O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da Receita Federal e determinou, nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja intimado sobre uma cobrança por infração fiscal no caso das joias sauditas que recebeu durante seu mandato.
Moraes autorizou a intimação de Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar há pouco mais de um ano por determinação do ministro.
O ex-presidente foi preso após ser condenado por tentativa de abolição do Estado democrático de direito e outros cinco crimes. As informações são da CNN.
Em julho deste ano, Moraes determinou a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
O ministro atendeu a um pedido da Receita e acatou a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), decidindo arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
Entenda o caso A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões.
Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito.
Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa.
Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo.
Os ventos do viés conservador que varrem a América do Sul atingiram fortemente o Brasil. Sai hoje a primeira pesquisa para presidente neste segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Traz a sinalização dessa ventania que já passou pelo Congresso e pode chegar ao Executivo com uma possível vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Abertas as urnas no domingo passado, o Brasil assistiu, atônito, à nova fotografia direitista do Congresso Nacional: a esquerda elegeu apenas 124 deputados, o equivalente a 24,2% da Casa. O centro, 86, ou 16,8%, enquanto a direita será amplamente majoritária, com 303 cadeiras, correspondentes a 59,1% da Câmara.
O PL (Partido Liberal) de Flávio Bolsonaro elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 deputados. O número corresponde a 24% das 513 cadeiras da Casa. O PT do presidente Lula terá a segunda maior bancada, com 70 eleitos. Em seguida, aparecem União Brasil, com 46; PSD, com 43, e PP (Progressistas) e Republicanos, com 41 cada.
O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) elegeu 36 deputados, enquanto o Podemos teve 27. Na sequência, com mais eleitos, aparecem PSB (Partido Socialista Brasileiro), com 15; PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), com 14; PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), com 11 cada; e Novo, com 10.
Completam as 513 cadeiras o PV, com 7 eleitos; PDT, com 6; Avante e PRD, com 5 cada; Solidariedade, com 2; e Rede e Missão, com 1 cada. No Senado, não foi diferente. A direita conseguiu eleger 33 senadores, dos quais 19 do PL, ampliando a bancada no Senado para, pelo menos, 50 cadeiras, das 81 existentes.
Alguns partidos considerados de centro, porém, tendem a votar mais à direita, o que pode ampliar a capacidade de aprovação de projetos que ataquem direitos humanos, sociais e trabalhistas. Além do PL, que fez a maioria, aparece na sequência o MDB, com 6. Depois vêm: PP, União Brasil, PSB e Novo, com 3 senadores eleitos cada um. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos elegeram 2 cada. PDT e Rede elegeram 1 cada. O PT elegeu apenas seis senadores.
Com este novo Congresso, se vier a ser eleito, Lula perderá todas as condições de governar, a não ser que entregue metade dos seus ministérios ao Centrão. Mas resta saber se os conservadores topariam!
XANDÃO QUE SE CUIDE – Para aprovar projeto de lei por maioria absoluta, são necessários os votos de 41 dos 81 senadores. Já para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), 49 votos, o equivalente a três quintos dos senadores, em duas votações. Nos julgamentos de impeachment, são necessários 54 votos, ou dois terços do Senado. Se Flávio derrotar Lula, os três ministros do STF envolvidos no escândalo do Banco Master, a começar por Alexandre de Moraes, o Xandão, que se cuidem: a direita já tem os 54 votos necessários para aprovar a degola deles.
Valdemar Costa Neto pirou – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, andou dizendo que Jair Bolsonaro seria um “forte candidato” a presidente da República em 2030. Não há a menor chance de isso acontecer, exceto se Valdemar estiver sugerindo que Flávio não sairá vitorioso no segundo turno. Motivo: de acordo com a Constituição, um parente de primeiro grau não pode se candidatar para suceder o incumbente. É a chamada inelegibilidade reflexa estabelecida pelo artigo 14 da Constituição de 1988. A regra determina que o cônjuge e os parentes consanguíneos até o segundo grau do presidente da República, governador ou prefeito são inelegíveis.
Lula apela pelas redes – O presidente Lula, candidato pelo PT à reeleição, publicou, ontem, um vídeo gravado por ele mesmo, em estilo selfie, pedindo que apoiadores saiam às ruas para conversar com eleitores indecisos. “Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país”, disse. O apelo vem depois de o petista terminar o primeiro turno, no domingo, com 2,3 milhões de votos a menos que o senador Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da campanha do PT passaram a defender maior presença do presidente nas redes sociais, e o comitê recrutou jovens eleitos e influenciadores para uma força-tarefa digital. O segundo turno será no próximo dia 25.
O retrato das urnas em Pernambuco – A governadora Raquel Lyra (PSD) foi a mais votada em 133 dos 184 municípios (71,89% das cidades do estado), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. A pessedista recebeu 2.805.438 votos, o equivalente a 53,27% dos válidos, contra 2.360.469 (44,82%) de João, uma diferença de 8,45 pontos percentuais. A vantagem também se refletiu no Grande Recife, onde Raquel venceu em 11 das 15 cidades da região: Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Paulista.
Em cima do muro – A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) confirmou, ontem, que foi procurada pelas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, reafirmou que vai manter-se neutra no segundo turno da disputa presidencial. “É natural que, num momento como esse, sendo reeleita, tenha sido procurada por ambas as campanhas, a quem eu tenho agradecido a solidariedade, porque todo mundo chega parabenizando pela reeleição, e eu dou toda minha gratidão aos trabalhadores do governo do estado de Pernambuco, aos nossos prefeitos e prefeitas, deputados, deputadas, nossos senadores, mas sobretudo à população do nosso estado”, disse. “Mas reiterei a todos os que me procuraram que vou manter equidistância da eleição”, completou.
CURTAS
REVISÃO – O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), não pretende analisar antes do segundo turno das eleições o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a assessoria do ministro, Nunes Marques considera que uma decisão sobre o caso neste momento poderia interferir no processo eleitoral.
SEM PARECER – A avaliação, no entanto, não significa que o pedido será necessariamente analisado imediatamente após o segundo turno. O processo ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e precisará estar concluso para que o relator possa avançar na análise.
APÓS ELEIÇÃO – O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, o que não significa imediatamente depois. É preciso aguardar o processo estar concluso, informou a assessoria do ministro.
Perguntar não ofende: É aceitável um governante estadual não se posicionar numa eleição presidencial?
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar nesta quarta-feira (7) em “redemocratizar” o Brasil. Mais cedo, senador afirmou que medida se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito (veja mais abaixo).
“A gente tem que buscar a estabilidade nesse país. Não dar para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está, a gente tem que proteger as instituições. Não é por causa de um ou outro que a gente tem que baixar a cabeça e achar que tá tudo bem, porque não está tudo bem. Inclusive de ontem para hoje, uma parte da imprensa questionando, é a papel da imprensa questionar, quando eu falo que a gente tem que redemocratizar o Brasil. A gente tem que redemocratizar, porque as instruções têm que voltar a ser respeitadas”, disse Flávio. As informações são do g1.
“Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro. Acho que nenhum um presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática”.
O senador deu a declaração durante evento de anúncio de apoio do partido Republicanos à sua candidatura no segundo turno das eleições.
Na manhã desta quarta, Flávio afirmou que a declaração sobre querer “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito, como a redução da maioridade penal e mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não. A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de mudanças na Constituição] que são possíveis”, disse.
“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, prosseguiu.
Durante viagem a Goiânia nessa terça-feira (6), Flávio falou que, caso seja eleito, quer usar a maioria no Congresso conquistada nas urnas no último domingo (4) para “mudar a Constituição”, mas não disse o que pretende alterar.
Ele deu a declaração ao lado do candidato derrotado no primeiro turno Ronaldo Caiado (PSD), que anunciou apoio à candidatura dele.
O ex-ministro e presidente do Republicanos em Pernambuco, Silvio Costa Filho, afirmou que a direção estadual da sigla vai manter o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da corrida presidencial. A decisão diverge da direção nacional do partido, que oficializou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (7/10).
“Independentemente da posição nacional do Republicanos, em Pernambuco, seguimos com o presidente Lula. Entendo que esse é o melhor projeto para continuar promovendo o desenvolvimento econômico, a justiça social e as transformações que o Brasil precisa, trabalhando na construção de um país mais justo e mais solidário”, anunciou o ex-ministro de Portos e Aeroportos do governo Lula. As informações são do Metrópoles.
No primeiro turno, o Republicanos também esteve ao lado de Lula em Pernambuco, apesar da neutralidade adotada pela sigla em âmbito nacional.
O PT aposta em conversas com lideranças regionais de partidos do Centrão para ampliar alianças no segundo turno. Nos últimos dias, Republicanos, PP e União Brasil fecharam apoio à candidatura de Flávio após ele terminar o primeiro turno na liderança da corrida.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nessa terça que tem mantido conversas com lideranças partidárias para articular apoios. Um dos nomes que deve apoiar a reeleição de Lula é o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP-MA), eleito senador pelo Maranhão.
“A tendência é que ele esteja conosco, declarando apoio ao presidente Lula, mesmo com o partido tendo declarado apoio a Flávio Bolsonaro”, disse.
O escritor e candidato à presidente da República Augusto Cury (Avante) prometeu nas redes sociais nesta quarta-feira (7) se pronunciar “em breve” após ficar em terceiro lugar no primeiro turno das eleições 2026.
Sem mencionar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT), Cury disse que quer falar de projetos com os eleitores. Ele também criticou o que chamou de “guerra de ódios” e disse que é preciso pacificar o país. As informações são do g1.
“Por favor, tenham paciência. Quem não é amigo da paciência, não é amigo da sabedoria. Quem não é amigo da sabedoria, toma atitudes precipitadas e inadequadas. Em breve, eu me pronunciarei e, por favor, aguardem”, disse.
Em todo o país, Cury terminou com 2,89% dos votos válidos, o que corresponde a 3.448.569 do total de eleitores. Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 56.104.268 votos, 47,03% dos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, 45,16%. A diferença entre os dois foi de 2.227.651 votos.
Logo após o resultado no último domingo (4), o escritor afirmou que deixaria a política, não apoiaria nenhum dos candidatos na reta final da disputa e que ficaria em silêncio.
Na publicação desta quarta-feira, o escritor explicou por que optou por esse silêncio, mas prometeu voltar a falar com os eleitores.
“Quem não sabe se silenciar, não sabe se ouvir. Quem não sabe se ouvir, não entende que as principais decisões humanas são solitárias. Eu preciso conversar olho no olho com quem eu tenho de conversar. E será breve. Eu falarei sobre pautas importantes, inclusive para pacificar esse país tão dividido, tão dilacerado.”
Cury também destacou a importância de falar de projetos. “Essa guerra de ódios tem de terminar e nós temos de falar de projetos importantíssimos.”
Segundo ele, é preciso repaginar a educação para serem formados pensadores em vez de repetidores de informação e se buscar uma saúde que o Brasil nunca teve.
“Como protegermos as mulheres, porque elas representam o ouro da humanidade. Proteger as nossas crianças, para que elas tenham futuro em um país completamente dividido e endividado”.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ainda apura a possível origem do incêndio de grande proporções que atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, nesta quarta-feira (7).
“Funcionavam vários laboratórios no primeiro andar do prédio, ligados a fármacos, informática e computação. Perdemos completamente todos os equipamentos, estimados em aproximadamente R$ 100 milhões”, explicou Alfredo Gomes, reitor da UFPE. As informações são da Folha de Pernambuco.
Ainda de acordo com o reitor, o prejuízo também foi científico. “Havia muitas informações aqui, sobretudo de pesquisa, dados que estavam guardados, vinculados até as dissertações”, apontou.
“Amanhã, nossas equipes ligadas à Superintendência de Infraestrutura, junto com o pessoal da Segurança do Trabalho, vão fazer uma investigação mais detalhada para descobrir a origem do incêndio que afetou a nossa universidade”, disse Alfredo Gomes.
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBM-PE) enviou cinco viaturas até o local. Segundo o Major Calado, supervisor de operações do Corpo de Bombeiros, não há vítimas.
A TV Globo promove, nos dias 15 e 16 de outubro, entrevistas ao vivo com os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial.
Realizados nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, os encontros serão conduzidos por Renata Lo Prete e exibidos após o ‘Jornal Nacional’, com transmissão simultânea pelo g1 e pela GloboNews. As informações são do g1.
Veja a ordem das entrevistas (definida por sorteio em reunião realizada com representantes das campanhas na tarde de terça-feira, 6):
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): quinta-feira, 15 de outubro;
Flávio Bolsonaro (PL): sexta-feira, 16 de outubro.
Durante as entrevistas, os candidatos poderão detalhar propostas, apresentar prioridades para o país e responder a questionamentos sobre temas de interesse da população.
Debate no 2º turno
No dia 23 de outubro, a TV Globo realiza o último debate entre os dois candidatos que disputam a Presidência da República. Foram convidados Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro acontecerá nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo após o ‘Jornal Nacional’.
Mediado pelo jornalista César Tralli, o debate será transmitido ao vivo pela TV Globo, e também poderá ser acompanhado simultaneamente pelo g1 e pela GloboNews, que disponibilizará o conteúdo para o mundo todo. Pelo Globoplay, o público poderá assistir tudo pelo sinal da TV Globo. Após a exibição, a íntegra ficará disponível no g1.
As entrevistas e o debate realizados pela Globo integram a cobertura para o segundo turno das Eleições 2026 e têm como principal objetivo oferecer aos brasileiros a oportunidade de conhecer e avaliar as propostas dos candidatos para os desafios do país.
O resultado da eleição no último domingo trouxe um reforço importante para a campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Na realidade, partidos e coligações se dividiram entre as candidaturas, no primeiro turno, de Lula e de Flávio. Muitos acreditavam que Lula chegaria à frente no primeiro turno e com muita vitalidade para disputar o segundo.
Aconteceu o inverso. As principais figuras políticas ligadas a Lula foram derrotadas na eleição. Outros ficaram em cima do muro, como a governadora Raquel Lyra. E, no final das contas, a realidade é que todo o centrão, que de certa forma se viu ameaçado e intimidado pelo governo petista na reta final das definições para as candidaturas à Presidência da República, agora quer dar o troco.
Aqui em Pernambuco, não é diferente. De um lado, Raquel dá o troco a Lula por ter vindo para o palanque de João Campos. Do outro, o Republicanos, que teve o ministro Silvio Costa Filho no governo Lula, anuncia apoio a Bolsonaro. A família Coelho, que amarga sua pior derrota, com a não eleição de Miguel Coelho para a Câmara Federal, também sinaliza apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, após o prefeito de Petrolina, Simão Durando, também declarar apoio.
É esse efeito, como um todo, dos aproveitadores da política, que, com certeza, vai beneficiar muito Flávio Bolsonaro na disputa do próximo dia 25 de outubro.
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para defender a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) e rebater as cobranças do deputado federal Pedro Campos (PSB) por um posicionamento público em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
A reação de Gadêlha ocorreu após o socialista divulgar um vídeo afirmando que a gestora estadual precisava declarar voto no petista sob o risco de favorecer a oposição. Na avaliação do parlamentar, o tom adotado “busca constranger a governadora”.
“Pedro não quer convencê-la, não quer trazê-la para junto, não quer construir com ela esse apoio. Pedro quer obrigá-la a fazer. Eu vou além: ele tenta intimidá-la, porque coloca a militância lulista contra uma mulher que não declarou seu voto”, afirmou.
Túlio ressaltou que a postura de cobrança acentua divisões e afasta uma liderança que obteve mais de 2,8 milhões de votos no primeiro turno. “Pedro está dando uma aula do que a gente não deve fazer, porque tudo o que a gente não está precisando é afastar as pessoas que não se declararam”, pontuou.
O parlamentar sustentou ainda que a governadora cumpre um papel estratégico ao dialogar com setores em que a candidatura petista enfrenta maior resistência.
“Talvez você possa não ter entendido o que Raquel está fazendo pelo presidente Lula, mas ela está fazendo mais do que eu e você juntos, porque ela dialoga com os conservadores, com os evangélicos, com os empresários e as forças de segurança”, destacou Túlio.
Ao defender a autonomia da gestora, o deputado concluiu enfatizando a necessidade de humildade no convencimento dos eleitores.
“Somos nós que precisamos do voto, então somos nós que temos que nos esforçar para convencer. A gente não pode dizer para ninguém o que a pessoa tem que fazer. Deixa a mulher trabalhar”, concluiu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, voltou a usar as redes sociais nesta quarta-feira (7), desta vez para cobrar uma posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
No vídeo, Lula questionou como Flávio Bolsonaro pretende se posicionar sobre a proposta e como vai orientar o PL, sigla da qual é filiado. As informações são do g1.
“Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, questionou.
A publicação ocorre no mesmo dia em que Lula divulgou outro vídeo, também nas redes sociais, no qual convocou apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores para tentar vencer o segundo turno.
Após o resultado do primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais para aumentar a base de alcance do petista.
Fim da escala 6×1 No novo vídeo, Lula explicou a proposta como uma mudança de seis dias de trabalho e um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de folga.
“Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida”, disse.
Lula afirmou ainda que a discussão da proposta permitirá aos eleitores conhecer a posição dos políticos sobre o tema.
“Agora chegou a hora do povo saber a verdade. Quem é quem nesse país”, afirmou.
Nesta terça (6), Lula já havia voltado a defender o fim da escala 6×1 e afirmado que queria ver a redução da jornada “sair do papel”. Na ocasião, o petista disse que Flávio Bolsonaro é contra a mudança.
“Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha”, disse Lula na terça.
A proposta em análise no Congresso estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
O plenário do Senado começou a discutir a PEC nesta terça. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que a primeira votação pode ocorrer na próxima semana.
O texto já foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado.
Entre os governistas, a estratégia é tentar aprovar a proposta antes do segundo turno e expor o posicionamento de integrantes da oposição sobre a medida.
Já senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentam evitar a votação dessa PEC e defendem que uma proposta alternativa seja analisada.
A discussão sobre o fim da escala 6x1começou terça (6), no plenário do Senado. A sessão teve discursos favoráveis à proposta e ausência da maioria dos senadores do PL. Flávio Bolsonaro também não participou da discussão.
Antes da sessão de terça, Alcolumbre havia mantido o calendário de discussão da proposta. Pelo rito do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Na noite de terça, o presidente do Senado sinalizou que a votação poderá ocorrer na próxima semana.
Para mim, o resultado de uma eleição não se resume a quem conquistou um mandato. Também importa quem ajudou a construir aquela vitória e de onde veio a confiança que levou o eleitor a escolher seus candidatos.
É aí que entra Jair Bolsonaro.
Como cientista político e social, procuro olhar além da apuração. Observo o que move as pessoas, os vínculos que elas mantêm com suas lideranças e os motivos que fazem um projeto continuar vivo mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Bolsonaro construiu uma relação com seus eleitores que muita gente ainda tem dificuldade de compreender. Há brasileiros que veem nele alguém que fala por suas convicções, expressa suas indignações e representa o país que desejam para os filhos.
Pode-se discordar dele. Mas ignorar essa relação compromete qualquer análise.
Sua influência sobre a escolha de candidatos mostra o tamanho dessa confiança. Uma indicação só tem força quando o eleitor acredita em quem a faz. E essa confiança foi construída ao longo de anos, em meio a disputas, erros, acertos e enfrentamentos.
Flávio recebeu a responsabilidade de dar continuidade a esse projeto. O apoio do pai tem peso, mas também aumenta a cobrança. Quem recebe um patrimônio político dessa dimensão precisa mostrar o que fará com ele.
Vejo o mesmo desafio nas demais lideranças desse campo. A identificação com Bolsonaro ajuda a conquistar votos, mas o mandato exige trabalho, presença e respeito aos compromissos assumidos. O eleitor merece mais do que uma fotografia de campanha.
Quanto a Bolsonaro, as limitações à sua atuação não apagam o vínculo com seus apoiadores. Na minha avaliação, subestimar essa ligação tem sido um dos grandes erros de quem tenta explicar a política brasileira apenas pelos acontecimentos de Brasília.
É preciso ouvir o que se diz nas ruas, dentro de casa, no trabalho. É nesses lugares que a confiança se mantém — e é de lá que vem o voto.
Por isso, considero Bolsonaro uma figura central para compreender este momento. Seu peso político ultrapassa sua participação pessoal na campanha e aparece nas escolhas de quem continua tomando seu nome como referência.
O desafio agora é fazer essa confiança valer a pena. O Brasil precisa de representantes que entreguem resultados e honrem a palavra dada.
A força de uma liderança se revela também nisso: na qualidade de quem ela ajuda a eleger e no legado que essas pessoas conseguem construir.
Um incêndio atingiu, na noite desta quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. As causas do incêndio e informações sobre possíveis vítimas ainda não foram divulgadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), a ocorrência foi confirmada e, até o momento, cinco viaturas foram enviadas ao local para atender à ocorrência. As informações são do JC.
A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e aguarda novas informações sobre o incêndio.
O partido Republicanos declarou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio foi realizado após uma reunião do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) e lideranças do partido com o senador Flávio Bolsonaro. Estavam presentes o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), entre outros membros do partido. As informações são do g1.
“O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente da República. Mas mantenho meu respeito a realidades locais, e cito Paraíba e Pernambuco”, disse Pereira.
“Não é uma decisão incondicional, mas nasce da voz das urnas e de um sentimento que a gente ouve em toda esquina, o brasileiro quer ter esperança de novo […] tenho que dizer com sinceridade: não é um cheque em branco. O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas dá antes de tudo responsabilidade”, disse o presidente do Republicanos.
“Quando sentar na cadeira de presidente vou governar para todo mundo sim. Temos que garantir estabilidade. Não dá para aguentar o STF da forma como está. Não temos que abaixar a cabeça e achar que está tudo bem, não está tudo bem. Uma parte da imprensa criticou eu falar que temos que redemocratizar o Brasil. Temos que redemocratizar o Brasil porque as instituições precisam voltar a ser respeitadas”, disse Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, o partido adotou uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputarão o segundo turno em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
Nas eleições deste ano o Republicanos manteve 41 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu 2 senadores.
O senador reeleito Humberto Costa (PT) defendeu, na tribuna do Senado, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Durante a primeira sessão de discussão da matéria na Casa, realizada na terça-feira (6), o parlamentar destacou que o texto estabelece uma transição gradativa de 14 meses para permitir a adaptação dos setores produtivos.
Pelo modelo apresentado, a jornada de trabalho será inicialmente reduzida em duas horas por semana, assegurando dois dias de folga semanais. Após um ano e dois meses da aplicação inicial, entrará em vigor a jornada definitiva de 40 horas semanais, sem qualquer redução nos vencimentos dos trabalhadores. A expectativa é que a proposta seja submetida à votação em primeiro turno no plenário na próxima semana.
Ao rebater argumentos de que a medida teria chegado de surpresa ao Congresso Nacional, Humberto frisou que o tema tramita há anos no meio legislativo, já tendo sido apreciado pela Câmara dos Deputados.
“Essa proposta é resultado de anos de mobilizações dos trabalhadores, das trabalhadoras, dos movimentos sociais e das entidades sindicais. Não votar essa proposta é negar cidadania ao povo brasileiro”, afirmou o parlamentar.
O senador resgatou ainda o precedente histórico de 38 anos atrás, quando a jornada nacional foi reduzida de 48 para 44 horas semanais sem impacto negativo na produtividade. Humberto pontuou que experiências internacionais com jornadas reduzidas indicam aumento no rendimento e diminuição de acidentes de trabalho, e criticou alas da oposição que se posicionam contra o avanço do texto no Parlamento.
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal tenta adiar a votação do fim da escala 6×1, prevista para a próxima semana. Senadores bolsonaristas se reuniram nesta quarta-feira (7) e decidiram pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a votação seja feita somente depois do resultado da eleição presidencial.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que eles não se negam a discutir a jornada de trabalho no Brasil, mas que, neste momento, não é o ideal. Ele evitou dizer, no entanto, como o partido vai votar na proposta. As informações são do g1.
“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, disse Rogério Marinho. Para tentar negociar com Alcolumbre, os senadores escolheram a senadora Tereza Cristina (PP-MT) como porta-voz. Segundo eles, Tereza irá tentar conversar com o presidente do Senado ainda nesta quarta-feira (7).
Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a PEC do governo e, mais uma vez, defendeu a proposta alternativa. O texto da oposição prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário.
Entre os pedidos está que, caso ele queira votar, que faça somente a primeira votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6×1 e deixe o restante para depois.
Uma PEC precisa ser votada duas vezes antes de ser considerada aprovada. O que abre margem para que, mesmo com a primeira aprovação, a proposta não siga adiante após as eleições.
Governo quer acelerar votação Alcolumbre rebateu as falar da oposição e disse que seu compromisso era não votar durante as eleições para o Legislativo. A disputa para o Senado não tem segundo turno, então já foi encerrada.
Agora, segundo o presidente do Senado, cada senador pode votar o fim da 6×1 sem pressão de ser a favor ou contra para se reeleger. Disse ainda que pode acelerar a votação, se essa for a decisão do plenário.
“Eu, como presidente do Senado, vou submeter ao voto, porque, do ponto de vista regimental, quando era interessante para uns ou para outros terem um calendário especial para acelerar a votação de uma PEC, eles apresentaram”, disse Alcolumbre.
Em seguida, a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PB), disse já estar recolhendo assinaturas para pedir calendário especial e votar o fim da 6×1 antes do segundo turno.
“A cara de quem é contra [o fim da 6×1] tem que ser mostrada”, disse a senadora.
Pelas regras do Senado, a proposta precisa ser discutida durante cinco sessões no plenário antes da primeira votação. A primeira sessão de discussão foi feita na terça-feira (6) e a segunda será hoje.
Depois das cinco sessões e da votação em primeiro turno, pelo regimento, deve-se esperar mais 5 dias úteis, ter mais três sessões de discussão e só depois votar o segundo turno.
Caso emendas sejam apresentadas, o prazo é maior, para análise das emendas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A oposição já disse que pretende apresentar emendas.
Marinho afirmou que irá pedir que o regimento seja cumprido, e assim deixar a votação para depois do fim de outubro e depois do resultado da disputa pela presidência entre Lula e Flávio. Mas o regimento também permite a quebra dos prazos, desde que aprovada pelo plenário do Senado.
Em entrevista ao programa Timeline da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defendeu a anistia ao envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro, argumentou que planejamento de golpe não deveria ser considerado crime e, irritado com as perguntas sobre o tema, respondeu com um “sei lá” sobre as possibilidades de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, tente medida similar no futuro. Em seguida, porém, o próprio Valdemar afirmou que “nunca, jamais” isso seria cogitado, sobretudo após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Valdemar demonstrou otimismo com a possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ficar à frente do petista no primeiro. O dirigente partidário voltou a afirmar que o ex-presidente não teria cargo numa gestão Flávio, mas que participaria informalmente. As informações são do jornal O GLOBO.
Ao falar sobre a promessa de anistia a todos os condenados por golpe de Estado, Valdemar explicou que a intenção é “soltar todos os militares que estão presos injustamente”. Ele justificou sustentando que o planejamento golpista não deveria ser tratado como um crime.
— A lei diz que você pode planejar um assassinato, mas se você não assassinou o camarada, e não tentou, não é crime — afirmou o presidente do PL, enquanto era questionado pelos entrevistadores sobre os eventos do 8 de Janeiro. — Tudo bem, discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe, e daí?
O jornalista Paulo Germano, apresentador do Timeline, perguntou então se ele reconhecia que houve de fato um “planejamento” de golpe. Costa Neto respondeu positivamente:
— Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio? — pontuou.
Germando fez, então, a seguinte pergunta: “Quem nos garante que esse planejamento não ocorrerá de novo em um eventual governo Flávio Bolsonaro? O senhor acha que podem tentar de novo?”
Visivelmente irritado com a insistência no assunto, Valdemar respondeu:
— Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais — disse o presidente do PL, encerrando o tema.
Até hoje, 1.402 pessoas foram condenadas por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de golpe. Desse total, 29 integram os núcleos principais do planejamento, como Jair Bolsonaro, os generais Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, Augusto Heleno, ex-chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin.
O chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, localizado pela Polícia Federal nas investigações, previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Segundo a investigação, militares das Forças Especiais chegaram a monitorar Moraes e, em 15 de dezembro de 2022, realizaram uma ação para avaliar a possibilidade de prendar ou assassinar Alexandre de Moraes.
O objetivo da trama golpista, segundo a investigação, era criar uma justificativa para impedir a posse de Lula e reverter o resultado eleitoral de 2022.
Presença de Jair Bolsonaro no governo
Outro tema da entrevista na Timeline foi a possibilidade de Jair Bolsonaro, após ser anistiado, receber um cargo em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Valdemar Costa Neto disse que o pai do senador não teria um cargo formal, mas participaria informalmente.
— Bolsonaro logicamente vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo — respondeu.
Mudar a Constituição
Os entrevistadores também questionaram o dirigente sobre as falas de Flávio Bolsonaro em agenda ao lado de Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça-feira, quando o presidenciável disse que iria promover mudanças na Constituição. O presidente do PL primeiro justificou que a preocupação de Flávio era com a “parte tributária”, o excesso de impostos e de ministérios no Brasil, temas que não dependem de alterações constituicionais para se realizar mudanças.
Depois, Valdemar citou a promessa de acabar com a reeleição como uma medida no pacote de “mudanças na Constituição”.
— Ele quer acabar com a reeleição — afirmou Valdemar Costa Neto, que disse que na sua opinião a eleição já está definida. — Não tem erro.
Impeachment de ministros do STF
Sobre as propostas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram base de campanha de diversos senadores eleitos pelo PL e do próprio Flavio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto evitou garantir que isso aconteceria e repetiu que esse asunto precisa ser discutido no Congresso. Como a coluna da Malu Gaspar mostrou, já há ao menos 49 senadores que defendem a pauta.
— Isso precisa ser discutido. O ideal para nós era que o Supremo resolvesse os problemas dentro do Supremo, mas é uma pauta que vai ter uma discussão grande. Não vamos resolver nada com guerra, na minha opinião. Temos que ter habilidade de tocar país para frente. Se brigar com Supremo, Legislativo, isso atrasa o país.
Participação de Michele Bolsonaro no Segundo Turno
Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michele Bolsonaro (PL) terá participação na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno, afirmou Valdemar Costa Neto, que a chamou de “craque”.
— Agora ela vai poder andar o Brasil nesse período para trabalhar para o Flávio para valer. Ela tem muito talento, faz muita falta em todo lugar. É uma craque.
Eleito deputado estadual por Pernambuco com 132.322 votos, Gilson Machado Filho (Podemos) foi o segundo candidato do partido mais votado para o cargo em todo o país. Em Pernambuco, ele terminou como o segundo deputado estadual mais votado e, segundo a campanha, foi o candidato da direita com maior votação para a Assembleia Legislativa. Os votos foram registrados nos 184 municípios pernambucanos e em Fernando de Noronha.
“Agradeço a cada um que reconheceu o trabalho que exerci na Câmara de Vereadores e depositou sua confiança para que mais uma vez eu siga trabalhando por Pernambuco, desta vez como deputado estadual, na Alepe. Agora sigo para a missão de eleger Flávio Bolsonaro no segundo turno. Assim, minha vitória será completa”, afirmou. Gilson e o pai, Gilson Machado, eleito deputado federal com 156.754 votos, mantêm os comitês de campanha abertos para ações em apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.