A elite se diverte e o povo que se dane

Por José Nêumanne Pinto

A terça-feira, 12, e a quarta-feira, 13 de dezembro, são datas que entram para a sórdida história da política do pau-brasil como a hora em que a casta dirigente se permite rir a bandeiras despregadas deixando parte de Maceió afundar sem dó, espírito cristão nem amor ao governo do povo, ao qual finge aderir. Na terça, o presidente da República, que não deu o ar de sua graça ao desgraçado pobre alagoano para testemunhar o afundamento de bairros inteiros, investiu todo o seu poder para pacificar inimigos históricos, um deles seu sócio no desgoverno, o deputado Arthur Lira, e outro, o senador Renan Calheiros.

Lira gerencia metade do desgoverno da mesa diretora da Câmara dos Deputados e comanda o prefeito João Henrique Caldas, do PL, pelo qual o ex-presidente Bolsonaro disputou e perdeu a reeleição para Lula da Silva, do PT, apoiado por Renan Calheiros, do MDB. Renan Calheiros Filho é ministro dos Transportes do “condomínimo” lulolirista e seu pai apoia o governador do Estado, Paulo Dantas, do MDB.

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Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado hoje, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,9% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra 41,8% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa foi realizada depois da divulgação de mensagens em que o congressista pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

A pesquisa entrevistou 5.032 eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06939/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 75.000 e foi pago com recursos próprios. Lula vence em todos os cenários de 2º turno testados pela AtlasIntel na pesquisa de maio.

Sebrae - Esquenta semana do MEI

Caso Vorcaro trava palanques de Flávio

O escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro atingiu exatamente o ativo que o senador tentava vender ao mercado político desde que virou presidenciável do clã: a ideia de que seria um Bolsonaro menos conflagrado, menos impulsivo e mais palatável ao Centrão, ao empresariado e aos eleitores de direita cansados do radicalismo do pai. A crise destruiu essa fantasia em menos de uma semana.

O problema já não é apenas a revelação dos áudios, mensagens e documentos sobre os repasses milionários para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O desgaste cresceu porque Flávio não apresentou até agora o contrato que justificaria os aportes atribuídos ao grupo de Vorcaro nem a prestação de contas da produção cinematográfica. Sem esses documentos, aliados passaram a tratar a delação do dono do Banco Master como fator decisivo para o futuro da candidatura.

A irritação aumentou porque o senador escondeu de dirigentes e aliados políticos a dimensão da relação com Vorcaro. O caso explodiu no momento em que o PL negociava palanques estaduais e tentava consolidar uma frente ampla da direita. Lideranças de partidos como PP, União Brasil e Republicanos passaram a questionar reservadamente o custo eleitoral de atrelar campanhas estaduais a uma candidatura que entrou no noticiário policial antes mesmo do início oficial da campanha.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas
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O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), o pré-candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, João Campos e o pré-candidato a vice na sua chapa, Carlos Costa (Republicanos), prestigiaram, há pouco, o jantar em comemoração aos 20 anos do Blog do Magno, no Sal e Brasa Jardins, na área central do Recife.

Na ocasião, João destacou o pioneirismo do Blog, parabenizou o veículo por sua trajetória e destacou a importância do jornalismo sério e de credibilidade para o dia a dia do povo pernambucano.

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