O deputado federal Pastor Eurico (PSDB), que hoje aparece ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), já esteve no centro de uma polêmica que quase lhe custou a permanência no PSB. Em 2014, o partido pediu que o parlamentar solicitasse o arquivamento de um projeto de sua autoria que tratava da chamada “cura gay”. A proposta derrubava uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia que proibia tratamentos destinados a “reverter a homossexualidade” e defendia que pessoas que desejassem deixar a homossexualidade tivessem direito a “acolhimento e ajuda profissional”.
A direção do PSB considerava que a proposta contrariava as diretrizes da legenda e encaminhou o caso ao Conselho de Ética. Segundo Alexandre Navarro, presidente do conselho de ética da executiva nacional do PSB desde 2005, caso o conselho fosse favorável ao arquivamento e Pastor Eurico se recusasse a retirar o projeto, o processo poderia seguir para o Diretório Nacional e resultar até no cancelamento de sua filiação. “Se eu fosse o deputado, já teria retirado o projeto”, afirmou Navarro à época, deixando clara a posição contrária da direção partidária à iniciativa.
A expulsão, porém, não chegou a acontecer porque Pastor Eurico deixou o PSB antes da conclusão do processo. O episódio ficou marcado como um dos momentos de maior tensão em sua passagem pela legenda. A história voltou à tona agora depois que Pastor Eurico voltou a citar a apresentadora Xuxa, reacendendo um embate que também marcou sua passagem pelo PSB em 2014. Na ocasião, o deputado acusou a apresentadora de fazer apologia à violência contra crianças, em reação às discussões sobre a chamada Lei da Palmada.

















