Por Almir Albuquerque*
A definição do grupo do deputado Dudu da Fonte de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra transformou a campanha em um verdadeiro clássico. Em clássico, ganha quem errar menos e, nesse caso, quem conquistar boas adesões. Com o apoio desse grupo, para mim, esse clássico começou agora — com placar de 0x0, e só termina no dia 4 de outubro.
João Campos fez um upgrade em sua campanha quando levou Marília Arraes para a chapa majoritária. As pesquisas indicam que ela será eleita senadora. Além de acreditar nisso, desde o ano passado ele tem dito que uma das vagas para o Senado será de Marília.
Leia maisA disputa pela segunda vaga se encaixa no perfil do deputado Dudu da Fonte que tem trabalhado muito em várias áreas no estado todo, com destaque na saúde dos pernambucanos.
Consideremos, portanto, que o voto da esquerda será dividido entre Raquel e João, com uma pequena vantagem para o segundo. Consideremos, ainda, que o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado, maior líder da direita em Pernambuco por conta da sua forte ligação com a família Bolsonaro, não apoiará João Campos.
Por esse motivo, entendo que a governadora Raquel Lyra devia procurá-lo por um motivo numérico muito simples: nas eleições de 2022, Gilson Machado recebeu 1.320.555 votos, o que representou 29,55% dos votos válidos.
Considerando esse raciocínio, o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado pode ser o fiel da balança na eleição de outubro.
*Aposentado
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