A capital do Sertão sai na frente e se destaca mais uma vez nacionalmente. A cidade foi a única do Nordeste e a 5ª no Brasil, na categoria de 100 a 500 mil habitantes, a receber o prêmio ‘Anciti Awards 2022’. A iniciativa reconheceu os municípios que possuem o melhor desempenho na gestão da área de Tecnologia da Informação.
A premiação é concedida pela Associação Nacional das Cidades Inteligentes, Tecnológicas e Inovadoras (Anciti) e ocorreu na última semana, durante o Smart Gov Brasil, em São Paulo (SP). O evento teve a participação de representantes de mais de 100 municípios que disputaram o prêmio com seus diferenciais inovadores e tecnológicos.
Para conquistar o reconhecimento nacional, Petrolina tem desenvolvido várias ações de caráter inovador e com uso de tecnologias pioneiras na gestão pública, como os semáforos inteligentes, iluminação pública inteligente, câmeras de alta definição e softwares de inteligência artificial para reconhecimento facial e de placas de veículos. Outra medida adotada foi a criação de um Centro de Comando e Controle de Operações (CCO) para gestão de todas as tecnologias.
De acordo com o prefeito, esse prêmio vem reafirmar que Petrolina é uma grande vitrine de demonstração e avaliação de soluções tecnológicas para “cidades inteligentes” no país. Além disso, mostra o foco da gestão municipal na melhoria da qualidade da prestação do serviço ao cidadão.
“Hoje contamos com diversas tecnologias voltadas à mobilidade urbana. A importância disso é, sobretudo, a melhoria de vida dos cidadãos. Essas tecnologias reduzem custos, operação e manutenção, além de facilitar o atendimento às demandas sociais e econômicas”, pontuou o prefeito Simão, que foi representado no evento em São Paulo pelo secretário de Inovação, Clériston Ramos.
Atribui-se ao atacante Claudiomiro, que foi ídolo do Internacional, a frase que entrou para o folclore do futebol. Ao explicar como teria feito um gol, Claudiomiro assim explicou: “Fiz que fui, não fui, acabei fondo”. Na sua mirabolante fuga para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado nas eleições presidenciais, imitou Claudiomiro: fez que foi, não foi, acabou “fondo”.
Numa tática de despiste, deixou vazar a informação de que já estaria nos Estados Unidos na terça-feira (27). Na verdade, embarcou somente na manhã desta quarta, a partir de Puerto Iguazu, na Argentina. Dos EUA, Flávio Bolsonaro pretende imprimir uma liderança de oposição no estilo da que fez Juan Guaidó na Venezuela: denunciar que o Brasil não é uma democracia, mas uma “ditadura de toga” comandada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Nessa linha, Flávio Bolsonaro dirá que é um “perseguido político”. Fica a dúvida: essa estratégia funcionará? O primeiro ponto é que ela precisará, para ser bem-sucedida, do apoio do partido de Flávio, o PL. E, como mostrou Tales Faria na sua coluna de terça no Correio da Manhã, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já está em outra rota. Na verdade, a candidatura de Flávio nunca foi o foco principal de Valdemar. Sua preocupação sempre foi mais com eleger a maior bancada de deputados.
Só entrou quando Michelle rachou
Nós contamos aqui no Correio Político em julho. Valdemar tinha delegado o comando da campanha de Flávio ao seu coordenador, Rogério Marinho. E iria cuidar somente do seu plano de eleger pelo menos cem deputados para continuar recebendo as maiores fatias dos fundos partidário e eleitoral. Valdemar só voltou para interferir quando Michelle Bolsonaro gravou o seu famoso vídeo acusando seu enteado. Naquele momento, a campanha correu seríssimo risco de rachar completamente.
Voltou da Copa para uma ordem unida
O episódio do vídeo poderia comprometer não apenas a campanha de Flávio, mas também a dos parlamentares. Mesmo a de Michelle para o Senado. Na ocasião, Valdemar estava tão alheio que tirava férias nos Estados Unidos, para assistir aos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Recebeu o vídeo de Michelle dentro do estádio onde o Brasil jogava contra a Escócia em Miami. Tomou no dia seguinte um avião.
Resolveu, saiu
Quando, de certa forma, Michelle reconciliou-se com Flávio e o problema foi contornado, Valdemar de novo afastou-se da campanha presidencial e foi cuidar de eleger seus mais de cem deputados, para ter fundo eleitoral e partidário. Elegeu 121. Valdemar conquistou seu objetivo, Flávio, não. Ele não estava com Flávio no domingo.
Não estava
Valdemar não estava na casa do advogado Vicente Santini, de onde Flávio Bolsonaro acompanhou a apuração dos votos do segundo turno da eleição presidencial. Ele não aparece nas fotos no momento em que Flávio afirmou que não reconheceria o resultado da eleição e pediria anulação do segundo turno, ideia abandonada depois.
Reconheceu
No dia seguinte, Valdemar reconheceu o resultado das eleições, embora, no seu comunicado, tenha dito que eram necessários esclarecimentos sobre “medidas eleitoreiras”. Daí, porém, a endossar a ideia seguinte, de pedir a cassação da chapa Lula/Alckmin, vai uma grande diferença. Valdemar é escaldado com 2022. Escapou por um triz.
Voto Legal
Valdemar contratou o Instituto Voto Legal para fazer o parecer que embasou a ação do PL que contestava as eleições, alegando fraude nas urnas eletrônicas. O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha, o contratado, acabou condenado por tentativa de golpe. Valdemar, o contratante, não. Rocha fugiu do país em dezembro do ano passado.
Trump
A versão Guaidó de Flávio depende também da adesão de Trump. Resta agora saber o quanto o presidente dos EUA embarcará. Trump chega às eleições parlamentares de meio de mandato com uma popularidade de somente 32%. Corre risco real de perder a maioria, especialmente na Câmara, que se renova por inteiro.
O jornalista Francisco José receberá o título de Cidadão Juazeirense na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, às 15h, em ato solene promovido pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará. A cerimônia será realizada no Plenário Dra. Yanny Brena, na sede do Legislativo municipal, no bairro José Geraldo da Cruz. A concessão da honraria foi aprovada pela Câmara em agosto deste ano.
Natural do Crato, Francisco José nasceu em 1944 e mudou-se ainda criança para o Recife, onde se formou em Direito e iniciou a carreira jornalística no Jornal do Commercio, em 1966, como repórter esportivo. Depois, ingressou na Globo Nordeste e construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na emissora, com atuação em coberturas nacionais e internacionais. Participou de Copas do Mundo e Olimpíadas, acompanhou a Guerra das Malvinas e percorreu os cinco continentes em reportagens sobre meio ambiente, cultura, comportamento e questões sociais. No Globo Repórter, realizou mais de 100 edições do programa e teve uma reportagem sobre o povo indígena Enawenê-Nawê entre os trabalhos finalistas do Emmy Internacional.
Francisco José também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Pernambuco e a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Em 2016, lançou o livro 40 Anos no Ar – A Jornada de um Repórter pelos Cinco Continentes. Mesmo após deixar a Globo, em 2021, segue em atividade, com produção de documentários, conteúdos audiovisuais e palestras.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Pereira, informou nesta quinta-feira (29) que o chamado “PIXMei” de até R$ 5 mil, anunciado durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, deverá ser implementado por meio de aplicativo para que o acesso seja facilitado.
O dinheiro será concedido a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução e sem cobrança de juros.
O recurso deverá ser usado na compra de máquinas, equipamentos e ferramentas profissionais, além de melhorias na estrutura do negócio, segundo a regras do programa. As informações são do g1.
Em entrevista ao programa “Bom dia, ministro”, da EBC, Paulo Pereira lembrou que, como o valor de até R$ 5 mil será disponibilizado para os microempreendedores individuais realizarem investimentos para aumentar sua capacidade produtiva, ou seja, para melhorar seus negócios, será necessário apresentar a nota fiscal da compra realizada posteriormente.
“São investimentos de até R$ 5 mil, não precisam ser de R$ 5 mil, que possam aumentar capacidade produtiva. É a primeira vez que a gente faz na história do Brasil. Brasil faz subvenção ao agro, indústria, mas ninguém tinha feito ao empreendedor. A gente está preparando em um valor específico, de 1 a 1,5 milhão de MEIs,. Se der certo, a gente pode fazer isso de maneira permanente'”, afirmou o ministro do Empreendedorismo. Paulo Pereira avaliou, na entrevista, que “nem todos os MEIs vão pedir o dinheiro”, pois “nem todos vão ter projetos de investimentos”.
“Vamos testando, vamos ter uma linha específica para empreendedoras, para os MEIs que faturam menos, os ‘nanoMEIS’. Vão ter critérios para ir construindo as políticas públicas”, acrescentou o ministro.
Ele lembrou que o PIXMei não está disponível neste ano, que ele será ofertado somente a partir de 2027, e observou que já há fraudes na internet pedindo cadastramento de microempreendedores para o acesso ao benefício.
O ministro pediu que os MEIs tenham atenção para não cair em golpes, pois as regras do programa ainda não saíram e ainda não há cadastramento ativo iniciado.
Continuo conservador, de direita, católico e contrário à esquerda. Não mudei minhas convicções. Mas isso nunca me obrigou a concordar com tudo o que fazem aqueles em quem deposito minha confiança.
Como brasileiro, acredito no capitalismo, na liberdade de empreender e numa economia que permita às pessoas viver do próprio trabalho. Defendo um Estado que entregue os serviços essenciais, cuide da segurança, respeite o contribuinte e incentive a produção. Já pagamos caro demais para receber tão pouco.
Acredito no trabalho, na dignidade e no respeito. Sei que há pessoas que precisam de ajuda, e uma sociedade decente não pode abandoná-las. Minha crítica é ao uso dessa necessidade para manter famílias dependentes do governo, como se o dinheiro público fosse uma generosidade de quem está no poder. A assistência precisa oferecer condições de saída da pobreza. Quando a dependência se torna permanente, alguma coisa está errada.
Também não se pode aumentar indefinidamente a despesa pública e esperar que ninguém pague a conta. Ela aparece no imposto, no endividamento e, quando a economia perde o equilíbrio, na inflação e na falta de emprego. Quem tem menos recursos costuma sentir primeiro.
Por isso me incomoda tanto ver a direita desperdiçar oportunidades. Precisamos marchar unidos, com capacidade de conviver com diferenças e trabalhar por um objetivo comum. Na minha avaliação, o primeiro turno deixou evidente o custo das nossas divisões. Não podemos exigir confiança do eleitor enquanto brigamos entre nós e improvisamos nas decisões mais importantes.
É nesse ponto que entra minha crítica a Flávio.
Considero intempestiva a maneira como conduziu a divulgação da carta. Era um momento para medir as palavras, conversar com os interlocutores e saber exatamente onde pretendia chegar. Em vez disso, vimos versões, correções e até a circulação de um documento com um brasão antigo da República. Para quem buscava reconhecimento internacional, foi um erro difícil de justificar.
Minha experiência em comunicação, gestão e inteligência competitiva me faz olhar para esse episódio com preocupação. Antes de uma manifestação dessa dimensão, é preciso antecipar reações e preparar os próximos passos. Uma carta não pode carregar uma pretensão tão grande e revelar tamanho descuido na execução.
Se havia questionamentos sobre o processo eleitoral a apresentar ao mundo, eles precisavam vir acompanhados de provas verificáveis e argumentos capazes de resistir ao escrutínio. A condução acabou permitindo que os erros do documento ocupassem o lugar da discussão que se pretendia abrir.
Quanto a Trump, não conheço os entendimentos de bastidores. Mas considero arriscado agir contando com um respaldo que não esteja claramente acertado. Pela leitura que faço de seu comportamento político, ele quer conduzir as iniciativas das quais participa. Uma articulação mal resolvida pode fechar justamente a porta que se pretendia abrir.
Faltaram preparo e senso político. Esperava mais de quem se propõe a exercer uma liderança dessa responsabilidade.
E faço essa cobrança porque me preocupa o futuro do Brasil. Vejo com apreensão a pressão tributária, a corrupção, a violência e o espaço conquistado pelo crime organizado. Quem tenta manter uma empresa, sustentar uma família ou simplesmente trabalhar em paz sabe o peso disso na vida cotidiana.
No comércio exterior, confiança interfere diretamente nas decisões. Ninguém compromete recursos por anos sem avaliar se os contratos serão respeitados e se as regras continuarão valendo. Quando essa confiança diminui, o investimento é adiado ou procura outro destino. O empresário brasileiro também faz essa conta.
Para quem pode, reorganizar a vida e os negócios no exterior volta a ser uma possibilidade. Não é uma decisão simples. Há família, história e patrimônio construído aqui. Tampouco vejo a Europa como resposta automática; tenho sérias reservas quanto aos rumos políticos e econômicos de parte do continente.
Quem fica, por vontade ou necessidade, precisa de condições para seguir em frente. Preocupa-me ver um Parlamento que considero excessivamente submisso e uma concentração de poder entre o Executivo e setores do Judiciário que, a meu ver, compromete o equilíbrio democrático.
Quero continuar acreditando que é possível construir uma vida no Brasil sem depender de favor político nem precisar procurar segurança em outro país. Mas essa esperança exige responsabilidade de quem pretende nos representar.
A direita precisa se unir e aprender a cobrar suas lideranças. Não vou deixar de apontar um erro porque ele veio do meu lado. Há brasileiros demais confiando em nós para que continuemos tratando despreparo como algo aceitável.
*Cientista político e social, publicitário e empresário. Especialista em marketing, gestão, comunicação pública, inteligência competitiva e comércio exterior
Em meio à recente tensão entre Brasil e Estados Unidos causada pela fuga de Flávio Bolsonaro (PL) após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto e o Itamaraty pregam cautela sobre possíveis reações contra o governo norte-americano e defendem que o tema não seja politizado.
Depois da derrota no pleito que reelegeu Lula para seu quarto mandato, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde chegou nessa quarta-feira (28/10).
A partida para outro país implica descumprimento de decisão judicial por Flávio, que havia sido impedido de deixar o Brasil após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) alertou sobre o risco de o senador fugir do país, onde é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A chegada do filho 01 de Jair Bolsonaro em território norte-americano ocorreu após a Casa Branca afirmar que o Departamento de Estado norte-americano forneceria a ele e sua família vistos para entrarem e permanecerem no país — onde também já reside o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro —, em um movimento que é interpretado como mais um aceno do governo de Donald Trump ao clã Bolsonaro.
Mesmo assim, interlocutores do Itamaraty ouvidos pelo Metrópoles, sob condição de reserva, indicam que a diplomacia brasileira não deve se envolver no assunto, ao menos neste primeiro momento. A situação, explicam, deve ser observada com cautela e sob a ótica judicial, evitando tensões com o governo norte-americano.
Fontes diplomáticas afirmam que a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA é vista como um “assunto da alçada exclusiva do Poder Judiciário”, onde o Poder Executivo e a diplomacia “não se metem, como já foi o caso de outros foragidos” da Justiça do Brasil.
Entre eles, o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e seis meses de prisão por coação no curso do processo após articular tarifas econômicas e sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras. O ex-deputado federal está nos EUA desde fevereiro do último ano, após abandonar o cargo na Câmara dos Deputados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado.
A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente.
Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado.
Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo.
O discurso público seria o da pacificação institucional.
Nos bastidores, Alcolumbre tem argumentado que o país precisa de pacificação e que é necessário construir um novo ambiente de diálogo entre os Poderes depois das eleições.
Nos bastidores, porém, integrantes do próprio PL reconhecem que a negociação também atenderia aos interesses eleitorais de Alcolumbre dentro do Senado.
O que está na mesa, portanto, é a possibilidade de um acordo político que combine a redução das tensões entre o Congresso e o Supremo com a construção de uma maioria capaz de garantir a reeleição de Alcolumbre.
Ainda não há acordo fechado. Mas a hipótese já é discutida nos bastidores e expõe como a disputa pelo comando do Senado se mistura às negociações sobre o futuro político e judicial de Bolsonaro.
Quatro dias após a surpreendente virada do presidente reeleito Lula (PT), no segundo turno contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aceitei o desafio da Câmara de Olinda, através do presidente Saulo Holanda (MDB), para uma palestra seguida de um debate sobre o resultado das eleições e o novo cenário nacional.
Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?
Tudo isso e outras ‘cositas’ vão dar o molho do debate em seguida a minha explanação, que acontece hoje, a partir das 20 horas, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Olinda, cidade libertária e revolucionária, vanguarda nas discussões nacionais.
“O País foi às ruas para garantir a democracia”, diz Saulo, adiantando que, independentemente de qualquer resultado, já tinha amadurecido a ideia da palestra-debate, que é aberta ao público em geral.
Integrei, ontem, o grupo de jornalistas que passaram suas experiências aos estudantes de Jornalismo de faculdades do Recife, João Pessoa e Caruaru no primeiro Festival Nacional de Jornalismo, promovido pela Engenho Comunicação, da jornalista Kátia Cubel, com atuação nacional, com destaques nos mercados de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Realizado no auditório da OAB, o evento foi aberto pelo prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), seguido de saudações da presidente da OAB no Estado, Ingrid Zanella, e do superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz. Cubel fez a primeira fala aos jornalistas e de forma muito feliz destacou o papel da imprensa comprometida com o bom e verdadeiro jornalismo.
A plateia formada por estudantes de jornalismo de Recife, João Pessoa e Caruaru
Leia mais
“O jornalismo é um remédio para as fake news, uma ciência de registro de fatos”, destacou. “A rede social democratizou a informação, mas o jornalismo tem ciência, e a gente precisa realçar isso para manter, para alimentar e destacar perante a sociedade a credibilidade que vem do jornalismo e não das fake news”, acrescentou.
A programação, construída em parceria com acadêmicos e professores de cursos de Jornalismo, refletiu-se no público. Muitos estudantes tiveram a oportunidade de ouvir e interagir com grandes nomes da profissão, como Breno Pires, da revista Piauí; Basília Rodrigues, do SBT News; e o experiente Francisco José, célebre repórter.
O prefeito Victor Marques abriu o evento e destacou o papel da imprensa na democracia
Participei de uma mesa sobre a temática do futuro do jornalismo em Pernambuco ao lado da editora-chefe da Folha de Pernambuco, Leusa Santos, e de Laurindo Ferreira, diretor de jornalismo do Sistema de Comunicação Jornal do Commercio (SCJC).
A presidente da OAB, Ingrid Zanella, ao lado de Kátia Cubel, também fez uma saudação aos jornalistas
Aos futuros jornalistas, jovens estudantes que lotaram o auditório da OAB, tive a preocupação de centrar minhas ideias em três pilares básicos: o jornalismo analógico e o digital, a vocação para a profissão e a necessidade de ousar num mercado tão competitivo como o de hoje.
Disse que a internet acabou com o conceito de jornalistas nacionais e regionais, porque qualquer veículo, mesmo localizado numa aldeia nordestina, passa a ter relevância se gerar uma notícia de impacto, pelo poder do seu compartilhamento não apenas no Brasil, mas no mundo, graças às ferramentas digitais.
Francisco José foi aplaudido de pé pela bela, rica e emocionante palestra
Sobre a mudança do jornalismo analógico para o digital, com o advento da internet, relatei as dificuldades no início de carreira no Diário de Pernambuco nos anos 80, quando as ferramentas mais velozes ao nosso dispor em reportagens que exigiam viagens a locais distantes eram o telex e o fax.
“Hoje, com um smartphone nas mãos faço textos, fotos e vídeos. Instantaneamente, a notícia ganha o mundo no meu blog e pelas redes sociais”, destaquei. Como se tratava de uma plateia com sede de informações sobre o futuro da profissão, deixei uma mensagem em cima da ousadia.
“Agamenon Magalhães dizia que em política feio é perder. No jornalismo, feio é não ousar. Sejam ousados”, preguei, para, em seguida, me colocar como exemplo de alguém que soube ousar ao introduzir no Nordeste o jornalismo digital com a criação do primeiro blog de política na região, há 20 anos.
Também exortei os jovens e futuros jornalistas a lerem muito para entenderem o que é jornalismo e se prepararem para a guerra do mercado de trabalho. Sugeri três livros fantásticos: Chatô, o rei do Brasil, de Fernando de Moraes, Rota 66, a história da polícia que mata, de Caco Barcelos, e 40 anos no ar, do grande e audacioso jornalista Chico José, que roubou a cena no evento com uma palestra sensacional.
O festival foi riquíssimo em conhecimento para os estudantes e trouxe ainda os seguintes painéis: O Papel do Jornalismo, com Breno Pires, da revista Piauí, Carla Egydio, da Ajor, e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.
O painel “O que o Mercado espera de você” reuniu os jornalistas Eduardo Scolese, da Folha de S.Paulo, Eldo Gomes, do Blog do Eldo, de Brasília, e Felipe Resk, do Diário de Pernambuco, e Rodrigo Rangel, ex-editor do site Platô.
Ainda no painel “Precisão da Informação e o Impacto na Sociedade”, participaram os jornalistas Basília Rodrigues, do SBT News, e Roberta Aureliano, da TV Guararapes.
Empreitada golpista de Flávio nos EUA sofre revés já no primeiro dia
Horas depois de desembarcar nos Estados Unidos, ontem, Flávio Bolsonaro (PL) colocou em marcha a estratégia com a qual pretende contestar do exterior a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em carta dirigida aos brasileiros e à comunidade internacional, acusou o adversário de fraude eleitoral sem apresentar provas, descreveu o país como um “regime de exceção”, pediu que governos estrangeiros não “normalizem” a situação e anunciou que comandará dos EUA a oposição ao governo. Foi além: derrotado nas urnas por cerca de 4,4 milhões de votos, apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
O documento começou a mudar quase tão rapidamente quanto circulou. A primeira versão distribuída por aliados trazia um brasão adotado no início da República e mantido até os primeiros anos da ditadura militar, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Treze minutos depois, surgiu outro arquivo com as Armas Nacionais e a denominação “República Federativa do Brasil”, já com o nome do país grafado com “s”, mas Flávio continuava apresentado como o verdadeiro presidente eleito. Na versão publicada pelo próprio senador nas redes sociais, a reivindicação da Presidência foi mantida.
A carta também buscava respaldo internacional. Flávio agradeceu nominalmente a Donald Trump pelo acolhimento nos Estados Unidos e apresentou sua permanência no país como reação ao que chamou de “perseguição política no Brasil”. Questionado sobre o episódio, porém, o presidente americano confirmou que seu governo havia autorizado a entrada do brasileiro, voltou a classificar a eleição como “muito estranha”, sem apontar qualquer prova de irregularidade, e estabeleceu um limite: “Não vou me envolver”. Disse ainda que não havia conversado com Flávio depois da votação.
Cerca de meia hora depois da declaração de Trump, veio a mudança mais significativa. Flávio apagou a publicação em que reivindicava para si a vitória e divulgou uma nova versão. Deixou de ser o “verdadeiro presidente” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. Outra passagem em que se dizia “presidente eleito” também foi alterada. A acusação de fraude, no entanto, permaneceu.
A contestação se apoia principalmente na prorrogação do horário de votação no segundo turno. Os números oficiais, porém, mostram a dimensão reduzida do episódio: pouco mais de 34 mil votos foram computados depois das 17h, quantidade insuficiente para alterar o resultado da eleição. A própria campanha de Flávio havia solicitado a extensão do horário em algumas localidades. Além disso, Flávio não apresentou boletins de urna divergentes nem qualquer evidência material de adulteração.
Aliados barraram nova ofensiva contra urnas – Antes de deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) chegou a cogitar pedir uma auditoria das urnas, mas foi desaconselhado por aliados e advogados da campanha. Um dos argumentos foi o precedente de 2022, quando o PL acabou multado em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé após contestar o resultado da eleição presidencial sem apresentar provas. A avaliação era de que reeditar a estratégia poderia terminar novamente em derrota judicial e prejuízo para o partido.
Centrão reconhece resultado – MDB, PSD, União Brasil e PSDB reafirmaram, ontem, a legitimidade da vitória de Lula após a divulgação da carta de Flávio. O MDB declarou “total confiança no sistema eleitoral brasileiro”; o União Brasil afirmou que a democracia “não depende de quem vence ou perde uma eleição”; e o PSD reiterou o compromisso com o resultado das urnas. Aécio Neves, presidente do PSDB, classificou a atitude de Flávio como “absolutamente imprópria” e “inacreditável e inaceitável”.
Tarcísio manda respeitar as urnas – Um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se afastou da contestação eleitoral. Embora tenha dito compreender a “indignação” e a “revolta” do senador, afirmou que a eleição terminou e que cabe agora à direita construir uma oposição forte dentro das instituições. “O caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou.
Marinho nega fraude – Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que não existem provas para sustentar a acusação de fraude feita pelo aliado. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, disse. Marinho atribuiu a primeira versão da carta, em que Flávio se apresentava como “verdadeiro presidente eleito”, a um possível “erro de confecção”. Também afirmou esperar que Donald Trump não interfira nos assuntos internos do Brasil.
“Jumentos”, diz Malafaia – Silas Malafaia reagiu com ataques à ofensiva de Flávio. Em mensagem enviada a aliados, o pastor chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos” e criticou a condução da estratégia lançada nos Estados Unidos. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu. Malafaia também avaliou que Trump não pretende abraçar a ofensiva: “Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”.
CURTAS
JONES CRITICA RAQUEL POR “BAGUNÇA” NA COMPESA – O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL) fez duras críticas, ontem, ao governo Raquel Lyra (PSD) pela condução da concessão dos serviços da Compesa. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que as concessionárias ainda não estariam preparadas para assumir integralmente as operações e citou prorrogações de prazo, fechamento de lojas de atendimento e indefinições sobre a situação dos funcionários. “Tá uma bagunça generalizada”, resumiu. Jones afirmou, ainda, que se opôs ao processo desde o início e cobrou responsabilidade da governadora com o abastecimento de água e o saneamento no Estado.
EMPRÉSTIMO – O empréstimo de R$ 2,2 bilhões pedido pelo Governo Raquel Lyra (PSD) terá como relator na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe o deputado Diogo Moraes (PSB), líder da oposição à governadora. Sorteado para analisar a matéria, ele pediu vista do projeto, enquanto a base governista espera a apresentação do parecer na próxima semana. Aliado de Raquel, o deputado Antônio Moraes (PSD) minimizou o adiamento. “Como relator, ele queria, naturalmente, entender melhor o projeto. Acredito que na semana que vem Diogo deve apresentar o relatório e que vamos aprovar o projeto”, afirmou.
ISABELLA ROLDÃO DEIXA A VIDA PÚBLICA – A ex-vice-prefeita do Recife Isabella de Roldão (PDT) anunciou, ontem, que deixará a vida pública após 16 anos de atuação política. Vereadora entre 2013 e 2016 e vice-prefeita entre 2021 e 2024, ela afirmou que já havia decidido não disputar novos cargos. “Saio desse ciclo diferente de quando entrei. Mais madura, mais consciente”, declarou. Isabella também anunciou sua saída da Secretaria de Trabalho e Qualificação Profissional do Recife, onde está desde 2025. Hoje será seu último dia à frente da pasta.
Perguntar não ofende: Se até o PL reconheceu o resultado, como Flávio pretende vender a tese de fraude?
Só agora, depois de um jantar de confraternização no Bode Entre Amigos, da Rua da Hora, respirei aliviado: o primeiro Festival Nacional de Jornalismo no Recife foi um sucesso total.
Jornalistas amigos de Brasília e São Paulo vieram ao Recife, convidados pela jornalista Kátia Cubel, para transmitir suas experiências a estudantes de Jornalismo de Pernambuco e da Paraíba, no auditório da OAB, que ficou completamente lotado.
Entre os amigos jornalistas que vieram, Basília Rodrigues, do SBT News, em Brasília, Breno Pires, da revista Piauí, em Brasília, Rodrigo Rangel, ex-chefe do Platô, Eduardo Scolese, da Folha, em São Paulo, Patrícia Blanco, presidente do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional e do Instituto Palavra Aberta, e Eldo Gomes, titular do Blog do Eldo, de Brasília. Participei da mesa sobre o futuro do jornalismo em Pernambuco ao lado dos jornalistas Laurindo Ferreira, editor do JC, e Leusa Santos, editora da Folha de Pernambuco.
Mas quem roubou a cena foi o jornalista Francisco José, com uma palestra sensacional sobre a sua trajetória profissional, revelando bastidores dos 45 anos em que atuou na Globo e especialmente suas aventuras na produção de mais de cem edições de O Globo Repórter.
A Polícia Federal está investigando os detalhes de como Flávio Bolsonaro descumpriu a ordem de não deixar o Brasil.
A Polícia Federal ainda não sabe como o senador Flávio Bolsonaro conseguiu chegar à fronteira do Brasil com a Argentina na noite de terça-feira (27). A primeira informação oficial confirmando que Flávio Bolsonaro havia deixado o Brasil veio na madrugada desta quarta-feira (28). Em um comunicado publicado em uma rede social, a Direção Nacional de Migrações argentina confirmou que ele havia entrado no país com a esposa e as filhas. O governo argentino informou que o grupo atravessou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, na Argentina. As informações são do g1.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o movimento na Ponte Internacional Tancredo Neves por volta das 22h50 de terça-feira (27), pouco antes do horário de entrada registrado pelo controle migratório argentino. O repórter Marcos Landim esteve no local nesta quarta-feira (28) e mostrou que não é preciso apresentar documentos a autoridades brasileiras para atravessar para a Argentina.
“Nós estamos passando pelo posto de migração da Polícia Federal aqui na Ponte Tancredo Neves, também conhecida como Ponte da Fraternidade. Muitos brasileiros não fazem o registro de saída pela fronteira. Não é obrigatório. A passagem é rápida, não leva nem cinco minutos quando não tem trânsito. Do lado da Argentina, a parada é obrigatória. É preciso mostrar passaporte ou RG atualizado há menos de dez anos. Os dados são registrados no sistema. A partir daqui, são 20 km até o Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu, onde Flávio embarcou com a família”, conta o repórter Marcos Landim.
A Polícia Federal informou que não há nenhum registro oficial de saída de Flávio, da esposa e das filhas do Brasil. Já a Direção Nacional de Migração da Argentina afirmou que Flávio Bolsonaro e família apresentaram documentação de viagem válida e não possuíam qualquer impedimento legal para a entrada no país; e que o trâmite foi registrado pela autoridade competente sem intercorrências.
Após mandar cancelar os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes emitiu uma segunda decisão, a que a TV Globo teve acesso. Moraes afirmou que a proibição para o senador deixar o país era uma medida lógica e natural a partir da ordem de cancelamento e entrega de passaportes.
Mas o senador tem passaporte italiano e, segundo a declaração de voo, que registra todos os passageiros e tripulantes de aeronaves, foi esse o passaporte utilizado por Flávio Bolsonaro para embarcar no jatinho particular. A esposa dele, Fernanda, e as duas filhas menores de idade do casal usaram o passaporte brasileiro.
O governo argentino afirmou que às 23h30, 40 minutos depois de entrar no país, o grupo embarcou em um voo privado, operado pela empresa argentina Baires, com destino à cidade de Guayaquil, no Equador.
Segundo o site da Baires, o Gulfstream G400 tem capacidade para levar até 13 passageiros, com cama para seis deles e cozinha na parte traseira. A empresa oferece serviço personalizado durante todo o trajeto. E, segundo a imprensa argentina, é alvo de investigação na Justiça por um suposto esquema de propina que envolve a irmã do presidente Javier Milei. Karina Milei nega.
Um site de monitoramento do sistema aéreo mostra que o avião decolou do aeroporto de Puerto Iguazú à 0h22, horário de Brasília, com destino a Guayaquil, no Equador, em uma rota que evitou o território brasileiro. O jatinho chegou no Equador às 5h46. Às 6h22, levantou voo para os Estados Unidos.
Em nota, a Polícia Federal confirmou que os passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados e que inseriu um alerta no sistema Sonar – usado pela PF para o controle migratório e monitoramento de entradas e saídas de pessoas nos postos de fronteira, aeroportos e portos do Brasil -; que a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.
Desde terça-feira (27), equipes da Polícia Federal investigam como Flávio Bolsonaro descumpriu a decisão do Supremo que o proibia de deixar o país. Investigadores também analisam a divulgação de uma série de informações desencontradas que teriam sido usadas para desviar a atenção da rota construída para o senador fugir da Justiça brasileira. Há uma suspeita de que o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e o governo argentino podem ter ajudado Flávio Bolsonaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (28) uma visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
O pedido foi feito por Bolsonaro “em razão da necessidade de diálogo direto” e após Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato à Presidência derrotado nas urnas no último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes conforme determinado por Moraes. As informações são do g1.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília pela condenação a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país.
Em julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político eleitoral até o fim das eleições.
A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, sendo que uma das medidas cautelares impostas a ele proíbe a utilização de plataformas, inclusive por meio de terceiros.
Moraes já negou pedidos de visitas de Valdemar sob argumento de que o presidente do PL ainda continua investigado na trama golpista.
Nesta terça (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em uma postagem numa rede social, o chefe do PL afirmou que trataram do futuro e desafios da legenda.
“Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, diz o texto.