O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, em tom de brincadeira, que vai chamar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para conversar e criticou a taxa de juros. Lula firmou também que se o BC olhar para “pessoas como ele”, que foi metalúrgico, vai baixar taxa de juros.
O presidente comentava o fato de pessoas falarem que o governo só está preocupado com pessoas que estão enquadradas no programa CadÚnico. Nesse sentido, o presidente afirmou que está olhando, sim, para pessoas em categorias “médias”. As informações são do portal G1.
“Uma pessoa que ganha R$ 10 mil, R$ 9 mil, R$ 11 mil, se for uma pessoa muito equilibrada, ele tem um dinheirinho para pagar uma prestação de casa. E todo mundo quer trocar o aluguel por uma prestação de casa”, afirmou.
“Todo mundo quer trocar. As pessoas têm que ter uma chance só. E esse é o papel desse programa. É tentar criar condições para que as pessoas tenham uma casa, porque senão o cara, pô, esse Lula só governa para o CadÚnico. E eu, e eu, que sou metalúrgico, que sou torneiro mecânico igual a ele. Por que eu não tenho direito de ter uma casa?”, questionou.
Segundo Lula, foi a partir daí que eles pensaram em elevar o padrão dos programas habitacionais do governo, como “Minha Casa, Minha Vida” e “Reforma Casa Brasil”.
“A gente pensou em elevador o padrão e baixar a taxa de juro, gente. Veja que se o Banco Central olhar pra nós, vai baixar a taxa de juros. O Banco Central precisa olhar o que o Tesouro fez, o que o Planejamento fez aqui. Quando o Galipolo voltar da viagem dele da Europa, eu vou dizer, olha, os ‘meninos da gastança’ estão reduzindo dinheiro” declarou Lula.
O presidente não especificou exatamente sobre “os meninos da gastança”. O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,75% ao ano em março, foi o primeiro corte após quase dois anos. Essa não é o primeiro momento em que o presidente afirmar que os juros já poderiam estar em patamares menores no Brasil. Em março, Lula reclamou que a queda foi pequena e demonstrou insatisfação com o Banco Central.
As críticas de Lula com relação as decisões do Banco Central vêm ocorrendo deste quando assumiu o governo. A declaração foi dada durante reunião de anúncio de medidas econômicas para sustentar o crescimento habitacional.
A Prefeitura de Itaíba deu mais um passo importante na ampliação da atenção básica ao autorizar a construção de um novo posto de saúde, no Alto do Dema. A ordem de serviço foi assinada ontem, pelo prefeito Pedro Pilota, marcando o início de uma obra aguardada há anos pela comunidade. “Foi uma promessa e um pedido da população. Hoje estamos realizando esse sonho e seguimos firmes para tirar do papel obras que a nossa gente tanto precisa”, afirmou o gestor.
O cenário político do Sertão do Moxotó ganhou um novo capítulo com a filiação do ex-prefeito de Inajá, Leonardo Martins, ao Podemos. O ato foi carimbado pelo presidente estadual da legenda, Marcelo Gouveia, consolidando a expansão do partido no interior de Pernambuco. A chegada de Leonardo traz um grande diferencial pelo trabalho realizado por sua gestão, que transformou Inajá com obras estruturadoras e ações que colocaram o município em outro patamar. Além disso, Leonardo é o único ex-gestor na história de Inajá a ter todas as suas prestações de contas aprovadas pelo TCE-PE e pela Câmara de Vereadores.
Durante o encontro, Leonardo Martins ressaltou que sua decisão foi pautada pela admiração à trajetória de Marcelo Gouveia na defesa dos municípios. “Marcelo tem sido uma voz incansável pelo municipalismo em nosso estado. Essa é uma pauta que me interessa diretamente, pois acredito que é fortalecendo as prefeituras que conseguimos, de fato, transformar a vida das pessoas e elevar a qualidade dos serviços públicos em Inajá e todo sertão”, destacou Leonardo. Com o aval da cúpula estadual, o ex-prefeito se posiciona como um dos principais nomes do Podemos na região, unindo ficha limpa e articulação política.
O embaixador da colônia pernambucana em Brasília, meu amigo Aristeu Plácido, será homenageado pela Câmara Municipal de Caruaru com a concessão do título de cidadão caruaruense. A honraria será entregue no próximo dia 24 de abril, às 20h, em solenidade no plenário da Casa Jornalista José Carlos Florêncio, sede do Legislativo municipal. O reconhecimento destaca a trajetória e os serviços prestados pelo homenageado, reunindo convidados e autoridades para celebrar a ocasião.
A comunidade da Cocota, em Ponta de Pedras, conta agora com uma nova escola municipal padrão, inaugurada oficialmente na última segunda-feira. Com 2.400 m² de área construída e funcionamento em tempo integral para o Ensino Fundamental II, a unidade amplia a oferta educacional na região e marca um novo modelo de escola na rede municipal de Goiana.
A escolha do nome da nova unidade escolar do município homenageia a professora Edjanéte Maria Valença da Silveira, educadora reconhecida pela atuação na escola pública e pela dedicação à formação de crianças e adolescentes, dialogando com seu legado ao adotar uma proposta voltada à educação integral, mais humana, inclusiva e voltada para o futuro.
A inauguração reuniu moradores da comunidade, pais e mães de alunos, estudantes, vereadores, familiares e amigos da homenageada, secretários municipais, políticos e profissionais da educação de todo o município. Ao final da cerimônia, foi realizado o corte simbólico da fita, o descerramento da placa e a visita guiada aos espaços, permitindo que a população conhecesse, em detalhes, a nova escola que passa a fazer parte da vida da comunidade.
O advogado e analista político Melillo Dinis costuma classificar o Supremo Tribunal Federal (STF) como “um conjunto de onze ilhas que de vez em quando formam um arquipélago”. Atualmente, o Supremo está somente com dez ministros. Melillo lá esteve na semana passada.
Ele é advogado do Instituto Kabu, que representa o povo kaiapó e agora está na causa em torno da Ferrogrão. E sentiu o clima pesado. “O arquipélago faleceu. Se as ilhas pareciam se unir de vez em quando, neste momento isso não existe mais”, observa. A crise do Master elevou de tal forma a temperatura que agora os ministros parecem exercer como nunca suas individualidades. Sempre foram ilhas; agora, tornaram-se muito mais.
Há alguma saída para essa situação? “Não tem saída”, avalia Melillo. “Só tensão e tentação”. A forma como a ministra Carmen Lúcia, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sentiu-se agredida com as críticas que foram feitas à decisão da Justiça Eleitoral quanto à forma como conduziu a questão das eleições para governador-tampão do Rio de Janeiro quebrou uma aliança que havia, especialmente na Primeira Turma.
O atual momento isola Cármen Lúcia e o presidente do STF, Edson Fachin, a partir de sua ideia de criação de um código de ética para os magistrados. Em outros tempos, muito provavelmente o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pedindo o indiciamento de três ministros do STF – Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gimar Mendes – uniria imediatamente os demais numa resposta corporativa da Corte. A nota de repúdio do presidente do STF, Edson Fachin, só foi divulgada já na noite de terça.
O que acontece é que, no íntimo, há hoje reprovação dentro da Suprema Corte à forma como alguns ministros se comportam. A farra das caronas de jatinhos e festas constrange quem não participa disso e gera reação dos demais. A verdade é que a crise que estoura agora já era algo percebido há 30 anos. Em 1996, Melillo foi um dos organizadores de um livro sobre o tema.
O livro foi publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com artigos que discutiam a necessidade de uma profunda reforma do Judiciário. Se chama “Ética, Justiça e Direito – Reflexões sobre a Reforma do Judiciário”. E já defendia que os ministros deveriam passar a ter mandato.
Melillo defendia mandato de dez anos. PEC do deputado Luciano Ducci (PSB-PR), como mostramos aqui no Correio Político, propõe 12 anos. Hoje, um ministro pode ficar até 40 anos no STF. Outro ponto que os textos do livro de 1996 já discutia era a forma de indicação dos ministros.
Hoje, são indicados somente pelo presidente da República com aprovação e sabatina do Senado. É outro ponto abordado na PEC de Ducci: um modelo de indicação compartilhada entre os poderes e com nomes escolhidos a partir de uma lista tríplice produzida por ainda outras instituições.
Entre os pontos que já eram discutidos no livro da CNBB de 1996 estava também a criação de um código de ética e conduta para os senhores supremos. O ponto que hoje mais gera as desavenças na Corte. Reações que vêm – o que, é claro, não surpreende – mais exatamente daqueles que mais têm hoje questionadas certas atitudes suas.
Uma proposta ali discutida concretizou-se: a criação de um espaço de controle da atividade jurídica, uma espécie de controladoria da Justiça. Tal instrumento foi criado. É o atual Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem essa tarefa de controle e acompanhamento. Mas que no próprio STF dificilmente toca.
E já propunha também uma reestruturação da Justiça, talvez com a criação de novas instâncias. Hoje, o STF está entupido de julgamentos de temas coletivos que não exatamente constitucionais. A forma como virou tribunal penal por conta das prerrogativas de foro é outro ponto que atiça as vaidades.
Pesquisa Quaest, divulgada hoje, mostra o presidente Lula (PT) com 37% de intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 32% no 1º turno das eleições para a Presidência em 2026. As informações são do portal G1.
O pré-candidato do PSD Ronaldo Caiado aparece em terceiro lugar com 6%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) teve 3% das citações, o que o deixa em empate técnico com Caiado, pois a diferença entre os dois está dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.
Em março, a Quaest testou cenários com diferentes pré-candidatos, entre eles Eduardo Leite e Ratinho Junior (ambos do PSD), que saíram da disputa. Na época, os percentuais de intenção de voto de Lula variaram entre 36% e 39%. Os de Flávio, entre 30% e 35%.
Agora, em abril, além de Lula, Flávio, Caiado e Zema, foram citados na pesquisa os pré-candidatos Aldo Rebelo (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP).
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.
Amanhã, vivo um momento especial da minha trajetória: recebo, em Triunfo, o título de cidadão triunfense, em sessão solene marcada para as 19h, no plenário da Câmara Municipal. A homenagem, proposta pelo vereador José Carlos Solon, me toca de forma particular pelo reconhecimento à minha caminhada na comunicação e, sobretudo, pelos laços que construí com uma das cidades mais simbólicas do Sertão pernambucano.
Triunfo, com sua história, tradição e importância cultural, sempre ocupou um lugar especial no meu olhar como jornalista. Ser acolhido oficialmente como filho da terra é uma distinção que carrego com gratidão e respeito à sua gente. O reconhecimento me honra e reforça ainda mais a minha ligação com o Sertão.
Faltam apenas 32 dias para o start das comemorações dos 20 anos deste blog: o jantar de adesão no restaurante Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa. Depois, teremos o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, no dia 13 de junho, uma forma de valorizar e prestigiar a grande massa de leitores do Interior.
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O terceiro será um jantar de adesão em Brasília, promovido em conjunto com a tradicional Confraria do Blog Candanga, à frente o meu amigo Aristeu Plácido Júnior, embaixador de Pernambuco na capital federal. Vamos reunir autoridades federais e a grande colônia nordestina na corte.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que organizasse um jantar com senadores para intensificar o corpo-a-corpo para aprovar a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para a vaga de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula pediu que Alcolumbre reúna os senadores em um jantar na residência oficial do Senado Federal. A indicação de Messias, que hoje comanda a Advocacia-Geral da União está sendo relatada pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A sabatina deve ser realizada em 29 de abril. As informações são do blog do Camarotti.
“Qual sua agenda?”, quis saber Lula, segundo relatos. “Se o senhor ficar perguntando da minha agenda eu também vou querer saber da sua”, respondeu Alcolumbre em tom de brincadeira. O presidente do Senado ainda sugeriu que Lula chamasse os senadores para um jantar no Alvorada.
O pedido foi feito ontem, no Palácio do Planalto, quando Alcolumbre esteve para participar da solenidade de posse do novo ministro das Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães (PT). A posse de Guimarães marcou a volta de Alcolumbre a um evento na sede do Poder Executivo.
O presidente do Senado não pisava no Planalto há tempos. A ida ocorreu após Guimarães convidá-lo pessoalmente para sua posse. Lula já queria marcar o jantar com senadores nesta semana. Mas o presidente do Senado disse que já tinha uma agenda de jantar para esta quarta. Amanhã, Lula embarca em uma viagem internacional, ele terá agendas na Europa durante o feriadão de Tiradentes.
Avante avalia candidatura de Cury, mas segue alinhado a Lula, diz Waldemar Oliveira
A entrevista de ontem do novo líder do Avante na Câmara, Waldemar Oliveira, ao podcast Direto de Brasília, trouxe à tona o debate interno do partido sobre a possibilidade de lançamento de uma candidatura própria à Presidência da República, ao mesmo tempo em que mantém alinhamento com o presidente Lula.
Waldemar confirmou que foi o responsável por apresentar o psiquiatra e escritor Augusto Cury ao presidente nacional da sigla, Luís Tibé. Segundo ele, o nome do intelectual está sendo discutido como pré-candidato. “Ele (Tibé) está com essa ideia de lançar o nome (de Cury) como pré-candidato a presidente da República e ver o que a população acha dessa possibilidade”, afirmou, acrescentando que a iniciativa partiu de uma aproximação construída ao longo dos últimos anos.
Ao comentar o perfil de Cury, o deputado destacou a formação acadêmica e o posicionamento do possível candidato. “É uma pessoa muito culta, muito inteligente, muito preparado, com doutorado, diversos livros escritos, professor universitário. É um cara extremamente equilibrado, que não é radical e não gosta de radicalismo”, disse. Em outro momento, voltou a mencionar o ambiente político atual para justificar a discussão em torno de novos nomes. “O Congresso e o Brasil estão precisando de muita razoabilidade, de pessoas equilibradas”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, o ambiente de polarização tem prejudicado o debate legislativo. “Às vezes a gente está no Congresso discutindo um projeto de lei de direito ambiental, meio ambiente, e vem alguém para dizer que Lula é presidiário e o outro para dizer que Bolsonaro é homicida. Isso não tem nada a ver com o projeto de lei”, declarou. Ele relatou ainda que já defendeu maior controle sobre esse tipo de intervenção em plenário. “Se você está ali para discutir a questão do projeto de lei, você tem que discutir essa questão”, completou.
Apesar da possibilidade de candidatura própria, Waldemar reafirmou que o partido segue alinhado ao presidente da República. “A gente está alinhado com a reeleição do presidente Lula”, disse, destacando que a decisão final sobre eventual candidatura do Avante ainda dependerá de avaliação interna e do cenário político.
Sobre a viabilidade do nome de Cury, o líder do Avante indicou que o desempenho em pesquisas será determinante. “Vai ser feita uma pesquisa, ele vai analisar se realmente vale a pena ou não a candidatura. Acho que a tendência natural é que, se ele crescer nas pesquisas, ele seja candidato. Senão, acho que ele vai fazer como o Janones fez, retirar a candidatura”, afirmou, ao lembrar o movimento do ex-correligionário em 2022.
Waldemar também comentou o cenário nacional e admitiu dúvidas sobre a candidatura de Lula à reeleição, citando fatores como idade e o desgaste de uma campanha presidencial. “O presidente já foi candidato diversas vezes, está com 80 anos de idade, indo para 81. Acho que já prestou o seu serviço à nação. Não sei se ele realmente vem candidato. Eu tenho dúvida. Se eu fosse ele, eu iria descansar”, declarou. Em seguida, ponderou: “Mas, para derrotar o Flávio Bolsonaro, teria que ser o presidente (Lula). Senão facilita a vida do Flávio”.
No plano estadual, o deputado avaliou que a disputa em Pernambuco, concentrada entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), tende a ser definida ainda no primeiro turno. “Acho que a eleição em Pernambuco vai ser dura. Vejo Raquel crescendo e João caindo. Acho que não está decidida, mas que pode ser decidida no primeiro turno sim”, afirmou. Segundo ele, o Avante está alinhado com a governadora Raquel Lyra e participa das articulações para a formação da chapa majoritária.
“Esqueceu dos colegas milicianos” – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, ontem, que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) se “esqueceu dos seus colegas milicianos” no relatório da CPI do Crime Organizado. “Quando vi o meu nome inserido nessa tal lista de indiciados por parte do senador relator deste caso, eu disse: é curioso. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus”, afirmou. O comentário foi feito após o senador propor o indiciamento de Gilmar, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Dino diz que foi ‘irresponsabilidade e erro’ – O ministro Flávio Dino (STF) também reagiu ao pedido de indiciamento dos colegas. Ele classificou como um “gigantesco erro histórico” a tentativa de apontar a Corte como “o maior problema nacional”. “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros”, disse. “É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, pontuou Dino.
Reação dos procuradores – A Associação Nacional dos Procuradores se insurgiu às imputações da Comissão Parlamentar de Inquérito, que atribui ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, “inércia”, “desídia” e “blindagem” de ministros do Supremo Tribunal Federal. O órgão rebateu as conclusões e afirmou que “não há qualquer cenário de omissão institucional” por parte do PGR e que “as investigações mencionadas seguem em regular andamento no âmbito da Polícia Federal”.
“Todo mundo passando dos limites” – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que o País vive “uma agressão permanente às instituições republicanas”. Durante a posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, ele reclamou de “agressões” aos Três Poderes em um momento em que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos do Legislativo e do Executivo são ligados ao escândalo do banco Master. “Está muito bom agredir as instituições republicanas, seja do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. Está todo mundo passando dos limites institucionais que norteiam a boa convivência na relação republicana”, afirmou.
Colapso no metrô do Recife – O deputado federal Pedro Campos (PSB) denunciou, ontem, mais um colapso no sistema metroviário do Recife. Durante a manhã, as linhas Centro e Sul ficaram paralisadas devido a problemas de energia, afetando a rotina de milhares de usuários que dependem do transporte público na Região Metropolitana. Para o deputado, a proposta de condicionar investimentos de cerca de R$ 4 bilhões à concessão do sistema não atende à urgência do problema. “Prometem bilhões apenas após a privatização, mas, no presente, oferecem trens antigos. A população precisa de investimento imediato, porque depende do metrô para viver e trabalhar”, declarou. As informações são do blog da Folha.
CURTAS
RELATÓRIO REJEITADO – Ao fim do dia, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator dos trabalhos. O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4. O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR).
ÔNIBUS NAS ELEIÇÕES – Os eleitores da Região Metropolitana do Recife terão direito ao transporte gratuito de passageiros nas linhas de ônibus sob concessão do Grande Recife Consórcio de Transporte nas Eleições 2026, tanto no 1º quanto no 2º turno, no próximo mês de outubro. A medida atende à solicitação da Presidência do Tribunal Regional de Pernambuco (TRE-PE) e foi informada à Justiça Eleitoral ontem pelo governo do estado, responsável pelo Grande Recife Consórcio.
ÔNIBUS NAS ELEIÇÕES II – O TRE-PE também enviou às Prefeituras de Caruaru (Agreste), Petrolina (Sertão) e Garanhuns (Agreste), todas cidades com sistema de transporte público pelo regime de concessão, o pedido para que fossem incluídas as previsões, nas respectivas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), dotações orçamentárias para viabilizar a gratuidade de passagens de ônibus para as eleições deste ano.
Perguntar não ofende: Quem herda o lugar de Lula se ele não for candidato?
A diretoria da Sociedade Teatral de Fazenda Nova – Nova Jerusalém (STFN) foi recebida pelo prefeito de Gramado, Nestor Tissot, e pela presidente da Gramadotur, em reunião que tratou da realização do espetáculo na Serra Gaúcha, em abril de 2027. A proposta prevê a encenação um mês após a temporada tradicional de Nova Jerusalém, em Pernambuco.
Participaram do encontro Lissandro Lamarque, diretor da SETUR Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul; a presidente da Gramadotur Rosa Helena Pereira Volk, Thiago Samejima, diretor da ParksNet; e Alexandre Lima, da Nordeste Sul Turismo. A STFN, presidida por Robinson Pacheco e com direção administrativa de Robinson Pacheco Filho, avalia a expansão como estratégica para ampliar o alcance nacional do espetáculo.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) utilizou as redes sociais, nesta terça-feira, para denunciar mais um colapso no sistema metroviário do Recife. Durante a manhã, as linhas Centro e Sul ficaram paralisadas devido a problemas de energia, afetando a rotina de milhares de usuários que dependem do transporte público na Região Metropolitana.
Na avaliação do parlamentar, a situação evidencia a precariedade do sistema, marcada por falhas recorrentes, dificuldades de manutenção e falta de investimentos imediatos. Pedro Campos também criticou a atuação conjunta do Governo Federal e do Governo de Pernambuco, afirmando que as decisões recentes não têm priorizado as necessidades da população. As informações são do Blog da Folha.
Para o deputado, a proposta de condicionar investimentos de cerca de R$ 4 bilhões à concessão do sistema não atende à urgência do problema.
“Prometem bilhões apenas após a privatização, mas, no presente, oferecem trens antigos. A população precisa de investimento imediato, porque depende do metrô para viver e trabalhar”, declarou.
O parlamentar questiona o modelo adotado, que prevê aportes significativos apenas nos primeiros anos de operação privada, dentro de um contrato com duração de três décadas. Segundo ele, há um descompasso na condução do tema, especialmente quando comparado a outros estados que já receberam investimentos em sistemas semelhantes.
Pedro Campos também criticou o anúncio de utilização de trens antigos, oriundos de outros estados, destacando que os equipamentos apresentam sistemas inferiores aos já utilizados no Recife e ainda enfrentam atrasos na entrega.
Para o deputado, é necessário que os recursos sejam aplicados de forma imediata, independentemente do modelo de gestão adotado. Ele defende que a população não pode aguardar a conclusão do processo de concessão para ter acesso a um serviço de transporte mais eficiente e adequado na Região Metropolitana do Recife.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou, na noite desta terça-feira (14), relatório a favor da escolha do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma vaga como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O AGU passará por sabatina- questionamento dos senadores- na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 29 de abril. Nessa mesma data, o plenário do Senado vai votar a nomeação. Para passar, ele precisará receber ao menos 41 votos favoráveis dos senadores para se tornar ministro do STF. As informações são do g1.
A vaga aberta na corte é a deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.
“Como Advogado-Geral da União, sua atuação se destaca pelo perfil conciliador e de diálogo com os diferentes setores. Sob sua liderança, a AGU posicionou a conciliação como uma política de Estado, priorizando a segurança jurídica por meio da realização de acordos judiciais e extrajudiciais”, disse Weverton em seu parecer. No parecer, o relator aponta que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exercem atividades, públicas ou privadas, relacionadas ao seu trabalho- nepotismo.
O senador citou a atuação de Messias como AGU no Novo Acordo do Rio Doce, sobre reparações do rompimento da barragem do Fundão, e resolução de “conflito territorial de 40 anos entre quilombolas e o Centro de Lançamento [de Alcântara], evitando condenação na Corte Interamericana”.
Apesar de ter nomeado Messias em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só formalizou a mensagem ao Senado no início deste mês.
Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), patrocinou, nos bastidores, a indicação de um aliado seu para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que também já presidiu o Congresso.
Após a indicação de Messias, Alcolumbre chegou a marcar a sabatina para dezembro de 2025, mas, como o governo não havia ainda enviado oficialmente o nome do AGU para o Senado, a sessão foi cancelada. Agora foi remarcada para 29 de abril.
Alcolumbre chamou de “perplexidade” a demora do governo para enviar a mensagem.
No mesmo dia em que Alcolumbre destravou a sabatina — um gesto de apoio à base do governo —, também sinalizou para a oposição, ao agendar a votação do veto ao projeto da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nas depredações de 8 de janeiro de 2023.
A votação do Messias será um dia antes da análise do veto, marcada para dia 30 deste mês.
Jorge Rodrigo Araújo Messias comanda a Advocacia-Geral da União desde o início do terceiro mandato de Lula e tem bom trânsito com ministros do STF pela longa atuação na Corte. Ele é evangélico, tem 46 anos e é natural de Pernambuco. Foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional.
No governo Dilma Rousseff, atuou como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, e foi subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.
Disputa interna no STF Nos bastidores do tribunal, diferentes grupos estão trabalhando para aprovar o nome de Messias. Segundo aliados dele, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estão empenhados nisso.
E já há uma disputa de grupos na Corte para que, se Messias for mesmo aprovado e virar ministro, vote com um dos respectivos grupos a depender dos temas de interesse de cada um.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, quer entrar com uma representação criminal contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na Procuradoria-Geral da República.
O pedido de indiciamento apresentado por Vieira contra ministros da Corte provocou forte reação pública de ministros e também nos bastidores do Supremo. Integrantes do tribunal relatam irritação e classificam a iniciativa como uma escalada de tensão institucional.
Nesta terça-feira (14), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou por 6 votos a 4 o relatório final apresentado pelo senador, relator dos trabalhos.
O texto pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do procurador-geral da República (PGR) Paulo Gonet. Vieira apontou que há indícios de crimes de responsabilidade.
Reservadamente, uma ala do STF passou a discutir alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano. A avaliação é que o movimento de Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente membros da Corte.
O caso aprofunda o clima de confronto entre setores do Legislativo e do Judiciário em meio ao ambiente pré-eleitoral.
A derrota de Vieira na CPI foi selada após uma manobra que alterou a composição da Comissão horas antes da votação, trocando três membros titulares.
Se Gilmar Mendes confirmar o pedido e a representação for adiante, quem deve discutir o caso é a Primeira Turma do STF (ministro decano está na segunda turma). Vale ressaltar que é a própria Corte quem julga a denúncia.
Gilmar afirmou nas redes sociais que “CPI não tem base legal para pedir indiciamento de ministros” e, durante sessão da 2ª Turma, chamou o relatório de “proposta tacanha”.
Segundo o ministro, eventuais excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade. Reservadamente, uma ala do STF discute alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano, avaliando que Vieira cruzou uma linha ao mirar diretamente membros da Corte.
O deputado Odair Cunha (PT-MG) foi eleito pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira para ser o próximo ministro do Tribunal de Contas da União com 303 votos em uma eleição acirrada que se definiu apenas nos momentos finais da apuração. Sua indicação ainda deve ser referendada pelo Senado.
A vitória de Cunha, além de representar uma vitória para o governo, também reforça, para aliados, a capacidade de articulação de Motta na Casa, que vinha sendo posta em xeque depois de episódios no ano passado, como a ocupação da Mesa Diretora por membros da oposição. As informações são do jornal O GLOBO.
Com o desgaste da imagem do presidente da Casa, a eleição para o tribunal de contas passou a ser vista por parlamentares como uma espécie de “prévia” das eleições para a Presidência da Câmara no ano que vem, em que Motta deve tentar se reeleger. Caso o deputado paraibano não conseguisse articular apoio suficiente a Odair, segundo aliados, sua perpectiva de manter o cargo em 2027 poderia ficar ameaçada.
Com 49 anos e advogado de formação, o petista ocupará uma vaga na Corte até 2051, quando completará 75 anos — idade limite para ministros. Ele sucederá Aroldo Cedraz, que se aposentou em fevereiro deste ano.
O TCU é um órgão técnico que ficaliza a aplicação do dinheiro público federal. Dentre outras atribuições, ele pode auditras e julgar as contas de gestores, examinar licitações e obras públicas. Muitas delas, por exemplo, recebem dinheiro de emendas destinadas por deputados, sendo essa uma das preocupações de parlmentares com a composição do colegiado, especialmente em um momento em que correm em diferentes instâncias uma série de investigações acerca da destinação desses recursos.
Odair contou com o apoio de diversos partidos, incluindo a bancada do PT e o Republicanos, sigla de Hugo Motta, presidente da Câmara. A escolha de seu nome fez parte de um acordo firmado com petistas ainda em 2024, quando deputados do partido apoiaram a eleição de Motta ao comando da Casa.
Segundo o próprio eleito afirmou durante sabatina, ele ingressou na Ordem dos Advogados do Brasil no mesmo ano e iniciou a carreira atuando como advogado, além de ter exercido funções como procurador municipal, assessor jurídico e consultor jurídico de câmaras municipais em Minas Gerais.
Com trajetória de mais de duas décadas na vida pública, ele atualmente cumpre seu sexto mandato como deputado federal. Também foi secretário de Estado de Governo em Minas Gerais e manteve interlocução com tribunais de contas, o que, segundo ele, contribuiu para sua compreensão do papel dessas instituições no aperfeiçoamento da gestão pública.
Apesar da vitória, o caminho não foi simples. Partidos de oposição, como o PL, afirmaram desde o início das articulações que não integravam o acordo e não apoiaram o candidato do governo. A oposição lançou múltiplas candidaturas: Soraya Santos (PL-RJ), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Nos dias que antecederam a votação, houve tentativas de unificar a oposição em torno de um único nome para enfrentar o petista. A articulação, no entanto, não prosperou completamente e houve candidatos que decidiram manter suas campanhas, o que resultou na pulverização dos votos contrários — cenário que favoreceu Cunha.
Soraya Santos, candidata pelo PL, foi uma das que abdicou de sua candidatura para tentar angariar votos contrários a Odair. Adriana Ventura, candidata pelo partido Novo, também acabou desistindo de concorrer horas antes da eleição. Ambas, mesmo com a retirada das candidaturas, receberam votos.
O processo da eleição se estendeu por mais horas, om discursos em plenário e articulações de última hora nos bastidores. Logo antes dos discursos acabarem, deputados já faziam filas em frente às cabines de votação para registrar seus votos. O anúncio do placar só foi divulgado oficialmente pelo presidente Hugo Motta às 21h10.
Elmar Nascimento ficou em segundo lugar, com 96 votos. Na sequência, Danilo Forte (27), Hugo Leal (20), Gilson Daniel (6), Soraya Santos (3) e Adriana Ventura (1).
Sabatina da CFT e defesa das emendas
Na véspera, os candidatos passaram por sabatina na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Em sua fala, Cunha buscou se apresentar como um nome de perfil institucional e afastar a ideia de alinhamento automático ao governo, afirmando que foi apoiado por uma série de partidos diferentes.
O deputado também dedicou parte relevante da exposição ao tema das emendas parlamentares, ponto sensível na relação entre Congresso e órgãos de controle. Disse que as emendas são “instrumento legítimo e essencial” e defendeu que o TCU atue de forma a reconhecer sua importância dentro do orçamento público, além de adotar uma atuação mais preventiva e orientadora.
— O bom controle orienta e não paralisa — declarou.
A ênfase no tema ocorre em meio a uma expectativa, sobretudo entre partidos do centrão, de que o indicado da Câmara ao TCU atue como um defensor das prerrogativas do Parlamento, especialmente no que diz respeito à execução de emendas e ao controle do orçamento. Nos bastidores, parte desses grupos via Cunha com ressalvas, por não considerá-lo um nome naturalmente alinhado a esse perfil mais “corporativista”.
Mesmo assim, Cunha conseguiu construir maioria.
Nos bastidores, parlamentares de diferentes partidos, inclusive alguns que declararam voto contrário, avaliaram a vitória como uma demonstração de força política e capacidade de articulação de Hugo Motta dentro da Câmara. Um dos receios do presidente da Casa era colocar a candidatura em votação e sofrer uma derrota, o que poderia enfraquecer sua liderança.
O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para a redução da jornada de trabalho. A mensagem da Presidência foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta terça-feira (14).
Segundo a Casa Civil, um pedido para que a proposta tramite em regime de urgência será protocolado nesta quarta-feira (15). A pauta da Congresso pode ser travada em 45 dias caso o texto com urgência constitucional não seja votado. As informações são da CNN.
O projeto tem sido defendido pelo governo federal de forma estratégica em ano de eleição. A ideia é acelerar a tramitação no Congresso onde, atualmente, o texto está em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) defendia que a votação do texto ocorresse via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que vai contra o desejo do governo. Na semana passada, ele chegou a dizer, inclusive, que o Executivo tinha desistido de enviar um novo projeto, o que desagradou integrantes do Planalto.
O enviou do projeto com urgência foi “pacificado” durante almoço nesta terça-feira (14), no Palácio do Planalto. Estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta e o novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
Atualmente, tramitam na Câmara PECs (Propostas de Emenda à Constituição) para o tema. Mas o projeto de lei com urgência é visto pelo Planalto como uma maneira de garantir o avanço da medida e facilitar o caminho para aprovação. Um PL requer menor número de votos que uma PEC.
Como mostrou a CNN, Lula e o núcleo próximo ao presidente deseja oficializar o fim da escala 6×1 em 1º de maio, Dia do Trabalhador. A ideia é realizar um evento com apoiadores e o tradicional pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar a entrega.
Apesar do envio do PL, segue marcada para quarta-feira (15) sessão para análise da PEC na CCJ. Como antecipou a CNN, o relator do texto, deputado federal Paulo Azi (União-BA), votará pela admissibilidade do texto no colegiado.