O segundo debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, encerrado há pouco, trouxe, na realidade, o mesmo cenário do confronto anterior: de um lado, um João Campos (PSB) convicto, assertivo e propositivo; do outro, uma Raquel Lyra, que vem acumulando dificuldades em sabatinas e confrontos públicos.
A expectativa em torno da participação da governadora era grande, mas ela não conseguiu controlar seu nervosismo, gaguejou e, em alguns momentos, como no embate sobre a empresa de ônibus do seu pai, da qual foi sócia, chegou, verdadeiramente, a ser nocauteada por um João bem informado sobre as condições da empresa e do grupo, além dos trabalhadores prejudicados.
Raquel não apresentou novidades, não respondeu de forma convincente às perguntas e voltou a demonstrar dificuldades para defender o seu governo e justificar o que não foi feito ao longo dos últimos quatro anos.
Leia maisUm dos pontos altos do debate voltou a ser a educação. A promessa de 250 creches, que esteve entre as principais bandeiras da campanha de 2022, continua distante de ser cumprida. Até agosto, apenas 14 unidades haviam sido entregues, e a própria governadora já passou a projetar a conclusão da meta para 2027.
Mais uma vez, a governadora preferiu olhar para o futuro como se não tivesse um passado a explicar. O problema é que, em uma eleição, promessas precisam necessariamente ser confrontadas com aquilo que foi realizado, ou deixado de realizar, durante o período em que se esteve à frente do governo.
Na segurança pública, o contraste também apareceu. Em quatro anos, Raquel não inaugurou nem uma delegacia, e as delegacias da mulher deixaram de funcionar 24 h. Consequentemente, o Estado teve aumento do feminicídio em escala preocupante. Neste caso, ficou claro que o importante não é apenas defender as mulheres, mas fazer por elas.
Na saúde, o fechamento de cerca de 1.200 leitos foi novamente um dos temas que marcaram o confronto, sem resposta da governadora. E o debate terminou de forma melancólica quando entrou em cena a situação da empresa de ônibus pertencente ao pai de Raquel. A empresa encerrou as atividades depois de acumular dívidas trabalhistas, deixando trabalhadores afetados pelo passivo acumulado.
O episódio também levantou questionamentos sobre a falta de fiscalização, em um contexto no qual a empresa recebeu benefícios ao longo dos anos e acabou tendo suas atividades encerradas. Raquel integrou o quadro societário até 2018. A gestão estadual nega qualquer favorecimento à empresa.
Ao final, o debate da Cultura reforçou uma diferença que vem aparecendo nos confrontos entre os candidatos: João manteve uma linha de discurso baseada na defesa do que pretende fazer e na cobrança pelos resultados do atual governo; Raquel, por sua vez, voltou a ser confrontada com promessas e problemas que permanecem sem uma resposta definitiva.
A disputa eleitoral está longe de acabar e ainda haverá outros embates que poderão contribuir para definir os rumos da eleição. Mas, na noite da Cultura, a montanha novamente parecia muito maior do que o resultado apresentado por Raquel.
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O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) voltaram a se enfrentar diretamente no debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. João iniciou o embate perguntando sobre direitos trabalhistas e, em seguida, citou a participação societária de Raquel na Logo Caruaruense, empresa de transporte da família. “No período em que a candidata era sócia, tem mais de R$ 3 milhões de débitos de Previdência, inclusive quase R$ 1 milhão de débitos recolhidos dos trabalhadores e não transferidos para a Previdência”, afirmou.
Raquel contestou as acusações, disse que possuía participação minoritária, não administrava a empresa e que as obrigações foram pagas com o encerramento das atividades. “É impressionante como você tem capacidade de produzir informações falsas”, reagiu. João também questionou a governadora sobre a fiscalização dos ônibus da companhia durante sua gestão. “Quantas fiscalizações foram feitas nos ônibus da empresa da sua família enquanto você esteve como governadora?”, perguntou.
Leia maisA discussão avançou para uma licitação envolvendo a empresa da família de Raquel. João citou o processo e lembrou que João Lyra Neto, pai da governadora, integrava o Governo de Pernambuco na época. Raquel rebateu lembrando que Eduardo Campos, pai do socialista, era o governador naquele período.
Logo depois de terminar o tempo do confronto entre os dois, Raquel aproveitou a dinâmica seguinte, com Ivan Moraes (PSOL), para retomar as críticas a João e comparar as trajetórias políticas dos adversários. Ivan reagiu à nova troca de acusações e citou a relação histórica entre as famílias dos dois candidatos. “Está muito chata essa arenga de vocês dois. É o tempo todo um xingando o outro. ‘Ah, foi o seu pai que fez, foi o seu pai que fez’. Os pais de vocês foram eleitos juntos. O pai dele era governador, o seu pai era vice”, afirmou.
O candidato do PSOL também mencionou a confusão registrada entre militantes antes do debate e defendeu que o confronto se concentrasse em propostas. “Está muito chato esse debate enquanto só há críticas de um lado e de outro”, disse. Segundo Ivan, a disputa entre os dois principais adversários estaria ocupando espaço que poderia ser usado para discutir medidas para áreas como educação e serviço público.
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Em um trecho do primeiro embate direto entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) no debate realizado nesta quinta-feira (17), os dois discutiram sobre a área de segurança pública.
O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Acompanhe no YouTube do Diario.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) foi questionado, durante o debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, sobre como pretende garantir governabilidade e recursos federais ao estado caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial. A pergunta foi feita pelo jornalista Alexandre Cunha, que citou a proximidade política de João com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o cenário apertado da disputa nacional. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
João concentrou a resposta na defesa da reeleição de Lula e não detalhou como seria a relação com um eventual governo de Flávio. “Eu tenho uma alegria muito grande de poder ser candidato ao Governo de Pernambuco contando com o apoio do presidente Lula. Eu tenho certeza que juntos nós vamos fazer muito por Pernambuco. Eu acredito verdadeiramente na reeleição do presidente Lula”, afirmou. O socialista também disse que pretende buscar parceria com o Governo Federal para obras como a Transnordestina, duplicação de rodovias e projetos de abastecimento de água.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) foi questionada, no terceiro bloco do debate desta quinta-feira (17), sobre os planos para ampliar o abastecimento de água em Pernambuco após a concessão dos serviços da Compesa. Em resposta ao jornalista Ian Sobral, Raquel citou investimentos do programa Águas de Pernambuco, obras em andamento e recursos públicos e privados previstos para os próximos anos, mas não afirmou se a tarifa cobrada dos consumidores será mantida. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
Responsável por comentar a resposta, o candidato Ivan Moraes (PSOL) chamou atenção justamente para esse ponto. “O jornalista deu à candidata a oportunidade de mais uma vez olhar para você e garantir que a tarifa d’água não vai aumentar, mas ela não teve condições de fazer”, afirmou. Ivan, que se posiciona contra a concessão dos serviços, defendeu a manutenção da Compesa sob controle público e argumentou que a empresa tem capacidade de buscar recursos para ampliar o abastecimento.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) protagonizaram um dos principais embates do segundo bloco do debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Raquel questionou o socialista sobre a redução do ISS para empresas de apostas durante sua gestão na capital e disse que as bets representam um problema social, econômico e de segurança pública. “As pessoas estão deixando de comprar comida para fazer uma aposta no celular”, afirmou. João respondeu que é pessoalmente contrário às apostas, mas sustentou que a mudança tributária elevou a arrecadação municipal com a atividade de cerca de R$ 80 mil para R$ 80 milhões.
Na sequência, o ex-prefeito resgatou a denúncia revelada pelo Metrópoles sobre pagamentos feitos pela advogada Maria Eduarda Lucena, que trabalhou para a Aposta Ganha, a internautas que publicavam comentários favoráveis a Raquel e críticos a ele nas redes sociais. A reportagem apontou repasses de R$ 75 por semana e mostrou mensagens com orientações sobre o teor das postagens. “Eu queria lhe perguntar se a candidata entrou com ação contra a advogada […] que confirmou que estava pagando via Pix para pessoas que me atacavam na rede social”, disse. A governadora classificou a fala como “mais uma acusação irresponsável” e voltou a questionar a política tributária adotada pelo Recife para o setor.
O tema reapareceu no fim do terceiro bloco. Nos segundos finais do comentário à resposta de Ivan Moraes (PSOL) sobre política penitenciária, João afirmou que a Justiça havia considerado falsa uma declaração de Raquel sobre as bets. “Eu quero aproveitar esses últimos segundos para comunicar à candidata Raquel que a Justiça acaba de decidir que a afirmação feita sobre as bets é falsa”, declarou. Em seguida, mencionou André Teixeira, primo da governadora, e disse que ele teria autorizado, neste ano, publicidade de casas de apostas em ônibus. “O primo dela, André Teixeira, que está aqui, autorizou a publicidade de bet nos ônibus este ano. O que é que ela acha disso?”, questionou.
Após a confusão registrada mais cedo entre apoiadores de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), um vídeo feito na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru, mostra pedras dentro de mochilas usadas por militantes identificados com material da campanha da governadora. As imagens foram registradas durante a mobilização em torno do debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) rebateu, durante o debate desta quinta-feira (17), promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste, as acusações feitas pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre o episódio envolvendo material de campanha no ato de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na quarta-feira (16), no Recife. Raquel usou parte de suas considerações iniciais para relacionar o caso a pessoas ligadas ao PSB. “Pessoas ligadas ao PSB foram pegas roubando material nosso, colocando militantes supostamente nossos, com camisas roxas, mas que não eram ligados à nossa campanha”, afirmou.
A governadora voltou ao assunto no primeiro bloco, ao responder a uma pergunta sobre a judicialização da disputa eleitoral, e disse que vem recorrendo à Justiça contra o que classificou como uma ação coordenada de “fake news” e “incitação à violência”. João, responsável por comentar a resposta, afirmou que também vem sendo alvo de ataques. “Eu estou aqui para fazer um bom debate. Apresentamos propostas, mais do que qualquer outra candidatura, sempre falando de futuro, respeitando as pessoas”, declarou. Em seguida, a equipe do socialista pediu direito de resposta, concedido pela banca jurídica.
No minuto adicional, João rejeitou qualquer associação de sua campanha com o episódio das bandeiras e voltou a cobrar Raquel sobre as denúncias envolvendo um suposto “gabinete do ódio” no entorno do Governo do Estado. “Eu faço política respeitando as pessoas, o debate no campo das ideias. Fazer uma ilação em torno disso não é responsável”, afirmou. O ex-prefeito disse ainda que entrou com ação judicial contra Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor estadual citado nas acusações de ataques digitais, e questionou se a governadora também havia acionado judicialmente o ex-auxiliar.
Apoiadores de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) se envolveram em uma briga na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os dois candidatos ao Governo do Estado estão na cidade participando, neste momento, de um debate no Centro de Convenções do Senac, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
O candidato à presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (17), que Alexandre de Moraes e Flávio Dino não têm condições de seguir no Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada durante discurso para apoiadores, na Bahia. Ele também falou em indicar até seis nomes para a Corte, caso seja eleito. As informações são do g1.
“Eu, como presidente da República, vou ter direito a quatro vagas. Pra colocar lá homens e mulheres, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto, que respeitem a Constituição, que não usem a caneta pra perseguir adversários do governo de plantão. Só que não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flavio Dino também não tem condição de ficar lá”, afirmou.
Leia maisVale destacar que quatro ministros irão se aposentar durante o próximo mandato presidencial. Os outros dois citados pelo candidato só sairiam se renunciassem ou via impeachment.
Quando fez as declarações, Flávio participava de uma “motociata”, em cumprimento à sua agenda de campanha, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.
Em outro momento do discurso, o candidato citou a palavra “nojo” ao falar do julgamento que discute a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) envolvendo Alexandre de Moraes.
O próprio candidato é investigado pela Polícia Federal (PF), em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O mérito do caso, ou seja, se o plenário vai abrir uma investigação ou não sobre Moraes, ainda não começou a ser analisado. Na sessão da terça-feira (15), os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino.
A questão prevê a reunião dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Após o pedido de vista de Dino, que suspendeu a sessão, o placar terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Flávio Dino tem até 90 dias para devolver o processo para análise. O prazo se encerra em dezembro deste ano.
Durante o ato na Bahia, Flávio Bolsonaro também declarou guerra ao que classificou como “narcoterrorismo”. Além de se comprometer a classificar facções e milícias como terroristas, ele prometeu intensificar o combate a esses grupos.
“Eu vou resgatar esse Brasil de verdade. A partir de janeiro do ano que vem, pode escrever aí: eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo. (…) E se tem algum de vocês aí que ouviu nesse momento, porque eu sei que vocês já estão tentando fazer algo mais grave contra mim. Não adianta, porque aqui é protegido de Deus. Aqui é com propósito. E os seus dias estão contados, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos ou vocês vão ser neutralizados pelas nossas polícias”.
O ato aconteceu em frente a um estádio de futebol, após o grupo passar pelas principais ruas e avenidas da cidade. Flávio chegou em Vitória da Conquista de avião e ficou em cima de um trio elétrico durante o desfile. Do sudoeste baiano, o candidato segue para Brasília, para outros compromissos da agenda.
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Começa às 20h55 desta quinta-feira (17), em Caruaru, o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL). O encontro será realizado no Centro de Convenções do Senac Caruaru e é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com a TV Nova Nordeste e o Diario de Pernambuco. A mediação será dos jornalistas Wanda Maia e César Lucena, e o formato prevê confronto direto de propostas e perguntas feitas por profissionais dos três veículos.
O debate será transmitido pela Rádio Cultura FM 96,5, pela TV Nova Nordeste e pelos canais dos veículos no YouTube, além de retransmissão por emissoras de rádio em diferentes regiões do estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (17), a proposta de disponibilizar canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade, mediante indicação médica. A medida também integra a pauta defendida pela candidata ao Senado por Pernambuco Marília Arraes (PDT), que vem propondo a oferta desses medicamentos na rede pública, a quebra da patente da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, e a transferência de tecnologia para permitir a produção nacional.
Marília afirma que o acesso deve ocorrer com prescrição e acompanhamento médico, dentro dos protocolos do SUS, especialmente para pessoas com obesidade e doenças associadas. “Quem tem dinheiro já consegue ter acesso a esses tratamentos. O que defendemos é que os avanços da medicina também cheguem a quem depende do SUS”, declarou. A candidata também defende medidas para reduzir o custo dos medicamentos e ampliar a produção no país.
