O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, hoje, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre o combate ao crime organizado na região. A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada, nesta manhã, e contou com a presença do embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência. O Planalto ainda não divulgou uma nota oficial sobre o telefonema.
Lula tem intensificado a agenda diplomática com países da América Latina em meio a articulações do governo brasileiro para evitar que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
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Segundo fontes do governo, Lula está muito preocupado com a questão, e tem conversado com líderes de outros países que também passaram por casos semelhantes. Ou seja, que tiveram organizações criminosas classificadas como organizações terroristas estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).
Hoje, Lula conversou com o colombiano Gustavo Petro. Na última segunda-feira (9), conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O México enfrenta há anos uma crise ligada à atuação de poderosos cartéis do narcotráfico.
Em ligação com Marco Rubio, no domingo (8), o chanceler Mauro Vieira tentou barrar a classificação de facções como Organizações Terroristas Estrangeiras. O pedido é que os EUA esperem o encontro entre Trump e Lula para avançarem com o tema.
O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo. Mas, ganhou novas nuances após o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro deste ano.
Conforme a legislação norte-americana, o governo dos Estados Unidos possui mecanismos legais e políticas ativas que permitem intervenção, incluindo o uso de força militar e operações unilaterais, contra organizações designadas como terroristas estrangeiras.
O chanceler pediu que Rubio aguarde o encontro já que o governo brasileiro quer mostrar, na reunião, como tem atuado no combate ao crime organizado no país.
Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Donald Trump. A ideia inicial era que o encontro ocorresse neste mês de março, mas diante da dificuldade de agendas, uma data ainda não foi acertada.
Nos EUA, o conceito de organização terrorista é mais genérico, e o presidente tem mais poder para aplicar esta definição. Um dos critérios é “representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA”.
Trump se aproveitou disso para declarar como organizações terroristas, por exemplo, o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua e seis cartéis mexicanos.
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