Ontem, aconteceu o primeiro dia do programa Alepe Cuida Solidário, realizado na Praça do Carmo, em Goiana, com atendimentos voltados especialmente às famílias atingidas pelos transtornos provocados pelas fortes chuvas no município.
A ação oferece uma ampla rede de serviços essenciais à população, incluindo atendimentos médicos, odontológicos e ambulatoriais, exames especializados, emissão de documentos, atendimentos da Defensoria Pública, serviços do Detran, além de ações de diagnóstico e acompanhamento do diabetes e diversos atendimentos sociais e de saúde.
O prefeito Marcilio Régio acompanhou as atividades ao lado da primeira-dama Ana Silveira e do deputado estadual Sileno Guedes. Durante a visita, o gestor destacou a importância da iniciativa para o município neste momento de recuperação após os impactos das chuvas.
“Esse é um trabalho muito importante para atender à nossa população, principalmente as famílias que foram afetadas pelas chuvas e que precisam desse suporte neste momento. A união de esforços faz toda a diferença para garantir assistência, cuidado e dignidade às pessoas”, afirmou o prefeito Marcilio Régio. O Alepe Cuida Solidário segue hoje, último dia da ação, na Praça do Carmo, oferecendo serviços gratuitos à população goianense.
Por Áureo Cisneiros*
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas um problema policial. Hoje, ele é uma potência econômica.
Segundo estimativas amplamente divulgadas por estudos sobre segurança pública e economia do crime, as organizações criminosas movimentam cerca de R$ 347 bilhões por ano no Brasil.
Leia maisEstamos falando de um volume financeiro gigantesco. Maior do que o faturamento de muitas multinacionais. Maior do que o orçamento de inúmeros estados brasileiros. Uma verdadeira economia paralela.
Se o crime organizado brasileiro movimenta R$ 347 bilhões por ano, estamos diante da maior “corporação” econômica do país.
Uma estrutura que possui logística, inteligência, tecnologia, fluxo internacional de capital, domínio territorial, capacidade de investimento e poder de corrupção.
Nenhuma grande empresa brasileira movimenta cifras dessa magnitude sem deixar rastros financeiros. Então como o crime consegue?
A recente reportagem do Fantástico do último domingo, dia 03 de maio, teve mérito ao mostrar ao país uma verdade que muitos preferem ignorar: o Brasil corre o risco de normalizar o poder das facções criminosas.
O mais assustador é perceber que essas organizações deixaram de atuar apenas nas periferias ou presídios.
Hoje, elas movimentam bilhões, infiltram setores econômicos, controlam territórios e operam verdadeiras engrenagens financeiras.
Mas existe uma pergunta ainda mais grave: como estruturas criminosas conseguem movimentar cerca de R$ 347 bilhões por ano dentro de um sistema financeiro altamente monitorado?
Porque não estamos falando de um sistema bancário despreparado.
Hoje os bancos possuem: inteligência artificial, monitoramento em tempo real, rastreamento de transações, análise de perfil, compliance, cruzamento global de dados, algoritmos avançados, sistemas automáticos de detecção de movimentações atípicas.
O cidadão comum sabe disso na prática.
Uma transferência diferente pode gerar bloqueio. Uma movimentação fora do padrão gera alerta. Um depósito incomum pode resultar em questionamentos automáticos.
O pequeno comerciante, o trabalhador e o cidadão comum são monitorados diariamente pelo sistema financeiro.
Mas bilhões oriundos do tráfico, contrabando, garimpo ilegal, armas e lavagem de dinheiro continuam circulando pela economia.
Então a pergunta já não é mais se o sistema financeiro sabe.
A pergunta é: até onde interessa realmente combater? Porque o dinheiro ilícito também gera lucro.
Essa é a discussão que raramente aparece no debate público.
O sistema bancário ganha com: movimentação de capital, taxas, operações financeiras, investimentos, liquidez, crédito, circulação econômica.
Dinheiro não tem cheiro dentro do mercado financeiro quando começa a circular em larga escala.
E o crime organizado precisa exatamente disso: transformar dinheiro sujo em capital aparentemente legal.
Nenhuma facção criminosa movimenta R$ 347 bilhões escondendo dinheiro em colchões ou enterrando malas no mato.
Esse dinheiro precisa: entrar em contas, comprar imóveis, financiar empresas, circular em operações financeiras, passar por mecanismos bancários, ser integrado à economia formal.
Ou seja: o crime organizado depende profundamente do sistema financeiro.
E talvez o sistema financeiro também tenha se tornado dependente da gigantesca liquidez produzida pela economia ilegal.
A própria crise financeira global de 2008 trouxe sinais alarmantes sobre isso.
Na época, Antonio Maria Costa afirmou que recursos oriundos do narcotráfico ajudaram a fornecer liquidez para parte do sistema bancário internacional durante o colapso financeiro.
A declaração foi explosiva. Mas rapidamente esquecida.
Outro episódio grave veio com os FinCEN Files, que revelaram trilhões de dólares em movimentações suspeitas circulando por grandes instituições financeiras globais, mesmo após alertas internos.
No Brasil, recentes operações da Polícia Federal escancararam algo ainda mais grave: o crime organizado já conseguiu penetrar profundamente em estruturas do mercado financeiro e empresarial.
Em São Paulo, operações envolvendo fintechs, fundos de investimentos, postos de combustíveis e empresas de fachada revelaram movimentações bilionárias associadas à lavagem de dinheiro do crime organizado.
As investigações apontaram fintechs funcionando como verdadeiros “bancos paralelos” de organizações criminosas.
Segundo apurações, algumas dessas estruturas financeiras movimentaram dezenas de bilhões de reais em poucos anos, utilizando tecnologia financeira, empresas de fachada e operações digitais sofisticadas para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Isso destrói a narrativa de que o crime organizado atua apenas nas periferias ou nos presídios.
Hoje ele opera: no mercado financeiro, em empresas formais, no setor imobiliário, em combustíveis, em fundos, em fintechs, em operações digitais sofisticadas.
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas uma estrutura armada. Transformou-se em um sistema econômico paralelo altamente profissionalizado.
Isso mostra que o problema não é ausência de tecnologia. Também não é falta de informação. O sistema financeiro mundial sabe muito mais do que aparenta.
E talvez o verdadeiro problema seja outro: falta interesse real em enfrentar um fluxo econômico que movimenta bilhões e produz enormes lucros.
Em Pernambuco, os reflexos dessa engrenagem criminosa aparecem diariamente nas ruas, nos bairros, nas comunidades e até na economia informal.
O estado convive com: crescimento das facções, avanço do tráfico, lavagem de dinheiro, disputa territorial, assassinatos ligados ao crime organizado, expansão de mercados clandestinos, infiltração econômica em diversos setores.
Enquanto isso, a população sente o resultado na ponta: medo, violência, extorsão, perda de territórios e enfraquecimento da presença do Estado.
O mais grave é perceber que o crime organizado deixou de atuar apenas nas periferias. Hoje ele busca influência econômica, política e financeira.
E quando bilhões do crime passam a circular dentro da economia formal, combater essas estruturas deixa de ser apenas uma questão policial. Passa a envolver interesses econômicos gigantescos.
O Brasil corre o risco de viver uma transformação silenciosa e perigosa: o crime organizado deixar de ser apenas uma ameaça à segurança pública e se tornar um dos pilares ocultos da própria engrenagem econômica e política nacional.
O crime organizado brasileiro deixou de ser apenas uma ameaça à segurança pública. Hoje ele disputa: território, economia, influência e poder política, controle social, fluxos financeiros. Virou uma estrutura empresarial criminosa.
E enquanto o debate público continuar tratando facções apenas como grupos armados e não como conglomerados econômicos altamente sofisticados, o país continuará combatendo apenas os efeitos, sem enfrentar a engrenagem financeira que sustenta todo o sistema.
Porque o dinheiro do crime não desaparece. Ele circula. Ele investe. Ele lucra. E alguém sempre ganha com isso.
Onde circulam R$ 347 bilhões por ano, não existe invisibilidade financeira.
EXISTE TOLERÂNCIA!
*Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, ós-graduando em Segurança Pública e Defensor da Segurança Pública como direito fundamental
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (12) uma operação de combate à atuação de facções criminosas, mirando crimes contra tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.
A ação policial mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO’s) de Segurança Pública de 16 estados. As informações são do portal G1.
Ao todo, serão cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão nas seguintes regiões: Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
O efeito Master em Flávio e Lula
Vítima de uma operação da Polícia Federal na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) arrastou o pré-candidato ao Planalto da direita, Flávio Bolsonaro, para o furacão do escândalo Banco Master. O que se diz em Brasília é quanto mais essa podridão atingir congressistas e governadores do Centrão, mais difíceis serão as explicações que Flávio Bolsonaro terá de dar.
Por outro lado, quanto mais os holofotes iluminarem ministros do STF, pior para o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Tem muito político graúdo dormindo sob efeito de tranquilizantes em razão de uma nova operação da Federal prevista para o final desta semana, entre quinta e sexta-feira.
Leia maisA proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro deve trazer o nome do investidor Nelson Tanure. A possível citação a Tanure, segundo o jornal O Globo trouxe ontem, reforça uma tese que ganha força na PF, a de que Vorcaro terceirizava parte da sua rede de contatos políticos.
De acordo com o jornal, Vorcaro intermediava eventuais acordos entre empresários e políticos, usando o Master para quitar o pagamento de propinas e evitando o contato direto entre as duas partes.
A operação da Polícia Federal na semana passada sobre o mensalão do banqueiro Daniel Vorcaro para o senador Ciro Nogueira sugere que, depois de meses esquadrinhando o STF, as investigações vão andar com mais velocidade no Congresso nas próximas semanas.
A maior surpresa na operação contra Ciro Nogueira é que ela não gerou surpresa alguma. Há anos se sabe da relação íntima entre os dois, com Vorcaro dizendo à namorada que Ciro era “um amigo de vida”. Pelo que a Federal apurou, o senador recebia um mensalão que variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do pagamento de viagens e faturas de cartão de crédito.
A Polícia Federal afirma que uma empresa ligada ao núcleo familiar de Ciro comprou por R$ 1 milhão uma participação societária que valia R$ 13 milhões de uma companhia controlada pelo Banco Master, uma vantagem explicada no inquérito por corrupção.
Presidente do PP e vice-presidente da Federação União-Progressista, a maior do Congresso com 111 deputados e 14 senadores, Nogueira é um dos rostos do bolsonarismo. Tempos atrás, se quisesse, podia impor seu nome como candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro. Agora, virou a primeira peça de dominó a cair no Congresso.
Vai se livrar? – A estratégia de Flávio de livrar de Ciro Nogueira parece impossível. O senador era a “alma” do governo Jair Bolsonaro, na definição do próprio ex-presidente, e o sucesso da aliança da direita depende de um acordo com o PP. Se abandonar Ciro à própria sorte e não tiver o apoio do PP e do União Brasil, Flávio Bolsonaro terá menos tempo de propaganda em rádio e TV do que Lula. Sem contar a desconfiança que a ingratidão vai gerar em outros políticos que temem virar os próximos alvos da PF.

Fachin na pressão – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve receber parlamentares nos próximos dias para discutir a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre integrantes da Corte, a avaliação é que Fachin acompanha com atenção a reação política à decisão de Alexandre de Moraes de suspender a norma. Um ministro do STF afirmou que a decisão de Moraes de suspender temporariamente a aplicação da nova lei nas execuções penais do 8 de janeiro segue uma lógica processual comum diante da judicialização do tema.
Na contramão do seu partido – Da governadora Raquel Lyra (PSD) em entrevista, ontem, ao DP: “Eu sou a favor em se reduzir a jornada de trabalho. Você permitir que uma mãe ou um pai de família possar estar em casa mais um dia, isso não tem discussão. Permitir dois dias de descanso por semana que, às vezes, nem é descanso”. Diferente da visão contrária à proposta apregoada por lideranças políticas do seu próprio partido (como o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite), Raquel enxerga a pauta como uma “bandeira importante” e acredita ser “muito difícil isso não ser aprovado no Congresso”.
Custo Brasil – Sobre as preocupações no âmbito empresarial, a governadora entende que são legítimas e precisam ser discutidas. “Como é que se paga a conta? O setor produtivo, o segmento empregador está colocando a necessidade de reduzir o Custo Brasil, para que possa haver contratação sem haver aumento dos produtos”, avaliou.

Danilo volta ao Governo Lula – Com a nomeação para a Secretaria executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o ex-deputado federal Danilo Cabral adiou seu projeto de tentar voltar ao Congresso Nacional. Para deputado federal vai apoiar o ex-prefeito de Carnaíba e aliado histórico Anchieta Patriota (PSB). Danilo assume mais um desafio no executivo federal por indicação do presidente nacional do PSB, João Campos, ao presidente Lula (PT), em reconhecimento à trajetória política e técnica do ex-parlamentar, que teve passagens de destaque pela Câmara dos Deputados, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e secretarias estaduais estratégicas nas gestões do partido à frente do Governo de Pernambuco.
CURTAS
CRIME ORGANIZADO 1 – Com a promessa de fortalecimento das ações de combate às organizações criminosas, o presidente Lula anuncia hoje, em Brasília, um novo programa de segurança pública, com investimento superior a R$ 11 bilhões Brasil Contra o Crime Organizado” será estruturado em quatro eixos estratégicos.
CRIME ORGANIZADO 2 – O primeiro diz respeito à asfixia financeira das organizações criminosas, a partir do reforço de investigações e operações integradas conduzidas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) estaduais.
CRIME ORGANIZADO 3 – O segundo eixo será de fortalecimento da segurança no sistema prisional, com o objetivo de evitar a comunicação de líderes de facções presos com integrantes que estão nas ruas. Está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal.
Perguntar não ofende: Lula vai dobrar o crime organizado com o novo programa a ser lançado hoje?
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A 5ª Vara Cível de Brasília condenou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a pagar R$ 20.000 de indenização por danos morais ao Diretório Nacional do PT. A decisão, em 1ª instância, foi proferida hoje. As informações são do portal Poder360.
O processo foi motivado por declarações de Valdemar em setembro de 2025, no evento Rocas Festival. Na ocasião, o dirigente afirmou que os atos extremistas de 8 de Janeiro tinham sido organizados pelo PT. Na sentença, o juiz Wagner Pessoa Vieira afirma que a fala de Costa Neto está “dissociada da realidade fática” e “caracteriza abuso do direito de liberdade de expressão”.
Segundo o magistrado, as alegações “extrapolam a crítica político-ideológica e ingressam na seara da imputação de conduta criminosa específica”. O valor da condenação será acrescido de juros de mora e correção monetária pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Cabe recurso da decisão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, hoje, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi depois condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, disse a PGR. As informações são do portal G1.
Leia maisPara a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. “Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”.
No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).
Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência. Agora, a Procuradoria apresentou a chamada alegações finais e defendeu a condenação. Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu prazo de 15 dias para que a defesa, a cargo da DPU, entregue sua última manifestação no processo.
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O senador Fernando Dueire (PSD) esteve no município de Paulista, hoje, onde participou de uma agenda institucional ao lado do prefeito Severino Ramos, vereadores e integrantes da gestão municipal. Durante a visita, Dueire se reuniu com secretários municipais e parlamentares da Câmara de Vereadores do Paulista. O encontro teve como foco o diálogo sobre pautas administrativas e demandas do município.
Conhecido nos bastidores políticos como “senador dos municípios”, Dueire mantém atuação voltada à articulação institucional com cidades pernambucanas e tem ampliado agendas no interior e na Região Metropolitana do Recife. A agenda em Paulista foi articulada pelo presidente da Câmara Municipal, Eudes Farias, em conjunto com o vereador Vinícius Campos.
O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual Janjão (PSD) segue intensificando sua agenda de pré-campanha em diversas regiões do estado. No último final de semana, Janjão passou por municípios do Agreste e concentrou compromissos políticos na Região Metropolitana do Recife (RMR), ampliando apoios e fortalecendo articulações.
No domingo (10), o pré-candidato esteve mais uma vez na comunidade da Charneca, no município do Cabo de Santo Agostinho, onde foi recebido por apoiadores, lideranças comunitárias e moradores locais em um encontro marcado pela receptividade calorosa. As informações são do blog Mais Casinhas. “Temos uma história de trabalho, com muita seriedade e compromisso, que transformou e assegurou qualidade de vida às famílias de Bom Jardim, e é baseado nisso que vamos nos apresentar em cada cantinho de Pernambuco”, destacou Janjão durante conversa com moradores.
Após a agenda no Cabo, Janjão seguiu para São Lourenço da Mata, onde participou de um encontro em homenagem ao Dia das Mães, reunindo lideranças e moradores da cidade em um momento festivo e de diálogo político. Encerrando a agenda do domingo, o pré-candidato esteve na comunidade do Coque, em Joana Bezerra, no Recife, participando de mais uma celebração alusiva ao Dia das Mães.
O ex-prefeito Elias Gomes e o ex-deputado federal Betinho Gomes declararam apoio, hoje, a João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco. O grupo, que tem trajetória política em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho, aumenta a presença da Frente Popular em municípios estratégicos da Região Metropolitana do Recife. Betinho Gomes também confirmou que se lançará candidato à Câmara dos Deputados pelo Republicanos.
“A gente agradece mais essa adesão importante ao projeto da Frente Popular, que é um projeto coletivo, construído por gente que está disposta a somar. Pernambuco precisa voltar a ter um governo próximo das pessoas, que dialogue, cuide e faça entregas de verdade para melhorar a vida da população”, afirmou João Campos.
Leia maisElias Gomes destacou que a decisão foi construída a partir da avaliação do cenário político estadual e da necessidade de fortalecer um projeto de desenvolvimento para Pernambuco. “João representa uma nova geração política, com capacidade de diálogo, trabalho e compromisso com o povo pernambucano. Estamos chegando para contribuir com esse movimento”, disse.
Já Betinho Gomes afirmou que a aliança amplia a construção de uma frente política plural para 2026. “Nosso objetivo é ajudar Pernambuco a reencontrar um caminho de crescimento, com responsabilidade, planejamento e atenção às demandas reais da população. E João Campos representa esse caminho para o nosso estado”, declarou o pré-candidato a deputado federal.
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O Banco do Nordeste (BNB) realizou, hoje, mais um desembolso para a conclusão das obras da Ferrovia TransNordestina. O valor disponibilizado é de R$ 41,2 milhões e corresponde à terceira liberação dos recursos para esse financiamento, este ano. Ao todo, o Banco do Nordeste já destinou, em 2026, mais de R$ 300 milhões. Até o final do ano, cerca de R$ 1 bilhão ainda deve ser desembolsado à medida em que as obras avançam. No ano passado, houve liberação de R$ 1,7 bilhão.
Os valores são do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e financiam o segmento ligando Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário de Pecém, no Ceará. Com 1.209 km de extensão, a linha percorre 53 municípios. A Transnordestina Logística S/A (TLSA) é a concessionária responsável pelo trecho.
Leia maisOs recursos que estão sendo liberados compõem o aditivo no valor de R$ 3,6 bilhões ao financiamento das obras de implantação da Transnordestina, anunciado no final de 2024 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
“Estamos trabalhando juntos para a conclusão dessa ferrovia, que é fundamental para o desenvolvimento do Nordeste, pois representa um avanço importante para a infraestrutura regional e já está atraindo importantes investimentos, a exemplo de empresas de logística, frigoríficos e prestadores de serviço”, afirmou o diretor Financeiro e de Crédito do BNB, Wanger de Alencar.
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O ex-prefeito de Camaragibe e pré-candidato a deputado federal, Jorge Alexandre, declarou apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. A aliança foi firmada hoje, durante reunião política no Recife. Mesmo filiado ao Podemos, partido da base da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-gestor municipal avaliou que o projeto da Frente Popular representa uma proposta alinhada à renovação política e à construção de um estado que segue em frente.
João Campos celebrou o apoio de Jorge Alexandre, que demarca o palanque da Frente Popular em Camaragibe junto com outros grupos de oposição na cidade e com nomes que têm atuação histórica na região. O encontro político também contou com a participação do prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca (PSB), e do vice, Lucca Labanca (PSB).
“Junto aos amigos de São Lourenço da Mata, o prefeito Vinicius Labanca e o vice-prefeito Lucca Labanca, recebemos o apoio do ex-prefeito de Camaragibe, Jorge Alexandre. Jorge é um quadro experiente, testado e pronto para fazer mais. Sem dúvida, um pré-candidato de peso a deputado federal. Camaragibe precisa dele, e é muito bom contar com esse apoio”, disse João.
Na última sexta-feira, a Câmara Municipal de Garanhuns realizou uma audiência pública com o intuito de ouvir a população sobre os serviços da Compesa. Embora houvesse um entendimento firmado entre a Câmara e a Companhia de Saneamento para a realização do evento na data solicitada pela própria empresa, nenhum representante compareceu, gerando estranheza e indignação entre os presentes.
A população exige saber quando será regularizado o abastecimento de água em Garanhuns, Por que as obras de ampliação do sistema não foram retomadas, Qual a razão para a Compesa não cumprir a lei municipal que determina a instalação de bloqueadores de ar nos hidrômetros e por que não respeita o prazo legal de 72 horas para o fechamento de buracos e valas abertas? Esses são questionamentos legítimos que permanecem sem resposta.
“Buscaremos todos os meios legais para que a Compesa não continue a prejudicar nosso povo”, declarou o presidente da Câmara, vereador Johny Albino. Durante a audiência, o promotor de Justiça, Domingos Sávio, agendou uma reunião no Ministério Público para o dia 28 de maio. Nessa ocasião, representantes da Prefeitura, da Compesa, do Governo do Estado, da Arpe e da Câmara Municipal serão convocados para buscarem soluções concretas para esta situação.

