Até o dia 25 de agosto, o Cabo de Santo Agostinho estará recebendo a visita de militares do 3º Centro de Geoinformação do Exército Brasileiro. O trabalho, que faz parte do Projeto de Mapeamento do Estado de Pernambuco, teve ontem e consiste na reambulação do município – uma etapa essencial que envolve a coleta de informações diretamente no local.
Durante esse período, os militares irão percorrer diversas áreas do Cabo, registrando dados importantes que serão integrados ao banco de informações geoespaciais do Exército. Esse processo é fundamental para garantir que o mapeamento seja o mais preciso possível. Assim que o trabalho de reambulação for concluído, o Exército disponibilizará os dados gratuitamente através do Banco de Dados Geográficos (BDGEx), disponível no link bdgex.eb.mil.br.
Quanto mais se aproxima o dia de os eleitores encararem as urnas, mais fica explícita a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Mendonça Filho (PL). Embora ela tenha tentado manter uma distância regulamentar em uma entrevista de TV, dizendo que o liberal não é seu candidato ao Senado, o que se vê, na prática, é justamente o oposto.
Há, de fato, proximidade e aliança, ainda que não formalizada em documentos de uma coligação. Se existe hoje um candidato ao Senado que demonstra fazer questão de estar ao lado da governadora, esse é Mendonça. O próprio deputado afirmou recentemente que, caso eleito, será o senador de Raquel.
E foi além: disse ter “certeza” de que é o senador do coração da governadora. Em todos os atos de rua, ele está lá, vestindo uma camisa do fictício “Raquel Lyra Futebol Clube”. Em agosto, esteve ao lado dela na caminhada em Paulista, onde declarou apoio à sua reeleição e disse estar pedindo votos para Raquel. Pouco depois, voltou a aparecer com a governadora em uma caminhada na Várzea, no Recife.
A proximidade também apareceu em momentos estratégicos da campanha. Em Petrolina, Mendonça esteve em um ato que reuniu Raquel Lyra e integrantes do grupo Coelho. Dias depois, esteve novamente ao lado da governadora em Belo Jardim, onde chegou a dizer que “a luta de Raquel será a nossa luta”.
Mesmo sem ser o candidato oficial de Raquel, Mendonça aparece mais do que Eduardo da Fonte (PP), nome que está na coligação e que disputa o mesmo eleitorado de direita. Dois dias depois de ele ser oficializado na convenção dela, Mendonça lançou-se candidato ao Senado. No meio político, fala-se que ele jamais entraria em tal empreitada sem o aval da governadora, ainda que ela não possa assumir isso publicamente.
Sempre que tentam associar Raquel ao bolsonarismo, o jurídico da campanha da candidata do PSD se apressa em recorrer à Justiça. Com Mendonça, tem sido diferente. Há bandeiras com a foto dele associada à dela espalhadas por Pernambuco sem que a governadora pareça se incomodar. É mais um indício forte de que, no coração roxo de Raquel, tem lugar de sobra para o senador de Bolsonaro.
NA JUSTIÇA – O candidato do Psol ao Governo do Estado, Ivan Moraes, ingressou com ação na Justiça Eleitoral para assegurar seu direito de participação no debate promovido pela TV Nova Nordeste, marcado para a próxima sexta-feira. A emissora convidou os candidatos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que lideram as pesquisas de intenção de voto, mas excluiu Ivan. De acordo com a Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), a medida contraria o artigo 46 da Lei Federal nº 9.504/1997, que estabelece as regras do processo eleitoral. “A lei eleitoral não deixa qualquer dúvida em seu artigo 46. Qual é a dificuldade da gente conversar sobre Pernambuco? Não há qualquer saída legal que não seja me chamar. Eu estou pronto para debater”, afirmou o candidato.
Raquel assume o “Mainha” – A governadora Raquel Lyra (PSD) recorreu às entregas da gestão para rebater as promessas dos adversários e pedir votos, ontem, durante ato de campanha no Cabo de Santo Agostinho. Em discurso marcado pelo uso da expressão “mainha”, adotada pela candidata na campanha, Raquel afirmou que prefere prometer pouco e apresentar realizações do governo. “Tem gente que chega aqui prometendo para frente o que não fez para trás. Deixa mainha trabalhar”, disparou a governadora, sem citar nominalmente os adversários. Na sequência, reforçou: “Você sabe que o papo com mainha é reto. Mainha promete, mainha cumpre. Aliás, mainha gosta de prometer muito pouco, mas mainha trabalha que só a gota”.
Inquérito fake news – Dois dias após o presidente do STF, Édson Fachin, defender o fim do inquérito das fake news, há sete anos em andamento, o ministro Flávio Dino questionou nas redes sociais a validade de um integrante da Corte prometer o fim de uma investigação que já está tramitando há muito tempo. Dino não citou Fachin na publicação. “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos? Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa?”, escreveu o ministro.
Comparação de posturas – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou, ontem, véspera do Dia da Independência, nas redes sociais, um vídeo em que compara as posturas do petista e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em relação aos Estados Unidos. As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram o acirramento da disputa pela Presidência, o que vem gerando preocupação na campanha petista. O Datafolha mostrou na sexta-feira um empate técnico no segundo turno: Lula tem 46%, enquanto Flávio aparece com 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Crise complica Messias – Se já estava difícil para o presidente Lula (PT) insistir em nova indicação do pernambucano Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, a crise após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, que reagiu com pedido de investigação contra o colega André Mendonça, gerou mais incertezas. E o pior: a pressão sobre o Advogado-Geral da União tem gerado um quadro de consequências imprevisíveis. O ápice da tensão no Judiciário abriu a possibilidade de a indicação ficar para um segundo momento. Lula vinha dizendo até então a auxiliares e em falas públicas que enviaria novamente o nome do aliado para o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou há quase um ano.
CURTA
DERROTA – Messias foi rejeitado pelo Senado em abril, num movimento feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com aval de ministros da Corte, como Moraes. Cinco meses depois e dentro de um quadro tumultuado no Supremo, integrantes do círculo próximo de Lula tentam convencê-lo a indicar o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio, que tem adotado uma postura de combater as ilegalidades e a corrupção no estado.
ELOGIOS – O presidente não é próximo de Couto, mas já fez a ele elogios públicos. Nas palavras de um interlocutor do presidente, seria necessário “sacrificar” Messias para atenuar a crise e indicá-lo em outro momento, em caso de reeleição. Procurado, o chefe da AGU não se manifestou. Messias é próximo a Mendonça, que pediu votos a ele na tentativa barrada pelo Senado.
ANTAGONISTA – Mendonça, no entanto, integra na Corte um bloco antagonista ao de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, ministros com quem Lula tem mais interlocução. O receio dessa ala é que a entrada represente uma composição com o bloco oposto. Messias, por sua vez, tem afirmado reservadamente que há uma tentativa de desgaste que incluiu um relatório de inteligência da Polícia Federal. O documento, usado por Moraes para questionar a conduta de Mendonça, diz que Messias pode ter evitado atender a demandas da PF para contestar decisões nos inquéritos sobre fraudes no INSS e as suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para manter a boa “relação política” com Mendonça.
Perguntar não ofende: Por que Raquel se irritava quando eu a tratava de Mainha?
O amigo Millor Fernandes foi profético ao definir bem, na sua “Bíblia do caos”, o barulho do Supremo nesta semana: “Pelo que vemos nos jornais, ninguém mais tem vergonha na cara”. Em Brasília, pelo menos.
Vale a pena explicar, com calma, esse caso do Vorcaro, escancarado quando o ministro André Mendonça tornou públicas as 218 páginas que recebeu da Polícia Federal. Para começar, bom lembrar que ministros do Supremo e Procurador Geral da República podem ser julgados em dois espaços.
Primeiro é o Senado (art. 52, II, da Constituição), por votos de 2/3 de seus membros (par. único), em sessão comandada pelo Presidente do Supremo. O outro é o próprio Supremo (art. 102, I, b), a quem cabe “processar e julgar, originalmente, seus próprios ministros e o Procurador Geral da República”. Serão mesmo processados? A ver.
Isso posto, vale perguntar, agiu bem o Procurador Geral ao declarar nulo todo o inquérito da Polícia Federal? E a resposta é um sonoro NÃO!
Porque o ministro André Mendonça não investigou ninguém. Apenas pediu, à Polícia Federal, que informasse o nome de autoridades eventualmente comprometidos no caso Vorcaro. Sem sequer saber se haveria, entre os nomes, algum ministro do Supremo, ou o Procurador Geral da República.
Recebendo esse relatório, verificou lá estarem as duas autoridades. Pediu, ao Procurador Geral, se pronunciasse. E este respondeu, apressado, declarando nulas todas as provas contra seu coleguinha Moraes. Reproduzindo o que já ocorreu antes, no mesmo Supremo, pouco tempo faz. O sistema é poderoso.
Quando a resposta certa, e decente, seria outra. Primeiro deveria dizer que, como seu nome estava também implicado nas gravações do banqueiro, não poderia se pronunciar. Por vir a ser, eventualmente, um dos investigados pelo Supremo. Devendo transferir o caso para seu vice. A quem caberia informar, ao ministro, tão somente que deveria passar o caso ao Presidente do Supremo. Sem a audácia de declarar nulas todas essas provas hoje à disposição do público.
Mas o sonho de proteger os que com eles estão nessa empreitada falou mais alto. O próprio Moraes conduz, faz quase 8 anos, um inquérito (o do “Fim do Mundo”) absolutamente ilegal. Porque investigações cabem (art. 129), unicamente, ao Ministério Público. Mas lhes falta coragem, para ir contra alguém que lhe é tão próximo. E prefere o papel de cúmplice.
Segue pois o Supremo, em sua sina melancólica. A de abandonar seu nobre papel de Guardião da Constituição para ser uma casa em que (alguns de) seus membros preferem só enriquecer.
Como dizia o ministro da Suprema Corte americana Louis Brandeis, “A luz do sol é o melhor desinfetante”. Numa entrevista, em 1913, ao Harper’s Weekly. Em verdade a frase continua, “e a luz elétrica o policial mais eficiente”. Mas, em se tratando do Supremo, creio que é suficiente falar em desinfetantes.
Num texto sem título e sem data, Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) diz: “Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta/ Que se revoltam contra a vida porque têm razão para isso supor”. Não o caso do ministro Moraes e do Procurador Geral, hoje de bem com a vida, com bolsos cheias de grana, e certos de que mais uma vez escaparão. Por se considerarem semi-deuses perfeitos, castos e puros. Sairão disso impunes?, eis a questão.
O povo brasileiro espera que não.
*Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. É um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comissão da Verdade.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) mandou retirar do ar parte das publicações sobre as conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada neste domingo (6), e os conteúdos indicados deverão ser removidos em até 24 horas.
A ordem atinge publicações que afirmavam que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão”. Já a informação de que o deputado procurou o ex-banqueiro para tratar de uma pendência envolvendo um ativo de minério foi mantida. Para o juiz Jair Francisco dos Santos, não há, neste momento, elementos para considerar esse trecho falso.
O caso chegou chegou à justiça depois da divulgação, pelo ICL Notícias, de um áudio enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na mensagem, o deputado tenta aproximar o ex-banqueiro de um amigo e ex-assessor que tinha uma pendência ligada a um ativo minerário.
A CNN confirmou a autenticidade do áudio, e Nikolas reconheceu que falou com Vorcaro. À emissora, o deputado disse que teve alguns contatos com o ex-dono do Banco Master, mas negou proximidade com ele e afirmou que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
A defesa de Nikolas acionou a Justiça Eleitoral alegando que as publicações distorceram o conteúdo das conversas e sugeriram uma relação de intimidade entre os dois.
O pedido de direito de resposta ainda será analisado.
Pesquisa Badra divulgada neste domingo (6) mostra João Campos (PSB) na liderança da corrida ao Governo de Pernambuco, com 48,3% das intenções de voto. O candidato oscilou positivamente em relação ao levantamento do mesmo instituto divulgado em 30 de julho, quando tinha 44,6%. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) passou de 37,2% para 40,2%.
Ainda na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são elencados aos entrevistados, Renan Hallais (Missão) teve 1,5%, Victor Assis (PCO), 1,2%, Ivan Moraes (PSOL), 0,7%, Professora Camila (UP), 0,4%, Guilherme Fonseca (PSTU), 0,3%, e Jeremias do Banco (Democrata), 0,1%. Brancos e nulos foram 4,6%. Não soube dizer, 1,2%, e não pretende votar em nenhum, 1,6%.
O instituto coletou respostas de 1,5 mil eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-07979/2026.
Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O grupo no STF que inclui Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Moraes tem por objetivo evitar que a atual crise modifique a correlação de forças na maior Corte do país. Caso o presidente do STF, Edson Fachin, autorize as investigações contra Moraes, ficará irreversível a fragilização do magistrado. Há muitos indícios de ilegalidade na relação entre o ministro e Vorcaro.
Na hipótese de confirmação de que Moraes atuou a favor de Vorcaro, pode se configurar que o ministro cometeu um crime. Trata-se da maior crise institucional do Supremo em toda a sua história.
Em 6 de março de 2026, a Secretaria de Comunicação do STF publicou uma nota de Moraes negando ter recebido mensagens do fundador do Master. Em suma, Moraes negou por escrito ser o destinatário. Se agora se comprovar que mentiu, sua situação se agrava ainda mais.
Investigações
O ministro André Mendonça tornou público na terça-feira (1º) o conteúdo das investigações sobre o Master. Há 52 mensagens de Vorcaro para o celular de Moraes. Estavam no bloco de notas do celular do fundador do Master. As respostas de Moraes não aparecem.
Moraes incluiu Mendonça na quinta-feira (3) no inquérito das fake news, que está aberto há sete anos. Fachin tirou Mendonça da investigação na sexta-feira (4). Determinou que a inclusão dele ou não será analisada.
Fachin afirmou em discurso no Planalto na sexta-feira que haverá resposta “firme” sobre a situação de Moraes. É incomum presidentes do STF discursarem em cerimônias na sede do Poder Executivo. As declarações são, em teoria, uma resposta assertiva à crise inédita em que a Corte está imersa. Ocorre que, na prática, Fachin fez exatamente o contrário do que disse e atrasou as decisões até 22 de setembro.
No caso das investigações contra Moraes, os prazos para manifestações vão até a próxima sexta-feira (11) para ele, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão só poderá ser depois de 14 de setembro.
Grupos no STF
Fachin tem demonstrado alinhamento com os interesses do grupo que inclui Moraes. Do outro lado estão Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia transita entre os dois grupos e poderia decidir a favor de um ou de outro. Dias Toffoli se declarou impedido de decidir no caso Master em 11 de março de 2026.
A demonstração de que se prepara um acordo para poupar Moraes está no fato de que Dino defendeu em postagem no Instagram neste domingo (6) decisões monocráticas do STF. Também disse que cabe ao STF decidir se a tramitação deve terminar ou não. “E quem decide o que é ‘tramitação longa’? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”, disse o ministro.
Dois cenários
O grupo que negocia a postergação da decisão sobre Moraes tem como cenário mais provável a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Caso isso se dê, Lula poderá indicar quatro ministros do STF em seu 4º mandato presidencial.
É dado como certo que, a partir da vitória de Lula, haveria um movimento forte para tirar Mendonça da relatoria dos casos sobre o Master e sobre o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — no caso do INSS está incluído Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República e sobre quem pesam várias suspeitas sobre ter cometido tráfico de influência.
Mendonça como alvo
O fortalecimento do grupo hegemônico no Supremo poderia levar a ações que resultem na saída de Mendonça do STF. Se isso se der, Lula poderá indicar cinco ministros do STF no eventual 4º mandato.
O outro cenário é de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial. Nesse caso, ficará muito difícil evitar que o STF autorize investigações sobre a conduta de Moraes no caso Master.
Ocorre que o grupo político de Lula pretende apresentar um arsenal de suspeitas de ilegalidades contra Flávio quando faltarem ao menos 20 dias para o 1º turno. Pela Lei 9.504 de 1997, a substituição de candidatos em caso de desistência deve ser requerida até 20 dias antes do pleito, salvo em caso de morte.
Uma parte das suspeitas a serem divulgadas são indícios de que as doações de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram, na realidade, direcionadas a integrantes da família Bolsonaro.
Os indícios de desvio nas doações ao filme estão em delação do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior. Quem recebeu a proposta de delação premiada foi o procurador-geral da Repúbica, Paulo Gonet — que, por sua vez, está citado em mensagens de Daniel Vorcaro. Gonet é próximo de Gilmar Mendes, do grupo que defende Moraes e se opõe a Mendonça.
O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), participou, na noite de ontem (5), da Itaíba Agroshow, em Itaíba, no Sertão do Moxotó. Segundo a organização, a expectativa é de que a feira movimente R$ 15 milhões em negócios, com impacto nos setores de comércio, serviços, hospedagem, alimentação, transporte e agropecuária.
Durante a visita, Luciano destacou o tamanho da estrutura e o movimento nos estandes. “Para você ter uma ideia, na primeira noite, o evento recebeu um público de 40 mil pessoas. Quer dizer, 40 mil pessoas passaram por aqui. É um evento que veio para ficar. Desde quando estive aqui, no ano passado, parabenizei o prefeito Pedro Pilota, parabenizei Arnon e a própria Regina, porque a gente sabe que tudo começou com essa iniciativa dela. Também parabenizei a todos porque a nossa região merecia um evento desse porte. Isso não é uma simples exposição de leite nem um torneio leiteiro. Isso é um megaevento”, disse Luciano.
O candidato também mencionou a movimentação comercial durante a feira e associou o evento à geração de negócios na região. “A estrutura da Itaíba Agroshow supera a de qualquer outro evento que já visitei. Em termos de oportunidades de negócios, já passei pelos estandes das máquinas e muitas foram negociadas aqui. O nome disso é desenvolvimento econômico”, concluiu.
Quatro nomes ligados à política de Cupira recebem, juntos, R$ 43.090,54 por mês em cargos no Governo de Pernambuco, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado. Entre eles estão o ex-vereador Fábio Lessa, o ex-prefeito Zé Maria, o ex-candidato a prefeito Ramom da Funerária e Fernando Paulino, que atuou na comunicação da gestão municipal anterior.
De acordo com os registros, Fábio Lessa recebe R$ 20.821,68 mensais. Zé Maria, que ocupa o cargo de assessor especial, tem remuneração de R$ 10.174,76. Ramom da Funerária aparece com vencimentos de R$ 6.474,86, enquanto Fernando Paulino recebe R$ 5.619,24. As informações são do Cupira Notícias.
Considerando os valores informados, a despesa anual com os quatro chega a aproximadamente R$ 517 mil. Em quatro anos, mantidas as mesmas remunerações, o montante ultrapassaria R$ 2 milhões. Os dados se referem às remunerações registradas atualmente no Portal da Transparência e podem sofrer alterações conforme mudanças nos cargos e nas folhas de pagamento.
A existência dos vínculos funcionais, por si só, não indica irregularidade. Para avaliar eventuais questionamentos sobre os cargos, seria necessário verificar as atribuições, a jornada e as atividades desempenhadas por cada servidor. A reportagem pode ainda ouvir o Governo de Pernambuco e os citados sobre as nomeações e as funções exercidas.
Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.
A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?
Se essa estratégia de aproximação com o Governo está trazendo resultados, que eles sejam apresentados à categoria. Ou o resultado é só para Márcia?
Também cabe perguntar: os policiais penais foram consultados antes de o sindicato assumir posições políticas tão explícitas ou a presidenta está fazendo a revelia da categoria? Dirigentes têm direito às suas preferências pessoais. Mas sindicato representa uma categoria inteira e precisa preservar sua independência.
E fica outra pergunta que merece resposta: quem está ganhando com essa aproximação política — a direção do SinpolPen ou os policiais penais? Dialogar e negociar com qualquer governo faz parte da atividade sindical. Mas diálogo não pode substituir cobrança, mobilização e defesa dos trabalhadores.
Os policiais penais querem salário digno, solução para o PCV, assistência à saúde (o nosso SASSEPE de volta), valorização profissional e respeito. Chega de palanque. Queremos valorização. Chega de fotografia. Queremos resultado. Chega de promessa. Queremos conquistas.
Então fica a pergunta, simples e direta: quem está ganhando com toda essa aproximação política? Porque, até agora, os policiais penais não estão. O SinpolPen precisa ser independente e estar a serviço dos policiais penais.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou neste domingo (6) o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte.
Com a liberação, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Ainda não há data estabelecida. O plenário deve decidir se será aberta uma investigação contra o magistrado. As informações são da CNN Brasil.
Mesmo com a liberação de Mendonça, a tendência é que Fachin aguarde as manifestações dentro do prazo de cinco dias dado por ele aos envolvidos para pautar o caso para análise do plenário.
Um relatório da PF foi tornado público por André Mendonça na terça-feira (1º) e mostra indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do Master teria pedido a orientação do ministro no auge da crise do banco, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório, que teve o sigilo levantado na terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.
A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.
Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.
Senadores de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) engrossaram a lista de parlamentares que assinaram um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF) estão entre os 20 signatários da denúncia protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O movimento leva o pedido para além do campo da oposição, que tradicionalmente concentra as iniciativas contra Moraes no Senado. PSB e PDT integram a base de sustentação do governo Lula. Além de Kajuru e Leila, a representação reúne nomes como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Pontes (PL-SP) e Wilder Morais (PL-GO).
A denúncia aponta suposta prática de crime de responsabilidade e pede que o Senado investigue possíveis conflitos de interesses relacionados ao caso Banco Master. Entre os elementos apresentados está a relação profissional entre o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o documento, um contrato firmado em janeiro de 2024 previa pagamentos de R$ 3 milhões líquidos mensais durante 36 meses, com valor bruto superior a R$ 131 milhões.
O pedido também cita registros de metadados que, segundo os autores, indicariam que Moraes acessou versões do contrato antes da assinatura, além de mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro.
Vieira reconheceu a dificuldade para que a iniciativa avance sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe dar andamento a pedidos dessa natureza. “Mesmo sabendo da enorme dificuldade política imposta pelo presidente Davi Alcolumbre, entendo ser necessário persistir, apresentando um pedido de impeachment sóbrio e técnico”, afirmou. O senador já havia apresentado, em abril de 2019, outro pedido de afastamento de Moraes.
Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho foi colocada na gaveta pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) até o final das eleições. Acatou a defesa do senador Flávio Bolsonaro e aliados de que a votação da matéria agora iria desequilibrar o pleito. Contudo, é exatamente o contrário.
De acordo com a última pesquisa disponível, a do Instituto Locomotiva, divulgada na semana que passou, 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário, conforme prevê a proposta. Desses, 61% se consideram de direita, ou seja, a pauta está acima de ideologias — o que é raro por aqui.
Eleitoreiro é, portanto, ignorar uma pauta que se coloca como o desejo de oito entre cada dez brasileiros para evitar que Lula (que passou a patrocinar a mudança) seja potencialmente beneficiado com sua aprovação diante de Flávio Bolsonaro (que vem lutando contra ela).
O senador poderia, desde o começo, ter abraçado a proposta, tornando-a um ponto de união nacional. Preferiu a posição de parte dos empresários. E, agora, para defender a escolha que Flávio fez, a presidência do Senado ignora o desejo de quase 80% da população.
A manobra de Alcolumbre põe em risco a aprovação da proposta de emenda à Constituição, uma vez que o fato de que dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição é o maior incentivo para que parlamentares apoiem a proposta. O mesmo processo ocorreu na Câmara, onde 472 dos 513 deputados deram aval à mudança, apoiada mesmo entre aqueles que a criticaram por meses.
Após a eleição, a pressão dos trabalhadores sobre os senadores desaba e volta a reinar a influência do cascalho grosso. Os que são contra o fim da escala perfazem 9%, enquanto outros 13% dizem não ser a favor nem contra. Entre as mulheres, o apoio é de 83%. E, na geração Z (com jovens até 29 anos), 86%.
Adiar a votação, portanto, não é proteger o processo eleitoral de uma pauta oportunista. É proteger uma escolha política do julgamento das urnas. Se o Congresso representa a população, poucas matérias chegam ao plenário com tamanho respaldo social.
Ao engavetar a proposta justamente quando os senadores estão mais expostos à cobrança popular, Alcolumbre não retira a influência da escala 6×1 da eleição. Faz o contrário: transforma sua manutenção em decisão eleitoral.
E deixa ainda mais nítido quem, diante de uma escolha entre o desejo de oito em cada dez brasileiros e a pressão de grupos econômicos, manda de verdade no Brasil.
O prefeito Lula Cabral ampliou, ontem (5), a capacidade de atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) do Cabo de Santo Agostinho com a entrega de 17 novas viaturas. Apresentada à população, a frota saiu em comitiva pelas ruas de Ponte dos Carvalhos, reforçando a prioridade do investimento da gestão na presença dos agentes nos bairros e comunidades.
São sete carros, quatro motocicletas, quatro quadriciclos, uma van e uma base móvel de monitoramento. Equipada com câmeras, monitores, visão noturna e radiocomunicação, a unidade permitirá acompanhar operações em tempo real. “São 17 novos veículos, mais tecnologia e melhores condições de trabalho para os nossos guardas. Queremos nossos agentes cada vez mais preparados, presentes nos bairros e próximos das pessoas. Estamos investindo para cuidar da população e avançar ainda mais”, afirmou Lula Cabral.
Os veículos serão distribuídos entre a GCM, a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), a Patrulha Escolar, a Guarda Ambiental e a Ronda Patrimonial. Os quatro quadriciclos também ampliarão o patrulhamento no litoral, especialmente durante o verão.