Em um discurso centrado na segurança pública e em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu declarar “guerra” às principais facções criminosas, defendeu a castração química para autores de crimes sexuais e disse que indicará ministros de perfil conservador à corte caso seja eleito presidente. O candidato discursou nesta quarta-feira (16), em comício no Cais da Alfândega, na área central do Recife.
As propostas dividiram espaço com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Em uma fala marcada por críticas ao atual governo e ao STF, Flávio também tentou ampliar o discurso para a área econômica e social: prometeu manter o Bolsa Família, investir na qualificação dos beneficiários e promover um “tesouraço” nos impostos. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisFoi na segurança, porém, que o candidato reiterou algumas das medidas mais rígidas do seu plano de governo: enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas e defendeu penas mais duras para integrantes desses grupos.
“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias. Vão ser classificados como terroristas. Vão ficar presos o resto da vida”, declarou.
O candidato também prometeu adotar a castração química contra autores de crimes sexuais. “Você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química”.
O comício reuniu nomes do entorno político de Flávio, como o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) e lideranças políticas de Pernambuco, como o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro Gilson Machado (Podemos) e o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira.
STF no centro do discurso
Se a segurança pública ocupou parte importante da fala, o Supremo Tribunal Federal voltou a ser o principal alvo político do candidato. Flávio citou nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino e relacionou os dois ministros ao governo Lula.
As críticas ocorrem um dia depois de uma sessão marcada por fortes embates internos no Supremo durante a discussão de processos envolvendo ministros da própria Corte. O julgamento desta terça-feira (15) teve discussões entre magistrados e terminou sem uma definição definitiva sobre os casos analisados.
No Recife, Flávio afirmou que pretende indicar cinco ministros ao STF durante um eventual mandato e antecipou critérios que adotaria para as escolhas.
“Eu vou proteger o STF dessas laranjas podres. E vou indicar para o STF cinco ministros, homens e mulheres, que sejam contra aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que não persigam mais opositores do governo de plantão”, declarou.
Flávio também sustentou que Lula teria uma “dívida” política com Alexandre de Moraes e voltou a associar a atual composição do Supremo ao presidente. A vinculação entre Lula e integrantes da Corte vem sendo explorada pela campanha do candidato do PL nos últimos dias.
Bolsa Família e “tesouraço” nos impostos
Flávio também buscou combinar o discurso dirigido à base bolsonarista com propostas econômicas e sociais. Ao mencionar o Bolsa Família, disse que manteria o programa e prometeu ampliar oportunidades de qualificação, emprego e empreendedorismo para os beneficiários.
“Eu vou dar o Bolsa Família, só que eu vou dar muito mais, porque eu vou melhorar. Eu vou estender a mão para vocês, vocês vão se capacitar, vocês vão se qualificar, vocês vão conseguir estudar, vão conseguir um emprego que pague melhor”, afirmou.
Para quem pretende empreender, o candidato prometeu um “tesouraço” nos impostos. “Vou cortar imposto para você poder lucrar e o seu lucro ficar com você, não é para ficar com o governo não”, disse. Durante o discurso, Flávio não detalhou quais tributos seriam reduzidos nem apresentou estimativa do impacto fiscal das medidas.
Ao final do discurso, em meio a gritos de apoiadores lembrando o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que seus adversários tentaram afastar o bolsonarismo da disputa pelo Palácio do Planalto.
“Eles tentaram muito. Tá lá o Bolsonaro. Mas eu tenho uma triste notícia para eles: vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”, disse. Flávio foi além e projetou uma cena para janeiro de 2027. “Eles vão ver o presidente Bolsonaro colocando a faixa no filho dele”, projetou.
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O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), realizou, nesta quarta-feira (16), uma caminhada com visitas a residências e estabelecimentos comerciais no bairro São Miguel. Durante a agenda, ouviu reivindicações dos moradores e apresentou propostas voltadas para áreas como saúde, educação, saneamento básico e cultura.
“O nosso povo é um povo de fé, de força e cheio de alegria, mas também sonha e luta por dias melhores. Na Câmara dos Deputados, queremos representar Arcoverde e trabalhar para garantir mais investimentos em saúde, educação de qualidade, saneamento básico e valorização da nossa cultura”, afirmou. A atividade integra a agenda de campanha de Pacheco no município, com visitas a bairros e encontros com a população.
Acampanha de ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia, teria perdido sua equipe de produção após uma denúncia de assédio envolvendo uma produtora, segundo informações divulgadas pelo site Política ao Vivo. O episódio teria provocado uma saída coletiva dos profissionais nesta terça-feira (15), a 19 dias do primeiro turno.
De acordo com os relatos publicados pelo veículo, um integrante da chefia da equipe de criação teria assediado a profissional diante de outros trabalhadores da campanha.
A produtora teria sido demitida posteriormente. Segundo o relato, ela chegou a ser chamada novamente para a equipe, mas acabou dispensada outra vez nesta terça-feira. As informações são da Revista Fórum.
Leia maisA segunda demissão teria provocado a reação da responsável pela produção, que considerou a situação inaceitável. Outros integrantes da equipe teriam concordado e decidido deixar a campanha em solidariedade à profissional.
Ainda segundo o Política ao Vivo, a saída coletiva deixou a campanha de ACM Neto sem equipe de produção na reta final da disputa pelo governo baiano.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, conforme calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
A candidatura de ACM Neto mantém programação e peças de propaganda publicadas em seus canais oficiais.
Até o momento, a denúncia de assédio e as circunstâncias das demissões estão baseadas nos relatos divulgados pelo Política ao Vivo. O material apresentado não identifica a produtora, medida adotada para preservar sua identidade.
Até o fechamento desta matéria, não houve manifestação da campanha de ACM Neto e do profissional citado nos relatos. O espaço segue em aberto.
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Atenção. Você aí, estuprad0r, abusad0r de mulher e de criança, vai ter castração química para você. Para aprender a nunca mais tocar numa mulher sem que ela queira”. Com um facão cenográfico nas mãos, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu adotar a castração química para autores de crimes sexuais caso seja eleito presidente.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante comício no Cais da Alfândega, no Recife. A fala veio na sequência de um discurso em que Flávio disse que será “radical” na segurança pública. As informações são do Diario de Pernambuco.
O candidato prometeu declarar “guerra” ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias, classificá-los como organizações terroristas e afirmou que criminosos responsáveis por dominar territórios serão presos ou “neutralizados pelas nossas polícias”.
Durante ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, na noite desta quarta-feira (16), no Bairro do Recife, o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que o Brasil “vai afundar de vez” caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito para um quarto mandato.
“O Brasil está diante de um dilema, gente. Ou o Brasil avança de vez, ou a gente vai afundar, porque ninguém aguenta mais quatro anos de PT… É necessária a eleição de Flávio Bolsonaro”, declarou. “Se essa turma do PT e Lula se eleger, vão fazer quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Quem aguenta isso?”. As informações são da Folha de Pernambuco.
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Ainda no palanque, Mendonça Filho criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), sob o coro de “fora Moraes”. Ele disse que a Corte está “desmoralizando o país enquanto nação democrática”. Segundo o candidato, o STF deveria ser “a casa da estabilidade”, uma instituição acima de partidos e disputas políticas.
“Entretanto, virou uma casa onde reina a politicagem, onde há ministro envolvido em contratos suspeitos. Absurdo”, afirmou.
O candidato ao Senado também defendeu a possibilidade de afastamento de ministros do STF.
“Se a gente já tirou dois presidentes da República, a gente tem o direito de tirar ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse.
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Uma mulher ficou ferida no rosto após uma briga com outra participante durante o ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (16), no Recife. Segundo apuração do Blog Cenário, a vítima gravava o evento com o celular quando a outra envolvida teria atingido o aparelho. A discussão evoluiu para agressões físicas, e ela foi atingida no supercílio com um capacete, ficando ensanguentada. As duas também trocaram puxões de cabelo. Com informações do Blog Cenário.
Após a confusão, a vítima foi acompanhada por policiais federais e conversou com Flávio Bolsonaro e com o candidato ao Senado Mendonça Filho, que discursava no momento. Mais tarde, a outra envolvida procurou o Cenário e apresentou uma versão diferente: afirmou que levou um soco primeiro, disse que o marido tentou apartar a briga e declarou que usou o capacete para se defender. Ela informou ainda que pretende registrar boletim de ocorrência nesta quinta-feira (17).
No discurso que fez no palanque montado no Cais da Alfândega, no Centro do Recife, o candidato a senador Mendonça Filho (PL) afirmou que seu concorrente “Eduardo da Fonte é de esquerda”. Aos apoiadores, o deputado federal conclamou que seus eleitores votem no candidato ao Senado pelo Novo, Carlos Sant’Anna para não eleger “senador melancia, que é verde por fora e vermelho por dentro”. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“Vocês sabem que a minha candidatura foi a última a ser apresentada. Eu entrei na disputa praticamente no prazo final, quando ninguém acreditava, porque eu enxergava que estava uma enxurrada de candidatos de esquerda. E um candidato que diz que não é de esquerda e nem de direita é porque ele é de esquerda. Votar em Eduardo da Fonte é o mesmo que tirar um voto meu. Não pode votar em Eduardo da Fonte”, acrescentou Mendonça Filho.
Leia maisA rixa entre os dois candidatos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) surgiu depois que a coligação Pernambuco de Coração entrou com representação no TRE para que Mendonça Filho e o PL removessem todas as peças publicitárias e postagens nas redes sociais que continham a imagem de Raquel. A própria governadora fez questão de declarar que seus candidatos ao Senado são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha (PSD).
Mendonça PL reafirmou o apoio a Raquel lyra, mesmo seu partido tendo declarado independência na disputa estadual.
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A passagem de Flávio Bolsonaro pelo Recife, na tarde desta quarta-feira (16), foi marcada pela presença de apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD) gritando pela prisão do presidente Lula (PT). A manifestação ocorreu no momento em que o candidato do PL à Presidência caminhava pela Avenida Rio Branco, em direção ao Cais da Alfândega, onde foi montado o palco do ato político.
Ao lado de Flávio, estavam diversos apoiadores e membros da coligação de Raquel, como Gilson Machado, candidato a deputado federal, e Gilson Machado Filho, candidato a deputado estadual, ambos do Podemos. Também participaram do ato a deputada federal Clarissa Tércio e o deputado estadual Joel da Harpa. Os dois são do PP, partido que também está coligado com a governadora.
Além de fazerem o coro “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, os bolsonaristas também exibiram adesivos de Raquel. Materiais de campanha do candidato a senador Mendonça Filho (PL) também ostentavam a foto da governadora de Pernambuco.
O pernambucano Felipe Santa Cruz presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2019 e 2022, período em que a entidade teve grande participação na defesa da democracia no país. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-dirigente afirmou que o momento é diferente, mas reagiu às cobranças sobre a falta de posicionamento da atual gestão da entidade com relação ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu acho que cada um tem um estilo, e cada momento exige uma resposta. O país está polarizado, a OAB também. É óbvio que os estados do Sul têm uma determinada visão. Por isso tento afastar esse julgamento do processo eleitoral. Acho que é muito danoso ao país que o que esteja se discutindo no Supremo seja a pauta do processo eleitoral. Nós defendemos as instituições, e a Ordem tem sofrido com essa polarização. O presidente Beto Simonetti tem conduzido a OAB com serenidade, tem tentado ouvir a todos os grupos e amalgamar uma posição institucional da Ordem. A preocupação é com a constitucionalidade. O papel agora de todos os envolvidos no sistema de justiça deve ser preservar as instituições e aprimorá-las. Essa é a minha preocupação”, destacou Felipe.
Leia mais“Não acho que a OAB esteja se omitindo. Acho naturais as divergências, porque a OAB é composta por 1,5 milhão de advogados, e obviamente também espelha a polarização da sociedade brasileira, que hoje também está no Supremo, como não deveria estar tão claramente, está no Congresso Nacional, está no Executivo e está em todas as esquinas. Portanto, é natural que essa polarização também exista na advocacia”, completou.
Segundo o ex-presidente da OAB, é o momento de discutir a atuação de parentes de ministros como advogados. “É hora de estabelecer um código de ética que afaste dos tribunais onde estão os parentes. Onde está o exercício da magistratura, um parente não pode advogar. Acho que é um erro, trouxe sombra. E eu não estou aqui duvidando da ética dos envolvidos. Mas acho que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta. Porque isso dá a todo e qualquer cidadão o benefício da dúvida. Então, por que não usar esse momento para afastar daquele tribunal o parente de quem está exercendo a magistratura? Porque gera dúvidas, sim. E há tantos tribunais no Brasil, existem 92 tribunais, não se impedirá o exercício profissional em todos, só naquele tribunal onde o seu parente é parte do colegiado. Temos que usar a crise para aprimorar a democracia”, concluiu Felipe Santa Cruz.
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Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os ministros da justiça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, atuam pelos interesses de Lula. A fala ocorreu durante o ato de campanha realizado pelo senador e candidato à Presidência da República nesta quarta-feira (16), no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife.
“Ministros militantes, que não representam o judiciário brasileiro”, classificou Flávio. Ainda durante o discurso, o candidato frisou que, se eleito, irá nomear cinco ministros – homens e mulheres – alinhados aos seus valores. As informações são da Folha de Pernambuco.
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“Que sejam contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a constituição e que não persigam mais opositores do governo de plantão”, apontou o candidato, sendo aplaudido por seus apoiadores.
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Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado por Pernambuco, afirmou nesta quarta-feira (16) que votaria pela saída de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) caso um processo legal comprovasse irregularidades.
Durante ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), no Recife, o ex-ministro da Educação direcionou a fala a Alexandre de Moraes e puxou o grito de “Fora, Moraes”. As informações são do Diario de Pernambuco.
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“Se for colocado em julgamento, a partir de um processo legal, correto, e mostrar claramente o desvio de qualquer ministro do Supremo, eu tenho coragem de botar para fora qualquer ministro”, declarou. Mendonça afirmou ainda que “ninguém está acima da lei” e disse que, caso eleito, pretende atuar no Senado “em defesa do povo pernambucano”.
O candidato também direcionou críticas ao governo Lula (PT), acusando a gestão de ampliar impostos e gastos públicos. No fim do discurso, o público respondeu com gritos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Para o pernambucano e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, a crise institucional em que o Supremo Tribunal Federal (STF) está mergulhado é uma ótima oportunidade para rediscutir os rumos e propor uma reforma. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele avaliou que o momento é de se discutir uma reforma do Judiciário brasileiro, para que a população “não acredite em super-heróis”.
“É hora de fazer uma reforma que enfrente sistemas, trate da conduta de magistrados, do exercício de advocacia de seus parentes, do tempo e limitação de exercício. É um momento que pode ser útil para o futuro do Brasil, para não acreditarmos em super-heróis. Eu acredito na dura, lenta e sacrificante caminhada de evolução das instituições”, analisou Felipe Santa Cruz.
Leia mais“O Brasil é um estuário histórico de crises institucionais que influenciam as eleições. Temos episódios desse tipo desde a República Velha, passando por 1945, por 1954, pela posse de Juscelino (Kubitschek) e em todo o seu mandato, os mandatos do Jânio (Quadros) e Jango (João Goulart). Então somos gatos escaldados. A defesa da democracia no Brasil e do Estado Democrático de Direito é obrigação de todos nós, esquerda, direita ou centro. Porque é frágil a democracia na história brasileira. O STF não deve ser tão fragilizado, tão exposto. Eu sou crítico à TV Justiça passar todos os julgamentos. Acho que certas coisas precisam de solenidade. A Corte Magna americana não tem esse tipo de transmissão, mas essa é a realidade brasileira a partir da presidência do ministro Marco Aurélio Melo. Então, em horário nobre, com as emissoras do país inteiro cobrindo, as rádios, todo o olhar dos brasileiros. O Supremo não teve uma tarde feliz”, completou.
“É muito ruim transformar um julgamento do Supremo em papo de bar. Deveria haver, nesse repensar institucional, um caminho de preservar mais os tribunais dessas paixões que estão na rua. No primeiro momento, podem ser aplaudidos, mas as paixões de hoje cobram demais amanhã”, concluiu Santa Cruz.
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