Por Jaime Badeca
Observando a cena política pernambucana, percebemos o movimento da governadora trazendo, numa guinada à direita, o deputado Túlio Gadelha para o seu partido, PSD, e, com isso, tentando atrair a neutralidade do presidente Lula nas eleições de Pernambuco. As expectativas da governadora não se confirmaram. O presidente Lula vem enfatizando e reiterando o apoio ao ex-prefeito do Recife, João Campos, filho de Eduardo Campos, seu aliado histórico, e neto do mito Miguel Arraes.
Foi um erro de percepção e avaliação da governadora achar que o deputado Túlio, sem desmerecê-lo, reunisse essas credenciais, essa história e essa força política para tanto. Com isso, a governadora queimou o cartucho de uma preciosa vaga para acomodar duas grandes lideranças, Dudu da Fonte e Miguel Coelho, ancorados, ambos, na força política da Federação União Progressista e em todo o seu tempo de TV e fundo eleitoral.
Leia maisEis que a roda da política gira: Marília Arraes, candidata ao Senado pela Frente Popular, endossada por João e demais pares, faz um movimento em direção ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho, filiado ao MDB, no sentido de tê-lo como companheiro de chapa, o que me parece, caso seja aceito o convite, a consolidação da perspectiva de vitória não só de Marília, mas também de toda a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco.
Como dizia Euclides da Cunha em Os Sertões, “o sertanejo é um forte”.
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