Nos últimos dias, ganhou força a especulação de que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), venha a integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) como candidato a senador. O rumor foi prontamente desmentido pelo novo líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, o também pernambucano Augusto Coutinho.
“Isso é especulação. O que está existindo é que a gente quer um assento na majoritária. Esse é o posicionamento do Republicanos. E temos um nome para ser candidato a senador. Mas você não constrói política com imposição, tem que discutir. Temos um alinhamento com o prefeito João Campos (PSB), que vai ser o nosso candidato a governador. Então especulação existe. Temos até a convenção para discutir. Estamos muito focados em montar a nossa chapa, e a gente quer sim um espaço na majoritária”, declarou Coutinho, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Eu não acredito nisso (palanque duplo). Não podemos esquecer que João Campos é presidente nacional do PSB, que tem três governadores, isso dá peso político. Não é que o presidente Lula não vai aceitar o apoio da governadora Raquel, é óbvio que ele vai aceitar. Mas o PSB tem um alinhamento com o PT em 17 estados. Ele vai criar um problema em Pernambuco para reverter no Brasil todo? E com um presidente nacional do partido, que é leal, que ele tem demonstrado carinho e amizade com ele? Eu não acredito nisso”, ponderou.
Outro ponto levantado por Coutinho é a filiação da governadora no PSD, que tem três pré-candidatos a presidente, e sua ligação com o PL, sigla de Flávio Bolsonaro, nome que tem encostado em Lula nas pesquisas. “Esse é outro problema, porque o próprio PL faz ou fazia parte do governo dela. O que a gente ouve à boca miúda é que o PL só vota nela se ela votar em Flávio Bolsonaro. Não acredito que haverá palanque duplo em Pernambuco. O palanque do presidente Lula é o de João. Agora, é óbvio que ele vai aceitar apoio de quem que seja, se por acaso vier. Não vejo uma reviravolta do PT se aliar ao PSD, que tem sido crítico, vai ter candidato próprio, inclusive. Como é que fica isso? É complicado. Você acha que o PT vai botar o PSB de fora dessa aliança e vai se aliar com uma governadora que está em um partido que tem outro candidato a presidente? Não consigo enxergar isso”, alfinetou.
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