A nova pesquisa do Instituto Falpe, divulgada ontem, mediu as intenções de voto para o Senado Federal em Alagoas e aponta o senador Renan Calheiros na liderança da disputa. O levantamento considerou o primeiro e o segundo votos dos eleitores, já que o Estado elegerá dois senadores nas eleições de 2026.
De acordo com a pesquisa, 38,25% dos entrevistados afirmaram que votariam em Renan Calheiros. Em seguida aparecem o deputado federal Arthur Lira, com 26,75%, e o deputado federal Alfredo Gaspar, que registra 24,75% das intenções de voto. Na sequência, surgem Davi Davino Filho, com 16,5%; Dr. Wanderley, com 10,5%; Eudócia Caldas, com 8,75%; e Marcos André Omena, com 1%.
Entre os entrevistados, 6% responderam que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 22,75% disseram não saber ou preferiram não responder.
Rejeição
A pesquisa também avaliou a rejeição dos possíveis candidatos ao Senado. Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados não responderam à pergunta ou afirmaram não ter opinião formada sobre em quem não votariam. Entre aqueles que manifestaram rejeição, Renan Calheiros aparece com 5,5%, seguido por Arthur Lira, com 2,5%, e Alfredo Gaspar, com 2,25%.
Na sequência estão Dr. Wanderley, Marcos André Omena e Eudócia Caldas, todos com 1,25% de rejeição, enquanto Davi Davino Filho registra 1%. Outros 6% afirmaram rejeitar todos os candidatos apresentados.
Pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 20 de julho, ouvindo 5 mil eleitores em Alagoas. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-08123/2026. Segundo o Instituto Falpe, a pesquisa possui margem de erro de 1,38 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, é o entrevistado de hoje do podcast ‘Direto de Brasília’, projeto deste Blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, as propostas de corte nos juros do crédito consignado para aposentados, a meta de zerar a fila do INSS e a devolução do dinheiro dos aposentados surrupiado por uma quadrilha no escândalo do INSS.
Também a abertura de um crédito extraordinário, no valor de R$ 547 milhões, feita pelo presidente Lula (PT), para ressarcimento dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que sofreram descontos indevidos. Por iniciativa do Ministério, milhares de aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber, desde a semana passada, a devolução de valores descontados de forma irregular em seus benefícios.
A devolução é resultado da Operação Sem Desconto, que identificou cobranças indevidas feitas por associações entre março de 2020 e março de 2025. Natural de Caruaru, Wolney se filiou ao PDT em 1992 e, no ano seguinte, se elegeu vereador, onde exerceu a vice-presidência da Câmara Municipal e presidiu a Comissão de Orçamento e Finanças. Em 1994, aos 21 anos, foi eleito deputado federal, tornando-se o parlamentar mais jovem do Brasil a ocupar aquela cadeira.
Já em 1995, foi escolhido vice-líder do PDT na Câmara dos Deputados, iniciando uma longa e destacada trajetória no Congresso Nacional. Com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wolney Queiroz e o PDT integraram a base aliada do novo governo, e ele assumiu o cargo de secretário Executivo do Ministério da Previdência Social, dedicando-se ao avanço dos debates previdenciários com foco na justiça social. Em maio de 2025, Wolney deu mais um passo significativo nessa missão ao ser empossado ministro da Previdência Social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A experiência brasileira desde a redemocratização demonstra que não se deve dar como favas contadas pesquisas faltando mais de três meses para a eleição. Em julho de 2018, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha 33% das intenções de voto numa pesquisa do Ibope. Jair Bolsonaro (então no PSL) tinha 15%. Lula acabou preso e não disputou as eleições, que foram vencidas por Bolsonaro.
Agora, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) mostrou Lula com 42% no cenário estimulado de primeiro turno. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem 33%. A experiência mostra que muita água pode rolar por debaixo da ponte daqui até outubro. Mas a mesma pesquisa BTG/Nexus traz indicações que uma reversão do atual quadro de polarização entre Lula e Flávio vai ficando cada vez mais difícil. Eles estão muito à frente dos demais candidatos.
A pesquisa até mostra movimentos entre os candidatos, mas em um ritmo muito pequeno. Que até podem não ter acontecido mesmo, se levada em conta a margem de erro. Lula subiu dois pontos, passando de 40% na rodada de 13 de julho para 42%. Mas voltou para o mesmo percentual que tinha na rodada de 29 de junho. Flávio caiu de 34% para 33%. Mas é o mesmo percentual que tinha na rodada de 15 de junho. Outras pesquisas mostram os dois líderes em percentuais parecidos.
Há possibilidade de esses movimentos de ascensão de Lula e de decréscimo de Flávio levarem a eleição a ser decidida no primeiro turno? Bem, Lula estaria a oito pontos percentuais dessa possibilidade. Flávio e os demais candidatos hoje somam 50%. Para Lula vencer no primeiro turno, ele precisaria ter a soma dos votos dos demais candidatos, descontados os votos nulos, em branco e as abstenções. Na BTG/Nexus, eles hoje somam exatamente 8%. A hipótese tem, porém, um problema: a pesquisa aponta alta certeza dos votos.
Segundo a BTG/Nexus, 73% dos entrevistados dizem já ter decidido o seu voto, e afirmam que não irão mudar. Esse percentual aumentou três pontos com relação à rodada anterior, mas já foi maior em 29 de junho: 74%. Em contrapartida, o percentual de quem admite poder mudar de voto caiu quatro pontos, de 29% para 25%. Voltou também ao patamar de 29 de junho.
Para Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, instituto responsável pela pesquisa, o cenário vai apontando mesmo para uma eleição polarizada, na qual a rejeição será o fator decisivo. Como, aliás, já acontecera em 2022 e também em 2018. “A eleição vai se consolidando cada vez mais em ser pró e anti-Lula”, observa Tokarski.
“Prova disso é que todos os demais candidatos mostram competitividade num eventual segundo turno contra Lula”, observa Marcelo Tokarski. Contra Flávio, Lula tem 47% e ele 43%. Flávio caiu um ponto. Contra Zema, 46% a 42% (Lula caiu um ponto e Zema subiu um). Contra Caiado, 45% a 43% (Lula caiu dois pontos, Caiado subiu cinco).
A própria leitura do percentual de rejeição das candidaturas será fator decisivo. Os dois nomes que despontam com larga vantagem têm, ambos, rejeição bem alta. Mas a rejeição de Flávio Bolsonaro é ainda mais alta que a de Lula. O percentual daqueles que dizem que não votariam em Lula é 48%. A rejeição de Flávio é de 50%.
Para onde irão, então, os eleitores dos demais candidatos? Se o raciocínio ideológico fosse preciso, a conclusão seria que a maioria desses votos iria para Flávio, uma vez que a maioria dos demais candidatos também têm perfil mais à direita. Mas não é bem assim que o raciocínio do eleitor se movimenta. Se fosse, não haveria alternância.
As eleições presidenciais movimentam-se, assim, na busca dos eleitores ainda indecisos que, a julgar pela pesquisa BTG/Nexus são hoje poucos. Mas ainda com potencial de determinar o resultado, como vimos. As convenções realizadas até agora mostram estratégias diferentes dos candidatos e partidos para conquistá-los.
O PL apostou no discurso “antissistema”. O PSD no discurso do “sistema”: é “tranquilidade e previsibilidade”. Romeu Zema do Novo foi nesta segunda em linha parecida à do PL: o cidadão até então fora da política que se move por indignação. Curioso é Lula hoje ser o “sistema”. Na oposição e para sua militância ainda, ele é contra.
O movimento ‘Mulheres que Pensam o Brasil’, conduzido pela ‘Quero Você Eleita’, ‘Instituto Global ESG’, ‘Elas Pedem Vista’, ‘Elas no Poder’, dentre outras instituições, inicia, hoje, a entrega oficial da Carta das Mulheres para a Política aos pré-candidatos à Presidência da República. O médico, escritor e pré-candidato Augusto Cury será o primeiro a receber o documento, construído de forma colaborativa por mais de 400 lideranças e 80 instituições.
Suprapartidária, a iniciativa reúne 22 diretrizes prioritárias, tais como:
Reserva obrigatória de 30% de assentos para mulheres nos parlamentos;
Paridade de gênero no Executivo (50% nos ministérios) e indicação de mulheres aos tribunais superiores;
Mecanismos rígidos contra a violência política de gênero e anistias partidárias;
Fortalecimento da Política Nacional de Cuidados e regulação dos impactos das apostas on-line (bets).
“A Carta é uma construção coletiva da sociedade civil. Vamos entregar o documento a todas as candidaturas presidenciais para registrar quem realmente está disposto a assumir compromissos concretos com a maioria da população no plano de governo”, destaca a advogada e cientista política Gabriela Rollemberg, idealizadora do projeto.
Segundo a advogada, as entregas serão documentadas publicamente até o dia 15 de agosto, data final para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Nosso objetivo estimular um diálogo transparente sobre compromissos reais com a representatividade feminina”.
O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) participou da 52ª EXPOCOSE (Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Sertânia) e celebrou o sucesso de uma das mais tradicionais feiras do agronegócio nordestino, realizada pela Prefeitura de Sertânia, sob a liderança da prefeita Pollyanna Abreu (PSD), em parceria com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Referência nacional na caprinovinocultura, a EXPOCOSE reúne criadores, produtores, expositores e visitantes de diversas regiões do Brasil, impulsionando a economia local, fortalecendo a produção rural e valorizando um dos setores mais importantes para o Sertão pernambucano.
Durante a visita ao evento, Clodoaldo destacou a importância da feira para o desenvolvimento regional e parabenizou a gestão municipal pela organização de mais uma edição de sucesso. “A EXPOCOSE é um patrimônio de Sertânia e de Pernambuco. É um evento que fortalece o homem e a mulher do campo, gera emprego, renda e oportunidades, além de projetar o potencial do nosso Sertão para todo o Brasil. Parabenizo a prefeita Pollyanna Abreu, a governadora Raquel Lyra e todos os envolvidos pela realização de mais uma grande edição”, afirmou o parlamentar.
Clodoaldo ressaltou que o fortalecimento da agropecuária e da agricultura familiar passa pelo incentivo a iniciativas que promovam conhecimento, negócios e valorização dos produtores rurais. Segundo ele, a EXPOCOSE cumpre esse papel ao unir tradição, inovação e desenvolvimento econômico.
O deputado também destacou a importância da parceria entre a Prefeitura de Sertânia e o Governo de Pernambuco para ampliar investimentos e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do município. Segundo Clodoaldo, a união de esforços entre a prefeita Pollyanna Abreu e a governadora Raquel Lyra tem contribuído para impulsionar ações que beneficiam a população sertaniense e fortalecem o potencial econômico da região.
O parlamentar também reafirmou seu compromisso de continuar trabalhando em Brasília para viabilizar recursos e iniciativas que contribuam para o crescimento de Sertânia, especialmente por meio do fortalecimento do setor agropecuário e da geração de oportunidades para quem vive e produz no campo.
Há uma honestidade que só se conquista quando se muda de lugar. Já fui oposição na OAB Pernambuco. Depois, estive dentro da gestão de Ingrid Zanella, à frente da criação da OAB Editora – a primeira editora de uma seccional da advocacia no país. Hoje, observo a advocacia pernambucana de fora, sem cargo, sem chapa e sem interesse. É desse lugar – de quem já discordou, já colaborou e agora analisa à distância – que afirmo com convicção: a advocacia estará ao lado de Ingrid e consolidará a união da classe nas eleições de 2027.
A primeira em 93 anos
Ingrid Zanella é a primeira mulher a presidir a OAB Pernambuco em 93 anos de história. Chegou pela porta da frente, com a maior votação já registrada na seccional – mais de onze mil votos –, num pleito disputado contra dois adversários. Não foi ungida por ninguém: foi escolhida pela advocacia. Assumir a OAB em tempo de aperto orçamentário, com anuidade contida por anos e uma categoria pressionada pela precarização, e ainda entregar resultados concretos, não é obra do acaso. É competência, método e coragem.
Valorizo o que se mede por resultado. Por isso destaco a realização que fala diretamente ao bolso e à dignidade de quem exerce a profissão todos os dias: a advocacia da ativa, que vive dos próprios honorários. Sob a liderança de Ingrid, Pernambuco tornou-se pioneiro com a legislação que assegura o destaque dos honorários advocatícios – inclusive nos processos administrativos, aprovada por unanimidade em parceria com o poder público. É segurança jurídica para o advogado e o reconhecimento, na prática, de que honorário não é favor: é a natureza alimentar do trabalho da advocacia. A isso se somam a diretoria de prerrogativas, os mutirões de RPVs e precatórios, a defesa da inscrição suplementar contra a concorrência desleal, o aplicativo que aproximou os serviços da Ordem do advogado e a Editora, que democratizou a produção de conhecimento jurídico e cultural da classe. Gestão que entrega. Gestão que faz.
Independência não se herda: exerce-se
Há quem tente reduzir esta gestão a uma suposta continuidade de grupos do passado. Não há como sustentar a tese: quem conhece a história política da Ordem sabe que aqueles grupos encerraram sua vida útil há muito tempo. Ingrid não pertence ao grupo A, ao grupo B nem ao grupo C. É totalmente independente e autônoma, e exerce uma liderança de alcance e articulação extraordinários, sem se curvar a padrinhos. Essa independência é a garantia de que a OAB seguirá sendo a casa de toda a advocacia, e não o quintal de facção alguma.
Do Cais ao Sertão
Sou do Sertão e faço questão de dizê-lo. Por isso reconheço o compromisso desta gestão de valorizar igualmente o Cais e o Sertão – de estar em Petrolina, São José do Egito e Ouricuri com a mesma seriedade com que se está no Recife. A interiorização deixou de ser promessa para virar prática de gestão. Defendo a reeleição de Ingrid Zanella por três razões: a certeza de uma gestão equilibrada e madura; a valorização efetiva do Sertão e do Cais, sem hierarquia entre regiões; e a aposta num projeto que inclui todos os segmentos da advocacia – a jovem e a experiente, a pública e a privada, a mulher advogada, o interior e a capital, o grande escritório e o profissional autônomo. Uma OAB que não escolhe uma parte da classe: representa a classe inteira.
2027 será um momento de escolhas, e escolhas responsáveis também sabem reconhecer o que funciona. Quando há trabalho, resultados e um caminho que se consolida, a continuidade deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma decisão de responsabilidade. Falo como quem já foi voz dissonante e, por isso mesmo, tem autoridade para reconhecer o acerto. Por convicção, e não por conveniência, é do lado de Ingrid que estarei.
*Advogado, mestre em Educação pela UFPE e escritor
A ala radical adorou. A moderada, não. A radical avaliou que a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, ajudou a incendiar os bolsonaristas durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Os moderados têm outra visão. Consideram que Milei foi grosseiro e isso pesa contra Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes. As informações são do Blog do Valdo Cruz.
“Estamos precisando atrair eleitores, como os independentes, os que já estão conosco vão continuar, as pesquisas mostram isso”, diz um líder da cúpula do PL que não gostou nem um pouco da presença de Javier Milei na convenção do PL.
Para cúpula do PL, a última pesquisa Datafolha mostrou a resiliência de Flávio Bolsonaro, não perdendo apoio significativo mesmo depois de um período de crise intensa na sua campanha.
Os integrantes da cúpula entendem que é preciso mobilizar a militância do PL, mas não adotando um estilo radical demais que acabe garantindo a ida para o segundo turno, por outro lado afaste os eleitores independentes.
A ala radical da campanha de Flávio Bolsonaro está prejudicando o trabalho feito no início do ano para vender a imagem de que o senador é o Bolsonaro moderado, que tomou vacinas e não seria explosivo como o pai. O próprio agora candidato tem se posicionado numa posição mais radical.
Dentro da campanha, o maior temor segue sendo o surgimento de novidades sobre o relacionamento do candidato com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Interlocutores da campanha não gostaram nem um pouco da última novidade, sobre a emissão de notas fiscais do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro para um empresário com relações próximas a Vorcaro.
O entendimento é que o caso não é grave, mas não deixa de ser uma novidade sobre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, sendo que o candidato havia prometido que nada mais viria a público sobre a relação dos dois.
O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.
Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%. As informações são do Blog da Folha.
A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.
Apoio
A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.
Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.
Avaliação
Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.
Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.
A segunda rodada de pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Folha de Pernambuco, para o Senado aponta que a ex-deputada Marília Arraes (PDT) manteve a liderança nas intenções de voto nos dois cenários avaliados. Assim como no primeiro levantamento, o senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece logo em seguida.
No primeiro quadro, com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes saiu de 21%, porcentagem da pesquisa anterior, para 22% das intenções de voto. Em seguida aparece Humberto Costa, que caiu de 16% para 15%. Em terceiro lugar, surge o deputado federal Mendonça Filho (PL), que segue com 10%. Empatados na simulação, os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte diminuíram o percentual de 8% para 7%. Já o senador Fernando Dueire (PSD) subiu de 1% para 2% nas intenções de voto. Nenhum, brancos e nulos, que somavam 25% na primeira pesquisa, agora contabilizam 23%. Não sabem ou não responderam cresceram de 11% para 15%.
O segundo cenário conta com o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) no lugar de Eduardo da Fonte. Apesar de liderar a pesquisa nesta simulação, Marília registrou uma diminuição nas intenções de voto de 23% para 22%. Em seguida, Humberto Costa contabilizou um aumento de 14% para 15%. Miguel Coelho caiu de 12% para 11%. Já Mendonça Filho saiu de 10% para 9%. O deputado federal Túlio Gadelha, que registrava 7% antes, agora detém 6%. O senador Fernando Dueire segue com 2%. Nenhum, brancos e nulos aumentaram o percentual de 22% para 23%. Não sabem ou não responderam saíram de 11% para 12%.
Recorte
A pesquisa também trouxe um recorte geográfico da preferência do eleitorado no estado. Entre os eleitores da capital pesquisados sobre o primeiro cenário, Marília manteve a preferência na intenção de votos, somando 21% (tinha 22%). Em seguida surgem Humberto Costa com 14% (tinha 18%), Mendonça Filho com 10% (tinha 11%), Eduardo da Fonte com 7% (tinha 7%), Túlio Gadêlha com 4% (tinha 8%) e Fernando Dueire com 2% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília também lidera a pesquisa com 22% (tinha 20%). Na sequência aparecem Humberto com 15% (tinha 15%), Mendonça com 11% (tinha 10%), Túlio e Da Fonte com 8%, cada (tinham 8%, cada), e Dueire com 2% (tinha 2%).
No segundo cenário, Marília também é preferência do eleitorado da capital com 21% das intenções de voto (tinha 25%). Em seguida aparecem Humberto com 14% (tinha 15%), Miguel Coelho com 8% (tinha 9%), Mendonça com 8% (tinha 11%), Túlio com 5% (tinha 7%) e Dueire com 4% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília soma 22% (tinha 21%), Humberto atinge 15% (tinha 13%), Miguel tem 13% (tinha 14%), Mendonça registra 10% (tinha 11%), Túlio aparece com 7% (tinha 8%) e Dueire contabiliza 2% (tinha 2%).
Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08707/2026 e PE-00297/2026.
Pesquisa Ipespe divulgada na edição de hoje da Folha de Pernambuco mostra um cenário preocupante para a campanha de Raquel Lyra (PSD): ela bateu no teto. Com 46% das intenções de voto, a governadora está tecnicamente empatada dentro da margem de erro com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que aparece com 44% da preferência do eleitorado.
O levantamento mostrou que, em um mês e dez dias, a disputa ficou praticamente inalterada. Na pesquisa Ipespe divulgada em 17 de junho, Raquel tinha 44%, e João, 42%, o mesmo empate técnico dentro da margem de dois pontos percentuais registrado agora. Para o pré-candidato do PSB, a leitura possível é de resiliência, já que, mesmo há quatro meses fora do cargo de prefeito e sem poder fazer entregas, ele conteve o crescimento de uma governadora que faz pleno uso da máquina.
Raquel, por outro lado, viveu nas duas últimas semanas de junho e na primeira de julho o momento mais favorável para sua imagem perante o eleitorado. Embora não tenha feito entregas, ela garantiu uma exposição prolongada na mídia com uma agenda extensa de ordens de serviço e anúncios, algo que seu principal adversário não tinha à disposição por conta da legislação eleitoral. Mesmo com todo esse arsenal nas mãos, Raquel empacou e não consegue abrir distância de João.
Mais do que por esse retrospecto, é o que vem pela frente que deve acender o alerta na campanha de Raquel. Desde 4 de julho, em virtude do defeso eleitoral, ela não pode comparecer a inaugurações e seu governo não pode fazer propaganda institucional. A escassez de agendas já vem alterando o ritmo da governadora, que passou a tirar leite de pedra nas redes sociais com postagens sobre comidas, acessórios femininos e vistorias em obras com a presença de poucos assessores.
Em paralelo, Raquel ainda se viu arrastada para o centro de uma crise envolvendo a definição de seus candidatos a senadores. Virou notícia por uma falta de traquejo que pode levá-la à sua própria convenção, no domingo (2), sem a chapa formada. Se a governadora não cresceu no momento mais favorável, o que esperar dessa fase negativa e da própria campanha, quando estará sujeita a um desgaste contínuo em cadeia de rádio e TV? Depois de bater no teto, o esforço de Raquel será para não desabar.
Surpresa da convenção que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, o presidente da Argentina, Javier Milei, acabou roubando a cena e, ao mesmo tempo, gerando uma nova crise diplomática com o Brasil, após chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e o ministro Alexandre de Moraes de “lixo”.
Nunca se viu algo tão deplorável na história das relações diplomáticas entre nações vizinhas, fundadoras e integrantes do Mercosul, bloco econômico sul-americano criado em 1991 pelo Tratado de Assunção, com a intenção de integrar as economias dos países membros por meio da redução de impostos alfandegários e da livre circulação de produtos e serviços.
De imediato, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para ouvir o protesto oficial do governo do Brasil. Chamar um embaixador brasileiro que está em missão no exterior para consultas, como fez o Brasil, é uma medida considerada dura nas relações internacionais.
É uma sinalização de que o país quer ouvir esclarecimentos de seu diplomata a respeito de uma atitude considerada hostil feita pela outra nação. O chefe de gabinete de Milei, Diego Santilli, tentou justificar a derrapada diplomática do chefe.
“Vieram aqui, fizeram campanha, fizeram de tudo, o gabinete de Lula disse barbaridades sobre o presidente e sobre a Justiça argentina e foram onde quiseram. Então que não venham exagerar”, disse Santilli.
Na verdade, um erro não justifica outro. Milei exagerou no tom da sua fala. Agrediu a honra do presidente Lula em território brasileiro, atitude canalha para um chefe de Nação.
REPETIU A DOSAGEM – Javier Milei voltou a fazer acusações ao presidente brasileiro, ontem, dia seguinte ao discurso ofensivo na convenção do PL. Em entrevista à Rádio Mitre, o presidente argentino alegou que o governo do Brasil financiou uma “campanha anti-argentina” e chamou Luiz Inácio Lula da Silva de “ex-presidiário”. As declarações aconteceram após a convocação de Bitelli para consultas pelo Itamaraty, medida adotada em reação ao discurso em que Milei chamou Lula de “presidiário”. Em nota, o Itamaraty afirmou não haver precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, profira “agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”.
A reação do Supremo — Em nota oficial, o presidente do STF, Edson Fachin, classificou as falas do presidente argentino como uma “referência desrespeitosa” a um integrante da Suprema Corte, reafirmou a independência do Judiciário brasileiro e afirmou que manifestações como essa são “incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”. “Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País”, escreveu o presidente do STF.
Palhaço, reage ministro — Em entrevista à rádio JC, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de “palhaço” ao comentar sobre as falas do chefe de Estado do país vizinho com ataques ao governo brasileiro. “O palhaço do presidente da Argentina falou do Brasil quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou Durigan.
Bonecos de papelão – A repercussão jurídica provocada pelo vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que reproduziu a imagem e a voz de Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do PL levou aliados de Flávio Bolsonaro a defenderem uma mudança de estratégia para a campanha presidencial, que passa até mesmo pelo uso de bonecos de papelão. Enquanto isso, acionado por adversários do senador, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá que definir até que ponto o uso da inteligência artificial para retratar o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, pode ou não violar as regras definidas para o pleito de outubro.
Processada por doméstica – A deputada federal Clarissa Tércio (PP) está sendo processada por uma empregada doméstica que diz ter trabalhado para ela ao longo de sete meses sem que a carteira de trabalho fosse assinada, segundo notícia postada no site do DP. A autora da ação, protocolada em maio deste ano, também afirma que a rotina de trabalho era “extensa e extenuante”. Ainda não há decisão sobre o caso. Segundo a empregada, o “pacto laboral” durou de 22 de setembro de 2025 a 4 de abril de 2026 no âmbito “residencial/familiar” da deputada. Ela afirma que, durante todo o período, trabalhou em escala fixa de quatro dias por semana, às quintas, sextas, sábados e domingos.
CURTAS
QUEM É? – Ao ser questionado sobre como via o episódio da vinda de Milei ao Brasil, Lula, que aguardava a chegada do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung, para uma recepção no Itamaraty, ironizou: “Eu? Quem é esse cara?”
SEM ATAQUES – Em uma inflexão na postura adotada há algumas semanas, o candidato do Novo ao Planalto, Romeu Zema, evitou, ontem, em discurso na convenção que homologou sua candidatura, criticar Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente, e ignorou a proximidade do adversário na corrida eleitoral com Daniel Vorcaro, preso após protagonizar o escândalo de fraude financeira do banco Master.
NEUTRALIDADE – O MDB decidiu não lançar nem apoiar candidatos à Presidência e à Vice-Presidência da República. A legenda também não firmará coligação em nível nacional e liberou os diretórios estaduais para definir os apoios nas disputas locais. A decisão foi anunciada, ontem, pelo presidente do partido, Baleia Rossi, durante a convenção nacional da sigla.
Perguntar não ofende: Quem foi mais baixo: Milei ou Durigan?
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu, na tarde desta segunda-feira (27), com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, após o discurso do presidente argentina, Javier Milei, na convenção do PL, no último sábado (22).
De acordo com apuração da CNN, o encontro durou cerca de 40 minutos e ambos devem voltar a se reunir mais uma vez.
O gesto de convocar para consultas o embaixador em Buenos Aires representa o descontentamento com as falas.
Neste domingo, o embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também foi chamado para prestar esclarecimentos sobre os ataques de Milei.
Fontes do Itamaraty afirmam que o chanceler Mauro Vieira tem uma relação de 30 anos com Raimondi e fez questão de falar com ele. Normalmente, nesses casos, os embaixadores são recebidos em níveis hierárquicos mais baixos.
Nesta gestão, é a segunda vez que isso ocorre. Em 2024, o Brasil também chamou de volta o embaixador em Israel, após uma crise diplomática com a gestão Benjamin Netanyahu.
No fim de semana, o Itamaraty condenou os ataques e afirmou não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições ‘democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro.
“É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, informou a nota oficial.
A primeira postagem oficial de Raquel Lyra (PSD) sobre a convenção que homologará sua candidatura à reeleição expôs o momento político difícil vivenciado pela governadora às vésperas do evento. Na noite desta segunda-feira (27), ela publicou em suas redes sociais uma animação em que aparecem apenas sua foto e a de Priscila Krause (PSD), aparentemente confirmada na disputa pela reeleição como vice-governadora. A peça não apresenta nenhum pré-candidato ao Senado.
A forma como o conteúdo foi divulgado mostra que a indefinição entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), ambos postulantes a uma vaga de senador pela federação União Progressista, vem atrapalhando Raquel. A semana que antecede as convenções costuma ser dedicada à produção de materiais gráficos e peças de pré-campanha como a que a governadora postou, na qual todos os futuros candidatos deveriam aparecer definidos e juntos.
Temendo prejuízos à mobilização da militância, a equipe de Raquel, pelo visto, decidiu não esperar mais. Ainda há o risco de o impasse não se resolver a tempo da convenção da governadora, marcada para o próximo domingo (2), já que a União Progressista, embora avalie uma antecipação, segue com a homologação de suas candidaturas a senador, deputados estaduais e deputados federais agendada para 5 de agosto, três dias depois de Raquel virar oficialmente candidata.
A governadora ainda corre o risco de ter sua falta de traquejo político comparada à dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), que não conseguiram atrair partidos para suas coligações e promoveram convenções, neste fim de semana, sem nem mesmo anunciar seus candidatos a vice-presidente.
O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou para 16 de agosto, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o ato de abertura oficial da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A data – exatas duas semanas após a oficialização via convenção – pode coincidir com a realização do primeiro debate presidencial de 2026, na TV Band. As informações são da CNN.
O Grupo Bandeirantes de comunicação ainda negocia com as campanhas a data do debate e deixa em aberto a possibilidade de realização entre os dias 16 e 23 de agosto.
O PT tem adotado a estratégia de “jogar parado”, considerando o momento atual da campanha, em que a percepção é de que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem se ocupado com reações frente a diferentes crises que abateram a candidatura antes mesmo da oficialização no último sábado (25).
Com isso, Lula tem sido aconselhado a não ir, pelo menos por enquanto, aos debates. Na visão de interlocutores ouvidos pela CNN, o petista pode enfrentar um “4×1 desleal” frente aos quatro candidatos da direita. Para além de Flávio, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além do empresário Renan Santos (Missão) também estão na disputa presidencial e são esperados nos debates.
Entre os demais presidenciáveis, há quem avalie que seria melhor Lula ir aos encontros para que eles possam se unir para desgastar o atual mandatário e explorar as próprias campanhas como alternativa ao eleitorado que rejeita o PT. Ao mesmo tempo, eles também entendem que é possível fazer isso mesmo sem a presença de Lula.
Aliados do PT e que são da mesma ala que indicam que o petista não deve ir a debates também têm recomendado que Lula escolha viagens a dedo e até mesmo faça menos aparições e falas públicas.
A visão é de que não é preciso acelerar agendas porque as pesquisas estão positivas para a campanha de Lula. Ao mesmo tempo, falas públicas podem expor o presidente a riscos considerados desnecessários no momento.
A ideia é adotar o mote de que Lula é candidato a partir do dia 2 de agosto, mas que continua presidente. Com isso, o tempo para fazer campanha é menor que o dos outros candidatos, concentrando atos e agendas no período da noite ou aos finais de semana.
A convenção nacional do PSD oficializou, no domingo (26), a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República e de seu vice na chapa, Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda. O evento, em São Paulo, teve lideranças do partido, mas sem a presença da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, estadual do partido, evidenciando as diferentes estratégias eleitorais adotadas pelo PSD nos estados.
A ausência ocorre poucos dias antes da convenção estadual do PSD que oficializará sua candidatura em busca da reeleição e reforça a estratégia da governadora de, assim como fez na disputa de 2022, concentrar esforços na disputa pernambucana, sem nacionalizar seu posicionamento, mesmo que seu partido possua um nome para a corrida presidencial.
Para o cientista político Hely Ferreira, a estratégia pode trazer questionamentos sobre a relação entre a posição da governadora e a decisão tomada pelo próprio partido. Para ele, a estratégia que funcionou em 2022 pode não produzir o mesmo efeito na próxima disputa estadual.
“Se na eleição passada a postura funcionou, não significa que agora ela vai funcionar de novo em Pernambuco. O cenário era outro e outros fatores também facilitaram a postura de não deixar claro quem estava sendo apoiado.”
A posição de Raquel estaria em sintonia com o discurso adotado por Kassab desde que foi anunciado como companheiro de chapa de Caiado. Na ocasião, o dirigente evitou afirmar que a governadora apoiaria formalmente a candidatura presidencial do PSD em Pernambuco e afirmou que o partido respeitaria as “circunstâncias locais” de cada liderança, ressaltando que não haveria crise caso governadores construíssem alianças diferentes nos estados.
Na avaliação de Hely, porém, a situação ganha novos contornos com Kassab integrando a chapa presidencial. “Na hora em que você é filiado a um partido e não apoia o candidato, significa que está cometendo infidelidade partidária. Mesmo quando lideranças, e o próprio presidente Kassab, disseram que estariam liberados os apoio. Como vai ficar essa situação? O próprio partido tem uma governadora que não apoia seu candidato à Presidência da República?”, avalia o especialista.
O cientista político também afirma que a posição do PSD em relação ao governo federal contribui para alimentar esse debate. “O PSD joga dessa forma porque tem cargos dentro do governo Lula. Ao mesmo tempo em que lança um candidato de oposição à Presidência, mantém ministérios no governo federal. Como o partido quer ter credibilidade perante a população se o candidato faz oposição ao governo e, ao mesmo tempo, a legenda integra esse governo?”.
Hoje a legenda possui dois ministros na gestão do petista: Alexandre Silveira no comando de Minas e Energia, e André de Paula, em Agricultura e Pecuária.
Na avaliação dele, esse movimento reduz a capacidade de cobrança da direção nacional sobre seus próprios filiados. “A presidência nacional do partido não pode cobrar da governadora Raquel Lyra, nem dos demais filiados, uma posição clara e cristalina dentro do partido quando a própria legenda não abre mão dos cargos no governo federal.”
Segundo o cientista político, a ausência de lideranças nacionais na convenção também pode ser interpretada como um indicativo da estratégia adotada pelo partido. “A ausência de figuras do partido na convenção mostra o distanciamento que eles querem ter da própria candidatura oficial, entendendo que ela não tem, até o momento, força suficiente para ser competitiva. Se puderem se esconder e evitar a exposição, certamente irão fazer”, analisa.
O discurso da oposição
O “não posicionamento” da governadora tem sido alvo de críticas de seus principais adversários, como a base do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). Eles afirmam que, ao mesmo tempo em que Raquel Lyra agradece com frequência ao presidente Lula (PT) por investimentos em Pernambuco, evita dizer de forma clara quem apoiará na disputa presidencial. Segundo o discurso de seus opositores, essa postura esconderia seu verdadeiro lado.
Hely Ferreira avalia que a estratégia de neutralidade pode ser mais difícil de sustentar no atual cenário político. “Nos parece que a postura que o PSD tem adotado na política nacional é uma espécie de Diana do pastoril: quer ser cordão azul e vermelho ao mesmo tempo, quer agradar a dois senhores. Mas, na política, quem tenta se posicionar dessa forma geralmente pode sofrer desgastes, porque existe uma cobrança natural”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inorizou a crise com o presidente da Argentina, Javier Milei, ao ser questionado por jornalistas. “Quem é esse cara?”, respondeu Lula ao ser questionado sobre o presidente argentino.
“Como você viu essa história do Milei?”, perguntou o repórter Daniel Carvalho, da Bloomberg, enquanto Lula esperava o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Milei participou da convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República. Durante seu discurso na convenção, Milei fez ataques diretos a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. As declarações provocaram uma reação imediata do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e chamou Milei de “palhaço”.
O ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.
“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro da Fazenda. Antes do evento, integrantes do governo Lula afirmavam que não viam problema na presença de Milei em um ato partidário, mas avisavam que reagiriam caso o argentino fizesse comentários sobre temas internos do Brasil, como o sistema eleitoral, o governo federal ou autoridades brasileiras.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Mauro Vieira e embaixador em Buenos Aires, Júlio Bitelli, se reuniram na tarde desta segunda-feira (27) no Palácio do Itamaraty para uma primeira avaliação da situação da relação bilateral com a Argentina.
Segundo o ministério, a conversa durou cerca de 40 minutos e os dois voltarão a conversar quando o Mauro Vieira retornar da viagem a Lima, capital do Peru, onde representará Lula na posse presidencial de Keiko Fujimori, na terça-feira (28).
Discurso em evento do PL
Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do PL. Ele esteve em São Paulo para o evento.
Em um discurso inflamado, o presidente argentino fez críticas ao socialismo, valorizou a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”.
Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.
Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação.
No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou.
“Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.
Horas depois da declaração, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu às falas de Milei e afirmou que as declarações do presidente da Argentina sobre o ministro Moraes são uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.
“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.
A sucessão de agendas nacionais cumpridas por Marília Arraes nas últimas semanas revela um movimento político que vai além da disputa eleitoral em Pernambuco. Mesmo mantendo uma intensa agenda no estado, a pré-candidata ao Senado ampliou sua participação nas articulações nacionais do campo progressista e passou a ocupar espaços de destaque em convenções, encontros e atos políticos realizados em diferentes regiões do país.
Na Convenção Nacional do PDT, em Brasília, coube a Marília receber o presidente Lula na chegada ao evento, conduzi-lo ao palco e fazer a saudação que antecedeu seu discurso. Um gesto que, mais do que protocolar, evidencia o espaço de confiança e interlocução que ela vem construindo no cenário nacional.
Sua presença, em diferentes agendas, ao lado de lideranças como Juliana Brizola, Manuela D’Ávila, Leila Barros, Benedita da Silva e Martha Rocha também reforça uma característica cada vez mais evidente de sua atuação: a capacidade de estabelecer pontes entre diferentes gerações, forças políticas e regiões do país.