Na última semana, o apresentador Eduardo Moreira fez uma denúncia sobre o anúncio de um site de prostituição no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, durante a partida entre Corinthians e Botafogo. Confira:
Na última semana, o apresentador Eduardo Moreira fez uma denúncia sobre o anúncio de um site de prostituição no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, durante a partida entre Corinthians e Botafogo. Confira:
O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) afirmou, hoje, que é preciso aguardar as investigações sobre as relações entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeitas de fraudes bancária no caso Master, antes de acusá-lo de ser culpado no caso. Temer diz que tem a “melhor impressão” de Ciro Nogueira.
“Tem as afirmações acusatórias e tem a negativa dele. Por isso que é preciso incluir, é preciso denunciar, se for o caso, é preciso julgar. Eu não me apresso nessas convicções, conheço o Ciro Nogueira muito bem, tenho dele a melhor impressão. Se houver equívoco, evidentemente o equívoco transparecerá lá adiante”, afirmou o ex-presidente. As informações são do portal Estadão.
Leia maisUm dia após trocar advogados, Ciro Nogueira divulgou um vídeo em que nega ter apresentado a “emenda Master” na íntegra, seguindo interesses do banco. Segundo a Polícia Federal (PF), o texto, que tratava do aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), foi encomendado por Daniel Vorcaro à assessoria do Banco Master e apresentado pelo parlamentar no Senado com a mesma redação.
“É mentira que esta emenda foi publicada na íntegra conforme foi recebida. Este fundo (FGC) é completamente privado. Até hoje ninguém veio a público explicar porque este valor não é corrigido há 13 anos, sendo que isso só beneficia quem? Os grandes bancos e a concentração bancária em nosso País”, disse Ciro Nogueira em vídeo publicado nas redes sociais.
Os investigadores dizem ter colhido indícios de que Vorcaro encomendou a emenda que foi apresentada por Ciro na PEC que tratava do regime jurídico do Banco Central. O texto propunha aumentar o limite de cobertura individual do FGC para R$ 1 milhão. Em diálogos, Vorcaro chegou a comentar que a emenda apresentada pelo senador “saiu exatamente como mandei”.
Temer, que prestou serviço de consultoria jurídica para o Banco Master, após o Banco Central ter negado a operação com o Banco de Brasília (BRB), disse que tentou uma conciliação no caso, mas não bem sucedido.
“Quando eu deixei a Presidência, eu voltei à advocacia e prestei serviços. Eu já respondi muitas vezes a essa pergunta. Fiz com muito agrado o trabalho de conciliação. Faço muita mediação. Não deu certo”, afirmou o ex-presidente durante evento do grupo Lide, em Nova York.
‘Dosimetria é pacificação’
Para Temer, o projeto aprovado no Congresso que reduz penas para os condenados da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, chamado de “dosimetria”, é um projeto de “pacificação” nacional. “Eu acho que deve-se manter a dosimetria. E um tema de pacificação do País”, afirmou.
Ele defende que o Supremo julgue rapidamente a liminar do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu os efeitos da lei aprovada. “Como entraram as ações desse cumprimento de inconstitucionalidade, ele (Alexandre de Moraes) quer examinar primeiro. Mas tem que fazer isso rapidamente, eu acho que se o Supremo pudesse examinar essas questões em cinco, dez dias, seria ótimo”, afirmou Temer. “Eu acho que tem que ser declarada constitucionalidade, que comece a ser examinado caso por caso para fazer a redosagem das medidas”, concluiu.
Leia menos
Por Luciano Bivar*
Ainda em artigo recente publicado em 05 de dezembro de 2025, na Folha de Pernambuco, intitulado “Efeitos maléficos de um governo capturado”, dizia eu que a atual legislação de fundos e emendas secretas de parlamentares daria ensejo a toda sorte de corrupção, inclusive Partidos sem estruturas morais se aglutinarem em forma de blocos e federações para eventuais formação de quadrilhas. Extorquem governos e empresários, vendendo tráfico de influências em benefício a esse ou aquele grupo empresarial.
A Federação União Progressista, cala-se covardemente, sem qualquer manifestação ou nota oficial em decorrência (defesa) das denúncias investigadas pela Polícia Federal e autorizadas pelo Sr. Ministro André Mendonça do STF.
Leia maisComo hienas, agem como animais, agrupam-se em matilhas para devorar (explorar) suas presas, mas quando o equilíbrio de forças começa a lhes desfavorecer, abandonam o companheiro e fogem com o rabo entre as pernas deixando a presa entregue a própria sorte nas garras do leão.
Numa sociedade de grupos, qualquer que seja a sua espécie, se exige, antes de tudo, lealdade, solidariedade e irmandade, mas quando tais grupos são humanos e carecem de valores morais, são incapazes de uma palavra de apoio, conforto e institucionalidade daquilo que eles se tornaram corpo.
Deplorável ė o silêncio atormentador, uma espécie de confissão delituosa que hoje habita no mundo político desse grupo e, principalmente, o Senador abandonado. Isso seria no mais atenuante desse infortúnio “a lei da selva”. A deslealdade, a quebra dessa confiança, envolve valores outros, como traição e infidelidade que nunca estiveram no escopo desses líderes da União Progressista.
Essa malfadada união jamais será a mesma: embora, todos sabem que devem, mais do que nunca, andar com as costas recostadas nas paredes, porque podem ser os próximos. Os coelhos, os reis do lixo, elmares da vida, sabem hoje como toca a banda, mas a subserviência patológica ao Poder ou ao vil metal, os faz se submeterem a qualquer tipo de indignidade.
Deus ilumine a cabeça de nossos eleitores para que possam distinguir o azul do céu da escuridão das florestas, dos pássaros que gorjeiam aos morcegos cavernosos, dos cisnes aos abutres.
O discernimento é mais do que nunca a capacidade mental de distinguir, com clareza e sensatez, o certo do errado, o verdadeiro do falso ou o essencial do supérfluo.
Só temos uma e única saída: a soberania inquebrantável das urnas, até que uma “dosimetria excêntrica” nos faça subverter aos verdadeiros valores.
*Deputado federal
Leia menos
O governo federal lançou, há pouco, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.
A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública. As informações são do portal G1.
Leia maisA ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções.
Como o programa foi dividido:
Quanto será investido
Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.
Os recursos poderão ser usados para aquisição de:
Eixos do programa
Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.
Entre as medidas previstas estão:
A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.
O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.
A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:
O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.
Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.
Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:
Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:
Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas
O programa prevê:
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comunicou que entrará com um processo contra o deputado federal Ricardo Salles (SP). Desde 2024, Ricardo Salles está no partido Novo. Mas sempre é bom lembrar que ele foi eleito pelo mesmo PL presidido por Valdemar e foi ministro do Meio Ambiente do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Hoje, o Novo tem candidato à Presidência, Romeu Zema. Mas há conversas para que o ex-governador de Minas Gerais venha a ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De qualquer modo, não há muita dúvida sobre quem Zema apoiaria num eventual segundo turno para o qual passasse Flávio. Ou seja, Valdemar e Salles estão no mesmo lado do jogo político.
Leia maisA briga entre os dois é mais uma a mostrar que, no caso da direita, usando o jargão das redes sociais, as definições de fogo amigo foram atualizadas. O que aconteceu? Ricardo Salles afirmou, em entrevista ao podcast Iron Talks, que os indicados do partido de Valdemar no Ministério dos Transportes durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff desviaram dinheiro quando lá estiveram.
Disse ainda Salles que o hoje governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, quando esteve no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) no governo Dilma barrou esse esquema. Bem, o fato é que houve mesmo denúncias contra os nomes do PL (antigo PR). Anderson Adauto, o primeiro ministro indicado por Valdemar no início do primeiro governo Lula, chegou a ser réu no Mensalão. E Alfredo Nascimento foi demitido por Dilma em 2011 quando surgiram contra ele denúncias de superfaturamento em obras.
Há quem diga que sempre houve certa desconfiança de Valdemar com Tarcísio por ter dificultado o acesso de Valdemar à área de transportes no Dnit. Mas o que de fato está por trás dos ataques de Salles a Valdemar é, mais uma vez, o caráter limitador da estratégia do PL na formação das suas alianças. Problema de Santa Catarina repete-se agora em São Paulo.
Em Santa Catarina, o fator de discórdia foi a transferência de Carlos Bolsonaro do Rio para o estado para disputar uma vaga pelo Senado. Defenestrou, assim, o senador Esperidião Amin (PP), que foi tentar a reeleição por outra chapa. Em São Paulo agora, é Ricardo Salles quem se vê sem espaçopara o Senado.
Dos EUA, Eduardo Bolsonaro quer que a vaga para o Senado seja do deputado estadual André do Prado (PL). E que seja ele, Eduardo, o suplente de senador na chapa. No mesmo Iron Talks, Ricardo Salles bateu pesado no filho 03 de Jair Bolsonaro, dizendo que as suas ações nos Estados Unidos só atrapalharam.
Dirigindo-se para as câmeras como se falasse diretamente com Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles disse que ele nos EUA fez um “monte de m…, inclusive trabalhando contra o Brasil na história do tafiraço”. Claramente, Ricardo Salles viu-se sem espaço na composição que a direita planeja para São Paulo.
Então, Eduardo respondeu dizendo que Salles, quando saiu do Ministério do Meio Ambiente, queria de Jair Bolsonaro um “carguinho” em algum conselho. “Dá dó de ver isso, Salles”, disse Eduardo. Salles disse que Eduardo só se mantém nos EUA porque o “papai” ajuda. “Você queria ajuda do papai também Sallles”, pergunta Eduardo.
O problema é que os planos da direita até agora em São Paulo, com exceção de Tarcísio de Freitas, não estão dando muito certo. As pesquisas mostram vantagem das ex-ministras do Planejamento e do Meio Ambiente Simone Tebet e Marina Silva e o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França.
Essas brigas estreitam a formação dos palanques regionais. A sorte de Flávio Bolsonaro é que isso também vem acontecendo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com brigas como a do Maranhão, que já contamos. Há um estranho clima de UFC na disputa eleitoral. E só cabem dois no octógono.
Leia menos
O plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) vota, na tarde de hoje, dois projetos enviados pelo Executivo para atender vítimas das chuvas no estado. Os deputados firmaram compromisso para acelerar a análise e votação das matérias tão logo o Governo encaminhou as propostas para presidência da Casa, na semana passada.
O primeiro projeto trata da implantação do Auxílio Pernambuco, destinando R$ 2.500 às famílias de baixa renda residentes nos municípios em situação de emergência, com valor total de R$ 8,7 milhões. A segunda matéria cria o Fundo de Proteção, Defesa Civil e Recuperação Ambiental de Pernambuco que contará com recursos permanentes a serem aplicados em ações de prevenção e redução dos impactos de eventos climáticos.
Leia maisO presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, falou sobre a importância dos projetos serem analisados o mais rápido possível para atender as vítimas das chuvas. “A Assembleia Legislativa tem o dever de agir com rapidez diante da tragédia que atingiu tantas famílias pernambucanas. Nosso compromisso é com a vida, a dignidade e a reconstrução das comunidades afetadas”, afirmou
Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Alberto Feitosa, destacou a relevância do projeto que cria o Fundo de Proteção, Defesa Civil e Recuperação Ambiental de Pernambuco por se tratar, segundo ele, de uma “solução contínua” no enfrentamento dos impactos causados por eventos ambientais. “Vamos analisar tudo de maneira ágil porque as pessoas atingidas pelas chuvas precisam de auxílio financeiro e ações permanentes para a questão climática”, disse Feitosa.
União de forças – Além de agilizar a votação dos projetos de Lei, a Assembleia Legislativa lançou uma edição solidária do ‘Alepe Cuida’, programa itinerante que oferece serviços gratuitos de saúde e cidadania à população. A primeira cidade beneficiada foi Goiana, na Zona da Mata. A ação, realizada em parceria com instituições públicas e privadas, começou nesta segunda-feira (11/05) e se estende até esta terça-feira (12/05). O público prioritário será a população desabrigada, vítimas das inundações. Os serviços são gratuitos e não dependem de agendamento.
Com o compromisso de acelerar a aprovação dos projetos de lei que beneficiarão as vítimas das chuvas no Estado, o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe, deputado Alberto Feitosa (PL), anunciou a análise e votação das matérias na próxima terça-feira (12/05), com imediata votação das mesmas no plenário da Casa. As matérias serão pautadas na reunião do colegiado, pelo qual inicia a tramitação de projetos no Legislativo Estadual.
Leia menos
O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro apresenta o show ‘Piano’, no Teatro Guararapes, no próximo dia 16. Em seu recital pop, o artista inclui canções de sua discografia, além de várias releituras de músicas do seu repertório afetivo. Acompanhado apenas por Adriano Magoo (piano, sintetizadores, samplers e acordeon), o artista garante boas surpresas, com algumas autorais inéditas e canções consagradas que ganharam novos arranjos.
O show começou com uma pequena turnê, para um projeto especial iniciado por Baleiro com Magoo em 2011. Muita coisa mudou desde então. “Eu mantive algumas canções do show de 2011, caso de “Não Adianta”, de Sérgio Sampaio, e “Espinha de bacalhau”, de Severino Araújo e Fausto Nilo. E incluí outras, entre elas “Céu Azul”, do Charlie Brown Jr., que eu sempre gostei de cantar nos meus shows, e “Tem Algo Lá”, parceria com o pernambucano Juliano Holanda. E sempre rola uma surpresinha”, comenta Zeca Baleiro.
Mais informações sobre o evento estão no site: http://www.zecabaleiro.com.br e no Instagram do artista.
Ontem, aconteceu o primeiro dia do programa Alepe Cuida Solidário, realizado na Praça do Carmo, em Goiana, com atendimentos voltados especialmente às famílias atingidas pelos transtornos provocados pelas fortes chuvas no município.
A ação oferece uma ampla rede de serviços essenciais à população, incluindo atendimentos médicos, odontológicos e ambulatoriais, exames especializados, emissão de documentos, atendimentos da Defensoria Pública, serviços do Detran, além de ações de diagnóstico e acompanhamento do diabetes e diversos atendimentos sociais e de saúde.
O prefeito Marcilio Régio acompanhou as atividades ao lado da primeira-dama Ana Silveira e do deputado estadual Sileno Guedes. Durante a visita, o gestor destacou a importância da iniciativa para o município neste momento de recuperação após os impactos das chuvas.
“Esse é um trabalho muito importante para atender à nossa população, principalmente as famílias que foram afetadas pelas chuvas e que precisam desse suporte neste momento. A união de esforços faz toda a diferença para garantir assistência, cuidado e dignidade às pessoas”, afirmou o prefeito Marcilio Régio. O Alepe Cuida Solidário segue hoje, último dia da ação, na Praça do Carmo, oferecendo serviços gratuitos à população goianense.
Por Áureo Cisneiros*
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas um problema policial. Hoje, ele é uma potência econômica.
Segundo estimativas amplamente divulgadas por estudos sobre segurança pública e economia do crime, as organizações criminosas movimentam cerca de R$ 347 bilhões por ano no Brasil.
Leia maisEstamos falando de um volume financeiro gigantesco. Maior do que o faturamento de muitas multinacionais. Maior do que o orçamento de inúmeros estados brasileiros. Uma verdadeira economia paralela.
Se o crime organizado brasileiro movimenta R$ 347 bilhões por ano, estamos diante da maior “corporação” econômica do país.
Uma estrutura que possui logística, inteligência, tecnologia, fluxo internacional de capital, domínio territorial, capacidade de investimento e poder de corrupção.
Nenhuma grande empresa brasileira movimenta cifras dessa magnitude sem deixar rastros financeiros. Então como o crime consegue?
A recente reportagem do Fantástico do último domingo, dia 03 de maio, teve mérito ao mostrar ao país uma verdade que muitos preferem ignorar: o Brasil corre o risco de normalizar o poder das facções criminosas.
O mais assustador é perceber que essas organizações deixaram de atuar apenas nas periferias ou presídios.
Hoje, elas movimentam bilhões, infiltram setores econômicos, controlam territórios e operam verdadeiras engrenagens financeiras.
Mas existe uma pergunta ainda mais grave: como estruturas criminosas conseguem movimentar cerca de R$ 347 bilhões por ano dentro de um sistema financeiro altamente monitorado?
Porque não estamos falando de um sistema bancário despreparado.
Hoje os bancos possuem: inteligência artificial, monitoramento em tempo real, rastreamento de transações, análise de perfil, compliance, cruzamento global de dados, algoritmos avançados, sistemas automáticos de detecção de movimentações atípicas.
O cidadão comum sabe disso na prática.
Uma transferência diferente pode gerar bloqueio. Uma movimentação fora do padrão gera alerta. Um depósito incomum pode resultar em questionamentos automáticos.
O pequeno comerciante, o trabalhador e o cidadão comum são monitorados diariamente pelo sistema financeiro.
Mas bilhões oriundos do tráfico, contrabando, garimpo ilegal, armas e lavagem de dinheiro continuam circulando pela economia.
Então a pergunta já não é mais se o sistema financeiro sabe.
A pergunta é: até onde interessa realmente combater? Porque o dinheiro ilícito também gera lucro.
Essa é a discussão que raramente aparece no debate público.
O sistema bancário ganha com: movimentação de capital, taxas, operações financeiras, investimentos, liquidez, crédito, circulação econômica.
Dinheiro não tem cheiro dentro do mercado financeiro quando começa a circular em larga escala.
E o crime organizado precisa exatamente disso: transformar dinheiro sujo em capital aparentemente legal.
Nenhuma facção criminosa movimenta R$ 347 bilhões escondendo dinheiro em colchões ou enterrando malas no mato.
Esse dinheiro precisa: entrar em contas, comprar imóveis, financiar empresas, circular em operações financeiras, passar por mecanismos bancários, ser integrado à economia formal.
Ou seja: o crime organizado depende profundamente do sistema financeiro.
E talvez o sistema financeiro também tenha se tornado dependente da gigantesca liquidez produzida pela economia ilegal.
A própria crise financeira global de 2008 trouxe sinais alarmantes sobre isso.
Na época, Antonio Maria Costa afirmou que recursos oriundos do narcotráfico ajudaram a fornecer liquidez para parte do sistema bancário internacional durante o colapso financeiro.
A declaração foi explosiva. Mas rapidamente esquecida.
Outro episódio grave veio com os FinCEN Files, que revelaram trilhões de dólares em movimentações suspeitas circulando por grandes instituições financeiras globais, mesmo após alertas internos.
No Brasil, recentes operações da Polícia Federal escancararam algo ainda mais grave: o crime organizado já conseguiu penetrar profundamente em estruturas do mercado financeiro e empresarial.
Em São Paulo, operações envolvendo fintechs, fundos de investimentos, postos de combustíveis e empresas de fachada revelaram movimentações bilionárias associadas à lavagem de dinheiro do crime organizado.
As investigações apontaram fintechs funcionando como verdadeiros “bancos paralelos” de organizações criminosas.
Segundo apurações, algumas dessas estruturas financeiras movimentaram dezenas de bilhões de reais em poucos anos, utilizando tecnologia financeira, empresas de fachada e operações digitais sofisticadas para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Isso destrói a narrativa de que o crime organizado atua apenas nas periferias ou nos presídios.
Hoje ele opera: no mercado financeiro, em empresas formais, no setor imobiliário, em combustíveis, em fundos, em fintechs, em operações digitais sofisticadas.
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas uma estrutura armada. Transformou-se em um sistema econômico paralelo altamente profissionalizado.
Isso mostra que o problema não é ausência de tecnologia. Também não é falta de informação. O sistema financeiro mundial sabe muito mais do que aparenta.
E talvez o verdadeiro problema seja outro: falta interesse real em enfrentar um fluxo econômico que movimenta bilhões e produz enormes lucros.
Em Pernambuco, os reflexos dessa engrenagem criminosa aparecem diariamente nas ruas, nos bairros, nas comunidades e até na economia informal.
O estado convive com: crescimento das facções, avanço do tráfico, lavagem de dinheiro, disputa territorial, assassinatos ligados ao crime organizado, expansão de mercados clandestinos, infiltração econômica em diversos setores.
Enquanto isso, a população sente o resultado na ponta: medo, violência, extorsão, perda de territórios e enfraquecimento da presença do Estado.
O mais grave é perceber que o crime organizado deixou de atuar apenas nas periferias. Hoje ele busca influência econômica, política e financeira.
E quando bilhões do crime passam a circular dentro da economia formal, combater essas estruturas deixa de ser apenas uma questão policial. Passa a envolver interesses econômicos gigantescos.
O Brasil corre o risco de viver uma transformação silenciosa e perigosa: o crime organizado deixar de ser apenas uma ameaça à segurança pública e se tornar um dos pilares ocultos da própria engrenagem econômica e política nacional.
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas uma ameaça à segurança pública. Hoje ele disputa: território, economia, influência e poder política, controle social, fluxos financeiros. Virou uma estrutura empresarial criminosa.
E enquanto o debate público continuar tratando facções apenas como grupos armados e não como conglomerados econômicos altamente sofisticados, o país continuará combatendo apenas os efeitos, sem enfrentar a engrenagem financeira que sustenta todo o sistema.
Porque o dinheiro do crime não desaparece. Ele circula. Ele investe. Ele lucra. E alguém sempre ganha com isso.
Onde circulam R$ 347 bilhões por ano, não existe invisibilidade financeira.
EXISTE TOLERÂNCIA!
*Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, ós-graduando em Segurança Pública e Defensor da Segurança Pública como direito fundamental
Leia menos
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (12) uma operação de combate à atuação de facções criminosas, mirando crimes contra tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.
A ação policial mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO’s) de Segurança Pública de 16 estados. As informações são do portal G1.
Ao todo, serão cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão nas seguintes regiões: Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
O efeito Master em Flávio e Lula
Vítima de uma operação da Polícia Federal na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) arrastou o pré-candidato ao Planalto da direita, Flávio Bolsonaro, para o furacão do escândalo Banco Master. O que se diz em Brasília é quanto mais essa podridão atingir congressistas e governadores do Centrão, mais difíceis serão as explicações que Flávio Bolsonaro terá de dar.
Por outro lado, quanto mais os holofotes iluminarem ministros do STF, pior para o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Tem muito político graúdo dormindo sob efeito de tranquilizantes em razão de uma nova operação da Federal prevista para o final desta semana, entre quinta e sexta-feira.
Leia maisA proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro deve trazer o nome do investidor Nelson Tanure. A possível citação a Tanure, segundo o jornal O Globo trouxe ontem, reforça uma tese que ganha força na PF, a de que Vorcaro terceirizava parte da sua rede de contatos políticos.
De acordo com o jornal, Vorcaro intermediava eventuais acordos entre empresários e políticos, usando o Master para quitar o pagamento de propinas e evitando o contato direto entre as duas partes.
A operação da Polícia Federal na semana passada sobre o mensalão do banqueiro Daniel Vorcaro para o senador Ciro Nogueira sugere que, depois de meses esquadrinhando o STF, as investigações vão andar com mais velocidade no Congresso nas próximas semanas.
A maior surpresa na operação contra Ciro Nogueira é que ela não gerou surpresa alguma. Há anos se sabe da relação íntima entre os dois, com Vorcaro dizendo à namorada que Ciro era “um amigo de vida”. Pelo que a Federal apurou, o senador recebia um mensalão que variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do pagamento de viagens e faturas de cartão de crédito.
A Polícia Federal afirma que uma empresa ligada ao núcleo familiar de Ciro comprou por R$ 1 milhão uma participação societária que valia R$ 13 milhões de uma companhia controlada pelo Banco Master, uma vantagem explicada no inquérito por corrupção.
Presidente do PP e vice-presidente da Federação União-Progressista, a maior do Congresso com 111 deputados e 14 senadores, Nogueira é um dos rostos do bolsonarismo. Tempos atrás, se quisesse, podia impor seu nome como candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro. Agora, virou a primeira peça de dominó a cair no Congresso.
Vai se livrar? – A estratégia de Flávio de livrar de Ciro Nogueira parece impossível. O senador era a “alma” do governo Jair Bolsonaro, na definição do próprio ex-presidente, e o sucesso da aliança da direita depende de um acordo com o PP. Se abandonar Ciro à própria sorte e não tiver o apoio do PP e do União Brasil, Flávio Bolsonaro terá menos tempo de propaganda em rádio e TV do que Lula. Sem contar a desconfiança que a ingratidão vai gerar em outros políticos que temem virar os próximos alvos da PF.

Fachin na pressão – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve receber parlamentares nos próximos dias para discutir a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre integrantes da Corte, a avaliação é que Fachin acompanha com atenção a reação política à decisão de Alexandre de Moraes de suspender a norma. Um ministro do STF afirmou que a decisão de Moraes de suspender temporariamente a aplicação da nova lei nas execuções penais do 8 de janeiro segue uma lógica processual comum diante da judicialização do tema.
Na contramão do seu partido – Da governadora Raquel Lyra (PSD) em entrevista, ontem, ao DP: “Eu sou a favor em se reduzir a jornada de trabalho. Você permitir que uma mãe ou um pai de família possar estar em casa mais um dia, isso não tem discussão. Permitir dois dias de descanso por semana que, às vezes, nem é descanso”. Diferente da visão contrária à proposta apregoada por lideranças políticas do seu próprio partido (como o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite), Raquel enxerga a pauta como uma “bandeira importante” e acredita ser “muito difícil isso não ser aprovado no Congresso”.
Custo Brasil – Sobre as preocupações no âmbito empresarial, a governadora entende que são legítimas e precisam ser discutidas. “Como é que se paga a conta? O setor produtivo, o segmento empregador está colocando a necessidade de reduzir o Custo Brasil, para que possa haver contratação sem haver aumento dos produtos”, avaliou.

Danilo volta ao Governo Lula – Com a nomeação para a Secretaria executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o ex-deputado federal Danilo Cabral adiou seu projeto de tentar voltar ao Congresso Nacional. Para deputado federal vai apoiar o ex-prefeito de Carnaíba e aliado histórico Anchieta Patriota (PSB). Danilo assume mais um desafio no executivo federal por indicação do presidente nacional do PSB, João Campos, ao presidente Lula (PT), em reconhecimento à trajetória política e técnica do ex-parlamentar, que teve passagens de destaque pela Câmara dos Deputados, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e secretarias estaduais estratégicas nas gestões do partido à frente do Governo de Pernambuco.
CURTAS
CRIME ORGANIZADO 1 – Com a promessa de fortalecimento das ações de combate às organizações criminosas, o presidente Lula anuncia hoje, em Brasília, um novo programa de segurança pública, com investimento superior a R$ 11 bilhões Brasil Contra o Crime Organizado” será estruturado em quatro eixos estratégicos.
CRIME ORGANIZADO 2 – O primeiro diz respeito à asfixia financeira das organizações criminosas, a partir do reforço de investigações e operações integradas conduzidas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) estaduais.
CRIME ORGANIZADO 3 – O segundo eixo será de fortalecimento da segurança no sistema prisional, com o objetivo de evitar a comunicação de líderes de facções presos com integrantes que estão nas ruas. Está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal.
Perguntar não ofende: Lula vai dobrar o crime organizado com o novo programa a ser lançado hoje?
Leia menos
A 5ª Vara Cível de Brasília condenou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a pagar R$ 20.000 de indenização por danos morais ao Diretório Nacional do PT. A decisão, em 1ª instância, foi proferida hoje. As informações são do portal Poder360.
O processo foi motivado por declarações de Valdemar em setembro de 2025, no evento Rocas Festival. Na ocasião, o dirigente afirmou que os atos extremistas de 8 de Janeiro tinham sido organizados pelo PT. Na sentença, o juiz Wagner Pessoa Vieira afirma que a fala de Costa Neto está “dissociada da realidade fática” e “caracteriza abuso do direito de liberdade de expressão”.
Segundo o magistrado, as alegações “extrapolam a crítica político-ideológica e ingressam na seara da imputação de conduta criminosa específica”. O valor da condenação será acrescido de juros de mora e correção monetária pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Cabe recurso da decisão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, hoje, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi depois condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, disse a PGR. As informações são do portal G1.
Leia maisPara a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. “Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”.
No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).
Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência. Agora, a Procuradoria apresentou a chamada alegações finais e defendeu a condenação. Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu prazo de 15 dias para que a defesa, a cargo da DPU, entregue sua última manifestação no processo.
Leia menos
