Em meio ao embate, Flávio Bolsonaro (PL) pediu para ficar perto de Lula (PT). O presidente se afastou e disse que quer distância da família Bolsonaro e de “miliciano”, ouvindo algumas palmas da plateia.
Em meio ao embate, Flávio Bolsonaro (PL) pediu para ficar perto de Lula (PT). O presidente se afastou e disse que quer distância da família Bolsonaro e de “miliciano”, ouvindo algumas palmas da plateia.
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversários no segundo turno das eleições, trocaram acusações de corrupção, fizeram perguntas que deixaram o outro sem resposta, provocaram e envolveram familiares no primeiro debate entre os dois, na Band, na noite de hoje.
No primeiro bloco do encontro, Flávio explorou o caso que envolve a lobista Roberta Luchsinger, investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. As informações são da Folha de São Paulo.
Leia maisOntem, em entrevista à CNN Brasil, ela disse que pretende firmar um acordo de delação premiada e que não poupará Lula, sem apresentar detalhes ou evidências sobre o que teria a revelar.
Flávio perguntou a Lula se ele conhecia Roberta. O presidente respondeu que a Polícia Federal cuidará dela e voltou a afirmar que qualquer um, mesmo seu filho, será investigado em seu governo.
“Não sou um pai que protege o filho, como você foi protegido pelo seu pai […] Não escondo nem mando ministro embora porque não quis trocar diretor da Polícia Federal”, afirmou Lula, lembrando da saída do ex-juiz Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro.
Moro, que condenou Lula na Operação Lava Jato, foi levado ao debate por Flávio. Quando anunciou sua demissão do governo Bolsonaro, em abril de 2020, o ex-ministro criticou a insistência do ex-presidente para trocar o comando da PF.
Flávio também perguntou ao petista por que seu filho vive na Espanha —Lula não respondeu e rebateu afirmando que o irmão do senador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, vive nos Estados Unidos “tramando contra o Brasil”.
O presidente, por sua vez, foi ao ataque com o caso Master, questionando diversas vezes sobre o destino de R$ 134 milhões que Daniel Vorcaro teria pago ao filme “Dark Horse”, uma ode à história de Jair Bolsonaro. “O que fez com o dinheiro? Foi para ajudar seu irmãozinho a trair o Brasil?”, perguntou Lula.
Flávio voltou a se esquivar, como vem fazendo ao longo da campanha, e não esclareceu o destino do dinheiro. Segundo o site The Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões foram enviados para um fundo controlado pelo advogado Paulo Calixto, ligado a Eduardo.
“Você vai aplaudir o filme do presidente Bolsonaro, que você vai amar”, disse o senador.
Em meio a essa troca de provocações, Flávio pediu que Lula ficasse mais perto, reeditando uma cena do debate da Globo que o petista travou com Jair Bolsonaro, em 2022. O petista respondeu que não queria ficar próximo ao senador. “Quero distância de miliciano”, disse.
Em outro momento do primeiro bloco, o candidato do PL afirmou que a criminalidade explodiu no Brasil e perguntou por que 73% dos presidiários votaram no petista. Lula respondeu: “Eu quero 100%, até do seu pai”.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por ter liderado um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar.
No final do primeiro bloco, a Band concedeu um direito de resposta de um minuto a Flávio, sem indicar o motivo. Antes, Lula chamou o rival de “malandro carioca”. O senador usou o tempo para tratar de violência e segurança pública e acenar a eleitores mais pobres e a mulheres.
Lula derrapou no começo do debate, quando caminhou em direção à câmera errada e não controlou bem seu tempo. Nos minutos seguintes, porém, conseguiu se recuperar e encurralar Flávio em alguns momentos.
Ele perguntou duas vezes se o senador apresentará alguma proposta para alterar a lei que promulgou o fim da escala 6×1. Como noticiou a coluna Painel, Flávio garantiu a aliados que irá rever pontos da proposta.
Da primeira, o candidato do PL tergiversou. Da segunda, negou. “Ele só faz ‘fake news’ o tempo inteiro. […] Eu vou fazer com que você prospere de verdade. A gente vai falar no próximo bloco sobre prosperidade e não sobre o legado que ele está deixando, que é só de miséria, de endividamento, um monte de recorde negativo”, disse Flávio.
Lula afirmou que o filho de Bolsonaro treinou e “melhorou muito para mentir”. “Toda vez que ele falar, olhe nos olhos desse homem, porque qualquer pessoa aprende desde pequeno que a mentira está nos olhos e não na palavra.”
Esse foi o primeiro debate televisivo do qual participaram Flávio e Lula nestas eleições. O esvaziamento dos encontros pelos dois principais adversários neste pleito levou ao cancelamento de dois dos quatro debates previstos para o primeiro turno.
Para o senador, a ausência do presidente inviabilizava confrontos diretos, enquanto para o mandatário, a ida aos programas com a presença de outros candidatos configuraria disputa desleal por possíveis ataques de vários lados.
O filho de Jair Bolsonaro chegou a dizer na terça-feira (13) que não compareceria ao debate. No dia seguinte, depois que a emissora confirmou, via assessoria de imprensa, que o programa estaria mantido e que o púlpito de Flávio ficaria vazio, ele voltou atrás e afirmou que participaria.
Oficialmente, o senador afirmou nas redes que sua declaração foi uma “armadilha” para fazer Lula confirmar presença. “Bastou falar que não ia no debate da Band para você no minuto seguinte falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse.”
No segundo bloco, com perguntas dos mediadores, o principal tema foi a saúde. Flávio começou se solidarizando com o povo do Rio de Janeiro após Lula acusá-lo de “carioca malandro”
O senador depois disse que chamou o médico Claudio Lottenberg, que foi presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde e que “SUS vai ser padrão Einstein”.
O petista lembrou das mortes da pandemia da Covid-19. Citou que boa parte delas poderia ter sido evitada e que o governo de Jair Bolsonaro não acreditava na ciência. Ao fim, questionou, em menção à fala do adversário, se Flávio não estaria querendo privatizar o SUS.
Depois desse momento houve um princípio de confusão. Flávio aparecia atrás de Lula, estratégia que o senador adotou durante o debate, quando o petista afirmou que, se o oponente estivesse zombando dele, pediria direito de resposta.
O senador tentou questioná-lo e recebeu um aviso da mediadora de que não poderia falar naquele momento. Houve pedido de resposta por parte do candidato do PL, que foi indeferido pela organização do debate.
O marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, reclamou muito nos intervalos sobre a atitude de Flávio Bolsonaro de se colocar atrás do petista, balançando a cabeça e fazendo sinal negativo. Ele reclamou com os apresentadores, dizendo que isso não está nas regras do debate.
Após a confusão, Flávio indagou Lula sobre o tema da “saidinha” e disse que o petista defende mais o direito dos bandidos do que o das vítimas. O atual presidente rebateu afirmando que o senador pretende dar um indulto para o pai e liberar outros de tabela.
O filho do ex-presidente Bolsonaro também aproveitou para dizer que votou a favor do fim da escala 6×1 e vincular essa atitude à ideia de segurança. Afirmou que hoje o cidadão vai para a praia e que a mulher pega ônibus com medo. “Não quero que seu dia de folga seja um dia de pesadelo.”
Já o petista afirmou que Flávio conhece o trabalho por literatura, porque nunca trabalhou.
O tema da soberania nacional, um dos eixos da campanha de Lula, apareceu somente ao fim do debate. O petista perguntou se Flávio entregaria as terras raras ao americano, e o filho de Bolsonaro acusou o presidente de não ter ido aos Estados Unidos para tratar das tarifas adicionais contra as mercadorias brasileiras.
O senador disse ainda que o petista teria ido ao país para “defender” as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho.
Na realidade, Lula enviou diplomatas para tratar das negociações envolvendo o chamado “tarifaço” em 2025 e em 2026. Em relação às facções criminosas, Lula foi aos EUA e entregou ao presidente americano Donald Trump um documento contrário à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
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O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a defender mudanças na Constituição para, segundo ele, endurecer o combate à criminalidade. Ao questionar Lula sobre segurança pública, o senador afirmou que pretende reduzir a maioridade penal e implementar a lei antifacção. Também defendeu a aprovação de um projeto de castração química de estupradores e acusou a bancada do PT de votar em favor do que chamou de “direito dos bandidos”.
O candidato prometeu ampliar o uso da tecnologia na segurança pública por meio do Smart Brasil, programa inspirado no Smart Sampa, de São Paulo. A proposta prevê a instalação de mais de mil câmeras, em parceria com estados e municípios, conectadas para auxiliar na identificação de suspeitos e no combate ao crime organizado.
Flávio também prometeu colocar em funcionamento o Cadastro Nacional de Pedófilos e afirmou que, em seu eventual governo, criminosos terão medo de circular pelas ruas. Ao cobrar de Lula uma postura mais rigorosa na área, questionou por que o presidente não priorizaria a população em vez dos criminosos.
Durante o debate na Band, o presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), continuou falando da relação de Flavio (PL) e da Família Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Seu irmão está lá instigando golpe contra Brasil, enquanto nós estamos trabalhando para Brasil ser país mais qualificado para atrair investimentos”, afirmou.
Lula então fez uma proposta a Flavio: “Você fala muito sobre corrupção, vamos amanhã abrir nossa conta bancária e sigilo telefônico para o Brasil saber quem é ladrão?” Lula diz que topa abrir o sigilo de toda sua família. Flávio Bolsonaro não aceitou a proposta.
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula faleceu, hoje, aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia cerca de um ano. A doença foi a causa da morte.
Conhecido por unir o samba a sonoridades românticas, Benito desenvolveu uma linguagem musical própria e conquistou espaço entre os grandes nomes da música popular brasileira. Ao piano, acompanhado de sua voz característica, construiu uma carreira marcada por canções que permaneceram no repertório popular por décadas.
Sua obra alcançou diferentes gerações e ajudou a ampliar as possibilidades de aproximação entre o samba e outros gêneros da música brasileira. A maneira de interpretar e a presença do piano se tornaram marcas de sua identidade artística. Os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda serão divulgados.
Ainda debatendo o tema da Saúde pública, o presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), perguntou ao senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro: “Vocês não gostam do SUS?”. Flávio respondeu reconhecendo que Bolsonaro não teve a melhor gestão na saúde. Na tréplica, Lula lembra do programa Mais Médicos e diz que o bolsonarismo destruiu a saúde no Rio de Janeiro. “Rapaz, você tem que tratar a saúde com respeito”, disse o presidente.
Flávio então muda de assunto, e começa a falar que vai criar o Ministério da Prosperidade e apresenta seu plano para o endividamento. “Vamos comprar dívidas dos bancos por valor menor”, diz ele, acrescentando que, uma vez eleito, a taxa de juros vai começar a cair rápido, dívidas serão congeladas por 6 meses para pessoas físicas e um ano para pessoa jurídica.
“Com esse dinheiro você vai poder ir no mercado, e você que é pessoa jurídica, vai ter gente para comprar no seu mercado e você vai ter dinheiro para repor estoque”, concluiu.
Durante o debate da Band, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que votou a favor do fim da escala 6×1 no Senado após ouvir a população. Até então, o senador fazia críticas à proposta e dizia que ela era “oportunista”, por ter sido apresentada às vésperas das eleições.
Flávio Bolsonaro defende uma “jornada flexível”, na qual, segundo ele, empregador e empregado chegariam a um consenso sobre as condições de trabalho. Durante o debate, ele afirmou que, nos dias de folga, as pessoas têm medo de ser assaltadas e que as mulheres temem sofrer violência sexual. Por isso, quer dar segurança, além de um dia de folga. “Não quero que seu dia de folga seja um dia de pesadelo”, disse.
Em sua resposta à jornalista Adriana Araujo, sobre a ampliação do SUS, Lula (PT) diz que Flávio (PL) não entende de saúde e nunca usou rede pública. “Eles tiveram experiência de quatro anos e foi o maior desastre do país”, disse Lula, citando as mais de 700 mil mortes durante a pandemia.
Citando proposta de Flávio de “colocar o Einstein no SUS”, Lula questiona se Flávio pretende privatizar o SUS. “Se você tiver que escolher, escolha quem conhece saúde pública”, afirmou o petista.
Ele reconheceu não ter feito tudo que podia, mas disse ter certeza de que fez muito pelo SUS. Durante a resposta de Lula, Flávio pediu um direito de resposta, que foi negado.
A jornalista Adriana Araújo perguntou aos dois candidatos como ampliar o atendimento do SUS e de onde viria o dinheiro. No questionamento, ela citou a fila do SUS e o atual orçamento já bastante grande do sistema público.
Em sua resposta, Flávio disse que convidou Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo e que o SUS vai ter “padrão Einstein”.
O senador disse que tem o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia e agilizar o atendimento. Entre as propostas, citou a expansão da telemedicina, a criação de um prontuário eletrônico único para integrar informações das redes municipal, estadual, federal e privada e um sistema para ajudar os pacientes a encontrar unidades com atendimento mais rápido. “Vou trabalhar usando tecnologia e inteligência artificial”, disse.
No segundo bloco do debate, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações, mas deixaram perguntas um do outro sem resposta direta. Lula questionou Flávio sobre o destino dos recursos pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro e cobrou explicações sobre a proposta de retirar a identificação de projéteis balísticos.
“Ele se preparou para não responder nenhuma pergunta”, disse Lula. Flávio rebateu: “Por que são mentiras”. Flávio, por sua vez, insistiu em perguntas sobre Lulinha, filho do presidente, e a relação de Lula com a empresária Roberta Luchsinger. Questões sobre economia também ficaram sem respostas diretas.
O bloco foi marcado por cobranças e acusações mútuas, sem que os candidatos respondessem objetivamente a diversos questionamentos. As informações são da BBC News.
No embate com Lula (PT), que pergunta sobre as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro, o candidato do PL mostra que tem escrito na mão a palavra “corrupto”, em referência ao presidente. Antes, Flávio mencionou que Sergio Moro, governador eleito do Paraná e responsável pela prisão de Lula (depois revertida), estava na plateia.
No primeiro embate direto, Lula (PT) pergunta para Flávio Bolsonaro (PL) sobre licença maternidade para mulheres, mas resposta do candidato já foi perguntando sobre Roberta Luchisinger, lobista amiga de Fabio Lula da Silva, o Lulinha, que é investigada em inquéritos relacionados ao escândalo de desvios do INSS.
Lula respondeu citando que Flavio Bolsonaro, de acordo com notícias da imprensa, divide escritório em Brasília com o Careca do INSS, um dos pivôs do escândalo que desviava dinheiro com descontos não autorizados do INSS.
No início do debate da Band, a jornalista Adriana Araújo perguntou aos dois candidatos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sobre segurança pública. Ela menciona que os assassinatos e roubos estão em queda no país, mas que o brasileiro convive cada vez mais com as facções criminosas.
Adriana perguntou a Flávio Bolsonaro e Lula quais são as propostas para conter o avanço do crime organizado e qual o papel da proposta de redução da maioridade penal para a segurança do país.
Em primeira resposta, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a classificação de PCC e CV como organizações terroristas, seguindo definição do aliado de Washington Donald Trump. Em sua resposta, Lula (PT) buscou demonstrar tranquilidade e listou ações de sua gestão, além de falar da PEC da Segurança.
