O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou para 16 de agosto, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o ato de abertura oficial da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A data – exatas duas semanas após a oficialização via convenção – pode coincidir com a realização do primeiro debate presidencial de 2026, na TV Band. As informações são da CNN.
O Grupo Bandeirantes de comunicação ainda negocia com as campanhas a data do debate e deixa em aberto a possibilidade de realização entre os dias 16 e 23 de agosto.
Leia maisO PT tem adotado a estratégia de “jogar parado”, considerando o momento atual da campanha, em que a percepção é de que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem se ocupado com reações frente a diferentes crises que abateram a candidatura antes mesmo da oficialização no último sábado (25).
Com isso, Lula tem sido aconselhado a não ir, pelo menos por enquanto, aos debates. Na visão de interlocutores ouvidos pela CNN, o petista pode enfrentar um “4×1 desleal” frente aos quatro candidatos da direita. Para além de Flávio, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além do empresário Renan Santos (Missão) também estão na disputa presidencial e são esperados nos debates.
Entre os demais presidenciáveis, há quem avalie que seria melhor Lula ir aos encontros para que eles possam se unir para desgastar o atual mandatário e explorar as próprias campanhas como alternativa ao eleitorado que rejeita o PT. Ao mesmo tempo, eles também entendem que é possível fazer isso mesmo sem a presença de Lula.
Aliados do PT e que são da mesma ala que indicam que o petista não deve ir a debates também têm recomendado que Lula escolha viagens a dedo e até mesmo faça menos aparições e falas públicas.
A visão é de que não é preciso acelerar agendas porque as pesquisas estão positivas para a campanha de Lula. Ao mesmo tempo, falas públicas podem expor o presidente a riscos considerados desnecessários no momento.
A ideia é adotar o mote de que Lula é candidato a partir do dia 2 de agosto, mas que continua presidente. Com isso, o tempo para fazer campanha é menor que o dos outros candidatos, concentrando atos e agendas no período da noite ou aos finais de semana.
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