Líder em todas as pesquisas para o Governo do Paraná, o senador Sérgio Moro (UB) participa, hoje, do meu podcast ‘Direto de Brasília’, uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, transmitido para mais de 165 emissoras do Nordeste. Sua entrevista vai ao ar às 18 horas, com transmissão também pelo YouTube do blog e da Folha, além da Gazeta News, a Rede Mais Rádios da Paraíba, a Rede de Rádios ANC do Ceará e a revista Mais Nordeste.
O podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar logo mais, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. A Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, também retransmite, assim como a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico e o Berlitz Idiomas.
Aos 19 anos e ainda cursando Gastronomia, a pernambucana Clara Mendonça desponta como uma das jovens revelações da confeitaria no Estado. A relação com a cozinha, porém, vem de muito antes da faculdade. Aos três anos, ela já dividia o espaço com a avó paterna, Rosa, responsável por uma de suas primeiras memórias afetivas à mesa: o bolo de maracujá preparado todas as quartas-feiras. Foi com ela que Clara aprendeu os primeiros cortes, usando uma faca especialmente escolhida para sua pouca idade, de forma que pudesse manusear legumes sem se machucar. Ainda criança, passou a fazer massas, pizzas e doces naquele ambiente e descobriu o gosto por mexer nas receitas. “Minha avó falava que eu era uma alquimista na cozinha, porque eu sempre queria mudar alguma coisinha”, recorda.
A curiosidade ganhou contornos profissionais ainda na adolescência. Aos 12 anos, durante uma temporada nos Estados Unidos em que, a princípio, faria um curso de inglês, Clara escolheu outro caminho: matriculou-se em um curso de culinária na Flórida. Ali entrou pela primeira vez em uma cozinha profissional e participou da preparação de jantares para cerca de 100 pessoas. Em um deles, ficou responsável, ao lado de um chef francês, por produzir uma centena de pequenos bolos. Quatro anos depois, decidiu concluir os estudos antecipadamente por meio de supletivo e ingressou, aos 16, na faculdade de Gastronomia. Passou por duas instituições que encerraram seus cursos na área até chegar ao Senac, onde estuda atualmente.
Foi também por volta dos 16 anos que a confeitaria deixou de ser apenas um hobby e virou negócio. Fascinada por bolos de grandes dimensões e pela possibilidade de unir cozinha e artes plásticas, Clara começou com encomendas mais simples e avançou para projetos autorais, desenhados individualmente para cada cliente. “Eu não tenho cardápio de bolo. A gente faz um orçamento personalizado porque cada pessoa quer uma coisa diferente”, explica. O ofício abriu, ainda, espaço para uma inclinação artística que Clara cultiva desde cedo. Desde pequena, ela se interessa por pintura, desenho e trabalhos manuais, referências que também alimentaram o interesse pelos bolos decorados e pela confeitaria criativa.
O bolo de 10 andares que rendeu a Clara o primeiro lugar no concurso do Senac
A projeção aumentou depois de um concurso promovido durante uma feira de confeitaria do Senac. Clara aproveitou a oportunidade para executar um projeto que dificilmente receberia como encomenda: um bolo cenográfico de dez andares e mais de 1,5 metro de altura, produzido ao longo de 15 dias, com pasta americana, glacê, trabalho de bico e balões de açúcar. A criação conquistou o primeiro lugar e lhe rendeu uma viagem para a Mara Cakes, feira de confeitaria realizada em São Paulo. O trabalho também a aproximou de nomes do setor, entre os quais está a confeiteira pernambucana Cris Barros, que posteriormente a convidou para expor outra criação em uma edição da Mara Cakes no Recife. “A partir desse bolo, as pessoas começaram a me ver como artista também, não só confeiteira”, conta.
Mais recentemente, Clara Mendonça levou suas criações para o cardápio de um restaurante. Depois de preparar um bolo para a família dos proprietários do Tooka Sushi, restaurante japonês com unidades em Maceió e no Recife, recebeu o convite para desenvolver sobremesas para a casa e apresentou cinco opções em uma degustação. Entre elas está um combinado criado a partir da lógica dos próprios combinados de sushi: três sobremesas com diferentes intensidades de chocolate, servidas em uma sequência que vai do sabor mais suave ao mais amargo. “Eu gosto muito de pensar no especial, na experiência”, resume Clara.
Presença de suposto líder de ‘gabinete do ódio’ no Palácio complica versão de Raquel
Documentos revelados pelo Metrópoles registram ao menos duas entradas de Amisadai Andrade no Campo das Princesas e dão novo peso à gravação em que ele afirma ter feito reunião no Palácio para tratar de atuação contra João Campos. A revelação de que Amisadai Andrade da Silva, apontado como suposto articulador de uma rede de ataques contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD), esteve ao menos duas vezes no Palácio do Campo das Princesas acrescenta um elemento objetivo a um caso que, até então, estava concentrado principalmente no conteúdo das gravações exibidas pela TV Record.
Os registros de acesso revelados pelo Metrópoles não comprovam, por si só, o conteúdo das reuniões, mas confirmam que Amisadai efetivamente frequentou a sede do Governo de Pernambuco. E isso complica politicamente a posição da governadora. A informação ganha ainda mais relevância porque surge poucas horas depois de Raquel contestar publicamente o relato do próprio Amisadai e cobrar “provas”.
Na gravação divulgada pela Record, ele afirma que houve reunião no Palácio e diz que o Governo do Estado teria enxergado a rede como um canal para tentar “desidratar” João Campos (PSB). Agora, documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que Amisadai entrou no Palácio em 22 de julho de 2024, com destino à Casa Civil, e retornou em 30 de setembro daquele ano.
O ponto central é a mudança de patamar da controvérsia. A presença de Amisadai no Palácio não demonstra que as reuniões tenham tratado de ataques políticos, nem comprova participação de Raquel Lyra. Mas reduz o espaço para tratar como inteiramente inverossímil a parte do relato em que ele afirma ter mantido reuniões na sede do governo.
A partir de agora, a questão deixa de ser apenas se ele esteve no Campo das Princesas e passa a ser com quem se reuniu, para tratar de quê e a convite de quem. Há outro detalhe que amplia a pressão. Na primeira entrada identificada pelo Metrópoles, Amisadai teve como destino justamente a Casa Civil, uma das estruturas centrais de articulação política e administrativa do governo.
Na segunda, apresentou-se como representante do Portal da Prefeitura, veículo que, segundo a reportagem, recebeu R$ 642,5 mil do Governo de Pernambuco durante a gestão Raquel Lyra.
As novas informações também precisam ser lidas em conjunto com a reportagem da TV Record.
Segundo o Metrópoles, a emissora revelou uma investigação da Polícia Federal envolvendo uma rede supostamente ligada a Amisadai e formada por cerca de 300 canais on-line. No vídeo divulgado pela Record, ele diz operar páginas e perfis dedicados a “desidratar” João Campos e afirma que o pagamento pelo suposto serviço estaria relacionado a contratos de publicidade do governo.
Após a repercussão do caso, Raquel exonerou Amisadai. É justamente a combinação dos elementos que torna o episódio mais delicado para o governo. Isoladamente, uma entrada no Palácio pode ter inúmeras explicações legítimas. Isoladamente, uma gravação também precisa ter suas afirmações verificadas.
Quando o homem que aparece na gravação dizendo ter feito reunião no Palácio aparece nos registros oficiais de acesso ao próprio Palácio, porém, surge uma correspondência factual que exige respostas mais específicas.
A estratégia de simplesmente negar conhecimento ou minimizar a posição ocupada por Amisadai tende, portanto, a se tornar insuficiente. O governo passa a ter diante de si perguntas objetivas que podem ser respondidas documentalmente: quem autorizou as duas entradas? Com quais integrantes da Casa Civil ele se encontrou? Há registros das agendas? Qual era a pauta? Por que retornou ao Palácio como representante de um veículo que mantinha relação comercial com o Estado?
A situação também coloca sob maior escrutínio a reação adotada pelo governo depois da divulgação da reportagem. Amisadai era servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Estado e estava lotado na Secretaria de Turismo. Sua exoneração ocorreu somente após o caso ganhar repercussão nacional com a reportagem da Record.
Politicamente, portanto, a revelação do Metrópoles cria um problema maior para Raquel Lyra porque oferece um primeiro elemento documental que converge com uma parte importante do relato apresentado na gravação: houve presença de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas, inclusive com registro de acesso à Casa Civil.
Isso não encerra a investigação nem comprova as acusações mais graves, mas torna mais difícil responder ao episódio apenas com uma negativa genérica. A partir daqui, o caso passa a depender menos de versões e mais de documentos. Se o próprio sistema de controle de acesso do Governo registra a presença do suposto operador da rede dentro do Palácio, esclarecer quem o recebeu e o que foi discutido nessas reuniões tornou-se uma questão central para Raquel.
RACHADINHA – Ex-chefe de gabinete do deputado estadual Joel da Harpa (PP), Jeieli da Costa Silva Santos teria retido salários de servidores comissionados sob a justificativa de sanar dívidas da campanha do parlamentar, em esquema popularmente conhecido como “rachadinha”, segundo um inquérito civil do Ministério Público de Pernambuco. A prática, segundo revelou o site do DP, teria acontecido entre fevereiro de 2015 e junho de 2017, durante o primeiro mandato de Joel da Harpa. Em nota, a Prefeitura de Paulista, em que Jeieli atualmente é secretária municipal, disse que o processo mencionado pela matéria já foi devidamente analisado e solucionado, com a adoção das providências cabíveis.
Rede de ódio – Do candidato do PSB a governador, João Campos, vítima, mais uma vez, do suposto gabinete do ódio montado pela governadora Raquel Lyra (PSD), conforme reportagem da TV Record em nível nacional: “Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital, não pode estar criando uma rede do ódio, porque isso não vale em uma democracia”. A reportagem apresentou uma série de acusações sobre uma suposta rede de páginas e perfis nas redes sociais que atuaria para atacar adversários da governadora durante o período eleitoral. Segundo o material, a estrutura utilizaria recursos provenientes de contratos de publicidade firmados com órgãos públicos estaduais.
Militares expulsos – Nove policiais militares foram excluídos da corporação após crimes cometidos em Pernambuco, segundo decisões publicadas no Diário Oficial do Estado. As punições tiveram como base investigações conduzidas pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Um dos punidos com a exclusão foi o 2º sargento Luiz Carlos da Silva, condenado a oito anos e três meses de prisão por homicídio qualificado. O crime ocorreu em um bar no município de Caruaru, em 26 de junho de 2021. O segundo foi o 1º sargento Samuel do Carmo Santos. A SDS afirmou, em portaria, que ele foi investigado por agredir a filha com socos, puxões de cabelo e coronhadas. Ele estaria sob efeito de bebida alcoólica no momento da violência, em 27 de maio de 2025.
Agora vai – O presidente Lula fechou, ontem, um acordo com o presidente do Senado e da Câmara para votar pautas de interesse do Governo. A proposta que terá andamento mais rápido será a medida provisória (MP) que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas”, que será votada na próxima semana, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O texto do fim da escala 6×1 e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança serão analisados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também na semana que vem, embora não haja garantia de votação no plenário.
Reação aos efeitos Lulinha – O presidente Lula decidiu endurecer o tom adotado ao abordar as suspeitas envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para tentar se afastar do desgaste eleitoral causado pelas investigações que miram suspeitas de tráfico de influência. Integrantes da campanha afirmam que o petista está convencido da necessidade de ser mais incisivo ao afirmar que não vai tentar interferir nas investigações. Lula passará a reforçar que “ninguém está acima da lei” no governo dele e que não irá trocar delegado ou investigadores para beneficiar o filho. Com o avanço das investigações, que mostram suspeitas sobre a atuação de Lulinha em parceria com uma lobista, o tema se tornou um dos pontos mais vulneráveis da sua campanha à reeleição.
CURTAS
MANEIRAR – O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a pedir ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, que reduza os ataques públicos a aliados durante a campanha eleitoral. O telefonema para Eduardo, que mora nos Estados Unidos, ocorreu depois que ele compartilhou e endossou, no último domingo, um vídeo com críticas à candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal.
CACHÊ COM EMENDA – A cantora Ana Castela receberá R$ 850 mil para se apresentar na Expo São Fidelis. O show da artista será o primeiro dos quatro dias de apresentações musicais gratuitas na 14ª exposição agropecuária do município, que também contará com a participação de Tiee, Maiza Lima e da dupla Junior e Gustavo. O cachê da cantora, que se autointitula “boiadeira”, faz parte de uma verba de R$ 1 milhão destinada pela deputada Dani Cunha (PL-RJ) por meio de emenda parlamentar.
PODCAST – Em razão do adiantamento do podcast Direto de Brasília de ontem, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, resolvi antecipar o podcast com o presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, para hoje. Estava previsto para ir ao ar na próxima terça. Ele vai falar sobre o livro “O novo perfil eleitoral no Brasil, como pensa e como vota o brasileiro”.
Perguntar não ofende: Qual a verdadeira extensão do gabinete de ódio montado pela governadora?
O vice-prefeito de Belém de Maria, Genivaldo da Trilha (PT), assumiu interinamente a Prefeitura após o afastamento do prefeito Beto do Sargento (PSD), determinado pelo Tribunal Regional Federal em desdobramento da Operação Mamon, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (26).
A decisão, assinada pelo desembargador Rodrigo Antonio Tenorio Correia, também proíbe Beto de acessar órgãos municipais e se estende a Cristina Casale, Leonardo de Oliveira, Nathali Ribeiro e Maria Jessica. O Tribunal comunicou a medida ao presidente da Câmara, Jairo do Timbó (PT), para a posse do vice-prefeito, realizada há pouco.
Genivaldo afirmou que dará continuidade aos trabalhos da gestão e às ações voltadas ao desenvolvimento do município.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para fazer uma brincadeira com os dois chefes das Casas Legislativas.
Após a reunião entre os três, quando eles posaram para uma foto, o petista falou: — Poderia dizer juntos para sempre. As informações são do jornal O GLOBO.
A reunião foi marcada para alinhar a votação de propostas consideradas prioritárias pelo governo no Congresso. A próxima semana deve ser a última de votações antes da eleição, em outubro.
Lula, Motta e Alcolumbre anunciaram depois do encontro que a Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” terá todas as votações do Congresso concluídas na semana que vem. A MP perde validade no dia 8 de setembro.
Também foram anunciados acordos para votar no plenário do Senado o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos e o projeto que estabelece o Redata, o plano nacional de incentivos para o setor de data centers.
Em relação à proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala de trabalho 6×1 e a chamada PEC da Segurança, que reforça o papel da União na área, o acordo é que os relatórios sejam analisados pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sem menção a votação no plenário.
A relação entre Lula e os dois representantes da cúpula do Congresso foi marcada por idas e vindas.
Nas últimas semanas, Lula se reconciliou com o presidente do Senado. Os dois estavam afastados desde a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Motta também teve embates com o presidente no ano passado, quando articulou iniciativas que foram contra o interesse do governo, como deixar perder validade uma Medida Provisória que aumentava o IOF.
Apesar disso, o presidente da Câmara se aproximou do petista e declarou apoio à candidatura de reeleição dele. O pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), é candidato ao Senado e conta com o endosso de Lula.
O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, afirmou em entrevista à Globo nesta quarta-feira (26) que pretende destinar R$ 6 bilhões à construção presídios federais e adotar um regime de exceção em favelas para combater o crime organizado.
Ao tratar de segurança pública, o candidato do Missão afirmou que pretende construir dez novos presídios federais, cada um com capacidade para receber de 30 mil a 40 mil presos, caso seja eleito presidente. As informações são do g1.
Atualmente, o Sistema Penitenciário Federal conta com cinco penitenciárias de segurança máxima. Juntas, elas somam 1.040 vagas, destinadas principalmente a presos de alta periculosidade, como líderes de facções criminosas.
“Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já”, disse Renan Santos.
Pela proposta apresentada pelo candidato, portanto, os dez novos presídios poderiam criar entre 300 mil e 400 mil vagas.
Crime organizado
Renan foi questionado sobre a viabilidade de seu plano de combate ao crime organizado, que promete recuperar, em um ano, todas as áreas dominadas por facções no país.
O candidato afirmou que o Brasil vive uma “guerra declarada unilateralmente” pelo crime organizado e disse que cerca de 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob influência de criminosos.
“Se você mora numa favela, o crime organizado manda em você, pode te desalojar da tua casa, pode eventualmente se interessar de maneira sexual pela tua filha e você não tem como se defender. A vida num país que está em guerra é uma vida triste. Hoje quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência do crime”, disse.
Entre as medidas propostas, Renan defendeu mudanças na Lei de Execução Penal para que integrantes de facções criminosas sejam tratados como um “ente anômalo” pela legislação.
Segundo ele, não adianta prender um traficante se ele for solto pouco tempo depois. O candidato afirmou que, em um eventual governo, pretende endurecer as regras aplicadas a integrantes de organizações criminosas.
Inspiração em Bukele
Renan também defendeu medidas de segurança semelhantes às adotadas pelo governo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. A política de combate às gangues no país é alvo de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias e torturas.
Ao ser questionado sobre quais medidas adotadas em El Salvador pretende reproduzir no Brasil, Renan citou a criação de um regime especial em áreas dominadas por organizações criminosas.
“Vou dar um exemplo: a ideia de enfrentamento usando um regime especial — aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime — eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela”, afirmou.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) recusou a ação judicial apresentada pela Frente Popular e decidiu pela permanência da Federação PSDB/Cidadania na coligação Pernambuco de Coração, da governadora Raquel Lyra (PSD).
Por 4 votos a 3, o pleno acompanhou o voto do relator, desembargador eleitoral Paulo Machado Cordeiro, e deferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da coligação em sua composição original. O voto de desempate da matéria foi dado pelo presidente do TRE-PE, Fernando Cerqueira.
Com a decisão do pleno, o tempo da coligação da governadora no guia eleitoral permanece com 4 minutos e 3 segundos, assim como foi definido pelo TRE-PE, na última sexta-feira (21).
A controvérsia envolvia decisões diferentes tomadas no âmbito da federação em Pernambuco. No dia 31 de julho, os diretórios estaduais do PSDB e do Cidadania em Pernambuco decidiram apoiar a reeleição de Raquel Lyra, em convenção conjunta. Em 5 de agosto, uma comissão interventora do diretório nacional da federação, presidida por Aécio Neves (PSDB), votou pela anulação da convenção e aprovou a neutralidade nas eleições para o governo do estado.
Apesar da decisão nacional, a federação estadual manteve o apoio a Raquel. A permanência na chapa da atual governadora foi questionada pela coligação Frente Popular de Pernambuco, do candidato a governador João Campos (PSB), que entrou com uma ação na Justiça Eleitoral.
Posteriormente, a campanha da governadora protocolou uma defesa contra a ação e apresentou ao TRE-PE uma nova manifestação para assegurar a permanência da federação na coligação de reeleição.
Repercussão Após a decisão do TRE-PE desta quarta, o advogado Lêucio Lemos, que realizou a defesa da coligação Pernambuco de Coração, argumentou que o resultado foi o esperado e que o caso poderia ser alinhado internamento pela federação.
“Era o que nós esperávamos (a decisão). Achávamos que não iria ter tanta discussão, porque, no fundo, a matéria que mais despertou o sentimento do Tribunal foi uma matéria que, ao nosso ver, pode ser discutida exclusivamente no âmbito interno da federação, que é a questão do alinhamento nacional”, afirmou.
O advogado Tomás Alencar, que representou a Frente Popular no julgamento, também comentou o caso e afirmou que a defesa da coligação entrará com um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Nós sempre tivemos otimistas, confiamos no nosso direito, entendemos que a ata do dia 31 ela não poderia ter validade sob hipótese alguma porque ela não foi aprovada pelo órgão nacional, isso é um requisito obrigatório estabelecido pelo estatuto da federaçãoo. Estamos muito convictos do nosso direito, vamos recorrer de todas as formas possíveis e, certamente, a questão será submetida ao TSE nos próximos dias”, disse.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB), anuncia, nesta quinta-feira (27), as medidas que pretende adotar contra um suposto “gabinete do ódio” que atuaria na produção e disseminação de ataques ao pessebista nas redes sociais. Segundo denúncias divulgadas pela imprensa, páginas envolvidas na ação teriam recebido recursos oriundos de contratos de publicidade do Governo de Pernambuco. As providências serão apresentadas pelo departamento jurídico da coligação, às 10h30, no Hotel Luzeiros, no Recife.
Candidato do Missão, Renan Santos participa nesta terça-feira da sabatina da TV Globo com os candidatos à Presidência da República. Questionado sobre a sua defesa de que o Brasil desenvolva uma bomba nuclear, o presidenciável criticou a relação do país com a China e, posteriormente, defendeu a intervenção federal na segurança pública.
Para justificar o desenvolvimento de armas atômicas no país, Renan Santos sustentou que “o mundo está passando por uma mudança muito grande” e que a tecnologia iria levar o país a reaver o “respeito internacional pelo Brasil”. Ele afirmou ainda que a medida ajudaria a proteger o país de ameaças externas interessadas em recursos naturais. As informações são do jornal O GLOBO.
— O mundo vai olhar para o Brasil com cobiça — disse o candidato do Missão, sustentando que a medida iria ajudar a proteger o país, que defende a retirada do país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares — O Brasil hoje está fraco, mas tem que fazer uma construção de soberania, e isso passa por reaver posição internacional do Brasil. Hoje o Brasil é vassalo da China.
Em seguida, o candidato afirmou que o país poderia usar terras raras para negociar com os EUA, que depende dos minerais para a indústria armamentista.
— Eles não dispõem das terras raras em seu território, precisam comprar da China. Então eles vão ter que sentar com o Brasil para ter essa soberania militar, e isso nos coloca em posição interessante — disse o candidato.
Renan foi questionado sobre as consequências diplomáticas que o desenvolvimento de uma bomba nuclear poderia trazer ao país. Diante de uma comparação com a Coreia do Norte, ele afirmou que o país é “respeitado internacionalmente”, apesar dele não aprovar o caráter repressivo do regime.
Em outro momento, Renan Santos foi questinado pelos entrevistadores sobre suas propostas para a segurança pública. Na fala, ele voltou a defender medidas de exceção no combate ao crime organizado, com endurecimento da legislação, seguindo um modelo de “direito penal do inimigo”, e a decretação de um estado de defesa.
— Antes da GLO do Temer tivemos as UPPs no Rio, que inicialmente tiveram sucesso e depois não deram certo, porque o Brasil não fez arcabouço legal para sustentar esse processo — afirmou Renan Santos, referindo-se à intervenção federal promovida pelo governo do emedebista no Rio de Janeiro.
O candidato foi, então, pressionado pelos entrevistadores sobre a inspiração das propostas no setor no governo salvadorenho de Nayib Bukele, alvo de denúncias por violações de direitos humanos. Pressionado, Renan Santos disse desconhecer casos de tortura e desaparecimento no país latino-americano e respondeu que “se você vai numa favela, não há estado democrático de Direito, e essa pessoa pode ser torturada lá”. Ele também comparou um julgamento coletivo de membros de uma gangue salvodorenha ao Tribunal de Nuremberg, que condenou lideranças nazistas após a Segunda Guerra Mundial.
Ao ser perguntado pelos entrevistadores sobre o tom usado para tratar do tema, com expressões como “fazer banho de sangue” e “matar quem roubar”, Renan Santos reforçou o uso dos termos e disse que o “povo brasileiro está pedindo uma guerra”.
— Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é do inocente, é do bandido. As pessoas estão implorando para que a gente faça justiça contra esses demônios que estão matando gente inocente.
Renan Santos também foi questionado sobre o episódio no qual o ex-deputado estadual de São Paulo Arthur do Val fez declarações machistas gravadas em áudio durante uma visita à Ucrânia. Na época, o ex-parlamentar disse que as ucranianas “são fáceis porque são pobres”.
— Eu não o ouvi quando ele emitiu o áudio, gostaria de ter evitado. O áudio que ele mandou foi entre amigos dele, o áudio vazou e ele sofreu as consequências. Ele perdeu o mandato — disse Renan. Em seguida, o candidato respondeu sobre a baixa quantidade de mulheres filiados ao Missão e argumentou que elas são alvos frequentes de ataques — A violência política de gênero que sofre contra pessoas da direita é muito maior do que se imagina.
A Prefeitura de Caruaru decretou luto oficial de três dias pela morte do radialista e empresário José Almeida, aos 92 anos, ocorrida nesta terça-feira (25). Durante o período, a bandeira do município será hasteada a meio mastro nas repartições públicas municipais. “Ele foi uma figura importante para a história de Caruaru, deixando sua marca na comunicação e na vida pública da nossa cidade”, afirmou o prefeito Rodrigo Pinheiro.
Irmão do compositor e radialista Onildo Almeida, José construiu uma trajetória ligada ao rádio em Caruaru. Em 1961, passou a administrar, ao lado do irmão, a Rádio Cultura do Nordeste. Em 2022, foi homenageado durante a programação do São João do município em reconhecimento à sua atuação na comunicação local.
A Prefeitura também anunciou que a Ponte da Saldanha da Gama, em construção sobre o Rio Ipojuca, receberá o nome de Ponte Radialista José Almeida. A estrutura substituirá a atual passagem molhada que liga os bairros Vassoural e Nossa Senhora das Dores, além de melhorar o acesso ao Parque 18 de Maio. “Nada mais justo do que prestar essa homenagem e eternizar o nome dele em uma obra tão importante”, declarou o prefeito Rodrigo Pinheiro.
A deputada federal Tábata Amaral (PSB) relatou que também sofria ataques na internet do suposto gabinete do ódio investigado pela Polícia Federal em Pernambuco. As informações são do blog Efeito Político.
Renan Santos (Missão) participa nesta quarta-feira (26) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 20h10 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. As informações são do g1.
Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.
Logo após cada entrevista, a GloboNews apresentará a Central das Eleições, com análises e repercussões sobre as declarações e propostas apresentadas pelos candidatos.
O senador Humberto Costa (PT) foi novamente premiado pelo Congresso em Foco, desta vez em escolha feita por um júri técnico especializado. A premiação reconhece parlamentares com atuação de destaque no Legislativo e considera critérios relacionados ao desempenho no Congresso, à atividade parlamentar e à participação institucional.
Humberto já acumula mais de dez reconhecimentos do Congresso em Foco ao longo da carreira. O senador também aparece, há 16 anos consecutivos, entre os “Cabeças do Congresso Nacional”, levantamento elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) com os 100 parlamentares considerados mais influentes do país.
“É uma honra receber, mais uma vez, o reconhecimento pelo nosso trabalho. Esses prêmios não são apenas conquistas pessoais: são o reflexo de um mandato coletivo, construído com diálogo, trabalho técnico e compromisso com o povo pernambucano e brasileiro”, afirmou Humberto.