No dia em que completa cem dias da segunda gestão, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), viaja aos Estados Unidos nesta quinta-feira e deve estar de volta na próxima terça (15). Oficialmente, ele nem precisaria, mas fez questão e vai repassar o cargo ao vice-prefeito Victor Marques (PCdoB).
A medida só é obrigatória quando a ausência ultrapassa uma semana. João Campos retorna à cidade na segunda à noite e reassume as atividades na manhã da próxima terça, com reunião de monitoramento e entregas à tarde.
O prefeito já havia repassado o cargo para Victor Marques no dia 17 de janeiro, quando tirou alguns dias de descanso para, como ele mesmo disse na ocasião, recarregar as baterias.
Victor Marques foi escolhido como candidato a vice no ano passado, já na perspectiva de substituir o prefeito João Campos, caso ele decida disputar o governo de Pernambuco em 2026.
Braço direito Ex-chefe de gabinete do prefeito na primeira gestão, o vice-prefeito também assumiu neste segundo mandato a Secretaria de Infraestrutura, que ganha visibilidade por realizar obras estruturantes. Mas Victor Marques tem participado de quase todas as agendas ao lado do prefeito.
Está em debates com empresários ou em entregas como a desta quinta-feira: uma creche-escola no bairro do Ibura, Zona Sul da cidade. Também participou do lançamento do Programa Visão Recife, na Escola Reitor João Alfredo, na Ilha do Leite, área central da cidade, na manhã de hoje.
Viagem No ano passado, João Campos esteve na Brazil Conference, em Boston, nos Estados Unidos. Este ano, ele vai com a namorada, a deputada federal Tábata Amaral (PSB). Lá, participam da edição 2025 da Brazil Conference, no sábado (12) e no domingo (13).
Segundo a coluna Persona, da jornalista Roberta Jungmann, da Folha de Pernambuco, o evento acontece nas universidades de Harvard e MIT e deve reunir líderes políticos, personalidades da cultura e do esporte, influenciadores e estudantes para debater os caminhos do Brasil.
A Brazil Conference se consolidou como a principal conferência brasileira fora do país. Criada em 2015 por jovens brasileiros que estudam em Boston, tem como objetivo promover discussões sobre economia, inovação, educação e desenvolvimento social.
Celebridades O evento terá também a presença de celebridades como Ana Maria Braga, Rodrigo Faro, Sabrina Sato, Carlinhos Brown, os influenciadores Leon e Nilce, e a criadora de conteúdo de moda Camila Coutinho.
A lista inclui ainda a estilista Patricia Bonaldi e atletas consagrados como Flávia Saraiva, Daiane dos Santos, Anderson Silva e Rafaela Silva.
O Sextou de amanhã, programa musical que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, traz como convidado o cantor e compositor alagoano Sandro Becker, que faz sucesso no Brasil desde os anos 80 com músicas de letras com duplo sentido, como “A Velha Debaixo da Cama”, “O Gato Tico” e “Julieta”.
Sandro Becker se destacou no cenário musical nordestino e brasileiro a partir dos anos 1980, marcando a história do forró com grande vendagem de discos e premiações de Disco de Ouro. Ficou conhecido pelo humor e letras espirituosas de duplo sentido.
Participou de programas de grande audiência na época, como o Cassino do Chacrinha na TV Globo em 1986. Sandro também criou um repente chamado “O Pobre e o Rico” com um trecho que diz: “Eu vou contar, eu vou contar, só não gosto de fuxico, mas do pobre para o rico grande diferença há”. Em 2017, o cantor lançou o CD “É Forró Pro Ano Inteiro” em comemoração aos 45 anos de carreira.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Presente no encontro “Por um Pernambuco com Propósito”, promovido pelo deputado estadual e candidato à reeleição Pastor Cleiton Collins e por sua esposa e candidata a deputada federal Michele Collins, a governadora Raquel Lyra (PSD) rasgou elogios ao casal símbolo do bolsonarismo no Estado. Mesmo querendo desvincular a sua imagem do conservadorismo, fica cada vez mais difícil para Raquel se manter neutra em relação a disputa presidencial quando aparece em eventos conservadores, promovidos por aliados do clã Bolsonaro.
São infinitos o universo e a estupidez humana. Os associados à estupidez não têm classe econômica e muito menos precisam de formação intelectual. São indivíduos que agem sem refletir, comprometendo a crítica dos fatos e, em muitos casos, se sobrepondo às ideologias. O estúpido é cheio de certezas e o inteligente tem muitas dúvidas, aponta um velho ditado político.
Ser estúpido, em termos de Brasil de hoje, é pertencer a militância petista, que sobrevive como um fenômeno coletivo de cegueira política e até de mau caratismo diante de uma realidade clara de má gestão governamental e postura autoritária de perseguição aos adversários auxiliados por um braço jurídico violador de leis.
Dado o diagnóstico da doença, o remédio tem sido amargo para a liderança autoritária que se mantinha até há pouco tempo numa arrogância atrevida, uma burrice, de que nada iria mudar, dando continuidade ao “mal hegemônico”. Mas, como registrou o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) – expulso do PCB por não submeter sua arte ao comunismo nos anos 1930 -, há hoje uma “pedra no caminho/no caminho há uma pedra”.
A pedra no calçado dos autoritários começa a ferir seus pés, obrigando-os a abandonar suas sapatilhas vermelhas que esmagaram e ainda esmagam inocentes e adversários do regime ditatorial, renomeado aqui como estado democrático de direito.
Antes fechados num núcleo de poder e mídia, a liderança atual observa com temor a perda de apoio e de aliados diante do medicamento importado que embrulha o intestino e mexe com a cabeça dos grandes tiranos. Uma revanche dos pequenos tiranos, como uma ministra chamou os brasileiros que não se alinham com o STF.
As boas notícias para a população e más novidades para os autoritários chegam em cascata. Uma poderosa rede de televisão começa a preferir a produção de novelas e transmissões esportivas a apoiar politicamente os governistas que agem contra o povo. Jornais e revistas que vinham fazendo ataques à direita, de repente subiram no muro. Agora mordem e assopram. Antes só mordiam a oposição.
Internamente o próprio sistema, o mecanismo, banqueiros de São Paulo ou deep state, quem manda realmente no país, começa a expurgar membros antes importantes. Usadas em determinado tempo, estas tristes figuras deixaram de ser úteis. É o começo do fim de uma era sombria. Os detentores do poder de menor nível, estúpidos úteis ou puxa-sacos, vão ter que engolir a seco as consequências produzidas por suas maldades.
Já os aproveitadores do poder apostam, como tem acontecido na história brasileira, num acordo para aliviar a tensão política, proporcionando só um pouco de mobilidade na estrutura autoritária de poder. Como disse o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957) na obra “O Leopardo” sobre a nascente República da Itália: “Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”, jogou o personagem Tancredi, príncipe de Falconeri, inimigo da república ao ver seu mundo se acabando.
Por isso, os brasileiros têm que estar espertos e não abestalhados pela estupidez da propaganda política travestida de notícias. Sem dúvida é bom achar positivas essas pequenas ações pró-democracia que estão ocorrendo, mas sempre deve levar em conta que, se aconteceram traições anteriores, elas podem se repetir. As boas e as más políticas são como marés: elas vão e voltam. Portanto, fiquem alertas. É isso.
Previsto para a próxima terça-feira, o podcast ‘Direto de Brasília’ com o escritor e presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, ex-presidente nacional do PSB, foi antecipado para hoje. Tudo porque o episódio desta semana, programado para ontem com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi cancelado de última hora e será remarcado. Na foto em destaque, o mais recente livro de Siqueira e nos estúdios do ‘Direto de Brasília’, ao meu lado e do jornalista Manoel Guimarães, produtor do podcast.
A assessoria do ministro deve confirmar a nova data ao longo do dia de hoje. O ministro iria ser entrevistado no seu próprio gabinete. Toda estrutura de equipamento do programa já estava montada lá, quando ele foi chamado para uma reunião de emergência com o presidente Lula, logo após o encontro do petista com os presidentes do Senado e da Câmara para priorizar votações de interesse do Governo.
No podcast de hoje, Carlos Siqueira vai falar sobre o livro “O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro”. A obra é resultado de um amplo trabalho de pesquisa, para compreender como as profundas transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas têm redefinido a relação dos brasileiros com a política, as instituições e o processo eleitoral.
A publicação vai além da análise tradicional de eleições e intenções de voto, oferecendo uma leitura abrangente sobre os valores, os medos, as expectativas e os sentimentos que influenciam o comportamento do eleitor.
A obra, segundo o autor, nasce da necessidade de compreender as profundas transformações vividas pela sociedade brasileira nas últimas décadas, refletidas em novos comportamentos, demandas e formas de participação política que vêm redesenhando o cenário eleitoral do país.
“A pesquisa teve um foco especial na juventude, nas mulheres chefes de família, e no eleitorado evangélico. Mas estuda o eleitorado de modo geral também. E tudo isso num estudo profundo, cuidadoso e criterioso, a partir de pesquisas quantitativas e qualitativas”, explica Siqueira.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Soube, há pouco, por filhos e irmãos do meu amigo Geraldinho Cisneiros, ex-vereador de Jaboatão, que seu estado é gravíssimo. Sofreu um AVC de enorme extensão e se encontra num quadro clínico irreversível, segundo os familiares.
Prezado Magno, bom dia!
“Os irmãos e filhos de Geraldinho Cisneiros têm a tristeza de lhe informar sobre o quadro clínico de Geraldo. Geraldinho sofreu um AVC de enorme extensão e se encontra em um estado clínico irreversível. Foi encontrado no sábado passado em seu apartamento já inconsciente, e foi levado a uma das unidades do Hapvida”, diz a mensagem dos familiares.
E acrescenta: “Acontece que entre o tempo em que ele sofreu o AVC e o atendimento, levou esse quadro a uma situação irreversível e sem a menor perspectiva de uma recuperação. Diante do relato de vários médicos da área neurológica, os filhos de Geraldinho decidiram usar a prerrogativa, que lhes é de direito, de autorizar a extubação de Gera e suspender qualquer medicação que o mantenha vivo em uma situação indigna, triste e sem a menor perspectiva desse quadro retroceder, para que a natureza faça a sua parte e ele possa descansar”.
“Resolvemos comunicar a todos através do seu blog, cientes do carinho amizade que você tem por ele, o que é recíproco, e pelo profissionalismo e ética que você exerce a sua profissão. É isso. Um abraço forte e que Deus provenha”.
Novos trechos de áudios de Amisadai Andrade, divulgados hoje, pelo portal R7, indicam que ele teria se reunido diretamente com a governadora Raquel Lyra (PSD), em 2024, para tratar de uma operação política contra João Campos (PSB). As novas gravações, somadas a registros oficiais da presença de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas, colocam em xeque o desafio público feito pela própria governadora, que negou qualquer conversa com ele e cobrou que fossem apresentadas provas de uma ligação entre os dois.
Nos áudios, Amisadai relata em detalhes um suposto encontro ocorrido depois das eleições municipais de 2024, quando João Campos acabara de ser reeleito prefeito do Recife com votação recorde. Segundo ele, teria sido a própria Raquel quem o chamou para conversar sobre uma “parceria”. O então servidor da Caixa Econômica Federal afirma ainda que condicionou sua participação à transferência para a estrutura do Governo de Pernambuco.
“Em novembro [de 2024, após a reeleição de João Campos], depois da campanha, ela me chamou, o pessoal, a gente foi. Eu conversei com ela, com o pessoal e disse: ‘Olhe, tem uma coisa: você vai ter que fazer essa questão com a gente, essa parceria aí, mas, ao mesmo tempo, vai ter que me puxar para o seu governo, porque, se eu ficar lá no Governo Federal, capaz de o pessoal me botar lá para a Cochinchina’. Eu estou lá com ela, tem essa paciência para você fazer as coisas”, afirma Amisadai na gravação.
O relato ganha uma nova dimensão diante dos documentos divulgados pelo Metrópoles. Registros oficiais de acesso mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas pelo menos duas vezes no segundo semestre de 2024. Em uma dessas ocasiões, no dia 30 de setembro, ele foi registrado como servidor da Caixa Econômica Federal e teve como destino a Casa Civil, justamente o núcleo responsável pela articulação institucional e política do Governo de Pernambuco.
Os registros, por si só, não comprovam que Raquel tenha participado pessoalmente dessas reuniões nem revelam o conteúdo dos encontros. Mas confirmam um ponto central da narrativa apresentada nos áudios: Amisadai efetivamente frequentou a sede do governo no período citado por ele e esteve na Casa Civil. A documentação oficial, portanto, acrescenta um elemento objetivo ao caso e torna ainda mais necessária a explicação sobre quem o recebeu, a convite de quem, para tratar de qual assunto e quais registros existem dessas reuniões.
Nos áudios, Amisadai também descreve uma atuação com objetivo político e eleitoral explícito. Ele afirma integrar a equipe de marketing do governo e atribui à rede de páginas e perfis a tarefa de produzir e disseminar conteúdos contra João Campos, chegando a relacionar esse trabalho à queda do adversário nas pesquisas.
“Sou servidor federal, estou cedido ao Governo Raquel. Estou na equipe de Marketing para também fazer essa coisa dela também. A gente acaba sabendo de coisas. Quem faz os conteúdos dele aqui tudo é eu, saio pegando. [Quando] A gente começou a fazer esse trabalho para ela, ele tinha acabado de ser eleito com 78% no Recife. Existem as pesquisas internas. Hoje, ele já está com 52%, alguma coisa assim. Ele já caiu muito. A gente faz sim [um papel central], a gente solta muita coisa”, declarou.
Amisadai acabou exonerado na quarta-feira (26), após o caso ganhar repercussão nacional com reportagem da TV Record. A emissora revelou gravações nas quais ele descreve uma engrenagem de páginas e perfis voltada a atacar adversários e afirma que o objetivo do trabalho seria “desidratar” politicamente João Campos.
A combinação entre os novos áudios e os registros oficiais do próprio Palácio muda o patamar do episódio. Depois de Raquel Lyra desafiar publicamente que fossem apresentadas provas de qualquer ligação com Amisadai, surgem documentos que comprovam a presença dele dentro da sede do governo e gravações nas quais o próprio ex-integrante da gestão descreve uma reunião com a governadora e os termos da suposta missão que teria recebido. Agora, mais do que negar, o Governo de Pernambuco terá de explicar quem recebeu Amisadai no Palácio, o que ele fazia na Casa Civil e qual era a natureza de sua relação com o núcleo político da gestão.
Pesquisa do PoderData/Aya, realizada de 23 a 26 de agosto, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O petista registra 38% das intenções de voto, ante 35% do congressista. As informações são do portal Poder360.
A diferença entre os 2 candidatos é a menor registrada desde maio. Há 15 dias, Lula tinha 6 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio. Hoje, a distância é de 3 pontos.
Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) registram 4% cada um. Pablo Marçal (PRTB) tem 3%. Romeu Zema (Novo) e Hertz Dias (PSTU) marcam 2% cada um.
É a 1ª rodada do PoderData/Aya realizada depois do fim do prazo para registro das candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 15 de agosto. Quem enviou a candidatura ainda precisa ter seu nome aprovado. Os cadastros podem ser contestados e dar origem a recursos.
Os dados foram coletados de 23 a 26 de agosto de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 555 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-04974/2026.
Aos 19 anos e ainda cursando Gastronomia, a pernambucana Clara Mendonça desponta como uma das jovens revelações da confeitaria no Estado. A relação com a cozinha, porém, vem de muito antes da faculdade. Aos três anos, ela já dividia o espaço com a avó paterna, Rosa, responsável por uma de suas primeiras memórias afetivas à mesa: o bolo de maracujá preparado todas as quartas-feiras. Foi com ela que Clara aprendeu os primeiros cortes, usando uma faca especialmente escolhida para sua pouca idade, de forma que pudesse manusear legumes sem se machucar. Ainda criança, passou a fazer massas, pizzas e doces naquele ambiente e descobriu o gosto por mexer nas receitas. “Minha avó falava que eu era uma alquimista na cozinha, porque eu sempre queria mudar alguma coisinha”, recorda.
A curiosidade ganhou contornos profissionais ainda na adolescência. Aos 12 anos, durante uma temporada nos Estados Unidos em que, a princípio, faria um curso de inglês, Clara escolheu outro caminho: matriculou-se em um curso de culinária na Flórida. Ali entrou pela primeira vez em uma cozinha profissional e participou da preparação de jantares para cerca de 100 pessoas. Em um deles, ficou responsável, ao lado de um chef francês, por produzir uma centena de pequenos bolos. Quatro anos depois, decidiu concluir os estudos antecipadamente por meio de supletivo e ingressou, aos 16, na faculdade de Gastronomia. Passou por duas instituições que encerraram seus cursos na área até chegar ao Senac, onde estuda atualmente.
Foi também por volta dos 16 anos que a confeitaria deixou de ser apenas um hobby e virou negócio. Fascinada por bolos de grandes dimensões e pela possibilidade de unir cozinha e artes plásticas, Clara começou com encomendas mais simples e avançou para projetos autorais, desenhados individualmente para cada cliente. “Eu não tenho cardápio de bolo. A gente faz um orçamento personalizado porque cada pessoa quer uma coisa diferente”, explica. O ofício abriu, ainda, espaço para uma inclinação artística que Clara cultiva desde cedo. Desde pequena, ela se interessa por pintura, desenho e trabalhos manuais, referências que também alimentaram o interesse pelos bolos decorados e pela confeitaria criativa.
O bolo de 10 andares que rendeu a Clara o primeiro lugar no concurso do Senac
A projeção aumentou depois de um concurso promovido durante uma feira de confeitaria do Senac. Clara aproveitou a oportunidade para executar um projeto que dificilmente receberia como encomenda: um bolo cenográfico de dez andares e mais de 1,5 metro de altura, produzido ao longo de 15 dias, com pasta americana, glacê, trabalho de bico e balões de açúcar. A criação conquistou o primeiro lugar e lhe rendeu uma viagem para a Mara Cakes, feira de confeitaria realizada em São Paulo. O trabalho também a aproximou de nomes do setor, entre os quais está a confeiteira pernambucana Cris Barros, que posteriormente a convidou para expor outra criação em uma edição da Mara Cakes no Recife. “A partir desse bolo, as pessoas começaram a me ver como artista também, não só confeiteira”, conta.
Mais recentemente, Clara Mendonça levou suas criações para o cardápio de um restaurante. Depois de preparar um bolo para a família dos proprietários do Tooka Sushi, restaurante japonês com unidades em Maceió e no Recife, recebeu o convite para desenvolver sobremesas para a casa e apresentou cinco opções em uma degustação. Entre elas está um combinado criado a partir da lógica dos próprios combinados de sushi: três sobremesas com diferentes intensidades de chocolate, servidas em uma sequência que vai do sabor mais suave ao mais amargo. “Eu gosto muito de pensar no especial, na experiência”, resume Clara.
Presença de suposto líder de ‘gabinete do ódio’ no Palácio complica versão de Raquel
Documentos revelados pelo Metrópoles registram ao menos duas entradas de Amisadai Andrade no Campo das Princesas e dão novo peso à gravação em que ele afirma ter feito reunião no Palácio para tratar de atuação contra João Campos. A revelação de que Amisadai Andrade da Silva, apontado como suposto articulador de uma rede de ataques contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD), esteve ao menos duas vezes no Palácio do Campo das Princesas acrescenta um elemento objetivo a um caso que, até então, estava concentrado principalmente no conteúdo das gravações exibidas pela TV Record.
Os registros de acesso revelados pelo Metrópoles não comprovam, por si só, o conteúdo das reuniões, mas confirmam que Amisadai efetivamente frequentou a sede do Governo de Pernambuco. E isso complica politicamente a posição da governadora. A informação ganha ainda mais relevância porque surge poucas horas depois de Raquel contestar publicamente o relato do próprio Amisadai e cobrar “provas”.
Na gravação divulgada pela Record, ele afirma que houve reunião no Palácio e diz que o Governo do Estado teria enxergado a rede como um canal para tentar “desidratar” João Campos (PSB). Agora, documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que Amisadai entrou no Palácio em 22 de julho de 2024, com destino à Casa Civil, e retornou em 30 de setembro daquele ano.
O ponto central é a mudança de patamar da controvérsia. A presença de Amisadai no Palácio não demonstra que as reuniões tenham tratado de ataques políticos, nem comprova participação de Raquel Lyra. Mas reduz o espaço para tratar como inteiramente inverossímil a parte do relato em que ele afirma ter mantido reuniões na sede do governo.
A partir de agora, a questão deixa de ser apenas se ele esteve no Campo das Princesas e passa a ser com quem se reuniu, para tratar de quê e a convite de quem. Há outro detalhe que amplia a pressão. Na primeira entrada identificada pelo Metrópoles, Amisadai teve como destino justamente a Casa Civil, uma das estruturas centrais de articulação política e administrativa do governo.
Na segunda, apresentou-se como representante do Portal da Prefeitura, veículo que, segundo a reportagem, recebeu R$ 642,5 mil do Governo de Pernambuco durante a gestão Raquel Lyra.
As novas informações também precisam ser lidas em conjunto com a reportagem da TV Record.
Segundo o Metrópoles, a emissora revelou uma investigação da Polícia Federal envolvendo uma rede supostamente ligada a Amisadai e formada por cerca de 300 canais on-line. No vídeo divulgado pela Record, ele diz operar páginas e perfis dedicados a “desidratar” João Campos e afirma que o pagamento pelo suposto serviço estaria relacionado a contratos de publicidade do governo.
Após a repercussão do caso, Raquel exonerou Amisadai. É justamente a combinação dos elementos que torna o episódio mais delicado para o governo. Isoladamente, uma entrada no Palácio pode ter inúmeras explicações legítimas. Isoladamente, uma gravação também precisa ter suas afirmações verificadas.
Quando o homem que aparece na gravação dizendo ter feito reunião no Palácio aparece nos registros oficiais de acesso ao próprio Palácio, porém, surge uma correspondência factual que exige respostas mais específicas.
A estratégia de simplesmente negar conhecimento ou minimizar a posição ocupada por Amisadai tende, portanto, a se tornar insuficiente. O governo passa a ter diante de si perguntas objetivas que podem ser respondidas documentalmente: quem autorizou as duas entradas? Com quais integrantes da Casa Civil ele se encontrou? Há registros das agendas? Qual era a pauta? Por que retornou ao Palácio como representante de um veículo que mantinha relação comercial com o Estado?
A situação também coloca sob maior escrutínio a reação adotada pelo governo depois da divulgação da reportagem. Amisadai era servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Estado e estava lotado na Secretaria de Turismo. Sua exoneração ocorreu somente após o caso ganhar repercussão nacional com a reportagem da Record.
Politicamente, portanto, a revelação do Metrópoles cria um problema maior para Raquel Lyra porque oferece um primeiro elemento documental que converge com uma parte importante do relato apresentado na gravação: houve presença de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas, inclusive com registro de acesso à Casa Civil.
Isso não encerra a investigação nem comprova as acusações mais graves, mas torna mais difícil responder ao episódio apenas com uma negativa genérica. A partir daqui, o caso passa a depender menos de versões e mais de documentos. Se o próprio sistema de controle de acesso do Governo registra a presença do suposto operador da rede dentro do Palácio, esclarecer quem o recebeu e o que foi discutido nessas reuniões tornou-se uma questão central para Raquel.
RACHADINHA – Ex-chefe de gabinete do deputado estadual Joel da Harpa (PP), Jeieli da Costa Silva Santos teria retido salários de servidores comissionados sob a justificativa de sanar dívidas da campanha do parlamentar, em esquema popularmente conhecido como “rachadinha”, segundo um inquérito civil do Ministério Público de Pernambuco. A prática, segundo revelou o site do DP, teria acontecido entre fevereiro de 2015 e junho de 2017, durante o primeiro mandato de Joel da Harpa. Em nota, a Prefeitura de Paulista, em que Jeieli atualmente é secretária municipal, disse que o processo mencionado pela matéria já foi devidamente analisado e solucionado, com a adoção das providências cabíveis.
Rede de ódio – Do candidato do PSB a governador, João Campos, vítima, mais uma vez, do suposto gabinete do ódio montado pela governadora Raquel Lyra (PSD), conforme reportagem da TV Record em nível nacional: “Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital, não pode estar criando uma rede do ódio, porque isso não vale em uma democracia”. A reportagem apresentou uma série de acusações sobre uma suposta rede de páginas e perfis nas redes sociais que atuaria para atacar adversários da governadora durante o período eleitoral. Segundo o material, a estrutura utilizaria recursos provenientes de contratos de publicidade firmados com órgãos públicos estaduais.
Militares expulsos – Nove policiais militares foram excluídos da corporação após crimes cometidos em Pernambuco, segundo decisões publicadas no Diário Oficial do Estado. As punições tiveram como base investigações conduzidas pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Um dos punidos com a exclusão foi o 2º sargento Luiz Carlos da Silva, condenado a oito anos e três meses de prisão por homicídio qualificado. O crime ocorreu em um bar no município de Caruaru, em 26 de junho de 2021. O segundo foi o 1º sargento Samuel do Carmo Santos. A SDS afirmou, em portaria, que ele foi investigado por agredir a filha com socos, puxões de cabelo e coronhadas. Ele estaria sob efeito de bebida alcoólica no momento da violência, em 27 de maio de 2025.
Agora vai – O presidente Lula fechou, ontem, um acordo com o presidente do Senado e da Câmara para votar pautas de interesse do Governo. A proposta que terá andamento mais rápido será a medida provisória (MP) que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas”, que será votada na próxima semana, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O texto do fim da escala 6×1 e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança serão analisados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também na semana que vem, embora não haja garantia de votação no plenário.
Reação aos efeitos Lulinha – O presidente Lula decidiu endurecer o tom adotado ao abordar as suspeitas envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para tentar se afastar do desgaste eleitoral causado pelas investigações que miram suspeitas de tráfico de influência. Integrantes da campanha afirmam que o petista está convencido da necessidade de ser mais incisivo ao afirmar que não vai tentar interferir nas investigações. Lula passará a reforçar que “ninguém está acima da lei” no governo dele e que não irá trocar delegado ou investigadores para beneficiar o filho. Com o avanço das investigações, que mostram suspeitas sobre a atuação de Lulinha em parceria com uma lobista, o tema se tornou um dos pontos mais vulneráveis da sua campanha à reeleição.
CURTAS
MANEIRAR – O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a pedir ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, que reduza os ataques públicos a aliados durante a campanha eleitoral. O telefonema para Eduardo, que mora nos Estados Unidos, ocorreu depois que ele compartilhou e endossou, no último domingo, um vídeo com críticas à candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal.
CACHÊ COM EMENDA – A cantora Ana Castela receberá R$ 850 mil para se apresentar na Expo São Fidelis. O show da artista será o primeiro dos quatro dias de apresentações musicais gratuitas na 14ª exposição agropecuária do município, que também contará com a participação de Tiee, Maiza Lima e da dupla Junior e Gustavo. O cachê da cantora, que se autointitula “boiadeira”, faz parte de uma verba de R$ 1 milhão destinada pela deputada Dani Cunha (PL-RJ) por meio de emenda parlamentar.
PODCAST – Em razão do adiantamento do podcast Direto de Brasília de ontem, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, resolvi antecipar o podcast com o presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, para hoje. Estava previsto para ir ao ar na próxima terça. Ele vai falar sobre o livro “O novo perfil eleitoral no Brasil, como pensa e como vota o brasileiro”.
Perguntar não ofende: Qual a verdadeira extensão do gabinete de ódio montado pela governadora?
O vice-prefeito de Belém de Maria, Genivaldo da Trilha (PT), assumiu interinamente a Prefeitura após o afastamento do prefeito Beto do Sargento (PSD), determinado pelo Tribunal Regional Federal em desdobramento da Operação Mamon, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (26).
A decisão, assinada pelo desembargador Rodrigo Antonio Tenorio Correia, também proíbe Beto de acessar órgãos municipais e se estende a Cristina Casale, Leonardo de Oliveira, Nathali Ribeiro e Maria Jessica. O Tribunal comunicou a medida ao presidente da Câmara, Jairo do Timbó (PT), para a posse do vice-prefeito, realizada há pouco.
Genivaldo afirmou que dará continuidade aos trabalhos da gestão e às ações voltadas ao desenvolvimento do município.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para fazer uma brincadeira com os dois chefes das Casas Legislativas.
Após a reunião entre os três, quando eles posaram para uma foto, o petista falou: — Poderia dizer juntos para sempre. As informações são do jornal O GLOBO.
A reunião foi marcada para alinhar a votação de propostas consideradas prioritárias pelo governo no Congresso. A próxima semana deve ser a última de votações antes da eleição, em outubro.
Lula, Motta e Alcolumbre anunciaram depois do encontro que a Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” terá todas as votações do Congresso concluídas na semana que vem. A MP perde validade no dia 8 de setembro.
Também foram anunciados acordos para votar no plenário do Senado o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos e o projeto que estabelece o Redata, o plano nacional de incentivos para o setor de data centers.
Em relação à proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala de trabalho 6×1 e a chamada PEC da Segurança, que reforça o papel da União na área, o acordo é que os relatórios sejam analisados pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sem menção a votação no plenário.
A relação entre Lula e os dois representantes da cúpula do Congresso foi marcada por idas e vindas.
Nas últimas semanas, Lula se reconciliou com o presidente do Senado. Os dois estavam afastados desde a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Motta também teve embates com o presidente no ano passado, quando articulou iniciativas que foram contra o interesse do governo, como deixar perder validade uma Medida Provisória que aumentava o IOF.
Apesar disso, o presidente da Câmara se aproximou do petista e declarou apoio à candidatura de reeleição dele. O pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), é candidato ao Senado e conta com o endosso de Lula.
O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, afirmou em entrevista à Globo nesta quarta-feira (26) que pretende destinar R$ 6 bilhões à construção presídios federais e adotar um regime de exceção em favelas para combater o crime organizado.
Ao tratar de segurança pública, o candidato do Missão afirmou que pretende construir dez novos presídios federais, cada um com capacidade para receber de 30 mil a 40 mil presos, caso seja eleito presidente. As informações são do g1.
Atualmente, o Sistema Penitenciário Federal conta com cinco penitenciárias de segurança máxima. Juntas, elas somam 1.040 vagas, destinadas principalmente a presos de alta periculosidade, como líderes de facções criminosas.
“Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já”, disse Renan Santos.
Pela proposta apresentada pelo candidato, portanto, os dez novos presídios poderiam criar entre 300 mil e 400 mil vagas.
Crime organizado
Renan foi questionado sobre a viabilidade de seu plano de combate ao crime organizado, que promete recuperar, em um ano, todas as áreas dominadas por facções no país.
O candidato afirmou que o Brasil vive uma “guerra declarada unilateralmente” pelo crime organizado e disse que cerca de 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob influência de criminosos.
“Se você mora numa favela, o crime organizado manda em você, pode te desalojar da tua casa, pode eventualmente se interessar de maneira sexual pela tua filha e você não tem como se defender. A vida num país que está em guerra é uma vida triste. Hoje quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência do crime”, disse.
Entre as medidas propostas, Renan defendeu mudanças na Lei de Execução Penal para que integrantes de facções criminosas sejam tratados como um “ente anômalo” pela legislação.
Segundo ele, não adianta prender um traficante se ele for solto pouco tempo depois. O candidato afirmou que, em um eventual governo, pretende endurecer as regras aplicadas a integrantes de organizações criminosas.
Inspiração em Bukele
Renan também defendeu medidas de segurança semelhantes às adotadas pelo governo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. A política de combate às gangues no país é alvo de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias e torturas.
Ao ser questionado sobre quais medidas adotadas em El Salvador pretende reproduzir no Brasil, Renan citou a criação de um regime especial em áreas dominadas por organizações criminosas.
“Vou dar um exemplo: a ideia de enfrentamento usando um regime especial — aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime — eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela”, afirmou.