O nascimento é um dos momentos mais sensíveis da experiência humana. Contudo, no Brasil, a assistência ao parto atravessa uma encruzilhada perigosa. De um lado, a legítima busca por um atendimento digno; de outro, uma onda legislativa que, sob o pretexto de combater abusos, ameaça transformar o ato médico em um campo de batalha jurídico. Projetos como o PL 2373/23, o PL 6204/25 e o PL 1763/25 propõem a tipificação penal da “violência obstétrica”, trazendo insegurança para uma especialidade que já lida diariamente com o imponderável.
Um dos pilares do Direito Médico é o entendimento de que a medicina é uma atividade de meio, não de resultado. O médico compromete-se a utilizar todo o conhecimento científico e recursos disponíveis para o melhor desfecho, mas não pode garantir a cura ou a perfeição biológica.
Na obstetrícia, essa realidade é ainda mais nítida. O conceito de parto eutócico (normal/saudável) é, por natureza, retrospectivo: só sabemos que um parto foi plenamente bem-sucedido após a sua conclusão. Condicionar a atuação do obstetra ao medo de uma sanção penal por “sofrimento” ou “dano” ignora que o trabalho de parto é um processo dinâmico, onde complicações súbitas exigem intervenções rápidas que, embora necessárias, podem ser interpretadas subjetivamente como traumáticas.
A discussão sobre a qualidade da assistência não pode ignorar as falhas sistêmicas que antecedem a entrada da gestante no centro obstétrico, como a ausência de vinculação com a equipe, muitas gestantes chegam ao parto sem nunca ter conhecido a equipe que as assistirá, fruto de um pré-natal fragmentado. A falta de analgesia no trabalho de parto, põe uma lupa no paradoxo de punir o médico por “impor sofrimento” quando o próprio sistema público não garante o acesso universal à analgesia de parto, um direito básico da mulher. Um pré-natal sem práticas educativas que venha a preparar a paciente para as etapas fisiológicas do parto, afim de evitar que o desconforto natural do parto seja confundido com negligência.
Pressionar o profissional na ponta final do sistema sem resolver essas carências é transferir a responsabilidade do Estado para o indivíduo.
A justiça criminal não possui as ferramentas técnicas para distinguir uma intercorrência inevitável de um erro profissional em um ambiente tão complexo. O foro adequado para o julgamento da conduta médica são os Conselhos Regionais e Federal de Medicina (CRM/CFM).
Somente esses órgãos possuem a capacidade técnica e o embasamento ético para fiscalizar, julgar e, quando necessário, punir com rigor o mau profissional. A “judicialização da medicina” promove a medicina defensiva, que resulta em um aumento de cesarianas desnecessárias e no afastamento de bons profissionais da obstetrícia por receio de processos infundados.
Criminalizar a obstetrícia não tornará os partos mais seguros; pelo contrário, poderá torná-los mais solitários e burocráticos. O caminho para a excelência na assistência passa pelo investimento estrutural, pela valorização do pré-natal e pelo fortalecimento da fiscalização ética pelos pares. É preciso proteger a gestante, mas também garantir que o médico tenha a serenidade necessária para exercer sua arte sem a sombra do Código Penal em cada contração.
O ex-deputado Alexandre Ramagem, que mora na Flórida, nos Estados Unidos, foi liberado após agentes da polícia serem alertados pelo Departamento de Estado do EUA que receberam uma denúncia equivocada.
Nesta semana, fontes relataram ao SBT News que a polícia responsável pelas estradas e rodovias na Flórida, uma espécie de Polícia Rodoviária, havia recebido a informação do local exato onde Alexandre Ramagem estava com um carro, que ele estava há cerca de 20 dias com a habilitação vencida e que estaria ilegal no país por se tratar de um foragido da polícia brasileira.
O SBT News informou que Alexandre Ramagem tinha saído da casa dele com o carro no momento em que foi abordado por agentes da polícia norte-americana perto de uma escola na região.
Agentes do ICE, serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, não sabiam quem era Alexandre Ramagem. O alerta chegou às autoridades na Flórida após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedir explicações ao serviço de imigração sobre a detenção. Segundo relatos de pessoas próximas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro conversou com Marco Rubio sobre a situação de Alexandre Ramagem.
Agentes do ICE, após serem alertados pelo Departamento de Estado, ficaram surpresos ao identificarem que a detenção se tratava de um ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ramagem, através de documentos, havia comprovado que não estava no país ilegalmente e que aguardava a resposta do governo norte-americano sobre um pedido de asilo. Nos Estados Unidos, existe o entendimento de que qualquer solicitante que peça asilo político permaneça no território norte-americano, de forma provisória, com o status legal, até a conclusão da análise do pedido.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que o entendimento sobre a situação de permanência legal de Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após explicações e comprovações ainda na unidade do ICE, onde o ex-deputado estava detido. Agentes ainda afirmaram que não houve nenhuma colaboração com autoridades do governo brasileiro e que ocorreu apenas uma denúncia feita sobre o caso dias antes.
O SBT News procurou o diretor geral da Polícia Federal no Brasil, Andrei Rodrigues. O espaço segue aberto para qualquer manifestação.
Monitoramento de Ramagem
Fontes ouvidas pelo SBT News afirmaram que o Departamento de Estado apura se houve algum monitoramento de autoridades brasileiras em solo norte-americano de Alexandre Ramagem de forma ilegal desde a chegada dele aos Estados Unidos. A reportagem também apurou que o caso Ramagem acendeu um alerta no Departamento de Estado e que o assunto ainda terá desdobramentos nos próximos dias.
O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) defendeu o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado. Segundo ele, Da Fonte é o nome mais forte e com mais chances de conquistar uma vaga.
“Eduardo da Fonte, sem dúvida, é o nome mais competitivo da Federação para o Senado. Mesmo sem oficializar a pré-candidatura, já aparece muito forte nas pesquisas, resultado do trabalho essencial que ele realiza nos hospitais de Pernambuco, da capacidade de reunir um time que hoje representa a maior bancada na Assembleia e o maior número de pré-candidatos a deputado federal e estadual. Além disso, conta com o maior tempo de TV e com o apoio de deputados, prefeitos e vereadores. Ele reúne todas as credenciais e está pronto para representar Pernambuco”, afirmou.
Ao longo dos últimos dias, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), intensificou os trabalhos na construção de diálogos e alianças na Câmara dos vereadores. Em menos de duas semanas desde que assumiu a função de chefe do Executivo municipal, o gestor já recebeu visita de pelo menos seis membros do Poder Legislativo da capital pernambucana, sendo todos integrantes do PSB, partido presidido em Pernambuco por João Campos, antecessor de Marques na prefeitura e pré-candidato ao governo do estado.
Além disso, ele anunciou o nome do advogado Luis Romero (PSB) como chefe de Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais da capital pernambucana. A decisão mantém o espaço do grupo do deputado Romero Albuquerque (PSB) na gestão municipal. Ele substitui a vereadora Andreza Romero (PSB), que se descompatibilizou do cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O ato foi mais um gesto em direção à sua base no legislativo.
Ontem, o prefeito publicou em suas redes sociais fotos com três vereadores: Natália de Menudo, Aderaldo Pinto e Eriberto Rafael. Ao se referir à vereadora, ele reforçou que gestão municipal está empenhada em dialogar e exaltou a parceria com a parlamentar. “A nossa gestão é baseada no diálogo e na escuta, e poder contar com você (Natália) ouvindo as pessoas nos bairros e pensando soluções faz toda a diferença”, destacou.
Na postagem com Aderaldo Pinto, Victor elogiou o empenho do vereador. “Trabalhando em parceria a gente faz mais e melhor pela cidade. E contar com o vereador Aderaldo Pinto no nosso time é garantia de ter um aliado disposto a contribuir para que o Recife siga avançando”, escreveu.
Ao se referir sobre o encontro com Eriberto Rafael, Marques pontuou: “Cuidar do Recife é um trabalho feito a muitas mãos, e um dos parceiros com quem eu posso contar sempre é o vereador Eriberto Rafael. ‘Simbora’ seguir trabalhando e fazendo a diferença para quem mais precisa na cidade”, afirmou. Na quarta-feira, Victor recebeu as visitas de Zé Neto e Hélio Guabiraba. Ontem à noite, o gestor também publicou nas redes sociais que encontrou com o vereador Rinaldo Júnior, que também é do PSB.
Secretarias
A boa relação que Marques vem construindo com a base governista na Câmara não tem ficado restrita somente ao Palácio Capibaribe Antônio Farias, sede da prefeitura do Recife. Na última semana, o gestor anunciou Eduardo Mota como secretário de Esportes.
“São profissionais com trajetória, preparo e compromisso público. Tenho certeza que cada um deles vai contribuir muito, com diálogo e capacidade de entrega, para avançarmos no trabalho para os recifenses”, afirmou o prefeito, que na ocasião também anunciou os nomes de Beatriz Menezes, Rafael Arruda e Felipe Porto para comandarem, respectivamente, as secretarias de Infraestrutura, Segurança Cidadã e Turismo.
Oposição
No que diz respeito à oposição, Victor Marques comentou na última semana, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que também manterá o diálogo com adversários políticos. “Precisamos manter sempre o respeito. Oposição é saudável em uma democracia. O que não podemos admitir é que ultrapasse o limite ético ou coerente. Temos muita tranquilidade porque há muito serviço prestado na ponta. Podem esperar de mim muito diálogo; foi assim que aprendi em casa e com João Campos”, disse.
Há uma diferença fundamental entre regular e dificultar. O Brasil, há décadas, decidiu confundir as duas coisas — e o resultado está diante de nós: um país em que empreender exige mais habilidade para lidar com o Estado do que para atender o cliente.
No discurso, o ambiente de negócios evoluiu. Na prática, ele continua sendo um campo minado administrativo.
Abrir uma empresa, hoje, pode ser relativamente rápido. Mas isso é apenas a porta de entrada. O verdadeiro teste começa depois, quando o empreendedor precisa fazer o básico: funcionar.
Emitir uma nota fiscal, contratar um empregado, obter um alvará, cumprir exigências de segurança. Atividades elementares em qualquer economia organizada, mas que, no Brasil, se transformaram em processos técnicos complexos, fragmentados e, muitas vezes, desproporcionais.
A digitalização dos serviços públicos é frequentemente apresentada como símbolo de modernização. E, de fato, houve avanços. Mas é preciso dizer com clareza: digitalizar a burocracia não é o mesmo que eliminá-la. Em muitos casos, apenas se trocou a fila física por uma fila invisível, mediada por senhas, validações e sistemas que não se comunicam.
O empreendedor não enfrenta mais apenas o balcão. Enfrenta a instabilidade de sistemas, a multiplicidade de acessos e a dependência de autenticações que, quando falham, paralisam a atividade econômica.
No campo trabalhista, a formalização de um empregado se transformou em um verdadeiro protocolo técnico. Não basta contratar. É necessário cumprir etapas prévias, atender exigências de saúde ocupacional, alimentar sistemas declaratórios e garantir que cada informação esteja milimetricamente correta. Um erro formal pode gerar consequências automáticas.
A intenção é proteger. O efeito, muitas vezes, é afastar.
No âmbito fiscal, a promessa de simplificação ainda convive com a realidade de transição. A unificação de sistemas e a Reforma Tributária representam avanços estruturais, mas, no curto prazo, ampliam a complexidade operacional. Empresas são obrigadas a conviver com dois modelos simultaneamente, exigindo adaptação constante e investimento contínuo em atualização.
E então chegamos ao ponto mais sensível: fazer a empresa funcionar no mundo real.
A burocracia para obtenção de alvarás nas prefeituras continua sendo um dos maiores obstáculos ao início efetivo das atividades. Não basta abrir o CNPJ. É preciso provar, reiteradamente, que o negócio pode existir: viabilidade, localização, enquadramento de atividade, licenças diversas. Cada etapa, um novo processo. Cada processo, um novo prazo.
Como se não bastasse, há as exigências do Corpo de Bombeiros — absolutamente legítimas sob o ponto de vista da segurança, mas frequentemente estruturadas de forma técnica e onerosa, exigindo projetos específicos, adequações físicas e vistorias sucessivas. Para grandes empresas, é custo. Para pequenos empreendedores, pode ser inviabilidade.
O problema não está na regra. Está na ausência de proporcionalidade.
O pequeno negócio é tratado, muitas vezes, com o mesmo rigor estrutural de uma grande operação. E isso produz um efeito perverso: não eleva o padrão de segurança; apenas impede que muitos saiam da informalidade.
O Brasil construiu um modelo em que o risco de errar é alto, o custo de acertar é elevado e o caminho para cumprir a regra é, frequentemente, pouco claro.
Nesse ambiente, cumprir a lei deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma competência técnica. E não uma competência trivial — mas uma especialização.
O mais curioso — e preocupante — é que esse modelo penaliza justamente quem decide fazer o certo.
Quem formaliza paga mais, cumpre mais, responde mais. Quem permanece à margem, muitas vezes, escapa das camadas de controle que deveriam alcançar todos de forma equilibrada.
Isso não é apenas ineficiência. É um desalinhamento estrutural.
O Estado brasileiro não é ausente. Ele é presente — mas de forma desorganizada. Atua muito, mas nem sempre atua bem. Exige muito, mas nem sempre facilita o cumprimento.
E aqui está o ponto central: o Brasil não precisa de menos Estado. Precisa de um Estado que funcione melhor.
Um Estado que regule com inteligência, fiscalize com critério e, principalmente, compreenda que a atividade econômica não pode ser tratada como um problema a ser contido, mas como uma solução a ser viabilizada.
Porque, no fim, a pergunta que permanece é simples — e incômoda: até que ponto o Estado brasileiro está ajudando quem quer produzir?
Ou, formulando de maneira mais direta — e talvez mais honesta: será que já não seria suficiente se ele apenas deixasse de atrapalhar tanto?
*Advogado, escritor e Presidente do Instituto IDR.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, hoje, pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar apresentou uma queixa-crime contra Eduardo em 2021, quando o então deputado, em uma rede social, afirmou que o projeto de lei de Tabata sobre a distribuição de absorventes íntimos parecia ter como objetivo o atendimento a lobby de uma empresa que fabrica produtos de higiene. E que o dono da empresa era mentor-patrocinador da parlamentar.
A pena sugerida pelo ministro é de um ano de detenção e 39 dias-multa, sendo o valor de cada dia-multa fixado em dois salários mínimos – o que resulta em um valor total de mais de R$ 80 mil. Atualmente, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, para onde fugiu diante do avanço de processos penais contra ele. Moraes é o relator do caso, que está em análise no plenário virtual do STF. Os demais ministros ainda não votaram.
Prevista no artigo 139 do Código Penal, a difamação é um crime contra a honra. O trecho da lei penal diz que comete o delito quem “difama alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”. A pena básica para quem comete o crime é de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa. No seu voto, Moraes considerou que o crime foi cometido contra funcionário público em razão de suas funções; e, também, que o crime foi cometido nas redes sociais.
“A divulgação realizada pelo réu [Eduardo] revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora [Tabata Amaral], tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, declarou o ministro.
Moraes também afirma que Eduardo está “em local incerto e não sabido” e, por isso, não é possível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Essa substituição da detenção por uma pena alternativa é permitida em casos de difamação.
A Justiça de Pernambuco condenou a Professora Elcione, atual prefeita de Igarassu, pela violação dos direitos autorais e marcários do Mundo Bita, fenômeno infantil nacional que nasceu em solo pernambucano. A decisão da 2ª Vara Cível da Comarca de Igarassu confirmou que a gestora utilizou indevidamente a obra e seus personagens para fins de promoção pessoal e política.
O caso teve início em outubro de 2024, quando a Professora Elcione promoveu um show pirata durante a “Festa das Crianças”. Na ocasião, o Mundo Bita foi anunciado como “atração especial” em suas redes sociais, induzindo o público a acreditar que se tratava da atração oficial. Mesmo com o processo judicial já em curso, a prática de pirataria persistiu, chegando ao ponto de um novo show falso ser contratado através da própria Prefeitura para o Carnaval de 2025.
Em sua sentença, o juiz Rommel Silva Patriota destacou que o uso da marca serviu como chamariz para o evento, gerando proveito promocional à imagem da figura pública, e enfatizou que a suposta gratuidade ou caráter educativo do evento não autorizam a violação da propriedade intelectual alheia. Diante das provas contundentes do ilícito, a Justiça determinou a abstenção definitiva do uso de qualquer elemento visual do Mundo Bita sob pena de multa diária de R$ 1.000,00. Além da proibição, a Professora Elcione foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais e ao pagamento do valor do show. Procurada para comentar o desfecho do caso, a advogada da Mr. Plot, Amanda Porto, afirmou que não irá se manifestar fora dos autos do processo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 17, que o governo vai “trabalhar muito” para regular plataformas que “causem dano à democracia”. O presidente, que está em viagem à Espanha, disse também que a medida é necessária para impedir uma “intromissão de fora”, em especial neste ano eleitoral.
“O aumento da violência também está vinculado à propagação do discurso do ódio na internet. O mundo virtual se tornou um ambiente tóxico que afeta a saúde mental dos nossos jovens”, afirmou. O presidente afirmou ainda que a regulação de “tudo que for digital” é um gesto de defesa da soberania nacional. Segundo ele, não se deve tratar como normal ou liberdade de expressão o que chamou de “indústria da mentira e do ódio”.
Para Lula, as big techs vão instituir uma “era do colonialismo digital” se não houver regras. Além disso, ele voltou a defender a necessidade de tratar como crime virtual todo delito previsto em situações fora das redes. “Sem regras, as big techs vão instituir a era do colonialismo digital. Nossos dados são extraídos, monetizados e usados para concentrar poder político e econômico em um punhado de bilionários”, disse.
Lula também afirmou que as apostas digitais estão entre os fatores responsáveis pelo endividamento da sociedade. No Brasil, no último dia 8, Lula disse que, por ele, o governo baniria as bets do País, mas que isso deve ser discutido pelo Congresso Nacional.
No fim de 2023, Lula sancionou a lei para tratar das apostas de quota fixa e regular o “mercado de bets”, que estabeleceu critérios sobre tributação e normas para a exploração comercial das apostas de quota fixa; definiu a distribuição da receita arrecadada; fixou sanções; e estabeleceu as competências do Ministério da Fazenda na regulamentação, autorização, monitoramento e fiscalização da atividade.
Já no início de 2024, o governo criou a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), para aperfeiçoar as ações de governo, “com especial atenção ao processo de regulamentação do mercado de apostas de quota fixa, que abrange as apostas esportivas (as chamadas bets) e os jogos online, e também para cumprir as atribuições legais do Ministério da Fazenda sobre loterias e promoções comerciais”.
O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que propõe a atualização do piso salarial dos professores da rede municipal de ensino. A proposta prevê um reajuste de 5,4%, reforçando a política de valorização dos profissionais da educação e o compromisso da gestão municipal com a categoria. O projeto segue agora para apreciação e votação do Poder Legislativo.
A atualização do piso representa mais um avanço na área educacional, reconhecendo o papel fundamental dos professores na formação dos estudantes e no desenvolvimento do município. A medida também contribui para a melhoria das condições de trabalho e para a valorização dos profissionais que atuam diariamente nas salas de aula.
A gestão municipal destaca que a importância de integrar um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da educação pública, com investimentos contínuos na valorização dos profissionais, na melhoria da infraestrutura das escolas e na qualidade do ensino ofertado à população.
O Sextou de hoje presta uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira, Nana Caymmi. Em tributo à artista, o programa relembra seus grandes sucessos e conta com a participação especial do produtor musical José Milton, responsável por quase toda a discografia de Nana e por trabalhos com importantes nomes da MPB.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Nana Caymmi morreu no dia 1º de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
O Sextou vai ao ar hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
É um cenário incomum e politicamente preocupante. Em vez de reduzir os índices de avaliação negativa com entregas, obras e presença efetiva, o Governo Raquel Lyra caminha na direção oposta: amplia o contingente da população/eleitores que consideram a gestão ruim ou péssima justamente no momento em que deveria estar consolidando apoio para uma tentativa de reeleição.
Os dados mais recentes – da pesquisa Datafolha divulgada ontem – escancaram essa inversão de lógica. A rejeição deu um salto significativo, crescendo de forma contínua e consistente, enquanto a avaliação positiva permanece praticamente estagnada. O resultado é um desequilíbrio claro: o governo não consegue ampliar sua base de aprovação e, ao mesmo tempo, vê crescer o volume de insatisfação.
Esse movimento não é trivial. Ele indica que parte relevante dos eleitores que antes adotavam uma postura intermediária, avaliando a gestão como regular, está abandonando essa posição e migrando para uma visão mais crítica. É um sinal direto de desgaste, que costuma surgir quando a expectativa inicial não encontra respaldo na realidade percebida no dia a dia.
O contraste com ciclos anteriores da política pernambucana torna esse quadro ainda mais evidente. Momentos marcados por forte presença do Estado e ritmo acelerado de entregas ajudavam a comprimir as avaliações negativas e ampliar o capital político dos governos. Agora, ocorre o inverso: a ausência de respostas concretas abre espaço para o crescimento da frustração.
O que a pesquisa revela, portanto, vai além de números isolados. Trata-se de uma tendência de deterioração que, se mantida, pode comprometer seriamente a capacidade de reação do governo no campo político. Em um ambiente onde a percepção pesa tanto quanto a ação, permitir que a rejeição avance sem contenção é correr o risco de transformar um alerta em crise consolidada.
O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Jorge Cury é o meu convidado do podcast Direto de Brasília, da próxima terça-feira (21), em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Na pauta, a sua recente decisão em concorrer à presidência da República pelo Avante.
Cury é reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI. Ao ingressar na política, ele se apresenta como alternativa para quebrar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury se propõe a romper a lógica da radicalização e ocupar um espaço de “terceira via”, baseado em projetos e pacificação.
“Eu sou uma terceira via, mas eu não sou uma terceira via de alguém que entra para concorrer só porque existe uma polarização, existe uma radicalização. Eu sou uma terceira via consciente”, disse ele numa recente entrevista.
Cury nasceu em Colina, município de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu o seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University, no ano de 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos”.
Na carreira, dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção. Cury é professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A Auto Viação Progresso, empresa fundada em Garanhuns, anunciou o lançamento de um novo serviço em sua frota: o “Suíte Cama”. Com a implementação deste novo modelo em suas linhas, a companhia torna-se a primeira empresa de ônibus do Nordeste e a segunda do Brasil a oferecer este padrão de serviço.
Conforme divulgado pela empresa, os veículos do tipo Double Decker oferecem cabines individuais privativas, com foco em ergonomia e isolamento acústico. O projeto inclui, ainda, a instalação de tecnologia de internet via satélite, através da Starlink, permitindo conectividade de alta velocidade durante o percurso. O posicionamento da empresa destaca que a proposta é elevar o nível do serviço de transporte oferecido no mercado regional.
A trajetória da Progresso iniciou-se em 1932, no município de Garanhuns, no interior de Pernambuco. O negócio foi fundado por João Tude de Melo, que iniciou sua vida profissional aos 12 anos como carregador de bagagens e, aos 18, tornou-se motorista de caminhão. Após estabelecer uma oficina mecânica, deu início à sua própria frota.
A empresa João Tude de Melo surgiu em Garanhuns ainda na década de 30. Em 1934, a companhia criou a primeira linha regular de ônibus do Nordeste brasileiro, realizando o trajeto entre Garanhuns e Recife, em um percurso de 250 km que durava 15 horas em estradas de terra.
Em 1940, o fundador João Tude de Melo projetou o primeiro ônibus construído no país com motor interno e frente reta da América do Sul. No mesmo ano, a empresa inaugurou as linhas Recife-Rio de Janeiro e Recife-São Paulo.
Devido ao sucesso operacional, o então governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães, convidou a empresa para transferir suas bases para a capital. Em 1952, a razão social foi alterada para Auto Viação Progresso Ltda.
O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.
O aviso com antecedência é considerado uma “deferência” ao Brasil, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.
A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança de paradigma na política externa dos EUA para a América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.
Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.
Depois de percorrer o Estado, João cresce e venceria já no 1º turno
A nova rodada da Datafolha sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco oferece mais do que números: revela movimento político, tendência de crescimento e, sobretudo, mudança de clima na corrida eleitoral. O dado mais evidente é o avanço de João Campos (PSB), após iniciar uma agenda mais intensa pelo interior do Estado.
A presença fora da Região Metropolitana do Recife, historicamente decisiva em eleições estaduais, começa a produzir efeitos concretos. Ao transformar atos políticos em mobilizações expressivas, especialmente no Sertão, Campos demonstra capacidade de expansão territorial e conexão popular. O resultado aparece na pesquisa: 54% dos votos válidos, o que o colocaria em condição de vitória já no primeiro turno.
Esse movimento tem um peso simbólico relevante. Não se trata apenas de liderar, mas de crescer no momento em que a campanha ganha rua, corpo e capilaridade. Em eleições estaduais, esse tipo de inflexão costuma indicar não apenas consolidação de base, mas também potencial de atração de indecisos e eleitores moderados.
Do outro lado, o levantamento representa uma frustração clara para o Palácio do Campo das Princesas. A expectativa era de redução mais acelerada da diferença, especialmente diante da estrutura institucional e da visibilidade inerente ao governo. A chamada “máquina pública”, tradicionalmente um ativo relevante em disputas desse tipo, ainda não se traduziu em encurtamento consistente da distância em relação a Raquel Lyra (PSD).
Ao contrário, o cenário atual sugere estabilidade, ou até ampliação, da vantagem do adversário. Outro ponto que chama atenção é o contraste com levantamentos recentes de outros institutos. Pesquisas como as da Simplex, sediada em Caruaru, e da Veritá, esta última inclusive alvo de questionamentos e impugnações, indicavam um cenário muito mais equilibrado, chegando a apontar empate técnico. A diferença era grande para outros institutos nacionais, a exemplo da Big Data.
A divergência reforça o papel do Datafolha como referência e introduz um elemento de reavaliação no debate público: afinal, qual retrato melhor captura o momento da eleição?
Por fim, há um componente político mais amplo que não pode ser ignorado. Para uma candidatura de oposição, enfrentar a estrutura do governo e, ainda assim, largar com vantagem significativa é um indicativo de força. No caso de João Campos, esse capital se amplia quando se observa o desempenho dos nomes aliados ao Senado, que também aparecem na dianteira.
Trata-se de um sinal de coerência estratégica e de construção de palanque sólido. Isso é algo que, em eleições majoritárias, costuma fazer diferença tanto na campanha quanto na governabilidade futura.
A fotografia revelada pela pesquisa, portanto, não é apenas um registro estático. É um retrato em movimento, que mostra uma candidatura em expansão, um governo ainda em busca de tração eleitoral e um cenário que, embora aberto, já aponta tendências relevantes para os próximos capítulos da disputa pernambucana.
FATO NOVO – Explosivo, pavio curto, mas extremamente preparado e conhecedor dos problemas brasileiros, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas para governador do Ceará, pode rever seus planos e disputar, mais uma vez, a Presidência da República. De volta ao ninho tucano, por insistência do amigo Tasso Jereissati, Ciro está avaliando o desafio. O convite partiu do presidente do PSDB, Aécio Neves. “Fiz um apelo para que ele lidere um novo caminho para o Brasil”, afirmou. Ciro disse ter recebido o chamado com “surpresa e alegria”, mas indicou que ainda não tomou uma decisão. “Um apelo como esse não pode ser considerado apenas um agrado ao meu sofrido coração”, declarou.
A PIOR E MELHOR DISPUTA – Ciro Gomes disputou a Presidência da República quatro vezes. O político concorreu ao cargo mais alto do país nos anos de 1998, 2002, 2018 e 2022, não chegando ao segundo turno em nenhuma dessas ocasiões, sendo a primeira pelo PPS, estimulado pelo ex-presidente da legenda, Roberto Freire. Ainda no PPS, em 2002 contou com o apoio do PDT e do PTB. Já em 2018 e 2022, foi candidato pelo PDT. A eleição de 2022 marcou o pior desempenho de Ciro, obtendo 3,04% dos votos válidos, enquanto sua melhor votação foi em 2018, com 12,47%.
Aliança inédita com o PL – Uma eventual saída de Ciro do páreo estadual no Ceará impacta alianças locais, com o PL cearense avaliando manter alianças estratégicas no Nordeste. A possível candidatura de Ciro ao Governo do Ceará, caso não vá à presidência, teria o apoio do PL, com Roberto Cláudio como vice. Ciro tem feito críticas ao governo Lula, posicionando-se como opção de centro-esquerda/centro-direita. Analistas pontuam riscos, citando a polarização que pode desgastar candidaturas de centro, semelhante ao ocorrido em 2022. A transferência de votos de Ciro para aliados no Ceará também é considerada incerta.
Fraude de R$ 12 bilhões – A investigação da Polícia Federal que levou à prisão, ontem, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, aponta indícios de uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões arquitetada pelo banco público e o Master por “pura camaradagem” como “tentativa de abafar a fiscalização” feita pelo Banco Central (BC). De acordo com o inquérito, o BRB realizou operações inconsistentes com o Master numa tentativa de dar uma sobrevida à instituição financeira de Vorcaro enquanto o Banco Central analisava a proposta de venda do banco. Em março deste ano, o BRB propôs a compra do Master, mas o negócio foi vetado pelo BC.
Negociação com o BRB – Necessitando de recursos enquanto o BC avaliava a operação, o Master negociou com o BRB a venda de carteiras de crédito (direitos sobre empréstimos) para captar recursos — e ganhar um fôlego a mais no mercado. No entanto, para as autoridades, essas transações foram uma forma de driblar o Banco Central. Em sua manifestação sobre o caso, o Ministério Público Federal afirmou que o Master “teria adquirido carteiras de crédito” de uma empresa dirigida por um ex-funcionário “sem realizar qualquer pagamento” e, logo em seguida, revendeu esses títulos ao BRB, recebendo pagamento imediato, “resultando na transferência, de janeiro a maio de 2025, de R$ 12,2 bilhões”.
Messias teria hoje 45 votos – Em conversas privadas, o pernambucano Jorge Messias, escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, estima que sairá da votação no Senado com cerca de 45 votos dos 81 possíveis — quatro a mais que o mínimo necessário. Ele tem dito que bastam 41, mas que não custa nada uns 10% a mais para garantir. O Governo criou uma verdadeira força-tarefa para aprovar com folga a indicação dele.
CURTAS
ASSÉDIO – O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco obteve decisão favorável, em primeira instância, em Ação Civil Pública ajuizada pela procuradora do Trabalho Vanessa Patriota em face da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A sentença, proferida pela 23ª Vara do Trabalho do Recife, reconheceu a prática de assédio moral organizacional na empresa e fixou indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 3.429.113,49.
EMENDAS – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, confirmou sua presença no congresso municipalista da Amupe, entre os dias 27 e 28 próximos. Será uma palestra e, ao mesmo tempo, um conjunto de orientações aos municípios sobre destinação, liberação e investimento de emendas parlamentares.
PODCAST – O pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, estará no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Na pauta, suas ideias para o Brasil, com ênfase para as políticas de desenvolvimento regional.
Perguntar não ofende: Ciro vai trocar a disputa cearense pela presidencial?
A última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (15), mostrou que o grupo de eleitores que se declaram independentes — aqueles que não se identificam com a esquerda, com a direita, nem com nomes específicos — tornou-se peça-chave para a eleição de 2026. Representando 32% do eleitorado, esse contingente inverteu sua preferência nos últimos meses: se em dezembro de 2025 Lula vencia Flávio Bolsonaro por 37% a 23%, agora em abril, o senador lidera o segmento com 33% contra 26% do atual presidente.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mais do que a intenção de voto, os dados destrincham o perfil sociodemográfico desse eleitor que hoje foge da polarização direta. As informações são do g1.
Os independentes são maioria em quase todo o país. No Sul, formam 34% da população, segundo a Quaest. No Nordeste, eles somam 32%, mesmo patamar dos lulistas convictos na região. No Sudeste, também lideram com 32%, seguidos pela direita não bolsonarista. Já no Norte e Centro-Oeste, somam os mesmos 32% — abrindo 10 pontos de vantagem sobre o segundo grupo mais expressivo, a direita não bolsonarista.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por região:
Nordeste
Lulista: 32%
Esquerda não lulista: 14%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 10%
Bolsonarista: 10%
Não sabe/não respondeu: 2%
Sudeste
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 16%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 12%
Não sabe/não respondeu: 1%
Sul
Lulista: 11%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 34%
Direita não bolsonarista: 27%
Bolsonarista: 14%
Não sabe/não respondeu: 2%
Centro-Oeste/Norte
Lulista: 18%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 22%
Bolsonarista: 13%
Não sabe/não respondeu: 3%
O recorte de renda revela onde o governo Lula mais perde terreno. Os independentes lideram entre os eleitores que ganham até cinco salários mínimos. Até 2 salários mínimos aparece com 35% (contra 29% de lulistas e 9% de bolsonaristas). De 2 a 5 salários mínimos é de 32%, enquanto lulistas e bolsonaristas somam apenas 14% cada.
O segmento só perde a liderança no estrato de renda superior (acima de 5 salários), onde a direita não bolsonarista corresponde com 29%, seguida pelos independentes com 28%.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por renda familiar:
Até 2 salários mínimos
Lulista: 29%
Esquerda não lulista: 14%
Independente: 35%
Direita não bolsonarista: 10%
Bolsonarista: 9%
Não sabem/Não respondeu: 3%
Mais de 2 salários mínimos a 5 salários minimos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 13%
Independente: 32%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 14%
Não sabem/Não respondeu: 2%
Mais de 5 salários mínimos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 15%
Independente: 28%
Direita não bolsonarista: 29%
Bolsonarista: 13%
Não sabem/Não respondeu: 1%
Na divisão por idade, os independentes representam 31% entre os mais jovens (16 a 34 anos) e também entre os idosos (acima de 60 anos). O pico ocorre entre os eleitores de 35 a 59 anos, onde o percentual sobe para 34%.
Veja os números do posicionamento político dos eleitores por faixa etária:
16 a 34 anos
Lulista: 14%
Esquerda não lulista: 18%
Independente: 31%
Direita não bolsonarista: 25%
Bolsonarista: 10%
Não sabem/Não respondeu: 2%
35 a 59 anos
Lulista: 19%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 34%
Direita não bolsonarista: 22%
Bolsonarista: 11%
Não sabem/Não respondeu: 2%
60 anos ou mais
Lulista: 25%
Esquerda não lulista: 12%
Independente: 31%
Direita não bolsonarista: 13%
Bolsonarista: 16%
Não sabem/Não respondeu: 3%
Independentes no 2º turno
A pesquisa Quaest de segundo turno à Presidência mostrou que, entre os eleitores independentes, Flávio Bolsonaro (PL) tem 33% das intenções de voto e o presidente Lula (PT), 26%. Contudo, 36% afirmam que não vão votar.
Veja os números de intenção de voto entre os independentes:
Não vai votar: 36% (eram 36% em março e 38% em fevereiro);
Flávio Bolsonaro: 35% (eram 33% em março e 31% em fevereiro);
Lula: 26% (eram 27% em março e 31% em fevereiro);
Indecisos: 5% (eram 5% em março e 5% em fevereiro).
A pesquisa geral mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente.
A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que estava no carro de reportagem da Band Minas envolvido em um acidente entre carro de reportagem e caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16).
A informação foi confirmada pela emissora. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico, devido à condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais.
Alice estava em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira, com diagnóstico de traumatismo craniano e múltiplas fraturas. Ela deixa o marido e um bebê de menos de um ano. As informações são do g1.
No mesmo acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu ainda no local. Ele dirigia o veículo da emissora no momento da batida.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o corpo de Rodrigo deu entrada no Instituto Médico-Legal (IML) na noite de terça-feira (15) e foi liberado aos familiares durante a madrugada desta quinta-feira (16). O velório começou às 12h, no Cemitério do Bonfim, com sepultamento marcado para as 16h.
A investigação sobre as causas e circunstâncias do acidente segue em andamento. A perícia esteve no local para coletar vestígios que devem subsidiar o inquérito.
Acidente ocorreu durante retorno de reportagem A equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução de acidentes na rodovia.
Em nota divulgada anteriormente, a Band Minas informou que lamenta o ocorrido e que presta assistência às famílias das vítimas. A emissora também afirmou que aguarda a conclusão das investigações.
Quem eram as vítimas Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro é formada em Jornalismo pela PUC Minas desde 2015. Ela é casada e mãe de um bebê de 8 meses.
Ao longo da carreira, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas, além de atuar em produtoras independentes e afiliadas em outras regiões do país. Desde 2021 na Band, trabalhou em Brasília e, desde agosto de 2024, estava baseada na capital mineira.
Rodrigo Lapa, de 49 anos, era natural de Porto Alegre (RS). Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos. Com passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, havia retornado à emissora em dezembro de 2025.
Participou de coberturas como o carnaval de Belo Horizonte e desastres provocados pelas chuvas na Zona da Mata. Também atuava como palhaço, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas.
Publicação Band Minas
“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico.
Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira, depois de sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local e foi enterrado nesta quinta-feira, na capital.
Alice tinha 35 anos e estava na TV Band Minas desde agosto de 2024. Antes, passou pela TV Band em Brasília e por uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, na Bahia. Profissional querida pela equipe, deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de nove meses.
A Band Minas, em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter.”