UOL
Documentos do governo de Donald Trump e do Congresso americano, obtidos pelo UOL, citam o lobby feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades dos Estados Unidos por sanções ao ministro Alexandre de Moraes e revelam detalhes do fundo secreto de US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 5 milhões na cotação de ontem) liberado por Washington para financiar ações contra o STF (Supremo Tribunal Federal).
Batizado de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (algo como “Enfrentando o lawfare e a censura no Brasil”), o programa foi patrocinado pelo Departamento de Estado e os recursos liberados no último dia 30, cinco dias antes do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. Irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputará o segundo turno contra o presidente Lula (PT).
Leia maisProcurado pelo UOL, o Departamento de Estado não respondeu à reportagem sobre quem são os destinatários finais dos recursos. A reportagem apurou que a identidade dos beneficiários — que já teriam sido definidos — é mantida sob sigilo até de membros do Congresso dos EUA e de servidores públicos que normalmente têm acesso a esse tipo de informação.
Informações contidas nos documentos descrevem o fundo como uma ferramenta para “apoiar a sociedade civil para combater o ativismo judicial excessivo e a censura no Brasil”. Ambos mencionam o valor de US$ 1 milhão.
Ao explicar o projeto, um dos documentos afirma que “o prêmio visa mirar o Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) e a percepção de que a Corte está atacando a liberdade de expressão nos EUA”. Ele menciona ordens para “remoção de uma publicação sobre Trump” nas redes sociais, em possível referência às decisões judiciais do inquérito das fake news, relatado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, e que atingiram residentes dos EUA.
Na sequência, o documento cita nominalmente a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra Moraes. “O deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, está fazendo lobby junto ao governo dos EUA para que sanções sejam impostas ao ministro Moraes”, diz.
Leia menos

















