O eleitorado de Pernambuco já mostrou que é independente em 2022, quando votou em Raquel, mesmo Lula tendo apoiado Danilo Cabral no primeiro turno e Marília Arraes no segundo.
Mas a vinculação do nome do ex-prefeito do Recife ao do presidente da República pode ajudar o filho de Eduardo Campos em sua caminhada.
Quatro anos atrás o apoio do petista a Danilo e depois a Marília foi protocolar.
O candidato do PSB nunca esteve bem situado nas pesquisas e terminou a eleição em quarto lugar.
Com alta rejeição, nem dois lulas para salvar Danilo.
Marília liderou as pesquisas até a realização do primeiro turno. Mas a morte de Fernando, esposo de Raquel, no dia da eleição, mudou tudo em Pernambuco.
A comoção mudou a vontade do eleitor e quando os pernambucanos foram votar pouco se lembraram de Lula, preferindo se solidarizar com a viúva.
Esta campanha de 2026 tem aspectos diferentes.
O vídeo que Lula gravou deixa claro que o presidente está sintonizado com o PSB e João Campos.
Ele até, em sua fala, lembrou a relação histórica com o Partido Socialista, citando os nomes (acompanhados de imagens) de Miguel Arraes e Eduardo Campos.
Nesse contexto, o petista é um aliado importante, até porque em Pernambuco terá mais que o dobro de votos do candidato da direita.
Raquel, por seu lado, se vinculou demais a bolsonaristas e não tem mais como se afastar deles.
Enquanto João está com Lula e tem Marília e Humberto para o senado, Raquel tem no palanque figuras como Mendonça Filho, Miguel Coelho, Dudu da Fonte e Clarissa Tércio.
Túlio Gadelha, uma “invenção” para dar um verniz de esquerda à chapa governista, não colou.
O deputado patina nas pesquisas e o discurso, que soa artificial e incoerente, é detonado com força nas redes pelos eleitores de esquerda, sem que a direita o defenda.
Lula, no momento, está melhor situado nas pesquisas do que quatro anos atrás.
Se a situação permanecer como está pode vencer com uma vantagem muito maior, com chances até de liquidar a fatura no primeiro turno.
Tudo isso beneficia João Campos, que além do apoio do presidente lidera com folga no Recife e é herdeiro político de Arraes e Eduardo.
Raquel vai fazer o quê? Falar mal do presidente? É improvável.
Apoiar o candidato do seu partido, Ronaldo Caiado? Isso seria péssimo para a governadora.
Possivelmente vai ficar se equilibrando no discurso da neutralidade, fazendo o discurso administrativo e culpando o PSB até pelo dilúvio que levou Noé a construir a famosa arca.
O problema é que ela já foi do PSB e o discurso de eficiência administrativa é demolido toda vez que cai um teto de um hospital ou quando um desses são invadidos por ratos e muriçocas.
Malditos pernilongos, mamíferos asquerosos, no mínimo estão em conluio com os petistas e os socialistas!
A cada ano que passa, assistimos com tristeza ao lento processo de descaracterização das festas juninas no Nordeste. Movidos pelo modismo passageiro, pelo pragmatismo de mercado e por interesses eleitoreiros, muitos prefeitos transformaram o São João em uma simples festa de entretenimento. Enchem os palcos com rock, pagode, funk e outros ritmos que pouco ou nada têm a ver com nossa cultura.
Pior ainda: pagam a esses artistas cachês vultosos, que podem chegar perto de R$ 2 milhões. Enquanto isso, viram as costas para a autêntica identidade nordestina. Tristemente, deixam morrer o forró pé de serra, o baião, o xote, o xaxado e o coco — gêneros musicais que constituem nosso verdadeiro patrimônio cultural. São músicas e danças nascidas do chão esturricado do sertão, da luta diária do sertanejo contra a seca inclemente, da viola encostada ao peito magro do poeta repentista, do canto agourento do acauã e do voo apressado da asa-branca, trazendo de volta a esperança de um bom inverno ao coração do povo sofrido.
Enquanto cantores famosos recebem verdadeiras fortunas, os trios pé de serra e os pequenos grupos de forró, baião, xote, xaxado e coco sobrevivem na penúria. Persistem por pura teimosia. Vivem por amor à arte simples que “nasce no juízo”, como disse certa vez o mestre Vitalino.
Um jornalista amigo, que apresenta um programa de rádio no interior de Pernambuco, costuma contar que sempre convida esses grupos para se apresentarem em seu programa, ajudando a divulgar seu trabalho. Porém, precisa custear o transporte deles até a emissora, porque simplesmente não têm dinheiro para chegar lá.
Com essa mistura cultural desenfreada, a essência do São João vai se perdendo. Antes, a festa celebrava a colheita, com ruas enfeitadas por bandeirolas multicoloridas, fogueiras, balões, o pipocar dos fogos, as brincadeiras das crianças soltando “peido-de-veia”, traques de massa e busca-pés, além dos pastoris e da dança alegre das quadrilhas.
Nas noites iluminadas por balões coloridos e perfumadas pela fumaça da lenha queimando, ouviam-se as músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Trio Nordestino. Também ecoavam as vozes marcantes de Flávio José, Santana, Marinês e Jorge de Altinho.
Era especialmente emocionante escutar o som puro — com cheiro de sertão — dos humildes trios pé de serra, com o indefectível tilintar do triângulo, o tum-tum grave da zabumba, o estalar da baqueta de tala de capim barba-de-bode e a sanfona gemendo como um caminhão velho subindo ladeira.
Hoje, tudo isso é sufocado por batidas eletrônicas, ritmos estranhos e coreografias sensuais de bailarinas que adornam os shows de artistas sem qualquer ligação com nossa história e nossas raízes.
Felizmente, ainda existem algumas prefeituras comprometidas com a cultura. Administrações que preservam a tradição, valorizam os artistas da terra e garantem espaço e respeito à música de raiz.
É nosso dever cívico e cultural prestigiar esses municípios resistentes. Precisamos apoiar e viver intensamente o pouco de São João autêntico que ainda nos resta. Só assim conseguiremos preservar nossa memória antes que a maior festa do Nordeste seja completamente descaracterizada e se transforme, definitivamente, em uma doce e saudosa lembrança.
*Economista, foi secretário de Educação no governo Marco Maciel, deputado estadual, federal e senador da República.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, lançou, ontem, a segunda edição do programa de intercâmbio internacional Do Cabo para o Mundo, que levará 16 estudantes da rede municipal para uma experiência de imersão linguística e cultural na Argentina.
A iniciativa, criada pelo próprio gestor em uma de suas gestões anteriores, é agora retomada, tem como objetivo ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes, fortalecendo o aprendizado da língua espanhola e o desenvolvimento de competências acadêmicas e culturais. A viagem está prevista para ocorrer entre agosto e setembro de 2026.
Na primeira edição do projeto, os estudantes foram enviados ao Canadá.
Além dos alunos, o programa também contemplará dois professores da rede municipal, que acompanharão a delegação e participarão de atividades formativas voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas.
Durante o lançamento, Lula Cabral destacou o compromisso da gestão com ações que ampliam horizontes e transformam vidas.
“Nossa gestão sempre foi marcada pelo pioneirismo e pela busca de oportunidades que transformam vidas. Foi assim quando criamos o Programa Do Cabo para o Mundo, levando nossos estudantes para conhecer novas culturas e ampliar seus conhecimentos. Também lançamos o Professores sem Fronteiras, valorizando nossos educadores e proporcionando experiências que fortalecem a prática pedagógica. Agora damos mais um passo importante, garantindo que alunos e professores tenham acesso a vivências internacionais que contribuem diretamente para sua formação e para o fortalecimento da educação do Cabo”, afirmou o prefeito.
As inscrições para estudantes e professores interessados em participar do programa seguem abertas até o dia 23 de junho. Os editais e formulários de inscrição estão disponíveis nos canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação.
Carrero era um animal literário. Nasceu e viveu para a literatura. Escreveu mais de uma dezena de livros. Livros à mancheia, como dizia Castro Alves. Carrero também era um resiliente, para usar a palavra da moda. Em 2010, há 16 anos, o cara teve um AVC e ficou com sequelas. Mesmo assim continuou produzindo literatura, livros, e dando aulas aos seus discípulos na oficina de letras. Incrível! Poderia dizer “Eu sou uma máquina de ideias”. O cérebro não esmoreceu.
A temática de Carrero era meio fantasmagórica, feita de assombrações, tipo “As sombrias ruínas da alma”. Uma vez depois desse sísmico cerebral eu disse para ele: “Carrero, você é uma fera, não sei como continua produzindo literatura”. Ele respondeu: “Eu também não sei”. Ele transportava as assombrações para a literatura.
Em matéria de literatura e de vida, Raimundo Carrero tinha uma paixão ardente pelo seu compadre e mestre Ariano Suassuna. Os livros de Ariano refletem as paixões dele pelos reisados e pela literatura de cordel. Se eu disser que Ariano não era um cara lindo e eu não sou apaixonado pelo movimento armorial, os devotos dele podem me dar uma vaia ou até uma surra. Eu morro de medo. Nem sei o que significa armorial. O jornalista Raimundo Carreto também tinha uma paixão febril pelo Diario de Pernambuco. Ele saiu do Diario, mas o Diario nunca saiu dele.
Ouso dizer que Carrero foi além de Ariano em matéria de temática e imaginário. Ele não tinha nada de armorial. Ariano é uma grife. Eu adorava ouvir as doideiras e as prosas surrealistas de Carrero. Ele era um cara lindo.
A nova pesquisa do Instituto Múltipla para o Governo de Pernambuco aponta uma virada no cenário eleitoral de 2026. Após aparecer atrás da governadora Raquel Lyra (PSD) no levantamento divulgado em maio, João Campos (PSB) assumiu a liderança da disputa e passou a figurar na frente da adversária tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento foi contratado pelo blog de Nill Júnior, de Afogados da Ingazeira.
No cenário estimulado, em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, João Campos aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra 38%. Ivan Moraes (PSOL) soma 1%. Os indecisos representam 9% e os votos brancos e nulos chegam a 8%.
O dado mais relevante do levantamento está justamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa Múltipla. Em maio, Raquel Lyra liderava com 43%, contra 39% de João Campos. Agora, os números se inverteram: João cresceu quatro pontos percentuais, chegando a 43%, enquanto a governadora perdeu cinco pontos e caiu para 38%. O movimento representa uma mudança de nove pontos na distância entre os dois candidatos em menos de um mês.
A virada também aparece na simulação de segundo turno. Na pesquisa anterior, Raquel tinha 44% contra 41% de João. No novo levantamento, o socialista passou à frente, com 44%, enquanto a governadora aparece com 41%. Apesar do empate técnico dentro da margem de erro, a mudança consolida a inversão observada no primeiro turno.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, João Campos também apresentou avanço expressivo. O pré-candidato do PSB saltou de 18% para 24%, crescimento de seis pontos percentuais. Já Raquel Lyra oscilou de 27% para 25%, indicando estabilidade dentro da margem de erro, mas sem acompanhar o ritmo de crescimento do adversário.
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de junho, ouviu 1.070 eleitores em Pernambuco, possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-02553/2026.
Os números reforçam uma tendência de recuperação de João Campos após o período de crescimento registrado por Raquel Lyra ao longo do primeiro semestre. Se em maio a governadora comemorava a primeira liderança matemática na série histórica do Instituto Múltipla, a nova rodada mostra o cenário novamente favorável ao socialista, que retoma a dianteira e chega à segunda metade do ano como líder da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
Leo Bezerra minimiza peso eleitoral de Lula na Paraíba
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), relativizou, ontem, a importância de um eventual apoio do presidente Lula (PT) à candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, o gestor afirmou que a pré-campanha já está em curso e disse que o petista não pode ser tratado como fator decisivo na disputa estadual.
Ao comentar o cenário eleitoral, Leo lembrou que Lula venceu a eleição presidencial em João Pessoa por cerca de mil votos em 2022 e afirmou que o peso político do presidente dependerá mais das ações do Governo Federal do que de uma declaração formal de apoio. “Eu não poderia dizer que é imprescindível. Isso vai depender do PT. Independentemente de ter ou não o apoio do PT, a campanha já está na rua”, afirmou.
O prefeito também demonstrou dúvidas sobre uma eventual aproximação entre o PT e o governador Lucas Ribeiro (PP), provável adversário de Cícero na disputa estadual. “Eu não consegui entender hoje como vai ser esse apoio do PT ao governador Lucas Ribeiro”, declarou, ao comentar as articulações em curso para 2026.
A entrevista também expôs fissuras dentro do PSB paraibano. Apesar de integrar o partido e manter alinhamento político com o ex-governador João Azevêdo (PSB), em quem pretende votar para o Senado, Leo revelou incômodo com a postura da legenda em João Pessoa.
Segundo ele, dois dos três vereadores socialistas na capital fazem oposição à sua gestão. O prefeito também reclamou de ter sido afastado da presidência municipal da sigla e afirmou que se sente isolado dentro do partido. “Confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar apoio em João Pessoa”, desabafou.
Leo disse que ainda não levou o assunto ao presidente nacional do PSB, João Campos, e aguarda uma conversa com João Azevêdo antes de tomar qualquer decisão. “Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro condenado por coação – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, ontem, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação por ter atuado para interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A defesa de Eduardo Bolsonaro foi exercida pela Defensoria Pública da União, já que o ex-parlamentar não constituiu um advogado no processo. Ele também não compareceu para prestar depoimento durante a instrução processual. Após a condenação, a defesa ainda terá direito a apresentar recursos na Primeira Turma. Ao final do processo, caso a condenação seja mantida, o governo brasileiro deve dar início ao pedido de extradição junto ao governo americano para que o ex-deputado cumpra a pena no Brasil.
Só benefícios? – Horas após a condenação, Eduardo rebateu críticas de que sua atuação política estaria prejudicando a pré-campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao Metrópoles, afirmou que tem contribuído para ampliar a interlocução internacional do pré-candidato e citou encontros com líderes como Donald Trump, Javier Milei, Benjamin Netanyahu e José Antonio Kast. “Não trago problemas para a campanha do Flávio, eu trago só benefício”, declarou.
Vorcaro bancou Ciro Nogueira e Hugo Motta – A Polícia Federal afirmou, ontem, que o banqueiro Daniel Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI). As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião. A PF encontrou diálogos de Vorcaro com um funcionário nos quais ele determina a reserva de suítes em um hotel de Lisboa para Motta e Ciro Nogueira em junho de 2024.
Motta diz “estar tranquilo” – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou, ontem, em entrevista ao portal Poder360, ter “muita tranquilidade” em relação às investigações da Polícia Federal sobre sua relação com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Os órgãos de fiscalização estão trabalhando, eu tenho tranquilidade sobre as minhas relações e defendo que as investigações possam acontecer, eu tenho muita tranquilidade com relação a isso”, disse Motta. Segundo o deputado, não há problema no caso por se tratar de um evento corporativo.
Alcolumbre nega envolvimento com Vorcaro – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um pronunciamento, no plenário da Casa Legislativa, ontem, no qual negou ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. O discurso acontece após a Revista Veja veicular, na última sexta-feira (12), uma reportagem que afirma que Vorcaro teria dito às autoridades que transferiu a quantia para uma conta no exterior e que o dinheiro seria para o parlamentar do Amapá. “Eu repudio, com toda a firmeza e com toda a indignação, o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja”, disse o senador.
CURTAS
CID X CIRO – O senador Cid Gomes (PSB) subiu o tom ao rebater declarações recentes do pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), seu irmão. Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral. Em evento do PSB em Sobral, berço político da família Ferreira Gomes, o parlamentar criticou a fala do tucano de que, quando Cid disputou a eleição para governador, era conhecido como irmão de Ciro. “Eu fui prefeito de Sobral durante oito anos, ganhei troféu de melhor prefeito. A educação já era conhecida internacionalmente e é referência até hoje — disse.
JOAQUIM BARBOSA – O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) criou perfis em diferentes redes sociais e afirmou que estuda a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. “Estou estudando a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei, me lançar na disputa pelo emprego mais difícil e complexo do nosso país”, disse o ex-ministro.
SÃO JOÃO GOMES – O evento São João Gomes, idealizado pelo cantor recifense, acontece hoje, no bairro do Recife. Segundo a CTTU, as intervenções terão início às 15h e incluem bloqueios em acessos estratégicos ao local do evento. A principal interdição ocorrerá na Ponte Giratória, além de bloqueios na Avenida Marquês de Olinda, Avenida Barbosa Lima, Praça do Arsenal da Marinha, Rua Vital de Oliveira e Travessa Tiradentes, vias que alimentam a Avenida Alfredo Lisboa.
Perguntar não ofende: Até onde vai a lista de autoridades bancadas por Vorcaro?
O deputado federal Pedro Campos (PSB) disse não ter recebido com surpresa a divulgação de um vídeo no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declara formalmente apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco nas eleições deste ano. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (16), o parlamentar ressaltou o caráter histórico da aliança entre o PSB e o PT, além de enfatizar que há uma afinidade ideológica.
“Vamos ter uma oportunidade única de, no último mandato do presidente Lula, ter um governador 100% alinhado com ele. […] E não tenho dúvida que isso vai ser fundamental nessa trajetória de João [Campos] e que Pernambuco vai viver um grande tempo com João governador e com Lula presidente”, declarou.
Ontem, o presidente da República divulgou nas redes sociais um vídeo no qual anunciava formalmente o apoio pessoal dele ao ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos. “O PSB é o nosso maior aliado nacional”, declarou Lula no vídeo, que também foi exibido durante o evento de lançamento da plataforma de participação popular Chega Junto Pernambuco, site no qual a pré-campanha do socialista pretender reunir sugestões e ideias dos eleitores.
Escuta Ao comentar o resultado da pesquisa Folha de Pernambuco/Ipespe, Pedro Campos disse apostar no processo de escuta dos eleitores para poder fazer frente ao crescimento de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas eleitorais. “Não vai ser em uma sala em um gabinete fechado onde você vai encontrar as soluções para o estado de Pernambuco”.
O levantamento, divulgado nesta terça, apontou a governadora Raquel Lyra com 44% das intenções de voto no cenário de primeiro turno. O ex-prefeito João Campos tem 42% e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), 2%. Os números indicam que Raquel e Campos estão tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nenhum, brancos e nulos somaram 7%. Não sabem ou não responderam são 5%.
Entregas O deputado federal sugeriu que o lançamento da pré-candidatura de João Campos levou o governo estadual a assumir uma postura nova, com um maior volume de entregas promovidas ao longo dos últimos meses pela gestão de Raquel Lyra.
“Até brinco dizendo que a candidatura de João já está ajudando muito o estado de Pernambuco. Porque, pelo menos, serviu para o governo tentar e correr atrás de fazer alguma”, disse.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou os repasses via PIX que Eduardo Bolsonaro recebeu do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para justificar a multa imposta ao ex-deputado federal, condenado nesta terça-feira (16) por coação no curso do processo.
Ao fixar a pena em 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, o relator também aplicou 50 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos, o que totaliza um valor em torno de R$ 162 mil. Segundo Moraes, a situação econômica de Eduardo permite a fixação da penalidade nesse patamar. As informações são da CNN.
“Cada dia-multa [é fixado] no valor de dois salários mínimos, uma vez que a situação econômica do réu o permite (…), tendo recebido o PIX de milhões do seu pai, a quem estava tentando favorecer neste julgamento”, afirmou Moraes.
Em 13 de maio de 2025, o ex-presidente afirmou ter enviado R$ 2 milhões ao filho. Em depoimento à Polícia Federal no mês seguinte, Bolsonaro disse que os recursos tiveram origem em doações feitas por apoiadores em 2023.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na noite desta terça-feira (16), do lançamento da Frente das Oposições de Arcoverde, no Sertão. O grupo reúne lideranças políticas do município, entre elas o presidente da Câmara, Luciano Pacheco, as ex-prefeitas Madalena Britto, Erivânia Camelo e Rosa Barros, além do ex-prefeito Julião Guerra.
Durante o encontro, João Campos destacou sua agenda de diálogo com lideranças e moradores do Estado e voltou a mencionar a aliança política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós estamos só começando essa caminhada. Ela vai ser travada nas ruas, conversando com as pessoas, fazendo a política escutar para entender onde está doendo, onde o sapato está apertando”, afirmou.
O evento também contou com a presença do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do senador Humberto Costa (PT), do deputado estadual Diogo Moraes (PSB), de prefeitos da região e de dirigentes partidários. As lideranças locais defenderam a atuação conjunta da oposição no município e apresentaram críticas às gestões estadual e municipal.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu nesta terça-feira (16) que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeite o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito sobre uma tentativa de golpe de Estado.
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, havia pedido manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a solicitação da defesa. Agora, caberá ao magistrado decidir se acolhe ou não o parecer da PGR. As informações são da CNN.
Na manifestação, a PGR afirma que o “aprofundado e exaustivo exame dos fatos e das evidências revelaram que Jair Bolsonaro desempenhou papel central na orquestração e na promoção de atos antidemocráticos”.
O documento atesta ainda que a “liderança sobre o movimento golpista” são elementos que “provam a responsabilidade penal” do ex-presidente para a subversão da ordem democrática.
“As ações de Jair Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota, mas configuraram uma articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe”, ressaltou.
Gonet ainda atestou que a argumentação apresentada pela defesa do ex-presidente não trouxe “nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional definitivo”.
“Não há razão relevante para relativizar a intangibilidade da coisa julgada formada. O título condenatório é hígido e está assentado em vigoroso conjunto probatório”, observa.
O recurso da defesa foi protocolado no início de maio e pedia a anulação da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente pela Primeira Turma do STF.
Os advogados pediram que a revisão criminal fosse distribuída entre ministros da Segunda Turma do Supremo, e não da Primeira Turma, responsável pela condenação do ex-presidente.
A defesa argumentou que a medida garantiria imparcialidade na análise do caso, com julgamento final pelo plenário da Corte.
Na revisão criminal apresentada ao STF, a defesa de Bolsonaro questionava decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) participou, nesta terça-feira (16), de uma reunião com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício de Oliveira, para apresentar a proposta de implantação de uma área de escape na descida da Serra das Russas, na BR-232, no município de Pombos. A solicitação foi levada ao órgão a partir de um pleito apresentado por Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu”, liderança política de Arcoverde.
A Serra das Russas é um dos trechos de maior inclinação da malha rodoviária pernambucana e concentra intenso fluxo de caminhões, ônibus e veículos de passeio. Ao longo dos anos, o local registrou acidentes envolvendo, principalmente, veículos pesados com problemas mecânicos ou falhas no sistema de frenagem.
As áreas de escape são estruturas utilizadas em descidas acentuadas para reduzir a velocidade de veículos em situações de emergência. Segundo Felipe Carreras, a pauta seguirá sendo acompanhada junto ao DNIT para avaliar a viabilidade da implantação do equipamento na rodovia.
A Câmara Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, aprovou na noite desta terça-feira (16) o Projeto de Decreto Legislativo que rejeita as contas da prefeita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a Rorró Maniçoba, referentes ao exercício financeiro de 2023. As informações são do Blog do Elvis.
Câmara de Floresta rejeita contas de 2023 da prefeita Rorró Maniçoba
Por 8 votos a 5, vereadores seguiram recomendação do TCE-PE e mantiveram o decreto pela rejeição das contas da gestora.
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
16/06/2026 às 20h13 Atualizada em 16/06/2026 às 20h36
A Câmara Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, aprovou na noite desta terça-feira (16) o Projeto de Decreto Legislativo que rejeita as contas da prefeita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a Rorró Maniçoba, referentes ao exercício financeiro de 2023.
A votação ocorreu durante sessão realizada no plenário da Casa Benício Ferraz e teve como base o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que recomendou a rejeição das contas da gestora.
Um dos fatos que chamou atenção durante a sessão foi a ausência da prefeita. Rorró Maniçoba não compareceu ao plenário e também não enviou representante legal para apresentar defesa oral em relação à prestação de contas analisada pelos vereadores.
O decreto legislativo foi aprovado por 8 votos a 5.
Votaram a favor da aprovação do decreto que rejeita as contas os vereadores André Ferraz, Kiel do Pipa, Chichico Ferraz, Túlio Laranjeira, Lenilda Belo, Peu Vilarim, Victor Laert e Gilberto Quirino.
Já os vereadores Beijinha Puça, Tiago Maniçoba, Talles Cruz, Lenilton do Detran e Péricles Ferraz votaram contra o decreto e defenderam posição divergente da maioria da Casa.
Para afastar a recomendação do TCE-PE e aprovar as contas da gestora seriam necessários os votos de dois terços dos membros da Câmara, o equivalente a nove dos treze vereadores. Como esse número não foi alcançado, prevaleceu o entendimento pela rejeição das contas de 2023.
O resultado representa uma derrota política para a prefeita e mantém o parecer do Tribunal de Contas sobre a gestão fiscal e administrativa do exercício de 2023.
Com a aprovação do decreto legislativo, a Câmara Municipal conclui sua análise sobre as contas do referido exercício, cabendo agora os desdobramentos legais e eleitorais que possam decorrer da decisão.
O senador Cid Gomes (PSB) subiu o tom ao rebater declarações recentes do pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB). Rompidos desde 2022, eles ocupam palanques opostos neste ciclo eleitoral. Em evento do PSB em Sobral, berço político da família Ferreira Gomes, o parlamentar criticou a fala do tucano de que, quando Cid disputou a eleição para governador, era conhecido como “irmão de Ciro”.
— Me perdoe! Mas, eu tinha sido prefeito de Sobral, durante oito anos. Durante oito anos, esse povo faz lá esse troféu de melhor prefeito, fui primeiro lugar nos oito anos como prefeito de Sobral. O esforço aqui na educação já era conhecido internacionalmente e é referência até hoje — disse Cid no sábado. As informações são do jornal O GLOBO.
O senador também criticou o irmão por pedir desculpas ao ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), cotado para disputar o Senado na chapa de Ciro.
Em abril, Cid disse ao GLOBO ser “muito constrangimento ter um irmão e não votar nele”. Enquanto o senador é aliado do governador Elmano de Freitas (PT) e articula a presença do PSB na chapa majoritária petista, Ciro é o principal nome da oposição na disputa pelo governo estadual.
Racha político
Cid e Ciro estão afastados há cerca de três anos, quando discordaram sobre quem deveria ser o candidato do PDT no pleito estadual de 2022. O parlamentar defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu após Camilo deixar o cargo, à medida que Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha à Presidência, o que poderia ter resistências da então governadora em meio ao apoio a Lula. O PT, que defendia ter o palanque de Izolda, rompeu com o PDT após o escolhido ser Roberto Cláudio e lançou Elmano, que terminou eleito com 54,02% dos votos, contra 31,72% de Wagner e 14,14% do ex-prefeito de Fortaleza.
Um ano depois, em novembro de 2023, Cid saiu do PDT e migrou para o PSB junto a outros dois irmãos, isolando ainda mais Ciro. Junto com eles, debandaram cerca de 50 prefeitos de municípios cearenses, além de deputados estaduais e federais.
Chapa ao Senado
O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforçou no PT a busca pelo fortalecimento da chapa majoritária. Tanto Camilo quanto Lula defendem que a composição deve privilegiar nomes que ajudem a expandir a base governista no estado.
Cid deseja que o deputado federal Júnior Mano seja o nome do PSB ao Senado na chapa de Elmano. Mas, há pressão de correligionários e membros do governo petista para que Cid dispute a reeleição.
O senador afirma que o compromisso com Júnior Mano já foi assumido e destaca a quantidade de apoio angariado pelo deputado entre prefeitos. A estimativa é a de que 40 chefes do Executivo municipal já se comprometeram a atuar na campanha do parlamentar.
Além dos nomes do PSB, também são cotados pelo PT o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Do lado da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) e o deputado estadual André Fernandes (PL) são os favoritos para integrar a chapa de Ciro.
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada na semana passada mostra favoritismo de Cid na disputa por uma cadeira na Casa. Em um cenário com Eunício como segundo nome da chapa petista, o irmão de Ciro alcança 49% das intenções de voto, enquanto Wagner aparece em seguida com 42%.
Nos outros dois cenários, onde Junior Mano é testado, o deputado varia entre 12% e 15%, aparecendo atrás de Wagner (43%-45%) e Eunício (30%-32%).
Os prefeitos e prefeitas de Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (16), no Recife, em Assembleia Extraordinária promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro tratou de alternativas para a regularização de débitos municipais junto à Compesa, da destinação dos recursos provenientes da concessão dos serviços da companhia e de orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre prevenção de acidentes em obras e serviços públicos.
O ponto central da reunião foi a apresentação de um programa de negociação de débitos, construído pela Amupe em parceria com a Compesa e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A proposta garante desconto de até 50% aos municípios que optarem pelo pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 120 meses, com correção pelo IPCA. As informações são do JC.
O programa também prevê o encontro de contas entre débitos municipais e créditos que as prefeituras eventualmente tenham junto à companhia, como valores referentes à recomposição de pavimentação após intervenções da Compesa na rede.
O presidente da companhia, Douglas Nóbrega, destacou o caráter conciliatório da iniciativa. “Conseguimos apresentar um plano excepcional de quitação de débitos, de acordo e de parceria, naquele espírito de conciliação entre a Compesa, os municípios, o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça”, afirmou.
Já o diretor comercial e de tecnologia da Compesa, Cleber Coelho Paz, explicou que a proposta foi estruturada com apoio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJPE. “Estamos oferecendo as melhores condições de pagamento, com prazo elástico e também a possibilidade de os municípios apresentarem eventuais créditos para realizar a conciliação”, disse, acrescentando que o objetivo é evitar a judicialização e buscar soluções pelo diálogo.
O presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que “a Amupe lança uma alternativa para os municípios que estão inadimplentes poderem regularizar suas dívidas”, e destacou que a assembleia também trouxe orientações importantes sobre o uso dos recursos da concessão e sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública.
Freitas informou que Aliança não possui dívidas com a Compesa e que os recursos da concessão – mais de R$ 6 milhões, dos quais 60% já foram repassados – serão usados em obras de infraestrutura.
Cobrança
Durante o encontro, o prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz (PP), pediu mais transparência da Compesa quanto aos valores pagos pela recomposição de pavimentação após intervenções da companhia. “Quando eles fazem a medição, consideram uma área muito menor do que aquela que efetivamente precisa ser recuperada”, afirmou.
Para o gestor, parte do problema decorre da idade avançada da rede de abastecimento, que exige reparos constantes para conter vazamentos: “a rede é muito antiga e muitos canos já não têm mais condições adequadas de funcionamento”, disse. Buenos Aires deve receber cerca de R$ 5,6 milhões da concessão, dos quais R$ 3,1 milhões já foram repassados.
Já o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), avaliou que “o momento da assembleia foi importante para deixar os prefeitos seguros sobre como utilizar os recursos oriundos da concessão da Compesa”.
O município deve receber cerca de R$ 16 milhões, com 60% do valor já transferido, recursos que, segundo o prefeito, serão aplicados principalmente em pavimentação asfáltica e obras de contenção de encostas – investimentos que devem beneficiar diretamente a população.
MPT alerta para subnotificação de acidentes e foco no setor elétrico
A assembleia contou ainda com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou orientações sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública e na execução de obras públicas.
Simone Holmes, médica do trabalho, sanitarista e chefe do setor responsável pelas políticas de saúde ocupacional na Superintendência Regional do Trabalho, chamou atenção para a subnotificação de acidentes de trabalho no país: trabalhadores informais, do setor público e de atividades fora do regime da CLT geralmente não entram nas estatísticas oficiais, o que distorce a real dimensão do problema mesmo quando os números já são considerados altos.
Segundo Simone Holmes, uma das principais frentes de atuação do órgão é a análise das causas dos acidentes de trabalho, com o objetivo de preveni-los, já que, na maioria dos casos, não há uma causa única, mas um conjunto de fatores que se acumulam até o acidente ocorrer.
Esse trabalho de investigação abrange diversos setores, da construção civil à área rural, passando pela pecuária e pela saúde. Nos últimos dois ou três anos, o foco tem se voltado especialmente para o setor elétrico, já que o choque elétrico está entre as principais causas de acidentes de trabalho e atinge não apenas a construção civil, mas também o comércio, a manutenção de redes elétricas e o setor de telecomunicações.
A pauta do Congresso Nacional dos últimos dias vem gerando desespero para os gestores municipais. Com uma série de reajustes salariais em aprovação, as contas públicas estariam sendo postas em segundo plano, justamente em ano eleitoral, quando os congressistas buscam agradar a diversas categorias profissionais – todas formadas por eleitores em potencial. Para o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), os parlamentares precisam agir com responsabilidade nesse momento.
“São aprovados os novos projetos e quem paga essa conta são os municípios. O que estamos fazendo, através da Frente Nacional dos Prefeitos, é entrar nessas discussões. De onde vão vir esses recursos? Os municípios já não aguentam mais. Estamos trazendo também a questão do transporte público, que hoje praticamente os municípios vêm custeando, e não é justo. Tem que ser governo federal, governo estadual e os municípios fazendo esses custeios”, disparou Léo Bezerra, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Não adianta fazer leis e botar a responsabilidade para os municípios. Tem que fazer a lei e dizer de onde vão vir os recursos. Médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, todas as categorias estão procurando o Congresso Nacional e aprovando algumas leis. Em breve vai chegar também o transporte, que já é custeado pelos municípios. A gente está cobrando que o governo federal e o governo estadual também possam ajudar os municípios. Não é só fazer leis, e sim dizer como esses recursos vão chegar aos municípios. Essa é a maior preocupação de todos os prefeitos, e em todas as rodas de conversa de que eu participo, não só na Paraíba, mas no Brasil. O assunto é um só: até onde vamos chegar? Isso vai quebrar as prefeituras. Não é justo. Antes de aprovar essas leis, as prefeituras têm que ser consultadas”, completou.
O pastor Gilvan Costa anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal por Pernambuco pelo Partido Democrata. Ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes e ex-deputado estadual, ele afirma que pretende representar no Congresso Nacional pautas ligadas ao segmento evangélico e ao campo conservador.
Gilvan Costa iniciou sua trajetória política com atuação voltada à representação de igrejas evangélicas e à defesa da liberdade religiosa. Ao longo da vida pública, também participou de ações sociais e eventos religiosos realizados em diferentes municípios pernambucanos.
Segundo o pré-candidato, sua candidatura busca ampliar a representação de eleitores identificados com pautas relacionadas à fé, à família e aos valores conservadores.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), está desconfortável no partido. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele descreveu em detalhes a tensa relação, que afirma não conseguir entender. O gestor assumiu o comando da capital paraibana em abril, após o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) se desincompatibilizar para disputar o Governo do Estado. Mesmo sendo aliado do ex-governador e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, em quem votará para o Senado, Bezerra se vê às voltas com vereadores do próprio partido que lhe fazem oposição.
“Estou um pouco incomodado dentro do PSB. Recentemente, dois dos três vereadores do partido estão fazendo oposição a um prefeito que é do PSB. Não estou conseguindo entender. Primeiro, eu sou pedido para sair da presidência do partido, depois os vereadores começam a fazer oposição à nossa gestão, mesmo eu sendo do PSB. Meu nome é tratado como oposição. Só espero que eu não seja expulso mais uma vez desse partido. Já fui expulso uma vez do PSB e foram dias traumáticos, e para voltar fui convencido pelo ex-governador João Azevêdo e voltei com ele. Eu saí com ele para o Cidadania e voltei com ele para o PSB. E agora confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar o apoio em João Pessoa”, desabafou Leo Bezerra.
Apesar da situação, o prefeito de João Pessoa diz que não planeja levar a questão para o presidente nacional da sigla, o ex-prefeito do Recife, João Campos. “Não levei, estou esperando uma conversa com o ex-governador João Azevêdo, que é um amigo, e tenho certeza de que ele vai me ouvir, e aí vamos tomar a melhor decisão”, afirmou Leo Bezerra. “O partido tem o prefeito, mas é oposição ao prefeito e quer o voto desse prefeito para o candidato a senador. Ninguém consegue entender isso”, resumiu.
“Estou aguentando tudo isso em respeito a João Azevêdo. Tenho que dizer muita coisa a ele, e sei que tenho muita coisa para ouvir dele. Sei de tudo que ele fez por mim, mas não está sendo justo o que estou passando nos últimos dias. Não recebi uma ligação de ninguém do partido me dando apoio em momento algum, pelo contrário. Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João. Estou esperando essa conversa para, de maneira madura, a gente chegar a um denominador comum, se dá certo partirmos juntos ou se não dá certo. Agora, nossa amizade é inabalável”, concluiu o prefeito.