A Procuradoria-Geral da República defendeu que o Supremo Tribunal Federal arquive um pedido para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja investigado por dizer que quem comprou arma legalizada tem que se tornar um “voluntário” do presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o partido desvirtuou a postagem. Lindôra defende que o post não representou crime nem sequer indício de golpe por meio de atos concretos de violência e grave ameaça.
Na postagem feita na semana passada, o deputado afirmou que estes voluntários devem buscar material de campanha, como santinhos e adesivos, para divulgar a candidatura de Bolsonaro. Eduardo é filho do presidente.
“Você comprou arma legal? Tem clube de tiro ou frequenta algum? Então você tem que se transformar num voluntário de Bolsonaro”, escreveu o deputado na rede social.
O PT acionou o STF e pediu que Eduardo Bolsonaro fosse investigado dentro do inquérito que apura a organização de uma milícia digital voltada para ataques à democracia e ao Estado Democrático de Direito. Esta investigação está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O partido apontou que a conduta do parlamentar pode ser enquadrada na Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito e também pode significar afronta à Constituição – tanto à liberdade de expressão quanto à proibição de uso, pelos partidos políticos, de organização paramilitar.
“A princípio, poder-se-ia ter nessa mensagem a leitura de mera arregimentação de pessoas que compactuam com a mesma visão política para a se engajar na campanha. Contudo, a escalada autoritária dos atos do Presidente de República, que ecoa dentro de seus seguidores, encaminha a fala do Noticiado a outra conclusão”, afirmam os advogados da sigla.
Estava em Brasília, ontem, quando soube de uma fatalidade: a morte do advogado Paulo Roberto de Andrade Carneiro, na foto comigo, de 63 anos, por afogamento na Praia de Catuama, no município de Goiana. Ele era procurador do município de Paudalho e estava no litoral com a família.
O conheci no lançamento do meu livro ‘Os Leões do Norte’, em Paudalho, no dia 2 de dezembro do ano passado. Educado, simpático e bem relacionado no município, foi ele que me deu as boas-vindas, com uma elegância invejável. Revelou ser leitor diário do blog e que me acompanhava há muito tempo.
Foi me apresentando aos secretários presentes e toda equipe da prefeita Paulinha da Educação (Podemos). Assistiu e vibrou com minha palestra e foi educadamente para a fila de autógrafos, depois de comprar o livro.
Tomei um susto e lamentei profundamente a sua morte. Jorjão, secretário de Governo em Paudalho, que também conheci no mesmo dia, me contou, há pouco, que o procurador esteve na Prefeitura na última segunda-feira, primeiro dia útil de trabalho do ano, para cumprir sua rotina de trabalho.
“Estava alegre, como sempre. Se despediu, depois de um rápido bate-papo, informando que no dia seguinte, a terça, iria à praia para relaxar com a família”, contou Jorjão. Paulo Carneiro exercia a função de procurador em Paudalho, mas residia em Nazaré da Mata.
Era irmão do também advogado e procurador do município de Nazaré da Mata, Lyndon Johnson, que se deslocou ao local após tomar conhecimento do ocorrido.
De acordo com testemunhas, o advogado entrou no mar para um mergulho e acabou sendo arrastado por uma corrente de retorno. Houve tentativa de reanimação no local, mas sem sucesso, e o óbito foi confirmado ainda na praia.
A Prefeitura de Petrolândia deu mais um passo estratégico no fortalecimento das políticas educacionais voltadas à inclusão social. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) anunciou o lançamento do programa “Avançar e Transformar”, uma iniciativa inédita no município e região que alia educação e incentivo financeiro para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O anúncio foi feito ao lado da secretária municipal de Educação, Ozita Barros, e reforça o compromisso da gestão em ampliar o acesso à escolarização para pessoas que, por diferentes razões, não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade regular.
De acordo com o prefeito, o programa foi desenhado com foco na valorização do aluno e no estímulo à permanência em sala de aula. “O programa Avançar e Transformar foi pensado especialmente para quem não teve a oportunidade de concluir seus estudos. Além de educação, o programa oferece incentivo financeiro dividido em três parcelas”, destacou o gestor.
O Avançar e Transformar garante um auxílio financeiro total de R$ 650, pago em três etapas ao longo do período letivo:
R$ 200 no ato da matrícula, já na primeira semana de aula;
R$ 200 no mês de junho;
R$ 250 na conclusão do curso.
Com o novo programa, a gestão municipal busca reduzir a evasão escolar na EJA, estimular o retorno de jovens e adultos à sala de aula e promover mais oportunidades de qualificação, cidadania e inclusão social em Petrolândia.
A falta de capacidade administrativa e de gestão da secretária estadual de Administração, Ana Maraíza de Sousa Silva, está causando mais um grave constrangimento para a governadora Raquel Lyra (PSD). Mesmo no quarto ano de mandato, Raquel Lyra teve que usar oito novos contratos de gestão emergencial, sem licitação, para gerenciar as principais Unidades de Pronto Atendimento Especialidades (UPAEs), da rede estadual de Saúde no interior do Estado. Ou seja, a Secretaria de Administração do Estado (SAD), não conseguiu fazer a licitação a tempo e o Governo teve que usar de contratos emergenciais, via dispensa de licitação pública.
Os contratos emergenciais sem licitação foram assinados discretamente em 30 de dezembro, entre o Natal e Ano Novo. O Governo está lançando mão de contratos emergenciais, sem licitação, para as UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Limoeiro, Afogados da Ingazeira, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Petrolina. Os contratos emergenciais sem licitação terão validade a partir de 1° de janeiro e terão vigência até 29 de junho de 2026. Até o final do prazo, a SAD tentará realizar as licitações. O valor total dos contratos emergenciais sem licitação, chega a R$ 36 milhões.
Novas mensagens em posse da Polícia Federal (PF) revelam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As informações são do colunista Tácio Lorran do portal Metrópoles.
Em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS enviou, para um de seus funcionários, o print de uma conversa com o endereço do prédio residencial em Moema, São Paulo, solicitando que fosse entregue um “medicamento” no local. Em seguida, o lobista acrescenta que a entrega deve ter o nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha, como destinatária. A coluna teve acesso às mensagens.
O apartamento onde foi realizada a entrega pertence, no papel, ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha, segundo documentos obtidos pela coluna em cartórios de São Paulo. O prédio fica na rua Juriti, em Moema, bairro da elite paulistana, na região centro-sul.
Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou em outros casos na defesa de Lulinha, disse que o filho do presidente Lula não tem conhecimento da encomenda. “Ele [Lulinha] desconhece, até porque ele próprio não é o destinatário”, frisou. O advogado voltou a negar qualquer relação de proximidade entre o Careca do INSS e Lulinha. Segundo Marco Aurélio de Carvalho, “existe um esforço pirotécnico em tentar envolvê-lo” nos fatos das investigações da fraude do INSS. Procurada, a defesa do Careca do INSS não se manifestou. A reportagem não conseguiu contato com Jonas Leite Suassuna Filho. O espaço segue aberto.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes não participará da cerimônia em memória aos 3 anos do 8 de Janeiro, promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje, no Palácio do Planalto. Moraes está em recesso. Tampouco participa do ato no Supremo.
A ausência chama atenção. Moraes foi o relator da Ação Penal sobre tentativa de golpe de Estado e conduziu as investigações dos ataques de 8 de Janeiro. Ele votou pela condenação de todos os envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do portal Poder360.
A Polícia Federal (PF) decidiu abrir um inquérito para apurar denúncias de influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos em defesa do Banco Master e contra o Banco Central (BC), que decretou a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado. A informação foi confirmada à GloboNews pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Nesta semana, os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelaram ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais a narrativa de que o Banco Central havia sido precipitado ao decretar a liquidação do Master.
A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central. Procurada, a defesa do Banco Master diz não ter informações sobre a suposta contratação de influencers para difamar o BC.
Brasília começou 2026 com uma polêmica que ainda vai render bastante: o pedido de inspeção junto ao Banco Central, pelo Tribunal de Contas da União, para apurar os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master. A iniciativa foi do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU. Mas a corte máxima de contas tem essa prerrogativa?
De forma alguma. O TCU é um órgão auxiliar do Legislativo, enquanto o Banco Central tem autonomia, dada pelo próprio Congresso Nacional. Sentindo-se agredido na forma da lei, o BC apresentou um recurso ao TCU contra a decisão que autorizou a realização de uma inspeção na chamada autoridade monetária.
A controvérsia surgiu após o ministro Jhonatan de Jesus solicitar informações adicionais sobre os elementos que sustentaram a decisão do BC de encerrar as atividades da instituição financeira. Diante disso, o Banco Central pediu que a proposta de inspeção seja submetida ao colegiado competente, para que haja deliberação formal sobre a medida.
A liquidação do Banco Master ocorreu após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, deflagrou a operação Compliance Zero. Mesmo sem ser obrigado a se curvar a uma decisão monocrática do relator do caso, o BC enviou ao TCU informações que embasaram a liquidação do Master.
O documento aponta uma série de motivos. Informa que o conglomerado liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro estava em “crise aguda de liquidez” que o impedia de satisfazer, com pontualidade, os compromissos assumidos. Com isso, a instituição não tinha dinheiro suficiente para honrar todas as suas obrigações financeiras, inclusive o pagamento de investidores. Entre outros pontos, o BC assinala que as tratativas para sanar o problema não tiveram efeito.
O Master também atrasou o recolhimento de compulsórios, que são depósitos que os bancos são obrigados a fazer no BC para garantir a segurança do sistema financeiro. Na data da liquidação do Master, a instituição mantinha depósitos de R$ 22,9 milhões, muito menos do que a autoridade exigia: R$ 2,537 bilhões, de acordo com o acompanhamento do BC. Era apenas 0,9% do que deveria cumprir.
SEM FLUXO DE CAIXA – Na data, o caixa livre do Master era de R$ 4,8 milhões e, segundo a supervisão do BC, estava previsto fluxo de vencimento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de R$ 48,6 milhões. O banco tinha em caixa menos de 10% do valor necessário para pagar os investidores. “Diante do esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado, a identificação de crítica situação econômico-financeira, que impediria a instituição de honrar suas obrigações, e a verificação de irregularidades graves — com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos do conglomerado e comprometiam sua solvência —, a liquidação foi decretada como medida indispensável para a proteção do sistema financeiro e da poupança popular”, sustenta o BC.
Os cavalos milionários do relator – Relator do caso Master no TCU, o ministro Jhonatan de Jesus comprou cinco cavalos de raça em leilões, totalizando R$ 816 mil. A compra, realizada em 40 parcelas, foi feita com sua mulher, Thallys Mendes de Jesus. Ele é filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos). Os leilões se deram durante eventos da ABQM (Associação Brasileira do Cavalo Quarto Milha), realizados entre 9 e 20 de outubro em Araçatuba (SP). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Jhonatan adquiriu três cavalos na quinta-feira, 17 de outubro de 2024, durante o 16º Leilão Haras Nossa Senhora de Aparecida e outros dois no sábado, 19 de outubro, no 5º Leilão Haras Two Brothers – Campeões do Futuro, participando dos lances por meio de seu celular.
De onde vem o dinheiro do relator? – O ministro, que assumiu o cargo no TCU em 2023, declarou um patrimônio de R$ 1,1 milhão na última eleição que disputou para deputado federal, em 2018. Com um salário bruto de R$ 41,8 mil, sua renda líquida é de R$ 31,7 mil. As parcelas da compra dos cavalos totalizam R$ 20,4 mil por mês, o que representa cerca de 60% de sua renda líquida. Jhonatan e Thallys são sócios em uma empresa de educação e eventos, que possui um capital de R$ 300 mil. Ele foi deputado integrante do Centrão e tem ligações com o senador Ciro Nogueira e a Igreja Universal.
Cresce violência contra mulher – Conforme levantamento oficial da Secretaria de Defesa, houve aumento no número de feminicídios no Estado em 2025 na comparação com o ano anterior. Cerca de 88 mulheres foram assassinadas no ano passado em crimes classificados como feminicídio, quando a vítima é morta por uma questão de gênero. Isso representa um crescimento de 15,7% em relação a 2024, quando foram registrados 76 casos. Esse quantitativo coloca 2025 como o ano que mais registrou casos dessa natureza nos últimos seis anos em Pernambuco. O ano de 2021 vem em segundo lugar com 87 casos. Na sequência estão: 2023 (83 casos), 2024 (76 casos), 2020 (75 casos) e 2022 (72 casos).
Anderson disputa Senado – Candidato a governador nas eleições passadas, que não chegou ao segundo turno por causa da comoção envolvendo a morte do marido de Raquel, o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), é candidatíssimo ao Senado. Ele acha que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Planalto o favorece na disputa à Casa Alta por Pernambuco. “Na eleição passada, Teresa Leitão foi eleita por causa de Lula e o segundo mais votado, Gilson Machado, foi inflamado pela vinculação com Bolsonaro, ou seja, será o fator presidencial que irá influenciar a eleição para senador e não o estadual. Depois da polarização nacional, em Pernambuco candidato a governador não tem mais tanto poder para puxar os candidatos a senador como no passado”, raciocina.
CURTAS
OS SEM VOOS – Moradores e trabalhadores de Fernando de Noronha enfrentam dificuldades para comprar passagens aéreas para o continente. Nos últimos dias, algumas pessoas passaram a dormir no aeroporto da ilha para tentar garantir uma vaga nos voos. Um acordo entre o governo local e companhias aéreas prevê a oferta de passagens com desconto e a reserva de vagas para moradores e profissionais que trabalham em Noronha.
SEM MAIORIA – Roberto Freire não representa a vontade majoritária do Cidadania no Brasil, segundo o presidente estadual da legenda, Cláudio Carraly. “A direção nacional legítima do partido, eleita democraticamente em seu último congresso nacional, passou pelo abandono da presidência por parte do então presidente, cabendo ao então vice-presidente, Comte Bittencourt, assumir a presidência e tornar-se a partir daí o presidente nacional do Cidadania”, disse. Carraly não gostou do posicionamento de Freire no podcast Direto de Brasília.
TORTURADO – Michelle Bolsonaro diz que seu marido está sendo “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”. A família afirma que o ex-presidente precisa de mais cuidados médicos do que os oferecidos a ele na prisão. A ex-primeira-dama declarou que Bolsonaro não se lembra de como caiu e não sabe por quanto tempo ficou desacordado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) que ordenava a instauração imediata de sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para o ministro, a medida é flagrantemente ilegal e configura desvio de finalidade, razão pela qual ficam proibidos, em âmbito nacional e estadual, quaisquer procedimentos do CFM com esse objeto.
Além disso, Moraes determinou que o presidente do CFM seja ouvido pela Polícia Federal em até 10 dias, para explicar a conduta da autarquia e apurar eventual responsabilidade criminal. Também ordenou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, em 24 horas, todos os exames e laudos médicos realizados por Bolsonaro na data da decisão. As informações são do jornal O GLOBO.
“A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”, diz o ministro no despacho.
Nesta quarta-feira, a entidade de medicina determinou a instauração de uma sindicância para apurar denúncias que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica” ao ex-presidente, que sofreu uma queda na carceragem da Polícia Federal em Brasília na madrugada de terça-feira.
O CFM afirma que Bolsonaro tem um “histórico clínico de alta complexidade”, com sucessivas cirurgias abdominais e soluços intratáveis, além de outras comorbidades. O conselho cita também o recente episódio de queda ocorrido na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
A queda de Bolsonaro foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela relatou nas redes sociais que o marido teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. Nesta quarta-feira, Bolsonaro passou cinco horas no hospital DFStar para a realização de exames autorizados pelo ministro e já retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.
Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo craniano leve após a queda e segundo o médico Brasil Ramos Caiado, os exames realizados no DF Star identificaram apenas lesões em partes moles, sem qualquer comprometimento intracraniano.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o deputado federal Fernando Monteiro anunciaram que 902 famílias de Serra Talhada receberão, no próximo dia 16 de janeiro, as chaves da casa própria no Residencial Vanete Almeida. A cerimônia de entrega contará com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.
“Essa conquista representa uma luta coletiva e incansável para garantir moradia digna ao nosso povo. Desde o início, trabalhamos com responsabilidade e compromisso, fortalecendo parcerias com o presidente Lula e com o deputado Fernando Monteiro, porque entendemos que casa própria é dignidade, é segurança e é transformação de vidas”, afirmou Márcia Conrado.
Fernando Monteiro destacou que o empreendimento foi planejado com estrutura de serviços públicos integrada. “O Vanete Almeida é um projeto pensado para garantir dignidade, com assistência social, educação e saúde próximas das famílias. Esse é o resultado de um trabalho conjunto com a prefeitura e o governo federal para assegurar melhores condições de vida à população”, declarou. Além das moradias, o residencial contará com um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), escola em fase de construção, creche com ordem de serviço prevista e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em processo de licitação.
Uma empresária de Mato Grosso morreu após ser atingida por um pilar enquanto estava deitada em uma rede em um imóvel na cidade de Paracuru, no litoral do Ceará, onde passava férias. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (5).
A vítima foi identificada como Thayze Moreira Rodrigues, de 42 anos, proprietária da Vidraçaria Araçatuba, que há 35 anos funciona na cidade de Rondonópolis (MT). A vítima deixa uma filha. As informações são do g1.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirma que a Polícia Civil de Paracuru investiga o caso. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense estiveram no local do acidente e “colheram informações que subsidiarão a apuração policial”, afirma a pasta.
A prefeitura do município mato-grossense divulgou uma nota de pesar pela morte da empresária, que há seis anos assumiu os negócios da família depois da morte do pai.
“Reconhecida pelo profissionalismo e atenção aos detalhes, a empresária de Rondonópolis teve uma trajetória marcada pela dedicação e compromisso com o trabalho, construiu uma história de empreendedorismo responsável, tornando-se referência no segmento de vidraçaria e contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade e para a realização de inúmeros sonhos de clientes”, diz um trecho da nota de pesar da prefeitura.
A vidraçaria da vítima decretou três dias de luto, com ajustes temporários das atividades, pela morte da proprietária.
A Polícia Federal apura citações feitas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Lula (PT), nas investigações relacionadas a desvios de aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Um das linhas trabalhadas na apuração, de acordo com investigadores, é a possibilidade de que Lulinha tenha sido sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As informações são da Folha de S. Paulo.
A informação foi enviada pela PF ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito sobre o tema. Menções indiretas a Lulinha por alvos da investigação já tinham sido divulgadas em dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto.
À época, segundo pessoas com conhecimento das apurações, as menções a Lulinha já estavam sendo investigadas.
O filho do presidente não constituiu advogado específico para o caso e afirma que não é investigado, mas seu representante em outros processos nega qualquer irregularidade e diz que pedirá à PF a abertura de uma investigação sobre vazamentos de documentos sigilosos à imprensa.
A informação sobre as citações a Lulinha foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.
“Esses vazamentos são graves. É um ponto fora da curva. O Fábio não é alvo direto ou indireto a nenhuma das investigações. Não tem relação direta ou indireta com nenhum dos fatos relacionados ao INSS. Portanto, qualquer linha de investigação é fruto de pirotecnia, é fruto de imaginação criativa, é fruto de outras coisas”, afirma o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou para Lulinha.
Ele diz confiar na atuação da Polícia Federal, que “foi devolvida para o Estado brasileiro” no governo Lula, mas acrescenta que é necessário “abrir um inquérito sobre esse vazamento criminoso”.
Na operação de dezembro, a PF investigava um pagamento de R$ 300 mil feito por ordem de Antunes a uma empresária que é amiga de Lulinha. No total, a empresária teria recebido, em parcelas, R$ 1,5 milhão do lobista.
Em uma mensagem apreendida pela PF em uma das fases da operação, o Careca do INSS pede a um operador que faça o pagamento de uma parcela de R$ 300 mil a uma empresa em nome de Roberta Luchsinger, a RL Consultoria e Intermediações.
O operador pergunta quem seria o destinatário do dinheiro. Antunes responde que seria “o filho do rapaz” e, em seguida, recebe o comprovante do pagamento para a empresa de Luchsinger. A PF tenta identificar se o Careca do INSS se referia a Fábio Luís.
A empresa RL Consultoria tem entre seus sócios a empresária Roberta Moreira Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão no bairro de Higienópolis, em São Paulo, e é próxima ao filho do presidente.
A PF afirma que a Brasília Consultoria Empresarial Ltda., que fez os repasses de recursos a Roberta Luchsinger, é “empresa de fachada do grupo de Antônio Camilo Antunes”.
Os recursos transferidos à empresária, ainda segundo a PF, tinham como justificativa serviços que não foram realizados.
A defesa de Roberta afirma que as transferências não têm qualquer relação com o INSS, mas sim com um projeto de canabidiol que desenvolvia com o lobista.
Em nota, a defesa diz que “Roberta Luchsinger e sua empresa atuam com a prospecção e intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras e, nesse âmbito, foi procurada no ano passado pela empresa Brasília Consultoria Empresarial S/A, de Antônio Carlos Camilo Antunes, para atuação na regulação do setor de empresas de canabidiol”.
Também afirma que os negócios que mantiveram foram apenas tratativas iniciais que não chegaram a prosperar e que essas tratativas aconteceram em momentos anteriores às revelações dos desvios de descontos do INSS.
O advogado Paulo Roberto de Andrade Carneiro, de 63 anos, morreu na tarde desta terça-feira (6) após se afogar na Praia de Catuama, no município de Goiana. Ele era procurador do município de Paudalho e estava no litoral com a família.
Natural de Nazaré da Mata, Paulo Carneiro residia e exercia a função de procurador em Paudalho. Ele era irmão do também advogado e procurador do município de Nazaré da Mata, Lyndon Johnson, que se deslocou ao local após tomar conhecimento do ocorrido.
De acordo com testemunhas, o advogado entrou no mar para um mergulho e acabou sendo arrastado por uma corrente de retorno. Houve tentativa de reanimação no local, mas sem sucesso, e o óbito foi confirmado ainda na praia.