A governadora Raquel Lyra está reunida, neste momento, em Palácio, com o comando da sua equipe para tentar conter o deputado Túlio Gadelha, que teria desistido da disputa ao Senado.
A governadora Raquel Lyra está reunida, neste momento, em Palácio, com o comando da sua equipe para tentar conter o deputado Túlio Gadelha, que teria desistido da disputa ao Senado.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, decidiu incluir em seu programa de governo um tópico caro à militância bolsonarista: a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF). O tema deve ser uma das principais bandeiras eleitorais da campanha do filho 01 de Jair Bolsonaro, em contraposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com a boa vontade do Supremo como um dos pilares de sua governabilidade.
Um dos principais pontos defendidos pela campanha do senador é a imposição de uma quarentena de um ano para indicação ao Supremo, no caso de pessoas que tenham assumido o cargo de ministro ou secretário de Estado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa prática, se a medida estivesse em vigor, Lula não poderia ter indicado imediatamente o seu advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Seria preciso esperar o desligamento de Messias do cargo e aguardar um ano para oficializar a indicação.
A mesma quarentena teria prejudicado os planos de Lula de indicar o ex-ministro da Justiça Flávio Dino para o Supremo – e também teria afetado a decisão do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, de escolher André Mendonça, que atuou como chefe da AGU e da Justiça na administração bolsonarista antes de assumir a toga no STF.
Segundo a campanha de Flávio, a medida busca “reduzir a transferência imediata de agentes da disputa política para a mais alta Corte do país e reforçar a percepção de independência dos novos ministros”.
O plano de governo de Lula, divulgado na semana passada, se limita a criticar a “morosidade” da Justiça, além de propor a manutenção de um “diálogo permanente com os atores do Judiciário, respeitada a autonomia dos Poderes, para estimular o aperfeiçoamento do sistema de Justiça”, sem entrar em detalhes.
Já o plano de Flávio, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, reserva mais espaço para a questão. Flávio já disse que “qualquer governo que se iniciar a partir de 2027 vai ter que fazer uma reforma do Judiciário” e mencionou como possibilidade a fixação de um tempo de mandato dos ministros do STF, ao participar de evento em Porto Alegre em abril deste ano.
Esse é um tema que ressoa entre os simpatizantes da candidatura de Flávio. Dados de uma pesquisa Genial/Quaest obtidos pelo GLOBO, divulgados no último domingo, mostram que o nível de confiança no STF é de 50% perante o eleitorado brasileiro. Mas entre os eleitores bolsonaristas, 73% dos entrevistados disseram não confiar na Corte.
Três vagas para o Supremo vão abrir no próximo mandato presidencial: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes deverão se aposentar em 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Também há a cadeira que ainda não foi preenchida com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.
Lula contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e decidiu escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Barroso. Mas uma articulação que uniu nos bastidores Alcolumbre, Flávio Bolsonaro, a tropa de choque bolsonarista no Senado e até mesmo o ministro Alexandre de Moraes, cada um com sua agenda e seus próprios interesses, conseguiu derrubar a indicação de Messias, impondo uma derrota histórica ao governo petista.
No último sábado (8), ao participar de evento com lideranças políticas em Itapetininga (SP), Flávio disse que indicará para o Supremo ministros que “respeitem a Constituição” e que não “façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro”, em referência à pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pela Primeira Turma do STF ao seu pai nas investigações da trama golpista.
“E quem descumprir a lei vai pagar por isso, a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo, e por muito tempo, em especial durante o governo do presidente Bolsonaro, criticar um ministro do Supremo foi considerado um atentado contra democracia”, discursou Flávio na ocasião.
O candidato do PL também se comprometeu a indicar “homens e mulheres” para a Corte, em um aceno ao eleitorado feminino, onde sua candidatura enfrenta maior rejeição.
Em seu terceiro mandato, Lula só indicou homens para o Supremo: Cristiano Zanin Martins, Flávio Dino e Messias. Dos atuais 10 ministros do STF, há apenas uma mulher – Cármen Lúcia, indicada pelo petista em seu primeiro mandato.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “restabelecido” após reunião entre os dois na manhã desta quarta-feira (12).
“Esse diálogo foi restabelecido, tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele também”, disse Alcolumbre. As informações são da CNN.
O encontro desta quarta durou cerca de duas horas e contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
Leia maisA retomada das conversas ocorreu depois de uma ruptura ocasionada com a não aprovação da indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) em abril. Messias é advogado-geral da União e foi escolhido por Lula para integrar a Corte. O nome indicado, porém, foi rejeitado pelo Senado. Alcolumbre defendia outro nome e não trabalhou a favor da escolha de Lula.
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Convidado pelo presidente Lula, o senador Humberto Costa (PT) almoçou com ele, nesta quarta-feira (12), no Palácio da Alvorada. Candidato à reeleição e 2º vice-presidente do Senado Federal, Humberto discutiu com o presidente a agenda parlamentar em curso no Congresso Nacional, bem como temas político-eleitorais.
No Senado, projetos de extrema relevância, como os que tratam de terras raras e do fim da escala 6 X 1, bem como a PEC da Segurança Pública, estão em tramitação e o governo tem interesse em que um esforço da Casa, ainda antes da eleição, consiga destravar a pauta. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“A conversa com Lula foi muito positiva. O presidente acredita que uma boa articulação política pode levar à aprovação de algumas matérias que são muito importantes para o país e para a população. Vamos trabalhar por isso”, afirmou o senador.
Humberto e Lula também conversaram sobre conjuntura política e cenários eleitorais. Em Pernambuco, Humberto disputa a reeleição ao Senado e é apontado como uma das prioridades de Lula e do PT para uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional, que renovará dois terços (54) dos seus membros nas próximas eleições de outubro.
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O ex-deputado federal Gonzaga Patriota, na foto com o presidente Lula, é um militante histórico do PSB, teve dez mandatos federais, não emplacou o 11º por uma peinha, obtendo mais de 70 mil votos.
Não sei o que está acontecendo com a cúpula do PSB, mas o fato é que Patriota, que chegou a lançar sua pré-candidatura ao Senado, não contou com respaldo sequer para figurar numa suplência de senador na chapa de João Campos.
Procurei saber se o PSB havia dado pelo menos uma missão a ele no São Francisco na campanha de João, mas, infelizmente, o ex-parlamentar não foi lembrado em absolutamente nada.
Numa eleição acirrada que se apresenta pela frente no Estado, o PSB comete o erro de não saber valorizar quadros históricos, com identidade com as massas, como é o caso de Patriota, que está completando 34 anos de filiação ao PSB.
Arraesista e eduardista de fidelidade canina. Uma pena!
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República admitiu que páginas oficiais com o perfil do senador apresentavam informações equivocadas sobre seu currículo.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, informou não ter registro de Flávio como aluno da instituição, apesar de a biografia do parlamentar no site da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) atribuir ao presidenciável uma pós-graduação em Ciências Políticas cursada na instituição. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisFlávio foi deputado estadual no Rio antes de assumir a cadeira no Senado, em 2019. O perfil dele no site do Senado informava a mesma especialização, mas sem indicar em qual instituição teria sido obtido o certificado.
A campanha do senador afirma que registros diferentes de sua formação acadêmica correta são “erros ou equívocos” e diz já ter solicitado correções. A informação sobre os erros replicados foi revelada pelo g1 e confirmada pelo GLOBO.
A referência à pós-graduação na UFRJ aparece em perfis biográficos mantidos pela Alerj e chegou a constar também na página oficial do parlamentar no LinkedIn. Em material enviado ao g1 no fim de julho, a própria assessoria do candidato também havia incluído a informação sobre a especialização em Ciências Políticas na universidade.
Procurada pelo GLOBO, a UFRJ afirmou que, pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), “não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente” na instituição.
A universidade informou que o sistema foi criado em 2001 para unificar e informatizar os dados acadêmicos, substituindo sistemas anteriores. A UFRJ localizou, por outro lado, o registro de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, como concluinte do curso de Direito.
Em nota, a campanha afirmou que a formação acadêmica de Flávio é outra: graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduação em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Eventuais registros diferentes desses tratam-se de erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia. A equipe do parlamentar já solicitou as correções junto à plataforma”, afirmou a campanha.
O site oficial de Flávio, citado pela equipe para demonstrar o currículo considerado correto, não menciona a UFRJ nem uma pós-graduação em Ciências Políticas. Na seção “Sobre mim”, o senador é apresentado como “empresário e advogado, com especializações em Políticas Públicas pelo Iuperj e em Empreendedorismo pela FGV”.
A campanha também encaminhou ao GLOBO uma imagem da página para sustentar que a biografia atualmente divulgada pela equipe do candidato não contém a informação questionada.
O material, no entanto, não explica a origem das referências à pós-graduação em Ciências Políticas que constaram em páginas institucionais do Senado e da Alerj e chegaram a aparecer em material anteriormente divulgado pela própria assessoria do senador.
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Ao encerrar, ontem, o podcast Direto de Brasília com o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o presenteei com a caneca institucional alusiva aos festejos dos 20 anos do blog. Pereira é paulista, mas seus pais nasceram no Ceará, Estado com o qual acabou criando um elo sentimental. Ele assumiu a pasta com a saída do também paulista Márcio França (PSB), ex-governador de São Paulo, que entrou na chapa como vice do candidato a governador pelo PT, Fernando Haddad.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) anunciou, na segunda-feira (10), a ex-secretária de Assistência Social de Ipubi Edjane Figueiredo (PSB) como segunda suplente de sua chapa. Edjane atua politicamente no Sertão do Araripe e é casada com o ex-prefeito de Ipubi Chico Siqueira, tio do atual prefeito do município, João Marcos Siqueira.
“Edjane é uma grande mulher, que chega com sua experiência como liderança social do Sertão do Araripe, uma região importantíssima e que tem um papel essencial na economia não só de Pernambuco, mas do Brasil”, afirmou Marília. A candidata também destacou a participação feminina na composição da chapa e a atuação política de Edjane e Chico Siqueira na região.
A segunda suplência completa a composição anunciada por Marília para a disputa ao Senado. Na semana passada, o ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho Abel Neto havia sido escolhido para a primeira suplência. Empresário e formado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), ele integra o grupo político liderado pelo prefeito do Cabo e ex-deputado estadual Lula Cabral, vice-presidente estadual do PDT em Pernambuco.
A pesquisa do Instituto Múltipla (imagem do relatório acima) mostra um cenário ainda mais largo da vantagem do candidato ao Governo do Estado apoiado pelo presidente Lula (PT) no comparativo com o postulante apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro, além do candidato(a) que se mostre independente.
Na pesquisa, o aliado de Lula desponta com 48%, a candidatura independente aparece com 31% e um eventual nome ligado a Flávio, com 17%. Os que não opinaram somam 4%.
Quem vive a política sabe muito bem que o candidato de Lula em Pernambuco é o ex-prefeito do Recife, João Campos. E todo mundo sabe que a governadora Raquel Lyra cansa de dizer que pretende governar com qualquer um. Ou seja, independente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou, hoje, para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara, que permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico durante uma reunião do Colégio de Líderes na terça-feira. Segundo a Liderança do PT, o parlamentar está consciente, com quadro clínico estável e boa evolução, sem comprometimento cognitivo ou motor.
Durante a conversa, Lula desejou pronta recuperação ao deputado e pediu que ele cuide da saúde. Segundo a nota divulgada pela liderança do partido, o presidente afirmou que Uczai precisa estar bem para construir o mandato, liderar a bancada e ajudar na campanha eleitoral. “O presidente Lula pediu ao Líder para cuidar da saúde, porque ele precisa estar bem para construir o mandato, liderar a Bancada e ajudar na campanha eleitoral”, diz a nota.
Leia maisUczai também recebeu nesta quarta-feira a visita do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Os dois parlamentares são médicos e foram ao hospital levar um “forte abraço” e desejar a recuperação do líder petista”.
Em mensagem divulgada pela assessoria, Uczai agradeceu as manifestações de apoio que recebeu desde que passou mal durante a reunião de líderes. “Estou bem. Agradeço de coração as orações, as manifestações de carinho, a solidariedade dos colegas parlamentares do Colégio de Líderes. Sou grato a toda dedicação das equipes de saúde que me atenderam na Câmara dos Deputados e aqui no Hospital DF Star. Por fim, agradeço a preocupação e cuidado da minha equipe de assessoria”, disse.
Segundo a Liderança do PT, o deputado continua internado para a realização de exames complementares e acompanhamento médico. O parlamentar permanece consciente e apresenta evolução positiva, sem alterações cognitivas ou motoras.
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Por Letícia Lins – Oxe Recife
Houve um tempo em que nós, jornalistas, não podíamos sequer citar o nome Dom Helder Câmara (1909-1999), então Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, onde ficou entre 1964 e 1985, período em que ajudou a criar comunidades eclesiais de base e disseminou a Teologia da Libertação. Eram tempos sombrios, da ditadura militar quando inimigos do regime eram sequestrados, torturados e assassinados nas masmorras dos órgãos de repressão. Mas esses tempos passaram, e o religioso vem inspirando roteiro turístico e espetáculo sobre sua trajetória. O segundo entre os dias 19 e 22 de agosto, na Igreja das Fronteiras. Serão várias sessões por dia, cada uma com cerca de 20 minutos.
Para os que não lembram, o religioso era uma das vozes mais poderosas em defesa dos direitos humanos e como era impedido de falar no Brasil, denunciava a situação no resto do mundo. Ficou conhecido como o “bispo vermelho” e sofria tantas perseguições políticas, que a casa onde residia (na Rua das Fronteiras) e o Juvenato Dom Vital (onde costumava trabalhar) chegaram a ser metralhados. No Juvenato, no bairro da Boa Vista, ficava a sede da Comissão de Justiça e Paz, instituição ligada à Igreja Católica que denunciava a violência do regime, defendia presos políticos, religiosos perseguidos e os interesses dos excluídos.
Leia maisA perseguição era tão grande que para intimidar o Dom da Paz – como ele ainda hoje é chamado – que um dos principais auxiliares do arcebispo e a ele mais chegado, o Padre Henrique Pereira Neto, foi sequestrado no dia 26 de maio de 1969, torturado e deixado morto em um terreno baldio do Recife no dia seguinte. Os seus assassinos só viriam ser identificados anos depois, já no século 21, durante audiências da Comissão da Memória e da Verdade em Pernambuco.
Amordaçado, o Dom continuou no seu silêncio, escrevendo, produzindo, orientando o seu rebanho. Chegou a ter seu nome lembrado para ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Pois ultimamente o Dom, que está em processo de canonização no Vaticano, em fase de análise pelo Dicastério para as Causas dos Santos, tem sido constantemente tema de roteiros turísticos, incluindo no Olha! Recife, projeto de sensibilização turística da Prefeitura do Recife. Quando em vida, lembro-me que alguns estrangeiros – editores, livreiros, intelectuais- que vinham ao Recife nem faziam questão de ver a cidade. Queriam, mesmo, era ter um encontro com o Dom. Sei disso porque, algumas vezes, quando recebia gente de fora, tentei intermediar pelo menos uns três encontros com seus auxiliares, todos efetivados. Felizmente.
Agora, prestem atenção: a Prefeitura do Recife (por meio da Secretaria de Turismo e Lazer) e o Instituto Dom Helder Câmara promovem, entre os dias 19 e 22 de agosto, a Experiência Imersiva Dom Hélder Câmara, iniciativa que convida moradores e visitantes a vivenciarem a trajetória de um dos maiores símbolos da paz, da justiça social e dos direitos humanos no Brasil. As apresentações acontecerão das 19h às 21h, com intervalos de 25 minutos, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, no bairro da Boa Vista. Durante a experiência, o interior do templo será transformado em um ambiente de contemplação e memória por meio da integração entre projeção mapeada (mapping), trilha sonora original, locução, fotografias históricas, animações, arte sacra e iluminação cênica. Ao longo da narrativa audiovisual, frases marcantes de Dom Hélder serão projetadas sobre a arquitetura da igreja, reforçando valores como paz, fraternidade, esperança, solidariedade e justiça social.
“Realizado em um dos mais importantes espaços de memória da cidade, onde Dom Hélder Câmara escolheu viver seus últimos anos de vida, o projeto utiliza recursos tecnológicos para proporcionar uma experiência sensorial que aproxima o público de sua história, espiritualidade e legado humanitário”, informa a Secretaria de Turismo. Atualmente, a igreja abriga o Memorial Dom Hélder Câmara, que reúne objetos pessoais, documentos, fotografias e registros históricos do religioso.
“Recife tem uma história muito rica, que precisa ser cada vez mais conhecida e vivenciada por moradores e visitantes. Ao unir tecnologia, memória e patrimônio, essa experiência permite que o público se aproxime do legado de Dom Hélder de uma maneira sensível e inovadora. É também uma forma de fortalecer o turismo religioso e valorizar espaços históricos que fazem parte da identidade da nossa cidade”, destaca o secretário de Turismo e Lazer do Recife, Felipe Porto.
“Além de valorizar o patrimônio histórico, cultural e religioso do Recife, a iniciativa fortalece o turismo religioso e cultural, segmento em expansão no país, incentivando a visitação ao Memorial Dom Hélder Câmara e contribuindo para ampliar a circulação de visitantes no Centro Histórico, especialmente no período noturno. O projeto também impulsiona a economia criativa e o setor de serviços ligados ao turismo, ao mesmo tempo em que promove a preservação da memória e da identidade cultural recifense”, destaca a PCR.
Importante: Toda a estrutura tecnológica foi desenvolvida respeitando as características arquitetônicas da Igreja das Fronteiras. Os equipamentos serão instalados de forma não invasiva, sem qualquer intervenção permanente no monumento histórico, garantindo a preservação do patrimônio enquanto oferece ao público uma experiência inovadora. Nos links abaixo, mais informações sobre o Dom da Paz.
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Perfis do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, publicados nas páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) afirmam que ele tem pós-graduação em Ciências Políticas. A página da Alerj, onde ele foi deputado por quatro mandatos, diz que o curso foi feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, contudo, afirma não ter registros de que Flávio Bolsonaro estudou lá.
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que se tratam de “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”. “O senador Flávio Bolsonaro é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV, conforme consta no seu site oficial: flaviobolsonaro.net”, diz nota enviada pela assessoria. As informações são do portal G1.
Leia mais“Eventuais registros diferentes desses tratam-se de erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia. A equipe do parlamentar já solicitou as correções junto à plataforma.”
A menção à pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ constava também na página com informações sobre o senador na Wikipedia até esta quarta-feira (12), quando foi retirada em uma edição, e em um perfil mantido pela assessoria de Flávio Bolsonaro no LinkedIn, que saiu do ar.
Em 27 de julho, a assessoria do candidato enviou à reportagem uma nota biográfica que também trazia a informação sobre a pós-graduação na UFRJ. Nesta quarta, a assessoria de Flávio Bolsonaro enviou ao g1 diplomas digitalizados que mostram que ele se formou em Direito em 2006, concluiu a especialização em Políticas Públicas em 2012 e o MBA em Empreendedorismo em 2015.
A equipe não mandou documentos que comprovem que ele tenha pós-graduação em Ciências Políticas, informação que consta em um perfil publicado no site da Agência Senado, com data de 18 de janeiro de 2019, ano em que ele iniciou seu mandato parlamentar.
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Por Pedro Henrique Reynaldo*
O que se confundia, num passado recente, com mera retórica de um dos lados da cena política nacional, a defender sua interessada narrativa em um ambiente polarizado, passou a ser objeto de manifestações de órgãos da imprensa e poderes constituídos de vários países democráticos.
A exacerbação do Supremo Tribunal Federal (STF) sob os direitos e garantias individuais de diversos brasileiros em nome da defesa contra suposta ameaça democrática, passou de todos os limites, atacando agora um dos pilares da própria democracia, que é a livre imprensa.
Leia maisClaro que não faltará “fundamentação” em linguagem empolada para excetuar medida de devassa as fontes de jornalistas, pois é assim que procede o poder quando se excede e busca se autolegitimar por suas próprias palavras. Contudo, o que assombra nisso tudo, é a omissão das nossas instituições a esse respeito, a exemplo de nossa outrora combativa Ordem dos Advogados do Brasil – OAB (@cfoab), cujas publicações e manifestações institucionais dos últimos meses parecem se reportar à realidade de outro país como a Noruega, Finlândia ou Dinamarca.
Nesta quadra tão crítica de nossa atual realidade algo efetivamente está faltando às instituições democráticas: Independência? Coragem? ou compromisso com o Estado Democrático de Direito?
Elas e seus dirigentes serão julgados pela história.
*Procurador do Estado e ex-presidente da OAB-PE.
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O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP) da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro, promove, amanhã, às 19h, a aula inaugural do semestre letivo com o cientista político Antonio Lavareda, um dos mais respeitados estudiosos da área. A conferência terá como tema “Brasil: o paradoxo da representação sem fidúcia” e integra as comemorações pelos 40 anos do curso de Ciência Política da UFF.
Reconhecido por sua contribuição ao estudo da política brasileira, Antonio Lavareda é autor de obras de referência na área, entre elas A Democracia nas Urnas: o processo partidário-eleitoral brasileiro (1945-1964) e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais. Além da produção acadêmica, preside o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e a MCI Estratégia, atuando nas áreas de pesquisa de opinião, comportamento eleitoral e análise política.
A aula inaugural será transmitida pelo canal do Youtube @CiênciaPolíticadaUFF e representa uma oportunidade para estudantes, pesquisadores e interessados refletirem sobre os desafios da representação política e da democracia brasileira contemporânea.
O superintendente do Desenvolvimento do Nordeste, Francisco Alexandre, reuniu-se com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, relator do processo que trata da retomada das obras do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro (PE) e o Porto de Suape (PE). Durante o encontro, o superintendente apresentou o estudo elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) sobre os benefícios econômicos e sociais associados à conclusão da ferrovia.
Estudo elaborado pela Sudene, com base na metodologia de Análise Custo-Benefício (ACB), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresenta Valor Social Presente Líquido (VSPL) de R$ 4,76 bilhões, além de uma Taxa de Retorno Econômico (TRE) de 15,53%. Além disso, estima que a implantação da ferrovia poderá gerar impacto de aproximadamente R$ 8,23 bilhões no Valor Adicionado Bruto (VAB), enquanto a fase de operação deverá acrescentar cerca de R$ 910 milhões por ano à economia regional.
De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o estudo demonstra, por meio de uma metodologia reconhecida, que a conclusão do trecho Salgueiro-Suape produz benefícios econômicos e sociais relevantes para o Nordeste. “Nosso objetivo é oferecer elementos técnicos, com base em dados atualizados e na perspectiva do interesse público,” afirmou após a reunião.
O VSPL considera os efeitos do empreendimento sobre a sociedade e não apenas sua rentabilidade financeira. No caso do trecho Salgueiro-Suape, a análise incorpora benefícios como a redução dos custos logísticos, a diminuição de acidentes rodoviários, a redução das emissões de gases de efeito estufa, a economia de despesas públicas relacionadas à infraestrutura rodoviária e o fortalecimento da integração produtiva do Nordeste e, principalmente, do fomento do desenvolvimento regional.
Em julho, foi formalizado o contrato para elaboração do projeto executivo de engenharia e execução dos serviços de infraestrutura remanescentes do lote SPS 04 da Ferrovia Transnordestina, entre os municípios de Custódia e Arcoverde, em Pernambuco. Celebrado entre a Infra S.A. e o Consórcio ACA Transnordestina, o instrumento soma R$ 312,8 milhões e contempla 73,32 km da ferrovia entre os municípios pernambucanos de Custódia e Arcoverde. O objeto inclui ainda obras de arte especiais e tem vigência de 57 meses.
Por José Vítor*
Há homens públicos que são lembrados pelos cargos que ocuparam. Outros, pelas decisões que tomaram. E há aqueles que, além de tudo isso, são lembrados pelas relações que construíram ao longo da caminhada.
Dr. Zé Múcio pertence a essa categoria.
Leia maisSua trajetória atravessa diferentes momentos da vida pública brasileira. Foi prefeito, secretário de Estado, deputado federal, ministro das Relações Institucionais, ministro do Tribunal de Contas da União e ministro da Defesa. Em diferentes posições, governos e cenários políticos, manteve uma característica que se tornou uma de suas marcas: a capacidade de dialogar e construir pontes.
Pontes entre pessoas, entre instituições e entre diferentes visões de mundo.
Em tempos de tanta polarização, essa capacidade se torna ainda mais valiosa. Dialogar não significa abrir mão de convicções. Significa compreender que a vida pública exige equilíbrio, respeito ao contraditório e disposição para encontrar pontos de convergência.
Mas talvez exista uma dimensão ainda mais humana nessa capacidade de construir pontes: a de preservar amizades e cultivar relações verdadeiras ao longo do tempo.
Um episódio ocorrido ontem, dia 11, ilustra isso de maneira particularmente bonita. Durante um evento que reuniu diversas autoridades para a entrega de medalhas ao Ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, Dr. Jorge Messias, ao cumprimentar os presentes, fez referência ao Dr. Zé Múcio. Ao mencioná-lo, emocionou-se.
Não foi apenas uma saudação protocolar. Foi uma demonstração espontânea de estima, amizade, respeito e carinho.
E talvez aí esteja uma das qualidades mais raras na vida pública: ser amigo dos amigos. Não permitir que os cargos, as posições ou as circunstâncias políticas apaguem os vínculos construídos ao longo da vida.
Dr. Zé Múcio parece compreender que a política também é feita de relações humanas. Que é possível divergir sem romper, discordar sem desrespeitar e atravessar diferentes momentos da vida pública sem deixar para trás aqueles que fizeram parte da caminhada.
Construir pontes é exatamente isso: aproximar, mesmo quando existem diferenças; preservar o respeito, mesmo quando não há concordância; e compreender que adversários circunstanciais não precisam se transformar em inimigos permanentes.
Talvez por isso sua trajetória transcenda os cargos que ocupou.
Os cargos passam. Os governos mudam. As posições políticas se transformam.
Mas as pontes construídas, os amigos conquistados e o respeito cultivado ao longo de uma vida permanecem.
É esse, talvez, um dos maiores legados de Dr. Zé Múcio: mostrar que, na vida pública, diálogo não é fraqueza. É uma forma de grandeza.
*Advogado
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