Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, rivais no Supremo Federal, que sempre sentam um ao lado do outro, podem ficar separados na sessão que começa em instantes. O presidente Edson Fachin foi aconselhado a tomar essa decisão por uma questão de cautela, temendo a sessão virar um ringue.
A sessão inédita do STF para julgar o ministro Alexandre de Moraes, que começa em instantes, se não der em nada pode arranhar ainda mais a imagem da justiça brasileira. Segundo pesquisa do instituto Quaest, 56% dos brasileiros não confiam na corte, um crescimento de dez pontos percentuais em pouco mais de um mês.
Embora a imensa maioria (46%) entenda que todos saem chamuscados com a septicemia do caso Master, a parte que cabe ao Supremo nesse latifúndio escalou de 2% em julho para 17%. Traduzindo: se tudo que está em jogo não der em nada, a alta corte da justiça vai ficar sangrando.
Os eleitores alagoanos mais uma vez confirmaram a preferência por Renan Calheiros (MDB) à reeleição ao Senado Federal. Foi o que revelou o levantamento do instituto Real Time Big Data, que mostra o candidato emedebista com 22% das intenções de votos.
A pesquisa foi contratada pela Rede Record e divulgada nesta terça-feira (15). Ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a inscrição AL-09248/2026, tendo sido foi realizada entre os dias 10 e 14 de setembro, com 1.600 eleitores entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.
Ainda de acordo com o levantamento, Marina JHC (PSDB) aparece com 21%, e o deputado Arthur Lira (PP), com 19%. Quem também assume a liderança na pesquisa é Renan Filho (MDB), que concorre ao Governo de Alagoas e mostra vitória no 1º e 2º turno contra JHC (PSDB).
Pela primeira vez desde o início da crise envolvendo o caso Master, o ministro Alexandre de Moraes falou publicamente sobre as suspeitas levantadas contra ele em relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta segunda (14), Moraes negou ter cometido qualquer irregularidade, afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e disse que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira. As informações são do g1.
O ministro também classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações produzidas por terceiros e afirmou que a ofensiva tem motivação “político-eleitoral”.
O documento foi apresentado na véspera do julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do STF vai analisar o relatório produzido pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e discutir se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Fachin, e ocorre em meio a uma série de discussões sobre a validade do relatório, o alcance da análise dos ministros e a participação de integrantes diretamente citados no caso.
Na manifestação, Moraes sustenta que a investigação determinada pelo ministro André Mendonça é ilegal porque teria sido instaurada sem pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), sem provocação da Polícia Federal e sem autorização prévia do plenário do STF. “Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte”, diz a manifestação.
Segundo ele, o relatório produzido no caso “não apontou a existência de nenhum indício de infração penal” de sua parte e se baseia em anotações encontradas em blocos de notas do celular de Vorcaro.
O ministro afirma que nunca teve conhecimento prévio da Operação Compliance, jamais entrou em contato com autoridades responsáveis pela investigação nem vazou informações do procedimento. Também diz que nunca praticou qualquer ato para favorecer o Banco Master ou Vorcaro e destaca que não participou de processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.
Um dos principais argumentos da defesa é que a hipótese de vazamento não se sustenta diante do resultado da própria operação. Moraes afirma que Vorcaro foi preso quando se preparava para embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, portando passaporte verdadeiro e seu telefone celular.
Segundo ele, o sucesso da prisão e da apreensão do aparelho demonstra que o investigado não tinha conhecimento prévio da existência de mandado judicial contra si. “Não é lógico, razoável e plausível” concluir que houve favorecimento ou vazamento de informações, afirma o ministro no documento. Moraes sustenta que a Operação Compliance foi totalmente exitosa e que a apreensão do celular de Vorcaro permitiu justamente o avanço das investigações.
Outro eixo central da manifestação é a contestação das supostas mensagens. Moraes afirma que o relatório não apresenta “nenhuma mensagem” de sua autoria que indique consultoria jurídica, favorecimento ao Banco Master ou conhecimento prévio de operações policiais.
“Não há nenhuma, absolutamente nenhuma mensagem de autoria do ministro Alexandre de Moraes que indique qualquer consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de qualquer operação policial.”
Segundo ele, a investigação tenta atribuir a sua responsabilidade textos encontrados em blocos de notas do celular de Vorcaro sem demonstrar que essas anotações tenham efetivamente sido enviadas por mensagem a ele.
A defesa também critica a metodologia utilizada no relatório da PF. Moraes diz que as provas não foram preservadas da forma adequada e que o relatório foi construído a partir de interpretações, e não de uma perícia técnica. Segundo o ministro, as conclusões foram construídas a partir de recortes de mensagens e interpretações sem comprovação técnica.
Ao tratar da motivação do caso, Moraes afirma que as acusações são utilizadas para atacá-lo politicamente. O ministro diz que a investigação foi conduzida com finalidade “político-eleitoral” e classifica as suspeitas como uma tentaiva de “vingança”. As afirmações aparecem na manifestação como alegações feitas pelo próprio magistrado.
Durante entrevista a uma rádio nesta segunda-feira (14), o prefeito do Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, afirmou que o deputado federal Felipe Carreras e o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Fábio Aragão, nunca levaram “um pirulito” para o município. A declaração, no entanto, é contrariada por documentos que comprovam a destinação de recursos para o Brejo da Madre de Deus.
Fábio Aragão nunca exerceu mandato de deputado estadual ou federal. Ainda assim, por meio de sua articulação política com Felipe Carreras, apresentou demandas do Brejo ao parlamentar, resultando na destinação de R$ 1 milhão em recursos para a saúde do município. Parte desse valor já deixou de ser apenas uma indicação no orçamento: R$270.176,000 foram efetivamente pagos no dia 26 de maio de 2026.
O recurso é destinado à aquisição de dois carros e três motocicletas para a saúde do Brejo da Madre de Deus. Com o dinheiro já pago, cabe agora à Prefeitura cumprir os procedimentos administrativos necessários, como processo licitatório ou adesão a ata, para realizar a compra e colocar os veículos à disposição da população.
Há ainda uma segunda proposta voltada à aquisição de um micro-ônibus para ampliar o atendimento da saúde municipal. O projeto chegou a ser apresentado no primeiro ciclo, mas, devido à necessidade de complementação documental, passou para o segundo ciclo. Atualmente, encontra-se em situação favorável, aguardando classificação orçamentária.
Os registros, portanto, mostram dois fatos objetivos: houve articulação de Fábio Aragão em favor do Brejo da Madre de Deus e houve destinação de recursos pelo mandato do deputado federal Felipe Carreras, inclusive com parcela já paga.
A discussão não precisa ficar no campo das versões políticas. Há recurso indicado, há valor pago, há finalidade definida e há documentação capaz de comprovar cada etapa.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de uma decisão com fatos envolvendo o ministro André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro para o procedimento que apura condutas do magistrado. Os elementos foram levantados em uma ação que discute a concessão de serviços funerários e cemiteriais em São Paulo.
Em decisão assinada na manhã desta terça-feira (15), Dino determinou que uma cópia do documento seja encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, para juntada aos autos em que são apuradas condutas de Mendonça. As informações são do Metrópoles.
Segundo Dino, os fatos deverão ser esclarecidos, após autorização do Plenário do Supremo e com garantia do contraditório e da ampla defesa, porque podem impactar o julgamento da ação sobre os cemitérios paulistanos.
A ação foi apresentada pelo partido PCdoB e questiona aspectos da concessão à iniciativa privada dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação da capital paulista.
Em novembro de 2024, Dino havia determinado que o município restabelecesse, como teto para a cobrança dos serviços, os valores praticados imediatamente antes das concessões, com atualização pelo IPCA. O ministro apontou, na ocasião, evidências de preços abusivos e incompatíveis com a natureza pública dos serviços.
Posteriormente, Dino ampliou as medidas para reforçar a transparência, a fiscalização e a responsabilização das concessionárias. A cautelar foi levada ao Plenário do STF em março de 2025.
Foi nesse contexto que ocorreu o encontro entre Mendonça e Vorcaro. Segundo Dino, o próprio ministro confirmou ter recebido o banqueiro em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter.
Dino afirma que Mendonça recebeu Vorcaro a pedido de integrantes da Igreja Batista da Lagoinha, com intermediação do deputado federal Cezinha Madureira, alvo da Polícia Federal (PF) nessa segunda-feira (14/9).
No dia seguinte ao encontro, Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento da cautelar. Quando a análise foi retomada, em 4 de abril de 2025, o ministro abriu divergência e votou contra o referendo da medida concedida por Dino.
Ligação com o Master
Segundo Dino, o Banco Master, de Vorcaro, aparece financeiramente ligado ao setor funerário, inclusive à Cortel, concessionária alcançada pela ADPF. A decisão cita fundos de investimento ligados ao banco com participação no setor. Um deles, o Brazilian Graveyard and Death Care Services, possui 20% das ações da Cortel. O Master era um dos principais cotistas do fundo, que chegou a ser administrado pela Master Corretora.
Dino também menciona Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que integrou o conselho da Cortel. Documentos da concessionária, entre eles atas produzidas entre 2022 e 2025, teriam sido assinados por Zettel com endereços de e-mail institucionais vinculados ao Master.
Zettel está preso preventivamente por decisão de Mendonça, assim como Vorcaro.
A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes será realizada nesta terça (15).
Convocada pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin, a plenária será a primeira da história em que o colegiado decide abertamente sobre a abertura de inquérito contra um dos seus integrantes.
A sessão será aberta e está marcada para iniciar às 10h. O plenário estará aberto para quem quiser acompanhar presencialmente, mas somente pessoas credenciadas previamente poderão ter acesso ao local. Além disso, o julgamento poderá ser acompanhado por meio da TV Justiça e pela transmissão oficial do STF no YouTube.
Caso Vorcaro
O julgamento de Alexandre de Moraes é motivado pela relação do ministro com o banqueiro, fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O empresário está envolvido num escândalo de fraude financeira e corrupção, que culminaram na liquidação do Banco Master.
As mensagens entre Moraes e Vorcaro expuseram negativamente o STF. O ministro Moraes acusou o então relator André Mendonça de conduzir as investigações com parcialidade e direcionamento político. Diante disso, o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu pessoalmente a relatoria do caso, retirando-o das mãos de Mendonça, e convocou uma sessão deliberativa do plenário. Os ministros votarão para decidir se há elementos que justifiquem a abertura de investigação contra Moraes ou se o caso será arquivado.
Já cheguei em Brasília para acompanhar a histórica sessão do STF que vai decidir se abre investigação sobre o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes no escândalo do Banco Master.
A mais recente pesquisa Real Time Big Data confirma o que o calor das ruas já vinha sinalizando: a virada numérica de João Campos (44% a 43%) sobre a governadora Raquel Lyra não é fruto de acaso estatístico, mas o reflexo direto de uma postura de campanha que combina humildade, trabalho e clareza programática. Mais do que ultrapassar a mandatária no cenário geral, a força do candidato do PSB se revela onde a política mais precisa pulsar: entre os mais jovens, onde abre 13 pontos de vantagem (50% a 37%), e na base da pirâmide socioeconômica, com dez pontos à frente entre quem ganha até dois salários mínimos (49% a 39%).
Esse avanço consistente se explica pelo contraste de métodos. Enquanto a campanha de Raquel Lyra protagonizou a infeliz declaração de sua coordenação afirmando que a governadora “não precisa pisar no Recife”, num gesto de desdém que afasta a capital do restante do estado, João adota o caminho oposto. Ele gasta sola de sapato no contato olho no olho com as pessoas, seja nas comunidades do Recife ou rodando as cidades do interior de Pernambuco, sem distinção de CEP e sem empáfia de gabinete.
A campanha investe na apresentação contínua de projetos e propostas concretas para o estado, dialogando com as aspirações de modernização sem abandonar o olhar social. João compreende a importância da construção coletiva. A valorização dos aliados locais caminha lado a lado com o apoio do presidente Lula: uma parceria que transcende o mero palanque eleitoral e se traduz em alinhamento de projetos estruturantes para tirar o estado da inércia.
O desempenho superior no último debate consolidou sua capacidade de liderança. Ao questionar abertamente a incoerência do supersalário da governadora em contraste com a realidade precária do serviço público estadual, João colocou em evidência as contradições da atual gestão com coragem e preparo.
A menor rejeição de João (38% contra 40% de Raquel) e sua liderança absoluta nas faixas que historicamente decidem eleições mostram que Pernambuco busca energia nova e capacidade de diálogo. Ao unir a capacidade técnica demonstrada em sua trajetória ao calor humano de quem não teme ouvir a população, João Campos não apenas assume a dianteira dos números: consolida-se como o projeto que melhor entende as dores e a esperança do povo pernambucano.
Em 30 dias de campanha, Raquel fez 26 agendas em horário do expediente
Os primeiros 30 dias de campanha eleitoral mostram que Raquel Lyra (PSD) não vem conciliando as agendas políticas com o expediente que precisa dar como governadora. Das 45 atividades públicas como candidata em dias úteis, 26 foram cumpridas em horários em que ela precisaria trabalhar como chefe do Poder Executivo, o que corresponde a 57% do total.
Em ao menos um terço do calendário já transcorrido, ela não teve como cumprir as oito horas de serviço como governadora. O expediente oficial do Governo de Pernambuco vai das 8h às 17h, com uma hora de almoço, conforme determinado pela Secretaria de Administração.
Há dias, contudo, em que, segundo a agenda divulgada pela assessoria da candidata, Raquel não conseguiu dar nem quatro horas de expediente dentro desse período. Em 20 de agosto, por exemplo, ela esteve em uma sabatina às 11h, gravou o guia eleitoral às 14h e teve que estar numa caminhada na Várzea, na Zona Oeste do Recife, às 17h, horário em que, à luz da legislação vigente, já estaria livre de sua jornada de trabalho como governadora.
Outro dia com possível expediente reduzido foi 26 de agosto. Às 8h, já em horário de expediente, a governadora fez um panfletaço na Avenida Agamenon Magalhães, no Recife. Depois, às 14h, esteve em uma sabatina, e às 16h, gravando seu guia eleitoral. No dia seguinte, a situação se repetiu.
Segundo a agenda oficial, das 7h30 às 8h20, Raquel participou de uma sabatina online na sala de sua casa. Ela teve que gravar inserções para a televisão às 15h, participar de uma caminhada em Igarassu, no Grande Recife, às 16h30, e inaugurar o comitê de um aliado na Zona Sul do Recife, às 20h.
Em 2 de setembro, das 11h às 15h, Raquel esteve ocupada em duas sabatinas presenciais no Recife, das quais participou como candidata. Às 17h, já teve que estar em uma caminhada no Ipsep, na Zona Sul da capital, o que praticamente tomou todo o dia dela com atividades de campanha. A rotina de candidata prevaleceu sobre as agendas de governadora também em 10 de setembro.
Raquel gravou para o guia eleitoral às 10h e se dirigiu a uma sabatina em Caruaru às 14h. Embora candidatos à reeleição tenham a vantagem de concorrer sem sair do cargo, a legislação eleitoral veda a participação em atos de campanha no horário de expediente para preservar o princípio da impessoalidade e evitar abuso de poder econômico que desequilibre a disputa.
Mesmo cumprindo expediente reduzido como governadora, Raquel segue embolsando seu salário integralmente. Como é procuradora do Estado e optou pela remuneração de sua carreira, a candidata tem ganhos mensais acima de R$ 60 mil, o que já foi tema de denúncia durante a campanha e vem sendo contestado judicialmente.
INVERDADES – A governadora Raquel Lyra (PSD) parece ter escolhido a inverdade como método de campanha. O que prometeu, por exemplo, não entregou ao longo dos quatro anos. Nos debates, tenta apresentar como realização aquilo que não fez. E agora não condiz com a verdade também sobre o futuro, fazendo novas promessas como se os pernambucanos não pudessem cobrar o que ficou para trás. Mas há algo ainda mais grave: a Justiça Eleitoral acaba de desmentir a própria Raquel. A governadora divulgou um conteúdo apresentado como “Direito de Resposta” contra João Campos, tentando passar ao eleitor a impressão de que havia conquistado uma decisão judicial contra o candidato do PSB.
Gravíssima desinformação – O desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira foi claro ao apontar que não existia, naquele processo, decisão concedendo direito de resposta a Raquel. Mais do que isso, determinou a retirada imediata do conteúdo das redes sociais da candidata e das páginas que reproduziram a peça. O magistrado também destacou que a utilização da expressão “Direito de Resposta” poderia induzir o eleitorado ao erro e classificou a prática como “gravíssima desinformação institucional”. Ou seja: não foi João Campos quem desmentiu Raquel. Foi a própria Justiça Eleitoral.
Golpe da Transnordestina – O candidato do PSB a governador, João Campos (PSB), acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de retirar o trecho pernambucano da Transnordestina da concessão federal e dar um “golpe em Pernambuco”. A declaração foi dada à TV Globo. Em seguida, prometeu, caso seja eleito, pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que transfira ao Estado a responsabilidade pela obra e afirmou que pretende inaugurá-la em quatro anos.
Faltou empenho de Raquel – Em dezembro de 2022, um aditivo ao contrato da Transnordestina Logística excluiu da concessão o trecho Salgueiro-Suape, em Pernambuco, que retornou à responsabilidade do governo federal. João afirmou que Lula se comprometeu a executar o ramal, mas acusou o governo de Raquel Lyra (PSD) de não assumir o protagonismo necessário para tirar a obra do papel.
Independentes e o Sudeste puxam Flávio – Pela primeira vez em pesquisa da Quaest, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, ultrapassou numericamente Lula (PT), com 42% contra 40% do petista. A vantagem foi puxada, entre outros grupos, por eleitores independentes, aqueles que não se classificam como de esquerda ou lulistas, tampouco de direita ou bolsonaristas. Entre eles, o senador tem agora dez pontos a mais que o adversário (36% a 26%). Outro estrato importante para ilustrar a evolução de Flávio é o regional. No Sudeste, região mais populosa, a diferença entre ele e Lula é agora de 16 pontos; na semana passada, era de nove. As variações ocorreram dentro da margem de erro de três pontos percentuais nas duas pesquisas, mas indicam uma curva positiva para o bolsonarista.
CURTAS
EFEITOS DA CRISE 1 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao portal Neofeed que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) atrapalha muito a economia e traz uma instabilidade muito ruim para o país. Além disso, disse que há um preconceito do mercado com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e repetiu que tem compromisso com a responsabilidade fiscal e aprofundará medidas sobre isso num possível próximo mandato.
EFEITOS DA CRISE 2 – “Esse tipo de instabilidade é muito ruim. Eu tenho que reconhecer isso. O presidente Lula tem dito isso, que é muito importante. O Poder Judiciário tem que ser um poder independente do Legislativo, do Executivo, e ao mesmo tempo harmônico, e tem que ter uma postura de ganhar mais credibilidade, de abrir os processos sem escolhas seletivas do que está sendo vazado, não vazado. É preciso fazer isso à luz do que está sendo vazado”, disse Durigan.
NA PRISÃO – O Tribunal de Justiça de Pernambuco manteve o afastamento das funções públicas do policial penal Alessandro Barbosa Martins de Sousa, ex-diretor da Penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, em Petrolina. Ele é suspeito de participação num esquema de corrupção que garantia privilégios a presos em troca de propina.
Perguntar não ofende: A sessão do Supremo acaba em pizza?