Gaiola digital ou a nova teoria da caverna de Platão

Por Antônio Campos* 

A guerra principal está nas redes sociais e na internet e há guerras também no chão, seja na Ucrânia, no Oriente Médio ou outras. Nas redes sociais, o passarinho canta na ilusão de ser livre, mas está numa gaiola. As grandes big techs, geridas por algoritmos, são máquinas de vender produtos, necessidades e levam muitos para onde querem. 

É estratégica a aproximação do novo governo americano com as big techs. Dados das pessoas customizados são o novo petróleo do século 21. As big techs sabem mais sobre nós que os nossos familiares.  Lá estão dados e verdadeiras biografias digitais. 

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Por Diana Câmara

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar um dos principais desafios das Eleições de 2026. Se, de um lado, a tecnologia amplia as possibilidades de comunicação entre candidatos e eleitores, de outro, inaugura riscos inéditos para a autenticidade da propaganda eleitoral.

O primeiro caso de maior repercussão nacional já chegou à Justiça Eleitoral. A utilização de um vídeo produzido por inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz de uma liderança política em apoio a uma candidatura provocou o debate sobre os limites do uso da IA nas campanhas.

Sebrae - Fazer dar certo

A nova pesquisa do Ipespe para o Senado trouxe uma curiosidade que vem se repetindo e que já começa a chamar atenção: a situação do neodireitista Túlio Gadêlha (PSD). Na numerologia, o número 5 reúne características positivas e negativas. Politicamente, inclusive, o simbolismo do 5 pode ser interessante: é o número de quem se movimenta, muda de posição, experimenta alianças e procura novos caminhos, mas, justamente por isso, pode passar uma imagem de inconstância quando as mudanças são excessivas. E parece que a numerologia resolveu funcionar para Túlio Gadêlha.

Desde as primeiras pesquisas em que apareceu como pré-candidato ao Senado, ele não sai do lugar. Não consegue ultrapassar a barreira dos 5%. É como se tivesse encontrado no número 5 não apenas um percentual, mas um verdadeiro endereço eleitoral.

Túlio, que se afastou de seu antigo campo político, a esquerda, passou a fazer acenos cada vez mais explícitos à direita e tentou construir uma nova identidade política. Se a numerologia estiver certa, pelo menos uma característica do número 5 está funcionando perfeitamente para ele: a instabilidade.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Um levantamento de intenção de votos realizado pelo Instituto Falpe Pesquisas aponta Renan Calheiros (MDB) como candidato preferido dos alagoanos para assumir o Senado Federal. Os dados foram publicados nesta semana.  Segundo a pesquisa, os números revelam que Renan Calheiros aparece em primeiro lugar, tanto no cenário de primeiro voto, quanto na soma do primeiro e do segundo votos, consolidando sua posição na preferência do eleitorado alagoano.

No cenário de primeiro voto para o Senado, o candidato emedebista tem 26,5% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os demais concorrentes. Alfredo Gaspar aparece com 16,25%, seguido por Arthur Lira, com 12,75%. Quando considerada a possibilidade de o eleitor escolher dois candidatos ao Senado, Renan Calheiros amplia sua vantagem e chega a 38,25% das intenções de voto, permanecendo na liderança. Arthur Lira aparece com 26,75%, enquanto Alfredo Gaspar registra 24,75%.

Caruaru - Transparência 2026

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, é o entrevistado de hoje do podcast ‘Direto de Brasília’, projeto deste Blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, as propostas de corte nos juros do crédito consignado para aposentados, a meta de zerar a fila do INSS e a devolução do dinheiro dos aposentados surrupiado por uma quadrilha no escândalo do INSS.

Também a abertura de um crédito extraordinário, no valor de R$ 547 milhões, feita pelo presidente Lula (PT), para ressarcimento dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que sofreram descontos indevidos. Por iniciativa do Ministério, milhares de aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber, desde a semana passada, a devolução de valores descontados de forma irregular em seus benefícios.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

A experiência brasileira desde a redemocratização demonstra que não se deve dar como favas contadas pesquisas faltando mais de três meses para a eleição. Em julho de 2018, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha 33% das intenções de voto numa pesquisa do Ibope. Jair Bolsonaro (então no PSL) tinha 15%. Lula acabou preso e não disputou as eleições, que foram vencidas por Bolsonaro.

Agora, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) mostrou Lula com 42% no cenário estimulado de primeiro turno. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem 33%. A experiência mostra que muita água pode rolar por debaixo da ponte daqui até outubro. Mas a mesma pesquisa BTG/Nexus traz indicações que uma reversão do atual quadro de polarização entre Lula e Flávio vai ficando cada vez mais difícil. Eles estão muito à frente dos demais candidatos.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O movimento ‘Mulheres que Pensam o Brasil’, conduzido pela ‘Quero Você Eleita’, ‘Instituto Global ESG’, ‘Elas Pedem Vista’, ‘Elas no Poder’, dentre outras instituições, inicia, hoje, a entrega oficial da Carta das Mulheres para a Política aos pré-candidatos à Presidência da República. O médico, escritor e pré-candidato Augusto Cury será o primeiro a receber o documento, construído de forma colaborativa por mais de 400 lideranças e 80 instituições.

Suprapartidária, a iniciativa reúne 22 diretrizes prioritárias, tais como:

  • Reserva obrigatória de 30% de assentos para mulheres nos parlamentos;⁠
  • Paridade de gênero no Executivo (50% nos ministérios) e indicação de mulheres aos tribunais superiores;
  • ⁠Mecanismos rígidos contra a violência política de gênero e anistias partidárias;
  • Fortalecimento da Política Nacional de Cuidados e regulação dos impactos das apostas on-line (bets).
Palmares - 147 anos

O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) participou da 52ª EXPOCOSE (Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Sertânia) e celebrou o sucesso de uma das mais tradicionais feiras do agronegócio nordestino, realizada pela Prefeitura de Sertânia, sob a liderança da prefeita Pollyanna Abreu (PSD), em parceria com a governadora Raquel Lyra (PSD).

Referência nacional na caprinovinocultura, a EXPOCOSE reúne criadores, produtores, expositores e visitantes de diversas regiões do Brasil, impulsionando a economia local, fortalecendo a produção rural e valorizando um dos setores mais importantes para o Sertão pernambucano.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Inácio Feitosa*

Há uma honestidade que só se conquista quando se muda de lugar. Já fui oposição na OAB Pernambuco. Depois, estive dentro da gestão de Ingrid Zanella, à frente da criação da OAB Editora – a primeira editora de uma seccional da advocacia no país. Hoje, observo a advocacia pernambucana de fora, sem cargo, sem chapa e sem interesse. É desse lugar – de quem já discordou, já colaborou e agora analisa à distância – que afirmo com convicção: a advocacia estará ao lado de Ingrid e consolidará a união da classe nas eleições de 2027.

A primeira em 93 anos

Ingrid Zanella é a primeira mulher a presidir a OAB Pernambuco em 93 anos de história. Chegou pela porta da frente, com a maior votação já registrada na seccional – mais de onze mil votos –, num pleito disputado contra dois adversários. Não foi ungida por ninguém: foi escolhida pela advocacia. Assumir a OAB em tempo de aperto orçamentário, com anuidade contida por anos e uma categoria pressionada pela precarização, e ainda entregar resultados concretos, não é obra do acaso. É competência, método e coragem.

Camaragibe - A prefeitura mudou

A ala radical adorou. A moderada, não. A radical avaliou que a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, ajudou a incendiar os bolsonaristas durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Os moderados têm outra visão. Consideram que Milei foi grosseiro e isso pesa contra Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes. As informações são do Blog do Valdo Cruz.

O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.

Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%. As informações são do Blog da Folha.

A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.

Apoio

A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.

Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.

Avaliação

Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.

Pesquisa

Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.

O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.

Blog da Folha

A segunda rodada de pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Folha de Pernambuco, para o Senado aponta que a ex-deputada Marília Arraes (PDT) manteve a liderança nas intenções de voto nos dois cenários avaliados. Assim como no primeiro levantamento, o senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece logo em seguida.

No primeiro quadro, com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes saiu de 21%, porcentagem da pesquisa anterior, para 22% das intenções de voto. Em seguida aparece Humberto Costa, que caiu de 16% para 15%. Em terceiro lugar, surge o deputado federal Mendonça Filho (PL), que segue com 10%. Empatados na simulação, os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte diminuíram o percentual de 8% para 7%. Já o senador Fernando Dueire (PSD) subiu de 1% para 2% nas intenções de voto. Nenhum, brancos e nulos, que somavam 25% na primeira pesquisa, agora contabilizam 23%. Não sabem ou não responderam cresceram de 11% para 15%.

O segundo cenário conta com o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) no lugar de Eduardo da Fonte. Apesar de liderar a pesquisa nesta simulação, Marília registrou uma diminuição nas intenções de voto de 23% para 22%. Em seguida, Humberto Costa contabilizou um aumento de 14% para 15%. Miguel Coelho caiu de 12% para 11%. Já Mendonça Filho saiu de 10% para 9%. O deputado federal Túlio Gadelha, que registrava 7% antes, agora detém 6%. O senador Fernando Dueire segue com 2%. Nenhum, brancos e nulos aumentaram o percentual de 22% para 23%. Não sabem ou não responderam saíram de 11% para 12%.

Recorte

A pesquisa também trouxe um recorte geográfico da preferência do eleitorado no estado. Entre os eleitores da capital pesquisados sobre o primeiro cenário, Marília manteve a preferência na intenção de votos, somando 21% (tinha 22%). Em seguida surgem Humberto Costa com 14% (tinha 18%), Mendonça Filho com 10% (tinha 11%), Eduardo da Fonte com 7% (tinha 7%), Túlio Gadêlha com 4% (tinha 8%) e Fernando Dueire com 2% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília também lidera a pesquisa com 22% (tinha 20%). Na sequência aparecem Humberto com 15% (tinha 15%), Mendonça com 11% (tinha 10%), Túlio e Da Fonte com 8%, cada (tinham 8%, cada), e Dueire com 2% (tinha 2%).

No segundo cenário, Marília também é preferência do eleitorado da capital com 21% das intenções de voto (tinha 25%). Em seguida aparecem Humberto com 14% (tinha 15%), Miguel Coelho com 8% (tinha 9%), Mendonça com 8% (tinha 11%), Túlio com 5% (tinha 7%) e Dueire com 4% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília soma 22% (tinha 21%), Humberto atinge 15% (tinha 13%), Miguel tem 13% (tinha 14%), Mendonça registra 10% (tinha 11%), Túlio aparece com 7% (tinha 8%) e Dueire contabiliza 2% (tinha 2%).

Pesquisa

Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08707/2026 e PE-00297/2026.

Pesquisa Ipespe divulgada na edição de hoje da Folha de Pernambuco mostra um cenário preocupante para a campanha de Raquel Lyra (PSD): ela bateu no teto. Com 46% das intenções de voto, a governadora está tecnicamente empatada dentro da margem de erro com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que aparece com 44% da preferência do eleitorado.

O levantamento mostrou que, em um mês e dez dias, a disputa ficou praticamente inalterada. Na pesquisa Ipespe divulgada em 17 de junho, Raquel tinha 44%, e João, 42%, o mesmo empate técnico dentro da margem de dois pontos percentuais registrado agora. Para o pré-candidato do PSB, a leitura possível é de resiliência, já que, mesmo há quatro meses fora do cargo de prefeito e sem poder fazer entregas, ele conteve o crescimento de uma governadora que faz pleno uso da máquina.

Raquel, por outro lado, viveu nas duas últimas semanas de junho e na primeira de julho o momento mais favorável para sua imagem perante o eleitorado. Embora não tenha feito entregas, ela garantiu uma exposição prolongada na mídia com uma agenda extensa de ordens de serviço e anúncios, algo que seu principal adversário não tinha à disposição por conta da legislação eleitoral. Mesmo com todo esse arsenal nas mãos, Raquel empacou e não consegue abrir distância de João.

Mais do que por esse retrospecto, é o que vem pela frente que deve acender o alerta na campanha de Raquel. Desde 4 de julho, em virtude do defeso eleitoral, ela não pode comparecer a inaugurações e seu governo não pode fazer propaganda institucional. A escassez de agendas já vem alterando o ritmo da governadora, que passou a tirar leite de pedra nas redes sociais com postagens sobre comidas, acessórios femininos e vistorias em obras com a presença de poucos assessores.

Em paralelo, Raquel ainda se viu arrastada para o centro de uma crise envolvendo a definição de seus candidatos a senadores. Virou notícia por uma falta de traquejo que pode levá-la à sua própria convenção, no domingo (2), sem a chapa formada. Se a governadora não cresceu no momento mais favorável, o que esperar dessa fase negativa e da própria campanha, quando estará sujeita a um desgaste contínuo em cadeia de rádio e TV? Depois de bater no teto, o esforço de Raquel será para não desabar.