Por Edson Mota – Blog da Folha
Em entrevista ao UOL na noite desta segunda-feira (29), a governadora Raquel Lyra (PSD) fez um balanço sobre a sua gestão à frente do governo do estado. Dentre os vários pontos destacados, que é contra qualquer tipo de interferência externa de outro país em solo nacional. A fala ocorre na esteira de uma crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos, principalmente após o anúncio de tarifas norte-americanas sobre produtos locais.
“Eu sou contra qualquer intervenção de um agente externo à soberania brasileira. Se os Estados Unidos quiserem ajudar o Brasil, tenho certeza que o presidente Lula vai querer no combate à violência, mas intervenção, não”, afirmou a governadora.
Leia maisAinda falando sobre o tema violência, Raquel Lyra se posicionou de forma contrária à classificação de grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, realizada pelos Estados Unidos este mês. Segundo ela, em Pernambuco, o combate ao crime organizado é realizado através de forças integradas do Estado.
Para a governadora, uma das ações eficazes sobre o tema é o fechamento das fronteiras para evitar que o país seja usado como rota de exportação. “Nós não produzimos cocaína, mas a exportamos. Por isso, temos que fechar a fronteira para combater a criminalidade”, comentou.
Primeira mulher eleita governadora no estado, Raquel Lyra definiu sua gestão como “extremamente desafiadora”. Segundo ela, o Brasil como um todo ainda é marcado por uma cultura machista que cria barreiras para uma maior participação de mulheres na política. “Cobraram de mim muito mais e de uma maneira como jamais cobraram a um homem. A régua que me mediram foi uma muito diferente. Eu sou julgada por tudo: pelo tamanho do meu cabelo, se ele está preso ou curto, se eu estou gorda ou magra… não é fácil”, desabafou.
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