O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) aparece na liderança isolada da disputa pelo Senado em Alagoas, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto TDL. O levantamento aponta Alfredo Gaspar com 40% das intenções de voto, abrindo vantagem na corrida por uma das duas vagas que estarão em disputa nas eleições de 2026.
Na sequência, aparecem o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB), em situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
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O resultado reforça o crescimento do nome de Alfredo Gaspar no cenário eleitoral alagoano, com um perfil de atuação independente e pautado por princípios. Ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e atual deputado federal, Gaspar ganhou projeção nacional pela atuação em defesa de pautas ligadas à segurança pública, ao combate ao crime organizado e pela defesa de justiça para aposentados e pensionistas durante sua relatoria na CPMI do INSS.
A pesquisa TDL ouviu 1.200 eleitores entre os dias 20 e 22 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-04608/2026.
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O print de uma conversa entre servidores da Prefeitura do Paulista foi vazado para a imprensa. Segundo informações do blog Ponto de Vista, os trabalhadores da gestão estão sendo liberados dos seus serviços e incentivados a tumultuar uma agenda do pré-candidato ao governo pelo PSB, João Campos. A agenda seria a visita do socialista ao Mercado de Paratibe, hoje. O prefeito da cidade, Ramos Santana, é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD).
Por Sarah Chamié – Folha de Pernambuco
No interior de Pernambuco, em Ouricuri, município localizado no coração do Sertão do Araripe, uma mãe ensinava seus cinco filhos a cantar. Com o tempo, a família se transformou em um coral e, entre as vozes masculinas, estava Reinivaldo Pinheiro.
Aos oito anos, Reinivaldo começou a tocar violão. Reuniu as referências da música e da poesia que o cercavam e construiu sua trajetória como cantor e compositor. Desde então, nunca mais largou o instrumento e, foi justamente com o violão debaixo do braço, que Reinivaldo concedeu entrevista à Folha de Pernambuco.
Leia maisO artista se apresenta nesta sexta-feira (26), às 20h, no Capi Gastrobar, no bairro das Graças, e no sábado, às 19h, na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife. Ao lado da banda, leva ao palco um repertório formado por composições autorais e clássicos de nomes que marcam os festejos juninos e perpetuam a cultura nordestina ao longo dos anos, como Luiz Gonzaga e Petrúcio Amorim. Entre uma música e outra, Reinivaldo também compartilha causos, interpreta e declama poesias.
Um homem de referências
Alceu Valença e Djavan estão entre as inspirações do cantor. Ainda assim, sua principal referência veio da infância, nas tardes passadas na marcenaria do pai, ouvindo e recitando poesias. “Quando não tinha freguês, a poesia caía no ‘centro’”, relembra. “Eu nasci e me criei ouvindo essas poesias… Hoje eu vivo da música”, concluiu emocionado.
Não por acaso, sua obra é marcada pelas tradições do Vale do Araripe, reunindo elementos do xote, xaxado, baião, forró, cantoria e poesia matuta.
O crente
Filho de pai evangélico e com os primeiros passos na música dados dentro da igreja, Reinivaldo ganhou o apelido de “O Crente”. Mesmo após deixar a igreja e seguir outros caminhos, a alcunha permaneceu. O apelido atravessou os anos e segue sendo usado por amigos, colegas de profissão e fãs. É assim que Katia de França, Santanna e outros artistas costumam cumprimentá-lo.
Trajetória
Ao longo da carreira, Reinivaldo percorreu cidades como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo em busca de artistas que admirava, como Vital Farias, Xangai, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Zé Ramalho. Com o tempo, passou a dividir palco com algumas dessas referências, além de estabelecer parcerias com Maciel Melo e Flávio Leandro, com quem gravou “Pétalas de Flor”, composição de sua autoria.
Espaço na cultura popular
Em um ano que foi preferível Roberto Carlos a outros nomes que se alinhem com as tradições do São João, Reinivaldo demonstra preocupação com o espaço destinado à cultura popular nordestina, especialmente durante o período junino. Para o cantor, cabe ao poder público preservar as manifestações que deram origem à festa.
Parafraseando Petrúcio Amorim, autor do verso “boi com sede bebe lama”, Reinivaldo avalia que os festejos continuarão acontecendo independentemente das atrações escolhidas. O desafio, segundo ele, é manter vivas as tradições que sustentam a celebração. “Se der água, ele bebe”, completa. “A cultura original da gente está sendo descartada”, lamentou o artista.
Enquanto percorre os palcos com o violão debaixo do braço, Reinivaldo mantém viva uma herança iniciada nas rodas de poesia da marcenaria do pai e nas canções entoadas em família no Sertão do Araripe. Entre forrós, causos e versos matutos, transforma cada apresentação em um exercício de memória e preservação da cultura nordestina.
Recife
Embora tenha se mudado para o Recife apenas em 1986, Reinivaldo já mantinha uma relação próxima com a capital pernambucana desde 1982. “Eu vim beber várias vezes aqui no Savoy. Ia para o Parque de São Pedro, trazia o violão e a gente ficava em altas faixas”, recorda.
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Por Luciano Caldas Bivar*
As civilizações, quaisquer que sejam elas, indubitavelmente atravessam as mais diferentes fases: culturais, políticas, tecnológicas e sociais, mas nunca estivemos num momento tão oportuno para nosso país. O Brasil pode se tornar a vanguarda de um movimento tão importante como esse, além de partir na frente dessa revolução digital já preconizada pelo best-seller americano de Alvin Toffler em 1965, em seu livro “Choque para o futuro”.
Primeiro, depois de passarmos das fases do escambo como instrumento comercial, chegamos à moeda, com todos seus apetrechos garantidores: ouro, sal, reservas monetárias, securitização etc., e, ultimamente, até credibilidade, como sobrevivem hoje as criptomoedas através de um blockchain, sem nada, sem origem e sem nada palpável.
Leia maisNo entanto, algo hoje é consenso mundial, o processo de desmonetização é um fato. A moeda física está nos estertores de sua aceitação como unidades de valor. A economia já está desmonetizada – o papel moeda em poder do público é menos de 1 % do PIB, ou seja: a moeda acabou.
E agora?
A ciência econômica inovou muitas coisas ao organismo comercial: criou cartões de crédito, TEDs, IOF, taxas, Zelle nos Estados Unidos, o Alipay na China e o PIX no Brasil, etc. Mas não conseguiu resolver vários problemas fundamentais: a sonegação, a elisão, a universalização, a desburocratização, eficiência e arrecadação para cobrança de impostos ou tributos para benefício do bem comum.
As Entidades, Estados, Grupos Econômicos e pessoas jurídicas e físicas, muitas delas escapam desse processo e a sociedade como um todo é que paga a conta. Não temos a pretensão de sermos originais ou de inventar a roda, mas a mudança simples de tributação em alterar de imposto declaratório para digital através da movimentação financeira é na verdade o X do problema, onde operacionalizamos isso de forma involuntária a seus agentes e geradores quando da circulação financeira.
Apenas um exemplo para não dissociar o nosso leitor desse raciocínio:
O Brasil, segundo dados do Banco Central, arrecadou de impostos no ano de 2025, R$ 2,8 trilhões, com cerca de 11 impostos federais. Pois bem: com um único imposto, substituiremos todos esses 11 impostos federais ao custo de 1,5% de quem paga e 1,5% de quem recebe e poderemos isentar transações financeiras de até três mil reais.
Você deixa de pagar 6.5 % numa cesta básica e 35% numa lata de cerveja de forma imperceptível à grande massa, porque o imposto já se encontra embutido no produto.
A nossa movimentação financeira superou 100 trilhões de reais. Com essa nova forma de tributação, arrecadaríamos 3 trilhões de reais com um único tributo, que se denominaria IUF (Imposto Único Federal), bem superior aos 2.8 trilhões de reais e sem essa parafernália enorme de tributos e contribuições.
Isso desonerará a folha de pagamento, não haverá incidência de IR, INSS, IOF, Cofins, ICLLS, Pasep, Cide, etc. Certamente, facilitará a vida do empregador e consequentemente haverá nova criação de riquezas e novos empregos serão ofertados.
A crítica de alguns economistas é o chamado efeito cascata, a cobrança de um imposto sobre outro ao longo da cadeia produtiva, como se vivessem uma ilusão, onde no sistema vigente não se aditasse os custos da cadeia no produto.
Os fiscalistas clássicos consideram questão de justiça tributária a progressividade de alíquotas aqueles mais ricos, ou melhor, os que têm o maior faturamento como se o Governo fosse um ente puritano com inquestionáveis prioridades, e não, em muitas das vezes um gastador perdulário. Até entendo vários dos programas sociais, mas, ou teremos a coragem de promovermos uma nova forma de arrecadação ou jamais sairemos desse círculo vicioso.
Não poderemos ser um eterno “enxuga gelo” do organismo social.
Impor aos bem-sucedidos encargos a mais que os proporcionais, não é justiça social como falam os demagogos, é simplesmente confisco. Entendo que todos têm que pagar proporcionalmente a sua renda e nisso a tributação sobre operações financeiras é inquestionável.
O lucro não pode ser um demérito a ser punido. O melhor Governo, não é aquele que castiga os ricos, e sim aquele que preserva para cada um o máximo de incentivos à sua capacidade produtiva, criando infraestruturas para produção, tais como: estradas, portos, aeroportos, ferrovias, silos mil para armazenamento e evitar nas entressafras agrícolas ou comerciais não nos sujeitarmos a extorsão ou valoração de produtos, o que, seguramente, sempre tem causado enorme depressão no mercado.
O IUF, o qual propugnamos aqui, é inovador porque será um imposto único digital, só na órbita federal e não um imposto a mais.
Ele elidirá a fronteira entre os contribuintes e os delinquentes. Sua alíquota suficientemente baixa tornará ridícula a engenharia da sonegação. Em levantamento feito com ajuda da Fundação Getúlio Vargas, das 560 maiores empresas brasileiras, metade não pagam imposto de renda. A coleta automatizada tornará dispensável o oneroso aparato arrecadatório do Governo, que hoje tem um custo equivalente a 3% do nosso PIB, ou seja, 360 bilhões de reais, tomando em consideração nosso PIB de 2025 em 12 trilhões de reais.
O agente arrecadador seria o sistema bancário, substituindo-se milhares de fiscais por programas de computador. Embora não seja pertinente a nossa abordagem tributária, mas tal fato, não seria problema social, pois poderíamos criar uma secretaria de remanejamento, onde todas as inteligências do poder público seriam aproveitadas ou realocadas.
A distribuição seria automática, segundo o que prevê a lei ordinária (institucional) entre os governos federal, estadual, municipal e o sistema previdenciário anualmente votado no Congresso Nacional.
O aperfeiçoamento do imposto único, inicialmente foi propugnado pela PEC 183/1999, mas uma alternativa muito mais viável e inovadora foi sugerida através do substitutivo 45-A de 2019 de nossa autoria, na qual respeitaríamos o pacto federativo com autonomia dos estados e municípios para legislar sobre o que caberia sua respectiva competência.
Destarte, essa PEC 45/2019, por não considerar o nosso substitutivo 45-A, permitiu criar o imposto sobre o valor agregado (IVA). Trata-se de um imposto convencional cuja conceituação leva em consideração questões como a materialidade de sua operacionalização: aspectos geográficos (como origem e destino dos bens), territorialidade e tipificação de produtos, necessários para o enquadramento tributário.
Em outras palavras, o IVA é uma forma de tributação de característica de uma era analógica com produção regionalizada e de difícil aplicação. Essa forma de tributação foi eficiente até o século passado. Todavia, em uma era de economia informatizada e integrada, gera anormalidades graves.
Dentro dessa reforma em vigor, também está o IBS (Imposto de Bens e Serviços), que certamente será um estímulo à sonegação. Se hoje, sejamos pragmáticos, o profissional liberal lhe pergunta “Quer pagar o honorário ou serviço com a nota ou sem a nota?” Imagine quando estiver em pleno vigor o IBS com um acréscimo de 18%. As consequências práticas estarão na evasão dos tributos, o que pode erodir com certeza a arrecadação dos estados e municípios.
O modelo que está aí, será o limiar de outra frustração para a sociedade brasileira se não mudarmos o sistema tributário.
A mudança a que me refiro não é uma revolução em que as estruturas da sociedade sejam demolidas e reconstruídas à medida que uma ideologia subjuga a outra; o que queremos é dar um grande passo para o futuro aproveitando a revolução digital.
*Deputado federal pelo MDB de Pernambuco
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Após ser anunciada, ontem, como a nova líder do Governo no Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) será a entrevistada do podcast ‘Direto de Brasília’, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, na próxima terça-feira (30). Teresa foi escolhida pelo presidente Lula (PT) em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função para se defender das acusações no caso Master.
Na pauta, os novos desafios da liderança, incluindo a condução de votações importantes, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do País.
Leia maisProfessora e sindicalista, Teresa Leitão foi deputada estadual por cinco mandatos em Pernambuco. Formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco, foi eleita em 2022 a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco, conquistando mais de 2 milhões de votos.
No Senado, a parlamentar integra como titular as comissões de Ciência e Tecnologia; Educação e Cultura e do Esporte. Antes de ser designada por Lula para a liderança do governo no Senado, a parlamentar exercia função de líder do PT na Casa.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Roberto Almeida
Sem conseguir decolar nas pesquisas como candidato ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) está apelando. Divulgou esta foto no Instagram, passando a ideia de que ele e a governadora Raquel Lyra (PSD) têm o apoio de Lula (PT).
A aliança do PT em Pernambuco é com o PSB. E o presidente já gravou um vídeo dizendo que está com João Campos. É possível fazer política com maturidade e um mínimo de honestidade.
Blog da Folha
O pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, garantiu que a sigla socialista apoiará o presidente Lula (PT) em todos os estados do Brasil. A declaração foi dada nesta terça-feira (25), durante o evento da escuta popular, promovido pela sigla socialista, que ocorreu no Clube das Pás, Zona Norte do Recife.
Na ocasião, Campos afirmou que, além de assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, à convite de Lula, sua ida a Brasília na quarta (24) também teve a articulação política como pauta do encontro.
“O presidente Lula mandou mensagem (na quarta) perguntando se eu podia ir para Brasília. Eu poderia ir a qualquer momento. Mudei minha agenda e fui, como presidente nacional do partido, para a gente fazer a reunião. Nós estaremos com o presidente em todos os estados da Federação. Fomos o primeiro partido a declarar formalmente apoio à reeleição dele”, garantiu.
Durante o discurso, João Campos ainda frisou que conseguiu fechar uma grande aliança para Lula em São Paulo. Maior colégio eleitoral do país com 34,6 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado é considerado determinante para as eleições.
“Fomos discutir o cenário de São Paulo. Conseguimos fechar a maior aliança dos últimos dos últimos anos no estado para poder garantir a vitória do presidente Lula em São Paulo”, afirmou João Campos.
Apesar de vencer a eleição presidencial de 2022 com uma votação apertada no segundo turno, derrotando Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%, Lula não teve êxito em São Paulo, saindo vitorioso apenas em 97 das 547 cidades paulistas.
No evento da escuta popular, Campos esteve acompanhado dos integrantes da chapa da Frente Popular, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos); dos pré-candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT); da atual senadora escolhida como líder do governo federal no Senado, Teresa Leitão (PT); do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB); além de deputados e vereadores.
Recém-escolhido para a liderança da maioria na Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) afirmou que a nova missão amplia sua responsabilidade política em um momento decisivo para o Congresso Nacional. Representando um bloco formado por quase 300 parlamentares de partidos como MDB, PSD, PSDB, Republicanos, Podemos e PP, o pernambucano destacou que sua principal tarefa será fortalecer o diálogo entre os diversos atores políticos e institucionais do país.
Ao comentar o novo desafio, Costa Filho agradeceu a confiança do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e dos líderes partidários que apoiaram sua indicação. “A liderança da maioria representa quase 300 parlamentares. É um desafio muito grande representar esses partidos à frente da Câmara Federal e do Congresso Nacional”, afirmou. Segundo ele, o foco da atuação será aproximar o Parlamento da sociedade civil, do Judiciário, do Senado e das entidades representativas. “A palavra é diálogo: conversar, construir e transformar diferenças em convergências”, ressaltou.
Entre as prioridades da liderança da maioria estão a votação de matérias consideradas estratégicas antes do recesso parlamentar. Costa Filho citou temas como a regulamentação da escala de trabalho 6×1, o PL 896, relacionado à misoginia, mudanças nas regras do Microempreendedor Individual (MEI) e o novo marco legal da inteligência artificial. “Nosso dever de casa é que, nos próximos 15 ou 20 dias, antes do recesso parlamentar, haja um esforço concentrado para limpar a pauta e permitir um segundo semestre mais tranquilo”, explicou.
O parlamentar também pretende atuar como articulador entre o Governo Federal e os presidentes da Câmara e do Senado. Para ele, a retomada do diálogo institucional é fundamental para acelerar votações e reduzir os conflitos políticos que marcaram os últimos meses. “Quando existe diálogo permanente entre o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado, as votações avançam, projetos importantes são acelerados e o país se beneficia”, disse.
Ao assumir a liderança da maioria, Costa Filho afirma que pretende utilizar sua experiência anterior como líder do Republicanos para buscar consensos e garantir o avanço das pautas prioritárias do Legislativo. “É isso que vou procurar fazer à frente da liderança da maioria: dialogar muito para reduzir os tensionamentos e construir entendimentos, ajudando o governo a chegar ainda mais fortalecido ao longo do ano”, declarou.
Sobre o cenário eleitoral em Pernambuco, o deputado demonstrou otimismo tanto com sua reeleição quanto com o desempenho do Republicanos e da oposição estadual. Segundo ele, o partido deverá eleger pelo menos três deputados federais, podendo chegar a uma quarta vaga. Além disso, reafirmou apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. “Tenho muita confiança de que ele será um grande governador para Pernambuco, colocando o Estado novamente na liderança do Nordeste brasileiro”, concluiu.
Túlio, o novo Gilson Machado da direita?
Pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadêlha (PSD) parece ter definido com clareza sua estratégia eleitoral. Apostando todas as suas fichas no campo de centro-direita, vem ocupando um espaço político que até pouco tempo parecia improvável para sua trajetória de uma esquerda “festiva”.
Nesse contexto, tem buscado se apresentar como um nome capaz de dialogar com esse segmento do eleitorado. O movimento não passa despercebido e já provoca comentários entre lideranças políticas e observadores da cena local.
Leia maisO que chama atenção é que, para muitos integrantes da direita pernambucana, Túlio deixou de ser visto apenas como um político de campo ideológico definido e passou a ser enxergado como uma alternativa capaz de construir pontes e ampliar o diálogo com esse campo político. Sua presença em diferentes espaços e sua disposição para conversar com setores diversos têm contribuído para tal percepção.
Por isso, nos bastidores, já há quem faça uma comparação simbólica: Túlio estaria se transformando em uma espécie de “novo Gilson Machado” para parte do eleitorado de direita em Pernambuco. Mais do que uma questão ideológica, a analogia reflete sua capacidade de mobilização, visibilidade e inserção em um segmento político cada vez mais decisivo para as eleições de outubro.
Se essa estratégia será suficiente para consolidar uma candidatura competitiva, ainda é cedo para afirmar. Mas uma coisa parece certa: Túlio está determinado a disputar espaço onde muitos não imaginavam vê-lo há alguns anos. E essa movimentação já começa a redesenhar o tabuleiro político pernambucano.
CORREU DA RAIA – Na passagem pelo Estado para conhecer o São João de Caruaru, o pré-candidato ao Planalto pelo PSD, Ronaldo Caiado, fez uma visita ao ex-governador Jarbas Vasconcelos. O que chamou atenção, porém, foi a postura da governadora Raquel Lyra para manter distância do candidato do seu próprio partido. Nos bastidores, essa postura já começa a ser vista por aliados e observadores políticos como um movimento de desvinculação calculada. Para muitos, trata-se de uma estratégia que busca preservar interesses eleitorais locais, mas que também alimenta críticas sobre lealdade partidária. Afinal, enquanto Caiado percorreu Pernambuco em busca de apoios, a governadora evitou assumir um papel mais ativo ao lado daquele que, em tese, deveria ser seu candidato natural à Presidência da República.

O troco pesado – Uma ala significativa do PL, que inclui lideranças da sigla, passou a defender que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja retirada da presidência do PL Mulher em razão do explosivo vídeo detonando o senador e enteado Flávio Bolsonaro. Afirmam que ela “jogou a eleição no colo de Lula”. Além de dificultar a entrada de Flávio no eleitorado feminino, ao afirmar que foi “humilhada” e “maltratada” pelo pré-candidato do PL à Presidência, Michelle tirou o foco da saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo.
Risco de não disputar Senado – A avaliação feita pela ala do partido que quer a saída de Michelle do comando do PL Mulher é que a ex-primeira-dama mostra imaturidade política para ocupar um cargo dessa magnitude. Esse grupo defende que até a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal seja reavaliada. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, está tentando minimizar a crise gerada pela gravação do vídeo.
No berço do bolsonarismo – O presidente Lula (PT) escolheu dois estados onde foi derrotado por Jair Bolsonaro em 2022 para cumprir agendas a pouco mais de uma semana do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a participação de pré-candidatos em inaugurações e anúncios. O petista esteve ontem no Mato Grosso do Sul e hoje estará em Santa Catarina. O petista tem até 4 de julho para participar desse tipo de evento. De acordo com pesquisa Quaest de junho, o Centro-Oeste e o Norte são as regiões onde o sentimento antipetista mais caiu entre março e junho de 2026, com redução de 44% para 36%.

Teresa assume liderança no Senado – O presidente Lula (PT) escolheu a senadora pernambucana Teresa Leitão (PT) para assumir a liderança do governo no Senado, substituindo Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo de operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. Com mandato até 2030 e fora da disputa eleitoral deste ano, Teresa é vista como um nome de consenso, com bom trânsito entre governistas e oposicionistas. A missão será conduzir a articulação das principais pautas do Executivo na Casa, entre elas a PEC da Segurança Pública e a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1. Nos bastidores, a expectativa é de que o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), passe a atuar de forma mais próxima das negociações no Senado.
CURTAS
NA PAPUDA – O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu pelo envio de Daniel Vorcaro para uma cela na chamada Papudinha, uma ala do presídio da Papuda, em Brasília. Ele está atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal. Com isso, fica fora de cogitação neste momento uma delação do fundador do Master. Vorcaro tentou duas vezes fazer um acordo. Não deu certo. Demitiu dois advogados, Roberto Podvall e José Luis Oliveira Lima. Agora, está sem perspectiva de acertar uma colaboração premiada. Por essa razão, sai da cela especial na Polícia Federal e voltará para o complexo da Papuda.
EQUÍVOCO – A ex-prefeita de Contagem (MG) e nome de consenso do Partido dos Trabalhadores para encabeçar a chapa ao governo de Minas Gerais, Marília Campos, classifica como “equívoco estratégico” a decisão da legenda de lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes em 2026. A declaração foi publicada em nota à imprensa, um dia depois de o PT mineiro aprovar uma resolução para ter uma candidatura própria e apontá-la como o melhor nome.
LÍDER NO PODCAST – A nova líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT), é a convidada do podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira. Na pauta, os desafios da nova missão, eleições e o cenário nacional. O podcast é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Perguntar não ofende: Se não apoia Caiado, candidato ao Planalto pelo seu partido, o PSD, Raquel vai ficar em cima do muro mais uma vez?
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O GLOBO
O vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no início da noite de quarta-feira, em que ela faz críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), contou com uma série de elementos e objetos que vão além das declarações sobre o pré-candidato à Presidência da República. Ao mesmo tempo em que a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez acenos ao eleitorado feminino e evangélico em tom empoderado, ela também se colocou como a única pessoa capaz de ser coerente com a continuidade do legado bolsonarista.
A análise é do professor Eneus Trindade, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), especialista em semiótica do discurso político. Ele define o material divulgado por Michelle como “paradoxal”:
— Ao mesmo tempo em que ela aparece irreverente e em busca de autonomia, ela se submete a um princípio de coerência ideológica do papel dela de mulher na defesa do seu marido. É um paradoxo ela estar sendo crítica, combativa e, por outro lado, submissa — explica o professor. — O bolsonarismo desenvolve, sobretudo, uma crença. E nisso, quanto mais coerência, melhor. E ela é a garantidora dessa coerência — completa.
Leia maisEm determinado momento do vídeo, Michelle verbaliza que é tratada pelos enteados “como idiota” e “alguém que chegou ontem” na política. Ela critica o apoio do PL no Ceará ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que já direcionou xingamentos a Bolsonaro, e afirma que, apesar de “saber mais do que eles (enteados) pensam” sobre estratégias eleitorais, não é capaz de trocar seus valores por pragmatismo.
— Ele (Flávio) foi muito ríspido. Me desrespeitou e me maltratou ao telefone. Eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política — afirmou a ex-primeira-dama em um trecho.
De acordo com Trindade, Michelle aparece em um cenário que sugere um gabinete presidencial, como se sinalizasse estar disposta e eventualmente entrar na disputa no lugar de Flávio. Ela é acompanhada por uma série de elementos voltados justamente para grupos de eleitores que o senador tenta conquistar, além de utilizar uma caneta esferográfica básica, marca característica do ex-presidente.
— Quando ela critica a forma como foi tratada, ela destrói um pouco a possibilidade de uma narrativa coerente da campanha de Flávio em relação às mulheres. Ela dá um tiro no pé dele — diz o especialista. — Os signos que ela usa são do gosto do seu público, do repertório dos evangélicos. Ela também tenta demarcar o seu lugar de poder nesse território — completa.
Como exemplo, o professor cita a Estrela de Davi no lado direito de Michelle, que também utiliza um cordão com um pingente do mesmo símbolo. Ele lembra que os evangélicos utilizam essa relação com Israel no âmbito espiritual, especialmente os neopentecostais. O intuito, para Trindade, é se colocar em um lugar de maior legitimidade que Flávio no que diz respeito ao diálogo com esse público.
— É como se ela mostrasse que está com Deus. O que é você se questionar alguém que está com Deus em uma sociedade conservadora e cristão? Independentemente de ser evangélico ou católico — afirma o professor da USP.
Em relação à roupa, Michelle utiliza, na visão do especialista, uma camisa que mostra uma mulher alinhada a um papel conservador. A blusa é uma referência ao “fruto do espírito”, uma passagem bíblica do livro de Gálatas, com dizeres que abordam virtudes desenvolvidas na vida de uma pessoa guiada por princípios cristãos. Há palavras como “amor”, “alegria”, “mansidão” e “domínio próprio”.
— É quase como se ela fosse uma presidente, com um cenário de presidenciável. As campanhas não estão necessariamente fechadas. Essa provocação também é um prenúncio, e pode ser uma cisão que leve ela a decidir se candidatar — avalia Trindade, que destaca os trechos de reportagens utilizados no vídeo que “maculam” a imagem de adversários políticos.
Outro trecho que remete à continuidade, na análise do especialista, é a escultura que expressa “eu te amo” na Língua Brasileira de Sinais (Libras). O tema direcionado à inclusão foi uma das grandes marcas de Michelle enquanto primeira-dama, quando chegou a discursar em Libras durante a cerimônia de posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019.

Presidente do PL Mulher, Michelle também aparece com um mapa do Brasil na cor rosa, que demonstra a atuação do núcleo do Partido Liberal pelo país. O material parece mostrar o comando dos respectivos diretórios estaduais.
O cenário é composto por vários diplomas e condecorações de cunho político e religioso. Uma das honrarias é a Medalha do Mérito Legislativo, concedida no fim de 2022 pela Câmara dos Deputados, à época sobre a presidência do deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
A melhada foi criada, segundo a Câmara, para “condecorar autoridades, personalidades, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civil ou militar, nacionais ou estrangeiros, que tenham prestado serviços relevantes ao Poder Legislativo ou ao Brasil”. Os agraciados podem ser personalidades que “realizaram algum trabalho que teve repercussão e recebeu a admiração do povo brasileiro”.
Outra honraria que consta na parede é o Colar Dom Ives Gandra da Silva Martins, concedido pela Academia William Shakespeare (AWS) durante cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no ano passado.
O diploma logo atrás o ombro direito de Michelle contém a expressão “embaixadora da paz”, concedido pela Federação Universal para a Paz (UPF), rede internacional e inter-religiosa com status consultivo geral na Organização das Nações Unidas (ONU)
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O município de Petrolina recebeu, pela primeira vez, a Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). De acordo com o órgão, a Prefeitura alcançou 99% de acertos na consistência dos dados fiscais enviados ao Governo Federal, superando o índice mínimo de 95% exigido para a classificação máxima. A avaliação é realizada anualmente por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
Segundo a STN, a classificação reconhece a qualidade e a precisão das informações contábeis e fiscais prestadas por estados, municípios e União, além de facilitar o acesso a operações de crédito em melhores condições. Em 2024, Petrolina havia obtido 94% de acertos e, neste ano, atingiu 99%, conquistando o conceito A.
O prefeito Simão Durando afirmou que o resultado reflete o trabalho da equipe técnica da administração municipal. “Em 2024, atingimos 94% de acertos e ficamos muito próximos da nota exigida. Em 2025, alcançamos 99%, o que nos permitiu conquistar a nota máxima, o conceito A. Esse resultado reflete o trabalho sério e comprometido de toda a equipe”, declarou.
Por Igor Maciel – JC
O vídeo gravado por Michelle Bolsonaro (PL) reclamando de ter sido “humilhada” por Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma crise que dificilmente será encerrada apenas com uma nota oficial ou uma declaração de pacificação. A ex-primeira-dama voltou a falar em “união da família” no dia seguinte à divulgação do vídeo em que reclamou do enteado mais velho, mas não o citou diretamente. A omissão acabou confirmando que o desgaste permanece.
Em qualquer campanha presidencial, divergências internas são inevitáveis. Poucas, porém, atingem um ativo eleitoral tão importante quanto Michelle representa para o bolsonarismo. Principalmente entre as mulheres. E Flávio precisa muito delas.
Leia maisAs pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro enfrenta mais dificuldades entre as mulheres do que entre os homens. Na última pesquisa Quaest, Lula (PT) chega a ter 45% desse grupo e o filho 01 de Bolsonaro chega a 36%. Esse quadro ganha peso porque elas representam mais de 52% do eleitorado brasileiro. Nenhum candidato competitivo consegue ignorar um segmento dessa dimensão.
Foi justamente entre essas eleitoras que Michelle construiu sua relevância política, principalmente à direita. Sua presença ampliou o diálogo do bolsonarismo com mulheres conservadoras, especialmente entre evangélicas, e ajudou a reduzir resistências que a própria família Bolsonaro sempre encontrou nesse público, desde que Jair Bolsonaro surgiu candidato em 2018.
Quando Michelle afirma publicamente ter sido “humilhada” pelo candidato, cria uma contradição difícil de administrar. A principal defensora da candidatura passa a relatar um tratamento incompatível com o discurso que o próprio grupo pretende apresentar ao eleitorado feminino.
Michelle não acrescenta tempo de televisão ou capacidade de mobilização. Ela empresta credibilidade a uma candidatura que precisa crescer justamente entre as mulheres.
Essa influência não desaparece por causa de um desentendimento familiar, mas perde força quando a própria coloca em dúvida a relação construída com Flávio. A partir desse momento, qualquer gesto de aproximação poderá ser interpretado como resultado de uma necessidade eleitoral, e não de uma relação política consolidada. O estrago já foi feito.
Os adversários dificilmente deixarão essa oportunidade passar. O episódio tende a extrapolar o âmbito familiar e ganhar espaço no debate eleitoral. O vídeo está aí, é real, e será utilizado pelos adversários quando for preciso pedir voto das mulheres. O argumento de que “Flávio humilha e menospreza as mulheres” estará ancorado num vídeo de uma mulher de sua família. O estrago é grande.
Lula não precisa conquistar eleitoras bolsonaristas. Basta manter a vantagem entre as mulheres e impedir que Flávio recupere espaço nesse grupo.
Uma candidatura que encontra obstáculos para crescer onde mais precisa acaba sendo obrigada a buscar compensações em grupos nos quais já atingiu um teto eleitoral. E Flávio já está no limite por causa de outros problemas bem conhecidos.
A família Bolsonaro ainda dispõe de tempo para reconstruir essa relação diante do público. O episódio, porém, atingiu justamente a liderança responsável por ampliar o alcance do bolsonarismo entre as mulheres. Resta saber se, até o prazo final das convenções em agosto, haverá espaço para recompor essa imagem ou se novos desdobramentos ainda podem aprofundar a crise.
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