O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou hoje tom eleitoral em discursos na Marcha para Jesus, em São Paulo. Além de pedir orações para seu pai, Flávio afirmou que “o mal será expulso” do governo nas eleições deste ano. Já o governo Lula (PT) foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que disse, em entrevistas, que “até Judas compartilhou a mesa com Jesus” quando questionado sobre dividir o trio elétrico com adversários do presidente.
Flávio subiu ao palco e pediu que todos orassem por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Envolto na bandeira de Israel, o senador disse que o Brasil “vai voltar a ser uma nação irmã de Israel”. Ele cantou o “Hino da Vitória”, da cantora gospel Cassiane, e encerrou o discurso com o slogan usado por Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. As informações são do UOL.
Leia maisMais cedo, o parlamentar falou em “guerra espiritual” durante discurso em trio elétrico. “Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso desse governo do Brasil este ano. Em nome do senhor Jesus, amém”, declarou Flávio, sem citar o nome de Lula. Antes, ao ser questionado sobre como seria seu discurso no evento religioso, disse que iria orar pelo povo brasileiro e que a marcha “não é um movimento político”.
Já Messias disse que foi orientado por Lula a não fazer da Marcha para Jesus um evento político. O advogado-geral da União afirmou que não se deve “antecipar o processo eleitoral” e que o presidente Lula pediu que ele levasse seu “amor e respeito” ao povo evangélico.
No entanto, Messias citou Judas duas vezes em entrevistas durante a marcha. Na primeira, ao ser questionado sobre dividir o espaço com Flávio e outros adversários do governo Lula — Messias ficou isolado em uma das pontas do trio elétrico. Depois, ao falar sobre a polarização política no Brasil. A citação de Judas acontece em momento em que Lula tem se referido aos filhos do ex-presidente como “traidores da pátria” após o governo Donald Trump anunciar que cogita impor taxações a produtos brasileiros. As recomendações das novas taxas se deram poucos dias após Flávio se reunir com Trump na Casa Branca.
“A mesa de Jesus é para judeus e para gentios. É para Pedro, Tiago, Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus. Jesus não fez segmentação em sua mesa. Estamos aqui com um único propósito: louvar o nosso Senhor Jesus Cristo”, declarou Jorge Messias.
Em tom de pregação, Tarcísio de Freitas (Republicanos) falou em apoio aos perseguidos. “Deus não nos desampara em momento nenhum. A gente pode ser perseguido, mas não será desemparado. A gente pode ser derrubado, mas vai se levantar. Deus vai dar a vitória no dia de hoje”, disse o governador de São Paulo em discurso aos fiéis.
Assim como Flávio, o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) adotou tom eleitoral em discurso no evento. O ex-governador de Goiás afirmou que “o país está indignado com tudo o que vem assistindo” e disse acreditar na “vitória em 2026”. Ele estava acompanhado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pontuou a importância da Marcha para Jesus em ano eleitoral. “Que candidato no mundo que não queria estar em uma marcha dessas?”, disse à imprensa ao chegar.
Outros políticos e autoridades também compareceram. Entre eles, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ministro do STF André Mendonça, os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PP-SP) e o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL-SP).
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