O deputado federal Felipe Carreras (PSB) encaminhou, hoje, ofícios ao presidente da República, Lula (PT), e ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, solicitando providências urgentes para solucionar o desligamento do fornecimento de energia elétrica no Projeto Brígida, integrante do Sistema Itaparica, localizado no município de Orocó, no Sertão de Pernambuco.
No documento, o parlamentar manifesta profunda preocupação com os impactos sociais e econômicos causados pela interrupção do fornecimento de energia na subestação que atende o projeto irrigado, situação que vem comprometendo diretamente o abastecimento de água, a produção agrícola e o funcionamento de serviços essenciais da região.
Felipe Carreras destaca que milhares de famílias reassentadas pelo Governo Federal após a construção da Barragem de Sobradinho estão sendo diretamente afetadas pela suspensão do serviço. Sem energia, não há funcionamento das bombas de irrigação, impossibilitando o abastecimento de água das lavouras.
Além dos prejuízos à produção agrícola, o desligamento também vem impactando escolas, postos de saúde, comércio local e outros serviços públicos essenciais, agravando ainda mais a situação enfrentada pela população do Sistema Itaparica.
Diante da gravidade do cenário, Felipe Carreras solicitou ao Governo Federal o restabelecimento imediato do fornecimento de energia ao Projeto Brígida, além da construção de uma solução definitiva para os débitos históricos do Sistema Itaparica e da adoção de medidas que garantam proteção às famílias reassentadas que dependem da atividade agrícola e da irrigação para sobreviver.
O parlamentar informou ainda que segue acompanhando o caso junto ao prefeito de Orocó, Ismael Lira, reforçando a necessidade de uma resposta urgente para evitar novos prejuízos à população.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes se reuniu nesta quinta-feira (15), no Recife, com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e com o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos. Segundo os participantes, o encontro teve como pauta a articulação política entre os partidos e discussões sobre o cenário político estadual e nacional.
Durante a reunião, os dirigentes trataram de ações conjuntas para os próximos meses e da aliança entre as siglas em Pernambuco. “Estamos construindo um projeto unido, com diálogo permanente e compromisso com Pernambuco e com o Brasil”, afirmou Marília Arraes. João Campos também participou das conversas sobre a organização política do grupo para as eleições de 2026.
Carlos Lupi destacou a importância da composição entre PDT, PSB e aliados ligados ao governo federal no estado. “Pernambuco tem um papel estratégico para o Brasil”, declarou o dirigente partidário. Segundo ele, o encontro também debateu estratégias de fortalecimento do campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou nesta sexta-feira (15) que, apesar das recentes movimentações no primeiro escalão da Prefeitura do Recife, não há previsão de novas mudanças no secretariado neste momento. A declaração foi dada após o retorno de Marco Aurélio Filho (PV) à Secretaria de Direitos Humanos e Juventude do Recife.
Segundo Victor Marques, alterações na equipe de governo podem acontecer futuramente, caso haja necessidade política ou administrativa, mas reforçou que, neste momento, a gestão não trabalha com novas substituições. As informações são do Blog da Folha.
“Todo dia você tem uma novidade e a política é exatamente igual se assim for necessário. Se a gente enxergar que dentro da condição política e da gestão for necessário (haver mudanças), com certeza o farei sem problema algum, mas, no momento, a gente não tem previsão de fazer mudanças no secretariado”, declarou.
A volta de Marco Aurélio Filho ao comando da pasta também provoca impactos no cenário político da capital pernambucana. Com a nomeação, o segundo suplente da Federação PT-PCdoB-PV (Brasil da Esperança) na Câmara Municipal, Jairo Britto (PT), assumiu o mandato de vereador.
Questionado se a movimentação representa uma sinalização política ao PT, Victor Marques falou a importância do diálogo na construção política da gestão e elogiou o retorno de Marco Aurélio Filho ao governo municipal.
“A gente sabe da importância que é fazer isso fazer isso com diálogo. Tudo isso foi construído com conversa. Eu gosto demais de cuidar de política e, para mim, é uma alegria poder fazer movimentos como esse”, afirmou.
Sobre a possibilidade de novas mudanças envolvendo vereadores da base aliada, Victor Marques voltou a enfatizar a construção política pautada pelo diálogo.
“Foi assim que eu aprendi vendo em casa e foi assim vendo o ex-governador Eduardo Campos e João fazendo que assim o farei”, disse Victor.
O prefeito também ressaltou a atuação de Marco Aurélio Filho na administração municipal e classificou seu retorno como positivo para a Prefeitura do Recife.
“Marco Aurélio, que é um grande quadro que colaborou demais nos últimos meses com a Prefeitura, voltou para a Câmara e, agora, retorna para os nossos quadros. É uma grande conquista da prefeitura”, disse.
Um dos artistas que mais emplacaram músicas em telenovelas da Globo, em torno de 10, Biafra é o convidado do Sextou de hoje, onde fala, com exclusividade, dos seus grandes sucessos e da sua carreira, na qual vendeu 10 milhões de cópias. Seus dois maiores sucessos, “Leão Ferido” e “Sonho de Ícaro”, renderam-lhe dois Discos de Ouro.
Compositor de muitos temas de novelas, lançou 14 álbuns. Como compositor, registrou sua obra na voz de grandes artistas como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Chitãozinho & Xororó, Chrystian & Ralf, Rosana, Xuxa, Angélica, KLB, Danilo Caymmi e muitos outros.
Recentemente, estreou como ator no longa “Mentira Tem a Perna Curta”. Crítico das plataformas digitais, ele alerta para a concentração de poder nas big techs e o impacto negativo na criação artística.
O Sextou vai ao ar hoje, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
O caso da relação de Flávio com Vorcaro expõe a baixa estatura moral do pré-candidato e torna ainda mais urgente que a direita democrática se mobilize para se libertar do bolsonarismo
O primeiro teste de estresse da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência terminou mal. A revelação de que o primogênito de Jair Bolsonaro cobrou do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para alegadamente bancar um filme sobre a trajetória do pai fez mais do que expor o despreparo político do indigitado: escancarou a sua baixa estatura moral, deficiência que o torna absolutamente indigno de ser presidente da República.
Esse episódio torna ainda mais urgente que a direita democrática se empenhe em construir uma alternativa conservadora séria, comprometida com a Constituição e com padrões mínimos de decência, para disputar a Presidência e impedir que o petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhe mais quatro anos para arruinar o País. Para isso, a direita não pode seguir a reboque de um desqualificado como Jair Bolsonaro e de seu clã, cuja trajetória política é marcada desde sempre por sua vocação antidemocrática, por sucessivos escândalos, pela confusão deliberada entre público e privado e pela imoralidade.
Graças às conversas reveladas pelo site Intercept Brasil, confirmadas pelo Estadão, essa depravação fica ainda mais explícita. Nelas, constata-se o grau de proximidade entre um senador da República, hoje com a pretensão de governar o Brasil, e um banqueiro que já naquela época era suspeito de ser o protagonista do maior crime já cometido contra o sistema financeiro nacional.
De acordo com os documentos da Polícia Federal (PF) publicados pelo site, Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro uma quantia equivalente a US$ 24 milhões para a produção de Dark Horse, a tal cinebiografia do ex-presidente, dos quais US$ 10 milhões já teriam sido pagos ao longo de 2025.
Primeiro, Flávio tentou negar. Questionado por jornalistas, disse que se tratava de “mentira”. Depois, quando as provas vieram à luz, o senador teve de reconhecer que pediu mesmo o dinheiro, mas enfatizou que se tratava de uma relação “privada”, sem envolver recursos públicos.
Ora, pouco importa se o dinheiro era privado ou público. O busílis é a origem dos recursos. A fortuna do sr. Vorcaro não advém do seu sucesso empresarial em atividades legais. Segundo a PF, o banqueiro construiu patrimônio por meio de fraudes bancárias, algumas das quais envolvendo fundos de previdência de servidores públicos em diversos Estados e municípios, além do Banco de Brasília (BRB). Em paralelo, Vorcaro construiu uma rede de influência nos Três Poderes, ao que parece a peso de ouro. Tudo isso já era sabido na época da conversa entre os dois.
O problema central aqui, portanto, é outro. Flávio Bolsonaro não pode ser tratado como um cidadão qualquer pedindo ajuda a um financiador qualquer. Era um senador com pretensões presidenciais esperando receber milhões de dólares de um notório escroque, cuja prisão aconteceria no dia seguinte à tal conversa.
Ademais, constrange o tratamento fraterno que Flávio Bolsonaro dispensa a Vorcaro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente”, disse o senador. A frase não deixa margem para dúvidas sobre a relação de proximidade, confiança e eventual “gratidão política”, chamemos assim, envolvidas naquela negociação.
Para piorar, a mambembe explicação do entorno bolsonarista só aprofundou as suspeitas sobre as reais intenções de Flávio Bolsonaro. O produtor do filme, o deputado Mário Frias (PL-SP), afirmou textualmente que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. Ora, se não havia dinheiro do banqueiro na produção, para onde iria a dinheirama cobrada pelo senador?
Não cabe a este jornal antecipar julgamentos. Mas tampouco se pode condenar quem acredite que a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolva suspeitas de lavagem de dinheiro, formação de caixa dois ou enriquecimento ilícito. Um pré-candidato à Presidência envolvido em transações desse jaez tem o dever de dar explicações convincentes ao País, o que Flávio Bolsonaro ainda não fez. Por ora, preferiu mentir, atacar a imprensa e zombar da inteligência alheia.
Dando o start nas entrevistas com os pré-candidatos ao Senado nas próximas eleições, a convidada para o podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima terça-feira (19), meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, é a advogada, ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes. Liderando todas as pesquisas de intenção de voto, Marília vai falar sobre seus principais posicionamentos na política, como a defesa da democracia e o combate às desigualdades.
Recentemente, Marília reagiu com indignação às revelações divulgadas pela imprensa nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Marília, o caso escancara uma contradição histórica do grupo político liderado pelo ex-presidente. “É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, afirmou.
A trajetória de Marília na política começou muito cedo, aos 21 anos, quando se filiou ao PSB, partido presidido na ocasião pelo seu avô Miguel Arraes. Entre 2007 e 2008, foi secretária de Juventude e Emprego de Pernambuco na gestão do ex-governador Eduardo Campos. Em 2008, aos 24 anos, foi eleita vereadora do Recife, sendo a parlamentar mais jovem na 15ª legislatura. Em 2012, foi de novo eleita vereadora com 8.841 votos. Logo após as eleições, assumiu a Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional na gestão de Geraldo Júlio. Marília voltou à Câmara Municipal do Recife em abril de 2014.
Em fevereiro de 2016, oficializou sua desfiliação do PSB e filiou-se ao PT. Em outubro de 2016, Marília disputou novamente as eleições municipais para continuar ocupando a casa legislativa. Foi eleita com 11.872 votos, uma das maiores votações da legislatura e uma das mais expressivas entre os parlamentares do PT nas eleições municipais.
Em 2018, foi convocada pela militância para disputar a pré-candidatura ao Governo do Estado. Chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, mas o projeto não foi efetivado em função de orientações nacionais do partido, que optou pela consolidação de uma aliança com outras legendas e o apoio à reeleição do então governador, Paulo Câmara (PSB).
Entrou na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2018. Venceu com uma expressiva votação com 193.108 mil votos. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Recife, se tornando a primeira mulher a alcançar o segundo turno na cidade, mas foi derrotada por seu primo João Campos (PSB).
Em 2022, Marília almejava uma candidatura ao governo de Pernambuco ainda pelo PT, mas os líderes locais do partido teriam optado por uma aliança com o PSB, motivo decisivo para a sua saída do PT e sua filiação ao Solidariedade. Naquela ocasião, obteve cerca de 1.175.651 votos, sendo a candidata mais votada em primeiro turno, se qualificando contra Raquel Lyra, do PSDB. Todavia, ela foi derrotada no segundo turno por Raquel.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) protocolou, nesta quinta-feira (15), um requerimento de informação direcionado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, solicitando esclarecimentos sobre a substituição do delegado Guilherme Figueiredo Silva da chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal. O parlamentar também questiona mudanças na condução dos inquéritos que investigam desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
No documento, Alfredo Gaspar pede informações sobre a motivação administrativa da troca, questiona se houve pressão política ou influência externa na decisão e solicita detalhes sobre medidas adotadas para garantir a continuidade das investigações. O requerimento também menciona críticas feitas pela defesa de Lulinha à atuação do delegado substituído e cita reunião realizada com o ministro do STF André Mendonça sobre o caso.
Na justificativa, o deputado afirma que a substituição ocorreu em meio a diligências relacionadas ao rastreamento de recursos supostamente desviados do INSS e aponta preocupação com a continuidade das investigações. O texto também menciona pedidos de quebra de sigilo e investigações sobre supostos vínculos empresariais ligados ao caso.
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil.
Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro em uma publicação no Instagram, ontem, sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, no post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão no “Dark Horse”.
Um contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, à frente da produção-executiva, função com poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira de um projeto audiovisual.
Segundo o documento, a produtora e os produtores-executivos agiriam em conjunto para dedicar-se a atividades de desenvolvimento do projeto, dentre elas “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.
O contrato obtido pelo Intercept define uma ampla gama das funções que Eduardo teria na produção. Junto com os outros produtores, a empresa GoUp e o deputado federal Mario Frias, ele teria a responsabilidade sobre as decisões sobre como os recursos seriam captados e gastos. Não há informação, porém, sobre quem, de fato, executou essas funções.
Enviamos questionamentos para Eduardo Bolsonaro e para o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. A defesa do deputado Mario Frias informou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”.
Também mandamos perguntas para as defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do banqueiro Daniel Vorcaro, mas tampouco recebemos retorno. Se houver, o texto será atualizado.
Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro de 21 de março de 2025 destaca o papel de articulador financeiro exercido por Eduardo na produção do filme.
Miranda, que teve papel de intermediário entre Vorcaro, a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias em tratativas sobre o filme, encaminha para o banqueiro uma captura de tela de uma mensagem que Eduardo o enviou e diz: “Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir.”
Na mensagem de Eduardo a Miranda, o deputado federal cassado diz: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”
Em seguida, de acordo com a mensagem obtida pelo Intercept, Eduardo explica como seria a melhor forma de enviar o dinheiro: “Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”.
Embora não seja possível precisar a data que Eduardo enviou a mensagem a Miranda, o encaminhamento da captura de tela para Vorcaro indica que isso ocorreu em março de 2025 – mesmo mês em que Eduardo anunciou que ia se licenciar do mandato para ficar nos EUA e buscar as “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.
Enviamos questionamentos para Miranda, que esclareceu que ele “não desempenhou qualquer função na produção, divulgação, gestão financeira e estratégia de lançamento do filme Dark Horse” tendo limitado sua participação a “intermediar o contato entre pretenso investidor e os interessados no projeto”. Leia a resposta na íntegra.
Outro documento, datado de fevereiro de 2024, mostra ainda uma minuta de aditivo de contrato para a produção de “Dark Horse” em que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Não há confirmação se o aditivo foi, de fato, assinado.
Embora ele diga não ser “dono do filme”, o contrato – datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024 – designa explicitamente Eduardo e Frias como tendo poder de gestão e decisão sobre a produção, juntamente da GoUp. A minuta que o designa como financiador da operação também contradiz sua fala de que ele teria apenas cedido “direitos de imagem”.
A GoUp Entertainment é uma empresa sediada na Flórida que tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama e um brasileiro naturalizado nos Estados Unidos, Michael Brian Davis.
Em dezembro, revelamos como uma organização não-governamental na qual Karina é sócia, o Instituto Conhecer Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir as entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o contrato.
A TV Globo noticiou na quinta-feira, 14, que o STF tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mario Frias a prestar informações sobre “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao Instituto Conhecer Brasil – o parlamentar e produtor-executivo do filme teria destinado R$ 2 milhões à ONG. Enviamos questionamentos para Karina Gama e para seu sócio, Michael Brian Davis, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.
Fundo de advogado de Eduardo recebeu dinheiro de Vorcaro
Na quarta-feira, 13, o Intercept revelou como o senador Flavio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, irmão de Eduardo, articulou apoio do banqueiro Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, segundo mensagens obtidas com exclusividade.
Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção, dos quais pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.
A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse” teria custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No Instagram, o deputado federal cassado negou ter recebido o dinheiro negociado para o filme.
O material analisado pelo Intercept indica que ao menos parte dos valores negociados por Flávio junto a Vorcaro foi para um fundo controlado por aliados de Eduardo – incluindo Paulo Calixto, o advogado encarregado de seu processo imigratório nos EUA, conforme apuração da Agência Pública.
Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que parte do dinheiro negociado com Vorcaro para o filme foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do banqueiro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos EUA, e controlado por aliados de Eduardo.
Documentos societários obtidos pelo Intercept mostram que o fundo Havengate Development Fund LP foi registrado no Texas e tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, de Paulo Calixto.
Nos registros, o fundo aparece como sendo pertencente à companhia quase homônima Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas.
Os documentos desta segunda firma apontam Altieris Santana como membro do quadro societário do fundo e Paulo Calixto como membro e administrador. Ambos aparecem vinculados ao mesmo endereço comercial utilizado pelo Havengate.
Em uma das mensagens obtidas pelo Intercept, ao sugerir alternativas para facilitar o envio dos recursos aos EUA, Eduardo Bolsonaro informa que Altieris Santana estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira. Enviamos questionamentos para Altieris Santana e Paulo Calixto, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.
No Instagram, Eduardo disse que “o escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” e que foi ele quem apresentou Calixto a Mario Frias “por saber da sua competência”.
Plano de negócios previa “oportunidade de imigração”
Os documentos mostram que o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro teve um orçamento total astronômico para os padrões brasileiros: o valor estimado é entre 23 milhões e 26 milhões de dólares. A quantia corresponde ao montante negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro: 24 milhões de dólares. O custo total é superior ao de várias produções recentes de Hollywood, inclusive vencedoras do Oscar.
O orçamento do filme prevê, segundo os documentos aos quais o Intercept teve acesso, que mais de 10,7 milhões de dólares seriam destinados apenas aos custos “acima da linha”, rubrica que inclui “custos gastos antes da filmagem” – com direitos do roteiro, salários de atores, diretores, produtores, diretor de elenco, roteirista e outros envolvidos na direção financeira e criativa de alto nível do filme.
Ainda segundo os documentos, a estratégia para captar recursos consistia na oferta de 40 cotas de 500 mil dólares. Ou seja, um total de 20 milhões de dólares.
Para atrair grandes investidores, o orçamento do filme foi fatiado em pacotes de investimento VIP com regalias incomuns para o mercado de cinema. Se o investidor pagasse 1 milhão de dólares, ele comprava uma cadeira no conselho de produção – com direito a dar pitacos e influenciar as decisões do filme.
O pacote mais caro, e incomum, custava 1,1 milhão de dólares. O grande chamariz para esse investimento não era o filme, mas sim a promessa explícita de uma “oportunidade de imigração”. O plano de negócios oferecia o filme como um atalho para que ricaços comprassem o direito a um Green Card, garantindo assim o visto de residência permanente nos Estados Unidos.
Plano de negócios previa benefícios para investidores, incluindo uma “oportunidade de imigração”
A promessa de lucro da produtora era agressiva: os investidores teriam a devolução de 100% do capital aportado acrescido de um lucro de 20% sobre o valor investido. O plano de negócios projetava a receita global do filme em três cenários distintos: um pessimista (de 45 milhões de dólares), um conservador (70 milhões de dólares) e um otimista (100 milhões). Após a quitação prioritária do capital e do prêmio de 20% aos financiadores, todo o lucro líquido restante gerado pela bilheteria e plataformas de streaming seria dividido meio a meio entre investidores e produtores. Ou seja, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias também lucrariam com o filme.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou as movimentações financeiras e relações políticas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante evento em Barretos (SP), hoje, “Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou Lula.
A declaração foi dada durante visita ao Hospital do Câncer em Barretos. Lula participou de cerimônia na unidade de saúde, referência no tratamento oncológico no país, onde anunciou investimentos e ações na área. As informações são do portal G1.
O petista não citou nominalmente o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, a declaração foi feita na mesma semana em que vieram à tona áudios de conversas entre o banqueiro e o parlamentar.
Lula então prosseguiu a fala afirmando que a gestão do hospital, sempre que buscava o governo em busca de investimentos, levava projetos concretos. “Toda vez que esse moço me procurou para pedir recurso, levou projeto e eu dizia: ‘Não é discurso que me convence, mas o projeto. Se o projeto tiver consistência e base real, e tratar com dignidade as pessoas, não terá dificuldade comigo”, disse.
Ligação com Vorcaro
Nessa quarta-feira (13), reportagem do “Intercept Brasil” mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A PF investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, nos Estados Unidos.
Mais cedo, Flávio foi questionado pela imprensa sobre o caso durante chagada ao Rio de Janeiro. Ele afirmou que “não tem que se justificar” sobre os áudios enviados ao banqueiro.
Em agenda realizada na manhã de hoje, o prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), recebeu a visita do senador Fernando Dueire (PSD) para uma série de compromissos no município. A programação incluiu visita técnica ao Centro Administrativo da Prefeitura, passagem por prédios públicos e entrevistas em rádios da cidade. A agenda também contou com a presença do ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), do vice-prefeito Gil Custódio (PP) e de vereadores da base governista. Durante a visita, Fernando Dueire confirmou a destinação de R$ 1 milhão para a construção do novo Hospital Municipal de Toritama.
A parceria entre o senador e o município vem rendendo resultados importantes nos últimos anos. Entre os principais avanços estão a articulação para a chegada das águas do Rio São Francisco à Capital do Jeans, o apoio às obras da BR-104, incluindo o projeto da travessia urbana no perímetro da cidade, a variante, a entrega do viaduto e a iluminação da Vila Canaã. Somam-se ainda mais de R$ 3 milhões destinados ao custeio de cirurgias e serviços de saúde, além da viabilização de um veículo para a segurança pública, uma máquina retroescavadeira e de um caminhão-caçamba para reforçar a limpeza urbana.
“Tenho a alegria, a satisfação e a honra de receber em Toritama um grande parceiro de Pernambuco e, em especial, da nossa cidade. Fernando Dueire tem contribuído diretamente com ações importantes e recursos para saúde, infraestrutura e lazer. Somos gratos por essa parceria. Depois de 20 anos, Toritama voltou a ter água nas torneiras, resultado de muito trabalho e articulação. E muita notícia boa ainda está chegando por meio do seu mandato”, afirmou o prefeito Sérgio Colin.
Uma das estruturas filantrópicas mais referenciais do Estado, o Instituto do Fígado de Pernambuco (IFP) promoveu um evento para reverenciar os que estendem a sua mão, seja na política ou no meio empresarial, para a manutenção dos seus serviços aos mais necessitados.
Foi uma “noitada de gala”, na expressão literal. Contou com uma legião de pessoas parceiras, entre eles o deputado Kaio Maniçoba (PP), que não compareceu por cumprir agenda fora do Estado. Foi representado pelo assessor Rinaldo Albuquerque, que recebeu a comenda das mãos da presidente Leila Beltrão Pereira e da vice Fátima Barreto.
O Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 2005, que atua como referência nacional e internacional no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças gastro-hepáticas.
Conveniado ao SUS, oferece atendimento especializado em Recife, focado em alta complexidade para pacientes de todas as idades, com forte atuação em pesquisa e ensino.
Existe uma diferença brutal entre a promessa vazia e a mentira escancarada. O eleitor brasileiro, calejado por décadas de campanhas eleitorais, já aprendeu a conviver com políticos que prometem mundos e fundos. Ele até desconfia, revira os olhos, ironiza no grupo da família, mas segue em frente. O que o eleitor não tolera é a sensação de estar sendo tratado como idiota.
E foi exatamente esse erro que Flávio Bolsonaro cometeu no escândalo envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e os R$ 61 milhões destinados ao filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O problema não foi apenas o pedido de dinheiro. Política sempre teve empresários financiando projetos, campanhas, documentários e “homenagens”. O problema foi a encenação grotesca montada por Flávio diante do repórter do Intercept Brasil. Quando questionado sobre os repasses de Vorcaro para o filme do pai, o senador riu, debochou da pergunta, acusou o jornalista de militância e tentou vender a narrativa clássica da perseguição política. Horas depois, veio o áudio. Cru. Direto. Sem edição emocional. Sem lacração de rede social. Sem filtro patriótico.
Na gravação revelada pelo Intercept, Flávio aparece cobrando reiteradamente os recursos prometidos por Daniel Vorcaro para financiar o longa sobre Jair Bolsonaro. Não era fofoca, não era ilação, não era “fake news da esquerda”. Era a própria voz do senador implorando pela liberação do dinheiro. Aí nasce o desastre político.
Porque o eleitor pode até perdoar um político enrolado. Mas dificilmente perdoa um político flagrado mentindo descaradamente minutos antes de a verdade explodir na internet. A humilhação pública destrói mais reputações do que qualquer investigação judicial.
Flávio tentou fazer o velho truque bolsonarista: atacar o mensageiro para evitar responder à mensagem. É a fórmula usada há anos — imprensa é inimiga, jornalista é militante, denúncia é conspiração. O problema é que, desta vez, o áudio apareceu rápido demais. E a realidade teve mais velocidade do que a narrativa.
O caso é ainda mais tóxico porque envolve Daniel Vorcaro, personagem central do colapso do Banco Master e alvo de investigações que transformaram o sistema financeiro brasileiro num campo minado político e judicial. E justamente no momento em que o bolsonarismo tentava colar no governo Lula a responsabilidade exclusiva pelo escândalo do banco, surge o filho do ex-presidente tratando Vorcaro como “irmão” e cobrando milhões para um filme eleitoral disfarçado de cinebiografia. A contradição ficou grotesca.
Mais do que um problema jurídico, trata-se de um colapso simbólico. O bolsonarismo construiu sua identidade política vendendo a imagem de combatente anticorrupção, inimigo das elites financeiras e adversário dos “esquemas de Brasília”. Agora aparece abraçado justamente ao epicentro de um dos maiores escândalos financeiros do país.
E há um detalhe devastador: o filme nem parece um projeto cultural. Soa como peça de campanha financiada nos bastidores para turbinar a imagem de Jair Bolsonaro às vésperas da eleição. A revelação dos áudios destruiu o verniz ideológico e expôs o que muita gente suspeitava: por trás do discurso moralista, existe apenas política profissional em estado bruto.
No fim, o estrago maior talvez não esteja nos R$ 61 milhões. Está na gargalhada debochada de Flávio diante do repórter, seguida horas depois pela divulgação do áudio que o transformou em símbolo da própria mentira que tentava esconder.
Na política, a corrupção desgasta. Mas a mentira comprovada, em tempo real, mata.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) anunciou, esta semana, que irá acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para denunciar o que classificou como um esquema institucionalizado de contratações emergenciais sem licitação na saúde pública de Pernambuco. Segundo o parlamentar, o Governo Raquel Lyra transformou a exceção em regra e já autorizou cerca de R$286 milhões em gastos sem concorrência pública com instituições privadas responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Pernambuco, como o Hospital Mestre Vitalino e seis UPAEs.
“O que era para ser medida excepcional virou método de governo. Emergências fabricadas estão sendo usadas para justificar contratos milionários sem licitação, sem transparência e sem concorrência pública. Isso é gravíssimo”, afirmou Pedro Campos.
O parlamentar aponta que o caso mais emblemático envolve o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Após 47 aditivos contratuais ao longo de uma década, o vínculo da unidade com a organização privada responsável pela gestão chegou ao limite legal e foi encerrado em novembro de 2025. Mesmo assim, o Governo do Estado manteve pagamentos de cerca de R$ 50 milhões durante dois meses sem contrato formal e, em seguida, assinou um novo contrato emergencial sem licitação no valor de R$143 milhões.
Esse não é um cenário pontual. A mesma situação se repete nas UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Afogados da Ingazeira. Apenas na unidade de Arcoverde, a gestão estadual teria mantido quase dez meses de pagamentos sem contrato, além de celebrar posteriormente novo vínculo emergencial sem concorrência pública.
“Não existe surpresa em contratos que vencem depois de dez anos. O Governo Raquel Lyra sabia exatamente o dia em que esses contratos acabariam. Se não houve licitação, foi por decisão política e administrativa. A pergunta que fica é: a quem interessa impedir a concorrência pública?”, declarou.
Na denúncia, o parlamentar também criticou a situação do Hospital Central de Paulista. Comprado pelo Governo do Estado em 2025 por cerca de R$ 170 milhões, com a promessa de funcionar como hospital de retaguarda, a unidade segue sem atendimento à população. Mesmo assim, o Governo publicou no feriado de 1º de maio uma contratação emergencial sem licitação de R$ 68 milhões para gestão temporária da unidade por 180 dias.
“Depois de três anos sem construir uma nova UPA, o Governo agora tenta transformar usar contratos emergenciais sem licitação em modelo permanente de gestão até para abertura de novas unidades. O povo enfrenta teto desabando, elevador caindo, UTI sem climatização e profissionais denunciando abandono, enquanto milhões são gastos sem licitação. Isso precisa ser investigado com rigor”, afirmou.
O deputado informou que as representações protocoladas no Ministério Público e no TCE pedirão investigação imediata dos contratos, responsabilização dos gestores envolvidos e o afastamento da secretária estadual de Saúde.
“Estamos diante de uma possível improbidade administrativa, realizada com dolo, que drena recursos públicos da saúde e precariza ainda mais o atendimento da população pernambucana. Pernambuco não pode aceitar que contratos emergenciais virem instrumento de maquiagem administrativa e eleitoral”, concluiu.