Conservadores vêm reiterando que esta eleição é para fazer um acerto de contas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que foi eleita há pouco mais de três anos com voto bolsonarista. Hoje, ela tem se portado de forma a ser aliada de Lula e, ao mesmo tempo, tentar cooptar novamente votos da direita. Os bolsonaristas lembram que, quando era prefeita de Caruaru, ela e o então vice, hoje prefeito da cidade, Rodrigo Pinheiro, se negaram a receber Bolsonaro em Caruaru.
Além disso, na época, também foram cobrados pela falta de posição sobre a atuação do governo federal em relação a COVID. O que muitos avaliam é que essa postura de “corda bamba” pode custar caro nesta eleição, porque, de um lado, há muita gente incomodada na direita e, do outro, a esquerda também observa seus movimentos com desconfiança. Isso significa dizer que ela vai acabar perdendo credibilidade em ambos os lados.
Ontem, foi entregue ao município de Arcoverde um novo micro-ônibus adaptado para reforçar a frota da saúde municipal. O veículo, no valor de R$ 584.600,00, foi entregue na cidade de Serra Talhada e será utilizado exclusivamente no transporte de pacientes em deslocamentos regulados pelo SUS.
A conquista foi formalizada por meio do Termo de Doação nº 1844/2026 e é resultado da participação ativa de Arcoverde na consolidação da Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, especialmente por meio da Portaria GM/MS nº 3.492/2024.
O município atendeu aos critérios técnicos exigidos pelo Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada – Mais Acesso a Especialistas, o que garantiu a liberação do veículo por parte da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, sem destinação parlamentar.
A doação também reconhece o trabalho desenvolvido por Arcoverde na elaboração e pactuação do Plano de Ação Regional (PAR), construído de forma colaborativa nas Comissões Intergestores Regionais (CIR) e Bipartites (CIB).
Com mais esse investimento, Arcoverde amplia o acesso da população aos serviços especializados do SUS, oferecendo mais conforto, acessibilidade e segurança no transporte de pacientes, fortalecendo cada vez mais a saúde do município.
Existe um padrão histórico no Brasil: toda vez que trabalhadores conquistam algum direito, setores da elite econômica entram em desespero. Foi assim na abolição da escravidão. Foi assim na criação das leis trabalhistas, da carteira de trabalho, do salário mínimo e das férias. E está sendo exatamente assim agora no debate sobre o fim da escala 6×1.
Os argumentos mudam de roupa, mas o conteúdo é sempre o mesmo. Dizem que o país vai quebrar, que haverá desemprego, inflação e colapso econômico. Ontem eram os barões do café afirmando que o Brasil não sobreviveria sem trabalho escravo. Décadas depois, empresários acusavam Getúlio Vargas de destruir a economia ao criar direitos trabalhistas. Agora, representantes das federações empresariais aparecem na televisão anunciando o caos porque trabalhadores querem apenas mais tempo para viver. O curioso é que nenhuma dessas previsões catastróficas se confirmou.
A escravidão acabou e o país continuou existindo. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada e o Brasil se industrializou. O salário mínimo não destruiu a economia. As férias não faliram empresas. Mas parte da elite brasileira parece condenada a repetir o mesmo teatro do medo sempre que os trabalhadores avançam.
A reação contra a redução da jornada 6×1 é simbólica. De um lado, milhões de brasileiros submetidos a uma rotina brutal, trabalhando seis dias para descansar apenas um, sem tempo para a família, para estudar, descansar ou cuidar da saúde. Do outro, empresários milionários afirmando que oferecer um pouco mais de dignidade ao trabalhador “enfraquece as forças produtivas”.
Na prática, o recado é simples: o lucro continua sendo mais importante do que a vida humana. E é justamente aí que aparece a grande hipocrisia.
Os mesmos setores que condenam direitos trabalhistas são os maiores beneficiários do Estado brasileiro. Criticam o Bolsa Família, falam em “gastos excessivos” e dizem que o governo não pode sustentar programas sociais. Mas silenciam diante dos bilhões que recebem em incentivos fiscais, renúncias tributárias e subsídios públicos. O contraste é brutal.
Enquanto o Bolsa Família custa cerca de 60 bilhões de reais por ano para atender milhões de famílias pobres, o chamado “setor produtivo” recebe aproximadamente 830 bilhões anuais em benefícios fiscais do Governo Federal. Ou seja: quando o dinheiro vai para os pobres, chamam de desperdício. Quando vai para empresários, chamam de incentivo ao desenvolvimento.
No fundo, parte da elite brasileira nunca deixou de enxergar o trabalhador apenas como ferramenta de produção. Mudaram os discursos, mas permanece uma mentalidade profundamente colonial: trabalhar muito, reclamar pouco e agradecer pelo emprego.
Por isso, o debate sobre a jornada de trabalho também revela claramente a divisão política do país. Neste momento, a esquerda – leia-se Lula – defende a redução da jornada, melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida. Já a direita – leia-se Flávio Bolsonaro – se posiciona majoritariamente contra, alinhada ao discurso das federações empresariais e repetindo previsões apocalípticas que a própria história já desmentiu inúmeras vezes.
Países desenvolvidos já discutem semana de quatro dias, produtividade inteligente e saúde mental. Enquanto isso, setores atrasados da elite brasileira ainda agem como se descanso fosse preguiça e dignidade fosse ameaça.
A verdade é simples: trabalhador descansado produz melhor. Trabalhador valorizado adoece menos. Trabalhador com tempo para viver movimenta a economia e melhora sua qualidade de vida.
Nenhum direito social surgiu sem resistência dos privilegiados. Nenhum. Todos foram tratados como ameaça antes de se tornarem conquistas civilizatórias.
A redução da jornada 6×1 apenas entrou para essa lista.
Ao discursar, há pouco, em Triunfo, num congresso de vereadores sem praticamente representantes da categoria, mas uma claque de servidores comissionados mobilizados por prefeitos aliados, a governadora Raquel Lyra (PSD) passou recibo aos opositores. Em resposta as denúncias da oposição, de que seu governo é uma grande maquiagem, especialmente na saúde, onde tetos de hospitais reformados desabam, afirmou que a única maquiagem que faz é no seu rosto. “Não sou adepta de maquiagem. A única maquiagem que aceito é da minha maquiadora no meu rosto”, afirmou.
Raquel repetiu a mania de discursar em cima de bancos, como tem feito em suas últimas agendas, ao subir em uma cadeira na tribuna de honra. Em seguida, acusou a oposição de pregar mentiras, afirmando que, “enquanto eles plantam mentira a gente pisa no acelerador”. “O Hospital da Restauração não via uma reforma há 70 anos, porque os que governaram antes da gente nunca tiveram compromisso com a saúde”, completou.
Raquel falou para uma plateia esvaziada de vereadores. A maioria foi embora ao saber que João Campos (PSB) não iria mais comparecer. Num determinado instante, o plenário do recinto ficou completamente esvaziado. Para não falar as paredes, a governadora contou com a ajuda de prefeitos aliados, que levaram várias delegações de servidores comissionados para fazer número.
A governadora chegou acompanhada de quatro postulantes ao Senado – Túlio Gadelha (PSD), Dudu da Fonte (PP), Miguel Coelho (UB) e Fernando Dueire (PSD). Aproveitou o evento para fazer uma longa prestação da sua gestão e bombardear seus adversários. “Eles tentaram nos atrapalhar e até reduzir o nosso mandato com uma CPI, uma CPI para impor medo, mas Pernambuco me conhece e sabe que ninguém me impõe medo”, afirmou.
Raquel repetiu a ladainha de que recebeu um Estado arrasado. “Me entregaram um Estado sem dinheiro, quebrado. Tive que arrochar nas contas e passei os dois primeiros anos da minha gestão dizendo não a prefeitos que me procuravam para fazer obras”, desabafou.
Uma das vozes mais atuantes na defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 no campo progressista, a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, destacou a importância social e histórica da aprovação da PEC, pela Câmara dos Deputados, como um marco, sobretudo para a vida das mulheres brasileiras, que são as principais afetadas pelo excesso das jornadas de trabalho, dentro e fora de casa.
Para Marília, a aprovação também representa uma importante vitória do governo do presidente Lula e das forças progressistas diante da resistência da extrema direita e de setores que historicamente se opõem à ampliação dos direitos sociais.
Defensora da pauta há anos, Marília destaca que a proposta vai muito além da discussão trabalhista e produz impactos diretos na vida das famílias brasileiras, especialmente das mulheres, que continuam acumulando o trabalho formal com as responsabilidades domésticas e os cuidados com os filhos.
“Essa é uma conquista histórica porque significa devolver tempo de vida às pessoas. E isso tem um peso ainda maior para as mulheres, que enfrentam diariamente a dupla e muitas vezes a tripla jornada. A redução da jornada é uma medida de justiça social, mas também de combate às desigualdades. Ela permite mais convivência familiar, mais participação dos pais na criação dos filhos, mais divisão das tarefas domésticas e mais qualidade de vida. Estamos falando de uma mudança que fortalece as famílias e ajuda a enfrentar desafios sociais importantes, como a violência e a vulnerabilidade dos nossos jovens. Foi uma vitória construída com muita luta e que mostra a importância do compromisso do presidente Lula e das forças democráticas com quem trabalha e move este país. A alteração da 6 x 1 é mais que uma questão ideológica, é uma urgência social”, afirmou.
Apesar da aprovação na Câmara, Marília alerta que a mobilização precisa continuar. A proposta segue agora para o Senado Federal, onde já enfrenta resistência de setores conservadores e econômicos contrários à medida. “Não podemos tratar essa conquista como uma batalha encerrada. O Senado será uma etapa decisiva e a participação da sociedade continuará sendo fundamental. Precisamos manter a pressão democrática para garantir que esse avanço histórico se transforme definitivamente em direito para milhões de brasileiros”.
Para Marília, a aprovação da PEC e a consequente alteração definitiva da jornada de trabalho atual representa um passo importante na construção de um Brasil mais justo, que valoriza o trabalho sem abrir mão da dignidade, do bem-estar e do fortalecimento das famílias.
A governadora Raquel Lyra (PSD) continua enganando pelo menos dois dos quatro pré-candidatos ao Senado, faltando quatro meses para as eleições. Em Triunfo, onde veio para um congresso de vereadores, ela chegou com seus “quatro senadores”. A pergunta de um milhão de dólares: quem vai dançar entre Túlio Gadelha, Dudu da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire?
Grande parte dos vereadores presentes ao congresso estadual da UVP, em Triunfo, no Sertão, já abandonou o evento, mas os prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) mobilizaram uma plateia não política para promover uma recepção festiva à gestora.
A luta da adolescente Laura Vitória, de 15 anos, por atendimento domiciliar tem mobilizado familiares e sensibilizado pessoas nas redes sociais. Segundo relatos da mãe da jovem, Laura levava uma vida ativa antes de uma cirurgia de descompressão medular, realizada em janeiro de 2025, no Hospital Ilha do Leite, da rede Hapvida, no Recife. A menina andava, brincava, frequentava a escola, participava de atividades extracurriculares e fazia terapias como fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia, além de praticar natação e outras atividades de interação social.
De acordo com a família, a cirurgia foi necessária após exames apontarem compressão na medula, o que vinha comprometendo os movimentos da adolescente. No entanto, após o procedimento, Laura não conseguiu mais retomar a rotina. A menina passou a depender de aparelhos para respirar, por meio de traqueostomia, além de alimentação por sonda gástrica. Desde então, permanece acamada e necessitando de cuidados contínuos e especializados.
A mãe também denuncia uma sequência de falhas durante a internação hospitalar. Entre os problemas relatados estão erros médicos e de enfermagem, incluindo a formação de uma escara grave na região sacral, que teria provocado infecção óssea, além de episódios envolvendo falhas em equipamentos respiratórios. Outro episódio que aumentou a preocupação da família foi a queda de parte do teto do quarto onde Laura estava internada, no quinto andar da unidade hospitalar da Ilha do Leite.
Diante do quadro clínico, a Justiça determinou, ainda em dezembro de 2025, que a Hapvida disponibilize atendimento de home care para a Laura, decisão que, segundo a família, foi reafirmada recentemente. Os parentes defendem que o atendimento domiciliar é fundamental para garantir mais segurança, dignidade e qualidade de vida à menina, além de reduzir os riscos de novas intercorrências hospitalares. A família segue pedindo apoio e divulgação para que a decisão judicial seja cumprida e Laura possa finalmente retornar para casa.
Não estava na agenda, mas acabei participando como palestrante do congresso estadual de vereadores, que está sendo realizado ao longo desta manhã, na cidade do frio, numa promoção da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). Foi uma fala vapt-vupt a pedido presidente licenciado da UVP e presidente da Câmara Municipal de Gravatá, Léo do Ar (PP).
Existe uma coisa que o tempo ensina e que nenhuma pesquisa consegue medir: vivência. Vivência não se compra, não se herda e não se fabrica em gabinete climatizado. Vivência é construída nas vitórias, nas derrotas, nos acertos, nos erros e, principalmente, na capacidade de aprender quando o cenário parece contrário.
A maturidade política nasce exatamente daí. De entender que nenhum projeto cresce ouvindo apenas aplausos. Nenhuma liderança se fortalece cercada apenas por quem concorda com tudo. Política exige escuta, humildade, construção e inteligência coletiva.
Vi isso de perto quando muitos ainda não enxergavam. Quando Eduardo Campos não tinha sequer dois dígitos nas pesquisas, decidi caminhar ao seu lado. Fui chamado de louco, de dissidente (PTB), de homem sem rumo. Mas existia ali algo que muitos não conseguiam perceber: a capacidade de ouvir, de somar, de construir pontes e de compreender que política não se faz com arrogância.
Eduardo cresceu porque entendia o valor do coletivo. Sabia que ninguém governa sozinho e que decisões estratégicas não podem ficar restritas a duas ou três cabeças fechadas dentro de uma bolha. Pernambuco avançou porque existia diálogo, conselho político, debate e visão de futuro.
O problema de muitos projetos atuais é acreditar que força eleitoral substitui inteligência política. Não substitui. Pesquisa não ganha eleição sozinha. Marketing não sustenta projeto sem base. Vaidade não constrói unidade. E soberba sempre cobra um preço alto na política.
O momento que Pernambuco vive exige reflexão profunda. Exige maturidade. Exige ouvir quem conhece o interior, quem entende o sentimento das ruas, quem sabe interpretar o silêncio das bases e o desgaste que muitas vezes os palácios insistem em ignorar.
Não existe construção sólida quando tudo se concentra apenas numa visão metropolitana, fechada e distante da realidade do povo. Pernambuco é muito maior do que uma bolha política cercada de bajuladores. O Estado é plural, diverso e precisa ser pensado de forma ampla.
Quando o debate deixa de ser coletivo, o erro deixa de ser percebido a tempo. E quando ninguém mais pode contrariar o comando, o projeto começa lentamente a perder conexão com a realidade.
A história já ensinou isso várias vezes.
E continuará ensinando para quem insistir em não aprender.
*Ex-prefeito de Palmeirina e ex-presidente da CODEAM
Uma das autoras de um dos pedidos de CPMI do caso Master que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) guarda com o máximo de cuidado debaixo da sua cadeira, a deputada Heloisa Helena (Rede-RJ) criticou duramente para o Correio Político o que, na sua avaliação, não passa de “jogo de cena”.
Na semana passada, quando Alcolumbre, em sessão do Congresso, disse que não iria pautar a instalação da CPMI, suscitou um debate no qual se atacaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um acusando o outro de envolvimento na crise do banco e cada um manifestando-se a favor da investigação. Para Heloisa Helena, pura encenação.
“Sinceramente, sinto desprezo pelo cínico jogo ensaiado”, disse Heloísa Helena. “Bilhões usurpados de aposentadorias e pensionistas, outros mais de bancos públicos no Fundo Garantidor de Crédito [FGC], impacto gigantesco nos orçamentos estaduais e municipais para tampar o roubo, que no final será pago pelos mais pobres”, continua. Para a deputada, haveria no ato de Alcolumbre de sentar em cima da CPMI uma encenação.
Alcolumbre não pauta, porque interessa a ele que a investigação não avance, e governo e oposição fazem seus discursos porque sabem da mesma forma que não vai avançar. Começando por Flávio Bolsonaro, tudo o que ele disse até agora mostra que ele não teria a menor condição de ir a uma CPMI e ali esclarecer o que de fato aconteceu com o dinheiro que pediu a Vorcaro. Ele fala de um “contrato com cláusula de confidencialidade”. Onde está o contrato? Não há mais sentido em manter confidencialidade. Primeiro, porque Vorcaro não honrou o contrato.
Segundo, porque o banqueiro está preso e constatada a origem ilegal do dinheiro. Do total de R$ 134 milhões que pediu, Flávio teria recebido efetivamente R$ 60 milhões. Se o senador tivesse de fato como mostrar que o dinheiro efetivamente foi para o financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, já teria apresentado essas planilhas.
Se, assim, Flávio nada ganharia sentando-se na cadeira de uma CPMI, também nada ganharia o governo. Primeiro, porque nunca interessa a um governo uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Ela é um instrumento da minoria, e é por isso que pode ser instalada com um número número menor de apoio.
Mas o governo também teria o que explicar. E o PT. Começando pelo fato de ser o Credicesta a origem da maior parte dos consignados falsos que engordaram a carteira que o Banco Master vendeu para o BRB. O Credicesta pertencia ao governo da Bahia, do PT, que o vendeu a Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
Poderá o PT e o governo da Bahia dizer que não sabia das intenções do Master de usar o Credicesta para fraudes. Mesmo assim, poderá ter problemas para explicar algumas coisas numa CPMI. Por exemplo: como se teve acesso aos dados dos professores da Bahia que tiveram em seus nomes os créditos?
Como era possível haver consignados falsos em nome dos professores da rede pública de ensino da Bahia sem o devido desconto do tal empréstimo todo mês na conta desses professores, se é assim que funciona um crédito consignado? Quem fazia vista grossa? Como se dava? O governo da Bahia teria como explicar isso numa CPMI?
Figuras ligadas ao PT e ao governo podem mesmo com tranquilidade explicar suas relações? O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski explicam tranquilos os contratos que tinham com o Master?E, então, Alcolumbre, com relação ao fundo do Amapá?
Assim, enquanto espera uma definição quanto à CPMI que pediu juntamente com a deputada Fernanda Melchiona (Psol-RS), Heloisa Helena desconfia das cobranças quanto à investigação. Nem governo. Nem oposição. Nem Centrão. Nem Legislativo. Nem Judiciário. É a impressionante rede de proteção do Master.
A primeira-dama de Petrolina, Alinne Durando, foi agraciada, ontem, com o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. A homenagem, proposta pelo vereador Marquinhos Amorim e subscrita pelos demais vereadores da Câmara Municipal, foi entregue durante sessão solene realizada na Casa Plínio Amorim, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população petrolinense, especialmente nas áreas do voluntariado e da dignidade humana.
Natural do Crato, no Ceará, Alinne chegou a Petrolina ainda criança e construiu na cidade toda a sua trajetória pessoal, profissional e familiar. Desde 2022, à frente da coordenação voluntária do Transforma Petrolina, Alinne tem consolidado sua atuação social, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade tanto na sede quanto no interior do município. “São 40 anos vivendo em Petrolina. Hoje recebo esse reconhecimento com muita gratidão no coração. Essa terra faz parte de quem eu sou e quando uma cidade entende a importância e a força da solidariedade, ela se transforma de dentro para fora”, declarou.
Surpreendido pela decisão do governo Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da medida e pretende fazer uma defesa da soberania nacional. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Lula também avalia fazer um telefonema para conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o assunto. Auxiliares do presidente brasileiro entendem que Trump pode não ter participado diretamente da formulação da medida, e que a decisão foi influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano.
Além disso, o Planalto quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado. De todo modo, o petista entende que a decisão representa que o governo americano pode ter tomado partido de Flávio Bolsonaro. O senador e pré-candidato à Presidência esteve na Casa Branca nesta semana e defendeu junto a Trump a adoção a medida.
Para a equipe de Lula, Trump deveria ter negociado ou pelo menos avisado o governo brasileiro antes que seu Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, anunciasse a decisão. O Itamaraty e o Ministério da Justiça foram surpreendidos com a publicação.
A forma como a medida foi divulgada desagradou o presidente e foi avaliada como uma sinalização de que Trump pode tentar dar apoio a Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral.
As Eleições 2026 já começaram, ao menos politicamente. Em todas as regiões do país, é possível perceber a intensificação da movimentação de pré-candidatos, o aumento da presença nas redes sociais, a participação em eventos públicos, entrevistas, encontros políticos e a construção cada vez mais antecipada de posicionamentos eleitorais. Mas, em meio a esse cenário, permanece uma dúvida recorrente na cabeça dos pré-candidatos e dos eleitores: afinal, o que já pode e o que ainda não pode ser feito na pré-campanha?
A resposta exige cautela. A legislação eleitoral brasileira passou, nos últimos anos, por mudanças importantes que flexibilizaram atos de pré-campanha, especialmente após a Reforma Eleitoral introduzida pela Lei nº 13.165/2015. O objetivo foi permitir maior liberdade de manifestação política antes do período oficial de campanha, preservando, ao mesmo tempo, a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.
Hoje, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), em seu artigo 36-A, admite expressamente diversas condutas que antes eram interpretadas como propaganda eleitoral antecipada. Isso significa que o pré-candidato pode, por exemplo, participar de entrevistas, debates, podcasts, encontros políticos, seminários e eventos partidários; pode divulgar posicionamentos políticos, qualidades pessoais, projetos e opiniões sobre temas de interesse público; pode conceder entrevistas à imprensa e manter intensa atividade nas redes sociais.
Também já é possível realizar impulsionamento de conteúdo na internet durante a pré-campanha, desde que respeitados os limites legais e que não haja pedido explícito de voto. Esse ponto merece destaque porque muitos ainda acreditam, equivocadamente, que qualquer divulgação patrocinada antes de agosto do ano eleitoral seria proibida.
A Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que a pré-campanha não precisa ser silenciosa. O debate político antecipado passou a ser compreendido como instrumento legítimo da democracia. Por isso, expressões como “estou preparado”, “quero representar Pernambuco”, “meu nome está à disposição”, “vamos construir esse projeto juntos” ou “o Brasil precisa mudar” normalmente são admitidas pela jurisprudência.
Por outro lado, há limites muito claros que continuam existindo e é justamente aí que muitos pré-candidatos acabam cometendo erros.
O principal deles é o pedido explícito de voto antes do período permitido. A legislação continua proibindo frases como “vote em mim”, “conto com seu voto”, “eleja”, “reeleja” ou qualquer mensagem que contenha solicitação direta e inequívoca de sufrágio.
Além disso, permanecem vedados atos que configurem campanha eleitoral antecipada mediante abuso econômico, uso indevido dos meios de comunicação ou desequilíbrio na disputa. A utilização ostensiva de estrutura pública, publicidade institucional disfarçada, contratação irregular de impulsionamento, uso de recursos não contabilizados ou promoção pessoal excessiva também podem gerar questionamentos judiciais.
Outro ponto sensível para 2026 será o uso da inteligência artificial. O crescimento de vídeos manipulados, deepfakes, montagens e conteúdos sintéticos já preocupa a Justiça Eleitoral. Embora o debate sobre IA ainda esteja em construção normativa, é evidente que a utilização de ferramentas tecnológicas para desinformação, manipulação da imagem de adversários ou disseminação de conteúdos falsos poderá resultar em graves consequências eleitorais.
As redes sociais continuarão sendo um dos principais campos de fiscalização. Curtidas, compartilhamentos, grupos de WhatsApp, vídeos patrocinados e postagens impulsionadas poderão servir como elementos de prova em futuras ações eleitorais. E é importante lembrar: muitas vezes, o ilícito não está apenas no conteúdo isolado, mas no contexto, na repetição, na estratégia e no potencial desequilibrador da conduta.
A pré-campanha moderna exige cada vez mais planejamento jurídico e comunicação responsável. Não basta apenas “estar nas redes”. É necessário compreender os limites da legislação, antecipar riscos e construir uma atuação estratégica que preserve a viabilidade futura da candidatura.
As Eleições 2026 serão, provavelmente, as mais digitais da história brasileira. E, nesse ambiente, quem souber equilibrar presença política, comunicação inteligente e segurança jurídica certamente largará na frente.
Corri meus 8 km diários, há pouco, em Triunfo, num friozinho de 17 graus, onde vim para cobrir o encontro da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito João Campos (PSB) com os vereadores no congresso estadual. Mas João não vem mais. Alegou que perdeu o voo de Brasília para Recife porque se estendeu numa audiência com o presidente Lula (PT).
Após alegar que perdeu o voo, devido a reunião extensa que teve com o presidente Lula (PT), ontem, em Brasília, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), cancelou a sua presença no congresso da União de Vereadores de Pernambuco (UVP), hoje, em Triunfo.
Em vídeo postado nas suas redes sociais, João afirmou que marcará uma nova ocasião para “conversar com os vereadores de Pernambuco”. A governadora Raquel Lyra (PSD) mantém a sua agenda e é aguardada no evento. Confira abaixo o vídeo publicado por João:
Justiça coloca em xeque pesquisas com irregularidades
As sucessivas decisões da Justiça Eleitoral suspendendo pesquisas em Pernambuco começam a produzir um efeito político e institucional que vai muito além da disputa entre candidatos: colocam sob forte desconfiança a credibilidade de levantamentos eleitorais marcados por indícios de irregularidades, inconsistências cadastrais e dúvidas sobre financiamento.
Depois da suspensão da pesquisa do instituto Veritá, em abril, a Justiça Eleitoral voltou a agir nesta semana ao determinar a retirada de circulação de um levantamento do Instituto Múltipla que colocava a governadora Raquel Lyra (PSD) na frente da disputa estadual. Na nova decisão, o TRE apontou “indícios relevantes de deficiência técnica” e inconsistências relacionadas à origem dos recursos usados para financiar a pesquisa, além de divergências sobre quem teria contratado efetivamente o levantamento.
O que chama atenção não é apenas o mérito de cada processo isoladamente, mas a repetição de problemas que deveriam ser elementares em qualquer pesquisa eleitoral séria: transparência sobre financiamento, regularidade cadastral, coerência metodológica e fidelidade das informações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Quando esses requisitos deixam de ser observados, o debate democrático passa a conviver com uma contaminação perigosa: a utilização de números eleitorais como instrumento de influência política, e não como retrato técnico da opinião pública.
Pesquisas possuem enorme capacidade de interferência no ambiente eleitoral. Influenciam narrativas, movimentam alianças, impactam o comportamento do eleitor e ajudam a construir percepções de força ou fragilidade política.
Exatamente por isso, a legislação eleitoral brasileira estabelece regras rígidas para registro, metodologia e transparência dos levantamentos. As recentes decisões do TRE mostram que a Justiça Eleitoral tem elevado o rigor sobre esse tipo de controle.
E isso ocorre em um momento particularmente sensível, marcado pela antecipação do debate eleitoral e pelo aumento da disputa política em Pernambuco. O problema é que, a cada nova suspensão judicial, cresce também a percepção pública de que parte dessas pesquisas pode estar sendo utilizada mais como peça de guerra política e propaganda do que como instrumento técnico de informação.
O resultado disso é um desgaste para todo o sistema de pesquisas eleitorais, inclusive para os institutos sérios, que acabam atingidos pelo ambiente generalizado de desconfiança.
Mais do que beneficiar ou prejudicar determinado grupo político, decisões como essas reforçam um princípio essencial: pesquisa eleitoral não pode ser tratada como ferramenta de manipulação de expectativa ou fabricação artificial de cenários. Em democracia, números precisam ser sustentados por transparência, responsabilidade técnica e confiança pública.
JÁ GANHOU – Bastou uma pesquisa na qual Raquel aparece na frente de João pela primeira vez, como a do Datafolha de ontem, para os aliados da governadora mudarem o comportamento, até então de desconfiança em relação ao resultado da eleição. Passaram a cantar vitória antes do tempo com um tom de arrogância repugnante. O jogo, entretanto, ainda não deu o seu início.
A capital da aposta – A quatro meses das eleições, em Surubim, a capital da vaquejada, já há apostas sobre o resultado da eleição para governador e senador envolvendo tudo, de dinheiro até casa própria. Um leitor do blog contou que assistiu, ontem, a uma aposta, já casada e empenhada, no valor de R$ 1 milhão em espécie. Tem aposta também em dólar, em terrenos, carros, fazendas, cavalos de vaquejada e bois.
Operação em Jaboatão – Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, ontem, contra o presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão Clovis Paiva (ex-PP), durante uma operação da Polícia Civil do Ceará com apoio da Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com o delegado de Polícia Civil do Ceará Ícaro Coelho, a operação busca possíveis ligações dos dois agentes políticos com um pernambucano apontado como mandante de um duplo homicídio ocorrido em abril de 2025, na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Ninguém votou contra – No primeiro turno da votação da PEC da redução da jornada de trabalho 6-1, na Câmara dos Deputados, quarta-feira passada, todos os deputados da bancada de Pernambuco votaram a favor da proposta, que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso. Mais tarde, na segunda votação, o deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE) se ausentou. Os demais integrantes da bancada pernambucana mantiveram votos favoráveis à PEC.
Dudu da Fonte bem na foto – Pelos números da pesquisa Datafolha para o Senado, entre os nomes especulados para a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o que melhor pontuou foi o do deputado Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação Progressista. Ele aparece com 22%. Para quem nunca disputou uma eleição majoritária, uma largada e tanto. Dudu, como é mais conhecido, tem quase o triplo das intenções de Túlio Gadelha (PSD), nome praticamente já escolhido pela governadora para entrar na briga por uma das duas vagas ao Senado.
CURTAS
TERMÔMETRO 1 – Minha charmosa e aconchegante Triunfo vira o centro político do Estado por causa da presença, no congresso dos vereadores, dos dois principais candidatos a governador: Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição, e João Campos (PSB).
TERMÔMETRO 2 – A organização do evento teve o cuidado de evitar um cara a cara de Raquel com João. Pela agenda, ficou acertado que o socialista fala primeiro, logo cedo, às 8h30, e a governadora depois, por volta das 11 horas. De qualquer forma, trata-se de um ambiente para medir o termômetro eleitoral.
PODCAST – O ex-governador do Rio, Moreira Franco (MDB), aceitou meu convite para ir ao podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira para falar sobre seu livro trazendo os bastidores da transição e o processo de redemocratização no País. A obra foi lançada em São Paulo na última segunda-feira e terá uma noite de autógrafos também no Recife por iniciativa do presidente do MDB, Raul Henry.
Perguntar não ofende: Pesquisa influencia o eleitor?