“Esquerda precisa repensar vários de seus dogmas”, afirma ex-presidente do PSB, Carlos Siqueira

Ex-presidente nacional do PSB por 11 anos e atual dirigente da fundação de formação política do partido, Carlos Siqueira dedicou os últimos anos a uma pesquisa sobre o novo perfil do eleitorado brasileiro. O trabalho resultou no livro “O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro”, lançado pela Fundação João Mangabeira. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Siqueira falou sobre a importância da esquerda se atualizar sobre as mudanças da sociedade. “Hoje temos um governo de manutenção da ordem e do status quo. Precisamos ter um governo de transformações que elevem o país a patamar político, econômico e social muito maior do que estamos a viver”, afirmou o ex-dirigente.

Seu livro procura desvendar muitos questionamentos sobre o atual pensamento do eleitorado brasileiro. O que pode falar a respeito?

Nós da Fundação João Mangabeira e do PSB tivemos a preocupação de saber as razões da mudança do perfil do eleitorado brasileiro. Fizemos pesquisas quantitativas e qualitativas em todo o país, com um foco especial no eleitorado evangélico, nas juventudes e em mulheres chefes de família. Isso resultou em uma pesquisa ampla, um estudo das razões pelas quais chegamos nessas mudanças. O eleitorado brasileiro está muito dividido, bem ao meio. Tanto que você tem hoje uma eleição presidencial na qual ninguém pode apostar no resultado. Só depois da apuração. Dois polos foram criados. Antes era PT e PSDB, agora são PT e PL.

A propaganda eleitoral obrigatória, conhecida em Pernambuco como guia eleitoral, começou nesta sexta-feira (28). Na TV, o primeiro dia dos programas dos candidatos ao governo estadual teve o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) relembrando sua trajetória política; o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) pilotando uma Kombi em várias regiões do estado; e um relato emocionado da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Apenas esses três candidatos ao governo têm direito a ter propaganda eleitoral no rádio e na TV nas eleições de 2026, já que os demais partidos não atingiram a cláusula de barreira, como determina a Justiça Eleitoral. Além deles, também são candidatos ao governo Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO). As informações são do portal g1.

Por Gastão Cerquinha Neto*

A chuva que cai sobre a cidade não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Para uma parcela da população, uma noite de chuva pode significar apenas uma mudança nos planos ou algum transtorno no trânsito. Para outra, significa o medo de dormir sem saber se a água vai em casa ou se uma encosta poderá cair durante a madrugada. Essa insegurança faz parte da rotina de muitos grupos socialmente vulneráveis, que frequentemente vivem em áreas de risco e têm acesso limitado a condições básicas de moradia e infraestrutura urbana.

Quem vive nessas áreas geralmente conhece os riscos a que está exposto. Tem uma ideia de onde a água costuma subir, quais ruas alagam primeiro e quais encostas já cederam ou que precisa de proteção. Permanecer nesses locais, entretanto, nem sempre é uma escolha. Os custos de moradia, a necessidade de viver próximo ao trabalho, os vínculos familiares e comunitários e o acesso a serviços e oportunidades fazem com que muitas famílias tenham poucas alternativas para morar em locais mais seguros.

Caruaru - Minha rua nova

Lulinha vira calcanhar de Aquiles de Lula na campanha

O caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa a investigação policial e se transforma em um problema político direto para o presidente Lula (PT), justamente quando a campanha presidencial entra em uma fase decisiva. O desgaste tem pelo menos duas frentes: a eleitoral, porque oferece à oposição um novo flanco para atacar o presidente, e a narrativa, porque obriga Lula a explicar publicamente sua relação com pessoas que aparecem no entorno das investigações.

A situação se tornou ainda mais delicada depois da entrevista concedida pelo presidente à TV Globo, na quinta-feira (27), quando o tema ocupou parte relevante da sabatina e colocou Lula diante de perguntas sobre corrupção e sobre as relações de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger.

No campo eleitoral, o principal risco para Lula não está necessariamente na existência de uma investigação contra o filho, mas na possibilidade de o caso se transformar em uma narrativa recorrente durante toda a campanha. A oposição tem interesse evidente em associar Lulinha ao Palácio do Planalto e explorar a proximidade de Roberta Luchsinger com integrantes do círculo de poder.