Dirigentes e lideranças da federação União Progressista em São Paulo declararam apoio ao senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL) durante convenção do diretório estadual realizada nesta segunda-feira, 20, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A postura contrasta com a estratégia da sigla a nível nacional, que deve ficar neutra e liberar cada Estado para definir o posicionamento.
Presidente da federação no Estado, o ex-vereador Milton Leite (União) se referiu a Flávio como “nosso candidato a presidente”. Já o vice-presidente, Maurício Neves (PP), disse que o apoio da União Progressista será fundamental para a eleição do pré-candidato do PL. As informações são do Estadão.
Leia maisPré-candidato ao Senado, Guilherme Derrite (PP) reforçou o apoio a Flávio, que participa da convenção na Alesp.
“Independentemente, com todo o respeito à nacional, aqui em São Paulo não tem neutralidade nenhuma. Em São Paulo, a Federação União Progressista é Flávio Bolsonaro”, declarou ele. “Se existe esse problema em outros Estados, aqui em São Paulo, o maior colégio eleitoral, não haverá neutralidade”, acrescentou.
Em um sinal de distanciamento em relação a Flávio, o presidente nacional da federação, Antonio Rueda (União), e o vice-presidente, Ciro Nogueira (PP), não compareceram ao evento.
Dirigentes partidários dão a neutralidade de PP e União Brasil como “99% certa” – liberar os diretórios estaduais atenderia ao Nordeste, onde o partido é mais próximo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A convenção nacional foi remarcada do próximo dia 26 de julho para o dia 5 de agosto, prazo final para os partidos decidirem as táticas eleitorais.
Presidente do PP, Ciro Nogueira chegou a ser citado por Flávio como possível vice na chapa presidencial. Eles se afastaram após Ciro ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo aliados do dirigente partidário, o distanciamento ocorreu pela avaliação de que Flávio não defendeu Ciro como seria esperado e optou por se descolar do presidente do PP.
O União Progressista também oficializou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O chefe do Executivo paulista é a principal aposta da federação para eleger Derrite. O outro candidato da chapa é o presidente da Alesp, André do Prado.
O apoio de Tarcísio se tornou fundamental para Derrite e André do Prado porque o deputado federal Ricardo Salles (Novo) também é pré-candidato ao Senado. Dessa forma, a direita tem três candidatos para apenas duas vagas em disputa.
O receio das campanhas de Derrite e Do Prado é que os eleitores votem em apenas um deles e deem o segundo voto para Salles. Para evitar que isso aconteça, os dois devem continuar fazendo agendas juntos. “ Eu particularmente lamento porque se tivéssemos só dois candidatos, a direita teria mais chances de fazer as duas cadeiras ao Senado”, disse Derrite, que considera que Salles tem direito de se candidatar.
A pesquisa Datafolha mais recente sobre a disputa pelo Senado em São Paulo aponta as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na liderança da corrida pelas duas vagas em jogo. No cenário estimulado, Marina aparece com 18% das intenções de voto, seguida por Tebet, com 16%.
Salles ocupa a terceira posição, com 13%, à frente de André do Prado, que registra 11%, e de Derrite, com 10%. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de julho de 2026.
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