Já com espírito de férias, que dou o start na próxima segunda-feira, corri, há pouco, meus 8 km diários no calçadão de Boa Viagem.
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Após visita de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, tarifaço de Trump, ofensiva contra o PIX e novas tensões comerciais transformam a relação com Washington em um dos temas centrais da eleição de 2026
Por Zé Américo Silva*
A política costuma ser impiedosa com coincidências difíceis de explicar. E a coincidência da vez atende pelo nome de Flávio Bolsonaro.
Dias depois de sua visita aos Estados Unidos, onde se reuniu com Donald Trump, J.D. Vance e Marco Rubio, o governo americano anunciou a proposta de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida foi apresentada como resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Leia maisÉ verdade que a investigação não começou agora. Também é verdade que Washington alega razões comerciais envolvendo comércio digital, propriedade intelectual e outras disputas regulatórias. Mas a política não vive apenas de fatos. Vive, sobretudo, de percepção.
E a percepção que rapidamente tomou conta das redes sociais e do debate público foi devastadora para o bolsonarismo.
Nasceu assim o apelido “Tariflávio”, criado inicialmente por adversários políticos e rapidamente incorporado ao debate nacional para associar Flávio Bolsonaro às medidas hostis adotadas pelo governo americano contra o Brasil.
O problema para o bolsonarismo não é apenas econômico. É simbólico.
Historicamente, a direita brasileira construiu parte importante de sua narrativa em torno do patriotismo, da soberania nacional e da defesa dos interesses do país. Quando um dos principais líderes desse campo político aparece ao lado das mais altas autoridades americanas e, poucos dias depois, o Brasil passa a ser alvo de medidas que afetam empresas, exportadores e consumidores brasileiros, a oposição encontra terreno fértil para construir uma narrativa politicamente poderosa.
Inicialmente, o desgaste estava concentrado no tarifaço. Mas a situação ganhou contornos ainda mais delicados quando o governo Trump ampliou sua ofensiva comercial e passou a questionar o PIX.
O sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tornou-se uma das iniciativas mais bem-sucedidas da história recente da economia brasileira. Utilizado diariamente por milhões de pessoas e empresas, o PIX se consolidou como símbolo de modernização financeira, inclusão bancária e redução de custos para consumidores e comerciantes.
Por isso, qualquer movimento externo percebido como ameaça ao sistema desperta imediata reação popular.
A discussão deixou de ser apenas econômica e passou a ser também emocional. Para grande parte da população, o PIX é uma conquista brasileira. E quando um governo estrangeiro sinaliza medidas que possam dificultar sua expansão ou favorecer interesses de concorrentes internacionais, a questão rapidamente assume contornos de soberania nacional.
Nesse ambiente, Flávio Bolsonaro passou a enfrentar um problema político que vai muito além das tarifas.
Levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo mostrou que cerca de oito em cada dez manifestações opinativas monitoradas em grupos públicos de WhatsApp e Telegram associavam diretamente Flávio Bolsonaro tanto ao tarifaço quanto às ameaças ao PIX. Embora esse tipo de monitoramento não tenha valor de pesquisa eleitoral, ele funciona como um importante termômetro da disputa narrativa travada nas redes sociais. E narrativas importam.
Importam porque eleições são disputadas não apenas em torno de fatos objetivos, mas também em torno das interpretações que os eleitores constroem desses fatos.
O próprio Flávio Bolsonaro percebeu o tamanho do desgaste e passou a afirmar publicamente que pediu a Trump para não impor tarifas ao Brasil. Também procurou demonstrar preocupação com os efeitos econômicos das medidas anunciadas por Washington.
Mas, em política, muitas vezes a “defesa” acaba reforçando o problema.
Quanto mais o senador precisa explicar que não teve participação nas decisões americanas, mais a associação entre sua viagem, suas reuniões e as medidas anunciadas pelos Estados Unidos permanece viva no debate público.
O impacto potencial também preocupa setores produtivos. Tarifas elevadas reduzem competitividade, aumentam custos, geram insegurança para investidores e afetam cadeias produtivas inteiras. A simples ameaça de novas barreiras comerciais já produz efeitos negativos sobre expectativas econômicas.
Mais do que um episódio isolado, o caso pode se transformar em um dos grandes temas da campanha presidencial de 2026.
Pela primeira vez desde o surgimento do bolsonarismo, a esquerda parece ter encontrado uma narrativa simples, popular e facilmente compreensível para atacar diretamente um dos principais herdeiros políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. E campanhas eleitorais costumam transformar símbolos e apelidos em armas extremamente eficazes.
Agora, todas as atenções se voltam para as próximas rodadas de pesquisas eleitorais. Analistas, partidos e estrategistas querem descobrir qual dos dois polos da disputa presidencial conseguirá tirar maior proveito político desse episódio.
Se o eleitorado enxergar as medidas americanas apenas como consequência de uma disputa comercial entre governos, o impacto poderá ser limitado. Mas, se prevalecer a percepção de que setores do bolsonarismo mantêm uma relação de alinhamento automático com interesses estrangeiros, o desgaste poderá se aprofundar. Uma coisa, porém, já parece evidente.
“Tariflávio” deixou de ser apenas um apelido criado nas redes sociais para se transformar em um fato político.
E agora não se trata apenas de tarifas.
Trata-se de tarifas, do PIX, de soberania nacional, de interesses econômicos brasileiros e da percepção crescente de que a política externa pode ter se transformado, pela primeira vez em muitos anos, em um tema decisivo da disputa presidencial.
As próximas pesquisas dirão se esse desgaste ficará restrito ao ambiente digital ou se começará a aparecer também nas intenções de voto.
Se isso acontecer, Flávio Bolsonaro poderá descobrir que, em política, algumas tarifas custam muito mais caro do que parecem.
*Jornalista e consultor de marketing político
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O cantor Silvério Pessoa divulgou sua agenda de apresentações para o mês de junho, com participações em eventos ligados ao ciclo junino em Pernambuco. A programação começa neste sábado (7), às 17h, no Shopping Recife. No dia 11, o artista participa da Caminhada do Forró, em Arcoverde, e retorna ao município no dia 13 para se apresentar no 1º Forró do Magno, que promovo em comemoração aos 20 anos deste blog.
A agenda segue no dia 24, com apresentação em Serra Negra, distrito de Bezerros, às 12h, e será encerrada no dia 26, às 21h, no Sítio Trindade, no Recife. Conhecido por mesclar elementos da cultura popular nordestina com sonoridades contemporâneas, Silvério Pessoa integra a programação de eventos juninos realizados em diferentes regiões do Estado durante o mês de junho.
O ex-prefeito de Itapissuma Yves Ribeiro (MDB) e o deputado estadual Mário Ricardo (Podemos) anunciaram uma aliança política voltada às eleições de 2026, reforçando o grupo de apoio ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). A articulação também busca ampliar as bases eleitorais das pré-candidaturas de Yves à Câmara dos Deputados e de Mário Ricardo à reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A parceria reúne duas lideranças com histórico de atuação política no Litoral Norte e concentra esforços principalmente nos municípios de Itapissuma, Itamaracá e Igarassu. Segundo os aliados, a aproximação ocorre após anos de disputas políticas na região e tem como objetivo fortalecer a presença do grupo nos municípios da área.
Yves Ribeiro foi o primeiro prefeito de Itapissuma e também governou os municípios de Igarassu e Paulista. Já Mário Ricardo exerce atualmente mandato de deputado estadual e foi prefeito de Igarassu por dois mandatos. Na Alepe, ele preside a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, hoje, o cantor, compositor e poeta Maciel Melo, um dos principais representantes da música nordestina contemporânea. Natural de Iguaracy, no Sertão pernambucano, o artista construiu uma trajetória ligada à cultura popular nordestina, reunindo em suas composições temas como o sertão, o amor, a religiosidade e o cotidiano do povo nordestino.
O programa destaca seu mais recente trabalho, que traz canções como ‘Antes de Forrar a Mesa’, composta em parceria com Dorgival Dantas, ‘Vida Severina’, com César Amaral, ‘Nem Veludo e Nem Cetim’, com Zé da Flauta, e ‘A Rosa e o Girassol’, de sua autoria. Em clima de São João, Maciel fala sobre as novas músicas e os caminhos de uma carreira marcada pela valorização da cultura nordestina.
Ao longo da trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Elba Ramalho, Dominguinhos, Santanna, Flávio José e Jorge de Altinho, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da música produzida no Nordeste.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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A campanha do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, lançou nesta sexta-feira (5) seu primeiro jingle oficial, com o slogan “Vem com Fé”.
Segundo integrantes da campanha, a expressão foi escolhida para sintetizar a estratégia adotada pela nova equipe que assumiu a coordenação eleitoral em um momento em que o candidato enfrentava resistência entre parte do eleitorado, da classe política, do setor produtivo e do mercado. As informações são da CNN.
Leia maisPesquisas qualitativas encomendadas pela campanha indicaram, à época, um cenário de descrença, desânimo e desconfiança em relação à candidatura.
A partir desse diagnóstico, os estrategistas passaram a trabalhar o conceito de “fé” como uma ideia associada à esperança, confiança e mobilização popular.
Dessa construção surgiu a mensagem central da campanha: “Pode acreditar, vamos fazer. Venha com fé”.
A peça audiovisual, com cerca de dois minutos de duração, reúne imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos irmãos de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.
De acordo com a campanha, o objetivo é mobilizar apoiadores em torno de um projeto político para o futuro, reforçando temas tradicionalmente associados ao bolsonarismo, como fé, liberdade, valores familiares e participação popular.
O vídeo também busca transmitir uma imagem de união da família Bolsonaro em torno da candidatura, em meio a especulações sobre divergências internas e falta de alinhamento entre integrantes do clã.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) recebeu, nesta quinta-feira, o apoio de vereadores de Jaboatão dos Guararapes durante agenda realizada no município. Os parlamentares acompanharam Marília e o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), em visita ao Mercado das Mangueiras, em Prazeres. Entre os vereadores que anunciaram apoio à pedetista estão Márcio do Curado, Melque Almeida, Eládio Rangel e Henrique Metalúrgico.
“Receber o apoio de vereadores que conhecem de perto a realidade de Jaboatão fortalece ainda mais o nosso projeto para Pernambuco. A cidade, além de ser o segundo maior colégio eleitoral do Estado, tem uma importância estratégica para toda a Região Metropolitana do Recife”, afirmou Marília. Ainda nesta quinta-feira, a pré-candidata seguiu para São Bento do Una, onde participará de cerimônia para receber o título de cidadã do município. Nos próximos dias, ela cumprirá agenda ao lado de João Campos em cidades do Agreste e do Sertão.
O ex-deputado Sebastião Oliveira (Avante), que também é cantor nas horas de lazer, confirmou que estará presente no 1° Forró do Magno, dia 13, em Arcoverde, em comemoração aos 20 anos do blog. Com sua banda, fará um show como
cover de Reginaldo Rossi, cantando todos os sucessos do saudoso rei do brega.
Nesta eleição, Sebá, que já foi estadual e federal, será candidato a estadual em uma dobradinha com o irmão Waldemar Oliveira, o Dema, também do Avante. Não tenho duvidas de que Sebá cover de Rossi irá roubar a cena.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare que o ministro Alexandre de Moraes é suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Segundo a defesa do senador do PL, o impedimento se justifica pela suposta relação entre Moraes e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades. Dados da Receita Federal mostram que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios.
Leia maisOs advogados afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.
A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.
Trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, mostram o político do PL cobrando do banqueiro a destinação de recursos para a produção do filme. A defesa de Flávio quer que o pedido de Lindbergh seja redirecionado para relatoria do ministro André Mendonça.
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O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou, hoje, de uma solenidade no Palácio do Campo das Princesas ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), marcada pela entrega de novos equipamentos e veículos destinados ao fortalecimento da segurança pública de Pernambuco.
A ação representa mais um passo no processo de reestruturação das forças de segurança do estado, ampliando as condições de trabalho dos profissionais que atuam diariamente no combate à criminalidade e na proteção da população pernambucana.
Leia maisEntre os investimentos anunciados estão 70 novas viaturas do tipo SUV para a Polícia Militar que irão reforçar o patrulhamento ostensivo em diversas regiões do estado. Os veículos se somam aos esforços recentes de ampliação do efetivo, com a formação de novas turmas de policiais militares para atuação, especialmente, na Região Metropolitana do Recife.
O pacote também contempla a entrega de 5.576 pistolas Glock calibre 9 milímetros e 100 fuzis CZ Bren 2, ampliando a capacidade operacional das corporações. Além disso, serão distribuídos equipamentos de proteção individual, incluindo 600 capacetes e 518 pares de botas destinados aos policiais motociclistas.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco também será beneficiado com sete novas viaturas do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), fortalecendo a capacidade de resposta da corporação em ocorrências de grande complexidade.
A estrutura logística das forças de segurança receberá ainda dez micro-ônibus Iveco de 18 lugares, enquanto o Batalhão de Polícia Ambiental contará com três novas caminhonetes 4×4 caracterizadas para reforçar as ações de fiscalização e preservação ambiental.
Durante a solenidade, Miguel Coelho ressaltou a importância dos investimentos para garantir mais segurança à população e melhores condições de trabalho aos profissionais da área. Segundo ele, o fortalecimento das forças policiais e dos órgãos de segurança é fundamental para enfrentar os desafios do estado e promover mais tranquilidade para os pernambucanos.
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Por Rinaldo Remígio*
Ao ler recentemente uma matéria amplamente divulgada em blogs, jornais, portais de notícias e outros veículos da mídia nacional, deparei-me com uma informação que chama a atenção de qualquer cidadão: segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro teria trabalhado os primeiros 150 dias do ano apenas para pagar impostos.
Confesso que a notícia provoca uma inevitável reflexão. Afinal, quando se traduz a carga tributária em dias de trabalho, o assunto deixa de ser apenas um conjunto de números, percentuais e estatísticas para se tornar algo muito mais próximo da realidade de cada trabalhador. São cinco meses de esforço, dedicação e produção destinados ao financiamento da máquina pública.
Leia maisComo cidadão, não posso esconder minha preocupação. Em um país onde milhões de pessoas enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento doméstico, ouvir que quase metade do ano é destinada ao pagamento de tributos desperta questionamentos legítimos. O trabalhador acorda cedo, enfrenta desafios diários, produz riquezas e, ao final, percebe que uma parcela significativa de sua renda é absorvida pelos mais diversos impostos, taxas e contribuições.
Mas a reflexão não pode parar por aí.
Como profissional das áreas de Administração, Contabilidade e Economia, aprendi ao longo da vida que os tributos possuem uma finalidade essencial. Nenhuma sociedade moderna funciona sem arrecadação. São os impostos que financiam hospitais, escolas, universidades, estradas, programas sociais, segurança pública, previdência social, tribunais e toda a estrutura necessária ao funcionamento do Estado.
O verdadeiro problema, portanto, talvez não esteja apenas no quanto se arrecada, mas principalmente na forma como os recursos arrecadados são aplicados.
O contribuinte brasileiro não questiona apenas o valor dos tributos. Ele questiona o retorno. Deseja encontrar hospitais eficientes, escolas bem estruturadas, ruas conservadas, segurança adequada e serviços públicos capazes de atender às necessidades da população. Quando essa percepção não existe, cresce naturalmente o sentimento de que se paga muito e se recebe pouco.
Outro aspecto que merece destaque é a complexidade do sistema tributário nacional. Empresários, contadores, administradores e empreendedores convivem diariamente com uma enorme quantidade de normas, obrigações acessórias, declarações e exigências legais. Muitas vezes, além dos tributos propriamente ditos, há um elevado custo operacional apenas para cumprir as determinações impostas pela legislação.
Esse cenário contribui para aquilo que os economistas costumam chamar de “Custo Brasil”, reduzindo a competitividade das empresas e dificultando o ambiente de negócios.
Também é importante compreender que o aumento da arrecadação observado nos últimos anos decorre de diversos fatores: crescimento da fiscalização, alterações legislativas, ampliação de bases tributárias e criação de novas formas de incidência fiscal. Tudo isso acaba refletindo nos números apresentados pelos estudos que medem a carga tributária nacional.
Entretanto, faço aqui um importante registro. Não estamos apresentando planilhas próprias, cálculos independentes ou estudos técnicos produzidos por nossa equipe. Estamos apenas comentando informações divulgadas por instituições especializadas e amplamente repercutidas pela mídia nacional.
Ainda assim, os dados servem como ponto de partida para uma reflexão que considero necessária.
Talvez a pergunta mais importante não seja quanto o brasileiro paga em impostos. A pergunta correta pode ser outra: o Estado está devolvendo à sociedade, em serviços de qualidade, aquilo que arrecada?
Em uma democracia madura, arrecadar é uma obrigação do Estado. Mas prestar contas à sociedade é um dever igualmente importante. Transparência, eficiência, responsabilidade fiscal e boa gestão dos recursos públicos deveriam caminhar lado a lado com a arrecadação.
Ao final, fica uma reflexão que ultrapassa ideologias, governos ou partidos políticos: o cidadão aceita contribuir para o funcionamento do Estado, desde que perceba que o dinheiro arrecadado está efetivamente retornando em benefício da população.
Talvez esteja justamente aí o grande desafio do Brasil contemporâneo.
Não basta arrecadar para existir. É preciso arrecadar para servir.
Porque o verdadeiro patrimônio de uma nação não está apenas em sua capacidade de cobrar impostos, mas em sua capacidade de transformar essa arrecadação em qualidade de vida para o seu povo.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!
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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizará, no próximo dia 17 de junho, às 18h, uma solenidade em homenagem a 100 profissionais que atuam no setor de eventos em diversas áreas e segmentos do estado. A cerimônia acontecerá no Auditório Senador Sérgio Guerra, reunindo representantes de diferentes atividades que contribuem para a realização de eventos em Pernambuco.
A iniciativa é coordenada pelo produtor de eventos Saulo Galdino, idealizador da Lei Estadual nº 16.802, que instituiu o Dia Estadual dos Profissionais de Eventos. A solenidade contará com a participação do deputado estadual Joel da Harpa, autor da legislação.
Leia maisDurante o evento, serão homenageados profissionais que desempenham funções essenciais para o funcionamento da cadeia produtiva de eventos, incluindo produtores, cerimonialistas, decoradores, técnicos, fotógrafos, profissionais de sonorização, iluminação, segurança, recepção, entre outros segmentos.
A homenagem tem como objetivo reconhecer a contribuição dos profissionais que atuam nos bastidores e na linha de frente da realização de eventos corporativos, sociais, culturais, institucionais e de entretenimento em Pernambuco.
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Em Arcoverde, Sextou no Sabor do Campo, restaurante na zona rural, sob a batuta do meu amigo Kelsen Ferreira, ex-secretário de Agricultura da Prefeitura. Aqui, toda sexta, tem almoço regional, com carne de bode, peixada, carne de sol e tripa, e a sonoridade do sanfoneiro Giovani do Acordeon, que não só toca como canta os maiores sucessos de Luiz Gonzaga. Se você nunca veio a um Sextou aqui no Sabor do Campo, faça sua reserva no (87) 9.9163-2113.

