Soube, há pouco, que a desarrumação da campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) não é exclusividade da majoritária. Na proporcional, existem indícios de um caldeirão de problemas no Avante. Tudo porque Túlio Gadêlha, candidato a senador por um outro partido, o PSD, é quem de fato está mandando em tudo no Avante, presidido pelo ex-deputado Sebastião Oliveira, candidato a uma vaga na Alepe.
As inteferências de Gadêlha teriam apenas um objetivo: garantir a eleição do ex-deputado Maurício Rands, herdeiro do seu espólio eleitoral no Estado. Por ter levado a maior parte dos candidatos para montar a chapa proporcional do Avante, Túlio passou a ter super poderes na legenda, inclusive sobre a distribuição do fundo partidário.
Leia maisNão consegui localizar o delegado Resende, candidato a deputado federal pelo Avante, depois de apurar que seria um dos mais insatisfeitos com o tratamento diferenciado dado por Túlio a Rands. Soube que Resende estaria para desistir da candidatura e estaria protocolando uma ação de investigação eleitoral para questionar as razões do poder exagerado de Túlio Gadêlha, um alienígena no partido.
Na mesma ação, Resende fala em malversação de dinheiro público sob os olhares complacentes da presidência estadual do avante. Os Oliveiras, em comum acordo com Túlio, também teriam interferido em uma chapa de deputado estadual na Paraíba, prejudicando mulheres e as cotas raciais.
Se Resende desistir, pode inviabilizar a eleição de Rands, já que teria no mínimo entre 15 a 20 mil votos. Essa votação garantiria, na contabilidade dos votos da chapa de federal, a eleição de um deputado, que no caso, pelo privilégio a ele dado por Túlio, seria o próprio Rands. E se Resende jogar a toalha, é provável que outros candidatos a federal da mesma chapa também desistam.
É muito estranho, diga-se de passagem, que um político não filiado ao Avante, no caso Túlio Gadêlha, detenha o poder de controlar o fundo eleitoral. “Isso é malversação de dinheiro público. Afinal, o fundo eleitoral é constituído pelos nossos impostos”, disse um advogado consultado pelo blog.
Leia menos
















