O presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), divulgou uma nota de repúdio na manhã deste sábado (10) após, de acordo com ele, assessores da primeira-dama do município, Nerianny Cavalcanti, soltarem fogos em frente à sua residência. Embora não tenha sido eleito deputado federal, Pacheco recebeu 7.240 votos em Arcoverde (19,50% dos votos válidos), enquanto Marcelo Gouveia (Podemos), candidato apoiado pelo prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos), obteve 6.549 votos (17,64% dos votos válidos). Os dois ficaram, respectivamente, em primeiro e segundo lugar na votação para deputado federal na cidade.
O vereador também criticou a soltura de fogos nas proximidades de um Centro de Autismo. “Mais grave ainda é que esse tipo de atitude não afeta apenas adversários políticos. A soltura de fogos perturba o sossego de idosos, crianças, pessoas autistas e animais. Inclusive, foram soltos fogos em frente ao Centro de Autismo, demonstrando falta de sensibilidade e respeito por quem precisa de acolhimento e tranquilidade”, disse Luciano, em suas redes sociais.
Leia nota na íntegra:
Leia mais“NOTA DE REPÚDIO
Venho a público repudiar a atitude dos assessores da senhora Nerianny Cavalcanti, que foram até a porta da minha residência perturbar meu sossego, fazendo provocações e soltando uma girândola.
A pergunta que fica é: comemorar exatamente o quê? A votação do candidato apoiado pelo prefeito, que não conseguiu superar a força das urnas?
Mais grave ainda é que esse tipo de atitude não afeta apenas adversários políticos. A soltura de fogos perturba o sossego de idosos, crianças, pessoas autistas e animais. Inclusive, foram soltos fogos em frente ao Centro de Autismo, demonstrando falta de sensibilidade e respeito por quem precisa de acolhimento e tranquilidade.
Os envolvidos ocupam cargos comissionados na gestão do prefeito Zeca e integram a Secretaria de Turismo, Eventos e Esportes, comandada pela primeira-dama Nerianny Cavalcanti. Fica, portanto, o questionamento: agiram por iniciativa própria ou a mando dos seus patrões? A população merece esclarecimentos.
A política deve ser feita com responsabilidade e respeito, não com provocações e constrangimentos pessoais. Minha casa não é palanque, e os espaços de cuidado não devem ser desrespeitados por disputas políticas.
A democracia se exerce nas urnas, não na porta da casa de ninguém. Comemorar uma vitória ou um resultado político não dá a ninguém o direito de perturbar o sossego e desrespeitar a população.”
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