Da Revista Veja
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, rebateu as declarações do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que o acusou de atuar em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala de Flávio ocorreu durante entrevista concedida à TV Globo na sexta-feira (28), conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Baptista Júnior afirmou que a acusação teria sido utilizada pelo candidato para escapar de uma pergunta sobre a tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ex-comandante da FAB, trata-se de uma postura de “leviandade” incompatível com alguém que pretende ocupar a Presidência da República.
Leia mais“A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo, uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la — algo entendido na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”, escreveu Baptista Júnior em seu perfil no X.
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Durante a entrevista, Flávio foi questionado sobre os relatos apresentados por generais que integraram o governo Bolsonaro e que serviram de base para o processo que resultou na condenação do ex-presidente e de outros envolvidos.
Entre os depoimentos citados estavam os de Baptista Júnior e do general Freire Gomes. Ambos relataram que houve risco de uma ruptura institucional e pressão sobre integrantes das Forças Armadas para que apoiassem uma tentativa de golpe.
Flávio, porém, minimizou a gravidade dos relatos. “Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, afirmou.
Na resposta, Baptista Júnior também ressaltou que tanto seu livro, “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, quanto seu depoimento prestado ao STF não tiveram Flávio Bolsonaro como foco. “Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”, afirmou o brigadeiro.
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