O candidato a governador João Campos (PSB) se colocou, hoje, como, além de aliado político, um amigo do presidente Lula (PT). Segundo ele, isso facilitará a ampliação das parcerias entre Pernambuco e a União, caso seja eleito. Porém, garantiu que é preciso ter projetos para garantir a liberação dos recursos federais, apontando que falta isso a atual gestão. A resposta foi dada durante entrevista à TV Jornal, a respeito da boa relação que a governadora Raquel Lyra (PSD) mantém com Lula e que resulta em obras e ações no Estado. Foi então que João Campos disse que existe a diferença entre conhecido e amigo. As informações são do blog do Dantas Barreto.
“Você ter um amigo é muito diferente de você conhecer alguém. Ser amigo de alguém. Eu tenho uma relação próxima ao presidente Lula, de confiança. Presido um partido que é decisivo na aliança nacional e a gente tem um compromisso político. Eu faço parte de um grupo que o presidente Lula lidera. Eu voto nele para presidente. Em 2030 ele vai liderar o processo de sucessão e nós estaremos junto dele nesse processo de sucessão. A gente vai construir as eleições de 2028 junto com o presidente Lula, a gente faz parte de um conjunto político. Esse conjunto político é materializado na aliança com a presença de Geraldo Alckmin na Vice-presidência. E o presidente Lula sabe que pode contar com a gente no momento que precisar. E isso é muito importante para a construção de parcerias”, ressaltou.
Leia maisCampos ponderou, contudo, que amizade não basta. “Mas aí vem o segundo ingrediente que esse é decisivo, que é saber fazer bons projetos. Precisa como governante fazer a sua parte, que é fazer projetos, ter uma carteira de projetos bem-feita, uma linha de crédito, uma equipe que sabe fazer o que sai do papel e, claro, ter boa relação com as pessoas. Na política tem um time que só faz brigar e isso é muito ruim. Briga com Poder, briga com deputado, briga com o prefeito. E tem um time que sai para brigar com o problema, com a falta de infraestrutura, briga com a violência, com a escola que não funciona. Eu sou do time que não vou brigar com as pessoas, vou brigar com os problemas. Quando eu entro numa briga é para ganhar dos problemas. Fazer com que Pernambuco seja mais seguro, com que a gente não seja o terceiro estado que mais mata no Brasil, que aumentou três vezes mais o feminicídio do que o Brasil, que tem mais de 1.400 mortes a serem esclarecidas, nesses últimos três anos e meio. Mortes que não estão sendo investigadas e que possivelmente são homicídios e que não entram na conta de homicídio. Vou brigar contra esses problemas e não contra as pessoas”, salientou.
O candidato do PSB apontou as deficiências da gestão de Raquel Lyra, afirmando que Pernambuco foi ultrapassado por outros estados e em alguns setores. “A gente olha o desenvolvimento industrial chegando em outros estados. Quem conquistou uma montadora de carro recentemente foi a Bahia. Quem conquistou o datacenter foi o Ceará. Qual é uma grande indústria que veio para Pernambuco nos últimos quatro anos, uma indústria de grande porte? Não tem. Então você tem um enfraquecimento da economia do Estado e que isso tem consequências na vida das pessoas”, ressaltou. “Pernambuco não surfou uma onda de desenvolvimento nesses últimos anos”, acrescentou João Campos.
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