Por Emerson Saboia – Blog da Folha
O candidato ao governo estadual João Campos (PSB) cumpriu agenda de campanha no Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindimetal-PE), nesta sexta-feira (18), onde firmou o compromisso de atrair novas indústrias para o estado e gerar empregos. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) também marcou presença.
Ao lado do presidente do Sindicato, Abinadabe Santos, de candidatos ao Congresso Nacional e de trabalhadores, o candidato do PSB assinou uma carta de demandas da categoria para o setor.
Leia maisNo discurso feito para os metalúrgicos, João falou sobre capacitação e prometeu dobrar o número de escolas técnicas no estado. Aproveitou para alfinetar a adversária Raquel Lyra (PSD), afirmando que a governadora não construiu nenhuma durante o mandato dela, criticando o uso de R$ 1 bilhão em recursos na compra de ônibus escolares.
“Lá no Piauí mesmo, o governador Rafael Fonteles, que é do PT inclusive, construiu a maior rede do Brasil de escola técnica. Por quê? Porque quando ele recebeu o recurso do precatório do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), em vez de comprar um bilhão (de reais) de ônibus escolar, como foi aqui em Pernambuco — nada contra ônibus escolar. Agora, não precisa comprar um bilhão (de reais) de ônibus escolar”, criticou.
O candidato continuou criticando Raquel ao dizer que nenhuma grande indústria veio para o estado nos últimos quatro anos. Segundo Campos, na verdade, algumas fecharam. O socialista comparou Pernambuco com outros estados do Brasil e acusou Raquel de “brigar” no lugar de resolver problemas.
“A GWM veio para o Brasil, (mas) em vez de vir para cá, foi para o Espírito Santo. Por quê? Porque você não tem uma liderança do governo fazendo isso hoje. Porque o papel de um governador não é ele está brigando contra as pessoas. Briga contra deputado, briga contra vereador, briga contra o Poder Judiciário. Aí briga contra o funcionário público, briga contra os médicos, briga, esqueceu de brigar com os problemas”, alfinetou.
Empregos
Campos também prometeu ampliar o Embarque Digital, programa criado durante a gestão dele na Prefeitura do Recife. Segundo o postulante, serão 10 mil vagas gratuitas de ensino superior em tecnologia para todos os setores produtivos.
“Desse programa, mais da metade de quem se inscreve é de fora do Recife e a prefeitura não pode nem olhar porque é um programa da cidade, então não pode cadastrar alguém de Paulista, de Jaboatão, não pode. Agora, a partir do ano que vem, Pernambuco vai ter e nós vamos fazer isso juntos”, projetou.
Lula
João também aproveitou o discurso para demonstrar apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e ao aumento de 15% no Bolsa Família, ação que gerou polêmica pelo momento estratégico em que foi anunciada. João chegou a criticar o adversário do aliado, Flávio Bolsonaro (PL), envolto em uma suposta ação judicial contra o reajuste. Também sobrou para Raquel.
“E, ao mesmo tempo que ele faz isso, sabe o que o candidato adversário fez? Entrou na Justiça contra o aumento do Bolsa Família. Isso deixa na cara, escancarado, que essa eleição só tem dois lados, no Brasil e em Pernambuco. Tem um lado que é o nosso lado, que defende o pequeno povo trabalhador, quem está lutando, e do outro lado tem quem defende os grandes”, declarou.
Quanto a uma visita ao estado do presidente Lula ainda no primeiro turno, anunciada pelo socialista, ele disse que a data ainda não está confirmada.
Sindimetal-PE
O presidente Abinadabe saiu em defesa da eleição de João e pretende trabalhar em conjunto com o governo do estado, caso Campos seja eleito. Santos detalhou que a carta assinada pelo candidato amarra propostas de qualificação, desenvolvimento e a criação de uma comissão com cadeira para o sindicato. A consolidação da refinaria de Suape e a reativação do Estaleiro Atlântico Sul estão entre as principais cobranças da organização.
“A ampliação dese setor naval, que já gerou bastante empregos e nós queremos de volta esse segmento, para que nós possamos ampliar os postos de trabalho.Nós queremos dialogar com o governo para que possamos criar uma comissão tripartite, onde temos o governo do estado na geração de emprego, as empresas privadas e o sindicato como portador da voz dos trabalhadores”, reivindicou.
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