Até lá, sigo nos preparatórios, aquecendo as turbinas, como fiz, há pouco, em Brasília. Confira!
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
De acordo com o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, o caso Master recolocou a corrupção no centro do debate eleitoral. Antes, esse não aparecia como um tema forte no conjunto da preocupação dos eleitores. Agora, segundo as suas pesquisas, a corrupção é um dos três temas maiores de preocupação dos pesquisados, junto com segurança pública e inflação.
Ainda que o diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponte também para algum efeito de programas do governo, como o aumento da isenção do Imposto de Renda e o Desenrola 2, para Murilo é a questão da corrupção que agora desgasta o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), na corrida contra Luiz Inácio Lula da Silva pela Presidência.
Leia maisHidalgo observa que Lula vem obtendo melhoras aos pouquinhos. Ou seja, desde que estourou a história do dinheiro pedido por Flávio Bolsonaro ao dono do Master, Daniel Vorcaro, o presidente foi experimentando pequenas melhoras, e Flávio pequenas quedas. O desempenho, porém, ainda leva a eleição para um segundo turno. Se esse processo estanca ou avança mais no futuro, dependerá de novas denúncias com relação ao caso Master.
Nesse sentido, gera certo alívio ao entorno de Flávio Bolsonaro o fato de Vorcaro não ter conseguido homologar sua delação premiada. Pode ser um prenúncio de que não surjam novas novidades. Se for assim, o comando da campanha de Flávio considera que a crise pode ser estancada, com um bom tempo de estrada até a eleição de outubro. O caso poderia, assim, acabar diluído no meio de outras questões em debate. O problema é que não há nenhuma garantia de que outras denúncias não apareçam.
Como disse há algum tempo aqui no Correio Político o diretor de Estratégia da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, o volume de informações apurado faz o caso independer de eventuais delações. E nem tudo o que se obteve já foi analisado. Novas fases da Operação Compliance Zero deverão ainda acontecer.
Um dado que Murilo Hidalgo observava era que, apesar do avanço, Lula ainda tinha um índice de reprovação maior que o de aprovação. Algo que poderia levar a uma reversão negativa para ele no segundo turno. Mas a pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda mostra aprovação de Lula maior que a aprovação.
Trata-se ainda de algo dentro da margem de erro da pesquisa. Mas a aprovação de Lula ficou em 48% contra uma desaprovação de 47%. É a primeira vez em 2026 que isso acontece nos levantamentos BTG/Nexus. Somente outras pesquisas determinarão se é um soluço momentâneo ou uma nova tendência.
O comando da campanha de Flávio Bolsonaro tem dito que será apresentada uma prestação de contas do filme “Dark Horse” e que ela será capaz de desinflar todo o desgaste que a história do dinheiro pedido a Daniel Vorcaro provocou. O problema é que, até agora, há muito mais dúvidas do que respostas.
Segundo a produtora do filme, “Dark Horse” teria custado R$ 75 milhões. E esse é já o primeiro detalhe a partir do qual a conta não fecha. Flávio pediu a Vorcaro R$ 134 milhões. Teria recebido R$ 60 milhões. Ou seja, o dinheiro que recebeu do Master já praticamente paga todo o custo do filme. Mas não houve outros investidores?
Os recursos do filme, segundo as explicações, foram geridos por um fundo submetido à legislação dos Estados Unidos. E os dados não teriam sido divulgados até agora para preservar a confidencialidade de outros investidores. Mas se Vorcaro tivesse pago os R$ 134 milhões teria financiado o filme integralmente.
Se efetivamente repassou R$ 60 milhões para o filme, Vorcaro, sozinho, financiou 80% da produção de “Dark Horse”. Curiosamente, logo que o caso estourou, a produtora GoUp divulgou uma nota afirmando que “não consta um único centavo” proveniente de Vorcaro ou de suas empresas no filme.
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O pré-candidato a governador João Campos (PSB) firmou, hoje, uma aliança histórica com grupos de oposição de São Joaquim do Monte. O apoio uniu no mesmo palanque lideranças que estiveram em polos divergentes da política local nos últimos 16 anos, em uma demonstração da capacidade de aglutinação do projeto da Frente Popular para as eleições deste ano. A reunião também contou com a participação da deputada Maria Arraes (PSB), nome que será apoiado pelo conjunto local.
Declararam apoio a João Campos lideranças como Dedé Pernambuco e Zé Birro, prefeito de São Joaquim do Monte por duas vezes e também vereador por quatro mandatos. O bloco oposicionista também conta com os vereadores Andrécio, Mônica de Clécio, Marcos Tanazo e Irmã Criciane, além dos suplentes Jailson Barriga, Emanuel Esdras e Tonho da Água e dos ex-candidatos a prefeito Clécio Vieira, Marcos Mariano e Gal Birro, do ex-presidente da Câmara Municipal Lenilson de Terra Preta e do empresário Zé Antônio.
“A gente fica muito feliz de contar com esse apoio, que é histórico para a política de São Joaquim do Monte e histórico também no nível estadual. A gente viu isso acontecer muito quando Eduardo Campos era governador e vê acontecer agora também: diferentes grupos de oposição, que disputaram muitas eleições em sua cidade, se juntando no nosso palanque por terem a certeza de que estamos apresentando o melhor projeto para Pernambuco. Vamos seguir juntando gente que acredita, que trabalha e que busca o melhor pelo nosso estado”, disse João.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) realizou, ontem, uma Reunião Solene em homenagem aos 125 anos do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, instituição centenária e referência em educação no Agreste Meridional. A solenidade aconteceu no Auditório Senador Sérgio Guerra.
A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Izaías Régis, por meio do Requerimento nº 5148/2026, em reconhecimento à relevante contribuição do colégio para a formação educacional, moral e cidadã de gerações de pernambucanos.
Leia maisFundado em 1900, o Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro é o mais antigo de Garanhuns e uma das instituições educacionais mais tradicionais do interior de Pernambuco. Ao longo de sua história, o colégio consolidou-se como símbolo de excelência no ensino, alicerçado em princípios cristãos, disciplina acadêmica e compromisso com a formação integral de seus estudantes. Sua trajetória se confunde com a própria história do desenvolvimento educacional da região, tendo formado profissionais, líderes e cidadãos que contribuíram significativamente para Garanhuns e para todo o Estado.
Embora os 125 anos tenham sido completados em 2025, a sessão solene, inicialmente prevista para ocorrer no ano passado, precisou ser adiada por motivo de força maior e foi realizada em 2026, reunindo representantes da instituição.
Para Izaías Régis, a homenagem também carregou um significado pessoal e afetivo. “Tenho uma ligação muito especial com o Colégio Quinze. Meus pais eram presbiterianos, então cresci ouvindo sobre a importância dessa instituição para Garanhuns e para tantas famílias da nossa região. Eu ainda estudei o primário no Quinze e as minhas irmãs também estudaram no colégio, no internato, e guardamos muitas lembranças desse período. O Quinze sempre representou tradição, valores e excelência na educação. Homenagear essa instituição na Alepe é reconhecer a importância de sua história e de tudo o que ela continua representando para Pernambuco”, destacou o parlamentar.
O diretor do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, Presbítero Alexandre Monteiro, expressou gratidão pela homenagem prestada pela Assembleia Legislativa e o parlamentar. “Recebemos esse reconhecimento com profunda gratidão. Agradecemos ao deputado Izaías Régis pela sensibilidade em valorizar a história do nosso colégio e à Alepe por esta justa homenagem. Esse momento honra não apenas a instituição, mas todos que, ao longo desses 125 anos, ajudaram a construir esse legado de educação, fé e compromisso com a sociedade”.
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Por Jair Pereira*
Uma das citações mais memoráveis do escritor e poeta Charles Bukowski captura a essência da autenticidade sem filtros. Arrisco a presumir que ela traduz a libertação de quem não se submete às pressões sociais para ser aceito. É nela que eu vejo sinais da personalidade do amigo Raimundo Carrero, jornalista, escritor e fraterno amigo.
“Apenas os loucos e os solitários é que se podem dar ao luxo de serem eles próprios. Os solitários não têm ninguém para agradar e os loucos não se importam se agradam ou não.”
Leia maisTive o privilégio de conhecê-lo de perto e de conviver com ele durante o Governo Arraes, período em que testemunhei sua inteligência brilhante, sua sensibilidade e seu compromisso inabalável com a cultura pernambucana.
Mais tarde, ao substituí-lo na Presidência da Fundarpe em fevereiro de 1998 (seria muita pretensão dizer que fui seu sucessor), compreendi ainda mais a dimensão de sua dedicação ao patrimônio cultural do nosso Estado e o respeito que conquistou entre artistas, escritores e agentes culturais.
Com a sua partida, não perdemos apenas um dos maiores escritores de Pernambuco e do Brasil. Perdemos um amigo, um companheiro de jornada e uma referência intelectual e humana que marcou vidas. Alguém cuja presença sempre associei à inteligência e à generosidade e ao amor pela cultura.
Homens como Raimundo Carrero não desaparecem. Permanecem vivos em suas obras, em seus ensinamentos e na memória daqueles que tiveram a honra de caminhar ao seu lado.
*Jornalista
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Folha de Pernambuco
A pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco para o Senado revela que a ex-deputada Marília Arraes (PDT) lidera as intenções de voto nos dois cenários avaliados. Já o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece logo em seguida.
A primeira simulação, com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes aparece com 21% das intenções de voto. Humberto Costa vem em seguida, com 16%. Em terceiro lugar, surge o deputado federal Mendonça Filho (PL), com 10%. Os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte aparecem empatados na pesquisa, com 8%, cada. Já o senador Fernando Dueire (PSD) tem 1% das intenções de voto. Nenhum, brancos e nulos somam 25%. Não sabem ou não responderam totalizam 11%.
Leia maisNo segundo cenário é apresentado o nome do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato à Casa Alta Miguel Coelho (UB) aos pesquisados. Neste quadro, Marília Arraes segue liderando, com 23% das intenções de voto.
Em seguida, Humberto Costa aparece com 14%. Miguel Coelho contabilizou 12% e Mendonça Filho alcançou 10%. O deputado federal Túlio Gadelha atingiu 7% e o senador Fernando Dueire registrou 2%. Nenhum, brancos e nulos contam com 22%. Não sabem ou não responderam totalizam 11%.
Recorte
A pesquisa também trouxe o recorte da preferência do eleitorado por condição do município. Entre os eleitores da Capital pesquisados sobre o primeiro cenário, Marília soma 22% das intenções de votos, Humberto tem 18%, Mendonça alcança 11%, Eduardo da Fonte possui 7%, Túlio registra 8% e Dueire, 1%. No recorte do eleitor do Interior, Marília Arraes segue liderando com 20%. Em seguida figuram Humberto (15%), Mendonça (10%), Eduardo da Fonte e Túlio (8%, cada) e Fernando Dueire (2%).
No segundo cenário, os eleitores da Capital mantêm Marília Arraes na liderança, com 25%. Na sequência aparecem Humberto (15%), Mendonça (11%), Miguel (9%), Túlio (7%) e Dueire (1%). No recorte do Interior, Marília registra 21%, Miguel Coelho soma 14%, Humberto tem 13%, Mendonça alcança 11%, Túlio possui 8% e Dueire atinge 2% dos eleitores pesquisados.
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Por Diana Câmara
As eleições de 2026 serão realizadas sob a vigência de uma legislação que, em matéria de abuso de poder político e econômico, sofreu poucas alterações nos últimos anos. Ainda assim, quem atua no Direito Eleitoral sabe que as maiores transformações nem sempre decorrem de mudanças legislativas. Muitas vezes, elas surgem da evolução da jurisprudência.
Nesse cenário, compreender como a Justiça Eleitoral vem interpretando os ilícitos eleitorais tornou-se tão importante quanto conhecer a própria letra da lei.
Leia maisA Constituição Federal estabelece que a lei deve proteger a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico e o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração pública. Em complemento, a Lei Complementar nº 64/1990 disciplina a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), principal instrumento utilizado para apurar essas condutas.
Tradicionalmente, o abuso de poder político ocorre quando agentes públicos utilizam a estrutura estatal ou a autoridade do cargo para favorecer candidaturas. Já o abuso de poder econômico caracteriza-se pelo emprego desproporcional de recursos financeiros capazes de comprometer a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.
Contudo, a jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral vem demonstrando que não basta a simples ocorrência de uma irregularidade para justificar a cassação de um mandato ou a decretação de inelegibilidade.
O primeiro aspecto que merece destaque é a crescente valorização do requisito da gravidade da conduta.
Desde a alteração promovida pela Lei da Ficha Limpa, consolidou-se o entendimento de que o abuso somente se configura quando as circunstâncias revelam gravidade suficiente para comprometer a legitimidade e a normalidade do pleito. A potencialidade para alterar o resultado da eleição deixou de ser requisito autônomo, mas a gravidade continua sendo indispensável para a caracterização do ilícito.
O Tribunal Superior Eleitoral tem reiterado que a análise deve considerar elementos quantitativos e qualitativos, avaliando o alcance da conduta, o número de pessoas atingidas, a intensidade da vantagem obtida e a repercussão sobre a disputa eleitoral.
Outro ponto cada vez mais evidente é a exigência de prova robusta.
A jurisprudência contemporânea tem sido firme ao afirmar que acusações de abuso de poder não podem ser construídas com base em meras suspeitas, ilações ou presunções. Diante da gravidade das sanções aplicáveis, que podem incluir cassação de diploma e inelegibilidade por oito anos, exige-se conjunto probatório consistente e convincente.
Em diversos julgados recentes, o TSE reafirmou que a configuração do abuso pressupõe demonstração clara dos fatos e da participação dos investigados, não sendo admissíveis condenações fundamentadas em conjecturas.
Também merece atenção a ampliação das hipóteses reconhecidas como abuso de poder político.
A Justiça Eleitoral vem identificando abuso não apenas em situações clássicas, como utilização de programas sociais, contratações irregulares ou distribuição de benefícios públicos em período eleitoral, mas também em condutas mais sofisticadas, destinadas a fraudar as regras do processo eleitoral.
Exemplo recente foi o reconhecimento da possibilidade de caracterização de abuso de poder político em hipóteses de fraude à desincompatibilização, quando o agente público apenas simula o afastamento do cargo para viabilizar sua candidatura, permanecendo, na prática, exercendo as mesmas funções.
Outro aspecto relevante para 2026 é a crescente aproximação entre abuso de poder e ambiente digital.
Embora o uso indevido dos meios de comunicação constitua categoria jurídica própria, observa-se uma tendência de maior rigor na análise de práticas realizadas nas redes sociais quando capazes de gerar desequilíbrio significativo na disputa eleitoral.
A propagação massiva de conteúdos desinformativos, o emprego de estruturas profissionais de comunicação para impulsionamento ilícito e a utilização coordenada de redes digitais podem ensejar responsabilização eleitoral quando demonstrado comprometimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Além disso, permanece consolidado o entendimento de que atos praticados antes mesmo do período oficial de campanha, ou seja, na pré-campanha, podem ser examinados pela Justiça Eleitoral, desde que possuam relevância para a caracterização do abuso. A análise do contexto global dos fatos vem prevalecendo sobre interpretações excessivamente restritivas acerca do momento de sua prática.
Para as eleições de 2026, portanto, candidatos, gestores públicos, partidos e assessorias jurídicas devem compreender que a atuação da Justiça Eleitoral continuará pautada por três pilares fundamentais: gravidade da conduta, prova robusta e efetiva repercussão sobre a legitimidade do processo eleitoral.
Mais do que identificar infrações formais, o foco dos tribunais tem sido verificar se determinada conduta efetivamente rompeu a paridade de armas que deve existir entre os concorrentes.
Em outras palavras, a tendência jurisprudencial não aponta para um endurecimento automático das punições, mas para uma análise cada vez mais sofisticada, contextualizada e rigorosa dos fatos, sempre com o objetivo de preservar aquilo que constitui a essência da democracia: a liberdade de escolha do eleitor e a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
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O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Empossado no cargo após a renúncia de Cícero Lucena (MDB), que deixou a Prefeitura para disputar o Governo da Paraíba, Bezerra vai falar sobre os desafios da nova gestão, os avanços da capital paraibana e as prioridades para os próximos anos.
Natural de João Pessoa, Leo Bezerra é formado em Gestão Pública e bacharel em Direito. Iniciou sua trajetória política como vereador da capital paraibana, tornando-se o mais votado da cidade nas eleições de 2016. Em 2020, foi eleito vice-prefeito na chapa de Cícero Lucena e reeleito para a mesma função em 2024, assumindo agora o comando da Prefeitura para concluir o mandato até 2028.
Leia maisDesde que assumiu a gestão municipal, Leo Bezerra tem defendido a continuidade das ações iniciadas em 2021 e prometido acelerar projetos nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e inclusão social. Em seu discurso de posse, afirmou que pretende manter o ritmo de crescimento da capital paraibana e trabalhar para fazer “a melhor gestão da história de João Pessoa”. Também destacou como prioridades a atenção às pessoas com deficiência e a ampliação de políticas de acolhimento social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Faleceu, há pouco, no Recife, o advogado eleitoral Roberto Morais, no Hospital Unimed, após enfrentar complicações decorrentes de uma isquemia medular. Ele estava com problemas na bexiga e no pulmão e não resistiu aos procedimentos médicos. Roberto teve destacada atuação na área jurídica e chegou a integrar o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) como desembargador pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Ele era irmão do desembargador Bartolomeu Morais.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) recebeu, hoje, declarações de apoio de lideranças políticas de Camocim de São Félix, no Agreste pernambucano. A agenda reuniu a ex-candidata a prefeita Mailde de Teté, o ex-prefeito e atual vereador Uilson de Teté, o presidente da Cooperativa de Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Estado de Pernambuco (Coopeafa), Biu da Associação, entre outras lideranças.
Durante o encontro, o grupo destacou a confiança na capacidade de João Campos de liderar Pernambuco a partir de um projeto comprometido com o desenvolvimento regional, a melhoria dos serviços públicos e a ampliação das oportunidades para a população. Também acompanharam a agenda o vereador César Lucena e a presidente da Associação Padre Arnóbio, Maria José Cesário.
“Muito bom seguir juntando gente de todas as partes de Pernambuco que verdadeiramente acredita no nosso projeto. Camocim pode crescer muito em um novo momento do nosso estado. Agradeço esse apoio e digo a todo o povo de Camocim de São Félix que pode confiar, porque a gente vai ser muito parceiro para levar desenvolvimento e avanço”, declarou João.
Conheci Raimundo Carrero, que Deus chamou hoje aos 78 anos, na redação do Diário de Pernambuco, no início dos anos 80. Tínhamos em comum o amor pelo Sertão. Ele, inspirado em sua Salgueiro, eu na minha pasárgada Afogados da Ingazeira, não confundir com a Pasárgada de Manuel Bandeira.
Num texto dele que li muito tempo depois, ele falou da sua Salgueiro. “Lá em Arcassanta, onde nasci e cresci, havia menino, havia janela e andorinha, havia praça e igreja. E o menino morava na frente da praça e, portanto, da igreja”, escreveu.
Quando o vi pela primeira vez tomei um susto: fumava feito uma caipora, falava rápido e alto, era inquieto por natureza, pavio curto. Nunca fomos próximos, até porque fui morar em Brasília e Carrero foi cuidar da vida literária dele. Mas um certo dia, ele teve uma longa conversa comigo sobre o seu modus operandi de fabricar seus romances.
Contou-me que só escrevia na exaustão do calor, depois de tomar uns chás quentes, que nunca entendi, fumar sem parar. O suor, segundo ele, o transportava para um outro mundo, cenários muito próximos a uma viagem maluca, na qual construía seus personagens. Nunca mais esqueci isso.
Embora sertanejo, Carrero tinha alma recifense, banhada e abençoada pelo mar. “O ser humano é não mais do que um cemitério dos passados, dos vários e misteriosos passados”, dizia ele. Quem escreve, segundo ele, precisa seduzir o leitor de forma para participar do texto e depois participar da história.
Literatura não se diz, representa-se, aprendi com ele. Carrero era um gênio e deixou obras maravilhosas. Seu livro “Somos pedras que se consomem” foi incluído entre os dez melhores livros de 1995, escolhidos pelo jornal O Globo.
A primeira pesquisa de intenção de votos sobre a eleição para o Governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, revela um cenário de empate técnico na disputa pelo Palácio das Princesas. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 42%. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados.
Na sequência da pesquisa estimulada, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) soma 2% das intenções de voto. Os eleitores que declararam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não responder.
Leia maisRecorte
Dos entrevistados da pesquisa estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra lidera no Interior, com 54%, contra João Campos, com 35%. O ex-prefeito do Recife sai na frente na Capital com 51% contra 31% da governadora. O cenário também se repete na periferia, com João Campos somando 50% e a gestora estadual alcançando 31%.
No recorte de gênero, a governadora tem a maioria entre os homens, com 49%, contra 37% de João Campos. Entre as mulheres, o ex-prefeito soma 45% e a gestora estadual tem 40%. Por idade, Raquel Lyra tem a maioria do eleitorado entre jovens de 16 a 24 anos com 49%. Já João Campos soma 35% entre os pesquisados nesta faixa etária. Entre os eleitores com idade de 25 a 44 anos, Raquel Lyra tem 46% e João Campos, 41%. Já no público com 45 anos a 59, a pessedista alcança 47% e o socialista, 41%. No eleitorado com 60 anos ou mais, João Campos lidera com 49% contra 33% de Raquel Lyra.
A pesquisa também avaliou o recorte pelo grau de instrução do eleitorado. Neste estrato, 54% dos eleitores com ensino superior votam na governadora de Pernambuco, enquanto 37% preferem João Campos. Na faixa dos pesquisados com ensino médio, Raquel Lyra soma 45%, enquanto João Campos alcança 39% da preferência do eleitorado deste segmento. Já entre os pernambucanos com instrução até o ensino fundamental, 46% revelam voto no socialista e 39% dizem votar na pessedista.
No recorte pela renda do eleitor, Raquel Lyra tem 51% e João Campos 35% na faixa dos eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos. Entre os pesquisados que recebem entre dois a cinco salários mínimos, a gestora estadual alcança 50% e o ex-prefeito do Recife, 40%. Na faixa do eleitorado que recebe até dois salários mínimos, João Campos possui 44% e Raquel Lyra, 40%.
Segundo turno
Já na simulação de segundo turno, Raquel Lyra (PSD) apareceu com 45% dos votos, enquanto João Campos (PSB) ficou com 44%. Nenhum, brancos e nulos somaram 6%, mesma pontuação dos entrevistados que não souberam ou não responderam ao questionamento.
Voto
A pesquisa aferiu, ainda, a probabilidade do voto em cada um dos pré-candidatos. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados declararam que votaria com certeza em Raquel Lyra, enquanto 19% disseram que “poderia votar” na atual governadora. Já 37% responderam que não votariam nela “de jeito nenhum” e 2% disseram que “não conhecem a pré-candidata o suficiente” para responder ao questionamento. Já 3% não souberam ou não responderam.
Quando perguntados sobre o voto no ex-prefeito do Recife João Campos, 38% dos entrevistados disseram que votariam nele “com certeza”, 18% declararam que “poderiam votar” e 39% afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Outros 4% afirmaram que “não conhecem o suficiente o pré-candidato” e 2% não souberam ou não responderam.
Sobre o ex-vereador do Recife Ivan Moraes, 1% declarou que votaria nele “com certeza”, 3% que “poderiam votar”, 44% responderam que não votariam nele “de jeito nenhum” e 50% disseram que “não o conhecem o suficiente”. Já 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Avaliação
Sobre a atual administração do governo Raquel Lyra, 43% dos entrevistados classificaram a gestão como “ótima/boa”, 35% como “regular”, 19% como “ruim/péssima”. Já 3% deles não souberam ou não responderam ao questionamento.
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos entre os dias 11 e 14 de junho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06997/2026 e PE-07168/2026.
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Do G1/PE
O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu aos 78 anos, no Recife, na madrugada de hoje. A causa da morte foi um câncer, de acordo com a família do autor de livros como “As sóbrias ruínas da alma”, que conquistou o Prêmio Jabuti em 2000.
O velório acontece na Academia Pernambucana de Letras, da qual Carrero era membro desde 2004 e localizada no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. O horário não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
À TV Globo, a família do escritor disse que Raimundo Carrero estava internado há uma semana no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, no Centro do Recife. Ele foi à unidade de saúde após sentir dores e descobriu que estava com um câncer em estágio avançado próximo do pulmão.
Familiares também lembraram que, há 16 anos, o escritor teve um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, passou a apresentar várias comorbidades.
No comunicado da morte, os parentes de Carrero disseram que, neste “momento de dor, a família agradece as manifestações de carinho, solidariedade e respeito recebidas de amigos, leitores, admiradores e de todos que tiveram suas vidas tocadas por sua trajetória”.
“Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”, afirmou a família do escritor, em nota.