Por Luciano Bivar*
Ainda em artigo recente publicado em 05 de dezembro de 2025, na Folha de Pernambuco, intitulado “Efeitos maléficos de um governo capturado”, dizia eu que a atual legislação de fundos e emendas secretas de parlamentares daria ensejo a toda sorte de corrupção, inclusive Partidos sem estruturas morais se aglutinarem em forma de blocos e federações para eventuais formação de quadrilhas. Extorquem governos e empresários, vendendo tráfico de influências em benefício a esse ou aquele grupo empresarial.
A Federação União Progressista, cala-se covardemente, sem qualquer manifestação ou nota oficial em decorrência (defesa) das denúncias investigadas pela Polícia Federal e autorizadas pelo Sr. Ministro André Mendonça do STF.
Leia maisComo hienas, agem como animais, agrupam-se em matilhas para devorar (explorar) suas presas, mas quando o equilíbrio de forças começa a lhes desfavorecer, abandonam o companheiro e fogem com o rabo entre as pernas deixando a presa entregue a própria sorte nas garras do leão.
Numa sociedade de grupos, qualquer que seja a sua espécie, se exige, antes de tudo, lealdade, solidariedade e irmandade, mas quando tais grupos são humanos e carecem de valores morais, são incapazes de uma palavra de apoio, conforto e institucionalidade daquilo que eles se tornaram corpo.
Deplorável ė o silêncio atormentador, uma espécie de confissão delituosa que hoje habita no mundo político desse grupo e, principalmente, o Senador abandonado. Isso seria no mais atenuante desse infortúnio “a lei da selva”. A deslealdade, a quebra dessa confiança, envolve valores outros, como traição e infidelidade que nunca estiveram no escopo desses líderes da União Progressista.
Essa malfadada união jamais será a mesma: embora, todos sabem que devem, mais do que nunca, andar com as costas recostadas nas paredes, porque podem ser os próximos. Os coelhos, os reis do lixo, elmares da vida, sabem hoje como toca a banda, mas a subserviência patológica ao Poder ou ao vil metal, os faz se submeterem a qualquer tipo de indignidade.
Deus ilumine a cabeça de nossos eleitores para que possam distinguir o azul do céu da escuridão das florestas, dos pássaros que gorjeiam aos morcegos cavernosos, dos cisnes aos abutres.
O discernimento é mais do que nunca a capacidade mental de distinguir, com clareza e sensatez, o certo do errado, o verdadeiro do falso ou o essencial do supérfluo.
Só temos uma e única saída: a soberania inquebrantável das urnas, até que uma “dosimetria excêntrica” nos faça subverter aos verdadeiros valores.
*Deputado federal
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