O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a receber visitas dos presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do PL, Valdemar Costa Neto, e de outros políticos nos próximos dias.
As visitas vão ocorrer em um contexto de turbulências no campo da direita, que está dividido em relação a quem será o candidato desse espectro ideológico nas eleições presidenciais de 2026. Bolsonaro está impedido de disputar o próximo pleito e aliados tentam chegar a um consenso sobre quem apoiarão na eleição, na qual devem ter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como principal adversário.
Como está preso preventivamente em regime domiciliar, por descumprir ordens judiciais, o ex-presidente precisa de autorização de Moraes para receber visitas.
O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que a condenação da Prefeitura ao pagamento de diferenças salariais a professores refere-se a períodos anteriores à sua gestão. “É importante dizer que isso se refere aos anos 2017, 2018, 2019 e 2020. Eu não era prefeito do município de Garanhuns ainda”, declarou.
Segundo o gestor, a decisão judicial tem origem em medidas adotadas em administrações passadas relacionadas à carga horária dos docentes. Ele afirmou que, ao assumir o cargo em 2021, a atual gestão revogou o decreto em questão e retomou os pagamentos. “Voltamos a pagar o que era e é de direito dos nossos professores”, disse. Albino também mencionou impacto financeiro estimado. “A justiça determina que a nossa gestão venha a pagar […] cerca de 11 milhões dos cofres públicos”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (24) após passar por procedimentos médicos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta manhã.
Sem intercorrências, as intervenções ocorreram na cabeça e no punho. Ele retirou uma queratose (acúmulo de pele) no couro cabeludo e, conforme os médicos, a ferida é um tipo comum de tumor. O material foi enviado para biópsia. As informações são da CNN.
Já no punho, Lula fez uma infiltração para tratar uma tendinite no polegar direito.
Mesmo com após a alta, a agenda de Lula desta sexta-feira (24) está esvaziada. O retorno do presidente para Brasília está previsto para ocorrer no domingo (26).
O presidente sai do hospital sem restrições, apenas com a orientação de utilizar um chapéu para proteger o local onde houve a retirada da lesão.
Ainda conforme o cardiologista Robero Kalil, os procedimentos realizados nesta sexta-feira não atrapalharão a campanha pré-eleitoral de Lula.
Cirurgias de Lula A queratose é considerada uma alteração da camada mais superficial da pele (camada córnea), com hipertrofia e aspectoes escamoso ou verrucoso. Há três tipos da condição: a queratose actínica, a seborreica e a folicular.
A actínica surge normalmente em áreas expostas ao sol como face, orelhas, couro cabeludo (em calvos), colo, dorso das mãos e antebraços. Quando localizada nos lábios, são chamadas queilite actínica.
A CNN conversou com a dermatologista Ana Carolina Sumam, que explica que este é o tipo mais preocupante. “A queratose que mais nos preocupa é a queratose actínica, pois ela pode evoluir para câncer de pele. Trata-se de uma lesão diretamente relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida.”
Indivíduos com pele mais clara, cabelos loiros ou avermelhados e olhos claros, como os azuis ou verdes, tendem a ter maior propensão ao surgimento dessas lesões. Elas geralmente se manifestam como manchas avermelhadas ou levemente amarronzadas, com uma textura áspera.
Já a queratose seborreica é uma alteração cutânea não-maligna, normalmente de formato circular ou assimétrico, com tonalidade que varia do castanho ao marrom-escuro ou preto, e superfície de aspecto verrucoso. Surge com maior frequência na face e no tronco, podendo aumentar de tamanho e tornar-se mais saliente. Em geral, está associada a fatores genéticos.
Ceratose pilar: A abordagem baseia-se no uso de agentes ceratolíticos, como o ácido salicílico, associado à hidratação adequada da pele.
Ceratose actínica: Por se tratar de lesões pré-malignas, recomenda-se tratamento. A escolha terapêutica varia conforme o tamanho e a profundidade das lesões. Entre as opções, estão: crioterapia com nitrogênio líquido; curetagem associada à eletrocoagulação; uso de cremes tópicos, como 5-fluorouracil (5-FU), que também atua em lesões subclínicas; imiquimode a 5%; mebutato de ingenol; e excisão cirúrgica com encaminhamento para exame anatomopatológico, especialmente quando houver suspeita de carcinoma espinocelular.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe hoje o cantor e compositor David Coelho, artista carioca que ganhou projeção nacional a partir das redes sociais, onde soma milhões de seguidores com vídeos de voz e violão interpretando clássicos da música brasileira.
Natural da Baixada Fluminense, David começou a tocar violão ainda criança, aos 9 anos, e construiu sua formação musical de forma autodidata. Antes da carreira solo, foi vocalista da banda La Nuova por mais de uma década, acumulando experiência em palcos, bares e festivais, base que ajudou a moldar seu repertório amplo e sua atuação como intérprete.
Conhecido por releituras de nomes como Vander Lee, Djavan, Fagner, Geraldo Azevedo, Jorge Vercillo e Alceu Valença, David conquistou o público com interpretações marcadas por voz aveludada e forte carga emocional. Ao mesmo tempo, vem consolidando seu trabalho autoral, com canções centradas no tema do amor e das relações humanas, eixo principal de sua produção musical.
Em 2023, lançou o primeiro álbum autoral, Chave, reunindo músicas compostas ao longo de mais de uma década, com influências da MPB, bossa nova, samba e jazz. O projeto marca uma transição importante na carreira, ao buscar apresentar ao público não apenas o intérprete, mas também o compositor.
No programa de hoje, David Coelho fala sobre essa trajetória — da internet aos palcos —, o sucesso nas redes, o processo criativo e o desafio de firmar um repertório próprio dentro da música popular brasileira.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Seis vereadores de oposição protocolaram um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades nos gastos da Festa de São José 2026, em Vertentes. Assinam o requerimento os parlamentares Nen Cavalcanti, Natália Miranda, Dida de Elda, Marcone, Elba Leal e Sara Siqueira, que cobram esclarecimentos sobre a aplicação de recursos públicos no evento.
De acordo com o pedido, a investigação deve abranger contratos relacionados a artistas, estrutura, logística e fornecedores, além da execução financeira e orçamentária da festa. Os vereadores também apontam a necessidade de apurar eventuais práticas de promoção pessoal de agentes públicos durante o evento, com exposição de imagem de integrantes da gestão municipal.
O requerimento aguarda inclusão na pauta da Câmara Municipal para leitura na sessão prevista para o dia 6 de maio. Caso seja instalada, a CPI poderá convocar testemunhas, requisitar documentos e conduzir diligências no âmbito das investigações.
O projeto de requalificação da Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, foi reconhecido na etapa nacional da premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), na categoria Urbanismo, Arquitetura da Paisagem, Planejamento e Cidades. O anúncio ocorreu durante seminário realizado em Porto Alegre, e a cerimônia de entrega está prevista para agosto, no Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Fortaleza.
A intervenção, executada pela Prefeitura do Recife por meio da Emlurb, com parceria da iniciativa privada, resultou na reinauguração do espaço em outubro de 2025. A proposta recupera o traçado original elaborado por Roberto Burle Marx em 1934, conciliando elementos históricos com adaptações voltadas à acessibilidade e ao uso contemporâneo.
Entre as mudanças estão a substituição da grama por granilite, ampliação do canteiro central, preservação da arborização e instalação de novos equipamentos urbanos. “O projeto de Burle Marx mantém sua essência ao adaptar-se à nova dinâmica do Bairro do Recife”, afirmou o arquiteto Celso Vinícius Sales, superintendente de Paisagismo da Emlurb.
Desde a morte do ex-deputado José Patriota (PSB), em 2024, o Sertão do Pajeú ficou com um grande vácuo de representação na Assembleia Legislativa. Para preencher essa lacuna nas eleições deste ano, o ex-prefeito de Flores, Marconi Santana (PSD), botou o bloco na rua, com amplas chances de emplacar o mandato em nome da região.
Sua pré-candidatura será lançada em grande estilo no final da tarde do próximo domingo, na casa de recepções 16 de Março, na presença de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças empresariais de vários municípios do Pajeú, Sertão Central, Sertão do Araripe e do São Francisco, além do Agreste e até da Mata.
A corrida presidencial de 2026 entrou definitivamente em uma nova fase — mais tensa, mais direta e, sobretudo, mais estratégica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então operando em um registro mais moderado, recalibrou sua comunicação política diante de um fator que não pode ser ignorado: o crescimento consistente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião, já configurando cenários de empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Essa mudança de postura não é apenas retórica. Trata-se de uma inflexão clara de estratégia, baseada em três eixos: confronto direto, polarização narrativa e internacionalização do debate eleitoral.
O ponto de virada está diretamente relacionado ao reposicionamento de Lula no cenário global, especialmente após sua recente agenda internacional. Ao endurecer críticas ao presidente norte-americano Donald Trump — citando ameaças comerciais, medidas protecionistas e episódios de tensão diplomática — Lula não fala apenas como chefe de Estado. Ele constrói, deliberadamente, um ativo eleitoral doméstico.
A lógica é sofisticada, mas transparente: transformar conflitos internacionais em elementos de disputa interna. Ao enquadrar Trump como símbolo de instabilidade, agressividade comercial e desrespeito à soberania de outros países, o presidente brasileiro cria as condições para um movimento seguinte — associar esse mesmo campo político ao bolsonarismo.
É nesse ponto que Flávio Bolsonaro entra como alvo central.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e herdeiro político direto de seu capital eleitoral, Flávio passa a ser retratado, no ecossistema digital governista e aliado, como extensão de uma agenda internacional que teria prejudicado o Brasil. O chamado “tarifaço”, as tensões diplomáticas e o alinhamento ideológico com Trump são utilizados como insumos narrativos para consolidar essa associação.
Não se trata de um movimento improvisado. É uma estratégia clássica de enquadramento: transferir o desgaste de um ator global para um adversário local, criando uma equivalência simbólica que simplifica a escolha do eleitor.
Ao mesmo tempo, Lula abandona a cautela que marcou fases anteriores da pré-campanha. O discurso mais conciliador cede espaço a uma comunicação de contraste. A lógica do “nós contra eles” volta ao centro da arena, mobilizando bases, ativando identidades políticas e reduzindo a zona cinzenta do eleitorado.
Essa guinada também se reflete no comportamento do entorno político. Partidos aliados, influenciadores e lideranças públicas passam a operar de forma coordenada, amplificando ataques, explorando narrativas de soberania nacional e reforçando a ideia de que a eleição não é apenas uma disputa interna, mas uma escolha entre dois modelos de inserção do Brasil no mundo.
Do ponto de vista técnico, a estratégia tem méritos claros. Polarização mobiliza. Simplificação narrativa facilita a comunicação. E a associação com fatores externos pode deslocar o debate de temas domésticos sensíveis para um terreno mais favorável ao incumbente.
Mas os riscos são igualmente evidentes.
Ao intensificar a divisão, Lula pode encontrar dificuldades para dialogar com o eleitorado indeciso, que tende a rejeitar ambientes de confronto permanente. Além disso, a estratégia depende, em certa medida, da manutenção do desgaste internacional de Trump — uma variável que não está sob controle da campanha brasileira.
Há ainda o fator de reação. O campo bolsonarista já demonstrou, em ciclos anteriores, alta capacidade de resposta digital e narrativa. A tendência é que o confronto se intensifique, elevando o nível de tensão política e comunicacional ao longo dos próximos meses.
O que se consolida, portanto, é um novo desenho de disputa: menos centrado em propostas administrativas e mais estruturado em identidades, símbolos e alinhamentos globais.
A eleição de 2026 começa a ser travada em dois tabuleiros simultâneos — o nacional e o internacional. E Lula, ao que tudo indica, decidiu jogar nos dois.
As pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento. Podem ter caráter científico se bem usados os métodos de estratificação das amostras e de tratamento estatístico dos dados. Mas isso não as isenta dos riscos do manejo interessado. Os incentivos vão desde axiomas antidemocráticos como os famigerados “em política o feio é perder” ou “os fins justificam os meios”, chegando à pura e simples corrupção.
Alguns não se importam com as manipulações, acreditando ingenuamente que a pesquisa relevante é apenas a do eleitor nas urnas. Não percebem que as pesquisas, ainda que falseadas, afetam a decisão do eleitor que, geralmente, é infenso a votar no candidato sem chances.
Nesses descaminhos, as pesquisas podem falhar voluntária ou involuntariamente. Tome-se o caso das últimas pesquisas para governador em Pernambuco. A do Datafolha apresentou dados em descompasso com os de outros institutos que vinham apontando empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos.
Especialistas apontam que alguns institutos, mesmo gozando de reputação nacional estabelecida, cometem lapsos metodológicos, sobretudo quando a eleição ainda está distante. À medida que a data do pleito se avizinha, vão fazendo os ajustes na metodologia e na amostra.
No caso da Datafolha, em alguns estados, ela terceiriza as equipes de entrevistadores. E, no início, concentra as amostras de entrevistados nas capitais e regiões metropolitanas, visto que entrevistas em locais mais remotos têm maiores custos. No caso de Pernambuco, isso pode justificar a diferença em relação às demais pesquisas que vinham apontando empate entre os principais concorrentes ao governo.
Outro tópico que justifica a cautela com as pesquisas é o fato de que, até o momento, os eleitores que não escolheram seus candidatos ainda são muito numerosos, assim como é elevado o percentual dos que admitem mudar de voto.
Como lembrou Renato Meirelles, em O Globo de 16.4.26, nada menos do que 62% dos entrevistados na última pesquisa Quaest não souberam dizer em quem votariam para Presidente quando, inicialmente, indagados sem o estímulo do disco com as alternativas.
Isso significa 96 milhões de pessoas que não externam espontaneamente uma preferência. Trata-se de dado relevante porque a urna eletrônica funciona como o voto espontâneo. O eleitor, quando chega na cabine, não se depara com um disco com os candidatos.
Outro fator que recomenda cautela com os resultados das pesquisas atuais é o fato de que 43% dos entrevistados admitem mudar de voto. Ou seja, 67 milhões de pessoas que declaram voto em algum candidato, mas admitem mudar.
Acrescente-se a frequente discrepância entre os votos espontâneos e os votos na estimulada. Na última pesquisa Datafolha para Pernambuco, João Campos apresentou uma dianteira de 12%. Mas, na espontânea, Raquel Lyra apresentou índices superiores (28% a 26%).
Ainda um outro dado recomenda cautela nas apostas sobre quem será vitorioso em Pernambuco. Historicamente, é raro um governante com mais de 60% de aprovação na pré-campanha perder uma tentativa de reeleição.
No Brasil, o índice de aprovação acima de 50% funciona quase como um “porto seguro”, embora erros graves ou crises possam afetar essa tendência. Mesmo com índices menores de aprovação, alguns incumbentes ainda assim são competitivos.
Foi o caso de Jair Bolsonaro, que, em 2022, tornou-se o primeiro presidente a perder a reeleição. Embora seus índices de “ótimo/bom” oscilassem entre 25% e 35%, ele perdeu para Lula por pequena diferença. Isso também sugere que a força de quem está sentado na cadeira continua relevante.
Especialistas em marketing político afirmam que governantes com 60% de aprovação só perdem a reeleição se ocorrer uma unificação total da oposição em torno de um único nome; ou quando o incumbente é tragado em um escândalo ético pessoal intransponível; ou ainda quando a rejeição individual (o “não voto de jeito nenhum”) for maior que 30%, mesmo com o governo bem avaliado.
Nenhuma dessas exceções se aplica à candidatura da governadora Raquel Lyra. As pesquisas têm convergido ao apontar um índice de aprovação do seu governo acima de 60%. Isso pode lhe conferir uma vantagem com tendência a se consolidar à medida que as ações do seu governo forem ainda mais conhecidas.
No caso do presidente Lula, a maioria das pesquisas aponta empate técnico com Flávio Bolsonaro. Mas a maior polarização no plano nacional é um fator importante. Embora ele tenha aprovação menor que 50% e tenha elevados índices de rejeição, o debate sobre as realizações de seu governo pode contar em uma eleição que segue sendo um clássico imprevisível.
*Advogado, professor de Direito Constitucional e PhD pela Universidade de Oxford
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Um muro desabou sobre uma residência no bairro de Santa Mônica, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, na noite desta quinta-feira (23), em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade. Segundo a Prefeitura, o imóvel, localizado na Rua Três Marias, nº 670, abrigava seis pessoas no momento do acidente. Mãe e filho ficaram feridos.
A mulher, Mauricélia Severina da Mata, 45 anos, “sofreu impacto de uma placa de cimento nas costas, com lesão também na cabeça”, informou a gestão municipal. Já Beijamim José da Mata, 19 anos, “foi atingido por tijolos na região da coluna”. “Mãe e filho foram atendidos no Hospital Aristeu Chaves e, em seguida, foram encaminhados à UPA de São Lourenço para realização de exames de imagem”, acrescentou a Prefeitura.
A Defesa Civil interditou a residência após o desabamento. Os demais moradores foram acolhidos e encaminhados para casas de parentes. De acordo com o município, equipes do órgão devem retornar ao local nesta sexta-feira (24) para realizar vistoria e seguir com o monitoramento da área.
“A Secretaria de Proteção e Defesa Civil da Prefeitura Municipal de Camaragibe registrou, na noite desta quinta-feira (23/04), uma ocorrência provocada pelas chuvas no bairro de Santa Mônica. Um muro desabou sobre uma residência localizada na Rua Três Marias, nº 670. No imóvel estavam seis pessoas. Mãe e filho ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves e, em seguida, foram encaminhados à UPA de São Lourenço da Mata para realização de exames de imagem.
Beijamim José da Mata, 19 anos, foi atingido por tijolos na região da coluna, e Mauricélia Severina da Mata, 45 anos, sofreu impacto de uma placa de cimento nas costas, com lesão também na cabeça. A residência foi interditada por equipes da Defesa Civil. Os demais integrantes da família foram acolhidos e encaminhados para a casa de parentes.
Equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas de risco e orientam a população a acionar o órgão em caso de novas ocorrências relacionadas às chuvas. A Secretaria de Proteção e Defesa Civil informa que permanece em regime de prontidão e pode ser acionada pelo telefone (81) 9 9945-3015. E orienta que, em caso de intensificação das chuvas, moradores de áreas de risco procurem abrigo temporário em residências de parentes ou amigos localizadas em áreas seguras. Já aqueles que vivem em locais sem risco devem evitar deslocamentos desnecessários. Também é recomendado não tentar atravessar vias ou pontos alagados, devido ao perigo de acidentes.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por procedimento para retirada de um acúmulo de pele, chamado de queratose na cabeça, e por uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Ele chegou ao hospital por volta das 7h10 da manhã, acompanhado da primeira-dama, Janja. As informações são do g1.
Os procedimentos foram confirmados na quinta-feira (23) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Segundo o governo, como são simples, não haverá nenhuma restrição para o presidente. Também não é necessário que Lula fique em repouso, de acordo com a equipe médica do presidente.
Segundo o g1 apurou, Lula chegou a São Paulo por volta das 20h20 de quinta e depois foi para casa descansar. A previsão do governo é a de que ele passe o final de semana na capital paulista.
O presidente tinha compromissos oficiais previstos para esta sexta-feira em Presidente Prudente (SP) e em Andradina (SP), mas foram adiados para segunda-feira (27).
No entanto, há a expectativa de que Lula retorne a Brasília no domingo (26) para participar de um congresso do Partido dos Trabalhadores.
Cauterização da queratose Em fevereiro, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele. O novo procedimento será realizado no mesmo local.
O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
A queratose é um termo amplo e usamos para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Cauterização dura poucos minutos e é feita no consultório A cauterização para tratar a queratose é um procedimento simples, realizado de forma corriqueira no dia a dia, em consultório, e pode ser feita de diversas formas, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carlos Barcaui:
Cauterização com bisturi elétrico, chamada de eletro cauterização: feito com anestesia local, com lidocaína
Cauterização química: mais usada em lesões mais finas e superficiais. Em geral, é usado o ácido na lesão. “Você toca o ácido da lesão e espera ela ficar branca. Em seguida aquilo depois forma uma casca e cai sozinho”, explica Barcaui.
Criocirurgia: congelamento da lesão com nitrogênio líquido. Usa-se um spray de nitrogênio líquido com intuito de formar uma bolha. Em seguida, o teto dessa bolha, quando se descola, leva o epitélio embora.
Além da cauterização, que é mais comum, o tratamento clínico também pode ser feito por meio de cremes, com laser e com a cirurgia convencional.
O procedimento é rápido, costuma durar poucos minutos. Não exige internação e permite que o paciente retome suas atividades praticamente no mesmo dia.
A movimentação política recente em Pernambuco deixa de ser episódica e passa a indicar um padrão mais estruturado. A postagem de ontem neste blog expõe um gesto carregado de simbolismo: às vésperas da agenda do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria Geral da Presidência, aliado direto do presidente Lula (PT), setores vinculados à governadora Raquel Lyra (PSD) aparecem prestando homenagem ao senador Flávio Bolsonaro (PL), uma das principais referências do campo do conservadorismo e do bolsonarismo no País.
Não se trata de um detalhe casual ou sem importância. Em política, gestos constroem narrativas e, sobretudo, revelam alinhamentos. Enquanto a presença de Boulos poderia sugerir uma aproximação institucional com o Governo Federal, o movimento paralelo de valorização do filho do ex-presidente aponta, de forma mais objetiva, para outro campo político.
O episódio ganha ainda mais peso quando analisado dentro de um contexto mais amplo. Não é um fato isolado, mas parte de um conjunto de sinais que vêm se acumulando ao longo do tempo e que indicam um deslocamento consistente da governadora à direita. Ainda que, em determinados momentos, haja tentativas de sustentar uma ambiguidade — inclusive com insinuações de possível alinhamento ou voto em Lula — os movimentos concretos caminham em direção oposta.
O que se observa é uma estratégia de duplo discurso: de um lado, a tentativa de dialogar com diferentes espectros do eleitorado e manter canais abertos com o Governo Federal e de outro gestos políticos claros que reforçam vínculos com a direita, especialmente o bolsonarismo.
Esse tipo de construção pode até funcionar no curto prazo, mas tende a produzir desgaste quando a incoerência entre discurso e prática se torna evidente. No fundo, é o acúmulo desses sinais que vai moldando a percepção pública.
E, nesse cenário, a tentativa de se apresentar como uma figura de posição indefinida perde força diante de evidências cada vez mais claras de um posicionamento político que se consolida.
FINAL FELIZ – Após mais de quatro meses de impasse, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, ontem, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Só foi possível após acordo entre o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), que de sua parte enviou um novo texto que foi lido, discutido e votado sem problemas. O impasse se arrastava desde o fim de 2025, em meio a divergências na Comissão de Finanças, embates sobre o percentual de remanejamento orçamentário e à judicialização do tema.
Sem pressão – Ainda sobre a Loa, o presidente da Alepe, Álvaro Porto, descartou que tenha existido “pressão” dos prefeitos na reunião com os gestores no dia anterior, após a reunião envolvendo o presidente da Amupe. Ressaltou que a iniciativa partiu da presidência da Casa. “Não houve pressão em momento algum. Quando recebi o telefonema para receber os prefeitos, marquei imediatamente. E quando eles chegaram, acho que não tivemos nem 10 minutos de conversa. A gente resolveu logo, sem maiores delongas”, afirmou.
Vitória sem bandeira partidária – Da governadora Raquel Lyra ao comemorar, ontem, a aprovação do orçamento estadual em meio a um acordo com o Legislativo: “Pernambuco comemora uma grande vitória que não tem bandeira, nem cor partidária. Ela pertence a todos os pernambucanos. Depois de 115 dias protocolados, a LOA, encaminhada pelo Governo de Pernambuco, foi totalmente aprovada na Alepe. Ela que garantiu em seguida que sancionará o texto assim que for enviado ao Palácio do Campo das Princesas pela Alepe.
De volta ao trabalho – Um dia após receber alta médica, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), participa hoje, no Recife, do ato “Governo do Brasil na Rua”, experiência que agrega órgãos do governo federal para oferecer diferentes tipos de serviços à população. Será na Escola Técnica Estadual Miguel Batista, no bairro da Macaxeira. Entre os serviços, atendimentos relacionados à Previdência Social, como perícia médica e de análises do INSS sem necessidade de agendamento.
Redução de impostos – O presidente Lula (PT) enviou, ontem, ao Congresso, projeto de lei para permitir ao Executivo reduzir a alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis, como gasolina e etanol, com a arrecadação extra esperada no setor de petróleo com a disparada da cotação internacional do barril no mercado internacional provocada pela guerra no Oriente Médio. Atualmente, é cobrado R$ 0,47 dos impostos federais sobre gasolina, produto que ainda não teve subsídio anunciado pelo governo federal para aliviar a alta dos preços para o consumidor, como já houve nos casos do diesel e do biodiesel. Por isso, a gasolina seria o principal alvo da medida.
CURTAS
PROCEDIMENTO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a São Paulo, ontem, para realizar procedimentos médicos no Hospital Sírio-Libanês. Um deles é uma cauterização para extrair uma queratose (acúmulo de pele) no couro cabeludo. Em fevereiro, Lula já havia passado pelo mesmo processo em uma clínica de dermatologia da capital.
NO PUNHO – Lula também fará uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. O presidente tem reclamado de dor no local. De acordo com auxiliares, não há horário fixo para os dois procedimentos, que deverão ser rápidos. Também não há contraindicação e nem preparo médico prévio.
EM SÃO PAULO – Na segunda-feira, o presidente cumprirá agendas no interior de São Paulo. Lula irá a Presidente Prudente (SP) para inauguração do novo centro de radioterapia do Hospital Regional da cidade e depois seguirá para Andradina (SP), para cerimônia de entregas para a Agricultura Familiar e apresentação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Produção de Leite.
Perguntar não ofende: Quando Raquel vai assumir o bolsonarismo no seu palanque?