe tem no empreendedorismo, no comércio e na moda motores importantes de geração de emprego e renda. Com o novo equipamento, o município poderá ampliar sua capacidade de atrair investimentos, compradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, fortalecendo ainda mais o ambiente de negócios local.
Para o deputado Felipe Carreras, a assinatura do protocolo representa um avanço decisivo para uma conquista histórica do município. “Santa Cruz do Capibaribe é uma potência do empreendedorismo, da confecção e da geração de emprego. Esse Centro de Convenções será uma estrutura à altura da força do seu povo, da sua economia e de quem trabalha todos os dias para fazer essa cidade crescer. É uma conquista histórica, construída com o prefeito Helinho Aragão, com o ministro Paulo Pereira e com o Governo do presidente Lula”, destacou Carreras.
O prefeito Helinho Aragão também celebrou o avanço e agradeceu a parceria para viabilizar o equipamento. “Esse é um momento muito importante para Santa Cruz do Capibaribe. Quero agradecer ao ministro Paulo Pereira, ao presidente Lula e ao deputado Felipe Carreras por olharem para a nossa cidade e ajudarem a tornar esse sonho possível. O Centro de Convenções será um equipamento fundamental para fortalecer o nosso polo de confecções”, afirmou Helinho.
O projeto prevê R$ 20 milhões em investimentos para a construção do Centro de Convenções, com recursos do Governo Federal e emendas parlamentares destinadas pelo deputado Felipe Carreras. O futuro Centro de Convenções marca mais um avanço importante para o desenvolvimento econômico de Santa Cruz do Capibaribe e representa uma conquista histórica para todo o Agreste pernambucano.
Durante visita à Mata Norte, a governadora Raquel Lyra (PSD) recebeu uma forte cobrança do prefeito de Goiana, Marcilio Régio, pela falta de ações efetivas para as vítimas das chuvas na região. Segundo o gestor, sua cidade foi atingida pela segunda cheia em dois meses, levando a população a perder casas e móveis, sem que o município receba apoio para projetos estruturantes para conter a força da água.
“A gente tem que tomar uma posição para resolver isso. Senão, todo ano, a gente só vai gastar e vai ficar assim a vida toda. A gente tem que se unir para resolver esse problema”, disse Marcilio, tendo como resposta de Raquel apenas uma declaração de que ela imagina a dor dos moradores e está fazendo estudos.
Vendo o constrangimento da governadora, flagrado em vídeo postado por Marcilio, o pré-candidato a senador Túlio Gadelha (PSD) ainda tenta passar panos quentes, dizendo que a solução para o caso envolve “obras estruturantes” que “deveriam ter sido feitas antes”. O prefeito de Goiana responde que “agora a gente tem resolver” e que, “se não for isso, vai ficar apenas no arroz e feijão”.
Raquel vem enfrentando críticas pela falta de ações efetivas após as chuvas recentes. O auxílio emergencial prometido por ela em maio só começou a ser pago nesta semana, dois meses após as perdas sofridas pelas famílias afetadas, o que desvirtua o caráter emergencial da medida.
Na política, quando as coisas não acabam trágicas, viram chacota: a governadora Raquel Lyra (PSD) “reeditou” o trem do forró que havia de Recife para Caruaru, sua terra natal, que administrou, mas de forma “alegre” para adoçar a boca da família Ferreira, bolsonarista, diga-se de passagem.
No trem da alegria do forró os Ferreira tomaram, literalmente, toda edição do Diário Oficial de ontem com as chamadas nomeações eleitoreiras, às vésperas das eleições.
Nunca dantes na história da província algo tão vergonhoso!
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, retornou de uma missão oficial à Venezuela com um diagnóstico dramático sobre os efeitos do terremoto que devastou parte do país. Em entrevista exclusiva a este Blog, ele relatou que a tragédia já contabiliza cerca de dois mil mortos e aproximadamente 30 mil desaparecidos, além de uma destruição em larga escala. “É uma tristeza, uma coisa inacreditável. Eles não têm mais onde botar os corpos”, afirmou.
Segundo o ministro, a prioridade neste momento é o atendimento emergencial às vítimas, o que ainda impede o início de um plano de reconstrução. “Não tem ainda como se discutir um programa de reconstrução, porque agora é um trabalho de emergência, procurar quem morreu, quem está vivo”, disse. José Múcio informou que cerca de 65 mil imóveis foram danificados, incluindo edifícios que permaneceram de pé, mas terão de ser demolidos devido aos graves comprometimentos estruturais.
O Brasil já mobilizou uma ampla operação de ajuda humanitária. De acordo com o ministro, foram enviados cinco aviões KC-390 carregados com água, alimentos e medicamentos, além de equipes da Defesa Civil e do Hospital de Campanha da Marinha, que continua sendo ampliado para atender a demanda. A missão brasileira também contou com a participação da vice-presidente da Caixa Econômica Federal e do secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades. “Está um trabalho muito bem coordenado, com um nível de solidariedade muito alto”, destacou.
José Múcio revelou ainda que recebeu manifestações de apoio de empresas, sindicatos, associações e profissionais de saúde de diversos estados brasileiros interessados em colaborar com a Venezuela. Segundo ele, o desafio agora é organizar essa rede de solidariedade. “Voltei para ordenar o que fazer e dar direção a essas pessoas que querem ajudar”, explicou.
O ministro também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto a situação e determinou o apoio imediato do Brasil ao país vizinho. Embora não tenha confirmado uma futura visita presidencial, José Múcio disse acreditar que o chefe do Executivo manterá o compromisso com a assistência humanitária. “Tenho certeza de que o presidente vai estar presente. O Brasil vai estar presente”, concluiu.
Pernambuco assiste, mais uma vez, à reedição de um roteiro conhecido: o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), se apresenta novamente como pré-candidato a uma eleição majoritária em 2026. A pergunta que se ouve nos bastidores diz respeito a exatamente o que representa esta nova “candidatura” depois de uma trajetória que parece ter sido desenhada para representar a si mesmo.
Miguel começou no PSB, partido pelo qual foi eleito deputado estadual e, depois, prefeito de Petrolina. Migrou para o MDB para disputar a reeleição. Em seguida, trocou o MDB pelo DEM, legenda que mais tarde se fundiu ao PSL, dando origem ao União Brasil, na aritmética eleitoral que apontava para a formação do “superpartido” da vez.
Quatro siglas em pouco mais de uma década não configuram uma trajetória política. Revelam, antes, uma permanente geolocalização do poder. Miguel disputou o Governo de Pernambuco e terminou em último lugar entre os cinco candidatos competitivos, embora não humilhante pela diferença de votos.
Foi um resultado que expôs o limite real do capital eleitoral da família Coelho fora do Sertão do São Francisco, depois de décadas de domínio político na região. A reação à derrota talvez seja o capítulo mais revelador dessa trajetória.
Miguel apoiou Raquel no segundo turno, perdeu espaço no novo governo e migrou para a órbita do PSB e de João Campos, emplacando o irmão, Antônio Coelho, na Secretaria de Turismo do Recife, além de um aliado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da capital.
Na Assembleia Legislativa, enquanto esteve lá, Antônio endureceu o discurso contra a governadora, enquanto o prefeito de Petrolina, Simão Durando, eleito com o apoio dos Coelhos, passou a fazer duras e frequentes críticas à gestão estadual.
Depois, Miguel rompeu com João Campos. O aliado deixou o cargo e a aliança chegou ao fim. Recentemente, voltou ao entorno da governadora. Desta vez, indicou um aliado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e passou a influenciar nomeações em órgãos como o Lafepe e o Porto do Recife.
Em menos de quatro anos, Miguel fez mudanças ao sabor do tempo e das suas conveniências, sempre deixando uma aliança e surgindo na seguinte com espaços na máquina pública. Quem chama isso de construção de consenso está sendo generoso. Quem chama de oportunismo pode estar sendo agressivo.
Miguel não inventou esse estilo. Aprendeu com o pai Fernando Bezerra Coelho, que passou por PDS, PFL, PMDB, PSB e retornou ao MDB. Foram seis siglas ao longo da carreira. Foi ministro de Dilma Rousseff e, anos depois, votou a favor do impeachment que a retirou do cargo. Tornou-se líder do governo no Senado sob Michel Temer e permaneceu na mesma função durante o governo Jair Bolsonaro: dois projetos políticos distintos, a mesma posição ocupada pelo mesmo sobrenome.
Confiança não se constrói em vídeos nem se proclama em entrevistas. O problema é que a confiança que parece faltar talvez não seja a do eleitor, mas a do próprio campo político em que Miguel tenta se movimentar.
Nacionalmente, conta com o apoio do presidente do União Brasil para sustentar sua pretensão. Em Pernambuco, porém, sofreu uma derrota expressiva na Federação União Progressista, que homologou o nome de Eduardo da Fonte para a disputa ao Senado.
Candidatura sem solo é isso: ter padrinho em Brasília e pouco chão em Pernambuco. Miguel não chega a 2026 como um nome consolidado em busca de uma nova eleição. Chega tentando encontrar um espaço político que ainda não conseguiu firmar.
Falta-lhe aquilo que mais se espera de quem pretende representar Pernambuco no Senado: solidez. O que sobra é insistência.
SEM CÂMERAS – O Governo Raquel ainda não finalizou o Estudo Técnico Preliminar (ETP) para compra de câmeras corporais para a Polícia Militar (PMPE), fase que antecede a abertura de licitação para a aquisição dos equipamentos. A Secretaria de Defesa informou, ontem, que instituiu um Grupo de Trabalho da PMPE, cujo projeto prevê a aquisição de aproximadamente 1.500 câmeras corporais, segundo noticiou o site do Diário de Pernambuco. Raquel segue em ritmo lento no quesito: quatro meses após a confirmação do repasse federal de R$ 24 milhões para a compra dos equipamentos, a licitação ainda não foi aberta. O projeto estadual de implementação da tecnologia tem execução estimada em até dois anos.
Cenas de filme de terror – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, fez um relato dramático da Venezuela destruída que viu na visita ao País depois do terremoto em missão dada pelo presidente Lula. “Vi relatos de um filme de terror”, afirmou. Ele disse que a prioridade do governo venezuelano, neste momento, é ainda salvar vidas nos escombros, para depois fazer um plano de reconstrução das áreas atingidas. O Governo Lula enviou ao País profissionais de saúde e resgate, além de ajuda humanitária, como medicamentos, purificadores de água, insumos e materiais para um hospital de campanha.
Ajuda comunitária – A primeira equipe brasileira chegou à Venezuela na sexta-feira passada dois dias após os tremores. No sábado seguinte, uma segunda aeronave transportou um hospital de campanha e purificadores de água. Ainda no mesmo dia, um terceiro voo levou kits de medicamentos e módulos complementares necessários para a instalação da estrutura hospitalar. Já no domingo, a FAB enviou uma quarta aeronave com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Kassab na vice – O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou, ontem, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como seu vice na disputa pelo Palácio do Planalto. Em ato na sede da legenda, em Brasília, o ex-governador de Goiás também criticou o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Se o Flávio chegar no segundo turno, com todo o respeito que ele merece, nós sabemos que realmente é tudo que o Lula quer: governar o Brasil por mais quatro anos”, disse Caiado. “Chegando ao segundo turno, nós aglutinaremos todas as forças do País”, acrescentou.
O dinheiro suspeito do líder – A Polícia Federal (PF) investiga uma teia de empresas e pessoas ligadas aos R$ 468 mil apreendidos no ano passado em um endereço do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e suspeita de desvio de recursos de cota parlamentar. A investigação aponta contradições na versão apresentada pelo parlamentar, que atribuiu o montante à venda de um apartamento. De acordo com a investigação, duas empresas de construção e dois irmãos estão vinculados ao dinheiro. A PF chegou até a rede, alvo de operação, ontem, a partir das etiquetas bancárias apreendidas com o dinheiro localizado em poder de Sóstenes.
CURTAS
RACHADINHAS – Após briga pública com Flávio Bolsonaro, aliados de Michelle passaram a resgatar um tema que assombra o candidato à Presidência: o caso das rachadinhas. As investigações mostraram que o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, e sua esposa depositaram 27 cheques na conta da ex-primeira-dama, totalizando R$ 89 mil. O valor foi repassado entre 2011 e 2016.
VAI ABALAR? – Até hoje, Michelle nunca falou sobre o tema. Aliados da ex-primeira-dama avaliam que, agora, ela pode mudar de ideia. Desde que expôs publicamente o racha com Flávio, Michelle tem feito postagens sinalizando que saberia algo sobre o enteado. Em conversas reservadas, também dá pistas de que uma informação com potencial para abalar a candidatura de Flávio está por vir.
NO PODCAST – A ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado em São Paulo pelo PSB, enfim, estará no podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira depois de cancelar sua participação de última hora na semana passada em função de uma convocação do presidente Lula, de última hora, para desatar o nó da chapa da oposição em São Paulo.
Perguntar não ofende: Qual será o próximo teto de hospital a desabar pelas obras improvisadas de Raquel?
O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Anderson Ferreira, divulgou nas redes sociais um registro do encontro com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), em Brasília.
A reunião na tarde desta quarta (1º) teve como objetivo definir a estratégia do partido para as eleições deste ano em Pernambuco. Nas últimas semanas, chegou a ser ventilada a possibilidade de a legenda ter um candidato próprio ao Executivo estadual.
Ao lado de Anderson Ferreira, o vereador de Caruaru, Silvio Nascimento, participou da conversa. Ele vem sendo apontado por Anderson como possível candidato do PL ao Senado Federal em Pernambuco, numa estratégia de criação de um palanque para o pré-candidato a presidente pela sigla, o senador Flávio Bolsonaro.
Na publicação, Anderson Ferreira não deu detalhes do que foi tratado na reunião, limitando-se a dizer que está construindo o fortalicmento do partido no estado.
“Hoje, em Brasília, reunião na sede nacional do PL ao lado do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho e de Silvio Nascimento. Seguimos construindo, juntos, o fortalecimento do PL em Pernambuco. Simbora trabalhar!”, escreveu Anderson.
O Ministério da Justiça acompanha com preocupação os possíveis impactos das sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos a brasileiros investigados por suposta ligação com organizações criminosas. As informações são do g1.
Os brasileiros sancionados foram Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Além disso, os EUA sancionaram três empresas brasileiras, são elas:
Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
Segundo a secretária nacional de Justiça (Senajus), Maria Rosa Guimarães Loula, a medida já era considerada um risco após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês).
Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada.
Em entrevista ao g1, a secretária afirmou que a preocupação do governo não se restringe às pessoas diretamente sancionadas, mas também aos possíveis “efeitos secundários” sobre terceiros e instituições financeiras brasileiras.
“Não defendemos criminosos. O que tememos é que essa espetacularização gere efeitos secundários sobre pessoas que não têm ligação com o crime e sobre instituições financeiras brasileiras”, afirmou.
Governo defende cooperação entre os países
A secretária nacional de Justiça afirmou que o avanço das investigações nos Estados Unidos só foi possível graças ao trabalho realizado pelas autoridades brasileiras e defendeu maior cooperação entre os dois países.
Segundo ela, as informações compartilhadas pelo Brasil contribuíram para as apurações americanas, mas o intercâmbio de dados poderia ter sido mais amplo.
“Não acreditamos em medidas unilaterais. Os Estados Unidos atuaram com base em informações e conceitos que saíram do Brasil. Se tivessem compartilhado mais informações conosco, poderíamos ajudá-los”, disse.
Como exemplo dos riscos, Loula citou o caso do México. Em junho, os Estados Unidos anunciaram sanções contra três importantes instituições financeiras mexicanas — o CIBanco, o Intercam Banco e a corretora Vector Casa de Bolsa —, acusadas de facilitar operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao tráfico de drogas.
As medidas restringiram o acesso dessas instituições ao sistema financeiro americano.
PF diz que investigados não têm ligação com o PCC
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira não possuem ligação com o PCC, ao contrário do que apontam as autoridades americanas.
De acordo com o governo americano, Shimada liderava, a partir de São Paulo, uma estrutura de lavagem de dinheiro que atuava em conjunto com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) radicados na Flórida.
As autoridades dos EUA afirmam que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões em recursos de origem ilícita, utilizando criptomoedas para transferir valores provenientes do tráfico internacional de drogas.
Victor chegou a ser preso preventivamente no Brasil em dezembro de 2024, no âmbito das investigações sobre lavagem de dinheiro relacionadas ao caso Corinthians.
Em janeiro de 2025, ele passou um curto período em prisão domiciliar e, poucas semanas depois, foi solto após conseguir habeas corpus mediante pagamento de fiança.
Recentemente, Victor foi condenado pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele responde ao processo em liberdade, não utiliza mais tornozeleira eletrônica e está proibido de deixar o país.
Segundo relatório da Polícia Civil de São Paulo, Victor Henrique de Oliveira Shimada aparece em uma cadeia financeira que conecta sua empresa à Wave Intermediações e à UJ Football Talent.
A UJ foi citada na delação premiada de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como empresa supostamente relacionada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como “Tripa”, apontado pelo delator como integrante do PCC.
O relatório ressalta ainda que o próprio Gritzbach surgiu em análises financeiras associadas à Wave, empresa que mantinha intensa movimentação com a Victory Trading.
A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa.
Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele.
O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.
Ela não tem antecedentes criminais e nem responde a processos.
No tradicional forró promovido pelo ex-ministro José Jorge, do TCU, em Brasília, com os jornalistas amigos José Maria Trindade, Houldine Nascimento e Gabriel Garcia. A festa, na Igrejinha da 109 Sul, atraiu políticos, ministros, como Gilmar Mendes, do STF, e presidentes de partidos, entre os quais Gilberto Kassab, do PSD. Rolaram muitos bastidores. Amanhã, conto tudo.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a urgência do projeto de lei (PL) da misoginia, que traz propostas para criminalizar a incitação de violência “em razão da condição de mulher”, segundo o texto. O termo misoginia refere-se ao ódio ou à aversão às mulheres.
Foram 293 votos a favor e 158 contrários à urgência.
Apesar da orientação contrária da liderança do PL (Partido Liberal), 2 deputados da sigla votaram a favor do regime do projeto: João Carlos Bacelar (BH) e Delegada Ione (MG). As informações são do g1.
Por outro lado, a liderança do bloco União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos deixou a critério de cada parlamentar. Nestes partidos, a votação foi dividida, mas prevaleceram os votos favoráveis.
No caso do União Brasil, 32 deputados votaram a favor da urgência e 14 contra. Houve 1 abstenção. Similarmente, o Partido Progressista teve 27 votos favoráveis ao regime de tramitação e 11 contrários. No PSD, foram 31 a favor e 9 contra. Já do lado governista, todos os presentes votaram a favor da urgência do texto. Isso inclui siglas como PT, PSOL e PCdoB.
Próximos passos
A aprovação da urgência não é a aprovação do projeto em si. Na prática, o requerimento de urgência acelera a tramitação do projeto de lei porque ele não precisa passar pelas comissões especiais da Câmara.
Agora, o PL deve ser incluído na ordem do dia do plenário pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), onde será discutido pelos congressistas. A aprovação acontece quando há maioria simples, ou seja, se o número de votos a favor for maior que os contrários. O único requisito é que esteja presente a maioria absoluta dos deputados (257).
Durante a sessão, Motta afirmou que a proposta do grupo de trabalho não é definitiva e que o relatório do projeto ainda precisa ser construído.
A relatora do projeto será a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Ela já era responsável por um grupo de trabalho sobre o tema e vinha articulando para que o projeto fosse votado nesta semana na Câmara.
Se for validado no plenário da Casa Baixa, o PL da Misoginia irá direto para a sanção presidencial. Outra versão da proposta havia sido aprovada pelo Senado em março deste ano.
O recesso legislativo da Câmara está previsto para 18 de julho. As atividades legislativas devem ser retomadas oficialmente em 1º de agosto.
O projeto
O texto original, que ainda pode ser alterado no plenário, inclui atos de misoginia na Lei do Racismo e altera também o Código Penal. O projeto prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para injúria “por condição de mulher”, essa é a pena atualmente fixada para injúria racial. A punição pode ser aumentada de metade se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
Para crimes cometidos pela internet, o texto permite a suspensão temporária de contas ou perfis usados para divulgar conteúdo ilícito.
Apesar de ainda não estar incorporado à legislação brasileira, o termo misoginia já aparece em mais de 2 mil decisões judiciais desde 2015, conforme levantamento do g1. O conceito foi citado em casos envolvendo violência doméstica, assédio moral, ataques políticos, disputas trabalhistas e pedidos de indenização.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse em entrevista à CNN que seria “mesquinho” transformar as tarifas impostas pelos Estados Unidos em debate eleitoral. De acordo com ele, o governo brasileiro seguirá as orientações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de manter o “diálogo” e “buscar o entendimento”.
“O presidente Lula tem deixado claro, é diálogo e buscar entendimento. Então no que depender de nós, nós vamos transformar isso em disputa eleitoral, seria uma coisa muito mesquinha”, afirmou ao CNN 360°. As informações são da CNN.
Segundo o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a ideia é trabalhar para mostrar que as taxações não são justas.
“Então nós vamos trabalhar com o diálogo e mostrando que não é justo, que a nossa tarifa é muito baixa, eles tem superávit na balança comercial brasileira, não tem déficit nenhum e nós podemos ampliar o mercado e a complementação econômica e investimentos específicos”, acrescentou.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em 02 de junho, a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.
O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei – ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Nesse grupo, carne bovina, café certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos de tarifas punitivas.
Diálogos obtidos pela Polícia Federal (PF) mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, atuaram para tentar impedir o trabalho e violaram dados privados da jornalista Malu Gaspar, colunista do GLOBO. A insatisfação surgiu a partir de reportagens que abordaram investigações sobre a instituição financeira devido a operações fraudulentas e manipulação de preços. Após as reclamações de Vorcaro, Miranda afirmou que iria “revirar a vida” da jornalista, e repassou ao ex-banqueiro informações sobre familiares, contas bancárias e endereço da profissional.
As mensagens extraídas do celular de Vorcaro, em posse da Polícia Federal, são de março e abril de 2025. Àquela altura, o Master já enfrentava a crise financeira que culminaria, em novembro do mesmo ano, na decretação de sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC). As informações são do jornal O GLOBO.
As mensagens extraídas do celular de Vorcaro, em posse da Polícia Federal, são de março e abril de 2025. Àquela altura, o Master já enfrentava a crise financeira que culminaria, em novembro do mesmo ano, na decretação de sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC).
Vorcaro responde, então, que quem deveria tentar a contratação era o próprio Miranda. Na época, ele era CEO do Grupo LeoDias, no qual chegou a ter participação como sócio. Em nota publicada em janeiro deste ano, o veículo afirmou que Miranda deixou o cargo em junho de 2025.
Nesse momento da conversa, Miranda encaminha mensagens com a suposta remuneração mensal e o endereço completo da jornalista, além de informações sobre seu carro de uso pessoal. Ambos entraram em consenso sobre o salário e até valores de luvas contratuais que ofereceriam para Malu como forma de travar a produção do conteúdo investigativo que revelou os escândalos do Banco Master.
No mesmo período, Miranda também fez ao colunista do GLOBO Lauro Jardim uma proposta de contratação.
Leia o diálogo:
VORCARO: Malu e Lauro vieram com mais fúria após a abordagem.
VORCARO: Lauro soltou 5 matérias em 3 dias.
VORCARO: Não sei como ficaram as tratativas, mas acho melhor abortar.
MIRANDA: Eles me pediram tempo para organizar a vida.
MIRANDA: Eu vou por outro caminho. Vou descobrir algo. Eles não são santos.
A divulgação do teor das mensagens reforça o modus operandi do grupo de Vorcaro na tentativa de coagir o trabalho da imprensa. Na decisão que mandou prender Vorcaro pela segunda vez, em março deste ano, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o ex-banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O objetivo, diz Mendonça, era, a partir do episódio, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.
As conversas interceptadas pela PF em relação ao colunista Lauro Jardim ocorreram entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Felipe Mourão” e apelidado de “Sicário”. Mourão coordenava as atividades do grupo “A Turma”, definido pela polícia como um “braço armado” de Vorcaro para intimidar adversários do grupo, com uso de “coação por meio de sua milícia”.
Sobre esses fatos, O GLOBO publicou a seguinte nota:
“O GLOBO repudia a devassa ordenada pelo investigado na vida da colunista Malu Gaspar, uma das mais respeitadas jornalistas do país. A ação, como deixa claro a troca de mensagens, visava calar a voz da imprensa e revela um modus operandi do grupo criminoso, que já havia ameaçado de ato violento outro colunista do jornal. Os envolvidos nessa trama de perseguição devem ser investigados com rigor. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”
Após adiar sua participação na semana passada em razão de ajustes na agenda, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), confirmou presença no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (7). Recém-filiada ao PSB e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Tebet vai falar sobre os rumos da política nacional, o cenário eleitoral para 2026 e os movimentos que marcaram sua trajetória nos últimos anos, desde a candidatura à Presidência da República até sua passagem pelo governo Lula.
Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado e tem ocupado espaço no debate político nacional com críticas à polarização ideológica. Em entrevistas recentes, defendeu que o Brasil se afaste da “lacração das redes sociais” e concentre esforços em medidas concretas para enfrentar problemas estruturais. Também chamou atenção ao criticar o que classificou como “agro do mal”, diferenciando produtores rurais de grupos envolvidos com crimes ambientais, invasões de terras e grilagem.
Advogada e professora, Tebet construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul. Foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos, vice-governadora, senadora da República e candidata à Presidência da República em 2022. Após terminar a disputa em terceiro lugar, tornou-se uma das principais apoiadoras de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e passou a integrar a equipe de transição do governo eleito, assumindo posteriormente o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Nos últimos anos, Tebet consolidou-se como uma das principais vozes do centro político brasileiro, defendendo pautas ligadas à responsabilidade fiscal, ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. Sua filiação ao PSB e a pré-candidatura ao Senado por São Paulo estão entre os movimentos políticos mais observados do cenário nacional para as eleições de 2026.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.