Representante do centro da frente ampla capitaneada pelo presidente Lula (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) prevê que a polarização nacional será a grande dificuldade do governo nas próximas eleições. Pré-candidata ao Senado por São Paulo, ela ressalta que a gestão tem bons números e índices para apresentar, enquanto a oposição estaria optando por um discurso de ódio com base em fake news.
“A polarização vai ser lamentavelmente nossa grande dificuldade. Nós estamos prontos para debater economia, mostrar números, aquilo em que avançamos. Foram quatro anos de reconstrução, de construir uma ponte para o futuro que queremos. O lado de lá não tem discurso, não tem projeto. A gente só vê o que foram aqueles quatro anos de terra arrasada, e eles querem entrar numa discussão que não interessa para ninguém, de retrocesso, numa pauta de costumes que não coloca comida na mesa do povo brasileiro, e que não pode ser trazida à baila num país tão diferente e diverso. Não posso ter a tese de que o Brasil, tão diferente na sua identidade, tenha que ter uma religião, um princípio, um determinado valor. Nós temos que aceitar as diferenças”, afirmou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Sobre as principais pautas para o debate, a ex-ministra apontou a redução dos juros, a segurança pública e a mobilidade urbana. “Na economia vamos continuar avançando, fazendo medidas mais firmes para combater a inflação, que significa queda de juros. Esse é o grande desafio do futuro presidente da República. Precisamos baixar esses juros o mais rapidamente possível, dentro da autonomia do Banco Central, que a gente respeita, para que possamos ter não só comida mais barata alimentando o povo brasileiro, mas também maior poder aquisitivo das pessoas naquilo que é considerado básico. O resto é continuar avançando com as políticas públicas que já existem. A gente não precisa inventar a roda. E temos algumas pautas relevantes que fogem da economia, como a segurança pública, que deixou de ser um problema estadual, e a mobilidade urbana, a questão da integração do transporte coletivo”, completou.














