A largada da campanha de reeleição do deputado presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), e de eleição do candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB) foi marcada por adesivaço em Canhotinho, no Agreste, e agendas em municípios estratégicos da base de apoio, neste domingo (16).
O adesivaço ocupou ruas e praças do centro de Canhotinho já nos primeiros instantes do dia. Adesivos, bottons, praguinhas e paneis foram colados nos vidros de automóveis, em motos, fachadas e ainda sobre o peito de diversas pessoas que saíram de casa para expressar seu apoio a Álvaro, Gabriel e ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco.
O material de campanha incluiu ainda a imagem da prefeita Sandra Paes (Republicanos), que também esteve presente no adesivaço. “Demos a largada a uma campanha que promete ser disputada, o que vai exigir muito trabalho e mobilização de todo mundo. Estamos de ânimo renovado para cair na estrada. Daqui até outubro, a pisada vai ser esta: vamos ocupar as ruas, conversar com as pessoas, mostrar o que fizemos, apresentar nossas propostas e enfatizar a possibilidade de construir um futuro com desenvolvimento, diálogo, entregas e conquistas sob a liderança de João Campos no governo de Pernambuco”, afirmou Álvaro.
Pela manhã, Gabriel participou de atos de campanha em Ipojuca, ao lado do prefeito Carlos Santana (Republicanos), da deputada estadual Simone Santana (PSB) e de Lara Santana (PV), com quem faz dobradinha no município. Em seguida, esteve na 6ª Cavalgada Senhora Sant’Ana, em Ribeirão, ao lado do deputado Álvaro Porto e de lideranças locais. Já em Vertentes, o prefeito Rael Ferreira (PSDB) comandou um adesivaço em apoio à campanha do deputado.
Em uma reviravolta no discurso até então encampado pelo marketing da campanha à reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi enfática ao acusar, ontem, durante debate promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de agir de “má-fé” ao “direcionar” as auditorias realizadas pelo Ministério da Saúde para investigar repasses de R$ 40 milhões a uma unidade de saúde privada da qual um dos sócios é o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD).
Ao ser questionada pelo candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), sobre o suposto quantitativo de 236 fraudes em “processos de tratamento de câncer e hemodiálise” realizadas no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, que tem como sócio-administrador Jorge de Noronha Branco Neto, marido de Priscila Krause, a governadora demonstrou certa confusão ao abordar o andamento do processo, ao passo que partiu para o ataque ao Ministério da Saúde.
“Essa fraude, suposta fraude, de que você fala, ao Ministério da Saúde, do hospital do marido de Priscila, […] foi anulada, foi suspensa, por indícios claros de direcionamento e má-fé da auditoria feita pelo Ministério da Saúde”, denunciou. Apesar de não citar responsáveis pelo que classificou como “direcionamento” por parte do governo federal, a governadora alegou, apesar de o caso tramitar sob segredo de justiça, ter conhecimento de que tal “direcionamento” teria sido reconhecido pelo Judiciário.
A auditoria citada pela governadora Raquel Lyra diz respeito não somente ao montante milionário destinado à unidade de saúde administrada pelo marido da vice-governadora, mas, também, a questionamentos sobre impessoalidade, conflito de interesses e critérios adotados pela atual gestão estadual na contratação de serviços de saúde.
O caso chegou às instâncias superiores a partir de relatos feitos pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) sobre procedimentos forjados, pagamentos indevidos e suspeita de favorecimento em contratos firmados pelo governo Raquel Lyra, o que motivou, recentemente, a ida do caso ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O DenaSUS pede a devolução de quase R$ 1 milhão ao Fundo Nacional de Saúde por “recebimento indevido de recursos da Assistência Financeira Complementar da União destinada ao Piso Nacional da Enfermagem” e “faturamento de procedimentos assistenciais sem a devida comprovação de sua execução nos prontuários analisados”.
Em paralelo, passou a tramitar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause. Após parecer favorável pela admissibilidade do processo por parte da Procuradoria da Casa, a matéria agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que se, ao final, julgar comprovado o crime de responsabilidade, pode decidir pelo afastamento do cargo e eventual perda do mandato.
O MICO DA GLOBO – Em nota oficial lida em seus telejornais, a TV Globo cancelou, ontem, o debate presidencial e lamentou a situação. Explicou que as decisões judiciais alteraram regras previamente acordadas e assinadas por todos os partidos. De acordo com o canal, invalidar as regras sobre o púlpito vazio (TSE) e impor a inclusão de um candidato que não atingia os critérios de representatividade legal (STF), no caso Renan Santos, do Missão, desfigurou o formato do evento e inviabilizou a transmissão de forma justa e segura. No lugar do debate, a emissora manteve sua programação regular de entretenimento.
Quem tem poder é Janja – Houve divergência entre conselheiros do presidente Lula (PT) sobre a ida ou não dele ao debate da Globo. O presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, defenderam a participação do chefe, que daria a ele um palanque privilegiado, em horário nobre e com audiência gigantesca, para tentar reverter votos e conquistar os indecisos. Já a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foi contra a ideia. Em meio à cizânia, Lula declinou do convite da emissora por entender que falaria pouco e apanharia muito.
Clima de virada para João – Uma coisa está clara: nesta semana, cinco pesquisas deram João na frente. A Quaest apontou empate e a Datafolha também mostrou um quadro de empate. O que as pessoas não sabem é o que está acontecendo nos bastidores. Fontes do blog apuraram que, tanto do lado de Raquel quanto do lado de João, já existe o sentimento de que João está hoje três ou quatro pontos à frente de Raquel Lyra. É isso que ajuda a explicar a reação mais agressiva de Raquel nas redes.
Mudança radical – A governadora, que até então vinha adotando um discurso de vítima e de mimimi, mudou o tom justamente na reta final. Por outro lado, cresce o clima de confiança e de vitória dentro da Frente Popular, que chega à reta final com um grande ativo: a consolidação de Marília Arraes e Humberto Costa como praticamente eleitos para o Senado. Isso fortalece a unidade do grupo, o voto conjunto e a mobilização da Frente Popular. E, na reta final, isso pode fazer toda a diferença no próximo domingo.
O desqualificado – O presidente Lula (PT) criticou o formato de debate das televisões para justificar a própria ausência no debate presidencial que seria realizado pela Globo. A afirmação foi feita em entrevista ao Flow Podcast, concedida pelo petista no mesmo horário em que ocorreria o evento na emissora. “Eu há tempos tenho questionado os debates da Globo”, declarou o petista, que disse não gostar do tipo do debate promovido pela emissora. “Você não pode levar uma pessoa que tem 49% a debater com o que tem 1%”, destacou, citando o seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e chamando-o de “desqualificado”. Flávio, que tinha presença confirmada até o começo da noite de ontem, cancelou sua participação após a ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha determinar que a Globo não poderia exibir o púlpito vazio de Lula durante o programa. A decisão atendeu a um pedido da campanha do petista.
CURTAS
EMPATE – A corrida eleitoral de 2026 chega às vésperas do primeiro turno com Lula (PT) somando 45% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Datafolha. Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para o senador fluminense.
MAIORIA PELO FIM – A nova pesquisa Datafolha apontou que 78% da população é favorável à proibição de bets e cassinos online. O levantamento, realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, capta a percepção dos brasileiros na esteira da medida provisória do presidente Lula (PT) que proibiu apostas online às vésperas da eleição. Segundo a pesquisa, 18% são contra o fim das bets e 4% não opinaram.
SENADO EM SP – O empate técnico quádruplo na disputa pelo Senado em São Paulo se mantém na reta final desta eleição, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento traz Marina Silva (Rede) numericamente à frente, com 16% das intenções de voto. André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB) têm 15% cada. Já Guilherme Derrite (PP) aparece com 14%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro estão empatados tecnicamente.
Perguntar não ofende: Como virão hoje as novas pesquisas nacionais para o Governo de PE?
Um ônibus escolar de Brejão foi registrado transportando pessoas identificadas como militantes para um encontro no comitê da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), em Garanhuns. Assista:
Um vídeo enviado ao blog mostra uma funcionária de uma escola da rede estadual, em Garanhuns, impedindo a entrega de material eleitoral a estudantes por integrantes da campanha do ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), em frente à unidade. Segundo o relato encaminhado junto com as imagens, a funcionária teria ido até a área externa da escola para interromper a distribuição. Confira:
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participaram, nesta quinta-feira (1º), de uma caminhada da Frente Popular no Cabo de Santo Agostinho. Segundo a organização, mais de 30 mil pessoas acompanharam o ato, que saiu da Praça da Estação, no Centro, e seguiu até o fim da Avenida 55, na Cohab. A mobilização foi organizada pelo prefeito Lula Cabral (PDT) e pelo candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB).
Também participaram da caminhada o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição. Antes da agenda no Cabo, Marília cumpriu compromissos no Recife, com atividades em São José, Boa Vista e Casa Amarela. “Chegamos à reta final com o povo ao nosso lado e a Frente Popular unida. Vamos levar essa energia até domingo”, afirmou a candidata.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou na noite desta quinta-feira (1º), em entrevista ao Flow Podcast, que o Brasil não teve perdas significativas com o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não se importa com as falas sobre guerra, mas que não vai aceitar desrespeito e nem deixar de negociar com outros países.
“O Trump tem que saber que ele toma conta dos EUA, do Brasil cuido eu. Ao invés de ficar chorando, eu fui procurar parceiros, eu fui vender as minhas coisas”, afirmou Lula. “Você acha que eu vou me importar com o Trump. Fica falando que tem o maior exército, que não sei o que. Você acha que eu quero guerra com você, Trump? O que eu quero é respeito”, completou. As informações são do Brasil de Fato.
Segundo o presidente brasileiro, o comércio com os EUA caiu 9,7% após o tarifaço. Porém, com a China cresceu 20%, com a Indonésia cresceu 15%, com a Alemanha também cresceu 15% e com o Vietnã 14%, além de crescimento nas vendas para outros 57 países.
“Tivemos R$ 80 bilhões de superávit na nossa balança comercial”, ressaltou Lula.
O petista também destacou que não vai aceitar pressões dos Estados Unidos no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial, minerais críticos ou terras raras. “A China e os EUA podem ser nossos parceiros”, afirmou.
Questionado sobre as motivações de Trump para aplicar o tarifaço e as pressões contra o Brasil, Lula apontou para o protecionismo do presidente estadunidense.
E destacou que a própria aplicação de tarifas foi baseada em uma mentira, já que os EUA tiveram superávit de R$ 415 bilhões em 15 anos.
“Ele fez isso porque quer enriquecer os EUA, quer proteger os EUA. O que ele não fala é que tem muita gente morando na rua nos Estados Unidos. O povo pra ele é coisa de livro. Pra mim o povo é de onde eu vim”, disse Lula.
Um homem foi detido na noite desta quinta-feira (1º) após tentar pular a grade do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília e abandonar uma mochila em uma parada de ônibus ao lado do prédio.
Equipes do Esquadrão Antibombas da Polícia Militar do DF foram acionadas, mas descartaram a presença de explosivos na bolsa. Após inspeção, apenas itens pessoais como escova e pasta de dentes foram identificados. As informações são do g1.
O homem foi detido em flagrante, mas até as 22h ainda não se sabia se ele seria preso ou encaminhado para avaliação médica. O suspeito tem 28 anos e, segundo informações colhidas no local, dizia “frases desconexas” aos policiais.
Em nota (veja íntegra abaixo), o STF confirmou que o homem tentou pular as grades das Corte. A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento, e a PM e a Polícia Judicial foram acionadas.
Segundo a PM, o homem não chegou a tentar invadir o prédio do Supremo – as grades que fazem o isolamento do prédio ficam a alguns metros de distância da entrada principal.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito foi abordado pelos militares às 19h50, após ter sido visto arremessando a mochila sobre a parada de ônibus.
O homem resistiu à abordagem e, por isso, foi detido. Durante a ação, o suspeito fez “declarações de cunho reivindicatório” – o teor não foi divulgado.
O que diz o STF
“Um indivíduo, nas proximidades do ponto de ônibus localizado em frente ao Supremo Tribunal Federal, tentou pular as grades da Corte. A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento do STF, sendo imediatamente acionadas a Polícia Militar e a Polícia Judicial.
Como ele arremessou uma mochila sobre o ponto de ônibus, tornou-se necessário acionar a Operação Petardo, com a adoção dos procedimentos previstos para averiguação de possível artefato explosivo.
Neste momento, equipes da Polícia Militar e da Polícia Judicial encontram-se no local realizando os procedimentos necessários.”
O que diz a Polícia Militar do DF
“A Polícia Militar do Distrito Federal informa que, às 19h50 desta quinta-feira (1º/10), durante monitoramento nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi visualizado um homem de 28 anos que teria arremessado uma mochila sobre uma parada de ônibus. A situação foi comunicada ao posto de policiamento fixo da região, que realizou a abordagem.
Durante a intervenção policial, o homem apresentou resistência. Após a verificação da dinâmica dos fatos, não foram identificados elementos que caracterizassem tentativa de invasão às dependências do STF. Durante a abordagem, o homem também proferiu declarações de cunho reivindicatório.
A ocorrência permanece em processamento para as providências cabíveis”.
Lula elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (1º) e chamou o adversário de “vira-lata” durante entrevista ao Flow Podcast. A declaração surgiu enquanto o presidente falava sobre as negociações comerciais com Donald Trump e acusava o campo bolsonarista de atuar nos Estados Unidos contra interesses brasileiros.
“Meu adversário é um vira-lata. Mandou o irmão para lá para falar mal do Brasil?”, afirmou Lula, em referência a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. As informações são da Revista Fórum.
Eduardo vive nos Estados Unidos e mantém interlocução com setores ligados a Trump. Nas últimas semanas, voltou a defender sanções contra autoridades brasileiras e declarou que pretende influenciar a política externa caso o irmão vença a eleição.
A crítica apareceu depois de Lula defender sua própria estratégia diante do tarifaço norte-americano. O presidente afirmou que preferiu ampliar parceiros comerciais e negociar diretamente com Washington antes de recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
Lula disse que o Brasil possui recursos estratégicos capazes de dar força ao país nessa negociação e citou o nióbio. Segundo ele, os Estados Unidos dependem fortemente do mineral brasileiro.
“Na hora que a gente colocar ele na reciprocidade, eu vou jogar do mesmo jeito que ele jogou”, afirmou.
O presidente também contestou a justificativa comercial utilizada por Trump para tarifar produtos brasileiros e disse que os Estados Unidos acumularam superávit nas relações com o Brasil ao longo dos últimos anos.
Apesar das críticas, Lula afirmou que não pretende entrar em uma guerra com Washington. “Eu não quero guerra com você. Eu quero derrotar você na narrativa”, disse, ao reproduzir uma conversa que afirma ter mantido com Trump.
A relação com os Estados Unidos virou um dos temas da disputa presidencial. Flávio já esteve em Washington para negociar com integrantes do governo Trump e sustenta que busca evitar prejuízos comerciais ao Brasil. Seus adversários, por outro lado, tentam associar a família Bolsonaro às pressões e sanções impostas pelos norte-americanos.
Foi nesse contexto que Lula retomou o discurso de soberania nacional e atacou diretamente o candidato do PL, a três dias do primeiro turno.
Um grupo de apoiadores do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) provocou o também candidato Flávio Bolsonaro (PL) com gritos de “Flávio arregão”, após o candidato do PL anunciar que não participaria do debate da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º/10).
A desistência de Flávio aconteceu depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que Renan Santos fosse incluído no debate.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no Flow Podcast que o Brasil buscou ampliar relações comerciais com outros países após o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Segundo Lula, as medidas americanas reduziram o comércio bilateral, enquanto as vendas brasileiras cresceram em outros mercados. “Ao invés de ficar chorando com o Trump, eu fui procurar parceiro. Eu fui vender minhas coisas”, disse.
Lula afirmou ainda que mantém negociações com o presidente dos Estados Unidos e citou os minerais críticos como um dos pontos estratégicos da relação entre os dois países. “Eu estou negociando com o Trump. […] O Trump sabe que nós temos coisa estratégica que ele precisa”, declarou. O petista disse também que o Brasil ainda não aplicou a Lei da Reciprocidade e mencionou a posição brasileira na produção de nióbio. Nesta semana, representantes dos dois governos voltaram a discutir o tarifaço, mas a expectativa no governo brasileiro é de que uma proposta mais concreta dos EUA seja apresentada apenas após as eleições.
Durante entrevista ao Flow Podcast, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não interfere nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo entre ministros indicados por ele. A declaração ocorreu após ser questionado sobre Flávio Dino, que pediu vista no julgamento em que a Corte discutia como conduzir a análise de uma possível investigação sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O mérito das suspeitas contra Moraes não chegou a ser julgado. Supremo Tribunal Federal notícias “Eu não indico ninguém para fazer favor para mim. Ninguém. […] Nunca liguei para ninguém para pedir um favor pessoal”, afirmou Lula.
O petista elogiou Dino, a quem chamou de “extraordinário ministro”, mas afirmou que o presidente da República deve respeitar a autonomia da Corte. Lula também disse considerar que os conflitos recentes vêm provocando desgaste na imagem do STF e contou ter conversado três vezes com o presidente do tribunal, Edson Fachin, durante a crise. “O presidente não pode nada na Suprema Corte. O presidente da República, se ele quiser governar com tranquilidade, precisa respeitar primeiro a autonomia de cada Poder”, declarou.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante entrevista ao Flow Podcast, que pretende ampliar a formação de jovens em áreas ligadas à tecnologia, inteligência artificial, engenharia e pesquisa em um eventual novo mandato. Segundo ele, o objetivo é preparar mão de obra para setores estratégicos e reduzir a dependência externa. “Nós queremos formar milhares de jovens na questão desse mundo digital. O Brasil não vai ficar vendendo nada a ninguém sobre inteligência artificial”, disse.
Lula também relacionou a política educacional à exploração de minerais críticos e afirmou que o país deve agregar valor antes de exportar esses recursos. “A gente quer fazer uma revolução na formação de engenheiros, de pesquisadores, de engenheiros físicos, para a gente explorar a terra rara e minerais críticos. A gente não vai deixar mais exportar o nosso minério. O que nós queremos é transformar aqui no Brasil”, afirmou.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas duras a Flávio Bolsonaro (PL) durante entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira (1º). Ao falar sobre a disputa presidencial, Lula afirmou que o adversário é “desqualificado” para o cargo e atacou sua trajetória política. “Ele não tem passado, não tem presente e não tem futuro. Esse rapaz nunca trabalhou na vida”, disse. Em outro momento, questionou: “Eu fico analisando por que alguém votaria no Flávio Bolsonaro. O que ele tem para oferecer?”.
Lula também disse que parte do apoio a Flávio se explica pelo sentimento “anti-Lula” e “anti-esquerda” e voltou a atacar a qualificação do adversário. “Do ponto de vista da qualificação, o meu adversário não tem nenhuma, nenhuma para ser síndico de prédio”, afirmou. O petista ainda disse acreditar em uma vitória no primeiro turno: “Eu sinceramente acho que eu vou ganhar essa eleição em um primeiro turno. Se não for, paciência”.