Faltando dez dias para as eleições, o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini afirma que, independentemente do resultado das urnas, o partido “não pode deixar de planejar o futuro”. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele também defendeu que um eventual novo governo Lula (PT) reveja a relação com o sistema financeiro nacional.
“O PT não pode deixar de planejar o futuro. Tem que fazer um movimento de planejamento extremamente atencioso para tratar da questão digital, tem que pensar um modelo que não seja da superficialidade, e que seja capaz de atingir muita gente. E o governo deve pensar em uma nova forma de lidar com a questão do sistema financeiro”, afirmou Berzoini.
“O Brasil precisa ter taxas de juros amigáveis para nossa economia, para o consumidor e para quem quer produzir. Para isso, é preciso pensar esse modelo de metas de inflação, que cumpriu um papel na transição do começo para a segunda fase do Plano Real. Nesse momento, esse modelo tem uma meta de inflação irreal. Não adianta, você tem que colocar metas ambiciosas, porém realizáveis. Isso está fazendo com que o Banco Central pratique taxas de juros básicas de mais de 13%. O que, no balcão do banco, significa 25%, 30%, 50% ou até 100%. Precisamos repensar isso, inclusive do ponto de vista de finanças públicas. Porque se fala muito de resultado primário, mas o que é fundamental para a solvência do país é o resultado nominal, incluindo o custo da taxa de juros. É preciso ter a coragem de discutir. Podemos ter uma visão um pouco mais inteligente sobre metas de inflação”, completou o ex-presidente do PT.















