Em meio às repercussões de conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, parlamentares renovaram a pressão em prol de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master. O Congresso Nacional já acumula ao menos sete iniciativas neste sentido, que seguem travadas.
Revelado nesta semana, o caso envolvendo o patrocínio de Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou a articulação de dois novos pedidos de comissões mistas de inquérito, ambos ainda em fase de coleta de assinaturas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisUm é articulado pela oposição, sob a coordenação do senador Carlos Viana (PSD-MG), e outro é de iniciativa da base governista, liderado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara.
Mesmo com as novas cobranças, as chances de uma investigação própria no Legislativo ainda são baixas. Por um lado, integrantes da base aliada do governo veem na CPI uma nova frente de ofensiva contra Flávio Bolsonaro. Por outro, a oposição mira inverter o foco da crise e insiste no discurso de que todas as relações envolvendo o Master precisam ser investigadas pelo Congresso.
Ontem (15), Lindbergh Farias também apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) mandado de segurança para obrigar a abertura de uma CPMI, formada por deputados e senadores.
Além das novas iniciativas em fase de coleta de assinaturas, outros cinco pedidos no Congresso já reuniram as assinaturas mínimas e ainda não tiveram andamento:
• CPI do Master da Câmara, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
• CPI do Master no Senado, sugerida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE);
• CPI no Senado para investigar Daniel Vorcaro e os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, articulado pelo senado Alessandro Vieira (MDB-SE);
• CPMI do Master, de iniciativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
• CPMI do Master, apresentada pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
Os pedidos de uma CPI no Senado ou um colegiado misto esbarram no aval necessário de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa e do Congresso. Ele, no entanto, resiste aos apelos sobre o tema e não deu sinalização favorável sobre a instalação.
No STF, além da solicitação de Lindbergh, um outro mandado de segurança, patrocinado pela oposição, pede a instalação obrigatória da comissão de inquérito. O pedido tramita sob a relatoria do ministro Nunes Marques, mas não teve andamento. Senadores têm cobrado que o ministro se declare suspeito e, assim, o pedido seja enviado para a análise de outro integrante do Supremo.
Na Câmara, a instalação de uma CPI já foi descartada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que argumenta haver pedidos mais antigos para a abertura de outras comissões de inquérito. O entendimento foi reforçado pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que rejeitou pedido para determinar a abertura da CPI.
Sobre as tratativas com Vorcaro, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e tem afirmado que discutiu “especificamente” sobre a produção do filme. Segundo ele, acordo envolvia apenas recursos privados. O senador também tem defendido e afirmado ser “fundamental” a instalação de uma comissão de inquérito.
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