A três dias do 2º turno da eleição, pesquisa PoderData/Aya, divulgada hoje, mostra que as intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilaram 1 ponto percentual para baixo em 3 dias, enquanto as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram na mesma proporção. Agora, o candidato do PL tem 51% dos votos válidos, ante 49% do petista. Essas variações foram dentro da margem de erro do levantamento, o que significa que os candidatos podem estar no mesmo lugar, em empate técnico.
A pesquisa foi realizada de 19 a 21 de outubro, com 4.000 entrevistas e margem de erro de 1,6 ponto percentual.
O estudo capta os impactos dos desdobramentos políticos da última semana, que incluem a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, na noite de sábado (17.out), com críticas a Lula, e o debate entre os 2 candidatos, realizado pela Band no domingo (18.out). Capta também uma onda de propagandas negativas de Lula contra Flávio nas redes sociais, bem como o disparo do governo federal de milhões de mensagens via WhatsApp para beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais. Clique aqui e confira o levantamento na íntegra.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) busca no Nordeste votos de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e de moradores insatisfeitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha quer diminuir a vantagem de Lula na região para ampliar a dianteira nacional na votação de domingo (25/10). As informações são do portal Metrópoles.
O trabalho foi dividido entre o presidenciável e aliados capazes de reunir público sem a presença dele. Flávio participou de uma agenda em Fortaleza nessa quarta-feira (21/10). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que passou por Salvador, Teresina e Aracaju, tem caminhada prevista no Recife na quinta (22/10) e outra mobilização na capital cearense na sexta (23/10), com o deputado federal André Fernandes (PL-CE).
Os eventos com trios elétricos, chamados de Bloquinho do 22, mantêm os apoiadores nas ruas enquanto o candidato também se prepara para o debate da TV Globo. Na internet, o parlamentar mineiro assumiu uma outra frente de mobilização.
Nikolas tem procurado alcançar quem ainda pode mudar de voto com publicações de relatos sobre supostas dificuldades financeiras e frustrações com promessas do governo petista para a região.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nessa quarta, mostra que Lula conserva ampla liderança entre os nordestinos: tem 61% das intenções de voto, contra 31% de Flávio. No país, porém, a diferença é de apenas um ponto, com 45% para o senador e 44% para o presidente, em empate técnico.
No primeiro turno, em 4 de outubro, o petista liderou na região, que concentra 43,5 milhões de eleitores, ou 27,42% do total brasileiro. Lula teve cerca de 21,5 milhões de votos no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou mais de 10,4 milhões.
O esforço bolsonarista nos estados nordestinos busca prolongar um movimento registrado na primeira etapa da corrida presidencial. Flávio cresceu na região, ao passo que Lula perdeu votos.
Flávio Bolsonaro recebeu 1,6 milhão a mais que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na comparação com a disputa de 2022. O crescimento foi de 18,3%. A participação nos votos válidos passou de 26,97%, com o pai, para 30,85%, com o filho.
Lula venceu nos nove estados, chegando a 63,77% dos votos válidos. O petista, porém, perdeu cerca de 259 mil votos na comparação com o resultado do primeiro turno de 2022.
Como no primeiro turno, Lula só lidera no Nordeste
Na eleição passada, Lula despachou Bolsonaro (PL), o único presidente não reeleito desde o processo de redemocratização, por apenas um ponto percentual, graças à enxurrada de votos dos nordestinos, enquanto o Sul votou em peso em Bolsonaro e boa parte do Sudeste também, as duas regiões que concentram a maioria dos eleitores no País.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
No Sudeste, Flávio marca 48% das intenções de voto, enquanto 39% dizem votar em Lula. A distância entre eles caiu em uma semana — eles marcavam 49% e 38%, respectivamente. Já no Nordeste, o petista manteve 61% e o bolsonarista variou de 32% para 31%.
No Sul, por sua vez, o senador permanece com 61% e Lula variou de 30% para 28%. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio variou de 50% para 49% e o petista passou de 42% para 41%. Ao longo da campanha, ambos os candidatos intensificaram agendas no Sudeste e Nordeste.
Enquanto Flávio atua para manter a dianteira na região com maior eleitorado do país, o petista atua para preservar a ampla vantagem no berço eleitoral do PT. A pesquisa também mostra Flávio criando vantagem entre os jovens, mas perdendo espaço na faixa etária mais numerosa do instituto, que inclui os brasileiros de 35 a 59 anos.
Além do recorte por idade, a sondagem mantém alguns padrões. O presidente Lula vai melhor entre as mulheres, e Flávio, no eleitorado masculino. Na leitura por renda, o petista segue como o preferido dos mais pobres, embora tenha oscilado dois pontos para baixo, e é citado por 51% dos que ganham até dois salários mínimos por mês.
O bolsonarista tem 37%. Já entre os mais ricos acontece o oposto: Flávio segue à frente, mas variou para baixo e tem 50%, contra 39% do candidato à reeleição. Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre os dias 17 e 20 de outubro. Ocorreram 2.154 entrevistas, feitas pessoalmente.
OFENSIVA NO SOCIAL – A três dias do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu concentrar sua ofensiva final na tentativa de conquistar eleitores de baixa renda, segmento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem. A estratégia prevê ampliar o espaço dedicado à defesa de benefícios sociais e à apresentação de propostas econômicas nos discursos do candidato, na propaganda eleitoral e no debate da Globo, marcado para amanhã. A movimentação inclui a divulgação de vídeos gravados com cantores sertanejos e uma “superlive” com influenciadores digitais.
Teimoso e trabalhoso – Integrantes da campanha de Lula avaliaram que o presidente está “teimoso”, após o desempenho dele no debate da Band contra Flávio Bolsonaro, no último domingo. Não é que ele tenha resistido ao treinamento para o confronto. Lula até fez, “mas cumprir é outra história”, comentou um auxiliar, segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo.
Sem bloqueio – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou ao Globo que o tribunal não vai bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição. “Não haverá alteração alguma. Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição”, disse. A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes.
Hoje tem Datafolha – O Datafolha divulga, hoje, nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a partir das 19h. Levantamento divulgado no último dia 15 apontou que o candidato do PL tinha 51% dos votos válidos no segundo turno, ante 49% do petista, configurando assim um empate técnico dentro da margem de erro. O período de coleta da nova pesquisa é de 20 a 22 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.
Primeira vitória política de Victor – A nova Mesa Diretora da Câmara do Recife, eleita ontem, reforça a presença da base do prefeito Victor Marques (PCdoB) no comando do Legislativo. Os dois principais cargos do colegiado, de presidente e de primeiro-secretário, serão ocupados por dois aliados fiéis da gestão municipal, Samuel Salazar (MDB) e Marco Aurélio Filho (PV), respectivamente. Dos nove vereadores escolhidos para o biênio 2027-2028, oito integram o campo governista. A única exceção é Fred Ferreira (PL), eleito terceiro vice-presidente. Samuel deixa a liderança do Governo, função que exerceu nos últimos anos e na qual esteve diretamente envolvido na interlocução entre a Prefeitura e os vereadores, primeiro durante a gestão de João Campos e, mais recentemente, com Victor Marques.
CURTAS
CASA DA MULHER – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve no Recife prestigiando a formatura da turma do Projeto Asas para o Futuro. Visitou a obra da Casa da Mulher Brasileira no bairro do Cordeiro. Eixo do programa “Mulher Viver sem Violência”, a Casa da Mulher Brasileira está em processo de construção no bairro do Cordeiro. De acordo com a ministra, o investimento é de R$ 17 milhões.
ALIENAÇÃO – Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, a virada de Lula só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014. Segundo ele, a alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos.
RETRATO DE 26 – No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis. Em 2022, a soma das abstenções e dos nulos e brancos caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno.
Perguntar não ofende: Como virão hoje os números do Datafolha?
A Polícia Federal (PF) encontrou o que considera ser uma sala secreta em um hangar no Aeroporto de Brasília usado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República.
A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela TV Globo. A suspeita da PF é que a sala secreta teria sido usada para guardar bens, inclusive dinheiro vivo. As informações são do g1.
Investigadores chegaram até o local em agosto deste ano, após uma denúncia anônima apontando a existência da sala oculta no hangar, que pouco antes havia sido alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão pela própria PF.
Em nota, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência de uma “sala-cofre” e seus equipamentos no hangar e disse que se trata de uma “estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores” que são clientes das empresas de aviação do advogado.
A nota afirma que “é fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita.” Diz ainda que “atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos”.
A TV Globo teve acesso a imagens que mostram que a porta da sala, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira.
Dentro da sala, os policiais encontraram prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro. Não havia dinheiro vivo no local.
O mandado no hangar foi cumprido dentro de uma das fases da operação Sem Desconto que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT). A suspeita é que os recursos tenham vindo das fraudes contra aposentados do INSS.
Willer Tomaz foi um dos alvos da operação. Na casa dele, policiais encontraram uma outra máquina de contar dinheiro. Os agentes também apreenderam quatro aviões de empresas do advogado. Na época, Tomaz disse que jamais teve envolvimento com os fatos apurados pela operação.
Inquérito apura lavagem de dinheiro
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados em um outro inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação começou na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.
A PF gaúcha quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
Devido ao foro especial do senador Flávio, o caso subiu do Rio Grande do Sul para o Supremo em 8 de outubro. A Procuradoria-Geral da República analisou os indícios e se manifestou pela abertura da investigação.
A abertura do inquérito foi noticiada inicialmente pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pelo g1.
Esse é o segundo inquérito no STF em que Flávio é um dos investigados. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Flávio e o advogado Willer Tomaz são amigos e têm afirmado que não têm negócios juntos.
Leia a íntegra da nota de Willer Tomaz:
“A sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação. O transporte aéreo de numerário está sujeito a rigorosos protocolos de segurança, controle e custódia, conforme a regulamentação aplicável. A existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não constitui indício de irregularidade.
É fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita. Nenhuma quantia foi encontrada no local. Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a uma atividade lícita em suspeita criminal. Atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos.”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai participar do treinamento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para o debate contra Lula (PT) realizado pela TV Globo na sexta-feira (23), a dois dias da votação do segundo turno, no domingo (25).
Tarcísio embarca para Brasília nesta quinta-feira (22), onde Flávio vai passar o dia dedicado à preparação para o debate, além de realizar a live semanal. O treinamento será conduzido por Duda Lima, marqueteiro da campanha, que fez o convite ao governador para que colaborasse. As informações são da Folha de S. Paulo.
Com a atuação de Tarcísio nos bastidores, a intenção da campanha é diminuir a influência de Pablo Marçal sobre Flávio e buscar um debate mais propositivo e menos combativo, como foi o da Band no último domingo (18).
Na sexta-feira, Tarcísio também deve acompanhar Flávio na viagem de Brasília ao Rio de Janeiro, onde vai assistir ao debate nos estúdios da TV Globo.
O candidato do PL não deve ter compromissos públicos nesta quinta —além da atenção ao debate, é o dia do aniversário da mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, o que fez o senador fechar a agenda e permanecer em Brasília. Pela manhã, o presidenciável deve visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
O governador de São Paulo já alertou Flávio pessoalmente a respeito da participação de Marçal na campanha, que vê como negativa. No dia seguinte ao primeiro turno, quando jantaram em Brasília, Tarcísio afirmou ao presidenciável que o influenciador era uma pessoa rejeitada pelo eleitor paulista depois da série de escândalos na eleição de 2024 —de provocações em debates à cadeirada.
O governador de São Paulo, reeleito em primeiro turno, é tido por aliados de Flávio como um político mais sereno e técnico, que deve aconselhar o senador a dominar e memorizar melhor números e propostas. A ideia é trazer mais conteúdo para as interações do presidenciável no debate.
Como mostrou a Folha, apesar de ter avaliado que Flávio superou Lula no debate da Band, a campanha do senador admitiu que é preciso melhorar a preparação do candidato, com mais ensaios. Antes do programa no domingo, o presidenciável teve um ato de rua na avenida Paulista, o que deixou uma janela de poucas horas para a preparação.
Para o último debate, a ideia é ter dois dias de treinamentos, na quinta e na sexta.
Aliados de Flávio afirmam que, na Band, ele não aproveitou bem as oportunidades contra o petista e soou repetitivo por não dominar o próprio repertório. Além disso, o debate não foi propositivo e não converteu votos de indecisos, o que eles atribuem ao formato de enfrentamento direto.
Com receio de que o estilo belicoso de Marçal amplie a rejeição de Flávio, a campanha pretende estimular o candidato do PL a baixar o tom no próximo debate, sem deixar de encurralar Lula.
A participação do influenciador gera uma série de rusgas na campanha do congressista, algo que é fruto da campanha municipal de 2024, quando Tarcísio apoiou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) contra Marçal. Duda Lima era o marqueteiro do emedebista naquela disputa e chegou a ser agredido em um debate por um integrante da equipe de Marçal.
No domingo, antes do debate da Band, Duda Lima conduziu o treinamento com Flávio, mas quando o marqueteiro se ausentou, o candidato do PL recebeu Marçal por cerca de meia hora. Integrantes da equipe do senador atribuíram sua atuação no primeiro bloco, mais combativa que o esperado, a conselhos recebidos de Marçal. O influenciador passou o debate fazendo gestos e orientando o candidato da plateia.
Nunes, um dos principais cabos eleitorais de Flávio, deixou de ir ao debate da Band já que Marçal estaria presente como convidado de Flávio. Horas antes, no ato na avenida Paulista, o prefeito desceu do carro de som quando o influenciador subiu.
A ala de apoiadores de Flávio ligada a Tarcísio e Nunes, que promove os eventos de campanha do presidenciável em São Paulo, considera prejudicial que o empresário seja visto como possível ministro e até fale no lugar do próprio candidato. Eles admitem, porém, que o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo tem um papel relevante de mobilização nas redes.
Integrantes da cúpula do centrão afirmam que também identificaram nos eleitores uma resistência maior a Flávio pelo protagonismo de Marçal na reta final da campanha. O tom mais agressivo ajudaria a afastar o eleitor mais moderado, que já põe em dúvida a candidatura após ataques de Lula.
Na visão desses políticos, a indicação de que o influenciador será ministro pode servir para engajá-lo mais na campanha e mobilizar suas redes, mas também é um risco porque Flávio, se eleito, terá alguém disputando com ele os holofotes no governo o tempo todo, e que não esconde ambições eleitorais que conflitam com outros políticos do grupo do senador, como Nunes e Tarcísio.
Em meio ao conflito interno na campanha, Tarcísio planeja estar presente nos eventos de Flávio até o domingo, quando o governador deve viajar a Brasília para acompanhar a apuração ao lado do senador.
Neste segundo turno, Tarcísio já viajou com Flávio para atos de campanha em Porto Alegre, Vitória e Salvador, e deve acompanhá-lo nas agendas que encerram a corrida, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, no sábado (24).
A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, defendeu a possibilidade de substituir servidores públicos por inteligência artificial (IA). Assista:
Em entrevista a um podcast em 30 de setembro, a economista questionou a necessidade de realizar novos concursos para repor funcionários aposentados e sugeriu que a tecnologia seja usada para ocupar essas funções. O vídeo da declaração viralizou nesta semana. As informações são do Metrópoles.
“Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? 12 milhões e meio de servidores públicos. Tudo certo, começou lá atrás. Agora, a cada 5 anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, afirmou.
Em 6 de agosto, durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan, Daniella já havia questionado quantas carreiras administrativas poderiam ser substituídas pela tecnologia nos cinco ou 10 anos seguintes.
Na ocasião, a proposta foi apresentada como uma forma de reduzir os custos da máquina pública.
Ainda em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, a economista voltou ao tema diante de empresários. Ela defendeu a revisão de carreiras administrativas e operacionais diante dos avanços da inteligência artificial e relacionou a medida ao enxugamento da estrutura estatal.
Os partidos PSB e PDT divulgaram nota conjunta nesta quarta-feira (21) anunciando seu apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara.
Em 2025, Motta foi eleito com o apoio de 18 partidos. Agora, seu grupo já soma 12 partidos que, juntos, terão 273 cadeiras, mais do que o necessário para ganhar a eleição. As informações são do g1.
Para garantir a eleição, seriam necessários 257 votos, maioria absoluta entre as 513 cadeiras. O anúncio de apoio partidário, entretanto, não garante a fidelidade dos deputados à decisão de suas siglas uma vez que a votação é secreta.
No anúncio, PSB e PDT afirmaram que o apoio à Motta é um “reconhecimento aos avanços na agenda legislativa de interesse do povo brasileiro e do compromisso com as pautas prioritárias do governo do presidente Lula”.
O grupo também afirma que a reeleição de Motta contribuiria para a “estabilidade institucional”.
O apoio do Centrão
Motta já havia recebido na semana passada o aval de 10 partidos do Centrão para sua candidatura a mais dois anos à frente da Câmara, sendo eles:
Republicanos, partido de Motta;
federação formada por União Brasil e PP;
PSD;
MDB;
Podemos;
federação formada por PSDB e Cidadania;
e a federação formada por Solidariedade e PRD.
Os partidos do Centrão buscam manter o controle da Casa diante do aumento da direita na Câmara, com o crescimento, sobretudo, do PL. Em 2025, o PL declarou apoio ao nome de Hugo Motta, mas ainda não definiu se apoiará sua reeleição ou se lançará uma candidatura própria para o cargo.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou nesta quarta-feira com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação do registro ou do diploma do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), por suspeitas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A coligação acusa as plataformas Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, e X de favorecerem a candidatura adversária por meio de seus sistemas de distribuição de conteúdo, ferramentas de inteligência artificial e mecanismos de moderação.
A ação, distribuída ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também pede que Flávio seja declarado inelegível por oito anos. A campanha de Lula sustenta que houve uma atuação sistemática das plataformas em benefício do candidato do PL, ao mesmo tempo em que conteúdos e contas ligados ao presidente teriam sofrido restrições de alcance e bloqueios indevidos. As informações são do jornal O GLOBO.
Na petição, os advogados argumentam que a disputa eleitoral passou a ser influenciada não apenas pelas estratégias das campanhas, mas também pelas decisões das empresas que controlam a circulação de informações nas redes sociais.
“Esta ação não trata do que um candidato disse. Trata de quem decide o que o eleitor vê”, afirma a ação, assinada pela equipe do advogado Angelo Longo Ferraro.
Segundo os advogados, os sistemas de recomendação, as ferramentas de inteligência artificial e os mecanismos de revisão de anúncios das plataformas passaram a operar de maneira desigual, em benefício da candidatura de Flávio.
“Os fatos já documentados revelam que a infraestrutura privada na qual hoje se realiza a propaganda eleitoral (…) passou a operar, de modo reiterado e convergente, em benefício da candidatura dos investigados e em franco detrimento da candidatura adversária”, diz a ação.
A campanha de Lula sustenta que a suposta vantagem obtida por Flávio envolveria uma combinação de distribuição desigual de conteúdos, utilização de redes coordenadas de perfis, produção de material com inteligência artificial e recursos financeiros empregados na divulgação de mensagens políticas.
Entre os elementos apresentados, a coligação cita um levantamento do Instituto Democracia em Xeque que identificou uma rede de 255 perfis responsáveis por 1.204 publicações, com 58,6 milhões de visualizações em um mês. De acordo com o estudo, parte desses conteúdos teria sido produzida com inteligência artificial e divulgada sem identificação adequada.
O documento também aponta diferenças no alcance das publicações dos dois candidatos. Segundo os dados apresentados pela campanha, embora tivesse 17,2% menos seguidores, o perfil de Flávio Bolsonaro registrou, na primeira semana do segundo turno, quase três vezes mais interações por publicação do que o de Lula.
Para os advogados, os números, associados a episódios de bloqueio de anúncios e restrições de contas ligadas ao PT, justificam uma investigação sobre possível tratamento desigual.
“Esta ação não se resume a uma discussão técnica sobre algoritmos. Ela vai além. Sustenta que a candidatura investigada se beneficia de uma engrenagem de poder econômico”, diz a petição.
A coligação argumenta que essa estrutura envolveria o poder econômico das empresas que controlam as plataformas digitais, os recursos empregados pela própria campanha de Flávio e a circulação de dinheiro de fontes vedadas e do exterior.
O presidente nacional do PSB, João Campos, e o vice-líder do governo no Congresso, Dorinaldo Malafaia (PDT), anunciaram, na tarde desta quarta-feira (21), o apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta foi recebido na sede nacional do PSB durante reunião com a bancada federal e o ministro do empreeendedorismo, Paulo Pereira (PSB).
Os dois partidos destacaram a importância de dar continuidade à construção de uma agenda legislativa comprometida com os direitos dos trabalhadores, a redução das desigualdades e o desenvolvimento do Brasil. As informações são do Blog da Folha.
“O PSB reafirma seu compromisso histórico de ter coerência, de ter posição, de ter coragem, de ter lado e de clamar por um ambiente de equilíbrio no Brasil”, afirmou Campos.
O presidente nacional do PSB também avaliou que a iniciativa representa um passo importante para a consolidação de uma maioria democrática no Parlamento.
“Estamos construindo um centro democrático no parlamento brasileiro para frear qualquer tipo de aventura com viés autoritário, agressividade, violência ou desconstrução. Queremos um espaço para discutir, discordar, ser ouvidos e fazer debate. Todos concordaram que esse era um movimento que precisava ser feito. Portanto, é um movimento unânime do nosso partido, que verdadeiramente acredita nisso”, declarou Campos.
A deputada federal eleita Liana Cirne (PT) participa da elaboração e apresentação de quatro representações da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) à Justiça Eleitoral. As ações envolvem os vereadores Gilson Filho e Thiago Medina, o deputado estadual Coronel Feitosa e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, todos do PL. “Estamos recorrendo à Justiça para que as denúncias sejam apuradas e a legislação seja cumprida. Não podemos naturalizar a desinformação”, afirmou Liana.
As representações contra Gilson Filho e Thiago Medina questionam vídeos publicados nas redes sociais com acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro. Nos dois casos, a federação pede a retirada das publicações, a suspensão da reprodução do conteúdo questionado e a concessão de direito de resposta em favor de Lula.
Outra ação contesta 16 anúncios impulsionados pela campanha de Flávio Bolsonaro na plataforma Meta que, segundo a federação, veiculam conteúdo negativo contra o PT. Já a representação contra Coronel Feitosa, apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), questiona um anúncio patrocinado após o prazo permitido para a disputa de deputado estadual e pede multa de até R$ 30 mil, caso a irregularidade seja reconhecida.
O vereador Luciano Pacheco criticou a possível transferência da sede regional da Compesa de Arcoverde para outro município. Segundo ele, a estrutura poderá ser levada para Belo Jardim ou Afogados da Ingazeira. O parlamentar afirmou que a mudança representaria uma perda de representatividade para Arcoverde.
Pacheco também atribuiu a situação à falta de um deputado estadual ligado diretamente ao município para defender os interesses da cidade junto ao Governo de Pernambuco. Na avaliação do vereador, essa ausência tem reduzido a capacidade de articulação de Arcoverde diante de decisões do Estado. Com informações do portal O Dia PE.
A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) anunciou em suas redes sociais, nesta quarta-feira (21), que irá garantir o transporte intermunicipal de eleitores no segundo turno das eleições 2026, marcado para domingo (25).
“Pela primeira vez na história, o governo de Pernambuco está garantindo o transporte gratuito para o dia da votação tanto na Região Metropolitana como pelo transporte intermunicipal”, disse, em vídeo.
A gestora não deu detalhes da operacionalização, como rotas e número da frota que será disponibilizada. “Você vai saber como vai funcionar no interior a partir dos canais oficiais do governo”, indicou Lyra, que reiterou a gratuidade já prevista para o transporte urbano no Grande Recife.
Procurada pelo Diario, a assessoria do governo informou que o detalhamento será liberado em breve.
O deputado federal eleito Gabriel Porto (PSB) reuniu-se, nesta quarta-feira (21), em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar de temas que estarão em discussão no Legislativo federal a partir do próximo ano. “Aproveitamos a oportunidade para trocar ideias sobre as principais pautas do Congresso Nacional e temas importantes para o Brasil e principalmente para nosso Pernambuco”, afirmou Gabriel.
Segundo o deputado eleito, o encontro também fez parte da preparação para o início do mandato. “Estamos acompanhando as atividades, nos inteirando das principais questões da Câmara e nos preparando para exercer o mandato da melhor forma possível”, disse.
O vereador Marco Aurélio Filho (PV) foi eleito, nesta quarta-feira (21), com 36 votos para ser o primeiro-secretário da Câmara do Recife, mas voltará à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Juventude para fazer a transição do cargo. Em 4 de janeiro é que assumirá a nova função como parlamentar e uma das prioridades será a mudança de sede. O prédio já foi adquirido, terá que passar por adaptações e a meta é que a transferência das atividades seja concluída até o final de 2028.
“A gente tem o novo prédio, que já foi comprado e nós temos o compromisso, nesse biênio de 2027/2028, de entregar, não só o novo prédio, não só a nova sede, que é um anseio e faz tempo que a gente fala sobre isso, mas um equipamento social para a cidade. Antes de encerrar esse biênio, a gente tem que entender um pouco do que vai encontrar lá, saber se tem projeto, se não tem. A gente vai entender um pouco de todo o processo, mas sem dúvidas antes de finalizar o nosso biênio, vai ser feita essa entrega para a cidade”, garantiu Marco Aurélio. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Apesar de, inicialmente, ter interesse de concorrer à Presidência da Câmara, o vereador do PV disse que o importante foi garantir o consenso, que terminou sendo em torno de Samuel Salazar (MDB) para suceder Romerinho Jatobá (PSB).
“Havia um sentimento de mudança de renovação da Casa. A gente teve o cuidado, tanto eu quanto o Samuel, como os outros atores que estavam envolvidos também desde o início, a professora Ana Lúcia, vereador Hélio Guabiraba, de conversar com cada um. Então, o diálogo é o ponto principal e o ponto de partida para saber onde a gente quer chegar. Eu
trago também muito isso, porque aprendi, inclusive no Poder Executivo, essa sensibilidade de não fazer um poder de costas para o povo. Muito pelo contrário, é o poder junto com o povo. E para isso a gente tem que escutar todos os mandatos, as diferentes bandeiras partidárias”, assegurou.
Já com a primeira-secretaria da Câmara do Recife garantida, Marco Aurélio Filho retornará temporariamente à Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, a fim de concluir os trabalhos e deixar tudo arrumado para seu futuro substituto.
“A gente vai voltar para finalizar até dezembro, fazer essa transição da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, que começou com o então prefeito João Campos. Uma secretaria nova, que não existia. Nós implementamos uma política pública nova para a cidade e, naturalmente, que a minha exoneração foi a pedido. Conversei com o prefeito Victor Marques a respeito do interesse de poder colocar o nosso nome à disposição da Câmara e voltarei, na próxima semana, para a Prefeitura para finalizar, enquanto secretário, e fazer a transição. Tenho certeza de que, a partir de agora, a cidade tem uma política de direitos muito robusta”, destacou Marco Aurélio Filho.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) já tem o texto pronto de mais de 200 decretos, para serem assinados caso seja vencedor da eleição para presidente da República. A informação foi repassada ao Correio por aliados do parlamentar. De acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, a maioria dos decretos trata de regulação de normas trabalhistas, inclusive sobre o fim da escala 6×1 e a organização da jornada de trabalho.
O senador pretende fazer uma espécie de “decretaço” assim que assumir o cargo, podendo ocorrer já no primeiro dia de mandato. Além de alteração na legislação trabalhista, o congressista também pretende fazer um “revogaço” de decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outra área importante que seria afetada, de acordo com as fontes, é a ambiental, com a criação de normas restringindo fiscalização de órgãos ambientais sobre áreas de vegetação que estão em terras consideradas privadas ou que não estão classificadas como de proteção ambiental. As informações são do Correio Braziliense.
Dezenas de decretos também foram pensados para alterar normas econômicas, inclusive a organização administrativa do Poder Executivo, acabando com muitos conselhos, comitês e grupos de trabalho, que são vistos como iniciativas que aumentam o custo da máquina pública sem resultados relevantes para o país. Nos primeiros três meses, também estão previstas medidas para privatizar entes estatais, que precisariam ser chanceladas pelo Congresso Nacional.
A maioria dos decretos teria de ser encaminhada ao parlamento, inclusive por meio da edição de medidas provisórias, que precisam do crivo dos deputados e senadores para continuarem em vigor. No entanto, aliados do senador acreditam que não haveria dificuldades em aprovar as medidas diante da nova configuração do Congresso. Procurado para comentar o caso, por meio de sua assessoria de campanha, Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o caso.
Coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram nesta quarta-feira (21) que o petista não se opõe às condições colocadas pelo seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para autorizar a quebra de sigilos.
Segundo o coordenador político da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), Flávio Bolsonaro fez as condicionantes como forma de “manobra”.
“Todas as condicionantes a única resposta é que o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, com tanto que ele [Flávio Bolsonaro] faça”. As informações são do g1.
Camilo Santana disse ainda que a campanha de Lula vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22) protocolar a resposta ao senador Flávio Bolsonaro.
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor ao que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar la também”, disse Santana.
As condições impostas por Flávio
Em resposta ao desafio de quebras de sigilo lançado nesta semana pelo presidente Lula, Flávio condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal.
Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:
Sigilos de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete.
Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003.
Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato.
O ‘desafio’ de Lula
Em um documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PT à reeleição afirma que autoriza a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico relativos aos últimos 8 anos, e também os de seus parentes, desde que o seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
De acordo com a petição apresentada pela defesa de Lula ao TSE, a liberação e a ampla divulgação dos dados – seja por meio do sistema Divulga CandContas da Corte Eleitoral, ou de outro site de acesso público – vão abranger os seguintes familiares de Lula:
Rosângela Lula da Silva, a Janja, esposa do presidente;
Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha;
Marcos Cláudio Lula da Silva, filho;
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho que é alvo de investigações da PF;
Sandro Luís Lula da Silva, filho;
Luís Claudio Lula da Silva, filho.
Lula condiciona a liberação dos seus sigilos e os de parentes à autorização, por Flávio Bolsonaro, da divulgação dos sigilos dele e dos seguintes familiares:
Jair Bolsonaro, pai;
Rogéria Bolsonaro, mãe;
Carlos Bolsonaro, irmão;
Eduardo Bolsonaro, irmão;
Jair Renan Bolsonaro, irmão;
Fernanda Bolsonaro, esposa.
E também das seguintes empresas ligadas ao candidato do PL:
Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia;
All In One Corretora de Seguros Ltda;
Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda;
Bolsonaro Digital Ltda;
Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Willer Tomaz, que tem uma conta em que Flávio foi cadastrado como “usuário master”.
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.
O outro inquérito trata do financiamento de “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.
Interferência da Meta
A campanha de Lula afirmou que segue preocupada com a atuação da Meta durante o período eleitoral mesmo após a reunião de terca-feira (20) no TSE com a empresa.
Segundo a coordenação, a ala jurídica da campanha vai entrar ainda nesta quarta-feira (21) com representações na Justiça Eleitoral contra a Meta.
“A Meta é motivo de grande preocupação para gente e para o mundo democrático. Não vamos aceitar esse tipo de interferência, esse tipo de coisa” afirmou Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação (Secom).
O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, apresentou nesta terça-feira (21) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta ao desafio de quebras de sigilo lançado nesta semana pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No documento, endereçado ao ministro André Mendonça, Flávio diz aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além de dados de seus familiares citados e de empresas de sua propriedade.
No entanto, como condição para isso, impõe que o petista faça o mesmo, ampliando os objetos das quebras de sigilos. As informações são do g1.
Na véspera, Lula havia protocolado um documento no TSE declarando “autorizar” a abertura de seus sigilos e de seus familiares nos últimos 8 anos, condicionando o ato à reciprocidade do adversário.
Para a defesa de Flávio Bolsonaro, no entanto, a proposta inicial de Lula seria uma “promessa vazia” e uma “quebra para inglês ver”, argumentando que eventuais irregularidades do adversário estariam ocultas em nomes de terceiros, laranjas e empresas, e não em suas contas diretas.
“O pedido de Lula é uma verdadeira aberração jurídica. Não pede nada ao Tribunal, não se encaixa em nenhum tipo de processo e depende da vontade de quem nem sequer é parte. Também é desnecessário, porque, caso o candidato estivesse realmente preocupado em levar a verdade aos eleitores, poderia, ele próprio, divulgar os extratos”, afirmam os advogados na peça.
As condições impostas por Flávio
Na petição apresentada no TSE, o senador condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal. Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:
Sigilos de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete.
Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003.
Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato.
Na petição, Flávio Bolsonaro diz que “quem não deve, não recorta” e que o pedido feito por Lula, às vésperas do segundo turno, exige transparência total. Ele também critica o que classifica como um “factóide” da campanha do petista.
O candidato do PL pede ainda que o TSE intime Lula a dizer se aceita as condições e, em caso negativo, que seja registrado no processo que o petista recusou a proposta.
Flávio nega ser sócio de Tomaz em empresa
No documento enviado ao TSE, Flávio diz que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa do advogado e amigo do candidato do PL Willer Tomaz.
Flávio diz que, por isso, não tem dados bancários e fiscais da empresa.
Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária pertencente à referida empresa de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Nesta terça-feira (20), Lula defendeu a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings.
Flávio é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.
O outro inquérito trata do financiamento de “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.
A defesa do senador tem negado irregularidades nas investigações, afirmando que não há envolvimento em ilícitos e criticando a divulgação de peças sigilosas durante o período eleitoral.