Ao menos 137 ativistas internacionais foram deportados por Israel após a interceptação da Global Sumud Flotilla, missão humanitária que seguia rumo à Faixa de Gaza. A ação, considerada ilegal por organizações de direitos humanos, resultou na detenção de centenas de pessoas, entre elas 14 brasileiros, que seguem presos em uma penitenciária em Neguev, no sul de Israel.
O único integrante da delegação brasileira a ser deportado foi Nicolas Calabrese, educador popular no Rio de Janeiro e militante do PSOL. Com cidadanias argentina e italiana, Calabrese foi enviado para a Turquia com apoio do consulado italiano, que arcou com os custos da passagem. Ainda não há confirmação sobre seu retorno ao Brasil. As informações são do Correio Braziliense.
O grupo de 137 ativistas embarcou em um avião coordenado pela Embaixada da Turquia em Tel Aviv. A lista inclui cidadãos de países como Turquia, Itália, EUA, Reino Unido, Argélia, Tunísia, Marrocos, Líbia, Jordânia, Kuwait, Suíça, Bahrein e Malásia. Segundo a organização Adalah, responsável pela defesa dos ativistas, o governo israelense não forneceu nenhuma notificação oficial sobre as deportações, o que compromete o trabalho dos advogados.
Denúncia de maus-tratos
De acordo com a assessoria de imprensa da delegação brasileira da Global Sumud, os detidos relataram uma série de violações legais, desde a interceptação da embarcação em águas internacionais. Entre quinta (2) e ontem (3), mais de 200 audiências judiciais foram realizadas sem aviso prévio e sem a presença de advogados, de acordo com a Adalah. Aproximadamente 80 ativistas foram ouvidos em audiências consideradas irregulares.
Na prisão de Ktziot, onde ainda permanecem centenas de participantes da flotilha, os advogados relataram denúncias de maus-tratos, agressões físicas, privação de comida, retenção de medicamentos e água imprópria para consumo. Segundo os relatos, muitos detidos estão completamente isolados e sem assistência consular adequada.
Greve de fome entre brasileiros
Quatro integrantes da delegação brasileira — entre eles o brasiliense Thiago Ávila — comunicaram à embaixada e aos advogados que iniciaram uma greve de fome como forma de protesto. Eles denunciam tanto a própria prisão quanto o cerco humanitário imposto por Israel à população de Gaza.
Segundo nota da equipe jurídica, a greve de fome também serve como ato político: “Privados de voz, os ativistas recorrem ao próprio corpo como instrumento de resistência, em solidariedade ao povo palestino que sofre com a fome imposta por Israel como arma de guerra.”
No podcast Direto de Brasília, que irá ao ar hoje, o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, vai tratar especificamente da sessão bombástica do Supremo Tribunal Federal, marcada para o dia anterior, na terça-feira, na qual o plenário vai decidir se autoriza a abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes.
A reunião extraordinária foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O plenário vai analisar um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas para um número de telefone que a PF identifica como pertencente a Alexandre de Moraes.
O plenário decidirá se as conversas recuperadas podem ser usadas. Os ministros vão definir também se existem fundamentos reais para aprofundar a apuração. Esta etapa serve apenas para decidir se a investigação deve ou não começar. Não há definição de culpa ou inocência neste momento.
Felipe Santa Cruz, o nosso convidado, é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e mestre em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou por vários anos na seccional do Rio de Janeiro, onde presidiu a Caixa dos Advogados e a OAB/RJ por dois mandatos.
Foi eleito presidente nacional da OAB para o triênio 2019-2022. Sua gestão ficou marcada por fortes embates institucionais com o governo federal da época e pela atuação da entidade durante o período da pandemia de COVID-19.
O podcast Direto de Brasília, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, é transmitido para 165 emissoras de rádio no Nordeste. Também retransmitem a Rede Mais Rádios, da Paraíba, com 25 emissoras, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras, além também da revista Mais Nordeste, em Fortaleza, e a LW TV, de Arcoverde.
São parceiros no projeto a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, com atuação em São Paulo e no Nordeste, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico, a Oftalmolaser Vale do São Francisco e o Berlitz Idiomas.
Depois de um dia estressante, na cobertura da longa sessão frustrante do STF, nada melhor do que começar um novo dia com uma corridinha em Brasília pelas entrequadras da Asa Norte próximas ao hotel. Cumprir a meta diária de 8 km, eis o combustível para um dia de energia renovada.
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse, em entrevista ao Jornal da Record ontem (15) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, está com a “faca e o queijo na mão” em relação aos processos que apontam suposto envolvimento de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraude bancária.
“A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações. O sigilo foi quebrado. Portanto, o Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte. E quem fez tem que ser punido, tem que ser julgado. Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da justiça brasileira precisa ser exemplo”, disse Lula. As informações são do Brasil de Fato.
O presidente destacou ainda que o ministro André Mendonça “tinha guardado [informações] como segredo de Estado e só soltando aquilo que interessava para ele”. “Agora pode ser aberto para toda a sociedade para ver quem estava mentindo nisso”, completou.
A sessão de ontem (15), que discutia a reunião das petições envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Master, foi interrompida após o pedido de vista do ministro Flávio Dino, em uma sessão com vários bate-bocas entre ministros no plenário.
Logo no início da entrevista, o presidente disse que “é muito difícil um torneiro mecânico ficar dando palpite e julgando a Suprema Corte”, mas salientou que o país está em “um momento determinante”. “Não há ninguém, mas ninguém, absolutamente ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeitas, tem acusação contra ele.”
Lula também questionou a saída dos ministros Kassio Nunes e Dias Toffoli, que desistiram de participar da discussão, após o vazamento de informações sobre trocas de mensagens com Vorcaro.
“Que se apure, se apure com todo rigor, abra-se o sigilo de telefone de todo mundo. Por que o Toffoli não votou? Por que o Kassio não votou? Quem é que levou dinheiro? Quem é que participou dessa trama do Vorcaro? Porque o Vorcaro é uma quadrilha que envolveu muita gente de várias instâncias, do Poder Judiciário, do STF, da política. Vamos colocar o Brasil a nu e investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil ser melhor para o povo brasileiro”, disse o candidato. “Portanto, não tem trégua. É preciso investigar todos, todos sem distinção.”
O asfalto de uma ponte cedeu e formou uma cratera em um trecho pedagiado do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A estrutura cedeu na noite de ontem (15), na VPE-34, que dá acesso ao Estaleiro Atlântico Sul, do Porto de Suape. As informações são da Folha de Pernambuco.
Imagens do local mostram que os dois sentidos da pista foram afetados, impedindo a circulação de veículos na área. Apenas pedestres conseguem passar. Profissionais da concessionária responsável pela via realizaram o bloqueio do trecho da ponte, que passa por cima de uma área de manguezal e de rio. A reportagem entrou em contato com a administradora da área e também com o Porto de Suape para obter outras informações sobre o ocorrido.
Em nota, o Porto de Suape informou que, na noite de ontem, foi identificado o rompimento de um trecho da via VPE-34, com danos ao pavimento e interrupção da circulação.
“As causas da ocorrência estão sendo investigadas pela equipe técnica da Concessionária Rota do Atlântico, responsável pelo trecho. O Complexo de Suape e a concessionária acionaram imediatamente as equipes responsáveis e adotaram as medidas emergenciais necessárias”, destacou.
Ainda de acordo com o Porto, a área afetada foi isolada e sinalizada, com controle dos acessos e reforço da segurança viária. Equipes de engenharia, manutenção e operação foram mobilizadas para realizar inspeções, levantamentos técnicos e monitoramento do local.
“Máquinas, equipamentos e materiais necessários às intervenções estão sendo mobilizados. As equipes seguem atuando de forma conjunta e prioritária no planejamento e na execução dos serviços para restabelecer a circulação dos veículos com segurança e no menor prazo possível. O fluxo de pedestres está sendo controlado no local. A Concessionária orienta os usuários a não acessarem o trecho bloqueado. Rotas alternativas estão sendo avaliadas e a CRA divulgará novas informações após o avanço das apurações sobre a ocorrência”, ressalta o comunicado.
O que era esperado aconteceu: a grande expectativa gerada pela sessão de ontem do STF, destinada a discutir se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado pelos áudios vazados que o envolvem com o banqueiro Daniel Vorcaro, não entrou na discussão do seu mérito porque o ministro Flávio Dino pediu vista. Dino terá um prazo de 90 dias para devolver o caso ao plenário da Corte.
Uma das questões levantadas por Dino é que o relatório sobre Moraes foi feito a pedido de Mendonça, então relator do caso Master. No entanto, Fachin afastou o colega da investigação, tomando-a para si. Segundo Dino, essa não seria uma prerrogativa do presidente do Supremo.
“Houve um sacrifício dos ritos, sacrifício das formas, sacrifício do devido processo legal. Se você não tem rito, você tem dois pesos e duas medidas, que é a negação da Justiça”, argumentou Dino.
Em seu voto, Moraes afirmou que os relatórios referentes a ele e a Mendonça se sobrepõem. “Não há razão para que a instrução e o julgamento não sejam conjuntos. As delegações são bases fáticas e probatórias comuns, se sobrepõem, porque uma anula a outra, uma afasta a outra”, destacou o magistrado, que é ele próprio assunto do julgamento.
Alexandre de Moraes ganha tempo com pedido de vista de Flávio Dino, que, em tese, tem 90 dias para devolver o processo. Ou seja, a conclusão do tema fica para depois das eleições. Ainda que, até o pleito, o assunto vá render bastante e tenda a favorecer as movimentações bolsonaristas.
Além dos bate-bocas lamentáveis, a sessão foi marcada por insinuações de que há outros ministros na mesma situação de Moraes, em termos de ilações sobre supostas relações com Vorcaro.
Dino citou os ministros Mendonça e Luiz Fux — que reagiu de forma veemente dizendo que não há nada contra ele. Com sessão na semana que vem para discutir a atuação de Mendonça no processo de Moraes, a crise institucional continuará a todo vapor e servindo de combustível para uma eleição cada dia mais imprevisível. A Corte, na prática, sai perdendo, porque ficará sangrando perante a sociedade brasileira.
PRECEDENTE DA LAVA JATO – Após o presidente do STF, Edson Fachin, reiterar sua decisão de assumir o caso sobre Moraes e votar para manter a sessão de ontem, o ministro Flávio Dino alegou falta de clareza no rito e criticou o que disse ser um “sacrifício” do devido processo legal, citando a operação Lava Jato como exemplo. Ele é da ala próxima a Moraes e que defende um adiamento do julgamento. “Se você não tem rito, você tem dois pesos e duas medidas, que é a negação da Justiça”, disse. “Nós tivemos a experiência da Lava Jato. Onde nós chegamos com a Lava Jato? Provavelmente a decisões de altíssima importância do ponto de vista jurídico, mas também a desastres institucionais, e não é possível que não haja uma curva de aprendizado quanto a isso”, completou.
Diálogo entre divergentes – Em alas opostas na divisão de forças do STF, os ministros Flávio Dino e André Mendonça tiveram uma conversa durante o intervalo da sessão histórica de ontem. De acordo com interlocutores de ambos, eles não entraram no mérito do que estava sendo julgado no plenário, mas debateram sobre os procedimentos da sessão, definidos pelo presidente do STF, Edson Fachin. Antes da sessão, Dino pediu a Fachin que investigue uma possível correlação entre o Banco Master, o Instituto Iter (ligado a Mendonça) e contratos de serviços cemiteriais no município de São Paulo.
Sem pedido de investigação – O ministro Alexandre de Moraes afirmou, durante a sessão do STF, que não existe pedido de investigação contra ele e questionou ao presidente do tribunal, Edson Fachin: “Vossa Excelência, vai votar o quê?”. O magistrado disse que foi intimado a prestar informações a respeito do que consta na petição que o aponta como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, o que existe no documento é um pedido de nulidade e arquivamento. “Consta pedido de investigação feito pela Polícia Federal? Não. Consta pedido de investigação feito pelo Ministério Público? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Consta algum pedido de investigação em relação a mim? Não”, disse.
Pegou fogo – Em um dos momentos mais duros e tensos da sessão de ontem, o ministro André Mendonça afirmou existir uma “PF paralela” e disse que ministros do Supremo são monitorados. Moraes reagiu questionando “quem tem medo da Polícia Federal?” e acusou o colega de ter pressionado a corporação para incluir seu nome em uma colaboração premiada. A sessão também expôs divergências sobre a decisão de Edson Fachin de assumir a relatoria do processo que estava com Mendonça. Flávio Dino e Gilmar Mendes questionaram a mudança, enquanto Fachin rebateu os dois e afirmou que não retirou o processo do colega.
Quem mente? – O ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de ter determinado que a Polícia Federal incluísse seu nome em uma colaboração premiada relacionada a Vorcaro. O ministro afirmou ainda que poderia levar testemunhas ao plenário para sustentar a acusação. “Presidente, quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada. E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar. Não só policiais, advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas”, afirmou Moraes. Mendonça rebateu a acusação e afirmou que Moraes estava mentindo: “Isso é mentira”. Moraes então reforçou que indicaria testemunhas.
CURTAS
DELAÇÃO 1 – O ministro André Mendonça disse, durante a sessão, que recebe advogados “de todas as partes”, mas não trata de delação. “A única coisa que eu sempre disse é que se tiver uma delação, eu vou analisar os critérios”, declarou.
DELAÇÃO 2 – Mais cedo, Alexandre de Moraes acusou o colega de ter pedido, durante reunião com a Polícia Federal, que ele fosse incluído em um acordo de colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Mendonça deu a declaração após Gilmar Mendes dizer que ele teria afirmado que recebe advogados para “conduzir as delações”.
DESTITUIÇÃO – Do ministro Flávio Dino: “Em nenhum tribunal do país, um presidente pode destituir um relator. Aceitar essa prática abriria uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar.”
Perguntar não ofende: Para acelerar, Fachin pode mudar o prazo de 90 dias para o pedido de vista?
O ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), percorreu, nesta terça-feira (15), ruas e avenidas de Jaboatão dos Guararapes em uma carreata que passou pelos bairros do Curado, Cavaleiro, Pacheco e Monte Verde. A agenda reuniu apoiadores, moradores e lideranças políticas do município.
Ao lado dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), o João Campos destacou a importância de aproximar o governo estadual dos municípios e ampliar a capacidade de investimento em áreas como infraestrutura, saúde e mobilidade. As informações são do Blog da Folha.
“Eu quero ser governador para cuidar de Pernambuco inteiro. O que a gente fez no Recife, com planejamento, investimento e capacidade de realizar, precisa chegar a Jaboatão, às demais cidades da Região Metropolitana e ao interior. A gente quer um governo presente, que conheça a realidade de cada município e faça as obras que o povo precisa”, afirmou.
ive no final deste domingo (13) — Foto: Reprodução O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta terça-feira contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, numa referência indireta ao caso do magistrado, disse que parentes de membros não podem advogar na Corte. A declaração foi dada depois do julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Moraes ser adiado.
— Chegamos a um momento determinante na história deste país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita e acusação contra ele. A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações. O sigilo já foi quebrado — disse Lula, em entrevista à TV Record.
Lula fez uma referência indireta ao caso de Moraes ao dizer que parentes de ministros não podem advogar na Corte e defendeu uma “reforma profunda” do Poder Judiciário. O escritório da mulher do magistrado, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master.
— Quem for ministro ou estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, ou a mulher advogando, ou pai advogando, na própria Suprema Corte.
O presidente, que disputa a reeleição, lembrou da reforma do Judiciário promovida em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, e afirmou que, caso vença, fará uma nova reforma.
— Eu acho que nós temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário em que se discuta o tempo de mandato, o critério que a pessoa pode ser escolhida.
Lula ainda falou que ninguém no Supremo pode ficar sob suspeita.
— É preciso criar critério de moralização do Poder Judiciário brasileiro. Porque se as instâncias que vão julgar a sociedade padecem de desconfiança, que mundo a gente vai criar? Então, a Suprema Corte tem que ser o exemplo magnânimo deste país. Na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar, e quem tiver cometido erro que pague o preço que o povo brasileiro exige.
O petista afirmou também que o presidente do Supremo, Edson Fachin, está com as condições para tocar as investigações.
— Portanto o Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o que na Suprema Corte. E quem fez o que tem que ser punido, tem que ser julgado. O povo brasileiro não pode ficar vendo a Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da justiça brasileira precisa ser exemplo.
Lula disse que agora, com as quebras de sigilo, tudo será revelado. Acusou novamente, como já havia feito no sábado, o ministro André Mendonça de divulgar informações de seu interesse.
— Ora então, que se apure com todo rigor. Abra o sigilo de telefone de todo mundo. Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só estava soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda sociedade saber quem estava mentido.
O presidente também questionou o fato de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques terem decidido não votar no julgamento desta terça-feira e afirmou que o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro envolveu várias pessoas da classe política.
— Por que que o Toffoli não votou? Por que o Kássio não votou? Quem levou dinheiro, quem participou dessa trama do Vorcaro? Porque o Vorcaro é uma quadrilha que envolveu muita gente de várias istâncias do Poder Judiciário, da classe política. Vamos colocar o Brasil a nu, investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil ser melhor para o povo brasileiro. Portanto, não tem trégua, é preciso investigar todos.
O prefeito de Cabrobó, Galego de Nanai (Avante), anunciou, nesta terça-feira (15), apoio à reeleição do senador Humberto Costa (PT). A adesão foi oficializada no Recife, durante reunião que também contou com o senador Fernando Dueire (PSD), já alinhado à candidatura petista.
Galego afirmou que a decisão leva em conta a atuação do senador na cidade. “Humberto Costa já tem feito muito por Cabrobó e com certeza vai seguir trabalhando pelo nosso município”, declarou. Dueire também reforçou a parceria: “Com você reeleito, Humberto, vamos ter condições de fazer com que Cabrobó receba o que o município precisa e o povo merece”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (15) que os membros de uma facção criminosa são “terroristas para a população”.
Em entrevista à TV Record, Lula foi questionado se mudaria de opinião e classificaria as facções criminosas como organizações terroristas, como fez o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. As informações são da CNN.
“Não é verdade que eu não chamo de terrorista, não confunda. Eu chamo de terrorista para o povo brasileiro, não é o terrorista que o [Donald] Trump fala, porque o Trump fala em terrorismo de Estado”, disse o mandatário.
O petista explicou que existem diferenças entre o que chamou de “terrorismo de Estado” e o “terrorismo do narcotráfico”.
“Uma coisa é o terrorismo de Estado, aquele cara que quer derrubar governo. Outra coisa é o terrorismo do narcotráfico e do crime organizado, que só querem dinheiro e são terroristas para a população, porque eles ocupam bairro que é do povo, a rua que é do povo, a vila que é do povo”, afirmou.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira, 15, que pretende levar a autoridades em Washington registros do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Pelas redes socais, Eduardo disse esperar que o episódio resulte em uma “nova rodada de sanções” dos Estados Unidos.
“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo no X, em referência a Washington, D.C., após fazer críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino durante a sessão. As informações são do UOL.
Na publicação, Eduardo acusou Moraes de exigir direitos que teria negado a réus em processos sob sua condução, criticou Gilmar por questionamentos ao ministro André Mendonça e chamou Dino de “bobo da corte”.
A declaração ocorre às vésperas de reuniões que Eduardo deve realizar em Washington nesta semana para tratar justamente da aplicação de novas sanções contra Moraes. A agenda foi confirmada pelo jornalista Paulo Figueiredo à Gazeta do Povo, mas os participantes dos encontros não foram divulgados.
Também há movimentação nos Estados Unidos em torno da possibilidade de retomada das punições. Conforme noticiado pelo UOL, autoridades americanas ouvidas sob reserva afirmam que novas sanções com base na Lei Global Magnitsky contra Moraes podem ocorrer a qualquer momento. Segundo a publicação, o processo que embasou as punições anteriores continua sendo considerado válido pelo Departamento do Tesouro e uma nova decisão dependeria do aval do Departamento de Estado.
Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos em 2025 com base na Lei Magnitsky. As punições contra o ministro, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex foram posteriormente retiradas pelo governo americano.
Eduardo já é acusado de ter atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades americanas a adotar sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir em processos envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ameaça de Eduardo de buscar novas sanções ocorre enquanto uma das frentes das investigações relacionadas ao Banco Master também alcança seu irmão, Flávio Bolsonaro.
Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça e está inserida na investigação que acompanha desdobramentos das suspeitas de fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e suas conexões políticas.
Depois de acompanhar por horas a sessão de hoje no Supremo, saí com uma certeza: a Corte escolheu a pior saída. Em vez de decidir se Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado, o pedido de vista de Flávio Dino empurrou a definição por até 90 dias. Num momento de forte desgaste do STF, adiar uma resposta só aumenta a frustração da sociedade.
O Grupo Azul, liderado pelo ex-prefeito Dr. Edson, recebeu, no domingo (13), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) durante agenda política em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. A mobilização ocorreu na Avenida Cleto Campelo e também reuniu o deputado federal Renildo Calheiros, o deputado estadual Rodrigo Farias e a ministra Luciana Santos, além de vereadores e outras lideranças locais. A passagem por Brejo encerrou a agenda de João pelo Agreste no final de semana.
Durante o encontro, Dr. Edson e o grupo apresentaram Renildo Calheiros e Rodrigo Farias como os candidatos a deputado federal e estadual que apoiarão no município. Participaram ainda os vereadores Frailan Mota, Maria José do Tambor, Manoel Bento, Adilson das Motos e Professor Marconi, além do ex-vereador Júnior de Miguelão e de Mamão de Jataúba. Marília também cumpriu agendas no mesmo dia em Sanharó e São Caetano antes de chegar a Brejo da Madre de Deus.